Perfect!
50 Weekend: travel, party, trouble! (I)
Notas iniciais
“In your eyes, I’m alive inside you’re beautiful;
Something so unusual in your eyes;
I know I’m in home (yeah);
Every tear, every fear;
Gone with the thought of you;
Changing what I thought I knew;
I’ll be yours for a Thousand lives..”
For You
Liam Payne with Rita Ora
Edifício Global Merlyn – restaurante (Sexta, 16/10-12:10 p.m)
Tommy
Entro no restaurante anexo ao prédio da Global e paro olhando a volta. Não havia sinal de Cait ou Sheila, por isso decido esperá-las no bar.
—Um uísque cowboy, por favor – peço, despindo o paletó antes de sentar em um dos bancos, pondo-o sobre o banco do lado, apoiando ambos os braços sobre o balcão atento a televisão enquanto aguardo meu pedido, agradecendo quando o barman põe o copo sobre o descanso no balcão a minha frente.
A manhã tinha sido cansativa, porém produtiva. O diretor do órgão nacional de aviação ficara bastante satisfeito com nossa infraestrutura bem como com as condições de nossas aeronaves, o que iria nos render mais quatro rotas domésticas.
Confesso que quando Eddie sugeriu comprar os helicópteros fiquei com os dois pés bem atrás, pois, além de arriscado, o único, até então, com o mínimo de experiência para pilotar esse tipo de aeronave não fazia efetivamente parte de nossa sociedade e por mais que estivesse disposto a nos ajudar não dispunha de tempo já que os negócios da família estavam sob sua total responsabilidade: Oliver.
Mas depois que o filho de um amigo de John, Singer Rock Júnior (nome esquisito!), aceitara o convite e viera trabalhar conosco as coisas haviam deslanchado. Além de competente o rapaz (tinha acabado de completar vinte e três anos quando chegou à empresa) era de uma habilidade de dar inveja! Ele possui o talento natural não precisando forçar a barra para pilotar qualquer coisa que botem em suas mãos, desde um helicóptero de pequeno porte a um jumbo de quinhentos passageiros. Tá é um pouco de exagero meu, mas o moleque é realmente muito bom não apenas em pilotar, mas em repassar o que sabe. Em seu primeiro ano na companhia formara mais quatro pilotos que agora trabalhavam junto a ele, conosco.
—Moleque...tô começando a parecer meu pai falando! –exclamo baixinho, rindo de mim mesmo – Vai ver Thea estava certa quando dizia que nossas brigas eram por sermos parecidos demais – pondero, tomando mais um gole da bebida, sobressaltando-me ao sentir uma mão deslizar por minhas costas seguindo em direção ao abdômen, insinuando-se por entre os botões da camisa ao mesmo tempo em que uma boca é pressionada contra a pele junto a meu ouvido, a voz excessivamente melosa sussurrando.
—O fruto nunca cai muito longe da arvore, não sabia disso Thomas?! – Isabel Rochev declara, mordendo o lóbulo, deixando um beijo antes de retirar-se – O que o traz a estas bandas? A empresa é que não deve ser já que entregou tudo nas mãos daquele seu tio antipático e de sua meio irmã – questiona, sentando no banco a meu lado direito, roçando uma perna na minha ao cruzá-las – Honestamente não consigo entender como foi capaz de fazê-lo depois de ter dado o sangue para tira-la do poço no qual se encontrava quando retornou. Eu não faria – afirma, apoiando o braço no balcão me encarando com um sorriso pequeno.
—Não que seja de sua conta ou lhe deva satisfações, Isabel – começo dizer, sinalizando para o barman servir outra dose – Mas desde o começo deixei claro que não tinha interesse em permanecer na Global após a recuperação de meu pai. Minha paixão é outra.
—Humm, sua esposa sabe disso? – indaga de forma provocativa, pondo uma mão sobre minha coxa, apertando.
—Ela sabe sim – Cait diz interpondo-se entre ela e eu obrigando-a retirar a mão — Desta paixão, não tenho ciúmes – assegura, envolvendo meu pescoço possessivamente, colando seu corpo ao meu, minha mão descansando em seu quadril automaticamente.
