Perfect For Me
13 Capítulo 12
Notas iniciais
BELLA
Depois de um longo banho, almoço na varanda e outra rodada de sexo, meu corpo sente-se exausto e preguiçoso e tudo o que eu mais queria era permanecer deitada na cama larga e macia nos braços de Edward. No entanto lá fora o sol começava a desaparecer trazendo com ele o crepúsculo, anunciando o fim daquele dia tão belo e especial.
Fecho os olhos inspirando fundo o perfume único e inebriante de Edward, enquanto suas mãos acariciam meus cabelos.
–O dia foi bem produtivo Srta. Swan. – Diz com um sorriso na voz.
Apoio meu queixo em seu peito e ergo o olhar.
–Muito produtivo, Sr. Cullen.
Edward sorrir de forma doce tocando minha face.
–Não precisamos terminar o dia aqui... Pode ficar se quiser. – Sua voz é rouca e seu olhar tem um brilho intenso e suplicante.
Cogito a hipótese de ficar aqui com ele, no entanto eu sabia que não podia, porque simplesmente o Charlie surtaria e eu teria que lhe dá uma ótima explicação, pelo fato de dormir duas noites fora de casa.
–Você sabe que eu não posso. – Digo tristemente.
Um suspiro cansado escapa de seus lábios, ele passa as mãos nos cabelos e em seguida me puxa para seus braços, apertando-me forte contra seu peito.
–Então eu vou te levar para casa. – Diz com a voz baixa e chateada.
Sinto um aperto no peito, eu não queria ter que deixá-lo, pelo menos não agora quando tudo estava indo tão bem, quando eu estava adorando está em seus braços.
–Podemos continuar amanhã. – Sugiro timidamente, e busco seus olhos.
Edward fica em silêncio por um momento, seu olhar fica sombrio e quando volta a falar sua voz é sem emoção.
–Amanhã eu não posso... Tenho uma coisa para fazer.
Fito seu rosto indecifrável e meu estômago se contrai, será que ele estava me dando um fora?
Me solto dos seus braços e saio da cama, eu sabia que agir dessa forma era infantil demais para uma mulher adulta e decidida como eu. Porém eu tinha tantas perguntas para fazer para ele, eu queria lhe dizer tantas coisas e eu queria que ele me falasse o que sente por mim e o que quer... No entanto, algo me dizia que o Edward bipolar não tinha ido embora e que era apenas questão de tempo para que ele voltasse com tudo e me fizesse enxergar que tudo o que havia acontecido entre nós, não passava de mais um dos seus casos.
Deus! Ele estava há horas atrás com outra mulher, ele tinha exibido aquela loura na festa da Alice como sua acompanhante, quem sabe até como sua namorada e agora ele estava aqui comigo, e eu nem sei o que isso significa.
–Bella. – A voz rouca e confusa de Edward faz com que eu pare o que eu estou fazendo, respiro fundo e fecho os olhos, porém não o olho. Continuo tentando colocar meus pensamentos no lugar.
Sinto suas mãos firmes em meus ombros e eu sou forçada a ficar em sua frente, ele segura meu queixo fazendo-me encará-lo.
Ele era muito mais alto que eu e tendo em vista que eu estava descalça, tive que erguer meu rosto para poder encontrar seus olhos.
–O que há de errado minha, Bella?- Sua voz é um sussurro doce e sensual, fazendo todo o meu corpo estremecer com suas palavras.
Mordo o lábio e fecho os olhos, eu estava insegura e acima de tudo estava com medo de que essa magia acabasse no minuto seguinte que nos separássemos.
–Isabella. – Suas palavras são mais uma ordem para que eu o encare do que um simples sussurro falando meu nome.
Abro os olhos e encaro aquele mar cinzento, sombrio e perigoso.
–Como será de agora em diante?... Quero dizer... Eu não estou te cobrando nada, só que você é meu chefe e não é ético da minha parte continuar trabalhando com você. – Minto, em parte porque eu não queria despejar em cima dele toda a minha insegurança e fragilidade, e, analisando o que eu acabei de dizer, isso não era uma mentira, de fato não era ético continuar trabalhando para ele depois de tudo o que aconteceu.
Edward franze as sobrancelhas.
–Fora do escritório somos apenas Edward e Bella, não vejo porque misturar as coisas. – Diz sério, e algo no seu tom de voz me diz que o assunto está simplesmente encerrado.
Edward sorrir me puxando para seus braços, seus lábios cobrem os meus em um beijo doce e terno, fazendo meu coração parar e todo pensamento torturante ir embora.
