Perdida Na Tempestade

77 O sofrimento do amor inabalável...


Notas iniciais
OLaaaaa pesssoas fofas e lindassss! Sim, eu sei que sumi.... Sim, foram muitos feriados, e eu fui para São Paulo fazer alguns exames... Mas SIM, eu trouxe, um? Nãaaaaooo, então, seriam, dois??? NÃAAOOOO! Eu trouxe, quatro, isso meeessssmo pessoas lindas Eu trouxe 4 caps! Bora ver o que deu ruim???

O dia ainda estava amanhecendo no shiro, mas apesar das circunstâncias, havia pouco movimento de servos e convidados, e isto se dava ao fato da ocasião ter sido bem organizada e com certa antecedência. A maioria dos casais ainda estava em seus aposentos, aproveitando o descanso merecido. Hikaru e Minara eram um desses casais. Embora o youkai já tivesse se levantado da cama ainda de madrugada para a reunião, uma sensação de angustia, o tomara, de tal forma que assim, que a mesma acabara, ele retornara ao seu aposento, e abraçou forte sua fêmea que ainda dormia.

Logicamente sua angustia fora sentida também por Minara, e ela acabou despertando para acalentá-lo.

—Hikaru? O que houve? Algum problema com a reunião? –Murmurou Minara voltando-se para ele na cama.

—Não... Está tudo bem... Eu... Só senti a sua falta... –Disse o youkai, acariciando o rosto de sua fêmea.

—Mentiroso... Eu sinto o que você sente, amor... Você está preocupado, não é? Pode me contar... –Minara continuou encarando-o languida de sono.

—Eu sempre me preocupo... Especialmente com sua segurança, Mina. A reunião foi, para nos deixar a par do que aconteceu com você e comigo... Eles ainda não sabem quem ou o quê, está nos perseguindo, mas sabem que se trata da mesma criatura... Mas não se preocupe meu anjo. Eu tenho certeza de que vamos encontrá-la em breve... –Hikaru murmurou levemente incomodado.

—Não tenho tanta certeza disso, Hikaru... Eu não me lembro de nada do que me aconteceu, mas pelo estrago que aquela coisa causou, quando me atacou, não me parece que seja algo fácil de deter... –Minara respondeu com seriedade.

— Vai ser detida, mais cedo ou mais tarde... Nós, os generais, estamos empenhados nisso, já que todos nós temos nossas famílias para proteger. Sesshoumaru me pediu para contar à você sobre uma novidade que o está afligindo... Ele vai ser pai... –Hikaru contou a novidade para tirar a atenção de Minara do assunto.

—Sério? A Rin tá grávida, também? Que boommm! Mas, pera, será que eu vou ser a última a ter um filhote? –Minara disse sentando-se na cama.

—Haha... Mina, porque está dizendo isso? –Hikaru riu-se dela.

—Ora, por que! A Kagome está grávida, e a Ritorïri está só aguardando o seu cheiro mudar para dar a notícia, e agora a Rin Também, e isso quer dizer que só fica faltando, a Janis, Kikyou e eu! E olha que a Janis ainda não chegou, e eu já estou na expectativa, dela chegar dizendo que tá grávida também! –Minara confessou sua preocupação corriqueira.

—Porque esta tão ansiosa, com isso, Mina? Acabamos de nos unir! –Hikaru murmurou ainda rindo da pressa dela.

—Ora! Você não sabe? Se uma hanma demora a engravidar de um youkai, é sinal de que ela talvez nunca possa gerar um filho dele! Quanto mais cedo eu ficar grávida, mais tranquila vou ficar... Além do mais, vai ser bom para os filhotes crescerem todos juntos, na mesma época!–Minara afirmou sorrindo alegremente.

—Entendi ... Mas infelizmente, não é a Rin que está prenhe. É uma das concubinas de Sesshoumaru, uma Inu youkai chamada Kurome. Estamos todos em alerta por causa de possíveis retaliações do clã dela. Mas, quanto a você emprenhar, minha princesa, está tudo bem! Você ficará grávida quando tiver que ficar, não se preocupe, meu amor... Em breve vamos ter o nosso filhote, e eu vou poder fazer amor com você quando estiver barriguda... -Sussurrou o youkai tigre malicioso, para sua fêmea que sorriu melancolicamente.

—Ah... Coitado de Sesshoumaru... É mesmo uma pena... Mas a gente sempre acaba pagando pelas nossas atitudes erradas, e principalmente pelos nossos julgamentos para com os outros... –Disse Minara após um beijo rápido, nos lábios de seu macho.

