Notas iniciais
Até que enfim, estou eu aqui novamente, para postar esse tão esperado capítulo. Serei breve porque sei o quanto estão ansiosos para ler. Então se preparem que caprichei no capítulo apenas para matar a saudade de vocês. Fiquem com o deus-grego e boa leitura.

EDWARD

Enquanto espero que Rosalie termine de se arrumar, repasso a última conversa que tive com Isabella, mais cedo.

Eu sabia que mais uma vez eu havia passado dos limites. E isso estava ficando freqüente, parecia que eu não sabia fazer nada mais, a não ser humilhá-la de certa forma.

Eu não tinha a intenção de falar aquelas palavras, no entanto, elas saíram antes mesmo que eu pudesse processá-las. A verdade era que mesmo eu não querendo admitir, eu estava louco, doente de ciúmes só de pensar que terei de vê-la com aquele panaca filho de uma puta.

Rosalie entra na sala usando um vestido deslumbrante, vermelho com um decote magnífico, realçando seus seios, ele era longo e modelava suas curvas convidativas.

Seus cabelos loiros estavam soltos, emoldurando seu rosto impecavelmente maquiado.

–Estou pronta. – Diz com um jeito sedutor.

Olho para seus olhos dourados, sua boca carnuda pintada com um vermelho vivo. Eu deveria beijá-la, deveria sentir desejo o suficiente para isso, Rosie era uma mulher atraente e tenho certeza que todos os homens me invejam por tê-la ao meu lado. No entanto, quando eu olho para ela, a única coisa que eu posso dizer é que nada do que a Rosalie tenha de mais belo, nem mesmo seus atrativos na cama, são mais convidativos do que cada traço de Isabella.

Seus olhos dourados perdem para o mar de chocolate que são os olhos dela. Ela não era mais atraente diante dos meus olhos, porque ela não era Isabella.

Ela não tinha aqueles cabelos marrons avermelhados que caiam feito cascatas até o meio de suas costas. Ela não tinha os olhos mais inocentes e hipnóticos como os de Isabella, sua pele não tinha um perfume que me deixava zonzo e inebriado, e sua voz não era como um canto de um anjo.

Deus! Viro minha terceira dose de uísque e coloco o copo sobre a mesinha de vidro. Levanto-me, ainda amargurado, angustiado e totalmente desnorteado.

Eu não sabia como lidar com esses sentimentos turbulentos que me enlouqueciam, que me destroçavam a alma, toda vez que eu pensava em Isabella e no quanto eu a desejava.

–E então como eu estou? – A voz de Rosalie me traz de volta, obrigo-me a observá-la, atentamente.

–Linda como sempre. – Digo friamente, enquanto lhe conduzo porta a fora.

Quando chegamos à casa dos meus pais, sou recebido por Esme minha mãe, com um caloroso abraço apertado.

–Querido senti saudades. – Diz ainda me abraçando.

–Também senti saudades, mãe. – Digo com um sorriso ao me afastar.

Esme era uma mulher deslumbrante e apesar de ter dois filhos crescidos, ela ainda era jovem e linda.

Seus cabelos castanhos estavam presos num coque elegante, deixando apenas alguns fios soltos emoldurando o seu rosto, ela vestia um lindo vestido, ameixa longo.

–Você está linda, Esme. – A voz de Rosalie soa ao meu lado e minha mãe se adianta com um sorriso e lhe dá dois beijinhos na bochecha.

–Obrigada querida. – Diz minha mãe educadamente.

Enquanto, minha mãe e Rosalie se cumprimentam, olho ao redor atentamente, em busca de algo... De alguém, no entanto a festa estava acontecendo no jardim, onde os convidados estavam sendo recepcionados. Ela deveria está lá fora, tomando champanhe e sorrindo com alguma coisa que aquele filho da puta diz.

–A onde está a Alice? – Pergunto com a voz baixa.

Esme sorri.

–Está lá em cima, querido.

Faço um maneio de cabeça e em seguida saio sem nem ao menos pedir licença. Eu precisava falar com Alice, precisava que ela me dissesse algo sobre o maldito envolvimento com o Riley.