—Uhum...sei... Como vai Caitlin? Há quanto tempo não nos vemos, não é? Acho que da última vez ainda era uma mera secretária a serviço de Thomas, correto? Ou seria melhor dizer servindo a ele? – provoca e envolvo a cintura de Cait com um braço ao senti-la impulsionar o corpo para frente, trazendo-a para junto de mim novamente.
—Nos dê licença Isabel – peço, levantando, pegando meu paletó, sinalizando ao barman que iríamos ocupar a mesa vaga a alguns metros de onde estávamos, levando Cait comigo – Recolha as garras, minha gata selvagem! Temos assuntos mais importantes a tratar – digo, conduzindo-a pelo salão.
—Eu sei, mas, neste momento, mais importante para mim é arrancar a pele daquela vaca, sem anestesia, bem devagarzinho, a começar pelo rosto pra tirar aquele sorriso cínico a unhadas!!! – esbraveja, sentando, relutante, na cadeira que puxara para ela.
—Não me tente amor, sabe que adoraria ver isso, seria até capaz de ajudar – afirmo, trazendo minha cadeira para mais perto dela após pendura o paletó no encosto, sentando
—Verdade? Porque me pareceu bem satisfeito em ter a pata dela em sua perna – bufa, estreitando os olhos ao me encarar e lembro (tarde demais) do beijo que Isabel dera – Parece que não foi apenas a pata que encostou em seu corpo não é!? – bufa outra vez, esfregando com força demasiada a mancha em minha pele.
—Ai, ai...Oush, não precisa arrancar o pedaço amor! – reclamo, fazendo uma careta ao sentir seus dedos apertarem e torcerem o lóbulo com força.
—Deixa eu perguntar uma coisa: reclamou quando ela beijou e mordeu? – quer saber e engulo a seco – Foi o que pensei! – exclama, inclinando a cabeça até tocar o mesmo local – Saiba que só não arranco o pedaço, como reclamou, pra não dar o gostinho de vitória àquela vaca...Mas se bobear outra vez, faço você se arrepender Tommy Merlyn! – ameaça, repetindo o gesto de Isabel.
—Ok – digo, fechando os olhos quando morde com mais de força, os lábios aumentando a pressão sobre a pele provocando uma descarga elétrica que se espalha por meu corpo rapidamente – Cait, juro que se não parar com isso agora te arrasto até o canto escondido mais próximo, banheiro, deposito, o que seja, e só vamos parar de foder quando ou se alguém nos flagrar! – alerto, me arrepiando ao sentir seu hálito morno quando ri.
—Isto é uma ameaça ou uma promessa? – rebate, a voz rouca fazendo minha sanidade ficar por um fio.
—O que acha? – devolvo, segurando e puxando sua mão direita, pondo-a sobre minha ereção já evidente (meu segundo erro).
—Isso tudo é pra mim? – pergunta, massageando meu membro por cima da calça, o tecido em lã fria do qual era feita fazendo-me sentir como se o estivesse tocando sem nenhum empecilho, me deixando ainda mais duro.
—Porra Cait, falo sério! Daqui a pouco as pessoas vão começar a notar de tão duro que estou – resmungo, virando-me na cadeira em busca de uma posição que me expusesse menos já que estava afastado da mesa.
—Não respondeu minha pergunta Tommy. É tudo pra mim? – ronrona, manhosa, em meu ouvido.
—Pra você, por você, sempre – respondo, saindo da passividade, segurando seu queixo com firmeza, fazendo-a afastar o rosto o suficiente para que pudesse beijá-la intensamente cessando o contato apenas quando escuto alguém limpar a garganta atrás de nós.
—Boa....Tarde – a voz feminina vacilante diz, limpando a garganta novamente antes de voltar a falar – Desculpa interromper, mas acho que tínhamos combinado almoçar hoje, ou me enganei? – questiona fazendo-nos ergue os rostos para ela – Olá! – cumprimenta com um sorriso amarelo.
—Oh, olá Sheila – Cait é a primeira a se recuperar (mais ou menos já que tinha o rosto mais vermelho do que um pimentão!) – Por favor, sente-se – convida, indicando a cadeira a nossa frente, cutucando minhas costelas com o cotovelo para que me afastasse.
Mas nem a pau! – Como vai Sheila? – pergunto, ignorando as cutucadas.
