Perfect!

49 Não brinque com fogo! (III–Burning!!)


Notas iniciais
Olá flores!! nem vou dizer o que está acontecendo porque vocês ja imaginam né?? Problemas! Problemas duplos! Problemas que parecem nao ter solução nunca! AFFFA! Mas deixemos minhas mazelas de lado. Vou dar meus pulos e solucionar isto de alguma forma! Eu quero, eu posso eu consigo!! Espero que possam me perdoar estes atrasos e não abandonem a fic...Por falar nisso, tapem os ouvidos: AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! gritando aqui!! Passamos dos noventa acompanhamentos!! Estou mega feliz!! Obrigada, flores, muito obrigada mesmo. Conforme havia anunciado, final da trilogia com as três principais girls da história. Caitlin vem nos brindar com seu humor, sua meiguice, gentileza, dedicação e como não podia deixar de ser, sua fogosidade (essa palavra existe né??). Também pudera: casada com Tommy Merlyn tinha mais que ser fogosa mesmo, rsrsrsrs. Próximo capitulo tem Sheila, Cait e Tommy numa conversa esclarecedora, jovens aprendizes de feiticeiro aprontando todas e mais um pouco, resposta a uma questão levantada neste capitulo( Não, ainda não saberemos se Ronnie é ou não gay!). Grata por todas as rewiews passadas...More rewiews, pleaseee...Boa leitura...Bjinhos flores. P.S: para quem estava sentindo falta do comandante Merlyn em ação, ele dará uma palhinha no próximo capitulo;;Pilotando outro avião que não sua esposa, evidente,rsrsrsrs.

“O meu amor é bonito de se ver;

De se tocar e sentir;

Quando ele vem com a calma de um deus;

Os olhos de uma fera, os braços de um ateu;

É tão bonito....

O meu amor, imperfeito ou perfeito;

Fui eu quem quis assim;

Haverá quem duvide dessa paixão sem limite;

Quem foi que disse que paixão tem razões?..."

Verdades e Mentiras

Maria Bethania

Residência Tommy e Cait (quinta, 15/10 – 19:20 p.m)

Caitlin

—O que acha de passarmos o final de semana fora amor? – Tommy pergunta, sentado em nossa cama terminando de vestir a camisa.

—Fora que diz seria??- questiono olhando-o através do espelho enquanto escovo o cabelo.

—Fora de Starling – especifica – Pensei em fazermos uma viagem, curta...Cancun, Miami, Havaí ou algum outro lugar que quisesse ir. Só eu e você – sugere, fazendo-me voltar para encará-lo, surpresa – O que foi? O que há de tão estranho em querer passar um tempo as sós com minha linda esposa? Além do mais, ainda te devo aquela lua de mel, lembra? – rebate, levantando, caminhando em minha direção lenta e sensualmente, um sorriso igualmente sensual nos lábios, da maneira que faz quando quer me convencer de algo ou a fazer alguma coisa.

—Vou querer uma explicação melhor do que esta Tommy Merlyn, e rápido! –alerto, estreitando os olhos a medida em que se aproxima.

—Melhor do que a dei é impossível – afirma, parando a centímetros de mim, obrigando-me erguer o rosto para encará-lo – Eu só quero um tempo para nós, nada mais – insiste, cruzando os braços, inclinando levemente a cabeça, o sorriso aumentando ao notar minha desconfiança – Não aprontei nada...Ainda! – admite na maior cara de pau.

—Tommy...

—Cait...- imita-me, ficando de joelhos, pondo as mãos sobre minhas pernas– Uma pequena viagem em lua de mel atrasada, só nós dois...Uma ilha paradisíaca...um cantinho afastado de todos – insinua, massageando minhas coxas por cima do vestido – Sol, mar...- prossegue, inclinado-se, beijando meu ombro, subindo um pouco mais até alcançar minha orelha.

—Tentador, reconheço – digo, suspirando – Mas não sei se este é o momento adequado para nos afastarmos de casa mesmo que por pouco tempo – começo dizer cuidadosamente.

—Por qual razão? – questiona sem parar de me beijar.

Fecho os olhos pensando se haveria uma forma de contar-lhe o que estava acontecendo sem fazê-lo surtar.

—Cait, por qual razão não podemos viajar? – reitera, afastando-se um pouco, me olhando desconfiado.

—Ethan e Laura estão...namorando – falo devagar, observando-o atentamente.

—Laura Palmer, filha de Ronnie!! Ethan está namorando a filha de Ronnie? – repete ficando imediatamente tenso.

—Não é bem um namoro ainda, na verdade. Ele pediu que começassem a se encontrar no colégio e ela aceitou...Tommy, procure não se irritar – peço quando levanta-se passando as mãos pelo cabelo – Estão apaixonados, mas sabem que o pai dela irá opor-se a...

