Notas iniciais
Olá leitores! Quero em primeiro lugar pedir desculpas por não ter postado, mas é que minha beta esteve com problemas técnicos... O Pc dela deixou minha amiga na mão e, é ela que faz as postagem das minhas fics, então por isso não esteve atualizando a fic. Agora vamos ao que interessa. Boa leitura.

BELLA

Com certeza o tempo é eterno para quem espera, assim dizia William Shakespeare.

O dia parecia não ter fim nunca, mesmo eu tentando me manter ocupada durante todo o dia, a ansiedade de voltar a ver o Edward era quase tangível. Eu me pegava verificando a hora de cinco e cinco minutos parecendo uma adolescente apaixonada, porém era exatamente assim que eu me sentia, como se eu fosse novamente uma adolescente. Eu ficava me lembrando dele, a cada segundo, e me pegava pensando o que ele estaria fazendo naquele momento.

Enfim o dia se vai e a noite enfim surge fazendo com que toda a ansiedade que eu senti durante todo o dia, voltasse com tudo. Já passavam das nove da noite e nem um sinal do Edward.

Ele havia dito que as nove vinha me buscar e meu pai já sabia que eu dormiria fora, só que eu lhe disse que ficaria na casa da Alice e não no apartamento do meu chefe.

Olho novamente pela janela e nem um sinal dele, já eram quase dez da noite e a cada segundo que passava, eu chegava à conclusão, que ele não viria mais. Talvez ele tivesse tido um contra tempo ou então simplesmente havia encontrado algo melhor com que se distrair.

Aproveito que meu pai já está dormindo e sento pesadamente no sofá, ligo a televisão e surfo entre os canais, sem prestar atenção no que está passando.

Eu não gostava da sensação vazia que se instalara em meu peito e não gostava da angustia de saber que ele não vinha.

–Eu sou mesmo uma burra. – Digo com a voz baixa, passando as mãos nos cabelos.

É claro que ele não viria. Ele já havia tido o que tanto queria e agora com certeza, deveria estar nos braços da loura que estava exibindo no noivado da Alice ou com uma das muitas que ele deveria ter.

Fecho os olhos tentando controlar a frustração que eu estava sentindo, enquanto mil e uma coisas passam por minha cabeça. Ele havia me dito tantas coisas que me levaram a acreditar que de fato, ele sentia alguma coisa por mim, a não ser o mero desejo de me levar para cama, ele havia dito que seria apenas meu.

Imagens dos nossos últimos momentos juntos vem a minha mente e eu me perco nas sensações que cada lembrança me fazia sentir.

Acordo num sobressalto com o toque insistente da campainha. Olho no meu relógio de pulso. Eram dez e meia.

Quem poderia ser à uma hora dessas? Exceto se...

Antes que meu pensamento continue seu raciocínio, me levanto do sofá e corro até a porta ciente que vou encontrar a imagem perfeita do homem que eu tanto ansiei por ver, no entanto a decepção toma conta de mim quando Riley aparece no meu campo de visão.

Ele estava usando uma calça jeans escura, camisa cinza e jaqueta de couro preta.

–Oi Bella. – Ele força um sorriso, e seus olhos parecem detectar a decepção que eu sentia por vê-lo. – Está esperando outra pessoa?

Mordo o lábio e sorrio balançando a cabeça em negação.

–Não é que eu... Eu apenas fiquei surpresa em te ver à uma hora dessas. – Tento parecer normal, no entanto meu coração batia descompassado aumentando ainda mais a sensação vazia de ter sido enganada por Edward.

–Desculpa ter vindo essa hora... Eu vim mais cedo, mas seu pai disse que você não estava.

Passo as mãos nos cabelos e forço um sorriso.

–Eu estive trabalhando. — Digo meio sem jeito, ciente que ele não acreditaria em mim e eu estava certa, pela forma como ele aperta os olhos avaliando-me milimetricamente e como seus lábios se curvam em um sorriso triste e magoado.

–Eu entendi...

Engulo em seco, por mais que eu não sentisse nada por ele, Riley era uma pessoa especial e eu não queria que ele ficasse chateado comigo, por mais que merecesse.

–Riley...

–Eu entendi Isabella... Só que eu me recuso a aceitar que você seja tão parecida com as outras mulheres. – Diz sério, seu tom é grave e sua voz é uma acusação impiedosa. – Você é linda e inteligente, Bella. Não acredito que o rostinho bonito do Edward vá te cegar a ponto de você não perceber o que de fato ele quer.

