Notas iniciais
Em primeiro lugar quero desejar a vocês boas festas e um final de ano maravilhoso. E em segundo lugar quero me desculpar pela demora de atualizar a fic, mas é que realmente estive muito ocupada finalizando outras fics, mas a partir de agora retomaremos as postagens normais todos os domingos. Boa leitura e espero que gostem do capítulo.

Edward

Contemplo o corpo nu de Isabella em minha cama, maravilhado com sua beleza, nunca em toda a minha existência havia visto algo tão belo.

Ela está de bruços em minha cama, seus cabelos estão caídos sobre sua face e sua respiração é regular.

Nunca depois da morte da Irina, havia permitido que alguma mulher deitasse em minha cama, e ter Isabella aqui era assustadoramente reconfortante, era como se alguma coisa se encaixasse dentro de mim.

Saio da poltrona que eu estava há algum tempo, e vou até a cama, deitando-me cuidadosamente ao seu lado, apoiando minha cabeça na mão, para poder admirá-la mais atentamente.

Sua pele branca quase translúcida, tem grandes marcas avermelhadas e roxas deixadas por minha pegada.

Acaricio seu ombro com a ponta do dedo, roçando de leve na pele avermelhada por causa dos meus beijos e mordidas.

O que diabos dera em mim para me comportar como um selvagem com Isabella? Eu nunca havia me portado desse jeito com nenhuma mulher, nem mesmo com Rosalie que adorava algo selvagem.

Eu nunca tinha sentindo tanta fome para devorar uma mulher como eu senti... Como eu sinto quando estou perto de Isabella.

Seu cheiro, sua pele, seus olhos, seus lábios, seu corpo, sua voz... Esse conjunto perfeito me deixa louco e cego de desejo.

Quando estou com ela é como se minha parte racional parasse de funcionar e tudo o que eu consigo enxergar e entender é o desejo ardente e sem freios que ela desperta em mim.

E fora esse desejo sem controle que me fez marcá-la como minha. Porque era isso que eu desejava, que ela fosse apenas minha e o fato dela já ter sido de outro homem me deixou cego de raiva.

Eu nunca fora do tipo de homem que preservava os bons costumes de sexo só depois do casamento, nem muito menos, me importava de sair com mulheres que já tiveram outros homens.

No entanto... Saber que algum filho da puta miserável já havia tocado em Isabella, despertou dentro de mim uma raiva quase palpável, apesar de não ter demonstrado minha raiva, eu senti meu sangue ferver enquanto involuntariamente. As imagens desagradáveis de Isabella sentindo prazer por outro homem, que não era eu vinham em minha cabeça e então eu me dei conta de que ter ficado com ela não tinha sido a coisa certa. Porque eu sabia que estava seguindo um caminho perigoso e que uma hora eu iria magoá-la mais do que eu já o fiz.

Eu não podia amá-la como ela merecia ser amada, eu não podia sequer pensar nessa possibilidade. Eu havia prometido... Eu prometi no túmulo da Irina que ela seria a única que eu amaria.

Fecho os olhos com força, as lembranças daquela triste manhã vindo rápido demais antes que eu possa impedir.

O sol estava começando a surgir atrás das nuvens, que há pouco tempo atrás estavam carregadas de um cinza tão profundo, que fazia aquela manhã parecer quase fim de tarde.

As poucas pessoas que estavam no cemitério já tinham ido embora há algum tempo, mas eu continuava ali, em frente ao seu túmulo, olhando fixamente para sua foto perfeita.

Meus olhos pareciam secos, sem vestígios de lágrimas e mesmo que eu por dentro, estivesse gritando e aos prantos, por fora eu permanecia frio feito gelo.

Minha cabeça estava vazia e meu coração batia fraco de um jeito desesperado no meu peito. O nó em minha garganta impedia que minha respiração saísse regular.

Aperto os punhos com mais força sentindo a pequena aliança símbolo do nosso amor quase rasgar a pele de minha mão.

Tudo estava perdido... Toda a nossa história e nossos planos estavam perdidos.

Não haveria mais uma vida plena e feliz para nós dois. Não acordaria mais todas as manhãs e olharia para seu rosto lindo e não me sentiria o homem mais amado da face da terra.

Seus olhos dourados não dariam mais brilho a minha vida e seu sorriso não faria com que o dia ficasse mais bonito.