—Opor-se? Ronnie não vai opor-se, vai despachar a filha para um colégio interno do outro lado do planeta e muito provavelmente tentara fazer algo contra nosso filho caso tente impedi-lo, o que me obrigará a quebrar-lhe a cara, no mínimo, se ousar tocar num fio de cabelo de Ethan! – vocifera, apertando as têmporas com uma mão – Eu sabia que ia dar nisso, sabia! Desde que os flagrei aos beijos no sábado pela manhã, depois do aniversario dele, esperava a bomba estourar a qualquer momento. Falei isso não falei?

—Falou amor, mas tente entender, ele não fez de propósito – recomendo, levantando, alcançando-o, envolvendo-o em meus braços – Sabemos bem que certas coisas não dá pra controlar, não é? – lembro, enroscando os dedos em seu cabelo.

—Sabemos sim – anui, apertando minha cintura – Três anos! Depois de três anos estudando na mesma escola, tomando o mesmo ônibus, fazendo parte do mesmo círculo de amizade, seria muito esperar que tivesse olhos para outra garota que não ela? Já teve tantas namoradinhas. Por que não uma delas? Tinha que se apaixonar justo pela mais complicada? – resmunga e rio.

—Confesso que me surpreendi também, mas não muito. Laura além de linda é inteligente, sensível, divertida. Certa vez, quando os busquei no colégio, os vi jogando no gramado enquanto aguardavam a chegada do ônibus escolar e minha. Na volta para casa Ethan a elogiou durante todo o trajeto, dizendo o quanto era legal, alegre, como ria de suas piadas. A partir dali fiquei em alerta, embora tivesse a mesma esperança que você – conto, lhe dando um selinho – Nosso menino está apaixonado pra valer desta vez. E tudo que podemos fazer é apoiá-lo meu amor – concluo, ouvindo-o suspirar.

—Ronnie vai encontrar uma forma de culpar-me por isto, com certeza – assegura, o olhar tornando-se distante, perdido em alguma lembrança antiga.

—Tommy, tudo bem? – questiono, fazendo-o olhar para mim.

—Sim – diz de forma pouco convincente – Vamos descer. Estou morrendo de fome – desconversa.

—E quanto a viagem? Desistiu? – questiono intrigada com a mudança repentina.

—Não. Ainda gostaria de viajar esse final de semana – assume – Mas agora temos que esperar o desenrolar dos fatos – declara, calçando as sandálias – De qualquer maneira vou falar com nossos pais e com a senhora Logan e Karina para saber de poderiam ajudá-los a tomar conta de nosso pequeno regimento! – brinca, me fazendo sorri – E também tenho que conversar com Ethan e Maddie. Por mais que confie nele, não quero Connor dormindo aqui enquanto estivermos fora, caso viajemos -condiciona, segurando minha mão – Muito menos Ethan tendo a brilhante idéia de trazer Laura para fazer o mesmo. Quero viajar e voltar sabendo que encontrarei nossa casa e filhos inteiros e não destruídos pelo começo da terceira guerra mundial.

—Não mesmo me dizer o porquê de querer essa viagem assim, de repente? – pergunto enquanto saímos do quarto, seguindo pelo corredor.

—Uhum, uhum – responde, descendo as escadas a meu lado.

—Sabe, se falar posso concordar mais facilmente... ou não! – negocio, olhando de soslaio, seu riso me fazendo ter certeza de duas coisas: não contaria e deveria ser algo especial para querer tanto essa viagem, o que me faz sentir culpada visto que as únicas datas que faz questão de comemorar são referentes a nossa família. Alguma data importante para nós estava fugindo de minha memória e isto estava começando a me incomodar – O que foi? – pergunto quando estanca no sopé da escada, boquiaberto.

Sigo seu olhar, segurando o riso ao ver meu sogro deitado sobre o tapete servindo de quadro para os netos, que o lambuzavam de tintas guache sob o olhar divertido dos irmãos mais velhos, meu pai, Connor e uma preocupada Karina – Senhor, valei-me! – exclamo rolando os olhos, voltando a caminhar em direção a sala.

—Antes que reclamem, Malcom permitiu – meu pai avisa assim que nos vê, rindo divertido e noto duas coisas: ele e Ethan seguravam as tintas e a vasilha com água que as crianças usavam para umedecer os pinceis. Dirijo-lhes um olhar bravo que em nada os assusta.

Suspiro, balançando a cabeça negativamente enquanto Tommy senta-se na poltrona próxima a cabeça do pai, apoiando as mãos sobre as pernas, encarando-o.

—O que está fazendo pai? – interroga, gesticulando – Não pode fazer todas as vontades deles – ralha, recebendo uma pincelada vermelha de meu sogro em resposta – Falo sério pai! – meu marido exclama, ganhando mais duas pinceladas.

—Certo cacique, vou obedecer suas ordens....Em outra oportunidade – meu sogro responde, piscando, fazendo meu marido fechar os olhos, suspirando profundamente.

