Perdida Na Tempestade

78 Re-Unidos para sempre...


Notas iniciais
Oiii meus amorecosss! Aqui estamos nós com mais um cap, e... Pera aê? O que aquela cadela da Kurome tá fazendo??? ÔOO Rin, chega aí! ...

O dia nascia aparentemente calmo no Mikadzuki no shiro, mas Masato permanecia inquieto. O youkai morcego estava de pé, junto à janela, olhando para fora enquanto seus pensamentos se concentravam na estranha conversa que ele e Hikaru haviam tido alguns dias antes.

Os dois estavam no escritório do Daí ni no shiro, conversando sobre questões burocráticas, pertinentes, e quando terminaram, Masato decidiu dizer algo que lhe incomodava há algum tempo. O capitão, tentava escolher as palavras com cuidado, para falar sobre o que ocorrera à Minara, na ocasião do ataque que ela sofrera, junto com as outras hanmas. E como Hikaru já o conhecia o suficiente para perceber que ele queria dizer algo delicado, começou o diálogo informal.

E então, Masato, como vai indo a vida depois da sua união? Aposto que está sendo melhor do que você imaginava, não é? –Hikaru perguntou animado.

Está sim... Naelle foi uma benção dos deuses enviada para mim... A sua também parece estar indo bem... –Masato disse discretamente.

Sim, eu nunca fui tão feliz... Ter Minara aqui, junto de meus pais, e da minha irmã é como um sonho... Hikaru murmurou sorrindo abertamente.

Eu sei meu amigo... Você é merecedor de toda essa felicidade, Hikaru.E é por isso, que eu vou ficar ao seu lado aconteça o que acontecer... –Masato foi enfático.

Do jeito que você fala, parece realmente que algo pode acontecer...

Hikaru, eu... Tenho algo não muito agradável para te contar...

Eu imagino que tenha haver com o ataque às hanmas no dia de minha união com Minara... Estou certo? Ela me contou na ocasião, e também me disse, que você, é um guardião das chaves... –Hikaru estreitou os olhos.

Eu imaginei que ela contaria... E agradeço o fato de você ter me esperado tomar a atitude de procurá-lo. Você também já deve saber que fui eu quem apagou a memória dela...

—Sim, eu já sabia... Mas,com que intenção você fez isso...?

—Hikaru, aquela criatura não estava lá só pelas chaves... Ela entrou na mente de Minara e colocou muitas lembranças na mente dela, porque queria que ela soubesse sobre seu passado...

Lembranças? Que tipo de Lembranças? –Hikaru questionou preocupado.

Suas memórias... Ela queria que Minara hime, visse as suas lembranças da sua primeira juventude...

Não, isso não pode estar acontecendo... Quem demônios, poderia saber sobre meu passado? E ainda por cima tentasse fazer Minara descobrir isto?

Acalme-se Hikaru, eu consegui desvincular a mente de Minara antes que ela tomasse consciência plena dessas lembranças. Está muito oculto, de uma maneira que ela nunca conseguiria obter. Ela sequer sabe que essas lembranças estão trancadas em sua mente...

A criatura conhece muito bem a magia negra, Hikaru. Ela usa um tipo de magia antiga, mas estava envolta em outra energia, mais vigorosa... É obvio que aquela criatura foi invocada por alguém muito próximo de nós. Alguém que conhece o seu passado...

Eu não posso imaginar quem faria isso... Agláia é um dos poucos youkais que me conhecem tempo suficiente para isso... Mas ela não lida com magia negra... Além, disso, ela não me trairia... Masato... Agora que você viu minhas memórias já deve saber a verdade sobre ela...

Eu sinto muito Hikaru... Eu tive que ver as lembranças enquanto as prendia, e confesso que me surpreendi quando soube de tudo o que lhe aconteceu... Nunca me passaria pela cabeça que você e Agláia pudessem ser o que são... Mesmo assim... Há algo, ou alguém que está por trás deste ataque. E este alguém conhece vocês... Mas isto não é o mais preocupante... Você se lembra de Lily, não?

