Perfect For Me
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Deixei explicado no meu grupo o motivo do hiato, não se preocupem, não é nada de grave, aliás é uma coisa boa.
Então espero que gostem do capitulo e nesse meio tempo que ficarei sem postar, podem ter certeza que estarei escrevendo essa história linda e as outras duas que tbm estou escrevendo.
Boa leitura!
Bella
Ignora-lo depois do que aconteceu na noite anterior, não estava sendo fácil. Não enquanto seus olhos cinza penetrantes ficam me secando a todo momento enquanto repasso seus e-mails.
Edward parece está relaxado e ao mesmo tempo parece meio incomodado, tudo bem eu também estava. O que acontecera na noite anterior, sua visita inesperada a minha casa, o beijo e depois aquele surto pelo convite de Riley, me deixou muito confusa.
Eu sabia que ele sentia alguma coisa por mim, só não sabia o que exatamente e nem que intensidade era. No entanto a cada segundo que eu passava em sua presença, eu sentia crescer em mim um sentimento forte e intenso, um sentimento que estava sendo difícil ser controlado.
Eu não sabia quanto tempo mais eu vou suportar as atitudes dele em relação a mim... E esse desejo louco que corre em minhas veias a cada vez que sinto seu olhar em meu corto é torturante.
Respiro fundo e digito a última frase que ele cita. Edward está sentando na borda da mesa, usando seu terno feito a medida, calça cinza escura e camisa branca e uma gravata cinza da cor de seus olhos, seus cabelos estão desalinhados e sexy.
Ergo meu olhar da tela do notebook e encaro o mar cinzento que são seus olhos.
–Por hora é só. – Diz friamente descendo da borda da mesa e puxando a cadeira para que eu possa me levantar.
O calor do seu corpo emana do pequeno espaço que nos separa e seu perfume embriagador me deixa tonta.
Respiro fundo dando e volto à mesa. Olho meu relógio no pulso é horário do almoço. A manhã passou muito rápido e eu nem notei que estava faminta.
–Você vai almoçar agora, Isabella? – A voz rouca e aveludada de Edward faz com que os pelos da minha nuca fiquem eriçados.
–Sim. – Respondo num murmúrio baixo.
Um sorriso fraco se forma nos lábios de Edward fazendo meu coração parar.
–Eu te acompanho.
Ele me dá aquele sorriso torto sexy que eu tanto amo. Pega seu paletó, coloca em um dos braços e me conduz até a porta.
No momento que Edward abre a porta para que eu possa passar, me deparo com um ramalhete de rosas vermelhas bem na entrada.
Quase não noto que quem está segurando as rosas. É o Riley, meu queixo cai em surpresa.
–Oi Bella. – Diz com um sorriso encantar nos lábios.
Olho de relance para Edward que está com o maxilar contraído e os olhos fixos em Riley.
– O que você está fazendo aqui? – Pergunto com um sorriso nos lábios ignorando o fato de que Edward está com cara de quem a qualquer momento pode matar um.
–Vim te trazer isso... Não queria esperar até a noite. – Riley me entrega as flores e meu coração se comove, nunca em toda a minha vida eu havia ganhado flores.
–Obrigada. – Digo sem parar de sorrir.
Os olhos alegres e satisfeitos de Riley se dão conta que Edward está parado ao meu lado com uma expressão mortal.
–Edward. – Riley estende a mão na sua direção, no entanto Edward apenas lhe lança um olhar indiferente ignorando o seu gesto totalmente.
–O que está fazendo aqui Riley? Pensei que estivesse torrando o dinheiro do Mike em viagens e piranhas. – Diz Edward num rosnado baixo.
Riley recolhe sua mão e o encara com ar divertido.
– Voltei para o noivado do meu amigo, mas a propósito Edward, seria bom você sair de vez em quando... pois você está parecendo um velho aos vinte e seis anos.