—Bem, obrigada. Trabalhando bastante para minha alegria – afirma, pendurando a bolsa no encosto da cadeira, apoiando as mãos na borda da mesa com os dedos entrelaçados – Chegaram agora? – pergunta, olhando de mim para Cait alternadamente.
—Eu sim, Tommy há algum tempo – Cait responde – Quer beber algo ou prefere pedir logo? – questiona, tomando a iniciativa de sinalizar para o garçom.
—As duas coisas, caso não se incomodem. Quero poupar tempo porque ainda tenho dois clientes para visitar, mas gosto de tomar uma taça de vinho antes de almoçar – justifica-se, sem graça.
—De forma alguma – Cait assegura -Também gosto – diz, abrindo o menu – Vou querer uma salada Caprese de entrada, um file de salmão na manteiga de ervas com espaguetti ao creme de pistache e legumes dorê e de sobremesa um pavê de maracujá e laranja na taça – pede, empurrando o menu para mim.
—Também vou querer a salada Caprese, um medalhão de filé mignon ao funghi, arroz com champanhe e nozes e para sobremesa um petitt gateau de chocolate com sorvete de creme – Sheila ordena.
—Quero uma salada simples, o filé de salmão na manteiga e ervas com spaguetti a primavera – ordeno, fechando o menu – Para beber me traga uma garrafa de vinho... tinto? – sugiro, olhando de Cait para Sheila, ambas anuindo – Vinho tinto seco.
—Alguma marca de sua preferência? – pergunta, entregando-me a carta de vinhos.
—Me indicaria algum? – devolvo, correndo os olhos pela carta.
—Temos um Chardonnay de uma safra excelente – sugere.
—Pode ser – anuo, devolvendo-lhe a carta — Enquanto aguardamos, podemos começar nossa conversa não acham? – sugiro, reposicionando minha cadeira, recebendo um olhar interrogativo de Cait – Agora já posso... Sheila, Ronnie sabe ou desconfia do envolvimento entre nossos filhos? – pergunto direto, iniciando o assunto que nos levara marcar aquele encontro.
—Acredito que desconfie, Thomas – responde, aguardando o garçom, que retornara trazendo o vinho, abrir a garrafa me oferecendo um pouco para que aprovasse – Ele andou fazendo algumas perguntas recentemente – prossegue quando o homem se retira após nos servir – Queria saber se Laura estava saindo com alguém, caso estivesse quem era o garoto, se estudava com ela ou era da vizinhança. Pressionou-me o quanto pôde, mas disse-lhe não saber – completa, tomando um pouco de seu vinho – De certa forma não menti porque não sei se estão ficando ou namorando. Hoje em dia é tão difícil entender a relação dos jovens.
—Verdade. Não é nada fácil ser mãe de adolescente nos dias atuais– Cait concorda, girando sua taça – Admito que não gosto muito dessa história de ficar. É muito, digamos, instável.
—Sim. Nunca sabemos o que está rolando, como eles dizem. Meu pai fica louco quando escuta as conversas das meninas sempre que vão lá em casa – comenta, suspirando – Mas fazer o que? É assim que eles querem. Só nos resta orientá-los e rezar para não fazerem bobagem – afirma, rindo sem graça.
—Falou igual o meu sogro – comento, ambas rindo divertidas – Gostamos muito de Laura, Sheila. Ela é uma menina adorável – garanto vendo-a sorrir carinhosamente – Por isso já chamei atenção de nosso filho sobre o comportamento com ela – aviso – Não somos, nenhum de nós, ingênuos a ponto de pensar que essa relação vá se limitar a beijos e passeios de mãos dadas. Se na nossa época já não era imagine agora – prossigo, fazendo-as corar – Mesmo assim, não acho que tenham ido muito além disto.... por enquanto.
—Se não foram foi por pura falta de oportunidade – Sheila afirma, nos surpreendendo – Se já viram os dois juntos, sabem que estou falando a verdade– continua endireitando a postura – Como disse Thomas, não sou ingênua. Vi a forma como Ethan olha para ela e vice-versa, e minha filha me confessou sentir desejo por seu filho – revela, rindo de nossa reação – Fiquei igual a vocês, mas prefiro que ela continue sendo honesta comigo – faz uma pausa parecendo decidir algo – Apesar de Ethan não ser o primeiro garoto com quem se envolveu Laura ainda é virgem.