Sinto os olhos de Rosalie em mim quando subo os degraus de dois em dois, seguindo até o quarto da minha irmã.

Bato na porta e em seguida ela é aberta.

A princípio não consigo me mover, meus olhos estão presos em um par de olhos magníficos e bem maquiados.

Vagueio meu olhar por seu corpo, ela usa um vestido azul de rendas longo, com um decote comportado, porém realçante.

Suas curvas estão modeladas, deixando-as ainda mais irresistível.

Seus cabelos estão presos num coque, alguns fios estavam soltos e ela estava simplesmente linda. A criatura mais linda que meus olhos já vira. Eu poderia ficar aqui para sempre apenas lhe admirando, fantasiando mil e uma imagens de como eu poderia senti-la, como eu poderia tocá-la.

Seus olhos se derretem nos meus e seus lábios vermelhos se abrem levemente.

Ela me olha com adoração, como se eu tivesse o mesmo efeito sobre ela, que ela tem sobre mim.

–Edward. – A voz aguda de Alice, irrompe dentro do quarto, trazendo-nos de volta a realidade.

Isabella desvia o olhar e da um passo para o lado facilitando minha passagem.

Alice está linda, usando um vestido rosa claro rendado na altura dos joelhos. Ela estava simplesmente linda como sempre.

–Você está linda. – Digo ao lhe abraçar.

Alice me aperta com força.

–Obrigada. – Diz baixinho.

Afasto-me dela e tiro do bolso do meu paletó o presente que eu havia lhe comprado mais cedo.

Entrego à pequena e delicada caixa azul. E os olhos de Alice brilham tanto quanto a pulseira de diamantes que ela me disse que queria.

–Ai, meu Deus! – Diz quase eufórica. – Bella olha que linda.

Olho de relance enquanto Isabella caminha em nossa direção, seus movimentos são graciosos, mal a reconheço. Se há algum tempo atrás alguém me dissesse que a desastrosa, que quase me mata iria se tornar uma mulher assim, tão segura de si e tão atraente, eu iria rir na sua cara.

–Sim é muito linda. – Diz com a voz baixa e me olha de relance.

Isabella não usava nem uma joia cara, o que me fez lhe imaginar coberta de mimos, brincos, colares e pulseiras. Ela merecia ser tratada como uma rainha e eu poderia fazer isso... Eu posso fazer isso, no entanto ser comprada com presentes caros não é nada parecido com Isabella. Ela não era do tipo que gostava de coisas caras e eu sabia disso.

Uma batida na porta. E minha mãe entra, com um sorriso.

–Alice querida, o Jasper está lhe esperando, venha não é educado deixar os convidados esperando.

Alice sorrir e mostra a Esme a joia que eu lhe dera.

–Edward querido, é perfeita. – Minha mãe lhe ajuda a prender a pulseira em seu braço.

–Obrigada Edward! Eu simplesmente amei. – Ela envolve meu pescoço com os braços e me beija na bochecha, antes de sair puxando minha mãe pela porta a fora.

Fico parado por um segundo, olhando para aporta aberta e é quando Isabella aparece em meu campo de visão, quase saindo pela porta, que eu me dou conta que eu não posso simplesmente deixa-la ir. Eu tinha que me desculpar por minhas palavras de mais cedo.

Dou um passo largo e seguro sua mão fazendo-a parar.

Ela volta-se para mim, com os olhos atentos e surpresos.

–Espere. – Digo num rosnado baixo.

Isabella sustenta o olhar, olhando-me firme, e eu posso ver através do mar de chocolate, o quão magoada, ela está.

–O que você quer? – Pergunta com a voz áspera se soltando de minha mão.

Deslizo minhas mãos por meus cabelos, tentando encontrar alguma palavra que me fizesse diminuir aquela amargura em seu olhar.

–Me desculpe por mais cedo... Eu... Eu realmente não quis dizer aquilo.

Isabella analisa minhas palavras por um segundo e seu semblante se suaviza.

–Tudo bem. – Diz e desvia o olhar.

