Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer a todos que leram e comentaram é um prazer saber o que vocês estão achando da minha fic.
E quero agradecer também aos leitores fantasmas que mesmo sem deixar um comentário tiraram um tempinho para ler Perfect For Me.
Enfim, espero que gostem de mais um capitulo.
Boa leitura.

Bella

Voltar para casa nunca havia me deixado tão feliz, rever meu pai e eu certificar que ele estava bem foi tudo o que eu precisava para me sentir em paz.

O Charlie havia me feito mil perguntas de como aconteceu o acidente, porém não quis lhe dizer a verdade, não queria que ele soubesse que minha distração foi por preocupação. Não queria dizer-lhe que eu estava temerosa pelo que irá acontecer com nós dois quando formos despejados e agora eu estava ainda mais oprimida, terei que usar todo o meu dinheiro para consertar o carro do anjo glorioso de olhos cinzentos, como diria isso ao Charlie?

-Você está realmente bem, Bells? – Pergunta Charlie pela milésima vez depois que cheguei em casa. Jake senta-se ao meu lado no sofá e sorri pela preocupação exagerada do meu pai.

-Eu juro que estou bem pai. – Digo apertando os lábios para comprimir um sorriso.

Charlie parece notar meu desconforto e desajeitadamente curva-se e beija minha testa, pegando-me de surpresa. Apesar de sermos apenas nós dois desde que a minha mãe fora embora, digamos que não éramos muito de trocar carinho, éramos desajeitados demais para isso.

Charlie afaga meu cabelo sem jeito e sai da sala deixando eu e o Jake, sozinhos.

-Isso foi estranho. – Sibila Jacob empurrando meu braço com o cotovelo.

-Ele só está preocupado.

Jake mexe-se no sofá ficando mais próximo de mim.

-Já pensou como vai pagar o conserto do carro do playboy?- Jake fala com repulsa lançando-me um olhar cheio de expectativas.

Sinto um calor percorrer meu corpo quando Jacob fala do Edward, lembro-me vagamente dos seus olhos penetrando-me de forma intimidadora enquanto gritava aquelas palavras duras antes deu desmaiar.

- Acho que o dinheiro que eu tenho é o suficiente para pagar o conserto, porém vou ficar sem um tostão e eu tenho que encontrar um lugar decente para morar com o Charlie... Não sei quanto vai custar aquele conserto... Mas tenho que dar um jeito, agora que eu estou desempregada, tenho que dar um jeito para continuar comprando os medicamentos do meu pai, ele não pode ficar sem seus remédios e os médicos também são um tanto caros... – Fecho os olhos e respiro fundo, tinha que pensar em tudo isso eu tinha que dar um jeito, no entanto quanto mais eu pensava, mas doía minha cabeça e uma solução para tudo isso parecia impossível.

-Daremos um jeito Bells. – Jake segura minhas mãos nas suas de uma forma carinhosa, seus olhos escuros fitando-me de uma forma diferente. Estávamos sem nos ver há tanto tempo e o calor apaixonado em seus olhos escuros ainda estavam ali. –Você sabe que estou do seu lado. – Sua voz é rouca fazendo-me, lembrar dos tempos que estivemos juntos, eu o amava certo? Quero dizer eu tinha amado ele, da minha forma mas tinha o amado. Então por que agora essa aproximação parecia tão incomoda para mim?

Eu amava sentir suas mãos em meu corpo, amava seus beijos, no entanto, tudo havia se acabado há muito tempo e apenas o que restara tinha sido nossa velha amizade. Seus olhos encaram meus lábios, uma de suas mãos acaricia minha face e a olha afastando uma mecha do meu cabelo colocando-a atrás da minha orelha.

-Jake... – Eu queria afastar-me dele antes que ele cometesse uma loucura, entretanto o medo de magoá-lo era mais forte.