Sim, claro! Eu ainda me pego pensando no que aconteceu à ela... Era uma fêmea esplêndida, e uma grande amiga...

Agláia a matou Hikaru... Ela a matou e entregou seu corpo à Ryouko, como parte de um tratado de paz, entre os nossos reinos...

Masato, o que esta me dizendo? Agláia? Porque Agláia faria isso? Eu sei que ele é seu sogro, agora... É claro que ele sempre tentará se esquivar da culpa...

Não Hikaru... Não foi ele quem me contou... Veja, pelos meus olhos, e tire suas conclusões...

E Através dos olhos vermelhos de Masato, Hikaru viu tudo o que Masato soubera pela serva do destino, a hanyou Brunhilde transfigurada.

Hikaru mal podia acreditar. Com sua face coberta de espanto ele ficou de pé, apoiando a cabeça com as mãos.

Masato... Então é verdade? Essa menina... A sua fêmea é a Lily, renascida? Ela... Ela deu à luz a um filho... Meu filho! Eu preciso encontrá-lo, Masato...

Eu tinha certeza de que diria isso... Aika me contou que ela e Igraine, ouviram Akane e Agláia dizerem que deixaram o filhote em uma aldeia das terras do fogo, por que não tiveram coragem de matá-lo. As duas pretendiam lhe contar, mas eu as convenci a procurarem algum tipo de prova...

Eu... Mal consigo acreditar em tudo isto... Nunca imaginei que Agláia chegaria à este ponto... Masato, depois da união dos lordes inu youkais, eu vou atrás do meu filho... Você... Pode me ajudar?

Eu disse antes Hikaru... Vou ficar ao seu lado, aconteça o que acontecer... Pode contar comigo...

Masato... Vou lhe pedir apenas mais um favor...

Pode dizer...

Não diga nada à ninguém ainda...Sobre o que falamos agora... Eu... Me entenderei com Sesshoumaru quando tudo estiver resolvido...

Como quiser...”

A lembrança ainda estava fresca em sua mente, e Masato entendia perfeitamente o porquê do youkai tigre ter tanto medo de seu passado e mais ainda, de que Minara o descobrisse.

Por mais que ela o ame, não há forma de perdoá-lo, por tudo aquilo...” –Pensou ele antes de receber o abraço quente de Naelle.

—Bom dia, meu amor... Você está ainda mais lindo esta manhã! –Disse Naelle com seu sorriso ligeiramente descabelado.

—Bom dia, minha vida... É você que está ainda mais linda hoje. Está tão brilhante quanto o próprio sol... –Masato murmurou voltando-se para ela, para entrelaçá-la com seus braços.

—É...? E por falar em sol, meu corpo está quente como ele... Vem pra cama comigo, meu amor? Quero fazer de novo... Quero fazer muito! –Riu-se a hanma, sem nenhum pingo de vergonha, arrancando uma risada do youkai morcego, que acariciou-lhe o rosto.

—Claro, que vou... Também quero “fazer” muito... A partir de hoje, eu vou te chamar de meu sol... Meu solzinho, que brilha só para mim... –Masato argumentou erguendo-a nos braços, enquanto a beijava.

—E você vai ser a minha lua... Tão bonito, e tão cheio de mistério... Eu não me canso de te admirar, minha lua... –Naelle respondeu embriagada de paixão.

Foi a deixa para que Masato a deitasse na cama, e a cobrisse com seu corpo, para amá-la mais uma vez.

Na cozinha do shiro, no entanto, o clima amoroso, dera lugar à uma tenção crescente, e Kurome gargalhou ao ver que era Rin, a “suposta” prometida de Sesshoumaru.

—Mas o que é isto? Não me diga que... Há há há há.... Sesshoumaru! Eu não conhecia esse seu lado tão espirituoso! Então é essa, criatura, que você tomou como fêmea? Há há há há... Ah, meu querido Sesshoumaru, confesso que você quase me matou de susto, com toda essa história de união! Então era mesmo tudo uma piada, certo? –Kurome gargalhava divertida.

