Notas iniciais
Meus amores, o capítulo será pequeno, mas o próximo prometo compensar. Vou logo avisando que fortes emoções estão por vir. Então preparem o coração :) Escrevi ouvindo. "Let Her Go Com Birdy"

Edward

Ignoro a dor e angustia que sinto dentro de mim quando Isabella me dá as costas e vai embora.

Eu poderia ir atrás dela. Poderia lhe pedir desculpas, no entanto, eu estava tão furioso por ela ter estado com o Ryan, que a única coisa que eu quero no momento é socar a cara daquele filho de uma puta.

Caminho com passos largos de volta a cafeteria.

Ryan está sentado com a postura reta, tomando seu café.

Ele era um cretino! Como eu pude ser amigo dele por tanto tempo?

–O que diabos deu em você? – Pergunto sentindo a raiva vibrar em minhas veias. – Disse que era para ficar longe dela. – Esbravejo batendo os punhos na mesa.

Ryan coloca a xícara em cima da mesa e ergue o olhar para mm.

–Pensei que você tivesse me dito que não tinha nada com ela. – Diz ele com ironia.

Trinco os dentes e cerro os punhos.

–Ela não é um jogo, Ryan. Não é como as mulheres que você costuma sair. – Digo por entre os dentes. Ele sorri o que aumenta minha vontade de socá-lo.

–Por que você não deixa de ser um babaca mimado e assume logo que está apaixonado por ela? – Pergunta Ryan sorrindo. – Isso é patético Edward. Você a tratou como se ela fosse uma pessoa qualquer, quando você sabe que ela não é.

–Você que é patético Ryan. Quem você pensa que é para me passar sermões? Você não entende nada do que está dizendo.

Ele sorrir e ergue uma sobrancelha.

–E você sabe? O triste Edward que perdeu a noiva e que se trancou para o mundo e viveu apenas de sexo sem compromissos, se recusando a viver novamente. – Ele usa cada palavra como cautela e humor. Seu sorriso se intensificada a cada segundo, assim como a vontade de matá-lo. — Você é patético meu amigo. Sua vida é Patética. A única coisa boa que lhe aconteceu nesses sete anos, você acabou de perder.

A raiva toma conta de mim. Empurro a mesinha para o lado, o som enche o local trazendo totalmente toda a atenção para mim.

Seguro Ryan pela gola da camisa fazendo-o levantar-se.

–Você é um doente. – Digo num rosnado baixo e ameaçador.

–Doente? Eu? – Ryan sorrir. – Você é.

Fecho o punho e o acerto com tudo no meio da cara.

Ryan cai por cima da cadeira e murmúrios de pessoas chegam até meus ouvidos.

Ryan leva a mão até o lábio onde o sangue começa a jorrar de sua pele.

–Você não gosta de ouvir a verdade? – Ele se ergue do chão e caminha até mim. Seus olhos não tem traços de humor ao contrario, um brilho intenso de raiva lampeja em seu olhar. –Você odeia ouvir a verdade. – Grita ele me empurrando. – Você é um doente, Edward. A Irina está morta. – Ele grita na minha cara. Seus olhos estão tão intensos e furiosos que eu penso ser um reflexo do meu próprio olhar. – Não deixe que essa dor que você sente o cegue a ponto de você deixar escapar a única pessoa que pode lhe resgatar desse abismo.

Sinto a raiva se transformar em outro sentimento. Dor e arrependimento.

Ryan sempre fora meu amigo, mesmo antes que eu conhecesse a Irina, ele já era meu amigo.

No entanto, ela havia ido longe demais hoje. Por mais que eu admirasse sua coragem de me desafiar e jogar as verdades em minha cara, ele tinha passado dos limites envolvendo Isabella nisso.

–Fique longe dela. – Digo apontando um dedo na sua direção.

Ryan sorrir levando novamente a mão perto do lábio.

Eu sabia que também tinha ido longe demais. Não devia ter deixado meu ciúme e minha raiva falar mais alto.

Dou-lhe as costas e caminho em direção a saída.

Eu poderia ter voltado para a empresa. Poderia ter ido para meu apartamento ou para a casa dos meus pais. Eu poderia conversar com meu pai ou minha mãe. Poderia ter ligado para o Ermett. Ele sempre sabe o que dizer, por mais que às vezes tudo o que diga seja besteira, mas tudo seria melhor do que ter optado a vir ao apartamento que eu dividiria com a Irina.

Passo as mãos nos cabelos e tomo minha segunda dose de Wisk. A raiva que eu sentia havia dado lugar a um sentimento desconhecido que estava me levando a beira da loucura.

Eu tentei bloquear todas as minhas lembranças relacionadas à Isabella, mas é impossível.

Fecho os olhos com força. Meu peito dói, dificultando a passagem do ar.

Tudo o que eu queria era arrumar a merda da bagunça que está minha vida. Queria poder voltar com minha rotina normal... Queria simplesmente que os dias voltassem a ser como eram antes de Isabella aparecer em minha vida.

Mas tudo está terrivelmente de cabeça para baixo. De uma certa forma estranha, Lauren não sabe mais deixar minha agenda de acordo com meus padrões. Meus e-mails são digitados lentos demais e nunca ficam como eu quero. Até a forma como ela me serve o café parece errado.

Eu sinto falta de como a sala ficava mais agradável com a presença de Isabella. Sinto falta de como ela chegava quase sempre atrasada e de como seu perfume preenchia minha sala.

Sinto falta de sua companhia e de nossas brigas.

Sinto falta de como seu olhar me admirava e me adorava enquanto eu trabalhava e acima de tudo sinto falta de seu toque, seus beijos, sua pele. Sinto falta de ter o controle sobre ela e em como eu controlava toda a nossa situação.

Os dias longe dela estavam me matando e a cada segundo que passava ficava mais fácil encontrar uma solução para tê-la de volta.

Coloco meu copo na mesinha de centro e relaxo meu corpo no encosto do sofá.

Esse lugar costumava ser um refugio nas horas de tristezas, no entanto tudo aqui me parece triste e morto.

Respiro fundo e passo as mãos por minha face.

O que diabos está acontecendo comigo?

Esse lugar era meu santuário, meu porto. Agora ele não passa e um apartamento vazio e sem vida.

Eu não podia mais continuar assim. Eu não podia me esconder atrás da sombra do meu passado.

–Me perdoe Irina. – Digo com a voz embargada. Eu estava sofrendo não apenas por ter perdido a Isabella, mas por está traído minha promessa. – Eu não posso continuar assim... – Sinto lágrimas quentes molharam meu rosto e pela primeira vez em anos eu não me importo em limpa-las.

A dor que eu sentia era sufocante e eu estava tão cansado de tudo. Estava tão farto de ser forte.

Eu só queria poder fazer a coisa certa. Queria concertar as coisas e poder ser feliz. Eu mereço isso. Mereço por todos os anos que eu sofri pela morte da Irina. Mereço ter por ter vivido na escuridão por anos. Eu mereço uma segunda chance por tudo o que já passei.

Respiro fundo novamente. Eu preciso ser sincero com Isabella. Ryan tem razão eu não posso deixar que minha dor me segue ao ponto de não ver que estou perdendo a única coisa boa que me aconteceu há anos.

Pego o celular em meu bolso e disco o numero de Alice. Ela atende no terceiro toque.

–O que foi Edward? – Pergunta sem humor. Provavelmente já deve saber da minha discussão com a Bella.

–Eu preciso de um favor.

Continua...

Notas finais
Hum! Que favor será esse??????? Beijocas amores, até a próxima. Continuem comentando. :)