—Eu sei, Maddie me contou – Cait se adianta — Elas conversam bastante sobre isso. Como saber qual o momento certo, o garoto certo, até onde ir sem parecer fácil demais, essas coisas que sabemos bem – diz, enrugando o nariz numa careta engraçada.
—E como sabemos! – Sheila exclama, sorrindo com cumplicidade – Essas dúvidas nos perseguem mesmo depois da primeira vez. Será que me precipitei? Será que era ele mesmo o cara certo?...
—Isto seguido do famoso Eu devia ter esperado mais um pouco – Cait acrescenta, fazendo aspas no ar – Além do será que vamos continuar namorando ou vai me deixar agora que conseguiu o que queria? E...
—Será que poderíamos voltar ao assunto, por favor? – peço, sentindo-me excluído além incomodado. Era difícil ouvir aquilo sabendo que fui responsável por esses mesmos questionamentos no passado e, principalmente, que minha filha deveria estar se fazendo as mesmas perguntas em relação ao namorado.
—Desculpa amor, esquecemos que você já provocou as mesmas duvidas um dia! – Cait pede, me “lendo” facilmente, acariciando e beijando meu rosto.
—Complicado estar do outro lado né? – Sheila questiona, solidária – Há quanto tempo Maddie namora?
—Entre idas e voltas, três anos e meio se levarmos em conta os meses que começaram a ficar nas festinhas da escola, antes de Connor a pedir em namoro oficialmente ao pai em plena festa de réveillon – Cait lembra, os olhos brilhando.
—Ah, que fofo! – Sheila exclama – Ele me parece ser um rapaz especial, assim como Ethan – completa, polidamente.
—E é. Os dois são – minha esposa anui – Não é porque ele seja nosso filho, entenda, mas Ethan é um garoto muito bom e relativamente tranquilo para a idade. Sequer cogitou ou tentou desobedecer Tommy no que diz respeito ao uso do carro que ganhou do avô e acatou tudo que dissemos a respeito de seu envolvimento com Laura – conta, silenciando quando nossos pedidos chegam.
—Pedi para Cait marcar este encontro com você, Sheila, por essa razão. Queríamos sabe sua opinião sobre esta relação e decidirmos juntos como agir com seu ex marido – tomo a palavra após o garçom terminar de servir e retirar-se, aguardando-a responder antes de emitir minha opinião.
—Não me oponho de forma alguma – garante – Quanto a Ronnie, bem, ele tem ciúmes da filha independente de quem seja o pretendente, mas sem dúvida irá ter um ataque quando souber tratar-se de seu filho – afirma – Honestamente não sei que atitude tomar. Se tentar esconder e ele descobrir por terceiros ou flagrar os dois ficará furioso, terá a mesma reação se contar-lhe, então estou de mãos atadas. Na verdade, meu maior temor é que decida cumprir a ameaça de me tirar a guarda de Laura – assume, mordendo o lábio.
—Acha que pode chegar a este extremo? – Cait pergunta, apreensiva.
—Não sei. Em se tratando dele tudo é possível – responde sincera.
—Neste caso, prefiro sermos nós a contar-lhe – afirmo fazendo-as me encararem assombradas – Quero deixar claro para ele que se tentar alguma coisa contra meu filho vai se arrepender – ameaço.
—Não sei Thomas, não me parece uma boa ideia – Sheila diz, temerosa – Ronnie anda muito estranho ultimamente, mais estressado do que o normal, irritadiço, procurando motivo para discutir com quem quer que seja por qualquer coisa e ainda tem essas constantes e misteriosas viagens. Mal chegou de uma e já saiu em outra – revela.
—Ele viajou? – me surpreendo.
—Ontem à noite – confirma – Vai ficar duas semanas e meia fora. Passou em casa para despedir-se e avisar que depositara a pensão de Laura. Parece que desta vez os pais foram com ele – comenta.
—Neste caso ganhamos um tempo para nos prepararmos. Essa é a melhor opção. Também não me agrada a ideia de ele saber por terceiros ou flagra-los. Isto seria mil vezes pior do que ficar sabendo por nós – argumento.
—Sei que tem razão Thomas, mesmo assim temo a reação que Ronnie terá – Sheila reafirma, estalando os dedos nervosa.