Edward prende a respiração cerrando os punhos.
–Ponha-se daqui para fora seu moleque.
Riley sorri com indiferença para Edward e se volta para mim.
–Te pego às oito, Bella. –Ele me dá uma piscadela e eu concordo com a cabeça, incapaz de abrir a boca para falar algo e acabe causando uma briga no escritório.
Sinto os olhos acusadores de Edward em mim e com relutância me volto para encará-lo.
–Não acredito que vai sair com ele. – Sua voz era um misto de raiva e desprezo ao pronunciar cada palavra.
–O que é que tem? – Pergunto erguendo uma sobrancelha.
Edward contrai o maxilar e engole em seco.
–Vá almoçar Srta. Swan e ver se não volta atrasada como ontem. E me faça um favor de tirar essas rosas da minha frente. – Diz por entre dentes e volta para sua sala fechando a porta com tudo.
Sinto um nó na garganta, eu nunca o vira furioso assim, exceto no dia que estraguei seu volvo e ele disse aquelas coisas comigo, no entanto ver ele furioso assim comigo novamente, me fez sentir pequena. Eu não sabia o porquê que ele estava com tanta raiva, mas de uma coisa eu sei ele era um idiota bipolar que estava me deixando mais maluca que ele.
Almoço sozinha. Na cantina da empresa mesmo, não estava com ânimo de sair para almoçar em outro lugar.
Quando volto para o escritório, o Edward me deixa ocupada durante horas repassando sua agenda da próxima semana e passando vários e-mails.
Ele ainda estava zangado, mal olhou para mim enquanto falava e as poucas vezes que fazia, eu sentia como se ele quisesse me torturar com aquele olhar acusador.
Dou uma olhada rápida no relógio e lembro-me do meu encontro com o Riley, ele me disse que passaria as oito e o relógio já marcava quase sete. Eu nunca passara tanto tempo no escritório, será que o Edward estava fazendo isso de propósito?
Termino de digitar o último e-mail e levanto da cadeira.
–Pronto já acabei e agora eu preciso ir.
Dou a volta na mesa, passou por Edward que está novamente sentando na borda da mesa.
Sua mão segura meu pulso.
–Vai mesmo sair com aquele moleque? – Pergunta estreitando os olhos.
Puxo minha mão e baixo o olhar.
–Isso não é da sua conta.
Uma risada baixa escapa de seus lábios e eu ergo o olhar, ele passa as mãos nos cabelos e no queixo, morde o lábio e balança a cabeça em negativa.
–Você nem o conhece Isabella, não seja imprudente.
Sorrio incrédula com o que ele acabara de dizer.
–Também não conheço você e te deixei entrar na minha vida do mesmo jeito.
–Eu não diria que foi assim. – Rosna.
Fecho os olhos e pressiono dois dedos na minha têmpora, eu não queria discutir com ele, mas seja lá qual fosse o motivo, eu sabia que ele estava querendo exatamente isso. Começar uma briga.
–Edward eu preciso ir.
Afasto-me dele, pego minha bolsa e começo a andar na direção da porta.
–Isabella, não faça isso.
Para e respiro fundo, eu já estava cansada de seus joguinhos.
–Não faça o que? – Pergunto voltando-me para ele.
Edward levanta-se e dá um passo na minha direção.
–Não saia com o Riley. – Seus olhos cinza cintilam com um brilho angustiado.
–Por que não?
Ele dá outro passo na minha direção, obriga a boca para falar, no entanto, nada diz.
Sorrio e mordo o lábio dando-lhe as costas novamente.
–Porque eu não quero que saia com ele, Bella.
Meu coração para e a vontade que eu tenho é me jogar em seus braços.
–Você não tem que querer nada, Edward. – digo sem encará-lo.
–É claro que eu tenho. – Diz com a voz rouca.
Volto-me para ele novamente.
–Você. Não. Tem. – Digo enfatizando cada uma das palavras.
