Notas iniciais
OMG! O que o Uruha vai fazer com a pequena robozinha sozinho numa loja de departamentos? DDD:
Nesse a Cecile vai conhecer o resto da banda.... Não antes do Ruki perturbar todo mundo!

- Eu estava pensando – começou Uruha.

- Você ainda se lembra como faz isso, Kouyou? Faz tanto tempo que você não usa seu cérebro! – brincou Ruki.

- Pelo menos eu ainda consigo escrever músicas~ — o guitarrista cantarolou.

- Ouch! Essa doeu hein, chibi! – Reita zoou, cutucando o amigo com o cotovelo. Cecile não entendeu nada, mas estava feliz que Ruki estava sorrindo.

Aparentemente, o mal-humor do vocalista havia passado. Segundo Reita era porque ele havia tomado seu chá preto com gengibre diário antes de saírem do café. Estavam prestes a entrar numa loja quando Uruha tinha começado a falar.

- Então, que tal fazermos o seguinte? Akira e Takanori vão para a PSC, enquanto eu levo a Cecile-san para comprarmos roupas.

- Eeee... – os outros dois disseram meio decepcionados.

- Vocês só atrapalhariam se ficasse nos apressando. – Uruha disse – O que acha, Cecile-san?

- Vai ser uma surpresa! – ela disse com um sorriso de criança prestes a aprontar.

- Certo, certo – disse o baixista derrotado – Vamos, Takanori, somos criaturas indesejadas aqui.

- Ok... – o vocalista respondeu hesitante.

Eles entraram no carro e Ruki abriu a janela para dizer:

- Ei, Kouyou, cuidado com ela, ela pode te dar uns golpes de judô! – e riu.

- Ei! – ela exclamou, fingindo estar brava.

- Ee, o que? – Uruha perguntou confuso. Ruki riu novamente e continuou.

- Não, agora sério, cuidado com o que vocês fazem, ninguém pode saber o que a Cecile é, ok?

- Pode deixar, mamãe – disse o guitarrista revirando os olhos – Vamos, Cecile-san!

- Sim!

E os dois se viraram e entraram na tal loja assim que o carro partiu. O local era um tipo de loja de departamento, com araras de roupas por todos os lados. Uruha deu uma breve olhada em volta e então começou a andar pelos corredores, pegando peças habilmente daqui e dali, deixando Cecile mais perdida do que cego em tiroteio. Assim, ela resolveu puxar assunto para ver se ficava menos confusa.

- Kouyou-san, eles iriam mesmo nos atrapalhar de ficassem? – ela perguntou enquanto tentava acompanhar os passos rápidos do guitarrista.

- Na verdade, Cecile-san – ele começou a responder parando e virando-se de frente para olha-la – eu queria conversar com você a sós.

- Oh~ Fico lisonjeada, Kouyou-san, mas o Taka já é meu namorado e ...

- Não é nada disso, poxa! – ele disse rindo – É que eu queria te contar o porquê dele estar tão emburrado e distraído.

- Hm... tudo bem me contar? Eu acho que ele não queria que eu soubesse... – ela baixou a cabeça.

- Mas você tem que saber! Veja bem, o motivo de ele ter te encomendado é porque nós achamos que você pode ajudar a resolver o problema dele. Então nada mais justo do que você saber do que se trata, não?

- Acho que sim...

Eles voltaram a andar e, enquanto Uruha continuava pegando roupas e acessórios, foi contando tudo a Cecile, desde a história da noiva de Ruki oito anos antes, até a crise de criatividade que ele desenvolvera recentemente.

Cecile estava realmente feliz em descobrir coisas novas sobre o namorado, e ainda mais feliz em saber que só ela poderia ajuda-lo. Mas a história era tão triste que ela se arrependeu de ter brigado com ele antes.

- Yoshi! Se for para ajudar o Taka-kun vou me esforçar ao máximo! – ela disse animadamente – Ah, mas...em sete dias não há muito que eu possa fazer – ela disse, ficando novamente cabisbaixa.

- Não se preocupe – Uruha deu-lhe seu sorriso infantil mais sincero – pode ser que até lá ele resolva te comprar definitivamente!

Aquelas palavras trouxeram um pouco de esperança para a cyborg.

***

- Ai, mas que saco, Ruki-kun! Será que você pode parar e andar pra lá e pra cá um momento?! – disse Kai já estressado com a impaciência do outro.

- Desculpe, Kai-kun, estou um pouco ansioso – o vocalista respondeu sentando-se no sofá e começando a balançar a perna nervosamente. Kai revirou os olhos.

- Por que você está assim, afinal? – Aoi perguntou de onde estava sentado twittando em seu iPad.

É claro que ele estava nervoso! Havia deixado sua namorada sozinha com o cabeça de vento do Kouyou e ainda tinha que pensar num modo de contar as boas novas para Kai e Aoi.