Sesshoumaru não a ouvia. Toda a sua atenção estava voltada para Rin e a expressão de seu rosto.

—Sesshoumaru, o que está acontecendo? –Questionou a humana, aproximando-se dele, ligeiramente confusa. Entretanto, Kurome colocou-se à sua frente, impedindo-a de se aproximar do inu youkai.

—Ora, querida, você não percebe? Eu sou Kurome, a prometida de Sesshoumaru. Como você pode notar, eu estou prenhe, de um herdeiro legítimo dele... Mas como o Sesshoumaru não sabia de nada, ele ficou chateado comigo, e resolveu me pregar uma peça, dizendo que estava unido, à uma humana! Há há há... Isso é engraçado demais! -Kurome continuou debochando de Rin, que a encarou seriamente, antes de voltar-se para o Inuyoukai.

—Sesshoumaru, isso é verdade? Conte-me o que está acontecendo... –Disse Rin, esforçando-se ao máximo para manter-se de cabeça erguida enquanto seu coração queria apenas chorar.

—Ora, criatura, és surda, por acaso? Eu acabei de lhe dizer, que... –Kurome intrometeu-se novamente, mas foi cortada por Rin, e seu olhar frio.

—Estou perguntando, AO MEU MACHO... Quando eu quiser ouvir sua voz, patética, novamente, eu me dirigirei à você... Rin proferiu irritada, caminhando até Sesshoumaru que estava maravilhado com sua atitude.

—Rin, ela era uma das fêmeas que eu possuía em meu harém... Ela está prenhe, isto, é verdade, mas eu nunca a assumi como minha prometida... Isso aconteceu antes, de nos reencontrarmos... –Sesshoumaru murmurou segurando as mãos dela, que o encarava.

Rin tocou o rosto de Sesshoumaru, com carinho, e sorriu timidamente antes de falar.

—Foi por isso que voltou primeiro para cá? –Rin questionou ainda acariciando o rosto delicado do youkai que se mantinha fixo nela.

—Não... Eu não sabia da prenhes dela... Ela escondeu isto de mim e usou como arma quando eu a despedi de suas obrigações como minha concubina. –Sesshoumaru foi sincero, e sua expressão continuou lívida.

—Devia ter me contado tudo isto Sesshoumaru... –Ela disse, soltando o rosto do youkai e afastando-se.

—Me perdoe Rin... Eu não queria que você soubesse disso, desta forma... –Murmurou ele de maneira sutil. Rin o encarou com seus olhos marejados.

—Espere um pouco, isto é sério? Sesshoumaru, você tomou à uma HUMANA? –kurome perguntou absolutamente surpresa.

—Sim, ele tomou... Eu sou Rin, a fêmea que Sesshoumaru marcou... E você... Seu nome é Kurome, não? –Rin apresentou-se tentando ser o mais civilizada possível, embora seu coração estivesse estilhaçado.

—Ora, mas isto é um ultraje... Você tomou à uma humana, e me desprezou Sesshoumaru... Nunca fui tão humilhada na minha vida... Eu vou voltar para a torre onde você me escondeu porque tenho nojo de ficar aqui, respirando o mesmo ar que um ser asqueroso como você! –Kurome vociferou para Sesshoumaru que pegou-a pelo pescoço subitamente dominado pelo ódio que sentia dela, por colocar sua relação com Rin, em cheque.

—Nunca se atreva a me julgar, Kurome... Saia da minha presença, pois é você que me humilha ao me expor, o quanto fui imundo em tocar uma criatura como você... –O inu youkai murmurou antes de deixa-la cair ao chão.

Mas para sua surpresa assimque ela caiu, Rin apressou-se em ajudá-la.