Fico em silêncio. Eu queria me defender de suas palavras, no entanto depois do que o Edward fez, eu não tinha como argumentar essas palavras.

Riley toca meu rosto.

–Não deixe ele te usar Bella, você é melhor do que as mulheres que passam pela cama dele. – Riley me olha atentamente e eu temo que as lágrimas invadam meus olhos. Eu não podia mentir para ele, não podia dizer que nada entre mim e o Edward havia acontecido, porque eu sabia que o Riley sabia a verdade, ele conhecia o Edward afinal. — Pense nisso, certo? E se por um acaso você achar que eu valho a pena... Eu ainda estarei te esperando. –Ele inclina-se depositando um beijo no canto de minha boca e antes que eu possa reagir ou formular qualquer palavra, ele me dar às costas e vai embora.

Observo, enquanto ele entra em seu carro e dá partida e então quando ele está longe do meu campo de visão, as lágrimas vem com tudo.

Eu havia sido uma tola ao acreditar que Edward sentia alguma coisa por mim, eu havia sido uma idiota me entregando daquela forma a ele.

Na manhã seguinte, acordo cedo e saio antes que meu pai acorde. Caminho até o ponto do táxi. À manhã está fria e eu sei que o James virá me buscar dentro de alguns minutos, no entanto depois dos últimos acontecimentos, caminhar um pouco e, demorar chegar à empresa era tudo o que eu precisava. Depois de ter passado a noite quase toda em claro, me amaldiçoando por ter sido tão fraca e por ter deixado que ele me usasse daquela forma.

Chego atrasada de propósito, fiz o táxi parar alguns quarteirões apenas como pretexto de caminhar mais um pouco e me preparar emocionalmente para vê-lo depois do que havia acontecido.

–Bom dia, Lauren. – Cumprimento a loura azeda e ela apenas me lança um olhar arrogante e sorrir com desdém.

–O sr. Cullen já chegou a algum tempo e está furioso com você.

Ótimo! Isso era tudo o que eu queria, um pretexto para ele ficar uma fera comigo e quem sabe se eu tivesse um pouco de sorte ele me mandar embora.

Entro em sua sala sem bater, ele está em pé em frente a grande parede de vidro, contemplando a beleza do oceano a sua frente. Ele está usando calça social preta e camisa branca, seu paletó está nas costas da cadeira como de costume, a visão dele mesmo que de costas era de tirar o fôlego.

–Está atrasada Srta. Swan. – Diz com a voz rouca e fria, fazendo meu coração se apertar.

Como eu temia o Edward frio e arrogante que eu tanto abominava tinha voltado no momento seguinte, que colocamos os pés fora do seu apartamento.

Engulo em seco, lutando contra a vontade louca de sair correndo daquela sala e mantenho o foco, me mantenho firme, não iria deixar que ele visse o quanto eu estava afetada por sua maldita mudança de humor.

–Desculpe-me sr. Cullen, tive um contra tempo. – Digo sem nem um tipo de emoção na voz.

Ele volta-se para mim, seus braços cruzados sobre o peito, o rosto indecifrável e lindo como sempre, seus cabelos estavam desalinhados, provavelmente havia passado as mãos neles uma dezena de vezes. Seus olhos cinzentos estão sombrios, com certeza não existia nada do homem que me amara loucamente na sexta e no sábado, nesse homem parado em minha frente.

–Você sabe que eu odeio atrasos. – Diz arrogante e frio.

Ergo uma sobrancelha e mordo o lábio.

–Já disse que tive um contratempo.

–Por que não veio com o James, como todos os dias?

–Porque ele não é meu motorista particular e porque eu posso vir para o trabalho do jeito que eu quiser. – Tento manter a voz baixa e regular, no entanto a raiva começava a ferver em minhas veias.

Ele me lança um olhar sombrio, seus lábios abrem levemente e eu sei que ele quer dizer alguma coisa, no entanto ele nada diz, apenas senta-se em sua cadeira e abre o notebook.

–Vamos repassar a agenda da semana e fazer alguns ajustes.

Respiro fundo, me sentando a sua frente, nos minutos seguintes repassamos sua agenda.

