Notas iniciais
Olá, meu povo. Quantas pessoas estavam ansiosa para esse capítulo??? Não precisam responder, sei que vocês estavam roendo as unhas por esse capítulo. Como sou boazinha e a fic está na reta final, estarei postando outro capítulo ainda essa semana. :) Ps: Vamos deixar essa autora feliz e vamos recomendar a fic... Acho que eu mereço não é??? Ou melhor a estória merece ;)

Bella

Mesmo depois que nossas respirações se acalmam, Edward continua abraçado a mim. Cada parte dos nossos corpos estão grudados e conectados sem espaço para nada, além de nós mesmo.

Sinto seu coração batendo forte contra meu ouvido e me agarro a ele como se ele fosse meu bote salva-vidas.

Suas palavras estão voando ao meu redor como plumas ao vento. Tão leves quanto penas e ao mesmo tempo tão fortes como nuvens carregadas no céu ao ponto de desabar a qualquer momento.

Ele havia dito... Deus! Eu não devo ter ouvido direito. Ele não disse tais palavras naquele momento. Tenho certeza que foram frutos de minha imaginação.

E se tiver sido real? E se ele realmente me disse aquilo? Será que havia sido pelo calor do momento ou pelo simples fato de estarmos aqui, na casa dos seus pais?

Edward havia passado por muitas coisas em sua vida e eu até consigo entender o medo que ele teve e ainda tem para se entregar completamente a mim, no entanto, eu não esperava que ele me dissesse que queria que eu fosse sua esposa.

Suas palavras ecoam em minha mente tantas vezes que eu tenho que fechar os olhos e respirar fundo.

Acho que fiquei sem respirar durante algum tempo. Sinto-me tonta e me agarro a ele com mais força.

–Bella, você está bem? – Sua voz gentil e tão, tão suave me traz de volta.

Engulo a bile em minha garganta e forço-me a levantar a cabeça para olhá-lo.

–Você está tremendo e está gelada. – Ele diz, com a voz cautelosa tocando minha face.

Engulo em seco e mordo o lábio.

–E-Eu estou bem. – Gaguejo. – Só... – fecho os olhos e tento encontrar algo que eu possa lhe dizer.

Edward sorri.

–Acho melhor nos recompormos. – Digo meio sem jeito. Estávamos praticamente despidos e ele ainda estava dentro de mim.

Edward avalia-me atentamente e sorri.

–É, acho que você tem razão.

–É.

Edward sai de mim e começa a ajeitar suas roupas.

Faço o mesmo, tendo dificuldades com as mãos trêmulas e um pouco de vertigem.

–Você está bem? – Ele insiste na pergunta. Dessa vez segura-me pelos ombros. Seu olhar é atento e preocupado.

Fecho os olhos. Eu não sabia ao certo o que lhe dizer.

–Você me pediu em casamento. – Disparo sem olhá-lo.

–E você não me respondeu. – Responde ele de imediato.

Deus! Pensei que tivesse fantasiado aquelas palavras.

Sinto um medo iminente percorrer todo o meu corpo.

–Edward... – Começo a falar, no entanto as palavras fogem de mim. Eu não sabia o que lhe dizer, a única coisa que eu sei é que isso não é certo. Quero dizer... Estamos juntos há pouco mais de setenta e duas horas e ele não tem certeza se é isso que ele quer. –Eu não...

–Você não quer? — Edward usa as palavras com cuidado e há algo além da surpresa em sua voz.

Volto meu olhar para ele.

Seus olhos cinzentos estão confusos e aterrorizados.

–Não foi isso que eu disse. – Digo com a voz trêmula.

Ele sorri sem humor.

–Então entendi mal?

Fecho os olhos e respiro fundo algumas vezes, tentando controlar o pânico dentro de mim e, quando volto a abri-los, encontro um par de olhos cinzentos me encarando intensamente.

–Não precisa me pedir em casamento... Quero dizer... Já estamos juntos e isso é o que importa. Não estou te cobrando nada.

–Do que você está falando, Isabella? – Questiona-me sem entender.

–Estou dizendo que... Que talvez, isso seja algo a ser pensado. Faz pouco tempo que estamos juntos e... E você provavelmente não se sente seguro para assumir um compromisso tão sério.