—Nem me diga isso... Eu não quero nem pensar que talvez possa perder você por qualquer erro que eu cometi no passado... –Disse o youkai resignado, antes de debruçar-se sobre ela e beijá-la novamente, desta vez, com toda a sua paixão.

—Hikaru, você não vai me perder... Eu sou parte de você, lembra? E eu te amo... Além disso, o que você poderia ter feito de tão errado, que poderia me afastar de você? –Minara sussurrou curiosa.

—Eu não sou nenhum santo, Mina, você sabe disso... Sou um Daí youkai, e um general... É lógico que já cometi erros imperdoáveis... –Respondeu o youkai desviando o olhar.

—Hikaru, você sabe que eu amo você mais do que tudo, e que vou permanecer ao seu lado, independente do erro que você tenha cometido... Olha... Eu sei que ser um youkai na sua posição, é quase um sinônimo de se ter muitos pecados. Mas desde que eu era pequena, desde muito antes de você se tornar um general, e passar por todo o sofrimento que você passou aqui, nas terras do oeste, eu me lembro de ver uma tristeza muito grande nos seus olhos... Eu sempre quis saber qual era o motivo disto, mas acho que eu era pequena demais, e acabei não me importando... E recentemente, quando nos reencontramos, eu vi novamente essa tristeza, enorme nos seus olhos, mas desta vez, há um medo igualmente forte, que se misturou à ela... Eu... Sou sua fêmea, Hikaru... Conte-me o motivo de tanta angustia meu amor... Não é justo que você carregue um peso destes, por tantos anos, sozinho... –Minara disse, enquanto acariciava os cabelos dourados do youkai, que encarava-a surpreso, e com seus olhos marejados.

—Mina... São coisas muito antigas... Você não precisa se preocupar... –Hikaru murmurou tentando dissimular a conversa.

—Como não me preocuparia? Hikaru ouça o que você está dizendo! É claro que eu devo me preocupar, com você! O que quer que você esconda dentro de você, é algo que não precisa ser escondido de mim! Eu sou sua fêmea, e sua amiga! Por favor, confie em mim... Você... Está se consumindo por conta dessa agonia... –Minara disse, com seriedade, enquanto apertava as mãos do youkai que sabia que ela estava certa.

—Eu confio em você Mina... Sempre confiei... Você tem razão, eu devo me abrir para você... Mas realmente, não é nada fácil para mim, contar a alguém sobre meu passado... Prova disso, é que nem mesmo meu pai, sabe muito sobre minha vida antes dele me encontrar... O que posso te dizer é que, eu vou ficar, bem enquanto você estiver comigo... Todo o meu medo, vai acabar passando uma hora ou outra... –Hikaru começou a falar, enquanto recostava-se na cabeceira da cama, para colocar-se ao lado de Minara que fez o mesmo.

—Como assim, antes do seu pai encontrar você? Você não viveu sempre com ele? –Minara perguntou curiosa e surpresa.

—Não... A fêmea que me pôs no mundo, fugiu do meu pai quando emprenhou de mim... Ela vivia em um reino muito distante de onde meu pai e seu clã viviam. Ela dizia que queria um filho Gorudën Taiga por que ele seria belo e forte, e apenas isso importava... Eu vivi com ela por mais de 60 anos, até que ela foi assassinada... Pouco tempo depois, meu pai, me encontrou, e nós viemos para as terras do oeste. Posso dizer que minha vida neste curto espaço de tempo, não foi nada fácil... Meu objetivo de vida era me tornar mais poderoso e forte, apenas para orgulhá-la. Treinei como um louco e entrei em diversas contendas, para conseguir riqueza e poder, e por conta disso, matei muitos inocentes... –Hikaru murmurou deixando algumas lágrimas frias descerem pelo rosto. Minara contemplou surpresa o quanto aquele assunto mexia com o youkai, e ao perceber que ele se calara, o abraçou fortemente.

—Está tudo bem meu amor... Eu estou aqui com você... Você não deve se culpar pelos seus erros desta época... Você era muito jovem, e não era bem orientado... Sempre que se sentir angustiado, quero que você me conte um pouco mais, está bem? Deste modo você vai se sentir mais confiante e aliviado... – Minara murmurou enquanto acariciava o rosto de Hikaru que sorriu para ela.

—Está bem, Mina... –Sussurrou ele, antes de beijá-la novamente, de maneira possessiva, deitando-a na cama, e encaixando sutilmente seu corpo, no dela.

