Perfect For Me
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem desse capítulo.
Boa leitura.
Bella
Dias atuais...
Acho que o dia não poderia ter começado pior, descobrir a hipoteca da minha casa e saber que temos apenas um mês para pagá-la ou então seremos despejados, era assustador, meu pai nunca me falara que tinha feito um empréstimo dos grandes, nem muito menos o motivo por quê fizera.
Tentei conversar com meu pai depois que o cara alto e negro, com postura assustadora bateu na porta da nossa pequena casa de dois quartos, antes de eu sair para vim para o trabalho, e entregou a folha branca com letras formais, as ordens nelas escritas eram bem claras ou paga ou perde tudo.
No entanto, Charlie de recusou a falar sobre isso, ele disse que daria um jeito, no entanto, o que ele faria? Ele estava afastado do seu cargo de chefe da policia há pouco mais de um ano. O Charlie era um homem jovem, porém ele estava doente e precisava muito se tratar e ficar de repouso, deixando-o ainda mais mal-humorado, por ter que ficar enfurnado o tempo todo dentro de casa, minha sorte ainda era o Billy seu velho amigo, que sempre estava com o meu pai fazendo-lhe companhia. O Billy era o pai do Jacob, meu ex-namorado e melhor amigo, eu precisava conversar com ele e dizer-lhe o que estava acontecendo assim que ele voltar de sua viagem da Califórnia onde fora passar um tempo com sua irmã mais velha Rebeka, eu poderia sondar o Billy, provavelmente ele estaria por dentro do que estava acontecendo, o Charlie deve ter lhe falado para quê precisara do dinheiro do empréstimo.
Apoio os cotovelos sobre minha pequena mesa, relaxando minha cabeça nelas, eu havia me formado em Letras na universidade de Seattle e por sorte consegui um emprego numa editora pequena, não ganho muito bem, no entanto, o que eu ganho dá para ajudar com os gastos de casa e os muitos remédios do meu pai.
-Bella. – Dora minha mais intima colega de trabalho chama meu nome tirando-me dos meus devaneios, levanto o olhar para encará-la, ela era baixa, mas nem tanto, ela era alguns centímetros mais baixa do que os meus um e sessenta e três, seus cabelos eram vermelhos tingidos na altura dos ombros e ela aparentava ter mais ou menos uns 30 anos. – O Sr° Taylor deseja vê-la.- Diz apreensiva, sinto um arrepio percorrer meu corpo, há algumas semanas ele estava mandando embora funcionários, alegando que a empresa estava indo mal, será que eu seria a próxima? Engulo em seco, segurando as bordas da minha pequena mesa de madeira e fazendo um esforço descomunal para levantar-me desajeitadamente. Forço um sorriso para Dora e sigo para a pequena sala no fim do corredor, respiro fundo antes de bater pedindo mentalmente a Deus que ele diga que vai me dar um aumento ao invés de me chutar para fora do meu emprego.
Bato com os punhos fechados sentindo os pelos da minha nuca ficar eriçados, eu sempre sentia esse arrepio quando algo ruim estava para acontecer, eu havia sentindo esse arrepio desde o momento que eu acordara.
-Entre. – Grita a voz do outro lado da porta, abro-a entrando cuidadosamente e fechando a porta atrás de mim. David aponta a cadeira a sua frente com um gesto impaciente, sento-me colocando as mãos sobre o colo.
- Como não gosto de rodeios, vou logo ao ponto. – Ele apoia os cotovelos sobre a mesa e entrelaça as mãos, mantendo o olhar fixo no meu.- Sinto dizer-lhe Srta.Swan, mas tenho que lhe dar a triste notícia que você está fora da empresa.
Sinto-me tonta, com certeza não poderia ficar pior o meu dia, estava prestes a perder minha casa se eu não arrumasse o jeito de pagar uma pequena fortuna ao banco e agora eu estava sendo despedida. Respiro fundo sentindo toda a minha frustração indo direto para meus dutos lágrimas, eu tinha o humilhante habito de chorar, quando estava com raiva, frustrada ou coagida com alguma coisa, no entanto, não podia chorar aqui, na frente do baixinho gorducho com cara de abóbora, isso seria humilhante demais.