–Tenho uma reunião agora e dependendo do que acontecer por lá, teremos que viajar para Nova York amanhã. – Seu tom de voz é profissional, eu deveria me sentir aliviada por ele não tocar no assunto de termos dormido juntos, no entanto tudo o que eu consigo sentir era raiva e decepção por ele está agindo assim comigo.

–Quando você fala “nós” está se referindo a mim também? – Pergunto, buscando pela primeira vez seus olhos.

Edward coça o queixo impaciente, eu havia lhe interrompido no meio de uma frase e eu sabia o quanto ele odiava quando eu fazia isso.

–Você é minha assistente Isabella, tem que me acompanhar quando for necessário.

Faço que sim com a cabeça e ele me dá alguns e-mails para eu mandar enquanto ele vai para a tal reunião.

Duas horas depois, eu havia mandado todos os e-mails e tinha organizado toda a sua agenda, deixando em aberto o dia de amanhã que ainda não sabia se iríamos ou não viajar.

Paro e penso nessa hipótese por um momento, se por um acaso tivéssemos de viajar, iríamos passar algum tempo sozinhos.

Deus! Isso não podia acontecer, tudo o que eu menos queria no momento era ter que passar mais tempo com ele do que eu já passava.

Passo as mãos por meus cabelos e encaro o porta-retrato dele com a loura em cima de sua mesa.

Ele parecia tão feliz... E esse brilho vivo e intenso, de seus olhos eram semelhantes com o brilho que eu vira em seus olhos na manhã de sábado, quando acordei com ele me admirando.

Fecho os olhos frustrada, não iria ficar remoendo essas coisas, não valiam a pena.

A porta se abre e Edward entra na sala com um sorriso nos lábios e com a expressão relaxada.

–Vamos para Nova York amanhã, acabei de fechar o contrato do ano. – Diz todo orgulhoso de si. – Comprei uma sede no centro de Manhattan e teremos uma filial em Nova York. – Ele sorri aproximando-se da mesa.

–Fico feliz pelo senhor. – Digo sem entusiasmo nem um, levanta-me de sua cadeira onde eu estava sentada e sem olhá-lo passo por ele.

–Não me parece realmente feliz. – Diz com um tom brincalhão.

Volto-me para ele furiosa.

Esse homem deve ter algum tipo de distúrbio só pode.

–Quem tem que está feliz aqui é o senhor e não eu... – Respiro fundo, eu não sabia ao certo o que eu deveria fazer, se eu teria que reservar passagens e hotel para ele... Para nós. – Seria gentil da sua parte se me dissesse o que eu devo fazer agora... Porque eu sou formada em outro ramo que não tem nada a ver em ser assistente particular de um CEO arrogante e bipolar.

Ops! As palavras saem sem que eu possa controlar, no entanto eu estava com tanta raiva que eu seria capaz de quebrar essa parede de vidro com a linda cabecinha dele.

Edward sorrir, porém seu sorriso não chega aos olhos.

–Não precisa se preocupar com nada Isabella. Iremos no jatinho da empresa e vamos nos hospedar no melhor hotel da cidade, a convite do próprio dono.

Ele sorrir satisfeito e senta-se na cadeira, afrouxando o nó da gravata e abrindo os dois primeiros botões da camisa.

Sinto meu coração parar de bater por uns segundos e meu alto controle traiçoeiro me faz sentir vontade de me jogar em seu colo e lhe arrancar a camisa, queria tocar-lhe o corpo quente e me sentir desejada novamente.

Afasto esses pensamentos da minha cabeça e me foco na realidade. Esse homem lindo e sexy, não passava de um canalha filho de uma mãe e não vale nada, absolutamente nada.

–Se o senhor me der licença agora, eu vou almoçar... – Não espero que ele me dispense para dar-lhe as costas e começar a caminhar até a porta.

–Bella espere. – Sua voz rouca e profunda faz com que eu pare no momento que seguro a maçaneta da porta, tudo o que eu tinha que fazer era sair daquela sala sufocante e ir embora, entretanto meu corpo não obedece meu lado racional.

Volto-me para ele tentando continuar firme e não mostrar nem um tipo de emoção, mas quando me viro ele está próximo demais de mim, a apenas um passo de onde eu estou.

–Eu só queria lhe pedir desculpas por eu não ter ido ontem.

Engulo em seco.

–Tenho certeza que você teve seus motivos.

Edward passa as mãos nos cabelos e força um sorriso.

–Sim eu tive.