—Eu te amo... Muito... Muito... –Sussurrou ela, sorrindo embriagada de desejo, entre os beijos e carícias do youkai.

—Eu também te amo... Não suportaria perder você... Não suportaria viver sem ter você comigo, minha princesa... Meu amor... –Hikaru sussurrou, enquanto afundava seu rosto, entre os seios de Minara, aproveitando para beijá-los e chupá-los demoradamente, arrancando suspiros e gemidos abafados de sua fêmea.

Os dois fizeram amor, calorosamente, enquanto o dia amanhecia, e naquele momento em que o sol já estava se erguendo pela manhã dormiam nus e abraçados.

O sol fez Hikaru despertar primeiro novamente, e assim que abriu os olhos, o youkai olhou para Minara que dormia em seu peito. A simples visão dela, junto de si, o acalmou profundamente, embora a sensação de angústia ainda estivesse lhe assombrando. Permitiu-se ficar ali naquela posição, aproveitando cada segundo do calor de Minara, enquanto seu coração temeroso lhe dizia que algo de muito ruim estava para acontecer.

Enquanto o sol nascia, Sesshoumaru buscava uma maneira de contar à Rin, sobre o filhote de Kurome. Já de volta à seu aposento, após a reunião, ele estava sentado em sua poltrona favorita, na grande varanda, do lado de fora do aposento, enquanto sua atenção se mantinha fixa em Rin que dormia ingenuamente em sua cama. Subitamente mas sem fazer nenhum som, ergue-se da poltrona e caminhou até o guarda corpo, para observar ao longe, o vilarejo que estava instalado aos pés da montanha do Mikadzuki no Shiro e a movimentação de seres, que iam e viam. Sua mente divagava buscando as palavras que ele deveria usar para explicar à Humana, a sua situação. Neste instante a jovem suspirou denunciando que acordava e o youkai prontamente voltou-se novamente para o aposento, e caminhou até a cama, para aproximar-se ainda mais dela.

—Bom dia meu amor... –Murmurou ela ao abrir os olhos lentamente, e contemplar o belo rosto de Sesshoumaru lhe encarando.

—Bom dia, Rin... –Disse ele, enquanto afastava uma mexa dos longos cabelos da miko, que cobria seu rosto.

—Você está bem, meu amor? Como foi a reunião? –Perguntou Rin, enquanto sentava-se na cama.

—Está tudo bem, Rin... Apenas... Há algo que eu tenho de lhe contar... –O inu youkai disse, sem rodeios. Estava prestes a dizer tudo, o que se propunha, mas o estômago de Rin roncou alto o suficiente para que ele ouvisse.

—Ohh.... –Rin exclamou, corando-se, inteira.

—Venha Rin, primeiro você precisa se alimentar... Vamos tomar o desjejum e depois conversamos... –Sesshoumaru disse com um sorriso, enquanto a erguia pela mão.

Rin apenas fez um gesto positivo com a cabeça, antes de levantar-se da cama, e ir direto ao enorme banheiro de mármore branco, com detalhes em dourado.

Fez sua higiene matinal, e depois saiu para vestir-se com um dos quimonos que ela havia ganhado em Meikakuna Mün. Mas quando saiu, não encontrou o olhar carinhoso de Sesshoumaru, sobre si.

A humana estranhou o fato de ele ter saído do aposento sem avisá-la, no entanto julgou que pudesse ser algo urgente.

Rin vestiu-se, penteou-se e perfumou-se, terminando finalmente de se arrumar o mais rápido que pode, apenas para ir o mais rápido possível encontrar seu macho.

O inu youkai, havia voltado à sua poltrona em sua varanda, para esperar por Rin, quando sentiu o cheiro de Kurome, muito próximo de onde ele estava. Rapidamente seus instintos lhe indicaram que ele deveria encontrá-la antes que ela tentasse algo.

Sem perder tempo, Sesshoumaru saiu silenciosamente do aposento, indo direto para onde o cheiro estava mais forte.

Passou pelo grande corredor e chegou às escadas, descendo-as em seguida, e rumou para o grandioso salão que estava integrado aos jardins laterais e frontais. Caminhou calmamente por entre as mesas, para não chamar a atenção de alguns convidados que já se encontravam por ali, tomando o desjejum.

Encontrou-a finalmente próxima à entrada da cozinha do shiro, enquanto ela chamava a atenção de algumas criadas.