Sorrio apertando os lábios eu precisava encontrar uma desculpa para impedi-lo de dá o passo seguinte. Jacob inclina-se o suficiente para ficar a centímetros do meu rosto, sua respiração é quente e seus olhos continuam fitando-me intensamente, de um jeito que nunca vi antes, eu sabia o que ele faria a seguir mas por sorte do destino antes mesmo que ele toque meus lábios, alguém toca a campainha, dando-nos o maior susto. Jacob afasta-se de mim com um sorriso tímido nos lábios carnudos.

Levanto-me num sobressalto ajeitando meus cabelos e corro para atender a porta. Jesus Cristo! Se eu não tivesse certeza que estava viva, eu poderia jurar que eu havia morrido e estava no paraíso, diante da criatura mais bela e hipnotizante que meus olhos já viram.

Ele estava usando uma calça social preta e uma camisa de botões branca com os dois primeiros botões abertos. Seus cabelos cor de cobre estavam terrivelmente sexy e desgrenhados brilhando e competindo com a luz do sol, seus olhos cinza avaliavam-me de cima a baixo deixando-me sem jeito e desejando não está usando apenas uma calça jeans velha e um camisão xadrez vermelho, com um insignificante par de All star velho.

Eu estava parecendo uma colegial, apesar de me vestir exatamente assim, no entanto, está diante da sua beleza gloriosa eu desejava está mais bem vestida.

-Isabella Swan. – Sua voz musical e aveludada, pronuncia meu nome e seus lábios se curvam num sorriso torto de tirar o fôlego.

Eu estou tonta, esqueci como se respira. Ele estende sua mão na minha direção e eu apenas a observo feito uma boba, mãos grandes e dedos longos.

- Edward Cullen.

Ele maneia a cabeça parecendo está se divertindo com minha expressão estarrecida, o que me faz usar o pouco do juízo que me restou após o acidente e tentar voltar ao meu estado normal.

-Claro... Quero dizer... – Aperto os lábios e fecho os lábios tentando não sorrir, aperto sua mão e instantaneamente uma corrente elétrica percorre meu corpo, fazendo-me recuar de imediato. Edward parece desconcertado e faz o mesmo, colocando as duas mãos no bolso da sua calça.

-Será que você tem alguns minutos? Eu quero falar com você.

Faço que sim com a cabeça e dou um passo fazendo menção para que ele entre, no segundo seguinte, antes mesmo de Edward cogitar a hipótese de entrar, Jocob se coloca do meu lado de forma possessiva e territorial.

-O que esse cara quer? – Pergunta Jacob grosseiramente, lançando um daqueles seus olhares para Edward que por sua vez nem parece notar sua presença, seus olhos avaliando-me atentamente de uma forma que deixa-me sem jeito e com as bochechas queimando.

-Se não se importa Isabella, eu prefiro conversar com você num lugar mais reservado, por que não vem almoçar comigo?- Edward sorri de uma forma cativante e sedutora, mostrando dentes brancos perfeitos e alinhados, o sorriso perfeito, para seu rosto glorioso de anjo.

Mil coisas passam por minha cabeça, antes que eu forme as palavras certas para dizer-lhe. O que ele queria comigo que não podia ser dito aqui? Por quê ele queria almoçar comigo?

-Claro. – Respondo antes mesmo de cogitar a hipótese se recusar o convite, seja qual for o motivo eu não podia dizer não a ele, logo agora que ele tinha em seus lábios aquele sorriso torto que estava deixando-me tonta novamente.

- O medico disse que você precisava descansar, Bella. – Diz Jacob por entre os dentes, segurando meu braço.

Volto-me para ele tentando parecer normal, mas antes que eu possa falar alguma coisa Edward se antecede.

-Eu vou cuidar dela. – Diz com a voz baixa e intimidadora, segurando minha mão.