Edward desvia o olhar por alguns segundos. Sua expressão é indecifrável.

–Então você está dizendo que precisa de tempo para pensar?

Ele volta-se para mim e sua expressão é magoada.

Sinto uma dor ultrapassar meu peito.

–Não foi isso que eu quis dizer. – Toco sua face com carinho. – Eu o amo, Edward, e não há nada que me deixaria mais feliz do que ser sua esposa.

–E então?

Penso em tudo o que passamos até chegarmos aqui. Sua recusa em aceitar o que sentia por mim. Nossas brigas e todos os maus entendidos. Seu segredo sobre seu passado e sua dor ao perder Irina.

Não se tratava de mim. Não se tratava do fato de estarmos juntos há pouco tempo e sim dele. Edward havia passado por muitas coisas e talvez ele não estivesse pensando direito.

–Eu não quero que faça algo sem pensar e depois se arrependa. – As palavras saem baixas e tristes. Esse é meu medo. Que ele se arrependa de nós e eu acabe sofrendo novamente.

Edward segura meu rosto com ambas as mãos e me força a encará-lo.

–Acha que vou me arrepender de ficar com você? – Questiona-me gentilmente. – Isabella, você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida e eu te amo mais do que a mim mesmo. – Edward coloca uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. – E nada nessa vida me faria mais feliz do que você dizer sim. Quero que você seja minha melhor amiga no mundo todo. Quero ser merecedor de todos os seus sorrisos e quero te fazer a mulher mais feliz desse mundo. Quero ser o homem que vai dormir e acordar ao seu lado todos os dias de sua vida. – Ele sorri. Sinto as lágrimas ardendo em meus olhos.

Edward tira algo do bolso da calça e se ajoelha em minha frente. Segura minha mão direita.

–Isabella Swan, minha vida não era vida antes de encontrar você. Mesmo com o sol mais brilhante, meus dias eram escuros. E você mudou tudo. Transformou minha existência e me fez viver novamente. Eu não consigo imaginar um futuro onde você não esteja. – Ele segura um pequeno anel de ouro branco com fileiras de pequenos e reluzentes diamantes. – Você me daria à honra de ser minha esposa?

As lágrimas ofuscam minha visão e as palavras parecem presas em minha garganta. Faço que sim com a cabeça e com muita dificuldade digo “sim” num som quase inaudível.

Edward desliza a delicada aliança em meu dedo e em seguida deposita um suave beijo na aliança.

–Eu te amo.

Ajoelho-me a sua frente e seguro seu rosto com as mãos.

–Eu te amo, tanto. –Sorrio entre lágrimas. – Se eu tivesse mil vidas e você me pedisse em casamento em todas elas... Eu sempre te diria sim... Não sei mais viver sem você.

Ele sorri e me puxa para si, selando esse momento com um beijo terno e apaixonado, carregado de planos e de desejos.

Sinto que meu coração vai explodir a qualquer momento. Há tanta alegria dentro de mim. Uma alegria que nunca senti e que talvez nunca saiba explicar.

–Acho que temos mais uma novidade para contar a nossos pais. – Diz ele sorrindo.

Mordo o lábio e me pergunto qual será a reação do meu pai quanto a isso.

Sorrio sem tirar os olhos dos seus.

Esse era o mesmo homem que há poucos meses parecia me odiar? Às vezes acho meio improvável que eles sejam as mesmas pessoas. Foram tantas coisas que passamos juntos e houve tantas mudanças que até parece que estou sonhando.

–Você me faz a mulher mais feliz do mundo. – Sussurro com a boca contra a dele.

Edward morde meu lábio, mandando ondas de eletricidades por todo o meu corpo.

–Você é minha vida. – Suas palavras são tão doces e serenas que faz meus pelos eriçarem. Sinto um arrepio percorrer minha espinha e tremo. Suas mãos moldam meu rosto e seus lábios exploram os meus.

Suas mãos descem de minha face e deslizam por meus braços até minhas mãos. Ele entrelaça nossos dedos. Sua boca faz uma trilha de beijos até minha orelha.

–Acho que devemos comemorar. – Diz num sussurro baixo e aveludado, fazendo-me tremer.

Fecho os olhos, sentindo meu coração bater com força contra meu peito.