—Relaxa pai. É só o vô lavar os braços e rosto e pronto. Sai tudo – Ethan minimizar, fazendo uma careta – Já esse blazer ai acho que não tem salvação –pondera.

—Senhora Caitlin, posso servir o jantar? – nossa governanta questiona, erguendo a sobrancelha, olhando repreensivamente para meu sogro e Karina, não exatamente nesta ordem.

—Pode senhora Logan. Crianças, já chega – ordeno, batendo palmas – Vão lavar as mãos enquanto seu avô se limpa. Ethan, pai, recolham essas coisas, lavem suas mãos e vão direto para a mesa – comando enquanto me aproximo de Tommy com um pano, que umedeço ao passar por meu pai, usando-o para limpar seu rosto – Agora! – ordeno olhando a volta ao notar que ninguém se movera.

—Sim senhora – meu pai e Ethan ficam de pé em um salto, ajudam meu sogro a fazer o mesmo, Karina e a senhora Logan levando as crianças (sob protestos) para o lavabo.

—Assim está melhor – declaro erguendo o queixo altivamente, voltando a limpar o rosto de Tommy e ao fazê-lo visualizo Maddie e Connor de pé junto a porta de acesso a piscina, o que lembra a outra coisa que chamara minha atenção ao entrarmos: a postura rígida do namorado de Maddie – Prontinho amor – aviso, lhe dando um selinho – Vamos jantar? – convido, voltando minha atenção para minha filha e o namorado mais uma vez – Connor e Maddie, venham – chamo sem dar chance retrucarem ou protestarem, os dois caminhando se mãos dadas.

Novamente noto a tensão, agora não apenas nele, mas nela também. Tanto que abaixam os olhos ao passarem por nós fazendo uma luz de alerta acender dentro de mim....Ai tem! – penso, seguindo-os, segurando Bia e Caio quando saem do lavabo correndo, Tommy se encarregando de Hannah.

Durante o jantar, o clima fica mais ameno. Conversamos sobre o dia na escola, sobre as travessuras dos trigêmeos (evidente que Tommy não perdeu a oportunidade de puxar a orelha de seu pai mais uma vez!) , sobre uma senhora que estava ajudando meu pai na igreja, tempo...Enfim, sobre tudo um pouco. Percebi que Tommy relaxara e fico mais tranqüila.

Depois que terminamos, as crianças pedem para comer a sobremesa no jardim e permitimos, seguindo para lá após todos estarem servidos.

Neste momento meu marido chama nosso filho para um canto e todo alivio que senti durante o jantar se esvai.

Ethan era por demais parecido com o pai para não acabarem discutindo. Sigo-os com o olhar, mordendo meu lábio insegura, minha atenção sendo chamado por Maddie.

—Mãe, Connor está te desejando boa noite – minha filha fala, parada a meu lado junto com o namorado.

—Ah, desculpa meu querido – peço, sem graça – Boa noite. Diga a sua mãe que mandei um beijo – retribuo, recebendo o carinho do rapaz.

—Direi senho...Caitlin – corrige-se ante meu olhar severo – Senhor Merlyn, senhor Snow, boa noite – acena para meu sogro e meu pai, retribuem também com acenos, concentrados nos netos, que brincavam com os cachorros sentados no gramado.

—Vou acompanhar Connor até o portão mãe – Maddie avisa, me dando um beijo na bochecha.

Me limito a sorrir discretamente, voltando minha atenção para a porta do escritório novamente. Por mais que tente, não consigo controlar minha ansiedade. Levanto, seguindo a passos firmes para lá, parando junto a mesma, apertando as mãos, respirando fundo antes de dar uma leve batida. Durante alguns minutos não escuto nada, o que me faz pensar que talvez tivessem saído pela outra passagem.

—Pode entrar – a voz de Tommy finalmente se faz ouvir.

Abro a porta entrando cuidadosamente, respirando aliviada ao ver a expressão serena de ambos.

—Tudo bem por aqui? – pergunto, indo até meu marido.

—Tudo meu amor – garante, cingindo minha cintura.

—Mesmo? – insisto, olhando de um para outro.

—Tá sim mãe. Papai só estava me dando uns conselhos...E puxões de orelha – Ethan afirma, apoiando o rosto em uma mão.

—Puxões merecidos – Tommy acresce – Pode ir filho. E pense no que lhe disse – recomenda.

—Tô pensando pai – garante nosso filho, levantando – Boa noite mãe, pai – despede-se, beijando meu rosto e o do pai.

Uma coisa da qual fazíamos questão era ensinar nossos filhos que carinho independia de laços de sangue ou sexo. Em nada diminua um homem dizer que outro era bonito ou, no caso de parentes, beijar o rosto, abraçar e apesar de ter suas reservas, Ethan o fazia com o pai e os avôs.

—O que disse a ele? – pergunto quando ficamos a sós, ainda abraçada a ele.

—Apenas que tivesse cuidado, fosse sincero e acima de tudo respeitasse Laura da mesma forma como Connor tem respeitado a irmã dele – conta.