Edward dá mais um passo parando a centímetros de mim.
–Eu tenho e você sabe disso. Você sabe que tenho poder sobre você e se eu quiser você não sai desse escritório nem tão cedo. – diz perigosamente erguendo uma mão para tocar minha face.
Dou um passo para trás, chocada com suas palavras, quem ele pensava que era para me tratar assim. Ou melhor, quem ele pensava que eu era?
–Não se atreva, Edward. – Digo por entre os dentes.
Um sorriso presunçoso se espalha em seus lábios tentadores.
–Tarde de mais, Bella. – Diz com a voz sedutora e quando dou por mim, estou sendo erguida do chão. Seus lábios nos meus, num beijo quente e molhado.
Entrelaço as pernas em sua cintura, fazendo com que a minha saia suba deixando minhas pernas à mostra.
Edward aperta minhas coxas com força, enquanto minhas mãos puxam levemente seus cabelos.
Ele morde meu lábio com força, fazendo-me gemer de encontro a sua boca.
Edward dá alguns passos, sentando-me na sua mesa com ele entre minhas pernas ainda em seus quadris. Ele segura meus cabelos puxando-os para trás, deixa uma trilha de beijos ardentes no meu pescoço e desce até a parte do meu busto que está à mostra.
Seus dedos urgentes e ágeis, desabotoam os botões da minha camisa de seda, deixando à mostra meu sutiã rendado. Mordo o lábio quando uma de suas mãos segura meu seio direito com força e sua boca morde o tecido da peça que separa seus lábios da minha pele.
Puxo seu cabelo trazendo-o novamente para mim, beijando-o com paixão e loucura, sua ereção crescente latejando de encontro a minha barriga. Começo a desabotoar sua camisa, eu queria vê-lo sem aquela roupa, queria tê-lo aqui mesmo nessa mesa, eu estava pronta e o desejava mais que tudo. Passo as mãos em seu peito, sentindo cada músculo se contrair sobre o meu toque.
–Isabella. – Sua voz rouca e sedutora pronuncia meu nome fazendo-me gemer.
Beijo seu pescoço e afundo minhas unhas em sua pele nua.
Edward geme e busca minha boca. Sua lingua macia atiça-me sem piedade enquanto suas mãos deslizam entre minhas coxas procurando meu ponto sensível. Meu corpo todo estava em chamas e tudo o que eu queria no momento era tê-lo desesperadamente dentro de mim. Eu o queria tanto como nunca quis outro, eu sabia que comparar o desejo que eu sinto por ele era impossível, eu só havia ido para cama com o Jacob e o que eu senti com ele nas poucas vezes que estivemos juntos não chega nem perto do que eu estou sentindo agora.
Eu estava inebriada, tonta e sem controle.
As mãos de Edward, alcança a renda da minha calcinha e seu polegar roça no meu sexo úmido e desejoso. Gemo mordendo o lábio, esperando que ele continuasse, que ele terminasse com aquela tortura e me tomasse para si, no entanto ele para subitamente e se afasta de mim ofegante.
Preciso de alguns segundos para processar o que tinha acontecido. E quando caio em mim percebo que ele tinha feito aquilo apenas para provar a sua teoria que podia qualquer coisa sobre mim. Sinto-me humilhada, todo o fogo e o desejo que senti por ele há segundos atrás se transforma em revolta.
–Eu odeio você. – Digo descendo da mesa, minha respiração ainda está entrecortada e meu coração ainda bate desesperado contra meu peito.
Um sorriso cínico nasce nos lábios de Edward.
–Não se engane Isabella... Você não me odeia, odeia o fato de saber que você não tem controle sobre si. – Diz avaliando-me de cima a baixo, sigo seu olhar e as lágrimas subitamente queimam em meus olhos.
Arrumo minha saia e abotoou a minha camisa.