Olho de relance para Jacob que está me encarando furioso, ele tinha desmarcado todos os seus compromissos para ficar comigo, ele queria passar o dia cuidando de mim e se certificando que eu estava bem. Havíamos passado muito tempo longe um do outro e ele queria matar a saudade, entretanto eu estava trocando sua companhia pela a de um estranho terrivelmente sexy e intimidador. Eu sabia que estava agindo errado, porém eu precisava saber o que ele queria comigo e existia algo dentro de mim que queria está com ele, mesmo não o conhecendo, mesmo lembrando as coisas horríveis que ele havia me dito, eu precisava lhe agradecer por ter me levado ao hospital e ter pago para que cuidassem de mim, e sobretudo, eu precisava saber o que ele queria de mim.

Seguimos até à BMW preta que estava estacionada na vaga onde deveria está minha picape velha.

Edward abre a porta para mim, passei por ele meio sem jeito com medo de tropeçar em meus próprios pés ao entrar, sentia-me tonta de alguma forma, por está tão próxima dele, acomodo-me no acento confortável de couro enquanto ele fecha a porta e contorna o carro. Admiro sua silhueta, ele era alto e terrivelmente sexy, a camisa de linho dobrada até a altura dos cotovelos deixando a mostra seus braços musculosos e torneados, mordo o lábio admirando-o e no segundo seguinte ele estava ao meu lado, afivelando seu cinto de segurança.

-Coloque o cinto. – Sua voz é baixa e autoritária, seus olhos cinzentos avaliando-me enquanto um canto de sua boca se curva em um meio sorriso.

Edward inclina-se sobre mim afivelando o cinto em torno do meu corpo ainda um pouco dolorido, sinto-me tonta novamente e lembro que estou prendendo a respiração, solto-a e quando puxo o ar para meus pulmões, seu perfume amadeirado deixa-me inebriada.

Edward volta-se para seu lugar ligando o carro sem tirar seus olhos de mim, eu sabia que estava sendo uma idiota, e a essa altura ele devia está me achando louca por ficar praticamente babando ao olhar para sua face de anjo.

Baixo a cabeça e jogo meus cabelos sobre meu ombro direito, eu era covarde demais para continuar encarando seus olhos cinzas, meus cabelos formam uma cortina entre meus olhos, eu sinto seus olhos em mim, porém teria que ignorar antes que eu acabasse morta por insuficiência respiratória.

A viagem é curta e silenciosa até o restaurante The capital Grille.

Eu nunca havia estado aqui antes, não porque eu nunca quis, mas porque meu dinheiro que sobrava no final do mês não dava nem para pagar o estacionamento.

The Capital Grille é um restaurante aparentemente simples por fora, no entanto, por dentro era um tanto sofisticado pelo menos para mim, Edward com certeza deveria achar esse lugar simples demais para ele, provavelmente ele está acostumado com lugares mais chiques e caros.

Edward avalia o lugar enquanto fala com uma recepcionista na entrada, que está sorrindo de forma exagerada enquanto lhe dá boa tarde e chama um homem muito bem vestido de terno preto para nos acompanhar para uma mesa, ele, no entanto parece não notar o esforço que a garota ruiva de olhos verdes está fazendo para chamar sua atenção.

O restaurante estava lotado de pessoas bem vestidas e eu me senti deslocada no meu jeans velho, todos pareciam notar minha presença, provavelmente estavam achando que eu era uma mendiga perto dele, sinto uma ponta de inveja, como ele conseguia ser tão belo mesmo parecendo relaxado e peculiar enquanto eu... Bem, eu tinha a ligeira impressão que nada do que eu vestisse me deixaria elegante e admirável, eu era uma garota normal perto de um deus grego.

Sentamos numa mesa reservada longe de todos, quando sentamos um de frente ao outro ,sentir-me como se estivéssemos a quilômetros de distancia das pessoas.

-Água para a Srta e para mim, traga seu melhor vinho. – O tom autoritário em sua voz era de dar arrepios, ele falava de uma forma tão confiante e ameaçadora, entretanto seus olhos eram calmos queimando nos meus, enquanto fazia seu pedido.

O garçom coloca os cardápios diante de nós e se retira.