—Sesshoumaru! Por favor, pense no filhote! Kurome, eu a ajudo a se levantar... Vamos com cuidado... –Rin murmurou, enquanto a youkai se surpreendia com sua atitude, mas logicamente não se permitia comentar isto de maneira positiva.

—Eu estou bem, humana, não preciso da sua piedade! Agora, se me dão licença... –Kurome disse assim que ficou de pé com a ajuda de Rin, antes de deixar a sala.

Um enorme silêncio tomou o ambiente e Sesshoumaru precipitou-se na direção de Rin, e abraçou-a, sutilmente. Usando sua forma energética levou-a para fora do shiro, mais precisamente, para próximo à onde ficava o estábulo, pois desejava ardentemente ficar a sós com ela. Assim que chegaram, ele aproveitou-se da proximidade dos dois, para roubar-lhe um beijo quente que deixou a humana sem ar, mas logo que pode, Rin se afastou do youkai, demonstrando toda a sua mágoa.

—Rin... Por favor, Rin... Perdoe-me, eu não queria magoá-la... –Murmurou o youkai, tentando desculpar-se.

— ... Mas ter um filho de sangue puro sempre foi uma de suas ambições... –Rin disse com seu rosto tristonho, ao Inu youkai que a encarou nitidamente irritado.

—Então você acha que eu planejei tudo isto? Acha que eu emprenharia Kurome, propositalmente e me uniria a você em seguida? Ela já está prenhe de quase quatro meses, você mesma viu! Você não pode estar falando sério... –Sesshoumaru estreitou os olhos.

—Sei que eu cheguei na sua vida de forma abrupta, mas de qualquer forma, tudo isto lhe é muito conveniente, tendo em vista que eu jamais lhe daria um filho youkai... Sesshoumaru... Porque não me contou sobre isto antes!? Acaso eu não merecia saber, que meu macho vai ter um filho com outra? Deixou para contar-me isto no dia de nossa união, por quê?–Rin desabafou.

—Porque para mim, tal notícia não mudaria nada entre nós! Você já é minha fêmea marcada Rin! Esta cerimônia é apenas para apresentá-la de maneira oficial, e nada mais! Além disso, eu queria preparar você para isso... Esperar passar a comemoração, de nossa união, para termos tempo para conversarmos calmamente. Estou errado em pensar assim? Mesmo assim, o que aconteceu entre mim e Kurome, está no passado! E este fato, não lhe dá o direito de me subjulgar um canalha egoísta que me uniria a uma fêmea, tendo emprenhado outra!Você não acredita em meus sentimentos por você, não é? Você me julga ser o mesmo youkai preconceituoso que você conheceu quando era uma criança, mas se esquece de tudo o que passamos juntos... Se esquece que eu mudei por você Rin! –Sesshoumaru disse igualmente resignado.

—Sesshoumaru... Eu sempre o amei... Mas nunca acreditei que o nós dois pudéssemos chegar tão longe... Sempre imaginei que o veria se unir à outra fêmea, uma youkai igualmente poderosa. E este pensamente sempre me entristeceu profundamente... Ver Kurome, uma inu youkai tão próxima do que você merece, e ainda por cima, prenha de um filho seu, me lembrou de tudo isto... Talvez a nossa união não deva mesmo acontecer... –Rin murmurou deixando algumas lágrimas lhe descerem pela face. Sesshoumaru aproximou-se dela e pegou-a pelos ombros.

—Nunca mais diga isso, Rin! Eu escolhi você, sabendo que você me daria um filho, hanyou, e isto não me importa! Eu me orgulharei dele da mesma forma. Eu também não imaginava que meus sentimentos por você mudassem tão abruptamente... Sempre vi você como uma criança, que eu, deveria proteger com a minha vida... Não imaginei que o que eu sentia por você, pudesse se tornar algo tão poderoso... Você é minha fêmea Rin... E estou muito certo do que fiz, então, por favor... Não deixe que um erro que eu cometi, antes de nos reencontrarmos, nos afaste... Eu amo você Rin... AMO, de verdade... –Sesshoumaru murmurou encarando-a enquanto seus olhos se enchiam de agonia.