—Eu também meu amor – Cait assume — Façamos o seguinte: vamos refletir durante estas semanas, com calma e decidimos o que fazer, o que acha? – sugere, me encarando ansiosa.
—Pode ser – cedo vendo-as respirar aliviadas, pegando meu celular que vibrava, lendo a mensagem de Jimmy – Mas continuo achando ser essa a melhor opção – insisto, respondendo a ele com um áudio — Confirme o plano de voo para mim por favor, Jimbo – peço, despertando a curiosidade de ambas – Já que Ronnie está viajando e nos entendemos com Sheila, acho que poderemos viajar afinal de contas – explico.
—Vão viajar? – Sheila pergunta, corrigindo-se – Desculpem, nem sempre consigo controlar minha curiosidade – pede, sem graça.
—Sem problema – afirmo, sorrindo — Vamos sim, mas apenas nós dois. As crianças ficam...
—Somente pelo final de semana – Cait acrescenta rápido me fazendo rir mais.
—Este final de semana e nem pense em desistir! – aviso, recebendo a resposta de Jimmy – Pronto, nosso plano foi confirmado. Partimos amanhã as seis.
—Tão cedo?! – Cait reclama fazendo uma careta – Não vai dar para nos despedirmos das crianças direito.
—Fazemos isto hoje à noite – digo, voltando a comer.
—Segunda lua de mel? – ouço Sheila perguntar.
—Tecnicamente a primeira já que casamos alguns meses depois que dei à luz e por conta de tudo que foi acontecendo acabamos protelando e protelando...Nossas mães morreram...Enfim, acabei deixando pra lá – lembra, suspirando.
—Mas eu não e vou corrigir nem que seja em pequenas prestações – brinco, segurando e beijando a mão de minha esposa, ganhando um de seus sorrisos doces em resposta.
—Para onde vamos mesmo? – quer saber, curiosa.
—O’ahu – revelo vendo seus olhos brilharem.
—Hummm, Havaí! – Sheila suspira – Estive lá uma vez, a trabalho. Amei. Bom que podem ter tanto o lado turístico quanto, dependendo em qual ponto da ilha onde ficarem, certa privacidade – comenta, contando-nos um pouco de sua passagem por lá.
Seguimos o almoço num clima ameno, conversando sobre viagens e filhos (como não podia deixar de ser) combinando novo encontro antes do retorno de Ronnie, nos despedindo logo em seguida.
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Telhado do Colegio St. Andrew — Estufa (12: 35 p.m)
Ethan
Deslizo as mãos pela lateral do corpo de Laura insinuando-as por sob a blusa, erguendo-a lentamente até retirá-la, interrompendo o beijo, aproveitando para retirar minha camiseta também, voltando a me posicionar entre suas pernas (estava sentada sobre uma das mesas do lugar), retomando o beijo, intensificando-o ao escutá-la gemer ao contato de pele contra pele, o que só aumenta minha excitação.
Abandono sua boca quando o ar nos falta, deslizando meus lábios por seu pescoço, detendo-me ao alcançar o vale entre os seios. Sugo a pele mordendo de leve fazendo-a enroscar as pernas em minha cintura deixando-me muito perto de perder o controle.
Havia prometido a ela (depois que me recuperei da empolgação por ter aceito minha proposta!) que pegaria leve, não iria pressioná-la de forma alguma a fazer nada que não quisesse e pretendia cumprir. Só não pensei que seria tão difícil!
Porra, desse jeito vai ser complicado!, penso ao sentir as mãos delicadas explorando meu corpo, apalpando, arranhando, me deixando tão duro que chega a doer. Suspiro mantendo minha boca colada à sua pele, beijando os bicos rijos por cima da renda rosa enquanto levo as mãos ao fecho do sutiã, abrindo-o, aguardando um segundo esperando o protesto. Como este não vem, desço uma alça liberando seu seio direito. Distribuo pequenos beijos por toda extensão da pele alva vendo-a arrepiar-se. Pendo o bico entre os dentes apertando cuidadosamente provocando mais gemidos, o som estridente do toque da campainha fazendo-a retesar-se.
—O primeiro toque Ethan. Precisamos descer – lembra, me afastando delicadamente, libertando-me ao soltar as pernas.
—Não dá pra ficar só mais um pouquinho? – peço, observando-a erguer e fechar o sutiã antes de vestir a blusa – Meu próximo horário é vago.