—E ele? – indago, afagando seu cabelo.

—Prometeu não fazer besteira – resume me fazendo rir – Cait, quero conversar com a mãe de Laura sobre os dois, o que acha? – pergunta.

—Acho uma excelente ideia já que ela irá sofrer as consequências desse namoro tanto quanto nós – afirmo – Posso ligar para ela e marcar de almoçarmos juntos se quiser – me ofereço.

—Quero sim, se possível para amanhã – aceita, olhando de lado ao escutar a porta ser aberta.

—Senhor e senhora Merlyn, as crianças não querem subir comigo e seus pais pediram para avisar que estão indo embora – Karina avisa da porta entreaberta.

—Nós já estamos indo – Tommy avisa, massageando o queixo, suspirando – Ligue pra ela, não é muito tarde, é? – pergunta voltando o rosto para mim.

—Não – notando o cansaço em sua expressão.

—Ligue, combine para almoçarmos amanhã enquanto vou subindo com nossos anjinhos – pede, levantando – Te vejo daqui a pouco – diz, me dando um selinho antes de sair.

Durante alguns segundos fico parada olhando o vazio, tentando entender o que se passava com meu marido. Agora mais do que nunca tinha certeza de que estava esquecendo algo que para ele era importante.

Mordo meu lábio inferior, enrugando o cenho, forçando a memória enquanto busco na agenda o número da casa de Laura, ligando assim que o encontro. Após o terceiro toque, ela atende.

< Alô? >

—Alô, Sheila? –pergunto.

< Sim, que é? > responde.

—Caitlin Merlyn, mãe de Ethan – me identifico.

< Ah, olá Caitlin, como vai? > pergunta polidamente.

—Bem, obrigada. Sheila, desculpa ligar a esta hora, mas quero ver com você se poderia almoçar comigo e meu marido amanhã – indago direta.

< Amanhã? > interroga e confirmo < Onde? > pergunta após alguns segundos.

Boa pergunta! – penso, imaginando onde poderíamos conversar sem o perigo de Ronnie aparecer já que ele tinha o dom de surgir nos locais onde Tommy se encontrava. Os públicos, digo – Conhece o prédio da empresa da família de meu marido? – questiono, uma ideia vindo a mente.

< Sim > responde.

—No térreo tem um restaurante, poderia nos encontrar lá por volta das treze horas? – sugiro, voltando-me para a porta ao escutar alguém bater, sinalizando para Maddie entrar.

< Posso > diz < É sobre Laura e Ethan não é? > quer saber.

—É sim. Mas não se preocupe, não aconteceu nada – tranquilizo-a.

< Eu sei, mas nós duas sabemos que irá acontecer > diz, suspirando < Mas falamos sobre isto amanhã. Um abraço. Boa noite Caitlin > despede-se.

—Boa noite Sheila e mais uma vez não se preocupe, Tommy e eu estamos de acordo com o namoro deles. Faremos o que estiver a nosso alcance para ajuda-los – asseguro.

< Obrigada Caitlin. Também estou de acordo. Até amanhã >

—Até – despeço-me, desligando em seguida, voltando minha atenção para Maddie – Pois não filha?

—Você e papai vão falar com a mãe de Laura? Por que? – questiona, me encarando séria.

—Porque queremos estar preparados para quando Ronnie souber o que está acontecendo e vier para cima de nós – justifico – Ele não irá gostar nada desse namoro.

—É, eu sei. E Ethan também. Por isso tentou, ou pelo menos me disse que tinha tentado, se afastar dela, mas acho que desta vez ele está apaixonado mãe. Não me parece estar querendo só transar nem levando na brincadeira – comenta, sentando no braço da poltrona.

—Também achamos e por isso queremos conversar com Sheila – reitero.

—Mãe, por que ele odeia o papai? Quer dizer, é tão rancoroso assim a ponto de guardar raiva de fatos que ocorreram anos atrás? Ou existe algo mais por trás que não sabemos? – interroga e me pego fazendo a mesma pergunta.

— Essa resposta fico devendo meu amor. Nenhum de nós entende, para ser franca com você – admito, massageando meu pescoço, encarando-a com um sorriso fraco – Veio me desejar boa noite? – pergunto.

—Não exatamente – fala devagar, me fazendo ficar em alerta – Estava chegando quando encontrei vovô Merlyn e vovô Snow saindo e vi papai subindo com Karina e os gêmeos quando entrava – explica – Mãe, será que podemos conversar um pouco? – pergunta, cautelosa.

—Sobre? – indago, uma vozinha dentro de mim rindo e dizendo que sabia muito bem sobre o que queria falar.

—Connor e eu – confirma, mordendo o lábio, um sorriso sapeca dançando em sua face.

—Você e Connor – repito, massageando o ponto sensível entre meus olhos, antevendo o que diria – Ok, pode falar – digo, me preparando para escutar o que temi desde o momento em que nos contou que ela e o namorado estavam mais...íntimos, cerca de três meses atrás, mais ou menos.