Respiro fundo, isso tinha sido fácil demais.

–Então você não está chateada comigo?

Isabella ergue o olhar, e eu posso ver algo, que vai além de mágoa é um sentimento maior, ela me olha com indiferença.

–Não Edward, eu não estou chateada... Na verdade suas palavras deixaram de me afetar, há bastante tempo. – Diz friamente, sem tirar os olhos de mim.

Suas palavras me deixam desconcertado, eu não conseguia entender, ela me olhava como se... Se eu importasse... Como se de alguma forma mesmo eu sendo um idiota total e às vezes ela mesmo assim, ainda sentia-se atraída por mim, no entanto suas palavras são frias e não há mais vestígios de adoração em seu olhar.

Seus olhos são apenas um mar negro de indiferença.

–Está me dizendo que não se importa com o que eu lhe diga? – As palavras incrédulas saem rápidas de mais.

Sorrio dando um passo em sua direção parando a centímetros do seu rosto.

–Eu não acredito em você. – Digo antes que ela solte um bombardeio de mentiras.

Ela ergue seus olhos e lá está novamente à adoração em seu olhar, o desejo queima no chocolate dos seus olhos, deixando minha boca seca.

Toco seu rosto suavemente, sua pele é macia e quente.

Isabella fecha os olhos e, entreabre os lábios, um suspiro escapa de seus lábios e eu tive a certeza, sim, ela se importava com cada maldita palavra que eu disse.

Aproximo meu rosto do seu, roçando meu nariz em sua bochecha, inspirando seu cheiro doce e viciante.

Eu queria beijá-la, queria tomá-la em meus braços e sentir cada centímetro do seu corpo colado e encaixado ao meu.

Roço meus lábios nos seus mordiscando seu lábio inferior, fazendo-a prender a respiração.

Seus lábios se abrem de forma convidativa e eu deslizo minha língua por entre seus lábios, sentindo a maciez da sua boca quente.

Eu havia sentindo falta disso. De sentir seus lábios nos meus, da forma como eles se movem suavemente ao me beijar, ao provar o meu gosto, como se eu fosse seu oxigênio. Sua vida.

Seguro sua nuca trazendo-a para mim, enquanto a outra mão desliza em suas costas passando por sua cintura até alcançar seus quadris puxando-a para perto, encaixando-a a mim.

Isabella enlaça seus braços em torno do meu pescoço, enquanto suas mãos se afundam em meus cabelos, puxando-os com força enquanto nosso beijo se intensifica.

O desejo crescia dentro de mim e o fogo ardia em minhas veias, eu queria arrancar seu vestido e fazer amor com ela aqui, no entanto, eu sabia que esse não era o lugar nem o momento para saciar minha fome.

Desgrudo nossos lábios, estamos com a respiração ofegante, toco seu rosto quando enfim seus olhos alcançam os meus.

–Eu quero você Isabella... De todas as formas que você imagina. – Sussurro, ela fecha os olhos e seu corpo treme.

–Eu também o quero Edward. – Diz com a voz entrecortada.

Sorrio puxando-a para mim, buscando novamente seus lábios.

–Me encontre no estacionamento assim que a festa der inicio, assim que Jasper colocar a aliança na mão da Alice. – Toco seu rosto e ela sorrir. – Vamos fugir daqui... Quero provar cada centímetro do seu corpo.

Isabella recua olhando-me nos olhos.

–Eu estou com o Riley. – Sua voz é um murmúrio baixo e inseguro ao pronunciar essas palavras.

Enrugo a testa sentindo meu humor se esvair.

–Prefere ele do que a mim? – Questiono-a cético.

Ela franze o cenho balançando a cabeça em negação.

–Não se trata disso.

Aperto os olhos e espero que ela me diga do que aquilo se tratava, mas a explicação não veio.

–Você quem sabe. – Digo secamente, e passo por ela deixando-a sozinha.

Eu sabia que mais uma vez eu estava sendo incoerente em relação a Isabella, eu havia colocado esse impasse entre nós e não importava como eu me sentia em relação a ela, ou o quanto eu a queria, pois quem está com ela não sou eu.