—Mas o meu não. Tenho aula da senhorita Gallagher e sabe como ela é quando nos atrasamos – rebate, entregando minha camiseta – Anda, veste a camisa que não quero ninguém secando meu namorado.
—Seu namorado!? Sou seu namorado é? – questiono, me vestindo, rindo ao vê-la corar lindamente – Então, namorada, também não quero que nenhum moleque se engrace com você, fui claro? – afirmo, envolvendo sua cintura, o sorriso doce me fazendo enxergar o que até então me negava: estava apaixonado.
—Claríssimo! – exclama, me dando um selinho, sobressaltando-se ao escutar o segundo toque – Ande Ethan, ou vou me atrasar – ralha, me estapeando.
Ajudo-a descer da mesa segurando sua mão enquanto saímos juntos da estufa, correndo pelas escadas, nos separando com um beijo antes de entrarmos no corredor de acesso as salas.
Observo-a correr entrando na sala de Biologia pouco antes da professora evitando a bronca. Sorrio, seguindo na direção oposta, visualizando minha irmã, o namorado, nossos primos, primas e amigos conversando nas escadarias de entrada.
—Só estou dizendo que seria legal fazermos isto para ela, nada mais – Alexa declarava sentada sobre um dos umbrais tendo Kelly recostado a ela – Ela bem que tá tentando disfarçar, mas dá pra ver a tristeza no olhar – completa.
—Estão falando de quem? – pergunto, sentando em um dos degraus.
—Sarah – Maddie responde e ergo os braços franzindo o cenho – Os pais dela estão se divorciando e cancelaram a festa de aniversário – explica.
—Sério? – pergunto, surpreso.
—Seríssimo – Alexa confirma – Pior: de última hora. Estava tudo pronto e resolveram cancelar. A secretária da mãe dela está ligando para todo mundo avisando – informa.
—Que chato cara – digo, me apoiando nas pernas de Maddie.
—Põe chato nisso, ainda mais se tratando de quinze anos – minha irmã relembra.
—Por isso acho que deveríamos nós fazermos a festa para ela – Alexa repete o que dizia quando cheguei – Não precisa ser nada grandioso como certamente seria a que os pais iriam fazer, mas não passaria em branco e ainda ajudaríamos a levantar o moral de nossa amiga.
—Tá, mas onde e o que faríamos? Já aviso que minha mesada acabou! – Camile diz, erguendo uma mão.
—E quem ainda tem alguma grana a esta altura do mês? – Kelly questiona nos fazendo rir.
—Maddie, acha que seus pais permitiriam fazer lá na casa de vocês? Assim, tem mais espaço, uma cozinheira fan...
—ISSOO! – o grito de Alexa corta a fala de Mariana e nos assusta ao mesmo tempo – Acabo de ter uma ideia incrível, extraordinária, totalmente demais! – exclama, saltando da mureta, quase derrubando meu primo – E se ao invés de uma festa fizéssemos, digo a governanta de vocês fizesse um almoço bem legal, levássemos a Sarah para passar o dia com a gente na piscina e no final da tarde rolar uma baladinha para alguns amigos dela e nós, evidente? Além de comemorar o níver ainda a tiraríamos da zona de batalha que está a casa dela, o que acham? – questiona, nos olhando curiosa.
—Não sei Alê. Nossos pais provavelmente irão viajar este final de semana e não acho que permitirão – Maddie pondera.
—Por que não Maddie? – questiono – Não seria nenhuma festa, apenas um almoço e uma baladinha no final da tarde, nada demais – negocio, uma ideia surgindo em minha mente – Posso aperfeiçoar sua ideia Alê? – pergunto, ignorando o olhar de advertência de minha irmã – Por que não fazem como no nosso aniversario? Vão lá pra casa no sábado à tarde, dormem lá, a gente aproveita e faz uma sessão de cinema...
—Naquela sala maneira que tio Tommy montou! – Kelly me interrompe, vibrando.
—Passamos o domingo na piscina, jogamos, vemos mais filmes, a senhora Logan prepara um almoço especial, um bolo, pedimos as tias Maxx e Caroline uns cupcakes, o Nick aqui organiza uma seleção de músicas maneiras e terminamos o dia com uma balada e o parabéns – sugiro.