-Então Isabella, como se sente? – Eu odiava meu nome, porém ouvi-lo pronunciá-lo com essa voz musical e aveludada fazia-me adorar cada letra que forma meu nome, eu poderia me acostumar a ser chamada assim por ele.

Coloco minhas mãos no colo sentindo-me desconfortável.

-Eu estou bem. E o seu carro?

Edward sorri antes de responder.

-Não está tão bem quanto você.

Aperto os lábios reprimindo um sorriso.

-Eu sinto muito pelo o que aconteceu.

O canto de sua boca se curva num sorriso torto e divertido.

-Seu carro não parece está melhor do que o meu.

Sorrio timidamente, desviando meus olhos dos seus.

-Poderia me contar o que aconteceu naquele dia? – Sua voz era hesitante, ele estava me dando alternativas de lhe explicar o que tinha acontecido naquele dia, porém não sabia se era certo expor minha vida para um completo estranho.

-Se não quer falar eu entendo.

-Não é isso... É que... Eu não estava em um dia bom.

Edward franze o cenho, sua expressão seria como se ele soubesse mais do que aconteceu naquele dia do que deveria saber.

-Você teve sorte, poderia ter acontecido algo muito pior. – Sua voz é severa, enquanto seus olhos queimavam em mim.

-Eu sei... E eu lhe agradeço por ter me levado para o hospital, você não tinha obrigação nenhuma...

-Você estragou meu carro Isabella. – Diz severamente.

Baixo o olhar.

-Eu sei... E vou pagar pelo conserto e pelas despesas do hospital.

Ficamos em silêncio, volto-me para encarar seu rosto de anjo.

-Acha que te chamei para almoçar para te cobrar pelo conserto do carro? – Ele parecia magoado ao falar, sua voz baixa e rouca.

-Para o que mais seria? – Pergunto confusa.

Edward abre a boca para falar, porém nesse momento o garçom entra na sala reservada com uma garrafa de vinho e uma de água.

-Vão fazer os pedidos agora? – Pergunta o garçom educadamente.

Edward lança-me um olhar autoritário que me faz pegar o cardápio rapidamente, peço a primeira coisa que vejo.

-Ravióli de cogumelos, por favor.

-Para mim também. – Diz Edward sem encarar o garçom, que por sua vez anota os pedidos e nos serve das bebidas antes de sair.

Edward ergue a taça até seus lábios, sigo seus movimentos lentos e elegantes, ele toma um pouco do seu vinho e volta a pousar a taça na mesa, seus olhos sempre sem deixar os meus.

-Não queria falar com você sobre o que aconteceu. Quero dizer em partes sim... Mas não quero te pedir dinheiro algum.

-Então?

-Bella... Eu sei você perdeu o emprego, seu pai está doente e que sua casa está hipotecada.

Preciso de alguns minutos para processar suas palavras, como ele estava sabendo de tudo? E o que ele tinha a ver com isso.

-Não consigo entender como isso pode ser de alguma forma da sua conta. – Digo, sentindo a raiva invadindo-me.

Edward franze o cenho, sua expressão surpresa com minhas palavras agressivas.

-Vocês serão despejados em menos de um mês se não pagarem todo aquele dinheiro ao banco.

Respiro fundo tentando acalmar meus nervos, eu estava aturdida, ele não tinha como saber de tudo isso e de uma coisa eu tinha certeza, o Charlie era orgulhoso demais para falar sobre isso com um total estranho.

-Como você descobriu tudo isso? – Sibilo furiosa.

-Tenho meus contatos. – Sua voz é baixa e terrivelmente sexy.

- Mandou alguém investigar minha vida? – Pergunto incrédula.

Edward sorrir friamente apoiando os cotovelos na mesa.

-Digamos que sim. – diz vagamente, seus olhos duros encarando-me de forma intimidadora.

-Com que direito fez isso? – Minha voz sai mais alta do que o necessário.

Edward passa as mãos nos cabelos desgrenhados e fala por entre os dentes, a voz mansa e assustadora.

-Na situação que você se encontra, não deveria está assim tão furiosa.