Analiso suas feições de anjo, ele me olha com olhos suplicantes e desconcertados, eu sabia que ele queria me dizer algo e eu apenas esperei pelo o que viria a seguir.

–Isabella... Tudo o que aconteceu entre nós...

–Eu já sei. – Digo interrompendo-o. – Foi um erro. Nem precisa gastar seu latim para me dizer isso, porque eu sei que foi.

Edward franze o cenho e me olha confuso.

–Não era isso que eu queria dizer... Mas se é isso que você acha. – Diz desapontado.

Sinto uma pontada no peito, acho que dessa vez eu coloquei a carroça na frente dos bois, mas que se dane. Ele era uma pessoa bipolar e de qualquer maneira havia mesmo sido um erro colossal.

–Sim é isso que eu acho... E sei que você também acha a mesma coisa... Você sempre acha que é um erro ficar comigo. – As palavras frias e magoadas.

–Se você está falando isso por causa de ontem...

–Não é apenas por ontem Edward... Sabe... –Passo novamente as mãos nos cabelos. – Eu fiquei te esperando... E você não foi... Poderia apenas ter me ligado.

–Eu sei... Mas não achei que você fosse me esperar.

Mordo o lábio, sem tirar os olhos dos seus.

–Olha Edward, eu e você não temos nada um com o outro e não precisamos está tendo essa conversa. – Digo friamente.

Minhas palavras e a forma como eu as uso parecem de certa forma atingi-lo em cheio, seu olhar desconcertado fica sombrio novamente e ele dá um passo para trás.

–Você está certa.

Porra! Por mais que eu soubesse disso, ouvi-lo dizer assim com todas as letras concordando comigo, era demais.

Meu coração parece se quebrar em dezenas de pedaços e eu temo que as lágrimas rolem por minha face.

–Se o senhor não precisa mais de mim, eu vou almoçar, com licença. – Desvio meu olhar do seu e dou-lhe as costas novamente, e dessa vez ele simplesmente me deixa ir.

Quando eu saio da sala de Edward e caminho até o elevador, no instante, em que ele abre as portas dou de cara com duas figuras a primeira com a de Alice que quando me ver abre um sorriso gigantesco e com a loura azeda que estava com Edward no noivado da minha amiga.

–Bella. – Diz Alice jogando os braços ao redor do meu pescoço, assim que sai do elevador, seguida por Rosalie. – Vim te buscar para almoçar.

Sorrio, eu estava mesmo querendo conversar com ela e lhe dá uma explicação que não fosse à verdadeira por ter fugido de sua festa.

–Estava mesmo querendo falar com você. – Digo meio sem jeito.

–Você não vai falar com o seu irmão, Alice? – A voz da loura azeda chama minha atenção.

Alice volta-se para ela e sorrir de forma doce.

–Quem veio falar com ele foi você, eu vim ver a minha amiga.

Rosalie força um sorriso e quando ela dá um passo em direção à sala de Edward a porta se abre.

Seus olhos cinzas se arregalam surpresos, quando Rosalie se aproxima dele e deposita um selinho em seus lábios.

Sinto meu estômago se contrair diante daquela cena e antes que eu possa desviar o olhar, seus olhos encontram-se com os meus.

–Vamos Alice. – Digo apertando o botão do elevador e segundos depois as portas se abrem.

Alice corre até o irmão e deposita um beijo apressado em sua bochecha antes de correr até o elevador.

Enquanto as portas se fecham sinto o olhar penetrante de Edward em mim, no entanto eu não me atrevo a lhe olhar. Meu coração parecia que ia saltar por minha garganta e minhas veias estavam bobeando meu sangue com força.

A raiva e a dor estavam trabalhando juntas e eu não sabia como lidar com aquele sentimento inédito, que estava se instalando em meu peito.

–Então o que está rolando entre você e meu irmão? – Pergunta ela, me olhando diretamente nos olhos, abro a boca para lhe dizer que nada está acontecendo, no entanto ela é mais rápida do que eu e como se tivesse lendo minha mente, ela dispara. – Nem pense em mentir para mim, eu percebi o que está acontecendo alguma coisa.

Respiro fundo e escoro as costas na parede fria do elevador, com os olhos fechados começo a falar.

–Eu pensei que tivesse acontecendo alguma coisa... Mas não estava.

–Eu não estou entendendo... Vocês saíram juntos da minha festa, saíram fugidos. – Diz com tom de reprovação.

