Notas iniciais
Olá leitores, estavam com saudades do nosso deus grego? Então, um capítulo fresquinho para matar a saudade de vocês.

No sábado pela manhã, dispenso à senhora Ella e fico com o meu pai. Arrumo algumas coisas pela manhã, faço nosso almoço seguindo a risca a dieta alimentar do meu pai e aproveito para olhar o jornal, talvez alguma editora esteja empregando pessoas, eu precisava urgentemente arrumar um novo emprego, não era certo continuar trabalhando com o Edward, não depois do que quase aconteceu na noite anterior.

Eu sabia que parte de tudo o que tinha acontecido era culpa minha, afinal de contas, eu o beijei primeiro e cabia a somente mim rejeitá-lo, sempre que ele chegasse perto, no entanto eu não conseguia resistir a ele. Sempre que ele está perto a merda da minha sanidade não funciona e isso me deixa frustrada, pois sempre tive controle sobre mim.

Após o almoço, coloco algumas peças de roupas para lavar dou os medicamentos do meu pai e o ajudo subir para seu quarto para tirar sua soneca após o almoço.

Com tudo pronto e sem nada para fazer, sento na frente da tv e fico surfando entre os canais em busca de algo interessante, porém, nada do que eu faço me faz pensar menos em Edward e em como me sinto em relação a ele. Na noite anterior ele havia me humilhado e isso me deixou muito magoada e usada.

Eu não passava de um capricho em suas mãos, talvez o Riley tenha razão, Edward deve adorar brincar com as pessoas, para alimentar seu ego, para mostrar a todo o mundo que ele pode ter e fazer o que quer.

Respiro fundo, e desligo a TV, ficar sentada em frente à televisão não iria amenizar a angústia em meu peito.

Eu estava apaixonada por aquele desgraçado e isso era apenas um fato. Se eu não sentisse nada por ele o fato dele ter me humilhado ontem não teria me afetado tanto, parte de mim sabia que sair com o Riley tinha sido apenas uma manobra de testar o que o Edward sentia por mim, ele havia sentido ciúmes de mim e tinha me desejado, no entanto suas mudanças de humor me enlouqueciam e me deixavam confusa.

Olho o relógio e percebo que as horas passaram voando, daqui a poucas horas teria que preparar o jantar.

Pego meu livro esquecido há séculos no centro da sala e saio para varanda. A tarde estava fria e a pouco tempo havia chovido, eu adorava o frio apesar de odiar chuvas e tempestades.

Sento na cadeira reclinável e abro o livro na página que estava marcada, no entanto, antes que eu possa começar a ler, o som de um motor chama minha atenção.

Ergo meus olhos do livro e o vejo sair do seu volvo prata, vestindo uma calça jeans, uma camisa preta e uma jaqueta de couro da mesma cor da camisa. Seus cabelos estavam levemente bagunçados e um pouco úmidos.

Sinto meu coração parar quando seus olhos cinza encontram os meus e seu sorriso torto perfeito nasce em seus lábios.

–Dia bom para a leitura? – Pergunta ao subir os dois degraus até alcançar a varanda.

Levanto-me da cadeira e ergo meu livro mordendo o lábio.

–Seria se não tivesse sido atrapalhada. – Digo vagamente mantendo minha postura séria.

Edward coça a nuca e sorri.

–Está chateada comigo. – Aquilo não foi uma pergunta e pelo seu olhar desapontado eu sabia que não precisava responder para que ele soubesse que sua teoria estava certa.

–Isabella, eu sei que, estou me portanto feito um louco com você... Mas é que... Está com você me deixa confuso.

Sorrio sem humor e franzo o cenho.

–Sei como é. Você também me deixa maluca.

Ele dá um passo na minha direção.

–Olha Bella... Eu...

–Edward, se você veio se desculpar novamente, olha não precisa, sabe... Se eu não fosse uma idiota eu evitaria que isso acontecesse.

–Esse é o problema Bella, eu não quero que deixe de acontecer.