—Nos demos um passo a mais em nossa relação hoje – começa dizer e me ajeito na cadeira, ligeiramente desconfortável – Fizemos sexo oral – despeja e agarro os braços da poltrona, tensa – Depois que saímos do quarto de Ethan, fomos para o meu. O convidei...

—Você convidou?? – me espanto pois sempre pensei (e Tommy também) que a iniciativa partiria de Connor)

—Sim, eu – confirma – Convidei para que tomasse banho comigo – diz, e enrugo o cenho, confusa...Então ainda pode ter sido ele...- Já fizemos isso algumas vezes, como sabe ... Não sei não!!! ... – mas sempre vestidos da cintura para baixo, de calcinha e cueca ou sunga, no caso dele, nunca nus. Completamente nus – reforça, posicionando-se melhor, dirigindo um olhar rápido a porta – Como contei a vocês, temos trocado caricias há algum tempo, Connor sempre respeitou minha vontade, os limites que imponho, eu acabei por reconhecer os dele, sei quando está perto de perder o controle e paro...

—Como? — a interrompo – Como sabe quando devem parar?

—Geralmente quando ele me aperta mais forte contra seu corpo, em geral segurando-me pelo bumbum, é a senha para frear ou correrei o risco de não conseguir fazê-lo – conta, me deixando admirada – Não adivinhei, se é o que está pensando – afirma, sorrindo – Ele que me disse, me deu algumas dicas de quando devo interferir para que mantenha o controle sobre si mesmo – esclarece.

—E por que não fez isso hoje? – questiono, encarando-a.

—Porque senti vontade de ir um pouco mais além – admite, corando – Amo Connor e ele me ama, não tenho duvidas sobre isto – declara, os olhos brilhando – Apesar disto, não me sento pronta pra transar. Mas queria avançar um pouco mais. Sabe, Connor é incrível mãe. Ficou frustrado quando me perguntou se queria ir adiante e neguei, mesmo assim parou. E não apenas hoje. Todas as vezes que lhe pedi que parasse o fez – conta, suspirando encantada.

—Certo...- digo cuidadosamente – Meu amor, não queria desmanchar essa imagem de cavalheiro que tem de seu namorado, até porque é justa – afirmo – mas é bom que saiba que nem sempre será assim. Para os meninos é bem mais complicado do que para nós lidar com essa questão de frustração no que diz respeito a sexo – argumento, estreitando os olhos – Foi por isso que fizeram sexo oral? Por que sentiu-se culpada por o estar frustrando mais uma vez?- interrogo.

—Não – afirma, tranqüila – Acontece que hoje, pela primeira vez, também me senti frustrada por não continuarmos – confessa, me surpreendendo – Senti vontade de ir além, mas tive medo, por isso sugeri fazermos....Só que não sei se foi uma boa idéia! – exclama, mordendo o lábio mais uma vez, insegura.

—Porque acha que ele vai querer fazer mais vezes e você não – concluo, quase caindo da cadeira quando ela volta a falar.

—Não porque eu também vou querer fazer de novo – assume, rindo fracamente.

WHATT???— Hum ...Sei ..- murmuro com cara de paisagem, tentando imaginar o choque que Tommy teria ao saber que nossa menininha não é mais tão menininha assim ao mesmo tempo em que tento lidar com a imagem de Maddie com o pênis do namorado em sua boca! – Ai me Deus! Não sei Eu estou pronta para isto! – admito em voz alta, fechando os olhos.

—Pronta para que mãe? – Maddie questiona e os abro novamente, sua expressão intrigada fazendo-me sentir vontade de rir.

—Nada não meu amor. Continue por favor – peço, ciente de que havia um “mas” nessa historia – Você também vai querer repetir...Ai, Senhor, definitivamente não estou pronta pra lidar com isto! E Tommy menos ainda...Por que acha que não foi uma boa idéia, então? – questiono.

—Então...Temos aula no colégio, já assistimos alguns filmes educativos, você e papai sempre responderam nossas perguntas de forma clara e honesta, nossa professora de Biologia levou um modelo para a sala a fim de nos mostrar a forma correta de por o preservativo – discursa, me deixando ainda mais tensa – Mas nada faz jus em ver, tocar um órgão vivo! É tão quente e pulsante e grande e grosso e nem imagino como aquilo pode entrar em mim sem machucar ou doer pra caramba e estou com medo, medo pra valer, em descobrir – fala de um fôlego só.

—Oh, Deus! – exclamo, levantando, dando a volta na poltrona, me abanando, um milhão de imagens se formando em minha mente sem que pudesse controlar – Senhor, uma ajudinha aqui, por favor! – suplico, soprando.

—Também sentiu-se assim não foi? Antes de sua primeira vez também ficou insegura não ficou? Quer dizer, não sou anormal em temer essas coisas sou? – questiona, levantando chorosa.