Respiro fundo algumas vezes assimilado e imaginado o que diria ao Charlie quando eu chegasse em casa. Já era ruim o bastante ter que vê-lo definhado a cada dia, na sua doença que parecia nunca ter cura e o vendo reclamando dizendo que era um inútil, agora eu teria que dizer-lhe que teremos que sair da nossa casa, a qual temos tantas lembranças lindas e que eu estava no olho da rua. Por sorte tinha algum dinheiro que estava guardando para comprar um carro melhor, já que a minha velha picape vermelho desbotada estava muito velha, agora teria que dá adeus a meu tão sonhado carro novo e terei que usar minhas economias para pagar um aluguel e comprar os medicamentos do Charlie.
Sinto um nó na garganta, eu poderia pedir implorar ao David que não me demitisse, eu poderia explicar-lhe novamente minha situação, quem sabe depois da milésima centésima vez ele entenderia que eu não poderia ser demitida, entretanto, mesmo ele sabendo das minhas dificuldades ele escolheu a mim dentre tantos outros empregados da sua empresa, talvez a situação dos demais, fossem piores do que a minha.
-Isso é pelo o tempo que você trabalhou aqui. — Diz ele friamente estendendo-me um envelope.
Seguro o envelope que mal parecia ter alguma coisa dentro, com as mãos trêmulas olho dentro dele, sentido a raiva passeando nas minhas veias, aquecendo meu sangue.
-Está falando serio? – Pergunto incrédula olhando-o pasma, ele só podia está de brincadeira, ele estava me oferecendo um por cento a mais do que eu ganhava por mês.
-Você sabe a empresa está mal.- Diz com desdém enrugando a testa.
Aperto os lábios tentando segurar todos os piores xingamentos, que eu lembrava, entretanto, eu sabia que discutir com ele era uma baita perda de tempo, e minha cabeça latejava como se uma banda de rock daquelas pesadas estivesse fazendo um show particular dentro dela.
Aperto o envelope com força amassando-o raivosamente, a vontade que eu tinha era jogar aquele dinheiro em sua cara, ou o mandar enfiar em algum lugar, porem ao invés de descarregar minha ira, apenas levanto-me e saio sem olhá-lo, batendo a porta com força quando passo.
Em menos de uma hora eu arrumo todas as minhas coisas. O Eric um colega da empresa me ajudou a colocar minhas coisas na picape, eram apenas duas caixas pequenas, com alguns livros e fotos.
-Obrigada. – Digo meio sem jeito, forçando um sorriso para ele, que me retribui com um abraço desajeitado, pegando-me de surpresa.
-Se cuida Bella. – Eric acena quando entro na minha picape dando partida.
Enquanto dirijo pela rodovia, sinto as lágrimas arderem em meu rosto, raiva, medo, frustração e apenas um dos poucos sentimentos que eu estou sentindo, o que eu faria agora? Como diria a meu pai?
Um soluço escapa da minha garganta enquanto as lágrimas deixando minha visão turva.
Eu estava aérea e descontrolada, os últimos acontecimentos das ultimas horas deixando-me tonta, fazendo com que eu perca totalmente o foco. Fecho os olhos com força sentindo meu ar fugir dos meus pulmões e quando dou por mim, minha picape está entrando na faixa esquerda, puxo o volante rapidamente perdendo o controle, enquanto os outros carros buzinam sem parar.
Essa com certeza não era uma boa hora para um acidente e ter mais gastos, na verdade, eu não estava com condições nem para morrer. Pelo menos não enquanto eu estou no comando da minha casa e da vida do meu pai doente e turrão
Puxo o freio de mão com tudo, minha velha picape atende no mesmo instante parando de forma vertical na rodovia, sinto meu corpo ser jogado violentamente para frente, fazendo-me bater a cabeça com tudo no volante e em seguida sou jogada para trás, por sorte estou com o cinto de segurança.