- Bem, aconteceram muitas coisas desde ontem, sabem... – ele deu uma risadinha nervosa e lançou um olhar desesperado para Reita que estava sentado na poltrona em sua frente, parecendo se divertir com a situação do amigo. Mas é claro que o baixista não ia deixar Ruki na mão. Pelo menos não quando ele podia se gabar de certas coisas. Então ele riu e explicou:

- O que o Takanori quer dizer, é que minha idéia de ontem na verdade não foi tão ruim – e abriu um sorriso enorme de vitória.

O líder da banda logo entendeu e arregalou os olhos.

- Ruki-kun, eu não acredito que você realmente fez isso! – ele exclamou perplexo.

- O que? O que eu perdi? – perguntou Aoi finalmente desviando a atenção de sua conversa com Kazuki do Screw pelo twitter.

- Nada de mais, Aoi-kun – disse Reita fingindo indiferença – Só que o chibi aqui comprou uma linda namorada para si.

- Oh~ — exclamou o guitarrista, e logo levantou de onde estava para sentar-se ao lado do vocalista que continuava a balançar as pernas e agora também mordia tensamente o lábio – Me conte detalhes! Como ela é?! Aliás, onde ela está? Melhor ainda... você escolheu aquele modelo noturno?!?!

Reita começou a gargalhar e Kai disse:

- Calma, Aoi-kun, não ta vendo como ele ta nervoso? Não vá deixa-lo ainda mais tenso!

- Tudo bem, Kai-kun – Ruki respirou fundo e continuou – Bem, por onde eu começo? Er... bem, eu escolhi o modelo normal, Aoi.

- Eee... que sem graça! – Aoi disse.

- Quero ver você dizer isso depois de vê-la. – riu Reita.

- Enfim... nós demos o nome de Cecile a ela – Ruki comentou parecendo bastante sem graça em falar sobre aquilo.

- Nós nada! Não mente, seu anão! – protestou o baixista – A idéia foi minha, hehe.

- Hai, hai – bufou Ruki – a idéia foi dele...

Kai agora se levantou e foi sentar perto dos amigos. A conversa estava um tanto interessante.

- Isso! E Kouyou foi leva-la para comprar roupas. Vocês sabem como não dá para confiar em mim e no Takanori para essas coisas~ — o baixista disse, dando ombros.

- E como ela é? – perguntou Aoi com olhos brilhantes – Parece tanto com um humano como vimos naquele site?

- AHAM! – exclamou Ruki – Você nem imagina... Ela, hm... tem a pele macia e tudo mais...

- E ela até fica vermelhinha de vergonha – zombou Reita, apertando as próprias bochechas.

- Hoo~ — dessa vez foi Kai quem exclamou.

- Yep! E nosso pequeno vocalista aqui fez o favor de revelar seu bom gosto para mulheres e ainda programou ótimas características nela~ — Reita disse sonhador.

- Bem, então você está assim ansioso só para ver como ela vai ficar com roupas novas? – perguntou Aoi confuso.

- Não! Bem... sim, mas não só por isso...

- Ho~ Será que é porque você deixou sua robozinha sozinha com o garanhão do Kouyou?! – disse o baixista erguendo as sobrancelhas, segurando o riso.

- Tsc... – Ruki suspirou pesadamente e continuou – Olha, eu só to preocupado que eles chamem muita atenção, ok? Se alguém além de vocês descobrir o que ela é, eu serei obrigado a pagar o preço dela para a Kronos Heaven e eles ainda confiscam o produto...

- Eee... – disseram os outros três.

- Talvez deixa-la com o Ussan não tenha sido a melhor idéia... – comentou Aoi e riu nervosamente.

Reita e Kai concordaram. Nesse momento Sakai chegou com lanchinhos.

- Ee, onde está o Uruha-san? – ele perguntou.

- Já, já ele chega, Ryou-chin! – disse Reita.

- Ok~ Vejam, eu trouxe guloseimas para animar vocês! – o empresário falou, virando o conteúdo das sacolas que trazia sobre a mesa.

Os outros viram Ruki praticamente voar sobre uma barra de chocolate.

E ele nem gostava tanto assim do doce.

- Oi, oi, Ruki-kun, – começou Kai – fique calmo. Mesmo se você tiver que pagar pela Cyborg, não é como se fôssemos pobres. E a gente pode te ajudar se for o caso.

- Ee? – exclamou Sakai, virando-se rapidamente para o líder da banda.

- Porra, Kai! – disse Aoi fazendo facepalm.

- Ah... – murmurou o baterista.

- Você diz isso agora, Kai-kun – começou Ruki olhando para a barra de chocolate mordida – Mas é porque você não sabe a quantidade de coisas que coloquei nela – ele completou com cara de desesperado.