—Não, não, não, de jeito nenhum meu bem — tranqüilizo-a, segurando seus ombros, fazendo-a sentar-se, rezando intimamente para que Tommy não resolvesse vir verificar porque estava demorando a subir – É super normal ter medo, ficar insegura e quem disser o contrario estará mentindo – garanto, sentando no braço da poltrona a seu lado, procurando as palavras certas a dizer – Espera...O que exatamente vocês fizeram? — me pego perguntando.

—Eu segurei o pênis dele em minhas mãos, massageie pra cima e pra baixo como me pediu até ele gozar – conta – Depois ele agradeceu, me beijou e perguntou se podia retribuir e disse sim – prossegue, corando mais forte desta vez – Foi tão...bom! – exclama, ficando tão vermelha que tenho certeza de que se encostasse um palito de fósforo em sua pele, acenderia – É tão bom quanto transar pra valer? Com penetração, quero dizer – pergunta,espremendo os lábios.

Admito: nesta hora queria ter o dom de me transportar para outra dimensão! Se disser que não, alem de estar mentindo, poderia causar um dano irreversível. Por outro lado se dissesse a verdade corria o risco de incentivá-la a vencer o medo e isto poderia trazer conseqüências igualmente irreversíveis. De várias maneiras.

Durante alguns minutos a observo atentamente, optando pela verdade.

—Em primeiro lugar, sexo oral também é transa, só que sem penetração....as vezes – digo, um pensamento cruzando minha mente, escapulindo por minha boca antes que pudesse evitar – Connor não introduziu nada em você não é? – pergunto, apertando as mãos e fechando os olhos, me recriminando pela falta de tato...Delicada como um elefante numa loja de cristais Cait!.

—Não mãe, pode ficar tranqüila – responde, sorrindo meio sem jeito – Ele beijou, lambeu, chupou...

—Ok, ok,ok, não preciso saber dos detalhes! – corto-a, ficando sem graça – Algumas vezes, mesmo sendo sexo oral, os homens introduzem dedos em nossa vagina como forma de nos dar mais prazer...Não acredito que estou falando isto!!... e..

—Dá prazer? É perigoso? Posso perder a virgindade assim? – questiona.

—Pode – respondo direta – Mas falaremos sobre isto com sua ginecologista. Vou marcar uma consulta para que possa tirar todas as suas duvidas – aviso – E sim, dá prazer. Como dizia – retomo, antes que perdesse a coragem – É natural sentir medo, achar que não tem como um órgão se encaixar ao outro, mas se encaixam, pode ficar tranqüila – digo, conseguindo rir – Se disse que não dói estarei mentindo. Dói sim. Às vezes mais, às vezes menos. Especialmente na primeira vez, por mais que seu parceiro seja delicado, cuidadoso. O tempo, a experiência, o conhecimento do próprio corpo além da cumplicidade com seu parceiro são importantes para ir minimizando essa sensação que as vezes prevalece na segunda, terceira transa – explico, vendo pelo canto do olho Tommy surgir na metade da escadaria – Mas vamos deixar o restante para a ginecologista, ok? – sugiro, levantando – Outra coisa: sei que me contou na intenção de que prepare seu pai para essa novidade – antecipo, vendo-o encaminhar-se para cá – Mas vamos dar um tempo. Deixe essa coisa com o Ethan esfriar um pouco ou pelo menos encaminhar-se de vez. Seu pai já está bastante estressado no momento! – pondero, enrugando o nariz numa careta, indicando-o com um gesto de cabeça – E tenham cuidado – peço.

—Teremos mãe – garante pouco antes de ele entrar no escritório.

—O que aconteceu? Por que não subiu ainda? – questiona, olhando de mim para Maddie.

—A culpa foi minha pai – Maddie acusa-se, erguendo a mão e por um segundo temo que esqueça o combinado – Mamãe estava conversando com a mãe de Laura quando entrei. Ai quis saber porque, ela me explicou, começamos a conversar e nem vimos o tempo passar. Sabe como é, papo de mãe com filha! – exclama, me dando um beijo no rosto – Boa noite mãezinha...e obrigada – sussurra em meu ouvido, voltando-se para o pai – Boa noite paizinho – deseja, repetindo o gesto antes de sair cantarolando enquanto sobe as escadas.

—Que bicho mordeu ela? – Tommy pergunta, desconfiado.

—O mesmo que me mordeu – não resisto provocá-lo, envolvendo seu pescoço com os braços, rindo divertida – O bicho mais lindo que há: amor! – friso, beijando-o com ardor.

Em resposta ele envolve minha cintura atraindo-me para si, colando nossos corpos. Sua língua passeia por meus lábios, pedindo e recebendo permissão para invadir minha boca, explorando. Deslizo minhas mãos por seu corpo detendo-me na bunda. Aperto-a forte fazendo-o gemer rouco levando uma mão a minha nuca, agarrando e puxando uma mecha de cabelo, forçando meu pescoço para trás lhe dando mais acesso, aprofundando o beijo e é minha vez de gemer alto, minha própria excitação aumentando ao sentir sua ereção contra minha cintura.