Edward beija-me suavemente nos lábios e em seguida ergue-se do chão. Sigo seu movimento.

Seus braços fortes envolvem minha cintura, apertando-me forte contra seu corpo.

Envolvo-lhe o pescoço com os braços, ficando na ponta dos pés para me encaixar melhor ao seu corpo.

Seus lindos olhos cinzentos me fitam com amor e devoção. Olham-me com tanta ternura que faz meu coração doer.

Sinto as lágrimas arderem em meus olhos e tenho que piscar algumas vezes para afastá-las, no entanto é em vão. Elas estão deixando minha visão embaçada.

Edward roça o polegar suavemente em meus lábios. E é um toque tão, tão suave que parece um carinho de uma brisa.

Engulo em seco e fecho os olhos. Entreabro os lábios e ofego.

Sinto as lágrimas molharem minha face e não me importo.

Edward beija minhas pálpebras uma por uma, em seguida beija cada lado de minhas bochechas.

Abro os olhos e busco seus.

As lágrimas em seus olhos são visíveis e ele sorri fazendo com que elas escapem de seu esconderijo e vaguem por sua face de anjo.

Sorrio e inclino-me em sua direção buscando seus lábios.

Suas mãos seguram meus quadris gentilmente.

Afundo meus dedos em seus cabelos e o puxo para mim.

Uma de suas mãos sobe por meu corpo e se emaranha em meus cabelos, puxando-os levemente.

Ofego e gemo contra sua boca. Deslizo minhas mãos por seu pescoço até seu peito e, num movimento nervoso e desajeitado tento abrir novamente os botões de sua camisa e quando dou por mim estamos deitados em sua antiga cama, lutando contra as roupas que nos separa e nos beijando como se dependêssemos apenas disso. Como se um fosse o oxigênio do outro e nada mais importasse. Todavia era exatamente assim que eu me sentia; como se nada mais importasse a não ser eu e o Edward e, esse momento perfeito que eu deixarei guardado para sempre em minha mais linda lembrança.

Quando voltamos à realidade e resolvemos sair do antigo quarto de Edward, encontramos a família toda reunida na sala.

Todos os rostos se voltam em nossa direção e eu tenho certeza que estou enrubescendo.

Edward passa um braço em torno da minha cintura quando paramos em frente a eles.

O sorriso de Alice me faz entender que ela sabe exatamente o que estávamos aprontando lá em cima.

–Pensei que vocês tinham ido embora. – Diz Esme, sorrindo.

Olho de relance para Edward, que está reprimindo um sorriso.

–Fui mostrar meu antigo quarto a Bella e acabamos... Dormindo. – ele usa as palavras com cuidado.

Alice esconde o rosto no ombro de Jasper, que parece está se segurando para não rir.

Mordo o lábio e tendo ignorar os olhares em minha direção.

Edward deposita um beijo no alto da minha cabeça e aperta suavemente os dedos em minha cintura.

–Temos outra novidade para contar. – Diz ele com alegria. Afasta-se de mim apenas o suficiente para olhar-me nos olhos. – Acabei de pedir Isabella em casamento.

Sorrio enquanto ele pronuncia aquelas palavras de forma doce e suave e, sinto meu coração bater forte em meu peito.

Um gritinho eufórico me traz de volta a realidade.

Alice está ao meu lado segurando minha mão direita para poder olhar o meu anel de noivado.

–É tão lindo! – Exclama sorrindo. – Parabéns, Bella. – Ela me puxa para um abraço apertado. – Estou tão feliz por vocês dois. – Ela se afasta e beija minha face. – Desejo toda felicidade do mundo aos noivos.

Sorrio timidamente.

–Obrigada, Alice.

Ela sorri e volta-se para Edward, que estava sendo abraçado por Esme.

–Bella. – Esme sorri e me abraça. – Você não faz ideia do quanto estou feliz por vocês dois.

Sorrio satisfeita e feliz por ter sido aceita de tão bom grado pela família de Edward, que também será minha família em breve.

Todos nos parabenizam e eu fico me perguntando qual será a reação de Charlie quando nós contarmos. Talvez ele ache que é cedo demais para pensar em casamento, no entanto não estamos pensando em casar amanhã ou no próximo mês, certo? Pelo menos eu espero que não. Tudo está acontecendo rápido demais e por mais que eu o ame e deseje passar o resto da minha vida ao seu lado, eu preciso de alguns meses para me acostumar com a ideia.