—Prestem atenção criaturas, eu quero minhas refeições com muito mais refinamento e cuidado! Afinal eu estou prenhe do Lorde, e como tal, mereço todos os cuidados necessários... E façam isso com muita alegria, afinal, assim que eu for a lady deste shiro, vocês todas estarão á minha mercê! –Ameaçou a youkai com rispidez.

—Como se atreve, a dar ordens à meus servos, Kurome? – O inu youkai disse de forma gélida e calma, fazendo com que Kurome se sobressaltasse.

—Sesshoumaru...! Você não devia estar com sua prometida? Aliás, onde está a tal, futura lady? Não vi nenhuma fêmea youkai que estivesse à altura de tal posição... –A inu youkai rebateu após recuperar-se.

—Não lhe devo nenhum tipo de satisfação, assim como meus servos... Você nunca será Lady deste shiro, enquanto eu viver, Kurome... Agora, volte à torre das quatro luas, antes que eu mesmo lhe coloque em uma urna fúnebre. –Sesshoumaru respondeu-a e dispensou os servos que ali estavam. Kurome arrepiou-se com a ameaça, mas não deixou isso transparecer, mantendo sua postura inabalável.

—O que você vai fazer Sesshoumaru? Vai matar –me a mim, e ao nosso filhote, justo no dia de sua união?! Não vês o quanto está sendo grosseiro e idiota? Eu vou lhe dar um herdeiro legítimo, de sangue puro, e você insiste em torná-lo em um bastardo! -Kurome murmurou aproximando-se do youkai visivelmente irritada, segurando o ventre.

—Não estou sendo pior do que você merece, sua maldita. Eu lhe ordenei que não saísse da maldita torre e a encontro em minha casa, como se você fosse bem vinda aqui! Eu nunca lhe prometi nada, Kurome... Você usou das suas artimanhas para emprenhar, achando que isto me colocaria em suas mãos, mas cometeu um erro ao fazê-lo, porque eu já tenho a minha fêmea. O filhote em seu ventre será sim, meu herdeiro, mas não pense nem por um segundo que isto lhe trará alguma regalia. –Sesshoumaru vociferou, encarando-a com frieza e seriedade.

—Eu não posso ficar trancada, naquele torre velha, como uma maldita escrava! Por mais que você negue, enquanto este filhote viver, você terá sim, que me colocar em sua vida! Esta fêmea que você diz que vai tomar vai ficar sabendo de tudo mais cedo ou mais tarde, então me diga Sesshoumaru, acaso ela aceitará que os filhotes que ela tiver, estarão em segundo lugar na linha de sucessão? Ahh meu caro, Sesshoumaru, que fêmea de bom senso, aceitaria isto? Sejamos realistas, meu querido... Você só está prolongando aquilo que deve fazer... Tome-me por sua fêmea de uma vez, e acabe logo com todo o aborrecimento futuro que você terá... –Kurome argumentou com voz doce, enquanto segurava o braço do youkai colocando a mão dele em seu ventre já deveras aumentado antes de voltar a falar.

—Sinta, Sesshoumaru... Nosso filhote já está a se mexer!

Sesshoumaru tinha vontade de matá-la ali mesmo. Ou pelo menos deixá-la inconsciente, por algum tempo, tamanho o desprezo que sentia por ela. Mas quando pensou em dizer algo, sentiu levemente, alguns movimentos do filhote na barriga da youkai e ficou paralisado. Um estranho sentimento lhe invadiu, e ele instintivamente tentou tirar a mão do ventre de Kurome, mas foi impedido pela mesma que sorriu tentadoramente.

—Não seja tímido, Sesshoumaru... Veja, ele está bastante agitado! Talvez seja por que sente que esta é a mão do pai dele... – Kurome argumentou enquanto desmanchava-se de tanta delicadeza para com o youkai que novamente sentiu a agitação do pequeno.

O momento de ternura do youkai não durou muito, já que o cheiro de Rin lhe invadiu as narinas. Tudo o que ele pode fazer foi afastar-se de Kurome, e virar-se para ver a humana bem atrás de si, desfazendo a barreira que escondeu seu cheiro enquanto ela se aproximava, encarando os dois, como se tentasse entender o que estava acontecendo.

Sesshoumaru ficou mudo e esperou ela se pronunciasse, mas Kurome achou melhor indagá-la primeiro, ao vir a reação de Sesshoumaru, e logo depois perceber à marca do youkai no pescoço da jovem.

Notas finais
Meus amores eu agradeço imensamenteeee por todo o carinho, e por todas a sugestões! Até o próximooo!