Diante das palavras tão sinceras do youkai, Rin o abraçou fortemente deixando fluir todo o amor que os unia. Beijaram-se demoradamente entre lágrimas quentes que expurgavam toda a dor e angustia que estavam intimamente em seus corações.

—O que vamos fazer agora? Essa Kurome... Não vai facilitar a nossa vida em nada... –Sussurrou Rin, ainda abraçada ao youkai que a segurava pelo queixo.

—Vamos manter o que nós planejamos, e ao nascer da lua, nos uniremos, para que todos, nas terras do oeste, saibam que você é minha fêmea... E apenas minha... E quanto à Kurome, não se preocupe... Em breve ela se dará conta de que não há nada que possa fazer para nos separar. –Sesshoumaru murmurou embriagado pelo sorriso melancólico da humana.

—Não se deixe enganar Sesshoumaru... Um filho é algo que une um casal por toda a vida... –Rin murmurou melancólica.

—Mas não da maneira que Kurome pretendia. Isto, se este filhote for mesmo meu... Do jeito que Kurome é não duvido nada que ela possa aprontar algo assim. Mas isso não muda nada entre nós... Ela continua sendo apenas o invólucro de um suposto filho meu. –Sesshoumaru disse friamente, antes de tomar novamente sua forma energética para levar Rin, de volta ao aposento deles.

Uma vez de volta ao quarto, os dois encontraram Satori que procurava por Rin, após sentir o cheiro de Kurome.

—Graças aos Deuses, Sesshoumaru estava com você! Você está bem Rin? Eu soube que se encontrou com Kurome. Se aquela criatura demoníaca ousou lhe ferir eu juro, que acabo com a vida dela com minhas próprias mãos! –Satori proferiu ao abraçar Rin de uma maneira maternal que surpreendeu Sesshoumaru.

—Não... Eu estou bem... Ela não me feriu... –Rin murmurou nitidamente abatida, e Satori se deu conta de que ela já sabia de tudo.

—Menina Rin, não leve isto à mal... Ao menos desta vez, Sesshoumaru foi inocente. Aquela cobra só entrou na vida dele, apenas, por que era conveniente para estas terras... –Satori confidenciou à Rin.

—Mãe, não precisa dizer isto à Rin. Ela sabe que eu não me envolveria com uma fêmea como Kurome... –Sesshoumaru disse levemente irritado, e novamente surpreso por estar sendo defendido por ela.

—Ao contrário Sesshoumaru. É importante que ela saiba de tudo o que aconteceu... Mas primeiro você deve se alimentar, por isso, eu mesma preparei esta bandeja. Espero que esteja à seu gosto... –Disse Satori, apontando para a mesa da varanda ricamente posta com o desjejum de Rin.

A humana comeu com gosto para agradar Satori, embora seu próprio coração estivesse alarmado.

O dia percorreu calmamente, e quando o sol se pôs todos os generais e capitães, já haviam chegado.

A noite comaçava a cair silenciosa, e todos já estavam prontos para a cerimônia. As noivas foram colocadas no altar construído especialmente para a ocasião, e as três estavam sentadas em um grandioso e felpudo tapete de peles e cada uma delas estava coberta por um longo véu branco, bordado com pérolas, que cobria todo o rosto e corpo. Atrás delas, varias bandeiras vermelhas com o símbolo do reino, e a estátua de tsukuyomi em mármore branco, com ambos os braços abertos, como se segurassem um enorme odre de cristal, que estava apoiado no chão, chegando quase na altura do quadril da mesma. O odre, era menor em baixo e bastante largo em cima, e estava cheio de água cristalina. Nas extremidades do “altar”, tripés altos, sustentavam cuias de prata, onde um fogo místico azulado, ardia, refletindo sua luz fantasmagórica, na água e nos panos que cobriam as três moças.