Quando abro os olhos, sinto como se tivesse acabado de ser atropelada, todo o meu corpo doía, minha cabeça, parecia inchada e maior que o normal, levo minha mão até a testa quando sinto um liquido quente escorrer pela minha face.
Droga! Se eu aprovasse a pratica de chamar palavrões essa seria uma boa hora para profanar o nome de satanás e falar um daqueles palavrões que os homens costumam dizer quando estão assistindo a um jogo de futebol.
Respiro fundo olhando a quantidade de sangue na minha mão.
-Você está louca?- Ouço uma voz ao longe, porém parece que tudo está ficando distante, respiro fundo novamente, eu tinha que sair desse carro e verificar se a outra pessoa no carro com a qual eu colidi estava bem. Eu fui à culpada por esse desastre, por minha desorientação, eu fui irresponsável em dirigir nesse estado, se mais alguém estivesse machucado a culpa seria minha.
Solto o cinto de segurança com dificuldade e abro a porta do carro apoiando-me nela para sair do carro.
-Você está bem?- Pergunta um cara grandão e musculoso, parecendo preocupado, faço que sim com a cabeça sentindo o sangue escorrer por toda a extensão do meu rosto e pescoço. – Você não parece bem... Está sangrando. – Diz o mesmo cara, tentando me impedir de sair do carro.
Afasto-o dando a volta por ele e parando a poucos centímetros do volvo prata que estava detonado na lateral pela colisão.
Um homem muito elegante de terno preto aparece na minha frente, suas feições impecáveis deformada por sua fúria, se eu não estivesse tão dormente pelo que acabara de acontecer e moralizada por o estrago que eu teria que pagar, eu teria caído de joelhos diante de suas feições perfeitas. Alto, másculo, cabelos desgrenhados cor de cobre e olhos cinzentos, seu nariz e sua boca assim como o resto do seu corpo pareciam ter sido desenhado e esculpido por mãos de anjos, apesar de sua raiva descomunal, sua beleza era de tirar o fôlego.
Ele olha-me diretamente nos meus olhos de uma forma intimidadora, fazendo-me encolher meus ombros doloridos.
- Onde você tirou essa merda de carteira, garota?- Pergunta-me com os dentes trincados, mantendo sua postura confiante e os olhos fixos em mim, como um caçador quando está diante de sua presa. – Como você vai pagar o prejuízo? –Ele aponta para o carro seus olhos faiscando de puro ódio.
-Edward acalme-se. – Diz o grandalhão colocando-se a seu lado. – Precisamos levá-la a um hospital ela está sangrando. – O grandalhão simpático tira a sua camisa branca gola V, coloca-se ao meu lado fazendo pressão no meu corte.
-Não me importo com ela. – Diz o anjo furioso, avaliando-me de cima a baixo.
-Eu sinto muito, pelo o que aconteceu. – Digo desajeitadamente sentindo-me apreensiva por seu olhar profundo e enojado, seguro a camisa contra meu corte afastando-me do grandão simpático. – Irei pagar o prejuízo. – Olho novamente para o volvo perguntando-me como diabos eu pagaria esse conserto.
Nem vou dizer que não poderia ficar pior, acho que já está mais do que provado que sempre pode piorar.
-É claro que você vai pagar. — Grita ele fuzilando-me com aqueles lindos olhos cinza.
Sinto as lágrimas voltarem novamente e embaçar minha visão, normalmente eu sabia me defender de caras durões como esse cara, porém hoje eu acordei com o meu lado mais frágil e imbecil, não conseguia discutir com ele, nem sei se eu teria argumentos para discutir.
Minha cabeça latejava descontroladamente, eu estava ferrada, cem por cento ferrada. Perdi a merda do meu emprego, iria perder minha casa e agora teria que gastar todas as minhas economias para pagar o conserto do carro do anjo de olhos cinzentos, que mais parecia um demônio nesse momento, com as mandíbulas serradas e o olhar assassino.
-Deus! você está bem?- O grandão segura meus ombros quando minhas mãos caem pesadamente ao lado do meu corpo, sinto tudo a minha volta girar como se eu estivesse rodando em um carrossel, minha visão fica manchada por pequenas manchas negras que aos poucos vão fiando mais intensas e eu me perco na escuridão.