–Não vamos pensar no que será amanhã... Vamos apenas curtir o hoje e esperar o que nos reserva o futuro. – Eu não sabia ao certo o que ele queria dizer com aquilo, no entanto, forcei-me a sorrir e balançar a cabeça concordando com o que ele estava falando.
Visto o vestido azul colado ao corpo, que Edward havia comprado junto com uma lingerie sensual preta.
Penteio meus cabelos rebeldes e tento deixá-los mais comportados possíveis.
–O azul fica simplesmente deslumbrante em você. – Edward volta ao quarto, usando uma calça jeans escura e um blusão cinza, seus cabelos estão molhados e desgrenhados.
Sorrio sentindo-me ruborizar diante de seu elogio.
Ele avalia meu corpo com atenção e uma onda de calor percorre todo o meu corpo, me aquecendo por inteira e desejando nunca mais sair daquele quarto.
Tudo o que eu precisava naquele momento estava bem diante de mim e eu queria desesperadamente arrancar-lhe todas as suas roupas e passar a noite toda fazendo amor com ele.
Como se lendo meus pensamentos ele se aproxima de mim, gentilmente ele afasta meus cabelos para o lado, deixando meu pescoço ainda marcado por suas mordidas e chupões à mostra, e deposita um beijo suave e quente em minha pele enquanto suas mãos enlaçam minha cintura me levando para junto do seu corpo.
–É tão gostoso sentir seu perfume. – Sussurra em meu pescoço, sua respiração quente faz meus pelos eriçarem.
Fecho os olhos sentindo-me zonza, seu perfume inebriante chega as minhas narinas e eu inspiro aquele cheiro único excitante.
–Eu não estou usando perfume. – Balbucio com a voz rouca e embriagada de desejo.
Ele sorri passando a ponta do nariz na minha pele, causando um pequeno tremor em meu corpo.
–Falo do seu perfume natural... Seu cheiro é o meu favorito, melhor do que o perfume mais caro... Não trocaria esse perfume por nada. – Sua voz é tão rouca e profunda que faz meu coração parar por alguns segundos, antes de voltar com tudo.
Giro meu corpo ficando de frente para ele, agora de saltos eu ficava mais alta, não o suficiente para tocar seus lábios sem nem um esforço, mas o suficiente para lhe olhar diretamente nos olhos de forma mais confiante e segura.
Afundo minhas mãos em seus cabelos ainda molhados sem tirar os olhos dos seus.
–E eu não trocaria esse momento por nada no mundo... Esse foi o dia mais... Significativo da minha vida. — Digo quase num sussurro inaudível.
Um pequeno sorriso nasce em seus lábios e ele se curva e me beija profundamente, de um jeito doce e avassalador, destruído todas as barreiras que ainda estavam levantadas entre nós.
No caminho de volta para casa, conversamos um pouco. Eu ainda estava travada na minha luta interna de como seria nossa relação de agora em diante. E parte de mim queria realmente acreditar que nada mudaria entre nós, eu queria acreditar em suas palavras, queria realmente viver o agora e esquecer do futuro, no entanto o futuro está bem a minha frente e a cada segundo que passa, tudo o que vivemos vai ficando no passado.
Eu tinha vivido o melhor momento da minha vida nos braços desse homem lindo que está bem ao meu lado, e eu queria poder dizer a ele o quanto isso tinha sido importante para mim, porque eu o amava, o amava desde o primeiro segundo que coloquei os olhos nele.
No entanto, eu sabia que era cedo demais para lhe falar dos meus sentimentos, eu não queria assustá-lo com minhas palavras, tendo em vista o quanto ele é bipolar, eu não duvido nada se ele saísse correndo no momento seguinte que eu abrisse a boca.
–Chegamos. – A voz de Edward me traz de volta dos meus pensamentos confusos e eu fico surpresa, quando dou conta que já estamos na porta da minha casa.
Um suspiro triste escapa de minha garganta e antes que eu possa perceber Edward desafivela meu cinto e me puxa para o seu colo. Sua boca quente e macia pressiona a minha de forma possessiva, sua língua brincando e atiçando a minha de uma forma atrevida e excitante e eu retribuo seu beijo com a mesma intensidade, lhe mostrando através daquele gesto o quanto eu o queria.
Afundo minhas mãos em seus cabelos puxando-os de leve, enquanto as mãos grandes de Edward exploram meu corpo em todos os lugares possíveis.
–Será que você daria um jeito de dormir comigo amanhã? –Edward busca meus olhos e eu sorrio satisfeita, talvez não existissem motivos para eu ficar tão insegura.