Agora tudo o que restava era um futuro sombrio e escuro, onde eu teria que lutar para sobreviver sem minha vida.

–Eu prometo que nunca amarei outra mulher... Jamais deixarei que meu coração lhe traia... Não importa quanto tempo eu viver, meu coração será apenas seu... Te amarei até o último momento da minha vida. Apenas você.

Abro os olhos sentindo meu coração me traindo ao olhar a pequena criatura deitada em minha cama.

Toco uma mecha de cabelo tirando da sua face.

Isabella se mexe e abre os olhos chocolates, piscando algumas vezes.

Um sorriso involuntário surge em meus lábios quando nossos olhos se encontram.

–Oi. – Balbucia com a voz rouca e arrastada.

Toco sua face sentindo a suavidade de sua pele contra meus dedos, fazendo meu corpo se aquecer e meu sangue ferver em minhas veias.

–Oi. – sussurro.

–Você estava me observando dormir? – Isabella ergue uma sobrancelha confusa, e um sorriso tímido nasce em seus lábios tentadores.

–Você é linda quando está dormindo.

Isabella ergue a mão tocando meu rosto com ternura. Seus dedos delicados e pequenos, contorna minhas sobrancelhas, descendo por meu nariz, até delinear meus lábios.

Um pequeno suspiro extasiado escapa de minha garganta, seu toque era tão suave que chegava a ser uma tortura.

–Você é lindo. – Diz com a voz baixa e cheia de admiração.

Abro os olhos e nesse momento sou sugado por seu olhar intenso e penetrante, carregado de sentimentos que eu nunca vira antes em nem uma mulher, nem mesmo em Irina.

Isabella parecia submissa a mim, era como se de certa forma, eu fosse para ela tão irresistível quanto ela era para mim.

E seu olhar doce e inocente fazia com que eu me sentisse especial.

Acaricio-lhe seus cabelos graciosamente bagunçados, sentindo-me sortudo de certa forma por tê-la aqui comigo.

Talvez se eu não tivesse lhe roubado da festa de noivado da minha irmã, nesse momento ela tivesse em volta de outro lençol, tocando a face de outro homem e aquele maldito filho de uma puta do Riley, seria o homem mais sortudo do planeta.

–O que foi Edward? – Pergunta Isabella olhando-me de um jeito aflito.

Respiro fundo puxando-a para mais perto de mim.

–Não quero que volte a ver o Riley... Não quero que saia com ele nem com nenhum outro homem. – Ordeno com a voz baixa, seus olhos me avaliam sem entender. – Você é minha Isabella. – Rosno acariciando seus lábios com os meus.

Ela toca meu peito me afastando, deixando-me confuso a princípio.

–E quanto a você? – Pergunta séria, olhando-me diretamente nos olhos. – Continuará com a Rosalie? Vai continuar trepando com as suas loiras por aí?

Sorrio, relaxando meu corpo e segurando-lhe o quadril de modo que minha ereção se aperte contra sua barriga sensual.

–Serei apenas seu, Isabella. – Sussurro em seus lábios.

Um leve tremor percorre a pele de Isabella fazendo os pelos de seu corpo eriçar.

Deslizo minha língua por entre seus lábios explorando sua boca com devoção, sugando seus lábios com força, descendo meus lábios por seu queixo até a linha delicada de seu pescoço, beijando sua pele ardentemente, roçando minha barba por fazer em sua pele branca e delicada, deixando-a vermelha.

As pequenas mãos de Isabella agarram meus cabelos com força, enquanto minhas mãos lhe exploram o corpo, uma mão segurando com força sua bunda enquanto a outra agarra seus cabelos, puxando-os de leve para trás, para que minha boca tenha livre acesso para lhe acariciar a pele nua do pescoço e descer mais além, até encontrar seus seios pequenos e duros com os mamilos rígidos e rosados, me convidado a acariciá-los com a língua.

Passo a língua levemente em seu mamilo rígido, antes de sugá-lo com força, enquanto minha outra mão alcança as coxas de Isabella, separando-as para que eu possa explorar seu sexo.

Meu pau pulsa enlouquecidamente, quando sinto sua umidade em meus dedos.

–Porra! Isabella, você está tão molhada. – Rosno, mordendo de leve seu mamilo.