Abro os olhos e ao invés de ver seus olhos desapontados me fitando vejo um sorriso satisfeito e divertido.

–Estava assim na cara que eu saí com o meu chefe?

Alice solta uma risada alta.

–Não amiga. Só quem percebeu foi as pessoas atentas ao que está acontecendo entre você e meu irmão.

Respiro fundo.

–Mas não está acontecendo nada... Quero dizer... Eu pensei que estava... A gente... Droga! Alice eu nem sei o que está acontecendo... A única coisa que eu sei é que provavelmente agora o seu irmão deve está dando uns amassos na loura. – Digo tristemente e o pensamento dele com a Rosalie faz meu estômago se revirar.

Alice toca meu ombro.

–Não acho que meu irmão ainda esteja interessado na Rosalie se é que algum dia ele esteve.

Mordo o lábio e forço um sorriso.

–Vamos almoçar, e beber alguma coisa. Tenho certeza que você tem muita coisa para me dizer.

Após o almoço, tomamos algumas taças de vinho enquanto eu lhe contava tudo o que tinha acontecido, desde o nosso primeiro encontro, nossos beijos, brigas a forma doce como nos entregamos e ontem quando ele me deixou esperando.

Alice ouvia tudo atentamente e falava apenas quando queria me perguntar alguma coisa.

Conto-lhe da conversa que tive com Riley e seu semblante muda ao falar no amigo do seu noivo.

–Ele está mesmo afim de você. – Exclama ela, apertando os lábios.

–E eu queria muito corresponder a ele... Mas eu não posso simplesmente, não consigo pensar em outro homem a não ser o bipolar do seu irmão.

Alice sorrir diante do meu drama.

–Eu sei que o Edward sente a mesma coisa por você, mas é que ele é cabeça dura demais para aceitar isso... Vá por mim Bella, ele é um homem que foi marcado por uma perda muito grande, a qual eu não vou dizer, pois se um dia você tiver de saber, será ele a lhe contar e não eu. – Franzo o cenho, ligeiramente curiosa para saber do que de fato ela estava falando, mas eu não queria forçar a barra. Se ela não me falou é porque deve ser algo realmente grave. — Mas eu sei que ele sente algo muito forte por você, ele apenas tem medo de admitir isso.

Após o almoço com Alice, volto para a empresa um pouco mais relaxada, porém enquanto o elevador sobe devagar demais eu me dou conta que esse tempo todo em que eu estive com a Alice a Rosalie esteve com o Edward e sabe-se Deus o que eles fizeram nesse meio tempo que passaram juntos. Talvez eles tivessem dado uma rapidinha em cima daquela mesa, ou poderiam ter ido almoçar juntos, ou as duas coisas.

Deus! Isso era tão frustrante, eu não queria simplesmente pensar que nem uma dessas duas coisas, tivessem acontecido.

As portas se abrem e eu sigo para a sala de Edward sem perguntar a Lauren se o Edward estava ou não, aliás, eu nem dirijo o olhar em sua direção.

Abro sem bater e para minha surpresa a sala está vazia, eu tinha esperanças de encontrá-lo sentado em sua cadeira com aquele ar arrogante e poderoso, ou simplesmente admirando a linda vista por trás da parede vidro, com os cabelos desgrenhado e sexy, usando apenas a camisa com alguns botões abertos, e alheio a tudo a sua volta.

Respiro fundo, e caminho até sua mesa, deixo minha bolsa na cadeira e me perco, nas milhares de lembranças que eu tenho em relação a nossa curta e significativa noite juntos.

Ele havia me dito que seria apenas meu, ele havia dito que queria ficar comigo, ainda assim tudo não passava de meras palavras... Nada do que ele havia me dito era verdade.

Uma dor ultrapassa meu peito e as lágrimas ardem em meus olhos. A essa altura ele deveria estar em seu apartamento com a Rosalie ou em qualquer outro lugar.

–Não deveria ficar assim tão pensativa e alheia a tudo a seu redor, enquanto o mundo lá fora segue apressado e eu estou aqui dentro querendo trabalhar. – A voz rouca, grave porém divertida de Edward me tira do transe.

Ele está parado na porta do banheiro, com as mangas da camisa dobradas e com a gravata frouxa, seus cabelos estão bagunçados e em seus lábios perfeitos dança um sorriso torto, travesso e sexy.

Meu coração dá um solavanco e minha respiração falha.

Há quanto tempo ele estava ali me observando?