**
Sabe quando você acorda de um pesadelo e sente aquele alivio por saber que tudo aquilo era apenas um sonho ruim? Eu gostaria de sentir isso, queria acordar do meu pesadelo e sorrir aliviada por tudo ainda está no seu devido lugar. Ouço vozes no quarto branco com luzes ofuscantes do hospital, eu não tinha ideia de quem havia me trazido para cá, a única coisa que lembro é do cara arrogante, gritando comigo, por eu ter estragado seu volvo.
Ergo a mão lembrando-me do meu machucado na testa, um curativo protege o lugar que outrora jorrava sangue, meu corpo parecia adormecido, provavelmente pelos medicamentos que devem ter me dado. O médico continua fazendo suas perguntas, e eu as respondendo, parecendo mais idiota do que o cara de jaleco com cara entediante.
-Srta. Swan, que dia é hoje?
-15 de agosto de 2012. – Digo sentindo-me meio sonolenta.
O médico alto meio magricela, sorrir de forma reconfortante, erguendo uma lanterna e examinado meus olhos.
-Na verdade Srta. Swan, hoje é dia 17 de agosto.
Levo uns segundos para poder processar o que ele acabara de me dizer, como assim era dia 17? Eu havia desmaiado a pouco, ainda podia ouvir a voz de veludo do anjo furioso, gritando comigo, segundos antes de tudo ficar escuro.
-Você está bem?- Pergunta-me analisando minha expressão preocupada.
-Eu dormi durante dois dias?- Pergunto chocada.
-A pancada em sua cabeça, foi muito forte e você perdeu muito sangue. a sorte foi o Sr° Cullen que a trouxe o mais rápido possível.
-Quem?- O que diabos eu havia perdido?
-Edward Cullen.- Diz o médico com um tom de respeito, como se estivesse pronunciando o nome de Deus.
Forço-me a pensar, esse nome era-me muito familiar, porém aonde eu havia ouvido... Deus! O grandão simpático chamou o Anjo de olhar profundo de Edward. Sinto um palpitar estranho dentro de mim, ele disse que não se importava comigo e mesmo assim havia me trazido até aqui, talvez ele não fosse tão ruim como ele demonstrou ser.
-Tem alguém lá fora querendo lhe ver, ele disse que era um amigo seu.
Faço que sim com a cabeça, as lembranças de dois dias atrás voltando com tudo, o Charlie deve está louco de preocupação e a uma hora dessas ele já deve saber que perdi o emprego e que provavelmente estamos no olho da rua, que perderemos o lar e teríamos que encontrar um lugar para recomeçarmos.
O médico sai e logo em seguida a imagem de Jacob surge fazendo-me sorri. Jacob era da minha idade apesar de seus músculos torneados fizeram ele parecer mais velho, Jake era alto, sua pele era marrom avermelhado, com cabelos pretos e os olhos escuros.
Jacob era um garoto de aparência linda e era cobiçado pela maioria das garotas que conhecemos. Sempre fomos amigos e essa amizade nos levou a algo mais serio, havíamos passado quase dois anos juntos, mas a faculdade exigia-me muito tempo e ele decidira morar na Califórnia por um tempo, fazendo assim nosso namoro ter um fim. Depois de quase quatro anos sem vê-lo aqui estava ele, diante de mim com seu sorriso de menino. Eu havia sentido falta dele a cada segundo que passava. E, está com ele agora era reconfortante.
-Oi Bells.- Diz com aquele sorriso encantador, enquanto se aproxima da minha cama, ele deposita um beijo doce na minha face.- Você quase nos mata do coração.- Jake puxa uma cadeira e senta-se ao lado da cama.-Senti sua falta.
Sorrio emocionada e feliz por tê-lo de volta.
-Como está o Charlie?- Pergunto de imediato, sentindo as lágrimas arderem em meus olhos.
Jake pega minha mão e deposita beijos suaves nela.