—Pode ir tirando o cavalinho da chuva se pensa que a Laura vai estar incluída no pacote maninho! – Maddie se adianta, não me dando chance falar – Posso falar com nossos pais sobre o domingo e até gosto da ideia de Sarah dormir lá em casa pra tirar ela do olho do furacão, mas só! Não vou pedir permissão pra mais nada e se eles disserem não vai ser não e pronto – avisa.
—Tia Cait vai dizer sim e convencer tio Tommy a fazer o mesmo porque eles são muito legais – Alexa comemora, dançando – Vai ser um final de semana muito show! Já vou falar com a Sarah agora mesmo – diz, saindo antes que qualquer um de nós pudesse impedir.
—Ai Senhor, agora vou ficar na obrigação de convencer o pai e a mãe! – minha irmã se desespera.
—Relaxe amor, vai tirar de letra – Connor finalmente se pronuncia.
—Isso aí maninha. E eu te ajudo – me ofereço.
—Mas nem pensar! Você vai é estragar tudo se meter o dedo. Deixa que cuido disso – avisa.
—Nos avisa caso os tios permitam para que possamos te ajudar Maddie – Camile pede.
—Aviso – concorda minha irmã enquanto nos levantamos ao novo toque da campainha, retornando para o interior do colégio.
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Residencia Tommy e Cait (22:00 p.m)
Cait
—Mãe, pai, posso entrar? – Maddie pergunta batendo a porta.
—Pode amor – libero, dobrando uma saída de praia – Está sem sono princesa? – questiono ao vê-la sentar sobre o colchão mordendo o lábio como faz sempre que está insegura – O que houve Maddie? Algum problema na escola? Com Connor? – pergunto sentindo um frio no estomago. Ainda não havia conversado com Tommy sobre os “avanços” no relacionamento entre ela e o namorado e aquele definitivamente não era o melhor momento para fazê-lo.
—Não, está tudo bem com os dois – garante, inquieta.
—Então porque está tão inquieta? – quero saber.
—É o seguinte – começa dizer tomando um folego profundo antes de voltar a falar – Temos uma amiga, Sarah Greene, ela fara quinze anos no domingo e teria uma big festa programada. Só que os pais dela decidiram separar e resolveram cancelar tudo de última hora. Isto não seria problema se não estivessem pondo ela no meio da briga deles, falei que está sendo uma separação litigiosa? – questiona respondendo a si mesma – Não né. Mas estou falando agora. Então ela está muito deprimida e nós, eu e as meninas, a Alexa pra ser mais exata, pensamos se poderíamos fazer a festa dela aqui em casa, só que não seria uma festa, festa porque não temos dinheiro então pensamos em convidá-la para dormir aqui no sábado, assistir filmes e passaria o domingo com a gente também, a senhora Logan prepararia um almoço especial, as tias Maxx e Caroline traria cupcakes e o bolo, ou a senhora Logan o faria, não sei, e finalmente no meio da tarde, antes de anoitecer, faríamos uma baladinha para encerar depois do parabéns. Vocês deixam? – conclui soltando o ar que em algum momento prendera, olhando de mim para Tommy, que se encontrava estático em meio a porta do banheiro segurando a toalha de rosto com a qual se enxugara após fazer a barba, tão boquiaberto e perdido quanto eu – Tenho a permissão de vocês? – reinquire ansiosa.
—Tommy?!? – olho em sua direção, confusa.
—Só não peço para que repita tudo de novo porque se já fiquei zonzo da primeira vez imagina uma segunda! – exclama e rio –Pelo que entendi, quer comemorar o aniversário de uma de suas amigas aqui em casa com um almoço, no domingo, é isto? – pergunta, ela acenando afirmativamente – Quando exatamente?
—Depois de amanhã – esclarece, completando rápido – Sei que estarão viajando, mas vovô Snow e vovô Merlyn estarão aqui e como disse pedirei ajuda as tias portanto também estarão conosco e tem tio Ollie e tia Lissy, tio Jimmy e tia Sylvie...
—Ok, ok, já entendi – Tommy a interrompe, respirando fundo, me encarando durante alguns minutos – Madeleine, se me prometer que essa...baladinha no final do dia não saíra de controle e que não darão trabalho as pessoas que citou, pode fazer o que pediu – libera, ela saltando da cama num pulo, indo até ele, pendurando-se em seu pescoço.