Ela se contorce e um gemido alto, escapa de sua garganta quando penetro um dedo dentro dela, deliciando-me com a sensação de tê-la se contorcendo sob meu toque, enquanto me deleito do seu corpo.

Sua pequena mão, agarra o meu pênis fazendo-me gemer alto buscando seus lábios, enquanto pressiono o polegar em seu clitóris, massageando, enquanto penetro outro dedo dentro dela.

Isabella fecha os olhos com força, fazendo movimentos leves em meu pau, subindo e descendo, aumentando minha ereção e o desejo de fodê-la até me cansar de desejá-la, se é que isso algum dia seria possível.

Afasto-me dela, me posicionado entre suas pernas, eu quero sentir o seu gosto maravilhoso em minha boca, quero que ela liberte o seu prazer em minha língua, quero dar-lhe o melhor orgasmo que ela já teve.

Agarro suas coxas com força, abrindo-a lindamente para mim, seus grandes olhos chocolates me olham com submissão, enquanto me abaixo depositando beijos quentes em cada lado de suas pernas, até encontrar seu centro úmido e quente.

Isabella arfa e se contorce quando enfio minha língua dentro dela, saboreando seu gosto, sugando os seus grandes lábios bem feitos com força, enquanto massageio o seu clitóris.

Isabella agarra meus cabelos com força enquanto intensifico meus movimentos mal conseguindo controlar o desejo de está dentro dela.

–Edward... – Grita, enquanto seu pequeno corpo se contorce e treme libertando seu prazer em minha boca, deixando-me satisfeito e pronto para saciar meu desejo.

–Agora é minha vez. – Digo segurando seus quadris e girando, colocando-a de quatro e enterrando duro e forte dentro dela.

–Ah! – Grito, quando sinto-a se contrair, apertando meu pau com força, quase me levando a um orgasmo instantâneo.

Seguro seu cabelo puxando-a para mim, suas mão enlaçam meu pescoço.

Sinto o calor de suas costas em meu peito, sua cabeça jogada para trás apoiada em meu ombro.

Mordo seu pescoço segurando-a firme nos quadris.

–Você é tão apertada Isabella. – Digo com a voz rouca em seu ouvido, enquanto lhe penetro mais fundo.

Ela geme alto, e fala coisas incoerentes enquanto seguro seus seios, aperto sua cintura e a deixo novamente de quatro, segurando seus cabelos com uma das mãos e lhe preencho com veemência, rude e selvagem.

E quando sinto que não posso mais aguentar, saio de dentro dela deitando-a em minha cama e derramando meu prazer entre seus seios pequenos e convidativos, gemendo e tremendo, então desabo ao seu lado, exausto e satisfeito.

–Preciso de um banho. – Diz com um sorriso na voz.

Olho-a de relance, ela morde o lábio fazendo meu pau exausto pulsar.

–Um banho parece ótimo. – Digo erguendo uma sobrancelha e buscando seus lábios.

Passo a esponja no corpo de Isabella mal contendo minha ereção, esfrego a esponja entre seus seios demorando um pouco naquele local e desço para as suas pernas.

–Edward... Desse jeito não vamos conseguir tomar banho. – Sua voz é um sussurro.

Beijo seu pescoço suavemente e subo mordendo o lóbulo de sua orelha.

–Quem manda ficar me provocando. – Digo em seu ouvido pressionando minha ereção em sua bunda.

Isabella vira-se para mim, seus olhos escurecem com um desejo gritante.

–Você que está me provocando. – Diz erguendo uma sobrancelha.

Enlaço-lhe a cintura trazendo-a para mim.

–Isabella. – Rosno roçando meus lábios nos seus.

Ela passa a língua em meus lábios sugando as gotas de água de um jeito sensual, deixando-me ainda mais duro se é que isso era possível.

Agarro-lhe os quadris girando seu corpo e a colocando contra a parede.

Puxo seus cabelos para o lado e mordo seu pescoço.

–Você gosta de provocar não é? – Rosno em seu ouvido.

Abro suas pernas puxando seu quadril para trás, deixando-a empinada para mim.

Toco seu sexo e rosno baixinho sentindo-a úmida e pronta para me receber.

Seguro meu pau entre as mãos e penetro-a com força, fazendo-a gritar.