–Você está muito calada. – A voz de Edward me traz de volta. Tiro a atenção da paisagem que passa como borrão através da janela e me volto para ele.

–São muitas coisas... Estou apenas pensando em tudo.

Ele sorri e olha-me de relance, sem tirar a atenção da estrada.

–Espero que não esteja arrependida.

Aperto sua mão que está entrelaçada com a minha e pouso minha outra mão sobre elas. A delicada aliança brilha em meu dedo e não posso deixar de me maravilhar com o brilho ofuscante dos pequenos diamantes.

–Nunca vou me arrepender da escolha que fiz. – Ergo meus olhos para olhar seu rosto. O peso das palavras me pega com a guarda baixa. Meu coração aperta no peito e eu tenho que respirar fundo para não deixar aquela emoção se transformar em lágrimas novamente.

Ele leva minha mão até seus lábios, depositando um beijo suave nos nós dos meus dedos.

–Em breve você será Isabella Cullen. Minha esposa. – Diz cheio de orgulho.

Novamente sou pega de guarda baixa e não posso deixar de sentir um certo medo do que me aguarda. Fui criada por um homem humilde que sempre deu duro para me dar tudo o que eu precisava. Nunca pensei que um dia minha vida fosse se transformar radicalmente assim.

Em breve eu deixarei de ser Isabella Swan, para ser Isabella Cullen. Mulher de um CEO milionário e importante no mundo dos negócios.

Deus! Eu não posso entrar em pânico.

Quando Edward para o carro em frente a minha casa, tenho que respirar fundo diversas vezes para poder me acalmar.

–Está pronta? – Pergunta ele ao abrir a porta do passageiro para que eu possa sair.

Analiso sua mão estendida em minha direção antes de olhar em seus olhos.

–Acho que sim. – Digo com a voz tremula.

Edward sorri e me ajuda a sair do carro.

Encontramos Charlie e Ella sentados lado a lado no sofá da sala assistindo TV.

–Bella, chegou cedo. – Diz ele me olhando de relance.

–Como vai Isabella? — Ella ergue-se do sofá meio sem jeito e estende a mão em minha direção.

–Olá, Ella. – Digo sorrindo. Olho para meu pai que parece ignorar meu olhar.

Será que estou fantasiando coisas ou está acontecendo alguma coisa entre esses dois?

Edward cumprimenta Ella com um rápido aperto de mãos.

–Já que você está em casa, acho que eu vou embora. Você vai precisar de mim amanhã?

Levo alguns segundos para raciocinar a pergunta de Ella.

–Talvez à noite. – Digo com um meio sorriso.

Ella olha de relance para Charlie, que lhe lança um olhar que eu preferia não entender e volta sua atenção a TV.

–Então até amanhã. Boa noite a todos – Diz ela com um sorriso fraco e vai embora.

Espero até que à porta se feche para que eu me sente ao lado de Charlie.

–O quê? – Ele ergue uma sobrancelha e me olha com ingenuidade.

–Você quem deveria me dizer. – Franzo o cenho e sorrio.

Ele olha de relance para Edward, que ainda está em pé ao lado do sofá.

–Bella, eu sou o seu pai e quem faz as perguntas aqui sou eu. – Diz com o tom neutro, no entanto posso ler as entrelinhas que se foram em sua testa. Acho que não sou apenas eu quem tem algumas novidades para contar.

–Você vai ficar aí em pé feito uma estátua? Pode sentar-se se quiser. – Meu pai olha para Edward e faz um gesto para a poltrona ao seu lado.

Ele sorri e senta-se elegantemente. A sala parece pequena demais para Edward. Ele é tão grande e tão gracioso que tudo a sua volta parece meros farrapos. A perfeição é pouca comparada a ele.

Charlie olha de mim para Edward. Automaticamente cubro minha mão direita com a esquerda, tentando esconder a aliança em meu dedo anelar.

O silêncio predomina na sala e eu me sinto sufocada. Tenho vontade de gritar e acabar logo com essa tensão.