–Eu darei um jeito. – Digo mordendo seu lábio. – Agora eu preciso ir. – Beijo-o novamente só que dessa vez mais suavemente e em seguida saio do seu colo.
Edward sai do carro e no segundo seguinte abre a minha porta e me ajuda a sair do carro.
–Te pego por volta das nove.
Mordo o lábio e sorrio.
–Vou te esperar. – Digo, inclinando-me para beijar seus lábios, no entanto ele ergue a cabeça e olha para os lados como se tivesse se certificando que não tinha ninguém na rua e deposita um selinho em meus lábios.
–Amanhã eu te recompenso. – Diz com um sorriso, ele deposita um beijo no alto da minha cabeça e caminha de volta para o carro.
Ele acena e sorrir antes de dá partida e me deixar sozinha na calçada.
Quando entro em casa encontro meu pai conversando alegremente com a Srta. Ella, enquanto eles assistiam a uma partida de futebol.
–Boa noite. – Digo quando entro no pequeno cômodo.
–Bella, eu pensei que aquele homem ia lhe deixar o resto da noite trabalhando. O Riley veio aqui, disse que você sumiu da festa e que não te encontrou em lugar algum.
Porra! O que eu diria agora?
Foco Isabella. Tudo o que você precisa fazer é dizer um pouco da verdade.
–Eu realmente sumi, eu bebi um pouco demais e fui ao banheiro, só que eu estava tonta e não me sentia bem, então acabei desabando na cama da Alice e hoje pela manhã o Edwa... O sr. Cullen precisou dos meus serviços e como eu sou a assistente particular dele, eu tinha que atendê-lo.
Charlie franze do cenho provavelmente desconfiado, no entanto ele apenas assente e força um sorriso.
–Você já jantou? A Ella fez um frango de forno e uma massa deliciosa.
Ele olha de relance para Ella, a qual lhe retribue com um sorriso gentil e doce.
Sinto-me meio sem jeito diante daquela cena.
–Eu já jantei, agora se me derem licença eu vou descansar um pouco, o dia foi muito cansativo. – Me seguro para não rir, porque em tese aquilo não era uma mentira.
Dou um beijo em Charlie e me disperso de Ella com um sorriso e subo para o meu quarto. Eu sabia que apesar de me sentir cansada eu não conseguiria pregar os olhos. As últimas horas ainda estavam muito vivas e sempre que eu fechava os olhos conseguia sentir suas mãos em meu corpo e a sensação maravilhosa de ser tocada por ele, tomava conta de mim.
Correntes elétricas percorriam meu corpo sempre que eu me lembrava da forma doce e possessiva com que ele me beijava.
Tiro a roupa e visto uma camiseta e um shorts e me jogo na cama puxando o lençol sobre meu corpo.
A cama era pequena e fria demais comparada com a sensação de está deitada ao lado de Edward em sua cama. Aquele pensamento faz com que a vontade de está ao seu lado aumente e a única coisa que me fez ficar calma era o fato de saber que daqui a algumas horas eu estaria novamente em seus braços.
EDWARD
Quanto tempo é necessário para que uma ferida possa ser cicatrizada?
Quanto tempo é suficiente para poder lidar com a dor sufocante que nos faz pensar que iremos enlouquecer?
Já se passaram anos desde a morte de Irina e mesmo assim a dor de saber que ela nunca voltará para mim é tão intensa quanto fora no primeiro momento que soube de sua morte.
Há exatamente sete anos atrás, por essas horas, ela ainda estava viva e em meus braços. Ainda estávamos deitados no tapete do apartamento que seria nosso lar, abraçados e fazendo planos para o futuro, estávamos felizes e alheios para os planos do maldito destino.
Tudo o que eu tinha que ter feito naquela noite, era ter insistido um pouco mais para que ela continuasse comigo, poderíamos ter passado a noite na nossa cama e ter feito amor novamente, até nossos corpos estarem cansados.
No entanto ela insistiu que tinha que ir para casa.
Deus! Eu deveria ao menos ter insistido para levá-la no meu carro, mas ela era tão obstinada e teimosa que não aceitaria mesmo que eu insistisse.
A Irina era uma boa motorista, sempre muito cuidadosa e atenta, mas naquela maldita noite, estava chovendo e um imbecil bêbado entrou na contra mão. Sorte de ele ter morrido no local senão eu mesmo o teria matado com minhas próprias mãos.
Eu havia acabado de chegar em casa, quando a Alice me ligou me dizendo o que tinha acontecido e foi naquele momento que toda a minha vida acabou.