- Aff, Takanori! Ótima hora você escolheu para ser exigente! – disse o baixista, batendo na própria testa.

- Mas eu pensei que como eu iria usar apenas os sete dias grátis, não faria diferença o preço total né! E além disso, na hora da empolgação... não consegui me conter...

- Ei, ei, espera um pouco – disse Sakai.

Deixem-me contar um pouco sobre esta pessoa. Apesar de ser um gordinho bobo e brincalhão, Sakai possui muitas qualidades, entre elas ser muito esforçado, entender bem os outros, ser muito prestativo e, principalmente, ser inteligente. Não era à toa que havia deixado de ser staff para se tornar empresário da banda.

Apenas com o pequeno pedaço que pegara da conversa já havia entendido tudo que estava acontecendo, e apesar disso, só conseguiu se preocupar com uma coisa:

- Se Ruki-san devolver sua pseudo-namorada depois dos sete dias, o que vai acontecer com ela?

Os quatro rapazes ali ficaram olhando para o empresário por um tempo. Nenhum deles havia sequer pensado nisso. Eles não tinham a menor idéia do que aconteceria.

- Talvez ela seja reprogramada e mandada para ser namorada de outro? – indagou Aoi olhando para os outros.

“Eee...”, pensou Ruki.

- Mas e se ninguém quiser uma namorada com essa aparência? – perguntou Kai.

- Será que eles a mandam pra reciclagem? – perguntou Reita assustado.

Ruki até engasgou com o chocolate e Aoi começou a bater nas costas dele.

- Calma, amigão! – ele disse ao vocalista.

- B-bem – começou Sakai para mudar de assunto. Ele estava se sentindo um pouco culpado por sua pergunta ter tomado esse rumo – então pelo que entendi a robô está com o Uruha-san?

- Se chama Cecile – disse o vocalista jogando o papel do chocolate sobre a mesa.

- Como? – perguntou o empresário confuso com o comentário aleatório.

- Cecile!

- ah... certo........ er, então, Uruha-san não está aqui porque saiu com a Ce... Cecile-san?

- Sim, eles foram fazer compras – respondeu Reita.

- Ah, certo... Então... será que eles demoram?

Todos suspiraram. Só lhes restava esperar Uruha voltar com a cyb... digo, Cecile.

***

- Nee, Ussan – Uruha havia insistido para que Cecile o chamasse assim – Você não acha que compramos coisas demais? – eles haviam conseguido lotar o porta-malas do táxi.

- Você acha? É que você ficou linda em todas e eu fiquei imaginando as caras do Takanori quando visse cada uma delas, então não pude deixar de comprar nenhuma! – o guitarrista respondeu fazendo bico.

- Mas é um exagero para apenas set...

- Não me venha com sete dias de novo! – ele a cortou – Ta parecendo aquele filme “O Chamado”!

- Oi? – ela perguntou confusa

- Ah, esquece, é algo que você não precisa saber... Mas acredite em mim! Tenho um pressentimento de que serão mais do que sete dias e pressentimento de Uruha nunca falha!

Os dois haviam terminado as compras há algum tempo, mas decidiram passar na casa de Ruki para deixar as sacolas. Depois, para fazer o trabalho completo, Uruha ainda havia ajudado Cecile a se maquiar e pentear. Bem, na verdade ele apenas mostrou-lhe uma foto de revista e ela copiou a maquiagem e o cabelo perfeitamente. Habilidades de cyborg, sabem como é.

Eles agora estavam no táxi que acabara de chegar na PSC. Cecile desceu do carro e ficou parada em frente à porta do prédio.

- O que foi? – Uruha perguntou.

- Tem certeza que o Taka vai gostar? – ela perguntou nervosa.

- Ahaha! Não se preocupe, é capaz dele babar!

- Er... e isso é bom, certo?

Uruha riu e guiou a garota para dentro.

Durante o tempo que passaram juntos, o guitarrista contou muitas coisas sobre a banda a Cecile o que a deixou bastante ansiosa para conhecer os integrantes restantes. Não tão ansiosa como eles estavam para conhece-la, é claro. Mas ela esperava que eles fossem tão legais quanto Ussan e Reita-kun. Seu namorado tinha sorte de ter amigos assim.

Enquanto isso, Ruki estava deixando até mesmo Sakai insano. Uruha e Cecile estavam demorando demais e isso o deixava cada vez mais ansioso. Para não dizer inseguro. Pensamentos nada saudáveis começaram a passear por sua mente. Afinal, não seria a primeira vez que isso lhe aconteceria e esse pensamento estava praticamente fazendo-o arrancar seus cabelos descoloridos.

Foi quando Reita – que havia saído para comprar um refrigerante numa gatchapon – entrou correndo na sala, com um sorriso enorme.