Charlie continua olhando de mim para Edward e vise e versa e, eu faço o mesmo. Olho de meu pai para Edward, sentindo a tensão crescer a cada segundo.

Charlie respira impaciente e faz uma careta.

–Se vai pedir a mão da minha filha em casamento, faça logo. – Ele volta-se para mim. – E não precisa esconder a aliança. Vi o que você tinha no dedo assim que você entrou. Essa coisa brilha mais do que luzes de natal.

Sinto-me enrubescer instantaneamente.

–Senhor Swan. – Edward está em pé com a mão estendida na minha direção. Seguro sua mão e me coloco ao seu lado. – Sei que deveria ter lhe pedido antes de ter feito o pedido a Bella, entretanto não pude me conter e fiz o pedido mais cedo e ela aceitou... Agora estou pedindo sua benção e sua permissão para casar-me com sua filha.

Charlie parece petrificado no lugar. Alguns segundos se passam até que ele pigarreia e se ergue do sofá.

–Espero que vocês tenham certeza de que é isso mesmo que querem.

Edward me olha e sorri.

–Eu amo sua filha. Nada nesse mundo me deixaria mais feliz do que tê-la como minha esposa.

Sorrio sem tirar os olhos dele.

–Bella. – A voz de Charlie me traz de volta. – Você tem certeza do que quer?

Olho novamente para Edward e me pego perdida em todas minhas lembranças relacionadas a nós dois. A primeira vez que cruzei com ele no meio do caos desastrado que eu me encontrava e que fez estragar seu carro. Todas as nossas brigas e todos os nossos momentos... Cada segundo de entrega e dúvida que vivemos até chegarmos aqui... E sim, eu tenho certeza que o quero para sempre na minha vida.

–Sim pai.Tenho certeza do que quero. – Digo num murmúrio baixo.

Charlie bufa.

–Então... Só posso desejar felicidades a vocês.

Volto-me para meu pai que me olha com ternura e com os olhos marejados. Não consigo me conter e o abraço com força.

–Obrigada pai. – Digo baixo o suficiente apenas para que ele ouça.

–Só quero a sua felicidade filha. – Ele afasta-se de mim e afaga meu cabelo.

–Trate de fazer minha filha feliz. A ameaça de mais cedo ainda é válida. – Diz ele severamente.

–Não se preocupe Charlie, vou cuidar muito bem dela e farei o possível e o impossível para fazer sua filha feliz. – Edward estende a mão em direção ao meu pai

Charlie ignora sua mão e o puxa para um abraço rápido dando três tapinhas em suas costas.

Sorrio com essa cena e não posso deixar de me sentir emocionada e completa... E nesse momento penso que só faltava uma pessoa para que tudo ficasse completo; minha mãe. Sinto um aperto no peito. Esse seria apenas mais uma das muitas coisas que ela irá perder. Há tantos anos que não sei nada sobre ela. As poucas lembranças que tenho são vagas e às vezes me pergunto se fantasiei todas elas. Charlie nunca me fala dela. Talvez ele não se sinta a vontade para relembrar seu passado, por mais que isso seja importante para mim. Gostaria de entender o verdadeiro motivo por minha mãe ter ido embora. Gostaria de saber se ela sente minha falta.

Respiro fundo e guardo todas as perguntas e esses pensamentos no fundo da minha mente. Hoje era um dia especial e não podia ter espaço para coisas tristes.

Edward

A notícia sobre meu noivado com Isabella espalhou-se mais rápido do que eu previa. Aposto que isso tem dedo da Alice.

Ela adorava espalhar boas notícias. Alice nunca guardava nada para si.

Rosalie havia me ligado algumas vezes para ter certeza sobre os boatos de que eu vou me casar e ficou muito furiosa quando eu confirmei. Apesar de não estarmos mais juntos há um bom tempo ela se sentiu ofendida e traída. Não entendi o por quê. Nunca havia lhe prometido nada no tempo em que estávamos juntos e eu tinha sido bem claro quando terminei o nosso caso.

No decorrer da semana fiz o máximo possível para sair com Isabella. Sempre que dava ia buscá-la no seu trabalho para almoçarmos juntos e quase todas as noites da semana ela dormiu comigo em meu apartamento.

Na quarta-feira, sugeri que seria bom oferecer um jantar para que nossos pais pudessem se conhecer, aliás, Charlie era pai da minha noiva e era necessário que meus pais o conhecessem.