Isabella se apoia na parede com ambas as mãos espalmadas, enquanto eu continuo lhe penetrando com força. Segurando seus quadris e mordendo seu ombro, beijando seu pescoço e me perdendo nas diversas sensações que é está dentro dela.

Bella

Rolo na cama, procurando o corpo quente que a pouco tempo atrás estava me aquecendo, no entanto a cama está vazia.

Abro os olhos assustada, temendo que tudo o que vivi nas últimas horas não tenha passado de um mero sonho. Respiro aliviada quando percebo que ainda estou no quarto confortável de Edward, eu poderia está sozinha, mas pelo menos tudo o que vivi fora real.

Sento na cama, sentindo todo meu corpo dolorido resultado das últimas horas, passada com Edward. Sorrio fechando os olhos, nunca em toda a minha vida, havia me sentindo dessa maneira, plena, realizada, desejada. Nunca em toda a minha vida tinha sido tocada e amada daquela forma.

Eu estava ciente das manchas em meu corpo, mas isso não importava. Olhar para elas em meus ombros e meu pescoço de certa forma meio masoquista era reconfortante, pois eu tinha a nítida certeza de que tudo o que vivi com Edward não tinha sido um sonho.

Olho para o lado vazio que outrora estivera Edward e sorrio tocando o tecido da cama, e, só então percebo um papel em cima do travesseiro.

Alcanço o papel e o abro.

A letra elegante de Edward está escrita perfeitamente em apenas uma frase.

Voltarei antes que você acorde.

E.C

Um sorriso bobo nasce em meus lábios enquanto leio novamente o que está escrito no papel.

–Está atrasado. – Digo sorrindo.

Levanto-me da cama, meu corpo protesta quando me mexo, mas eu ignoro todas aquelas sensações desagradáveis deixada por momentos tão prazerosos.

Visto minha calcinha que Edward cuidadosamente colocou em cima da poltrona, ao lado da cama, junto com meu vestido ou o que sobrou dele, pego sua camisa que ele deixou junto com as minhas roupas e vou até o banheiro.

Observo a garota de pele branca e ruborizada e com grandes olhos castanhos com um brilho intenso e mal me reconheço.

Escovo meus dentes com a escova de Edward e lavo o rosto, penteio meus cabelos rebeldes com os dedos. Quando volto para o quarto minha barriga ronca e aí me dou conta que deve ser tarde e que não comi nada desde a hora do almoço de ontem.

Procuro por minha bolsa pelo quarto, eu precisava ligar para casa, Charlie que já deve está preocupado por eu não ter voltado para casa.

Droga!

Minha bolsa havia ficado no quarto de Alice, se meu pai tiver me ligado à uma hora dessas, ele já deve ter colocado o exército atrás de mim.

O jeito seria esperar até que Edward voltasse e me levasse para casa. Mas enquanto eu espero por ele e penso em uma boa desculpa para dizer a Charlie vou ver se encontro alguma coisa para fazer minha barriga reclamar.

Caminho pelo longo corredor até a sala, e sigo por outro corredor que provavelmente me levará até a cozinha.

O apartamento de Edward era moderno e masculino, com poucos móveis e pouca decoração, deixando o ambiente confortável e agradável. Quando chego à cozinha, sou surpreendida por uma mesa posta, com várias opções de bolos, frutas e sucos.

Será que Edward havia preparado tudo aquilo?

–Bom dia Srta. Isabella. – Uma voz feminina soa atrás de mim, dando o maior susto.

Volto-me para a dona daquela voz e me deparo com uma figura pequena e magra. Seus cabelos pretos estão presos em um coque e suas feições são angelicais, apesar de aparentar uns cinquenta anos.

–Desculpe-me Srta. Isabella eu não quis assustá-la. – Desculpa-se ela com um sorriso gentil.

Forço um sorriso e respiro fundo, me sentindo constrangida.

–Eu quem peço desculpas. Eu pensei que estivesse sozinha. – Fecho os olhos, sentindo minhas bochechas queimarem, quando dou conta que estou usando apenas a camisa de Edward. – Desculpe meus trajes. – Digo quase num sussurro.

Apenas a mulher sorrir.

–Não se preocupe Srta. Isabella. – Ela caminha até o fogão. – O Sr. Edward saiu há algum tempo, mas disse para eu servir seu café da manhã, assim que você acordasse.