Passar a noite sozinho, no meu apartamento, não ajudou a aliviar a tensão de saber o que o dia seguinte significava, eu sabia que por essas horas da tarde, todos estavam reunidos para a missa de sete anos da morte da minha noiva, na capela que seria celebrado nossa cerimônia de casamento.
Todos os nossos amigos e famíliares estavam juntos, celebrando uma data dolorosa e falando dela como se o fato de ela ter partido, fosse alguma alegria.
Deus! Por que eles tinham de ser tão hipócritas? Será que não viam que a cada ano que passava a minha dor apenas aumentava? Será que eles não percebem que se reunirem uma vez por ano para celebrar uma missa pela alma dela, é apenas uma forma de me ferir ainda mais?
Todos os anos enquanto eles celebram a missa, eu apenas venho até o cemitério. Levo as flores favoritas da Irina e passo algum tempo adorando a foto na lápide do túmulo, conversando com ela em silêncio, como se de certa forma, ela pudesse me ouvir.
Esse ano não foi diferente, há mais de duas horas que continuo parado, apenas olhando a foto da minha Irina e diferente dos outros anos, eu simplesmente não sei o que lhe dizer.
Partes de mim se sentia perdido e confuso pelo o que eu havia feito. Eu estava quebrando a promessa que eu fiz deixando que a Isabella se aproximasse daquela forma de mim e por mais que eu a quisesse, eu sabia que não era justo fazer isso, não apenas por minha promessa, mas pela Bella. Ela merecia alguém que pudesse lhe oferecer o que ela precisa, que pudesse lhe amar como ela merece.
Fecho os olhos e ergo a mão tocando a foto fria de Irina, tentando buscar na minha mais linda memória, a sensação de como era tocar sua pele. Todavia tudo o que minha memória consegue me oferecer é a lembrança da suavidade da pele de Isabella, seu cheiro doce e a forma terna e submissa com que ela se entregou a mim.
Merda! Isso não pode está acontecendo? A onde diabos eu estou com a cabeça? Esse não era o dia nem o local para minha mente pervertida ficar trabalhando, eu não podia simplesmente deixar as lembranças de Isabella me distrair... Pelo menos não enquanto eu estou aqui.
–Geralmente você fica menos tempo aqui. – A voz doce de Tanya me traz de volta dos meus pensamentos.
Volto-me, ela está usando um vestido preto na altura dos joelhos e os cabelos estão presos num coque elegante. Ela era uma mulher linda e muito parecida com Irina.
–Como sabia que eu estava aqui?
Ela me dá um sorriso gentil e se coloca ao meu lado.
–Todos os anos eu venho aqui... Espero você ir embora para que eu possa ter meu momento com ela.
Desvio meus olhos dos seus e volto a olhar a foto de Irina.
–Ela era linda... – Sussurra Tanya, com a voz baixa.
–Sim ela era. – Digo simplesmente. Irina era a mulher mais linda e encantadora que meus olhos já viram... Até eu dá de cara com Isabella e meu maldito lado irracional me trair de todas as formas.
Existia algo de natural e especial que me deixou fascinado por Isabella desde o primeiro momento. Ela tinha o olhar doce e com certa ingenuidade fingida que me deixava louco.
–Você parece diferente dos outros anos... Acho que seu relacionamento com a Rosalie tem lhe feito bem. – Diz, com a voz baixa e até um pouco decepcionada.
–Você sabe que não existe relacionamento de verdade entre mim e a Rosalie. – Volto-me para ela.
Tanya sorrir, e seus olhos brilham.
–A Irina foi uma mulher muito sortuda de ter um homem como você, apaixonado e devoto mesmo depois da morte dela...Você mesmo com essa pinta de playboy pegador... Nunca deixou que nem uma mulher ocupasse o lugar que pertencia a Irina em sua vida.
Franzo as sobrancelhas e aperto os olhos, partes de mim gritava que aquilo já não era mais verdade e eu me amaldiçoava por ser tão fraco e me deixar ser domado por aquele sentimento forte e inexplicável... Deus! Deveria ser apenas sexo.
Tanya toca meu ombro.
–Mas Edward já faz anos que ela se foi... Acho que está na hora de você começar a viver novamente, encontrar alguém que te ame e que te complete e que você possa dá todo esse amor que está acumulado dentro de você. A alguém que realmente valha à pena.
Engulo em seco, mas não digo nada, eu não queria amar outra mulher, eu simplesmente não queria quebrar minha promessa, mas eu sabia que eu já havia quebrado a partir do momento que deixei que a Isabella entrasse na minha vida.
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