O jantar como havia previsto fora perfeito. Meus pais e o Charlie se deram muito bem e ele e o Carlisle até combinaram de pescar juntos na nossa casa de campo.

Eu estava tão feliz que parecia que nada estragaria o nosso momento.

Estava cada dia mais ciente que fiz a escolha certa ao me entregar a esse sentimento tão puro e forte, que é o amor que sinto por Isabella.

Meus dias estavam melhores e até estava sempre de bom humor.

Sai para beber com Emmett na terça-feira e ele quase não acreditou nas novidades que lhe contei.

–Estive fora por um mês e você ficou noivo?! – Exclamou ele chocado. – Não quero nem pensar no que teria acontecido se tivesse ficado fora por um ano. Provavelmente quando voltasse você já seria pai de gêmeos.

Conversar com meu amigo naquela noite fora muito importante para mim. Emmett era meu melhor amigo e sabia tudo sobre o meu passado e o quanto essa decisão era significativa para minha vida.

–Você está me achando mais gorda? – A voz de Isabella me traz de volta a realidade. Hoje é sábado e tínhamos que ir para a festa de aniversário e casamento dos meus pais. Minha noiva é claro, estava em meu apartamento se arrumando. Eu quase não deixava que ela saísse daqui.

Meu queixo cai com a visão que tenho. Ela está usando um vestido preto longo, cheio de brilhos, frente única e um cinto de couro em volta da cintura. Seus cabelos estavam presos em um coque desarrumado, deixando alguns fios soltos. Ela estava simplesmente perfeita.

Isabella coloca as mãos na cintura e me ergue uma sobrancelha.

Pisco algumas vezes tentando me concentrar no que ela havia perguntado. Ela estava tão linda que era difícil pensar em outra coisa a não ser em cada curva do seu corpo.

–Gorda? – Caminho até ela. Meus olhos vagueiam por seu corpo lentamente e tenho que bloquear o pensamento que tenho que guardar para mais tarde da minha mente. – Você está perfeita. De onde tirou a ideia que está gorda?

Ela se olha no espelho e toca na cintura.

–Acho que estou estressada e vendo coisas... – Ela morde o lábio e eu luto contra o desejo de mordê-lo também.

Abraço-a por trás e beijo seu lindo pescoço. Sinto seu corpo tremer e tento me controlar. Essa mulher é um perigo para minha sanidade.

–Acho que temos que ir. – Ela diz, me encarando através do espelho. – Conheço esse seu olhar... – Diz sorrindo.

–Será que não podemos chegar atrasado?

Isabella balança a cabeça em negativa e sorri.

–Guarde sua energia para quando chegarmos.

Respiro fundo e tento acalmar meus ânimos.

–Então é melhor irmos logo, antes que gaste minhas energias agora mesmo.

Beijo-lhe novamente no pescoço e me afasto para pegar meu paletó.

Isabella pega sua bolsa de mão e juntos saímos em direção a porta.

O estacionamento da mansão está cheia de carros. Paro meu volvo em frente à entrada e ajudo Isabella a sair do carro, em seguida entrego as chaves do meu carro a um manobrista.

–O Charlie deveria ter vindo. – Digo enquanto caminhamos de braços dados em direção a entrada.

–Ele não é de festas. – Diz ela, com a voz baixa me olhando de relance.

–Está nervosa?

Ela para e me olha. Respira fundo e olha para a entrada onde uma jovem bem vestida está recepcionando os convidados.

–Um pouco. – Diz, ao voltar-se para mim.

Sorrio e afago seu rosto.

–Você tem que se acostumar com isso. Logo você será minha esposa e teremos muitas festas e jantares para irmos.

Ela força um sorriso e respira fundo.

Ao entrarmos somos surpreendidos por um fotógrafo, que pedi educadamente que pousemos para uma foto. Não me surpreendo com isso. Meus pais são da alta sociedade e nossas festas sempre saem em primeiras páginas em jornais e em revistas e fofocas.

Enlaço a cintura de Isabella, lhe puxando para junto do meu corpo. O jovem tira algumas fotos e em seguida agradece e vai embora.

Isabella aperta minha mão. Sua pequena mão está tremendo. Sorrio.