Aperto os lábios e passo as mãos nos meus cabelos, eu não iria ceder a ele novamente, não deixaria que suas palavras mexessem comigo.

–Talvez você esteja certo, se manter distante é a coisa certa a fazer. – Digo vacilante tentando manter meu olhar fixo no mar turbulento e cinzento que são seus olhos.

Ele tenta sorrir mas desiste, balança a cabeça algumas vezes antes de argumentar.

–Sinto muito pelo o que eu fiz ontem... Eu só estava furioso por saber que você ia sair com o Riley. – Edward usa cada palavra com cautela, mantendo seu olhar sempre atento a cada movimento meu.

Abro a boca e fecho, não sabia o que pensar, nem tão pouco o que dizer diante de sua confissão.

Edward da outro passo parando bem na minha frente, suas mãos tomam meu rosto com cuidado, fecho os olhos saboreando o calor de suas mãos em minha pele.

–Bella... – Sua voz rouca sussurra meu nome, fazendo meu coração parar abruptamente de bater.

Abro os olhos vacilante e encontro um par de olhos cinzas angustiados a fitar-me.

–Eu não quero me afastar de você. – Sussurra e cada palavra faz soar como um desespero.

Respiro lenta e pesadamente antes de segurar suas mãos e afastá-lo de mim.

–Mas também não quer ficar comigo. – Digo tristemente, dando um passo para trás e cruzando os braços na frente do meu peito.

Edward fecha os olhos e vagueia suas mãos em seus cabelos desgrenhados.

–Eu sinto muito, Isabella.

–Tudo bem Edward. É melhor assim. – Digo friamente, no entanto no interior da minha alma eu estava desesperada para que ele me tomasse em seus braços novamente, queria poder me entregar a ele e desfrutar de todas as emoções que ele me faz sentir, entretanto eu sabia que me envolver era um erro, por algum motivo, Edward não estava pronto para se envolver verdadeiramente comigo.

–Você está assim por que saiu com o Riley? – pergunta com fúria e um toque de desprezo ao pronunciar o nome de Riley.

–Pode ser. – digo seria, mantendo minha postura inabalável diante de seu ataque de fúria.

Uma risada cética escapa de sua garganta.

–Pode ser Isabella? – Pergunta com um sorriso sem humor. – Eu não acredito no que eu estou ouvindo.

–Porra Edward! O que diabos você pretende com isso? Você me humilhou ontem e agora está agindo como se tivéssemos alguma coisa. – Grito por entre dentes, fuzilando-o com os olhos.

Ele dá um passo para trás e aperta os lábios numa linha fina.

–Esquece Isabella, pensei que valesse apena vir até aqui. – rosna dando-me as costas e andando de volta ao seu carro.

Sinto meu coração bater descompassado e dolorosamente em meu peito ao vê-lo partir cantando pneus.

Fecho os olhos com força e cubro meu rosto com as mãos, tentando me manter calma e evitar que as lágrimas rolem pela minha face.

Edward tem o dom de mexer com minhas estruturas, ele era como uma onda em tempo de calmaria, como um furacão que devasta tudo por onde passa.

No domingo como combinado, Riley me leva para jantar, dessa vez a conversa é mais espontânea e até mais leve, as lembranças sobre minha última conversa com Edward hora ou outra ainda voltam a me atormentar, mas com muito esforço consigo bloquear as lembranças.

...

A semana seguinte segue como de costume, no entanto Edward se manteve frio e indiferente com a minha presença. Saí para almoçar com Alice duas vezes na semana e ela me contou como andava os preparativos para sua festa de noivado que seria na sexta-feira. Jantei com Riley três vezes naquela semana e combinamos que iríamos juntos para o noivado de Alice, na última noite que saímos juntos no meio de risadas na porta da minha casa ele me roubou um beijo, não foi um beijo daqueles que Edward costumava me dar, mas era um beijo doce e agradável, desejei ardentemente sentir pelo menos um terço do que eu sentia quando era beijada por Edward, no entanto tudo o que eu consegui, foi fazer comparações entre um beijo e outro chegando assim numa conclusão, o meu sentimento pelo Edward se mantinha vivo mesmo depois da nossa última conversa.