Encontro Rosalie no jardim conversando com Tanya.

–Edward quanto tempo. –Diz Tanya toda sorridente ao me ver.

–Como vai Tanya?

–Estou bem e você.

Minha boca se curva num sorriso torto.

–Seguindo.

Rosalie encaixa seu braço no meu, no momento que Isabella passa por nós, seus olhos me olham incrédula e eu simplesmente a ignoro. Ela havia feito sua escolha e eu tinha que fazer a minha... Bem eu a escolhi. Queria simplesmente jogá-la em meu ombro e ir embora desse lugar. Queria carregá-la para longe do Riley e de qualquer homem que ousasse pensar em tocá-la.

Sinto meu corpo gelar, uma espécie de fúria toma conta de mim quando os braços do palhaço enlaçam a cintura de Isabella e ele a beija no alto da cabeça, entregando-lhe uma taça de champanhe.

Deus! Se ele continuasse tocando-a eu juro por Deus que acabaria com a raça dele bem aqui, sem me importar a onde eu estava.

Os olhos de Isabella encontram-se com os meus e estão tão frios e indiferentes quanto estavam antes de eu lhe beijar, minutos atrás.

–Eu não sabia que a Isabella era amiga da família. – A voz de Tanya faz com que eu quebre a ligação de nossos olhos.

–Amiga da Alice. – Digo voltando-me para ela.

–Quem é Isabella? Sua nova assistente pessoal? – Quis saber Rosie.

–Sim. – Digo voltando-me novamente a olhá-la.

Rosalie segue meu olhar.

–Está falando da namorada do Riley? – Rosalie sorri.

Reviro os olhos.

–Vou buscar uma bebida para mim, com licença. – Digo e me afasto deixando-as sozinhas novamente.

Enquanto tomo minha segunda dose de uísque desde que cheguei aqui, Emmett entra no escritório sem bater, era impressionante como ele sempre sabia a onde me encontrar.

–Vi a Isabella com o babaca... Qual é o lance dos dois?

Viro minha dose, ainda me sentindo furioso.

–Parecem que estão namorando. – As palavras ardem em minha boca e a vontade que tenho é quebrar cada parte do maldito miserável.

–Você está fodido, então amigo. – Emmett sorri e se serve de uma dose, estendo meu copo em sua direção e ele o enche até a borda.

–Parece que sim.

ISABELLA

A festa de noivado da Alice está linda, acho que essa é a festa mais linda que eu já fui, e olha que eu não fui a muitas.

A Alice está linda e estonteante. Jasper acabara de pedir sua mão oficialmente e agora em seu dedo, reluzia uma linda aliança com um solitário, era uma joia linda.

Riley está ao meu lado sorrindo e falando de coisas que não consigo entender, na verdade, eu não consigo me concentrar em nada mais desde que Edward me beijara.

–Você aceita outra taça de champanhe? – A voz de Riley no meu ouvido me traz de volta.

Viro meu rosto para encará-lo e nossos lábios por pouco não se tocam.

Recuo, dando um passo para trás com um sorriso sem graça nos lábios.

–Acho que vou parar por aqui... Eu não costumo beber tanto. —
Digo erguendo minha segunda taça ainda pela metade.

Ele sorri e aperta minha cintura de leve, olho para todos os lados em busca dos olhos acusadores e ferozes de Edward. Eu não queria que ele me visse num momento tão íntimo com o Riley, não depois de tê-lo beijado.

Eu sei que isso é loucura, ele tinha me destratado mais cedo, e na semana anterior e eu deveria odiá-lo por ser tão... Arrogante, no entanto eu não conseguia ter nenhum outro tipo de sentimento por ele a não ser; paixão, desejo, e amor.

Fecho os olhos, e, minha cabeça fica um pouco zonza, acho que a bebida está fazendo efeito.

–Eu acho que vou ao toalete. – Digo voltando-me para Riley.

Ele me puxa plantando um beijo suave em meus lábios.

–Não demora. – Diz com a voz baixa.