–Você precisa se acalmar, amor. Talvez uma bebida te faça relaxar. – Digo ao seu ouvido.

Sua respiração falha por alguns segundo. Ela volta o olhar para mim e faz que sim com a cabeça.

Um garçom passa com uma bandeja com champanhe e eu pego duas taças.

Isabella toma um pouco do líquido borbulhante e por sua expressão, sei que ela não costuma beber muito.

–Só não beba muito. Quero minha noiva acordada quando chegarmos em casa.

Isabella sorri e seus olhos se iluminam. Eu adorava seu sorriso e adorava mais ainda saber que eu sou o motivo dele.

–Acho que seria educado ir cumprimentar sua família. – Diz ela, me lançando um olhar travesso. Se ela continuar me olhando dessa forma acabarei levando-a para meu antigo quarto novamente.

Seguro sua mão e seguimos caminho por entre as pessoas na sala em direção ao jardim. No caminho muitas pessoas nos param para nos cumprimentar e nos parabenizar pelo nosso noivado.

Pelo visto não era novidade para ninguém que eu estava noivo novamente.

Avisto meus pais no centro do jardim conversando com o senhor e a senhora Denali, pais de Irina. Há a algum tempo que não os vejo e nem me dei conta que eles estariam aqui hoje.

Engulo em seco e tento parecer normal quando chegamos até eles.

Cumprimento primeiro meus pais e, Isabella faz o mesmo, antes de me voltar para meus antigos sogros.

–Edward, quanto tempo. – Diz Sasha, com um sorriso e me abraça.

Tento parecer confortável com aquela situação e retribuo o abraço.

–Você parece muito bem. – Diz ela, quando se afasta.

Sasha é uma mulher de quarenta e poucos anos e sua beleza é natural. Ela é a cópia fiel de Irina, só que mais velha, é claro.

–Você também está muito bem. – Digo sorrindo e volto-me para Santiago. — Santiago. – Digo estendendo-lhe a mão.

Ele é um homem alto e robusto. Seus cabelos são grisalhos e apesar de passar dos cinqüenta, ele parece ser bem mais jovem do que realmente é.

–Edward você anda muito sumido. – Diz sério e aperta minha mão. Após a morte de Irina eu me afastei de todos que pudessem me lembrar dela e, Santiago se sentiu muito triste por eu ignorar todas as homenagens, que eles faziam em cada aniversário de morte dela. No fundo, acho que eles nunca entenderam o quanto foi duro para mim perdê-la daquela forma.

–Não vai nos apresentar sua amiga? – Pergunta Sasha, olhando para Isabella.

–Não é minha amiga. – Puxo Isabella para junto de mim e beijo-lhe o alto da cabeça. – Essa é minha noiva: Isabella Swan. Bella, esses são Sasha e Santiago Denalli, pais da Tanya e da... Irina. –Sinto o corpo de Isabella enrijecer.

Sasha e Santiago olham-me pasmos por alguns segundos, antes de sorrirem e cumprimentaram Isabella.

–É uma linda jovem. – Diz Sasha, mais por gentileza do que por sinceridade. E me pergunto se ela também esperava que eu e Tanya ficássemos juntos.

–Espero que sejam muito felizes juntos. – Diz Santiago, em tom amargo. – Se nos derem licença, vamos procurar por Tanya. – Ele segura a mão da esposa se despede dos meus pais e vão embora.

–Desculpe-me por isso. – Digo ao seu ouvido.

–Tudo bem. – Diz sem me olhar.

–Bella, querida. Venha comigo, quero lhe apresentar a algumas pessoas. – Diz minha mãe.

Isabella olha-me e sorri.

Toco sua face e beijo suavemente seus lábios.

–Vou ficar te esperando por aqui. – Digo docemente.

–Certo. – Ela sorri novamente e se afasta com minha mãe.

Observo-as até que elas se perdem entre as inúmeras pessoas.

Aquele encontro com os pais de Irina fora um tanto estranho, no entanto, eles teriam que aceitar que eu tenho direito de seguir minha vida.

–Acho que preciso de uma bebida. – Digo, voltando-me para meu pai.

Carlisle sorri e toca meu ombro.

–Então somos dois.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Não deixem de comentar. Beijinhos