– O seu batom vermelho está borrado e seus cabelos estão bagunçados, acho melhor você usar o banheiro para se recompor. – Diz ironicamente apontando o banheiro.
Òtimo era exatamente disse que eu precisava, de um momento sozinha para curtir minha humilhação.
Entro no banheiro e fecho a porta escorando-me nela, escorrego e sento no chão frio, as lágrimas rolando sobre minha face, ele havia me usado só para mim mostrar que eu poderia ceder a ele a qualquer momento e eu idiota como sempre deixei ele fazer isso.
Cubro minha boca para impedir que um soluço escape de minha garganta.
Edward
Onde diabos eu estava com a cabeça para tratá-la assim? Eu não tinha o direito de me portar como um cretino, no entanto foi mais forte que eu. Eu tinha que provar não só para ela como para mim também o quanto ela me queria e o poder que eu tinha sobre ela.
No entanto, eu a acabei magoando-a, eu poderia ouvir o choro baixo vindo da porta de madeira. Eu sabia que tinha ultrapassado os limites e não queria está ali quando ela saísse do banheiro. Eu não tinha cara para encará-la, não depois do que eu fiz.
Abotoou minha camisa, em seguida pego minhas coisas e saio da minha sala sem fazer barulho nenhum. Não volto para casa, não quero iniciar outra noite de bebedeiras para esquecer o que eu fiz, então simplesmente resolvo fazer uma visita a meus pais. Fazia algum tempo que eu não os via e tenho certeza que eles ficariam feliz em me ver.
–Edward. – Grita Alice eufórica quando me vê atravessar o hall da mansão dos meus pais.
Ela corre ao meu encontro entrelaçando os braços em meu pescoço.
–Você não cresce em tampinha, e, no entanto já vai casar. – Digo sorrindo e beijo o alto de sua cabeça.
Alice faz uma careta avaliando-me atentamente.
–E você... Que carinha é essa? – Ela toca minha face com carinho e eu fecho os olhos, deixando ser acariciado por minha querida irmã que eu tanto amava.
–Só estou cansado tampinha.
Alice segura minha mão e me leva até a sala.
–Onde estão nossos pais?
– Saíram para jantar na casa da Tanya. – Diz Alice com a voz baixa, ela sabia que eu odiava tocar em qualquer assunto relacionado à família da Irina. – Acho que a Tanya comentou com você sobre o que eles querem fazer... Está próximo o aniversário...
–Eu já entendi Alice, não quero que toque nesse assunto. – Rosno bloqueando as lembranças da última conversa que tive com Tanya no dia que o pai da Bella passou mal, no entanto as lembranças são mais fortes que eu.
Lembranças...
Naquele dia no fim do expediente recebo uma ligação inesperada de Tanya, elaera a irmã mais velha de Irina e fazia algum tempo que não nos falávamos, ela queria conversar comigo e alegou que era urgente.
–Edward querido. – diz com um sorriso doce assim que entro em seu consultório.
–O que há de tão urgente, Tanya?
Ela sorri meio sem jeito e faz menção para que eu me sente na cadeira a sua frente.
–Meus pais me pediram para falar com você Edward. – Ela faz uma pausa analisando-me com cautela. — O aniversário da morte da Irina está perto... Queremos celebrar uma missa em homenagem a ela e minha família ficaria muito feliz se você fosse. – Tanya faz outra pausa, dessa vez menos demorada. – Ela amava você e sua presença é importante.
Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo, uma risada fria e sombria escapa da minha garganta, passo as mãos nos cabelos furiosamente e me levanto da cadeira.
–Vocês querem que eu celebre a morte da minha noiva? – Pergunto incrédulo, quase num grito de espanto.
Tanya olha-me assustada.
–Edward é uma homenagem...
–Homenagem a quê? Ao fato dela ter morrido? Ela não precisa de homenagem Tanya. Ela está morta e eu não preciso ficar sentado durante horas ouvindo um idiota qualquer falando da Irina, falando coisas escritas por pessoas que a amava e agindo como se a tivesse conhecido. – Rosno por entre os dentes.