Seus dedos tocam a pele nua das minhas costas e a única coisa que eu sinto é um desconforto descomunal.

Sorrio e caminho por entre as pessoas até chegar o interior da casa.

A mansão Cullen era enorme e eu não fazia ideia de onde eram os banheiros.

Sigo pelos corredores com inúmeras portas largas.

Fico parada observando, isso era loucura, eu não iria abrir uma por uma, até encontrar a porta certa.

Escolho a porta do meio do lado leste, abro-a sem bater, e quase caio para trás, quando quatro pares de olhos voltam-se na minha direção.

Edward e o seu amigo grandalhão, aquele que estava com ele no dia do acidente, estava sentado de frente para ele, e ambos estavam com um copo de uísque nas mãos.

–Ai, meu Deus! Desculpem-me. – Digo com a voz estrangulada e dou um passo para trás a fim de fechar a porta e fugir dali.

–Isabella. – A voz do grandalhão chama meu nome, fazendo-me parar.

–Oi. – Digo forçando um sorriso, ainda segurando a maçaneta e com apenas metade do corpo dentro da sala, dou alguns passos lentamente até o meio da sala.

Ele levanta-se e caminha até mim com um sorriso nos lábios.

–Que prazer vê-la novamente e sem está sangrando. – Ele sorrir, não um sorriso educado, mas um sorriso brincalhão. Ele estende a mão em minha direção e eu educadamente pouso a minha na sua apertando-a de leve. – Você está realmente agradável. – Ele beija os nós dos meus dedos e sorrir.

–Ah... Eu... Obrigada. – Sorrio e mordo o lábio.

–A propósito... Meu nome é Emmett e eu já estava de saída.

–Prazer. – Digo com a voz nervosa.

–O prazer foi meu... Comporte-se amigão. – Emmett aponta para Edward que agora está em pé de frente para o sofá, e em seguida pisca em minha direção. – O prazer foi meu, Isabella.

Fico parada, congelada no meu lugar, sentindo meu coração bater forte e minhas mãos suarem.

Minha boca estava seca, e minha respiração estava denunciando o quanto eu era fraca, quando eu estava sozinha com ele.

–Estava me procurando. – Sua voz é rouca e aveludada, seus olhos afundam-se nos meus e por um segundo eu perco o foco.

Pigarreio engolindo em seco.

–Na verdade eu me perdi... Quero dizer... Eu estava procurando o banheiro.

Edward sorrir, seus lábios estão repuxados num meu sorriso torto perfeito e favorito, fazendo meu coração bater forte.

–Você quer beber alguma coisa? – Sua voz é profundamente suave. Seus olhos olhando-me atentamente.

–Não obrigada, na verdade eu já estou voltando lá para o jardim. – Dou-lhe as costas caminhando em direção a saída, porém antes que eu alcance a maçaneta, suas mãos me detém, puxando-me para si.

–Não vá. – Sua voz é rouca e sua respiração é quente em minha pele.

Deus! Esse homem era um perigo para minha sanidade, quando ele está por perto, eu não consigo simplesmente pensar em mais nada. Eu simplesmente não quero pensar em mais nada, apenas em tê-lo, senti-lo, saboreá-lo.

Dou um passo para trás colidindo minhas costas na madeira da porta. Edward acompanha meus passos espremendo seu corpo contra o meu.

–Edward...

–Shhh... – Ele coloca um dedo sobre meus lábios fazendo-me emudecer-me, engulo em seco, sentindo a necessidade de sentir seus lábios nos meus.

Busco seus olhos e meu coração falha, existe algo neles, algo que vão além do simples desejo. Era fascínio. Adoração.

Edward inclina a cabeça roçando seus lábios nos meus, sua língua quente e macia, passeiam em meus lábios, lentamente, antes de invadir minha boca de forma possessiva, explorando cada lugar dentro dela.

Seu beijo é quente, aquecendo-me por dentro, fazendo-me esquecer de tudo. De onde estou, com quem estou, fazendo-me esquecer do meu nome.

–Venha comigo, Isabella. – Sussurra contra minha boca e eu não posso dizer mais nada além de simplesmente beijá-lo novamente.