—Tommy! – sussurro sem interromper o beijo, ficando na ponta dos pés, pressionando meu corpo ainda mais contra o seu.

Sinto-me erguida do chão, minhas sandálias ficando pelo caminho enquanto sou levada até o meio da saleta que serve como escritório para nos dois. Segundos depois sou colocada no solo novamente, a maciez do tapete acariciando meus pés pouco antes de ser deitada sobre o mesmo.

Ainda sem interromper o beijo, Tommy começa a despir-se. Desabotoa a camisa, tirando-a rapidamente. Quando vai fazer o mesmo com a calça o impeço.

—Deixa que eu tiro – digo com voz rouca, mordendo seu lábio antes de afastá-lo, ambos ficando de joelho de frente um para o outro.

Abro o botão e zíper enfiando uma mão para dentro, acariciando seu membro, duro, por cima da cueca, fazendo-o suspirar em antecipação.

Propositadamente, me demoro um pouco mais ali, esfregando, sentido-o ficar mais duro a cada segundo, um arrepio de prazer percorrendo meu corpo provocando uma sensação gostosa no baixo ventre.

—Cait, pare de me torturar! – pede, mordendo a ele sensível de meu pescoço e rio travessa – Lembre que é uma via de mão dupla – ameaça, apertando meus seios intumescidos, fazendo-me soltar um grunhido rouco.

Seguro as laterais da calça descendo-a rapidamente, obrigando-o afastar-se um pouco mais, sentando para que pudesse retirá-la. Paro um segundo admirando meu marido, devorando seu corpo com os olhos da mesma forma que me devorava mesmo estando completamente vestida.

Quando ele ameaça abraçar-me, o impeço levando uma mão a seu peito, mantendo-o recostado ao sofá. Ergo um dedo em sinal de que não deveria mexer-se e rir divertido, obedecendo.

Sento em seu colo, as pernas ladeando a cintura, ergo o vestido até a altura de minha cintura e começo a rebolar, esfregando meu sexo sobre o seu ao mesmo tempo em que deslizo as mãos por seu peito, as unhas arranhando a pele, detendo-me no cós da box, insinuando os dedos para dentro, tocando a pele quente.

—Porra Cait, isso não é justo! – reclama, as mãos subindo por minhas pernas até alcançarem a calcinha.

—A vida nem sempre é justo amor – rebato segurando-as, detendo-o quando tenta tira-la, levando-as a boca, beijando as palmas primeiro, sugando e lambendo seus dedos um a um, seus gemidos me deixando ainda mais excitada.

Aquela altura minha calcinha já estava completamente encharcada (assim como sua cueca), meus seios inchados e doloridos, os bicos tão rijos que nem mesmo o tecido relativamente grosso do vestido conseguia esconder. Ambos estávamos no limite do autocontrole. Ponho suas mãos sobre o vestido, erguendo os braços numa ordem silenciosa rapidamente atendida por ele, meu vestido juntando-se a sua camisa e calça. Agora apenas duas pequenas peças de algodão impediam nossos sexos se unirem.

Fico de joelhos, inclinando o corpo até meus seios tocarem seu peito nu, fecho os olhos gemendo pelo prazer que o contato provocava.

Sem pressa, Tommy desliza as mãos por minhas costas, a boca colando-se a meu pescoço, traçando um caminho de beijos, lambidas, mordiscadas e fogo até o vale entre meus seios, detendo-se ai um segundo antes de tomar um, sugando, a língua brincando com o mamilo rijo preso entre os dentes.

—Oh, céus! – sopro quando suas mãos apertam minha bunda, os dedos hábeis buscando minha intimidade – Hummm....Tommy! – sussurro, enroscando os dedos em seu cabelo, puxando mechas sem nenhuma gentileza, ondas de prazer sacudindo meu corpo à medida que seus dedos entram e saem de mim, o polegar pressionando o clitóris – Tommy! – um gemido mais alto escapa de meus lábios antes de me derramar em suas mãos atingindo meu primeiro orgasmo da noite.

Sob protestos, ergo meu corpo um pouco mais, girando-o, ficando sentada de costas para ele. Seguro as laterais de sua box forçando-a para baixo, expondo sua ereção.

—Deita – ordeno, olhando de soslaio, e mais uma vez sou obedecida.

Prendo meu cabelo de lado, inclino meu corpo alcançando o membro ereto sem dificuldade. Começo a lambê-lo fazendo-o grunhir alto. Com o apoio das mãos, coloco-o por completo em minha boca,comprimindo os lábios a sua volta, subindo devagar, lambendo a cabeça antes de retirá-lo, segurando riso ao escutar a torrentes de palavrões ditas por ele. Repito o gesto uma segunda vez, retirando-o um pouco mais rápido desta feita. O introduzo uma terceira vez, parando na metade, comprimindo os lábios novamente, descendo até a base, raspando os dentes na subida. Desta vez não a tempo para retirá-lo: sinto o gozo forte e quente em minha boca, escorregando pela garganta. Limpo o pouco que escorrera pelo canto de minha boca, uma pontada de orgulho me invadindo por não ter engasgado, mal tendo tempo de me recompor.