–Eu pensei... Pensei que estivesse sozinha aqui. – Digo meio sem jeito, e instintivamente seco uma maldita lágrima que rolava por minha face.

Edward caminha até mim e toma meu rosto entre suas mãos.

–O que há de errado? – Sua voz aflita me pergunta com doçura.

Esse homem era mesmo louco.

Afasto-me dele temendo que esse simples contato quebrasse a promessa que eu havia feito ao acordar, que não deixaria ele me tocar novamente, que ele não iria me usar novamente.

Eu iria manter minha promessa intacta, por isso que eu deveria me manter distante dele, porque Deus sabe que eu perco o controle de tudo quando ele está perto, quando ele me toca, ou simplesmente me olha da maneira intensa e penetrante como ele está fazendo agora.

–Eu estou bem. – Digo dando de ombros e me afastando dele.

Edward passa as mãos nos cabelos e um suspiro cansado escapa de sua garganta.

–Se você ficou chateada por causa da Rosalie, eu...

–Edward não. Não é nada disso... Eu pensei que tivesse esclarecido as coisas com você mais cedo... Não temos nada... O que aconteceu entre nós não teve nenhuma importância. — Tento manter a voz firme, no entanto a forma como ele ousa olhar em meus olhos, fazia tudo ficar ainda mais difícil.

–Bella... Não diga isso. – Sua voz rouca é baixa e um pouco magoada.

Edward dá alguns passos até mim.

–Eu sei que deveria ter te ligado... Que deveria ter ido te buscar... Mas acredite em mim eu... Eu não pude. – Ele encara meus olhos como se quisesse que eu visse através do cinza dos seus olhos a verdade, como se ele quisesse que eu o decifrasse que eu apenas o compreendesse. – E... Deus... Isabella a Rosalie... Eu coloquei um ponto final, em tudo.

Meu coração para de bater por alguns segundos antes de minha mente começar a trabalhar sob suas palavras, aos poucos meu coração vai ganhando um ritmo acelerado.

Ele havia terminado com ela? Por mim?

–Mas... Por que fez isso?

Ele sorri e dá mais um passo parando a centímetros de mim.

–Porque eu disse que seria apenas seu. – Diz com a voz rouca e sedutora, fazendo todos os pelos do meu corpo eriçarem.

Engulo em seco, tentando manter o foco, eu não iria entregar os pontos agora.

–Bem... Pela forma que você me tratou hoje... Eu...

–Eu sei... Desculpe-me. É que o dia de ontem foi terrível e eu não dormi direito... Acabei descontando em você.

Sinto meu coração falhar, a vontade louca e avassaladora de me jogar em seus braços era maior do que meu raciocínio.

–Eu... Já disse que não tem importância. – Digo com dificuldade, minha voz sai arrastada e ofegante.

Edward sorrir erguendo a mão e tocando minha face, sinto minha pele queimar embaixo do seu toque.

Fecho os olhos com força e mordo o lábio.

Minha respiração falha, e, eu engulo em seco.

–Mentirosa... Você se importa sim. – Sussurra quando seus lábios roçam nos meus, leves e macios como plumas suaves acariciando meus lábios antes de deslizar a língua por entre meus dentes de uma forma única e arrebatadora, arrancando de mim toda a minha sanidade e me mostrando o quanto meu corpo e minha alma eram submissos a ele.

Coloco minhas mãos sob seu peito e o afasto quando as palavras de Riley invadem minha cabeça, eu não sabia ao certo se ele dissera tudo aquilo porque estava com raiva de mim ou porque ele realmente conhecia o Edward, porém de uma coisa ele estava certo, eu não podia deixar que o Edward me usasse dessa maneira. Se ele queria ficar comigo ele teria que ser muito mais do que esse rostinho lindo e esse corpo de tirar o fôlego.

–É melhor não. – Digo com dificuldade, meu corpo anseia por ele mais do que eu preciso do ar para respirar, mas eu não iria ceder dessa vez. – É melhor deixarmos as coisas como estão.

Edward olha-me surpreso com a minha atitude, os músculos do seu maxilar se contraem e seus olhos perdem o foco por alguns segundos, antes de ele passar as mãos pelos cabelos e umedecer os lábios com a língua.

–É isso realmente o que você quer? – Pergunta com a voz grave e seca.