Ele sorri contra meus lábios, em seguida segura minha mão e me puxa para fora do escritório e saímos às pressas pelo corredor até chegarmos a porta da frente.

–Eu deveria avisar que estou indo. – Digo tentando acompanhar seus passos no estacionamento.

–Estamos fugindo Isabella, lembra-se. – Ele sorrir, e é um sorriso de verdade, um sorriso travesso de um menino que acabara de ganhar um presente que ele sempre quis.

Sorrio mordendo o lábio, era a primeira vez que o via assim tão descontraído, leve, jovem.

Edward destrava o carro, porém antes de abrir a porta para mim ele me escora no metal frio do volvo, segurando minha nuca, beijando-me loucamente, enquanto seu corpo se esfrega descaradamente contra o meu.

–Se você continuar vai me levar à loucura. – Digo ofegante, quando ele se afasta de mim.

Seu sorriso é travesso e seus olhos brilham com luxúria quando ele se afasta.

–É exatamente esse o propósito, baby. – Diz com a voz rouca, abrindo a porta para mim.

O caminho até seu apartamento é uma loucura, hora e outra estamos com as nossas bocas grudadas e suas mãos passeiam por toda a extensão das minhas coxas, sua gravata fora arrancada e sua camisa está aberta.

Quando ele para o carro na garagem, ele salta do carro em seguida abre a porta me ajudando a sair.

Ele me envolve a cintura e me puxa para seus braços, enquanto caminhamos cegos até o elevador.

Estou inebriada de desejo, seu cheiro amadeirado deixa-me zonza e suas mãos estão em cada centímetro do meu corpo.

–Eu a quero tanto. – Sussurra em meu ouvido e morde o lóbulo de minha orelha, arrepiando-me e fazendo minhas pernas fraquejarem.

Busco sua boca sugando sua língua, ele tinha um gosto perigoso, viciante, e eu estava me perdendo nele, sendo dele e era simplesmente a melhor sensação que eu já provara na vida.

Edward toca meus seios sobre o tecido rendado do vestido e os sinto enrijecer. Arqueio meu corpo quando sua boca desce por meu pescoço, passando por meu busto, ele morde meu seio por cima do tecido e eu me contorço agarrando seus cabelos.

As portas do elevador se abrem e eu não sei como, nem quando aconteceu, só sei que quando dou por mim, estamos em seu apartamento.

Arranco seu paletó e sua camisa, enquanto suas mãos lutam contra o fecho do meu vestido.

–Droga. – Resmunga e no minuto seguinte ouço o som do tecido se rasgando.

–Eu juro que te compro outro. – Diz buscando meus lábios.

Seu corpo cai de encontro o sofá e suas mãos me puxam, de forma que fico sentada sobre ele, com as pernas em cada lado do seu quadril.

Ele puxa meu vestido para baixo, exibindo meus seios, seus olhos me avaliam com admiração.

–Você é linda. – Diz umedecendo os lábios com a ponta da língua e em seguida sua boca cobre um dos meus seios, jogo minha cabeça para trás dando-me mais acesso as suas carícias.

Ele circula a língua ao redor do meu mamilo rígido, mordendo-o em seguida.

Gemo alto contorcendo-me sobre sua ereção.

–Você é deliciosa. – Diz buscando o outro seio e fazendo o mesmo movimento sobre ele.

Agarro seus cabelos e busco seus lábios, com fervor, enquanto suas mãos habilidosamente desfaz meu coque, fazendo meus cabelos cair feito ondas por minhas costas.

Sua boca busca meu pescoço, mordendo minha pele de forma rude, enquanto uma de suas mãos está no meio de minhas coxas, afastando para o lado o tecido de minha calcinha e mergulhando um dedo no meu centro úmido.

–Ah! Gemo arqueando meu corpo.

–Você está tão molhada, Isabella. – Diz com a voz rouca e inebriada de prazer e luxúria. – Eu quero foder você, Isabella... Quero agora. – Ele ergue-se do chão sem desgrudar nossos corpos, estou com as pernas em volta de sua cintura e suas mãos seguram minhas nádegas, enquanto sua boca chupa meu seio.