–Pode me chamar de Bella. – Digo, ainda sem jeito e me sento, o cheiro dos bolos atiçavam minha fome.

Ela sorrir.

–Meu nome é Carly.

Sorrio e lhe estendo a mão.

–Prazer Carly. – Ela aperta minha mão suavemente e suas bochechas ficam ruborizadas.

–Fique à vontade, como quiser. – Ela coloca um prato na minha frente e eu me sirvo com um pedaço de bolo de chocolate, meu favorito.

–A Senhorita quer café ou suco?

–Bella, Carly. Apenas Bella.

Ela sorri corando novamente.

–Gostaria de um suco de laranja.

Ela coloca a jarra com suco na minha frente, servindo-me um copo.

Tomo um gole grande do suco, saciando minha sede, e em seguida como um pedaço do bolo, que por sinal estava delicioso.

Carly me observa, enquanto devoro outro pedaço de bolo e tomo outro copo de suco. As últimas horas tinham acabado com minhas energias e eu não me lembrava da última vez que senti tanto apetite.

Quando termino meu café da manhã, agradeço a Carly e saio da cozinha, sigo pelo corredor até a sala e novamente percorro o corredor que me leva para o quarto de Edward.

No entanto, eu não queria ficar trancada no quarto até que ele voltasse, então abro uma porta que fica ao fim do corredor e me deparo com um ambiente amplo e com estantes de madeira embutida nas paredes, com diversos livros.

Uma grande mesa com costas para uma janela, semelhante com a do escritório, que ia do teto ao chão de vidro.

E no canto da sala um grande sofá de couro preto.

Caminho até a mesa, onde tinha apenas um porta-retrato, que para minha surpresa, era a mesma foto que tinha no escritório da empresa.

Ele é uma linda loura parecida com a médica.

Seguro o porta-retrato entre as mãos, existia algo naquela foto que fazia com que eu me sentisse desconfortável.

Edward era bem mais novo na foto. Seus olhos tinham um brilho e vivo, diferente da sombra obscura que atormentava seus lindos olhos azul-acinzentados, e a mulher sorria para ele como se ambos estivessem... Apaixonados.

Coloco o porta-retrato de volta em seu devido lugar, sentindo uma pontada de ciúmes, na verdade não era apenas uma pontada era mais que isso, era um sentimento, que me deixava insegura e com medo.

Eu não sabia quem era essa mulher e o que ela representava para ele, eu nem sabia se eles mantinham contato ou se eles ainda se viam.

Droga!

Eu nem sequer me sentia no direito de questionar o Edward quanto a isso. Eu acabei de entrar em sua vida e nem sabia ao certo o que eu significava para ele, não podia lhe cobrar nada até ter certeza do que ele sentia por mim. Jogo a insegurança para o escanteio e me concentro em observar os diversos livros nas prateleiras.

Havia muitos livros de administração, que eu nunca ouvi falar e outros livros. Alguns clássicos da literatura que eu já lera, como Orgulho e Preconceito, O morro dos ventos uivantes , entre outros.

Edward era realmente um homem culto e de muito bom gosto.

–Eu sabia que te encontraria aqui. — A voz rouca de Edward, faz com que um arrepio percorra minha espinha.

Volto-me para ele.

Edward está escorado na porta, com os braços cruzados, usando uma calça jeans escura e uma camisa branca com um blusão xadrez por cima. Seus cabelos estão desalinhados e um sorriso torto e sexy brinca em seus lábios.

–Desculpe por ter invadido seu escritório... É que eu estava um pouco entediada. – Digo meio sem jeito.

Seus olhos escurecem avaliando meu corpo seminu.

–Sai para te comprar umas peças de roupas... Não podia deixá-la com aquele vestido rasgado.

Ergo uma sobrancelha e mordo o lábio.

–Não precisava ter ido comprar roupas para mim Edward.

Ele morde o lábio com um sorriso travesso.

–Verdade, não precisava mesmo... Você fica melhor sem elas.

Ele fecha a porta passando a chave nela e caminha até mim.

Meu coração para de bater por um segundo para poder voltar com tudo, batendo forte e descompassado em meu peito.

Edward toca meu rosto, fazendo minha pele queimar.

–Você fica linda com minha blusa. – Sussurra coma voz rouca fazendo minha respiração falhar.

Engulo em seco sentindo meu ventre se contrair.