- Isso não é da sua conta. – Digo levantando-me da mesa, eu estava furiosa demais para continuar, olhando seu rosto impecável e perfeito.

-Aonde você vai?

-Embora. Acho que não temos mais nada para conversar.

Edward mantém a postura confiante, seus olhos faiscando com um brilho indecifrável.

-Sente-se ainda não acabei. – Ordena ele.

Eu não iria ceder, ele não era ninguém para falar assim comigo. Edward tira um envelope do bolso e coloca sobre a mesa.

-O que é isso?- Pergunto olhando o envelope.

- Sente-se.

Relutante volto a sentar-me.

-Abra o envelope. – Sua voz é fria

Respiro fundo ainda sentindo a raiva pulsar dentro de mim e pego o envelope. Meu coração para, bate rápido e volta a bater normalmente a medida que leio o que diz no papel dentro do envelope.

Ergo meu olhar e o encaro.

-O que isso significa.

Um meio sorriso surge de seus lábios.

-Que não precisa mais se preocupar com a hipoteca... Eu a paguei.

-Por quê?

Edward sorri.

-Porque sempre tem que existir um por quê?

-Olhe para você, qual o interesse de uma pessoa na sua posição em ajudar alguém menos favorável? — Pergunto ironicamente jogando a folha na mesa.

Edward mantém sua postura de todo poderoso, seus olhos queimando em mim de forma que intimidaria qualquer um, até a mim se não estivesse com tanta raiva.

-Não... – Calo-me no momento que o garçom volta com nossos pedidos.

Baixo o olhar e entrelaço minhas mãos no colo, porém eu sei que ele continua me olhando, sinto-me quente por algum motivo além da raiva e isso me incomoda.

-Coma Isabella. – Ordena rudemente.

Ergo meu olhar para ele.

-Perdi o apetite.

Edward contrai o maxilar, seu olhar inflamado por uma ira fora do comum.

Ele bate os punhos na mesa derrubando sua taça de vinho.

-O que diabos você acha que eu fiz? Ou por que eu fiz? Acha que quero alguma coisa em troca? – Sua voz é baixa, porém é de causar arrepios. Ele sorri friamente sem tirar os olhos de mim. – Acha que quero alguma coisa em troca?

-Não vou dormi com você. – Digo de imediato.

Baixo o olhar e peço a Deus que ele não me veja corar por ter que dizer essas palavras. Ele sorri novamente dessa vez mais alto que o necessário, fazendo-me encará-lo

-Acha mesmo que eu quero transar com você?- Sua pergunta era ironicamente humilhante.

Claro que ele não pensou em dormir comigo como pagamento, estava na cara só de olhar para ele... Onde eu estava com minha cabeça quando falei isso? Eu era apenas uma garota qualquer e insignificante diante de toda sua beleza e exuberância.

-Desculpe. – Digo num fio de voz, sentindo-me derrotada, tudo bem eu estava furiosa com o que ele havia feito, porém estava mais furiosa comigo mesma... E eu nem sei o verdadeiro motivo.

-Eu só quero ajudá-la Isabella... Sei que não vai ser fácil para você nem muito menos para o seu pai se perderem tudo. – Sua voz musical agora era apenas baixa e doce.

-Por que está fazendo isso?- Ergo novamente meu olhar.

Edward dá aquele sorriso torto sexy, fazendo meu coração parar, mordo o lábio e sorrio de forma gentil.

-Eu não sei o por quê... Mas eu quero fazer isso... Eu quero cuidar do seu bem estar, me certificar que você está bem.

Suas palavras despertam em mim um sentimento nobre, olho-o com ternura e agradecimento, eu não sabia o por quê que ele estava fazendo isso, porém esses motivos pareciam não ser mais tão importantes, olhando seus olhos cinzas, fitando-me com tanta intensidade e carinho que faz com que eu perca o ar.

-Eu não sou sua responsabilidade Sr. Cullen.

-Agora é.

-Eu não posso aceitar... Quero dizer... Não é certo o que você fez e agora eu estou lhe devendo...