Então ele caminha por entre o corredor, até chegar ao seu quarto. Ele acende a luz e me coloca em pé em frente a cama.

Avalio seu corpo másculo e definido, e logo abaixo, sua ereção pulsante e crescente quase rasgando o tecido da calça preta.

Edward arranca meu vestido e minha calcinha, deixando-me apenas com meus saltos 15cm.

Seu olhar percorre meu corpo e um sorriso sensual e satisfeito nasce em seus lábios.

–Isabella... Minha Isabella. – Sussurra tocando minha face. Fecho os olhos saboreando aquela sensação suave e quente, seus dedos traçam um caminho lento e sensual por meu pescoço, passando por entre meus seios até a altura dos meus quadris.

Edward me puxa para si pressionando sua ereção na minha barriga.

Sua boca morde meu queixo e em seguida suga meu lábio.

–Diga que é minha. – Ordena-me buscando meus olhos.

Mordo o lábio pousando minhas mãos em seu peito.

Seus olhos cinzentos escurecem quando eu desço até a frente de sua calça e toco sua ereção.

–Sim eu sou sua. – Digo num sussurro baixo, sentindo meu coração explodindo em mil pedaços e, é nesse momento quando seus olhos sorriem e seus lábios buscam os meus, que eu dou conta da verdade que eu acabara de dizer.

Sim eu era dele. Eu era dele desde o primeiro momento que me perdi em seus olhos, desde o primeiro momento que provei de seus lábios, e agora, eu tinha certeza que eu o amava e que não importava o quanto eu tentasse me afastar dele, eu nunca iria conseguir, pois eu estava ligada a ele.

Edward segura meu rosto enquanto eu arranco seu cinto e desabotoo sua calça, libertando sua ereção protuberante.

Seguro-a entre as mãos, maravilhada. Fazendo movimentos leves com as mãos. Edward geme alto enrijecendo seus músculos.

–Isabella... –Ele busca meus lábios rudemente, e me joga na cama, cobrindo meu corpo com o seu.

Ele está entre minhas pernas e eu posso sentir seu membro latejando de encontro a minha barriga.

Suas mãos seguram minhas coxas e sua boca se desgruda da minha, trilhando um caminho perigoso dos meus lábios, passando por minha clavícula. Ele chupa cada um dos meus seios antes de descer, lambendo e mordendo minha barriga, até alcançar minhas coxas.

Ele beija cada uma delas antes de afundar a boca ali... No meu ponto mais sensível do meu corpo.

Contorço-me embaixo dele e suas mãos seguram meus quadris com força.

–Fique quietinha minha menina eu quero provar você. – Diz com a voz rouca e seus olhos escurecem.

Prendo a respiração, quando sua língua quente afunda-se em mim, uma, duas, três vezes, despertando um fogo incontrolável em meu corpo. Agarro seus cabelos desesperada e sem controle, enquanto sua língua faz círculos em meu clitóris, fazendo meu corpo ficar rígido, e a tremer levemente, então sua boca para e a sensação maravilhosa some, deixando-me louca e frustrada.

–Não goze agora, Isabella... Quero lhe fazer gozar de outro jeito.

Ele sorri levantando-se. Arranca os sapatos, a calça e a cueca, segurando seu pênis entre as mãos e fazendo movimentos lentos para cima e para baixo. Ele sorri admirando meu corpo nu em sua cama, em seguida, pega um preservativo e o rasga com os dentes, cobrindo lentamente sua ereção, sem tirar seus olhos dos meus.

Sorrio admirando-o com adoração, como se ele fosse alguma espécie de deus, enquanto ele caminha até mim, se colocando entre minhas pernas, segurando meus quadris puxando-me para ele.

Mordo o lábio e fecho os olhos quando ele força seu pênis contra a entrada da minha vagina.

–Ah! – Grito contorcendo-me, ele nem tinha entrado todo em mim e eu estava me sentindo a beira do abismo.

Ele empurra lentamente, apoiando suas mãos em cada lado da cama.