- Meu pai está com ele... Digamos que ele meio que surtou quando um cara metido apareceu na sua casa para dá a notícia e entregar suas coisas. Olho para Jacob sentindo a confusão tomar conta de mim.
-Quem é esse cara?
-O seu pai disse que o nome dele é Edgar... Alguma coisa, Cullen. – Diz com repulsa, Jacob sempre detestara pessoas arrogantes e cheias de dinheiro. Sorrio da forma como ele fala do anjo e o corrijo de imediato.
-Edward Cullen.
Jacob ergue uma sobrancelha, franzindo o cenho.
-Você o conhece?
-Digamos que eu fiz um estrago em seu volvo prata. –Digo de forma conspiradora, abafando um riso.
Jocob continuou sem expressão, sua feição séria fitando-me profundamente.
- Eu já fiquei sabendo o que aconteceu. – Diz com pesar.
Eu não sabia ao certo do que ele estava falando, no entanto, independente de qualquer coisa que ele saiba eu estava totalmente sem saída e provavelmente sem dinheiro.
-Estou ferrada Jake. – Murmuro apertando os lábios.
Jake afaga minha mão de um jeito que só ele sabia fazer para me tranquilizar, entretanto nada no mundo iria fazer esse desespero de provavelmente perder tudo ir embora.
- A gente vai dar um jeito... A gente sempre dá um jeito. – Jake sorri docemente exibindo dentes brancos e perfeitos, esse era Jacob, meu amigo para todas as horas o único que sempre estará ao meu lado, aconteça o que acontecer.
Edward
Todos os meus músculos estão duros e tensos enquanto continuo depois de quase duas horas, sentado na minha cadeira em frente a minha enorme mesa no meu escritório, na empresa da minha família. Havia dado ordens estremas a Lauren minha secretária que desmarcasse todos os meus compromissos do dia de hoje e que não deixasse que ninguém me incomodasse.
Meus olhos focados na papelada sobre minha mesa, eu estava ficando louco. Isso estava na cara. Havia mandado Emmett descobrir tudo sobre a garota desastrada que estragara a pintura novinha do meu volvo. Eu sei que isso não é sadio, ficar investigando a vida de uma desconhecida e pior ficar relendo tudo sobre ela durante quase duas horas.
Isabella morava com o pai Charlie Swan, tinha 23 anos e se formara em Letras na universidade de Seattle.
Em apenas dois dias eu havia descoberto quase tudo sobre ela... Quando eu digo quase... quero dizer que sei o bastante para achá-la desinteressante e ter a consciência de me afastar daquela maldita garota atrapalhada, que me fez perder um dia de trabalho, ficar sem meu carro recém comprado e ainda gastar algum dinheiro com o hospital mais caro de Seattle para atendê-la, no entanto, quando mais eu lia sobre essa garota de cabelos castanhos avermelhados, olhos verdes claros no rosto em formato de coração e com a pele tão pálida que eu temia que ela estivesse doente assim como o seu pai Charlie, esse chefe de policia estava.
A ideia de que ela provavelmente estava doente deixava-me desnorteado. Ela havia desmaiado no meio das minhas palavras e por mais que eu me condenasse por isso eu me sentia culpado por tê-la tratado mal, ela estava tão debilitada, olhando-me tão assustada com aqueles olhos grandes, eu deveria ter lembrado-me que eu era um ser humano também e não um monstro diante de uma presa indefesa.
Nas últimas folhas descobri seu endereço, num bairro não tão pobre, ela morava apenas com o pai, estava desempregada e a casa estava hipotecada. Havia revisado isso mil vezes e cada vez mais as perguntas se formavam de forma angustiante dentro de mim.
Como eles pagariam essa divida ao banco em menos de um mês? Como fariam para sobreviver com o Charlie doente e fragilizado e com a Isabella desempregada?
Eu havia estado lá para entregar as coisas da Isabella, havia conversado com o Charlie que apesar da cara carrancuda, me pareceu um bom homem. Assegurei-lhe que a sua filha estava bem e que estava sendo cuidada por bons médicos, no entanto nada do que eu dissesse a ele faria ele ficar menos despreocupado. Ele disse-me que ela era sua única filha e me fez jurar que ela estava realmente bem.