“Claro que não, seu idiota, eu quero fazer amor com você em cima dessa mesa, no sofá e aonde mais você quiser.”- Essas eram as palavras que eu gostaria de lhe dizer antes de esmagar meus lábios nos seus, no entanto eu me limito em apenas dizer...

–É sim... É isso que eu quero. – Com a voz baixa e trêmula.

Desvio meu olhar do seu e caminho até sua mesa e pego sua agenda.

–Você tem uma reunião às quatro horas com os acionistas da empresa. – Digo sem encarar seus olhos.

–Certo. – Ele senta-se na sua cadeira e abre o notebook. –Só para que você fique por dentro, iremos para uma festa importante, para celebração da compra da sede em Nova York. Lá estarão grandes empresários e, muitas pessoas importantes, então... Esteja a altura. – Ele ergue os olhos em minha direção. – Será um dia importante para a empresa, estarei representando meu pai e você não será apenas minha assistente pessoal, será minha acompanhante.

–Eu entendi.

–Sairemos por volta das dez da manhã, tenho algumas coisas para resolver antes da festa, então o James irá lhe buscar por volta das oito e meia.

–Certo.

Ele respira fundo sem tirar os olhos dos meus.

Avalio seu rosto de anjo, seus olhos sombrios e aquela boca perfeita, antes de meus olhos descerem por sua camisa com dois botões abertos deixando aparecer um pouco de alguns fios dos cabelos do seu peito, musculoso e definido e...

–Está gostando do que está vendo?

Ergo os olhos novamente para encarar seus olhos, em seus lábios brincam um sorriso, no entanto seus olhos continuam frios e sombrios.

Sinto minhas bochechas queimarem, mordo o lábio e me forço a permanecer fixa apenas em seus olhos.

Eu queria sentar em seu colo e beijar seu pescoço antes de arrancar aquela camisa e deslizar minhas mãos em seu peito. Queria sentir a maciez de sua pele quente em contato com meus dedos.

Deus! Eu queria poder abraçá-lo e sentir que ele realmente sente algo por mim, algo que não se resumisse em apenas sexo.

Como se pudesse ler meus malditos pensamentos, ele se levanta da cadeira e dá a volta na mesa parando bem na minha frente.

–Fica difícil acreditar que realmente você quer parar... Quando você fica me olhando dessa forma. — Diz com a voz rouca, seus olhos ficam suaves e um meio sorriso nasce em seus lábios.

–E de que forma eu estou te olhando? – Questiono-o mesmo já sabendo a resposta.

–Como se eu fosse à pessoa mais especial que você conhece. – Sussurra com a voz doce.

Sinto meu coração doer em meu peito, porque era exatamente dessa forma que eu o enxergava, depois de enxergá-lo como um ser bipolar, arrogante e louco... Tirando esses fatores ele era sim especial, só que ele não conseguia acreditar nisso, ele não conseguia se enxergar da forma como ele realmente era.

–Mas você é especial... Um idiota egocêntrico e arrogante, mas especial.

Ele morde o lábio reprimindo um sorriso e lá está o Edward que me amou loucamente na sexta e no sábado de volta.

–Eu não mereço a forma como você me olha. – Seu sorriso desaparece e seus olhos escurecem. – Eu não mereço você, Bella.

Engulo em seco, seus olhos mostram uma dor que eu nunca havia enxergado antes e naquele momento tudo o que eu queria era arrancar aquele brilho triste dos seus olhos.

–Não diga isso. – Dou um passo em sua direção, ergo a mão e toco seu rosto, ele fecha os olhos com força como se meu toque fosse uma tortura e ao mesmo tempo um balsamo. –Não seja assim com você mesmo.

Ele abre os olhos e sorrir, segura minha mão e deposita um beijo suave na palma.

–Você tem razão em querer se manter distante... Não sou a pessoa mais indicada para ficar com você.

Sinto um aperto no peito, não era bem isso que eu queria ouvir dele, mas já que ele estava realmente dizendo aquelas palavras eu não iria argumentar, iria aceitá-las, pois no fundo eu sabia que ele tinha razão.

Continua...

Notas finais
Ai Jesus, quanta resistência Edward? Quando é que você vai parar com essas coisas? Ai desabafei... Estou tão frustrada quanto vocês... Espero que esse impasse se resolva logo. Também quero eles dois juntos e com muitas cenas hots... E fofas claro, pois a autora não é assim tão perva... Só que não. Kkk Beijos comentem até mais.