- Eles chegaram! – ele disse animado.

- Como você sabe? – perguntou Kai que há alguns segundos estava esparramado no sofá roncando, e agora se ajeitava apressadamente.

- Vi o Kouyou saindo do elevador!

- Como ela está? – perguntou Ruki estralando os dedos de nervoso.

- Não sei, quando eu vi aquela cabeleira loira do Kou eu já corri pra cá – e riu – Queria ver suas caras de velhos babões! – e gargalhou.

E então o guitarrista entrou com aquele sorriso infantil estampado de orelha a orelha. O vocalista engoliu a seco.

Tentem entender. Fazia tempo que ele não praticava sua interação com uma garota, e apesar dessa ser uma robô, ele ficava nervoso do mesmo jeito.

- Bem, antes da Cessan entrar, – começou Uruha – eu queria dizer que dessa vez eu me superei! – ele riu e continuou – Ta, pode entrar – E abriu mais a porta para que ela pudesse passar.

Ela estava vestindo uma camisa branca longa, que cobria metade da saia de pregas jeans, com um casaquinho preto de botões grandes curto, mais ou menos na altura da cintura. Estava com uma meia-calça preta de rendas – que Reita tinha quase certeza que era do Uruha. Calçava uma bota estilo esquimó caramelo, sem salto. E para completar, usava uns brincos bem delicados de notas musicais. A maquiagem era bem suave, apenas com os olhos marcados, deixando o verde deles mais aparente, e seu rosto mais iluminado. Os cabelos normalmente lisos estavam presos folgadamente para o lado, levemente cacheados.

Não que antes Cecile estivesse feia, muito pelo contrário. Mas agora, apesar das roupas básicas, sem aquele moletom masculino, com o cabelo arrumado e maquiagem, ela estava ainda mais linda e ainda mais humana. Se é que isso era possível.

Os olhos dos homens ali presentes ficaram arregalados e Aoi até derrubou seu iPad no chão.

- Wow, Kouyou! Bom trabalho, man! – disse o baixista dando uns tapinhas no ombro do amigo.

Cecile estava tão envergonhada que faltava apenas sair fumaça de suas orelhas. Ela nem conseguia olhar para o namorado, que por sua vez não conseguia tirar os olhos dela. Ele estava com a boca tão aberta que realmente faltou apenas babar. Reita vendo aquela cara do amigo quase teve uma síncope.

- PFF! – e correu para fora da sala. Sua risada ecoando por todo o corredor. Uruha praticamente brilhando de orgulho.

- Poxa, Ruki-kun – disse o líder, depois de um pequeno pigarro para chamar a atenção e sorrindo gentilmente – você tem mesmo bom gosto. Não é mesmo, Aoi-kun?

Aoi limpou rapidamente o sangue que escorria de seu nariz e concordou:

- AHAM!

Sakai se aproximou de Cecile meio sem graça e deu um cutucão no braço dela, que se assustou um pouco.

- Oh! É pele! – ele exclamou, e ao ver a cara da cyborg continuou – Ah! Er... oi, eu sou Sakai, empresário do GazettE. Obrigado por tomar conta do Ruki-kun – e reverenciou.

- A-ah... – ela não sabia o que fazer e olhou desesperada para o namorado, o que fez Ruki sair de seu transe e dar uma risadinha fofa.

- Você tem que reverenciar também, Cecile – ele disse indo até ela que fez uma mesura desajeitada para o empresário.

- Você ta linda... – o vocalista disse corando levemente, mas com um sorriso tão meigo que os outros ficaram horrorizados, e Uruha teve certeza de ver um vaporzinho branco sair da cyborg.

Os dois teriam ficado ali um tempão sem saber o que dizer ou fazer, se o baixista não voltasse correndo.

- Manolos! Vocês já viram que horas são?!

- Putz! – exclamou Kai – Temos que ir para o estúdio!

Eles foram saindo um por um apressadamente, com Sakai na frente. Quando já estava na porta, Ruki notou que Cecile não havia se movido.

- Você não vem? – ele perguntou

- Ee? Eu também posso ir?

- Claro que sim! – ele riu e estendeu a mão pra ela, que hesitou um pouco, mas logo a pegou. E eles foram juntos, sem pressa alguma.

Notas finais
No próximo capítulo Cecile contará a Sakai o que aocntecem com os cyborg que são devolvidos! Reutilizados? Reciclagem? Ou pior?!?E finalmente Namikiri Gaku fará sua aparição para os Gazeboys!Mas por que ele vai aparecer na PSC?!E o que Uruha andou ensinando para Cecile nos momentos que ficaram sozinhos??Tudo isso no próximo!Então digam o que estão achando da fic nas reviews!Idéias são sempre bem-vindas ^^