Notei quão humilde eles eram e esqueci do pequeno desastre que ela deixou em meu carro, ela não teria dinheiro para pagar o conserto do meu carro. Se eu tivesse um pouco de sentimentos eu quem deveria pagar o conserto da sua picape velha e gasta, ou melhor poderia lhe dar um carro melhor, mais seguro.
Mais que diabos! Tive que bloquear todos aqueles pensamentos infames, quando sai da casa do Charlie naquele dia. Disse a mim mesmo que isso não era da minha conta e que não tinha que fazer nada por ela e nem por seu pai.
No entanto, aqui estou eu. Impaciente, já havia ligado algumas vezes para o hospital durante esses dias, só para me certificar que estava tudo bem com ela.
Os médicos eram confiáveis, todos amigos da minha família, então fiquei um pouco mais tranquilo, quando disseram-me que iriam sedá-la para poder examiná-la melhor, ela havia dormido durante dois dias e agora estava acordada, pelo o que me disseram a uns vinte minutos, ela estava com visita, um cara chamado Jacob, esse nome era familiar, eu sabia disso e agora lembro-me quem ele é. Ele estava na casa de Isabella quando eu cheguei, lembro de seus olhos escuros, avaliando-me com repulsa, eu sabia que minha postura confiante, deixava as pessoas intimidadas e assustadas, no entanto, aquele garoto, parecia sentir nojo da minha presença o que deixou-me com uma puta vontade de rosnar para ele e quebrar todos os ossos de sua cara.
Não gostava de saber que ele estava nesse exato momento sozinho com ela. Então de repente passou-me uma coisa pela minha cabeça, e se eles fossem namorados?
Fecho os olhos irritado mais comigo do que pelo sentimento que me invade, eu estava ficando louco, deveria ligar para Rosalie, poderíamos almoçar juntos e depois quem sabe a levaria para algum quarto de luxo de um motel cinco estrelas. A Rosalie era minha diversão... Eu sei que isso soa um tanto machista e nojento, porém, odeio rodeios e mentiras, tudo o que tínhamos era um “relacionamento” a base de sexo. Eu jurei diante do caixão da minha noiva que nunca voltaria a amar alguém novamente e eu cumpri minha promessa, depois de quase sete anos, nunca me interessei por mulher alguma, meus relacionamentos, se resumiam em noites de sexos quente e nada mais. Apenas com Rosalie eu mantive algo mais duradouro, digamos assim. Estávamos saindo há algum tempo, ela não era minha namorada e o fato dela aceitar isso deixava-me feliz.
Rosalie era de uma beleza estonteante, poderia dizer que era de uma beleza que ninguém colocava defeitos. Ela era alta e corpo esbelto e com curvas perfeitas, seus cabelos loiros são ondulados e seus rosto é fascinante, seus olhos tem o mesmo tom dourado dos olhos da minha Irina, acho que as semelhanças entre as duas, fizeram-me aproximar-me de Rosalie, apesar de suas personalidades serem totalmente diferentes.
Irina fora uma mulher gentil, amável e inteligente. Ela tinha tantas qualidades que me fascinavam, eu poderia passar o resto da minha vida citando cada uma delas. Rosalie, por outro lado, era egocêntrica e um tanto frívola, adora os presentes caros que eu lhe dava e era uma mulher carnal.
Por outro lado o fascínio que adquiri instantaneamente por a menina desastrosa era estranhamente peculiar, ela parecia diferente de todas as outras mulheres que eu conheci e isso estava deixando-me perturbado. Queria saber até onde ela era diferente, queria poder ouvir novamente o tom de sua voz, tinha vaga lembrança do som que ela emanou antes de desmaiar nos braços do Emmett.
Ela parecia uma menina tão frágil que a vontade que tive naquele momento e que até agora não deixou-me, era de cuidar dela, protegê-la.
Diabos! Estou começando a acreditar que o Carlisle estava certo, eu precisava de umas férias.
Notas finais
Não esqueçam de comentar. Bjsss
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