Seus movimentos são suaves e torturantes e eu me contorço agarrando seus ombros, arranhando a pele de suas costas, enquanto seus movimentos se intensificam.

Ele busca meus lábios abafando seu gemido, movendo-se cada vez mais rápido, duro feito aço, preenchendo-me perfeitamente.

Mordo seu ombro e ele fala palavras incoerentes, insanas, palavras que eu não consigo entender e eu estou perdida em cada sensação. É como se meu corpo estivesse fora de mim, em outro mundo e em outro tempo.

E eu sinto que meu corpo está perto, é uma sensação avassaladora, um sentimento incontrolável de satisfação, algo que eu nunca havia sentido na vida.

–Isso Isabella, goze para mim... Goze... – Sua voz é um rosnado em meu ouvido, fazendo minha pele ficar arrepiada, enquanto ele continua se movendo, de forma rude e selvagem, fazendo meu corpo tremer e eu gozo violentamente, suas mãos enlaçam nas minhas e ele rosna alto enquanto libera seu orgasmo dentro de mim.

Edward desaba ao meu lado, sua respiração é ofegante, tanto quanto a minha.

Respiro fundo, buscando ar o suficiente para respirar, minha cabeça está fora de órbita e tudo o que eu consigo sentir é a sensação maravilhosa que ainda pulsava em mim.

Fecho os olhos por um segundo, enquanto minha respiração fica calma e minha cabeça volta a funcionar.

Olho para o lado, Edward está com os braços em baixo do braço e seu olhar está fixo no teto.

Deus! Ele era lindo e acabamos de fazer amor.

Um sorriso fraco nasce em seus lábios, e seus olhos voltam-se para mim.

–Eu podia jurar que você era virgem. – Seu tom é quase acusador, mas seus olhos tem um brilho divertido.

Sorrio timidamente dando de ombros.

–Tenho vinte e três anos Edward, em que mundo você acha que vivemos.

Ele fica de lado apoiando a cabeça no braço.

Seus olhos perdem o brilho e seu sorriso se desfaz.

–Eu sinto muito, Isabella. – Diz com a voz fraca e sua mão toca minha face.

–Do que está falando? – Pergunto sem entender.

Ele levanta-se da cama e eu sigo seus movimentos com os olhos, ele veste a cueca e a calça.

–Estou falando de nós, Isabella. – Sua voz agora é aflita e angustiada. –Eu... Isso foi um erro. – Diz sem encarar-me.

Sinto o sangue fugir do meu rosto e pisco algumas vezes.

–Eu... Eu... – Respiro levantando-me da cama. Eu não sabia a onde estava com a cabeça quando cedi aos seus malditos caprichos, visto minha calcinha e o que restou do meu vestido, quase tropeçando nos meus saltos. – Realmente fora um erro. – Digo ferozmente passando por ele.

Edward segura meu pulso fazendo-me girar.

–Espere a onde você vai? – Sua voz é baixa e com um toque de surpresa.

Tento me livrar de sua pegada, no entanto ele é mais forte do que eu.

–Me solte Edward, você já teve o queria, agora me deixe ir. – Minha voz soa estrangulada e eu temo que as lágrimas comecem malditamente a rolar por minha face, demonstrando o quanto suas palavras me afetaram.

Edward segura meu queixo fazendo-me encará-lo.

–Você não vai a lugar a algum. – Diz sério com a voz rouca e profunda. – Por mais que seja um erro Isabella, ficar longe de você é impossível.

Suas palavras fazem meu coração bater descompensado.

–Eu não quero ficar longe de você. – Digo tocando sua face então seus lábios cobrem os meus novamente, num beijo lento e terno, aquecendo meu corpo e meu coração.

Continua...

Notas finais
Se tiver alguém vivo por aí, poderia fazer o grande favor de comentar e me dizer o que acharam do capítulo? Ei, não me olhem assim... Eu sei que vocês amaram esse momento Finalmente desses dois... E vou confessar uma coisa, esse Edward quase me leva a loucura com tanta sensualidade. Beijos meus amores e até mais.