Num movimento ágil e rápido, Tommy erguer-se, me fazendo deitar de bruços sobre o tapete, descendo minha calcinha já se encaixando entre minhas pernas, penetrando-me em uma estocada única. Solto um grito de prazer ao senti-lo ir tão fundo dentro de mim, gemendo de olhos fechados enquanto mexe os quadris lentamente, saindo completamente só para entrar mais uma vez antes que pudesse protestar, sua pélvis chocando-se forte contra minha bunda com a força do movimento fazendo-me soltar um grito mais alto que o primeiro.

—Te machuquei? – pergunta, parando, tenso.

—Não – minto, em parte, mordendo o lábio. Houve dor, mas também prazer – Continue Tommy, por favor, não pare! – peço, apoiando os cotovelos no chão, erguendo meu tronco, jogando a cabeça para trás, empinando a bunda para ele, rebolando devagar.

—Cait... – geme em meu ouvido e atinjo meu segundo orgasmo – Eu te amo — declara, movendo-se mais e mais rápido até libertar-se dentro de mim, saindo o suficiente para que pudesse girar meu corpo, ficando de frente, recebendo-o em meus braços e dentro de mim mais uma vez – Eu te amo! – repete com voz febril, estocando forte.

—Também ...Te amo! – sopro, extasiada, sentindo meu corpo ser sacudido por espasmos cada vez mais fortes – Tommy, amor... meu amor – balbucio, dobrando os joelhos, lhe dando mais acesso, mordendo seu ombro, as unhas cravadas em suas costas, atingindo meu terceiro da noite, amolecendo em seus braços.

Ele ainda investe mais duas vezes antes de gozar, deixando o corpo cair sobre o meu, o suor escorrendo, misturando-se ao meu.

Ficamos assim, abraçados, por um tempo indefinido, até finalmente nossos corpos voltarem ao normal. Levantamos devagar, visto sua camisa enquanto põe a calça.

—Vou fechar tudo para subirmos – avisa, me dando um beijo rápido.

—Ok – anuo, recolhendo as demais peças de roupa, deixando meu corpo cair sobre o sofá, sorrindo feito boba,sentando sobressaltada logo em seguida – Mas é claro! É isso! Só pode ser isso!! – vibro, tapando a boca com uma mão, rindo divertida – Como pude esquecer? E como ele não esqueceu?? – questiono-me boquiaberta, recostando-me, fechando os olhos, batendo pernas e mãos freneticamente, rindo ainda mais.

—Ok, esse efeito pós sexo em você é novo pra mim! – ouço-o dizer e paro, voltando o rosto em sua direção – Tudo bem amor? – pergunta, assustando-se quando corro a seu encontro, pulando (literalmente!) em seu pescoço, beijando-o demoradamente – Cait está se sentindo bem? – interroga, arqueando uma sobrancelha.

—Muito bem! Maravilhosamente bem! – exagero, ciente que devo estar parecendo uma louca: cabelo desgrenhado, rosto afogueado, camisa grudada ao corpo, mas quer saber? ...NÃO ESTOU NEM AI!- grito por dentro – Sabia que te amo muito, muito, muito,muito, muito mesmo!! – repito cobrindo seu rosto de beijos – É o melhor namorido do mundo Tommy Merlyn! – elogio, soltando-me, arrastando-o pela mão para fora da saleta em direção a escada.

—Ok, agradeço os elogios – diz, apagando a luz com uma tapa ao passar pelo interruptor – Mas nada de sexo depois do jantar em noites de lua cheia pra você. Os efeitos colaterais são muito estranhos! – brinca, enquanto subimos.

—Ah , quer dizer que não gostou foi? Olha que te ponho de castigo por tempo indeterminado viu! – ameaço parando de frente para ele, um degrau acima do que ocupava, dedo em riste – E sabe que falo sério – reforço, soltando um gritinho quando me ergue, jogando-me sobre seu ombro.

—Parando de reclamar em ter, dois, um! – conta rápido, subindo os degraus que faltavam para atingir o topo.

—Por que a pressa, posso saber? – indago, apoiando as mãos em sua cintura, erguendo parcialmente.

—Só aproveitando para garantir uma sessão extra enquanto a lua não vai embora! – responde, apertando o passo em direção a nosso quarto, fazendo-me gargalhar.

“...O meu amor é apenas o maior, o mais bonito;

E por que não, infinito;

E sou feliz, sou feliz e sou feliz;

E não me importa mais nada;

O meu amor, o meu amor!!”

Notas finais
Bjinhos flores