—Obrigada paizinho, muito obrigada! – agradece, lhe dando mais beijos – E posso chama-las para a sessão de cinema em casa no sábado?
—Laura pode até vir, mas nada de dormir aqui sem nossa presença – me adianto – Está ouvindo Ethan? – estico o pescoço vendo-o surgir a porta, um sorriso sem graça no rosto.
—Ok, mãe – anui, sentando a meu lado – Contanto que consigamos fazer a Sarah feliz é o que vale – afirma.
—E nada de bebidas – Tommy avisa, ele e Maddie juntando-se a nós – Falo sério Ethan. Sem bebidas ou ficam de castigo por tempo indeterminado e nem pense que não iremos saber – alerta.
—Relaxa pai, não teremos bebidas...Nem Laura! – acrescenta, fazendo uma careta.
—Pode deixar pai, me encarrego disso- Maddie assume – Agora, para onde vão mesmo? – muda de assunto, pondo uma de minhas blusas em frente ao corpo.
—O’ahu – digo, sorrindo.
—Humm, Havaí!! Vai ficar nos devendo umas férias por lá pai – avisa, levantado – Obrigada por permitirem fazer a festa. Vai ser muito bom poder ajudar a Sarah a esquecer a barra que está enfrentando ao menos por umas horas – afirma – Vamos deixar vocês terminarem de arrumar as malas em paz. Façam uma boa viagem. Liguem quando chegarem pra dizer um Oi- pede, me dando um beijo, fazendo o mesmo com o pai, aguardando o irmão.
—Valeu pai, mãe. Aproveitem a folga dos pestinhas! – brinca, desviando da tapa que lhe dou – Boa noite e até domingo à tarde – deseja, repetindo o gesto de Maddie, os dois saindo juntos.
—Acha que podemos confiar neles?- questiono assim que saem, me voltando para Tommy.
—Neles sim, nos amigos talvez – admite, pegando o celular – Por isso vou falar com nossos pais e Oliver agora mesmo – informa, sentando recostado a cabeceira.
Sorrio voltando a arrumar minha mala, terminando quase ao mesmo tempo que ele termina a última ligação.
Ponho minha mala junto a sua, minha bolsa com documentos apoiada a elas, as roupas que escolhemos para viajar no encosto da poltrona. Olho a volta para me certificar que não esquecera nada, inclinando a cabeça ao senti-lo me envolver em seus braços, os lábios colando-se a meu pescoço.
—Pronta para um final de semana relaxante? – questiona e rio pelo nariz.
—Prontíssima, apesar de temerosa em deixar as crianças sozinhas por tanto tempo – assumo, girando em seus braços, envolvendo seu pescoço.
—Não estarão sozinhos meu amor. Um verdadeiro exército foi acionado para cuidar de nossas ferinhas! – brinca, me dando um selinho, me encarando por alguns segundos antes de perguntar – Lembrou?
—Uhum, lembrei sim – afirmo, beijando-o mais demoradamente.
—E?? – interroga, me conduzindo para a cama.
— Fazem exatos três anos e nove meses que, após quase atropelar um corredor distraído...
—Ah eu que estava distraído?? – me interrompe e rio.
—Ambos estávamos – corrijo-me, mordendo seu queixo – Depois de quase te atropelar a caminho da entrevista de emprego que definiria minha permanência ou não em Starling, tendo conseguido o emprego mesmo depois de haver me atrasado e o corredor ser o meu novo patrão...
—Cait, não me enrole! – reclama, me derrubando sobre o colchão – Lembrou ou não? – reinquire e sorrio, mantendo o suspense um segundo antes de falar.
—Há exatos três anos e nove meses aceitei seu pedido de namoro e pouco depois começamos a dividir o mesmo teto – revelo, ganhando um de seus sorrisos lindos como recompensa – O que só me faz te amar mais e mais por lembrar desses pequenos detalhes.
—Nada que se refere a nós é pequeno demais para que não lembre meu amor – declara, me beijando com ardor....
Continua.
“....Been wainting for a lifetime for you;
Been breaking for a lifetime for you;
Wasn’t looking for love ‘till found you;
Ooh na-na ayy;
For love,’till I found you (oh)...”

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