Perdida Na Tempestade

70 Libertando-se da dor...


Notas iniciais
Olá meus amados, amigosss! As meninas youkais tiveram que armar uma pra ver se seus "crushs" tomavam uma postura! E não é que eles tomaram? KKK pois é, a Aika viu isso, meio que sem esperar! A Kagura também viu... Ou será que não?E a Souten?? Mas com certeza aquele que teve a atitude mais fofa, foi o.... MASATO???? Bora lá ver ISSOOO!

O servo deixou Kagura assim que chegaram à passagem que levava aos jardins frontais do templo. A youkai dos ventos caminhou lentamente até sair da construção, e desceu os degraus da escada de madeira chegando ao nível do jardim. Olhou em volta e para o caminho reto que seguia-se à sua frente e vislumbrou apenas alguns poucos seres que saíam da festa tomando o caminho da aldeia, e deu-se conta de que Hideaki não estava entre eles. Resolveu seguir as pedras brancas do caminho reto que levava ao portão, esperando encontrá-lo do lado de fora. Mas logo que passou pelos portões do templo sua esperança transformou-se em intriga. O youkai também não estava do lado de fora. Kagura ficou parada bem na curva da estrada, indo na direção do vilarejo, há cerca de cinquenta metros dos portões do templo, tentando ver se era seguida por ele, mas percebeu após alguns minutos que não.

Sentiu-se enganada e estava prestes a retornar, quando uma voz a fez parar bruscamente.

—Olá! Você, é a nova sacerdotisa, não é?– Disse uma youkai neko de olhos castanhos, e cabelos escuros.

—Sim, você, é uma das servas da cozinha, que trabalha com a Kaede, certo? –Kagura respondeu reconhecendo-a imediatamente.

—sim, eu me chamo Natsume! Você é a Kagura, não é? -Questionou-a, a neko, sorrindo cordialmente.

—Isso, mesmo... –Kagura respondeu, tentando ser simpática.

— Eu sabia! Você já está indo embora? Poxa a festa parece estar tão animada... Que tal irmos conversar um pouco? É melhor do que ficar aqui sozinha e... –A youkai neko argumentou, mas foi cortada por uma grave voz masculina.

—Ela não está sozinha... Ela estava à minha espera... –Disse Hideaki, em tom suave, e claro o suficiente para, se fazer entender.

A jovem neko, então, se desculpou rapidamente e saiu sem mais nada dizer. Retirou-se caminhando à passos largos, abafando risinhos maliciosos. Assim que ela se afastou, Kagura questionou Hideaki.

—A sua espera? Capitão, não vê que isso é uma incoerência? –Kagura disse sem olhá-lo nos olhos.

—Incoerência, é ficar bêbada em público, sem ninguém para ajudá-la, ou protegê-la. –Hideaki rebateu com um olhar gélido, que fez Kagura corar-se inteira, e lembrar-se do olhar de Sesshoumaru. Agora ela percebera que ele não era só muito parecido, com o lorde youkai, como também possuía os mesmos trejeitos herdados de Inu no Taishou.

—Eu não estou bêbada como pode atestar. E estou indo embora se quer saber. Não vou mais incomodá-lo. –A youkai disse, seriamente, ao recuperar-se de sua constatação. Mas quando voltou-se para tomar a direção do shiro, Hideaki a puxou pelo braço e pediu.

—Não ouse me dar às costas Kagura, eu posso não resistir mais do que tenho resistido... –Murmurou ele, enquanto a pegava pelo queixo para beijá-la com urgência.

—Isso é loucura capitão!-Kagura sussurrou, após alguns segundos do beijo quente, afastando seus lábios dos dele, tentando libertar-se, mas Hideaki não o permitiu.

—Loucura é você continuar lutando contra o que sente por mim, e não permitir que te retribua... –O Inu Youkai, disse com firmeza, deixando sua agonia aflorar.

—Mas isso... Não é certo! – Kagura murmurou encarando-o finalmente.

—É mais do que certo, é uma necessidade... Porque você não entende isso? -Hideaki suplicou, passando a segurá-la pela cintura, para mantê-la em seus braços.

—Porque eu não tenho nada para oferecer à você! Eu sequer sou uma virgem! Se ficássemos juntos, eu só traria mais dor e tristeza para você, e para mim mesma... – A youkai deixou duas lágrimas descerem pelo rosto. Estava cansada de tentar fugir de Hideaki. Justo agora que era uma youkai livre, sentia seu coração novamente preso, de forma avassaladora. Em sua visão não havia forma daquilo dar certo.

—Eu não me importo... Estou disposto a tê-la como minha fêmea, e não me importo com balelas como esta! Você e seu coração são tudo o que me importa... Nunca conheci uma fêmea que me instigasse tanto. Que me fizesse desejá-la como eu a desejo. Kagura torne-se minha prometida... — Hideaki disse com firmeza, tomando as frias mãos dela, entre as suas e beijando-as com paixão.

—Hideaki, por favor, eu não quero mais sofrer... Eu me encantei por um youkai, há muito tempo... E se estou viva hoje, devo isso ao sentimento que nutri por ele... –Kagura foi sincera, mas sentia-se dilacerada.

—Você está me dizendo que ainda ama Sesshoumaru? –Hideaki estreitou os olhos, nitidamente irritado.