–Edward...
–Não Tanya... Eu não aceito isso. Não preciso de mais motivos para saber que ela não vai voltar.
Alice puxa minha camisa trazendo-me de volta do meu devaneio.
–Você me ouviu? – Pergunta fazendo becinho.
Balanço a cabeça desnorteado.
–Desculpe Alicie eu... Estava com a cabeça longe.
–Eu percebi isso. – Diz com um sorriso. – E então o que você acha, se a Bella começar a namorar o Riley? Ela me parece muito sozinha.
A pergunta de Alice me fez voltar a realidade, Bella a uma hora dessas deveria está no seu encontro com o desocupado do Riley. Uma hora dessas, ele já deve ter lançado em cima dela todo o seu charme e ela por sua vez, irritada e magoada comigo estaria cedendo aos encantos baratos daquele miserável.
–O Riley não serve para a Bella. – digo num rosnado furioso.
Alice franze o cenho.
–Ai, meu Deus! Você está interessado na Bella, Edward?
Ergo uma sobrancelha e lanço para minha irmã intrometida e esperta meu melhor olhar de quem não gostou do que ouviu.
–Claro que não, Alice... Só acho que a Isabella merece alguém melhor.
Alice lança-me um olhar duvidoso e sorrir.
–Não me convenceu Edward... Você sabe que não consegue mentir para mim...
–Alice...
–Não faz mal se apaixonar novamente, meu irmão. – Diz Alice docemente segurando minhas mãos nas suas.
Fecho os olhos pensando na confusão interna que estava me enlouquecendo, eu não podia assumir um relacionamento com Isabella, no entanto não iria suportar saber que outro homem estava lhe tocando.
–Alice mesmo que eu esteja interessado na Isabella, temos que concordar que não sou o melhor para ela no momento. – Digo tristemente buscando os olhos compreensivos da minha irmã, caçula.
Alice toca meu rosto com carinho.
–Quando vai parar de se torturar Edward? A Irina iria querer que você fosse feliz.
Levanto-me do sofá, sentindo-me sufocado pelo rumo da conversa e pelos pensamentos dolorosos e angustiantes de saber que a Isabella está com Riley.
Passo as mãos nos cabelos, pedindo a quem quer que seja para tirar toda aquela confusão de dentro de mim.
–Edward... – Alice coloca suas pequenas mãos em meus ombros.
–Eu não posso amar a Bella. – digo num sussurro amargurado.
–Por que não?
Volto-me para Alice.
–Porque eu fiz uma promessa.
Bella
–Já te falei o quanto você está linda? – Pergunta Riley, com um sorriso bobo nos lábios pela milésima vez desde que chegamos ao restaurante.
Sorrio sentindo minhas bochechas ficarem rubras.
–Acho que você disse isso umas mil vezes desde que chegamos. – Digo ainda sorrindo.
Riley pega minha mão e a leva até seus lábios, depositando um beijo suave.
–Não consigo me cansar de dizer isso.
Pego minha taça de vinho e a levo até os lábios, tomando uma pequena quantia do liquido adocicado. Os olhos de Riley estão atentos a cada movimento meu, deixando-me um pouco desconfortável, eu não estava acostumada a ser paquerada tão descaradamente.
– Há quanto tempo trabalha para o Edward?
Sua pergunta me pega desprevenida, não estava esperando que ele falasse daquele arrogante, pelo menos não agora que eu tinha bloqueado sua imagem da minha cabeça.
Ouvi a pronuncia do seu nome era doloroso, eu sabia que o que eu estava sentindo era errado, no entanto ouvir o seu nome, me fez lembrar da humilhação mais cedo, quando quase transei com ele na mesa do seu escritório e pior me fez lembrar do que eu estou sentindo por ele. Parte de mim deseja simplesmente odia-lo, no entanto a outra parte, a parte burra, sabe que odiá-lo é impossível.