Os convidados estavam sentados em semicírculo, ao redor do altar em penumbra quase total. Como apenas os machos, lordes, generais e capitães, participariam da cerimônia, as fêmeas conhecidas ficaram todas juntas tendo as youkais conhecidas ao redor, para protegê-las em qualquer situação de perigo. Naelle, Igraine, Janis, Kaede, Ritorïri, Minara a contragosto, e Kikyou ficaram protegidas por Kagura, que estava estranhamente angustiada o dia todo, Yukina, Emi, Byaküro, Souten, Aika, Brunhilde, Claire e Satori.

Após alguns minutos duas youkais fêmeas, começaram a entoar notas lúgubres, e hipnotizantes. Uma torturante melodia, quase fúnebre, mas totalmente apavorante, que trouxe consigo, todos os capitães de Sesshoumaru.

Em pares, os youkais caminhavam cadenciados, e quando se aproximaram do altar, ajoelhavam-se ao redor do mesmo. Escoltado por eles,estava Inuyasha e quando chegou ao altar, ele colocou-se na direção oposta da onde estavam as noivas e voltou-se para frente de modo à esperar os demais.

Atrás dos capitães, vieram os generais. Os quatro generais se aproximaram juntos, e quando chegaram ao altar, cada um deles subiu, no mesmo, e se posicionou de pé, de maneira a ficarem dois à direita da estátua, e dois à esquerda do mesmo. Escoltado por eles, estava Sesshoumaru, que subiu ao altar, e colocou-se ao lado de Inuyasha.

Atrás dos generais, os antigos generais, Kurö Ookami, Katashi, Teigure e Susanno, escoltaram

Inu no taishou, que tomou a mesma postura de seus filhos, ficando entre eles.

Após eles se colocarem, em seus lugares, foi a vez de Brunhilde, aproximar-se para começar a cerimônia, vestida como uma sacerdotisa, com um longo quimono branco de tecido fino, levemente transparente, aberto nos ombros e costas por conta de suas asas. Na frente o quimono era fechado, por um corpete dourado, assim como a tiara que mantinha seus cabelos presos em um rabo de cavalo alto.

—Prezados, nobres destas terras, humildemente, eu, Lady Brunhilde, senhora de Meikakuna Mun, me coloco diante de todos os senhores, para tornar legítima a união dos lordes das terras do oeste... –Disse a hanyou em voz elevada, ao colocar-se atrás do altar.

—Lorde Inu no Taishou, Lorde Sesshoumaru, General Inuyasha.... Sob a luz do crescente, eu Brunhilde, clamo ao grande Tsukuyomi, que permita-me ser sua representante para atestar as suas intenções, e os vossos atos... –E ao dizer, isto, a hanyou foi iluminada pela luz da lua, e seus olhos e cabelos, ficaram brancos, e suas madeixas, voavam ao redor como se um vento invisível os mantivesse em movimento.

—Nossa, o que aconteceu com a tia Brunhilde Mina? Ela está tão diferente... –Sussurrou Igraine no ouvido de Minara, surpresa com a transfiguração da mesma.

—Como feiticeira das terras do oeste, minha mãe pode evocar o poder e a consciência, de qualquer um dos três deuses... Neste momento, Tsukuyomi fala e exerce seu poder, através da minha mãe. –Minara respondeu sussurrando.

A hanma ruiva pretendia ainda falar, mas Claire calou-as com um olhar, censurando-as discretamente. Minara fez uma careta surpresa, e ambas voltaram a prestar atenção na cerimônia.

— Ao lado dos senhores, sem encontram as vossas presas... Tomem-nas, se forem de vossa vontade! –Continuou falando a hanyou ao apontar para as três humanas que permaneciam sentadas.

Um à um os inu youkais pegaram suas fêmeas pelas mãos, colocando-as ao lado esquerdo da cada um deles.

—Estas presas que tomaram, vocês as devorarão, como oferta de um sacrifício? Se não, o que querem delas? –Brunhilde perguntou seriamente.