-Não. Você não me deve nada.

-Como não? Você acabou de gastar uma pequena fortuna em uma conta que não era sua. – Minha voz sobre uma oitava. Respiro fundo, passando as mãos nos meus cabelos. – Não posso aceitar isso e tenho certeza que meu pai também não.

Edward franze o cenho.

-Então o que sugere que eu cobre de você? – Ele estava furioso ao pronunciar essas palavras, eu não o conhecia, no entanto nos poucos minutos em sua presença descobri que ele era impaciente, controlador e detestava ser contrariado.

-Boa ideia... Eu vou arrumar um novo emprego e assim poderei pagar a você.

Ele balança a cabeça em negativa.

-Garota teimosa! – Resmunga com os dentes trincados. Edward umedece os lábios com a ponta da língua, apoiando os cotovelos em cima da mesa. –Não quero seu dinheiro... O que eu gastei... Não vou sentir falta do dinheiro que usei pagando sua hipoteca.

Seu sorriso era fraco e não chegava até seus lindos olhos.

-E eu não quero sua ajuda se eu não puder pagar... Não quero seu dinheiro, Edward... Eu te agradeço pelo o que fez... Ms se você vai mesmo continuar com isso... Deixe-me pagar então.

Edward aperta os lábios numa linha fina e fecha os olhos, suas mãos perfeitas com dedos longos sobre até seus cabelos desgrenhados cor de cobre e o jogam para cima, seus movimentos são encantadores, como ele pode arrancar suspiros com apenas um simples gesto banal?

-Tenho um acordo para você então. – Ele abre os olhos e sorri de forma relaxada. – Vou logo lhe avisando que você não tem alternativas.

Sinto um arrepio percorrer meu corpo, eu não tinha ideia do que ele iria dizer, porém algo dentro de mim dizia-me que mudaria minha vida por completo.

-Você trabalhará comigo... Será minha assistente pessoal, estará comigo em todos os eventos e festas da empresa, viajará comigo quando necessário.

Abro e fecho a boca, organizo suas palavras uma por uma em minha cabeça, o que diabos ele estava fazendo? Eu havia me formado em Letras e era meu sonho trabalhar em uma editora... E quem ele pensa que é para querer esmagar meu sonho por causa de uma Hipoteca?

-Não posso aceitar. – digo estupefata de incredulidade.

-Você não tem alternativas. – Sua voz é baixa e intimidadora.

-Sempre tem uma segunda alternativa.

Edward sorri baixinho.

-Tenho certeza que seu pai ficará mais feliz ainda em não perder sua casa.

Ele estava certo, o Charlie não irá resistir se tudo o que nós temos for perdido e eu não iria aguentar se eu o perdesse.

Respiro fundo.

-Eu tenho uma formação...

-Eu sei... Tudo o que você aprendeu na universidade de Letras será útil. Você foi uma das melhores alunas... É disso que eu estava precisando, odeio erros e eu tenho certeza que você se encaixa perfeitamente para ser minha assistente pessoal.

Pelo o que eu sei você é uma garota inteligente... As maiorias das mulheres que me relaciono são... Fúteis.

-Quer que eu seja sua assistente por que sou inteligente?

Ele sorri alto demais, uma risada debochada pelo o que eu acabei de perguntar.

-Você também é muito engraçada.

-Que bom que eu te divirto com meu senso de humor. – digo secamente cruzando os braços.

Olho para nossa comida intacta, enquanto Edward se recompõe, volto-me para ele, seu sorriso desfeito e em seu rosto de anjo está apenas as feições duras, seu humor havia desaparecido instantaneamente assim como surgiu.

-Você não tem muitas escolhas. – Diz friamente.

Mordo o lábio colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

-Vou fazer isso pelo o Charlie.

Notas finais

Então o que acharam do capitulo?
Já notaram que muitas emoções estão por vir né? Agora que nossa musa vai trabalhar para Edward coração de gelo.

Não esqueça de comentar!