–Trabalho com ele há pouco tempo. – Digo vagamente, pedindo aos céus que ele mude de assunto.
–Ele ficou bem furioso quando me viu mais cedo... Vocês dois por um acaso... – Riley deixa a frase no ar e eu me pergunto se ele pensa que eu estou dormindo com o meu chefe.
–Você acha que eu e o Edward estamos transando. – Isso deveria ser uma pergunta, no entanto eu já sabia a resposta. – Riley ele é meu chefe, nada mais que isso.
Um suspiro lento e aliviado escapa de sua garganta e uma expressão suave e satisfeita surge em sua face.
Não posso deixar de rir da sua cara de bobo.
–Fico feliz em saber disso, Bella. – Riley aperta os lábios e sorri. – É que a forma como ele se portou mais cedo... Eu conheço o Edward, o conheço desde que estava com a Irina, vi suas mudanças no decorrer dos anos e sei que ele jamais voltou a se interessar por alguém.
Riley para e pensa por alguns segundos antes de prosseguir, eu estava tentada a saber quem era Irina, no entanto antes que eu possa sequer abrir a boca Riley continua. – Isabella, não se envolva com o Edward.
Pisco algumas vezes tentando entender a que momento a conversa tinha se voltado para mim.
–Riley eu...
–Eu sei o que estou falando Bella, ele tem brincando com as pessoas há muito tempo.
Respiro fundo sentindo o desconforto da conversa.
–Não temos nada, já disse.
–Por enquanto. – Ele diz simplesmente.
Fico em silencio processando suas palavras, gostaria de lhe fazer algumas perguntas, entretanto buscar informações sobre Edward, deixaria evidente meu interesse iminente por ele e isso eu não queria.
–Podemos mudar de assunto? –Pergunto forçando um sorriso.
Riley sorri fazendo que sim com a cabeça e logo estamos falando de suas viagens e dos inúmeros países que ele conheceu esse ano.
O jantar todo foi agradável, Riley é um homem encantador e muito direto, afinal gostar da companhia de um homem como ele não era difícil. Riley sabia o que dizer para arrancar um sorriso de uma mulher.
Após o jantar Riley, leva-me de volta para casa, as conversas são paralelas, ele mal fala sobre ele, então toda a atenção é voltada para a mim, o que me deixou um pouco tímida, aliás eu odiava ser o centro das atenções.
Quando o carro para de frente a minha casa, sinto um pouco de alivio, minha mente ainda estava confusa, pelos acontecimentos do dia e tudo o que eu queria era deitar-me na minha cama e descansar.
–Então... Quando poderemos nos ver novamente? – Pergunta ele pegando uma mecha do meu cabelo.
–Acho que semana que vem estaremos no mesmo noivado. – Digo mordendo o lábio.
Riley sorri aproximando seu rosto do meu.
– Quero lhe ver antes da sexta, Bella. – Diz quase num sussurro.
Aperto os lábios e fecho os olhos, Riley estava próximo o bastante para que eu pudesse sentir sua respiração quente, porém para minha loucura a imagem de um par de olhos cinza surge em minha mente fazendo-me recuar e abrir os olhos.
–Já está tarde. – Digo forçando meu melhor sorriso de pedido de desculpas.
Riley sorri e passa as mãos nos cabelos.
–Que tal, nos vemos no domingo?
Respiro fundo, eu deveria aceitar. Aliás sou uma mulher livre e o Riley é um homem bonito, sexy e interessante, qualquer parte de mim que estivesse pensando e desejando Edward teria que esquecê-lo, pois Edward era um problema e o melhor seria me manter afastada dele.
–Nos vemos no domingo, Riley.
Notas finais
Bjus e até mais.
Deixarei Spoiler do próximo capitulo no grupo.
Fale com o autor