Enfim chegou a sexta-feira, Edward já está no escritório quando eu chego e como de costume me passa os e-mails para que eu possa enviá-los.

–Isabella, você poderia me fazer o favor de pedir a Lauren que vá à floricultura e envie algumas flores para a Alice e outro buquê para a Srta. Rosalie. – Pede ele sem olhar diretamente em meus olhos.

Ele iria enviar flores para a Rosalie? Droga! Eu nem conhecia essa fulana e já a odiava, por que ele tinha que ir exatamente com ela para o noivado da Alice?

–Tudo bem sr. Cullen. – Digo friamente antes de sair para almoçar.

Após meu almoço volto para o escritório afim de terminar meu serviço e ir para casa me arrumar para a festa na casa da Alice.

Encontro Edward em pé em frente a grande parede de vidro, ele parecia concentrado em seus pensamentos, na verdade ele estava tão quieto e alheio a minha presença que parecia até uma estatua de um deus grego, uma estátua perfeita digna de adoração.

–Posso lhe fazer uma pergunta, Isabella?- sua voz quebra o silêncio na sala, dando-me um susto.

–Claro? – Digo engolindo em seco.

Ele volta-se para mim.

–Você vai mesmo para a festa de noivado da minha irmã?

Analiso sua pergunta e pergunto a mim mesma o motivo da sua especulação.

Faço que sim com a cabeça e espero a próxima pergunta.

–Você vai com o Riley? – Pergunta friamente, apertando os olhos.

Respiro fundo antes de responder, depois de dias essa era primeira vez que ele falava sobre outro assunto que não fosse relacionado ao trabalho.

–Sim. – Digo com dificuldade, sentindo o ar se esvair dos meus pulmões.

Edward balança a cabeça algumas vezes em afirmação e volta sua atenção à paisagem do oceano por trás da parede de vidro.

Espero que ele me diga mais alguma coisa, no entanto ele se mantém firme na sua observação no mundo lá fora.

Ignoro o fato dele está no mesmo ambiente que eu e concluo meu trabalho. Às duas horas Edward sai para uma reunião e pede que eu lhe acompanhe para tomar notas para ele.

Às quatros e meia retornamos para o seu escritório, repasso sua agenda para a semana seguinte e lhe aviso que já estou de saída para casa.

–Isabella espere. – diz antes que eu possa alcançar a porta.

Volto-me para ele e espero pacientemente pelo o que viria a seguir.

–Gostaria de lhe pedir uma coisa. – Diz ao levantar-se da cadeira.

–Sim. – digo formalmente.

Ele passa as mãos nos cabelos e me olha seriamente.

–Quero lhe pedir que não compareça ao noivado da Alice, será desagradável ver minha funcionária junto com meus amigos e familiares.

Sou tomada pelo choque e pela surpresa de suas palavras.

Ele não queria que eu fosse porque sou de nível inferior a ele? Era isso que ele estava dizendo?

–Acho que não entendi direito, Edward...

–Olha Isabella, não falo isso por sua classe social, é só que...

– O quê Edward? Por eu ser sua funcionária? Ou você não quer que eu vá pelo simples fato de que eu vou está lá com outro homem? – Pergunto furiosa, fechando os punhos.

–Pense o que quiser Isabella, só não quero que vá. – Rosna sem tirar os olhos dos meus.

Sorrio ironicamente.

–Espero que goste de ser desapontado. – Digo friamente antes de alcançar a maçaneta e abrir a porta fechando-a logo depois de sair.

Continua...

Notas finais
E ai leitores gostaram da atitude da Bella? Proximo capitulo está quentíssimo... O que será que vai acontecer na festa da nossa querida Alice? De uma coisa eu sei o deus-grego-arrogante-e-confuso não vai gostar nadinha de ver a Bellinha com o Riley. Bjuss e comentem.