—Não as devoraremos... Vamos tomá-las, por nossas fêmeas... –Repetiram os três Inu youkais igualmente sérios.

—Inu youkais, se é isso que desejam, provem-me que estas fêmeas também me serão fiéis... Deem à mim, o sangue delas... –Murmurou a hanyou, ainda no mesmo estado, enquanto abria caminho para que os youkais trouxessem suas fêmeas e tomassem seus pulsos, para cortá-los e deixar que o sangue delas caísse no odre de cristal.

Primeiro foi Izayoi que teve seu pulso cortado, pela garra de Inu no Taishou. Depois, foi a vez de Rin, e Sesshoumaru percebeu algo de estranho, ao sentir o cheiro do sangue dela. Algo que ele não soube discernir ao certo, pois o cheiro do sangue de Izayoi também permanecia no ar, confundindo-se com o de sua fêmea.

Após a última gota descer do braço de Kagome, que teve seu pulso cortado gentilmente por Inuyasha, Brunhilde ergueu o pesado odre até a luz da lua e em alguns segundos o vermelho líquido tornou-se novamente cristalino.

—Inu youkais sua oferenda foi aceita... Ao tomarem estas fêmeas, farão delas parte de vocês... As crias, que elas tiverem serão seus herdeiros legítimos! Se for isso o que desejam, marquem-nas agora mesmo... -Disse Brunhilde mais uma vez com um tom sombrio na voz.

Novamente as luzes foram apagadas. Apenas a nefasta luz dos cristais iluminava debilmente o altar enquanto os inuyoukais tomavam suas verdadeiras formas, seguidos pelos demais.

Embora tivessem passado por aquilo na união de Minara, nesta ocasião, o clima estava ainda mais apavorante, tendo em vista que os youkais amigáveis, estavam em numero bastante reduzido.

Foi Inu no Taishou que deu início a marcação. Asfêmeas tiveram o tecido que as recobria erguido até a altura onde cada um deles faria a marca. Sesshoumaru que já havia marcado, Rin, beijou-a delicadamente em seu pescoço enquanto aguardava seu pai e seu irmão terminarem.

Após as marcas as três fêmeas foram tomadas nos braços, para que se recuperassem.

—Muito bem Senhores... Todos foram testemunhas de que os senhores escolheram estas fêmeas, e as tomaram por vossas próprias vontades... Agora, levem-nas para dentro de seus quartos... Tomem-nas em seus leitos, pois a partir de agora, serão elas pertencentes à vós, por toda a vida. Que a união de vocês termine com a morte! –Disse finalmente ela, dando o sinal para que as luzes fossem reacendidas e os youkais se levantassem para cumprimentar os novos casais.

Rosnados, uivos, grasnados e berros, além de brados, foram ouvidos em comemoração, enquanto os capitães e generais que permaneciam ao redor do altar, se erguiam para formar um corredor onde os três lordes e suas fêmeas deveriam passar.

Enquanto Inu no Taishou levava Izayoi nos braços, e Inuyasha esperava Kagome e Rin terminarem de se cumprimentar para tomá-la nos braços e fazer o mesmo, Brunhilde chamou Sesshoumaru discretamente.

—... Lorde Sesshoumaru, esta fêmea que tomaste, não é uma simples humana... Ela é muito mais do que você pode supor... Cuide dela, pois tempos obscuros se aproximam... –Sussurrou a hanyou quase inaudível, antes de deixar-se cair, de joelhos, exausta, por conta do poder de Tsukuyomi, que a abandonara.

Sesshoumaru estreitou os olhos, mas nada disse. Apenas ajudou Brunhilde a se levantar, e logo em seguida agradeceu-a por tudo. Após isso, Rin aproximou-se e as duas se cumprimentaram rapidamente, pois logo chegara a hora de saírem do altar.

Notas finais
Obrigada pelos comentários e por toda atenção! Muitoss beijossss!