–Isabella.

Seus olhos cinzas profundos queimam nos meus, como se fossem chamas. Suas mãos grandes seguram meu rosto, descem por meu pescoço e alcança minha nuca, apertando-a levemente, puxando minha cabeça para trás. Seus lábios quentes e macios roçam nos meus e um pequeno gemido escapa de minha garganta. Meu corpo todo se agita quando sua língua acaricia meus lábios, antes de invadir minha boca, me explorando.

Enlaço seu pescoço com os braços ficando nas pontas dos pés para encaixar melhor nossos corpos.

Era tão bom está em seus braços, sentir seu corpo junto ao meu, sentir seu gosto em minha boca e ter suas mãos acariciando o meu corpo.

–Você me deixa louco. – Sussurra, em minha boca. Suas mãos descem até minha cintura me erguendo do chão, enlaço minhas pernas em sua cintura.

Edward caminha até sua mesa e me senta na madeira fria.

Meu corpo quente estremece quando suas mãos abrem vigorosamente a camisa que estou usando, arrancando os botões e me deixando apenas com a calcinha.

Seu olhar intenso percorre meu corpo com admiração e desejo.

Edward morde meu lábio, sugando-o em seguida antes de enfiar a língua em minha boca.

Nossas línguas se encontram brincando na sua dança erótica particular, uma atiçando a outra, de uma forma íntima e atrevida.

Arranco seu blusão e em seguida tiro sua camisa. Passo as mãos por seu peito, sentindo seus músculos rígidos e torneados e desço por seu abdome até alcançar o coes da calça.

Arranco seu cinto e abro o botão da calça deixando sua cueca boxer preta à mostra. A saliência de sua ereção era convidativa, fazendo assim com que eu passe meus dedos sobre o volume em sua cueca.

Edward rosna baixinho com a boca em meu pescoço.

Deposito beijos em seu peito, enquanto liberto seu pênis segurando com ambas as mãos, fazendo movimentos leves, imitando o ato sexual.

Edward geme alto, uma de suas mãos segura meu queixo e a outra agarra meus cabelos com força, puxando minha cabeça para trás.

Sua boca esmaga a minha com urgência, antes de explorar meu pescoço, beijando ardentemente minha pele.

–Eu preciso senti-la. – Sussurra em meu ouvido, fazendo meu corpo inteiro tremer e queimar de desejo.

Sua mão desce até o cós da minha calcinha e num movimento rápido e urgente, ele rasga o delicado tecido, deixando-me completamente nua.

Seus dedos percorrem meu centro úmido e o corpo de Edward treme levemente.

–Isabella... Sempre pronta para mim.

Mordo o lábio, ainda segurando seu membro protuberante e pulsante entre minhas mãos, busco seu olhos enquanto ergo um pouco o meu corpo e o puxo para mim.

Esfrego a cabeça de seu pênis na entrada úmida da minha vagina e fecho os olhos com aquela incrível sensação de senti-lo.

Edward geme, fechando os olhos e me penetra fundo e duro, fazendo com que um grito alto escape de minha garganta.

Edward estremece e permanece imóvel por alguns segundos.

Com os olhos ainda fechados, ele percorre meu corpo com ambas as mãos passando por meus seios até alcançar meus quadris.

Prendo minhas pernas em torno de sua cintura, dando-lhe mais apoio para suas investidas.

–Você é tão quente e deliciosa. – Sussurra em meu ouvido quando volta a me penetrar lento, de uma forma sensual e saborosa.

Agarro seus cabelos com forças e ele afunda dentro de mim com força aumentando seu ritmo, quase me levando ao êxtase total a cada investida.

Afundo as unhas em sua pele contorcendo-me de prazer.

–Goze para mim, Bella. – Ordena com a voz rouca, levando-me a loucura, e, quando sua boca quente alcança meu seio e morde meu mamilo, eu explodo em mil pedaços em torno dele.

Edward segura minha bunda me levantando da mesa e caminha até o sofá, sentando-se comigo em seu colo ainda dentro de mim.

Obedeço aos instintos do meu corpo insaciável e começo a me mover em cima dele, para cima e para baixo.

Seu polegar massageia meu clitóris, enquanto a outra mão me ajuda a me mover cada vez mais rápido.

–AH! – Grito jogando minha cabeça para trás, sentindo outro orgasmo vindo.

–Olhe para mim, Isabella. – Ordena com a voz baixa e profundamente rouca.

Abro os olhos e encaro o mar cinzento que são seus olhos.

Sentindo-me perdida em cada sensação que eu estava sentindo enquanto eu cavalgava enlouquecidamente em cima dele, e seu polegar me levava a loucura.

Mordo o lábio sentindo meu corpo começar a tremer.

–Isso... Goze para mim novamente minha Bella. – Diz baixa a voz carregada de desejo, aumentando o ritmo do seu polegar e enterrando duro em mim, antes de seu corpo também começar a tremer e ele gemer alto chamando meu nome, e falando coisas sem sentindo, e então, gozamos juntos.

Edward enterra o rosto em meus cabelos abraçando firme minha cintura.

Nossas respirações irregulares e o som acelerado de nossos corações, são as únicas coisas que consigo ouvir. Edward afasta meus cabelos e deposita beijos em meu pescoço, sorrio apertando-me a ele.

Então seu corpo fica tenso e ele afasta-me buscando meus olhos.

–Isabella, por favor, me diga que você é uma mulher prevenida. – Suas palavras são aflitas deixando-me confusa por algum momento, antes de entender o que ele estava falando.

–Edward... Pelo amor de Deus, você acha que sou descuidada? – Ergo uma sobrancelha e sorrio.

Ele respira fundo e seu corpo relaxa no encosto do sofá.

Eu poderia não ter uma vida sexual ativa, no entanto eu era uma mulher prevenida e gostava de me cuidar.

–É que sentir você é sem nada para atrapalhar é tão bom que... Que me deixa sem controle.

Sorrio tocando sua face de anjo, mal acreditando no que estava acontecendo. Até alguns dias atrás esse homem que estava me amando com desespero me tratava de forma rude, arrogante, frio e me humilhando. Agora ele estava aqui, com esse sorriso lindo nos lábios, olhando-me com tanto carinho que fazia meu coração se derreter feito manteiga.

–O que foi? Por que ficou seria? – Edward coloca uma mecha rebelde de meus cabelos atrás da minha orelha.

Fecho os olhos e aperto os lábios em uma linha fina.

–É que tudo isso parece um sonho... Quero dizer. – Abro os olhos e o pego sorrindo, sorrio em resposta sentindo-me ruborizar. – Eu só não estou acreditando que tudo isso é real.

Edward beija-me suavemente nos lábios.

–Isso é muito real, Bella.

Mordo o lábio aconchegando-me em seu peito, enquanto ele faz pequenos círculos em minhas costas com os dedos, fazendo minha pele estremecer e ficar arrepiada.

–Eu liguei para o seu pai mais cedo, disse que você tinha dormido na cada dos meus pais, e que hoje mais cedo precisei de você para uma reunião de última hora... Então para todos os efeitos estamos no escritório. – Sua voz é baixa e com um toque divertido.

Ergo meus olhos buscando os seus.

–Você pensou em tudo, hein? – Ergo uma sobrancelha e sorrio. – Ele acreditou nisso?

Edward me dá seu sorriso torto perfeito, fazendo meu coração bater mais forte.

–Ele ficou uma fera comigo, disso que o tempo da escravidão havia acabado há séculos e que eu não devia lhe explorar tanto... Disse que eu já faço você trabalhar demais.

–Ai, meu Deus! – Sorrio constrangida. – O meu pai é muito superprotetor Edward... Ele não quis lhe ofender. – Digo forçando um sorriso de desculpas.

Edward toca minha face.

–Eu gosto desse lado do seu pai... Você parece com ele nesse ponto. Decidido e que fala o que quer sem se importar com as coisas.

Isso era verdade, acho que essa era umas das poucas coisas que eu havia herdado do meu pai, a habilidade de se defender e falar o que acha que é certo e lutar pelo o que acredita.

–Então... Ele não deve está me esperando para o almoço. – Digo fazendo círculos em seu peito.

Edward sorrir.

–Acho que ele está lhe esperando para o jantar apenas. – Diz como quem não quer nada.

Sorrio sabendo exatamente o que aquilo significava.

Notas finais
E então, espero que esse capítulo tenha suprido um pouco da falta que vocês estavam sentindo. Não deixem de comentar, ano que vem tem mais. Bjusss