—Como você... Não importa... Eu sei que ele pertence à Rin, do mesmo modo que Rin pertence à ele. E acho que prefiro que seja assim... Eu quero mesmo que aquela menina seja feliz ao lado do único que foi capaz de me fazer sentir algo que não fosse o ódio, e a tristeza. –Kagura ficou momentaneamente curiosa em saber, como ele sabia de sua paixão por Sesshoumaru, mas resolveu que não valia à pena aprofundar-se nisso. Manteve sua postura e respondeu de maneira amena, mas nitidamente verdadeira.

Hideaki afastou-se dela por centímetros, enquanto ponderava sobre o que ela havia dito. Após alguns segundos de silêncio, o inu youkai transformou-se em sua forma enérgica, como uma nuvem branca, tomou Kagura nos braços, e desapareceu na direção do shiro.

Do lado oposto da estrada, a fêmea youkai que anteriormente havia abordado Kagura, saiu de seu esconderijo, e voltou-se para tomar o caminho do templo. Ao chegar lá, logo à entrada o General Katashi, a esperava, ansioso. Caminharam discretamente, até os fundos do templo e entraram na sala que havia servido de camarim, para Kikyou.

—Ah finalmente! Vamos, diga-me tudo, sobre quem é essa fêmea intrometida, por quem meu filho está perdendo a cabeça... –Katashi perguntou de maneira sorrateira, e autoritária.

O trajeto não durou mais do que alguns minutos, mas Kagura estava com seu coração acelerado. Como previra o inu youkai a levou para seu aposento. Logo que chegaram Hideaki a colocou no chão, e entrou pela porta da varanda entreaberta, rapidamente, adentrando ao aposento. Kagura não entendeu o porquê da pressa dele, mas quando pensou em sair dali foi puxada delicadamente pela mão do youkai, agarrada à sua.

—Hideaki, porque me trouxe aqui? O que você quer de mim? –Kagura foi enfática.

—Não precisa se preocupar minha querida. Ele só está acatando um pedido meu... –Disse Emi que se encontrava sentada em uma das poltronas. Kagura estava tão aflita que sequer havia pressentido a presença da youkai.

—Lady Emi... ? –Kagura perguntou surpresa.

—Foi por isso que demorei. Depois que dei o recado, ao servo, eu trouxe a minha mãe para cá, e só depois disso, retornei para encontrá-la. –Hideaki explicou-se sorrindo triunfante diante do rosto corado da youkai dos ventos.

—Então você, é a Kagura... Você é mesmo muito bonita, e tem uma personalidade ética, e forte! Agora está explicado, porque Hideaki se encantou com você. Sente-se comigo. Aceita um pouco de chá?- Emi disse com simpatia, enquanto Kagura sentava-se na poltrona em frente ainda chocada com as palavras da doce youkai.

—Aceito um pouco, senhora, obrigada... –Kagura murmurou.

—Bom, vou deixá-las um pouco a sós. Volto em alguns minutos. –Hideaki disse às duas, antes de sair pela varanda e retornar para a festa.

— Kagura, quero que chame-me apenas de Emi, está bem? Eu gostaria que você me contasse um pouco mais sobre você! Já que Hideaki planeja tomá-la como sua fêmea, imagino que devamos nos conhecer melhor e... –Emi continuou enquanto servia uma xícara de chá, à Kagura, sendo a mais educada possível, mas foi cortada pela youkai dos ventos, resignada.

—Meu passado é o pior possível, milady. Eu tentei explicar isso à Hideaki, mas ele não me ouviu... Eu tenho consciência de que não estou à altura de seu filho, e por mais que eu queira, não sei se será possível aceitar a honra que ele me concede... –Kagura disse, largando a xícara e preparando para levantar-se com seu semblante abatido pela tristeza.

—Pelo contrário, Kagura... Acho que você é sim, muito digna! Sabe, Hideaki me contou sobre você, no dia da união de Isamu. Eu fiquei bastante surpresa, já que ele nunca havia falado sobre estar interessado em uma fêmea comigo, antes. Entretanto, achei por bem, deixá-lo tomar todos os passos por conta própria e me mantive imparcial. Até que ontem à noite ele contou-me que pretendia cortejá-la, na festa da união do General Raijin. E aí, eu não suportei mais e implorei a ele que me deixasse falar com você! Sei que pode parecer infantil, mas... Hoje cedo, eu procurei Minara Hime, e questionei à ela, sobre você. Ela me mostrou tudo o que você sofreu... E apesar disto, você soube erguer-se e fazer a coisa certa, em nome da gratidão. Eu acredito nela. Acredito em você, e vendo agora a sua humildade, começo a me perguntar se Hideaki, estará à sua altura... –Emi disse com convicção.

— Milady, eu não vou mentir... Encantei-me primeiramente pelo seu filho, porque ele parecia muito, com Sesshoumaru, e eu sempre tive sentimentos por ele... Mas acho que Minara hime, conseguiu traduzir bem o que sinto por Sesshoumaru: gratidão. Eu estava morrendo sozinha, quando aquela desgraçada da Mizuki me trouxe para cá! E Sesshoumaru foi o único que ao menos naquele momento estava ao meu lado... Há algum tempo, eu sinto o meu coração enchendo-se de sentimentos pelo seu filho, e eu quero muito viver todas as emoções que ele me causa... Mas eu não sou uma donzela... Eu me libertei de meu algoz, mas de certa forma ainda estou presa, pelo medo de ser novamente violentada, e submetida a todo o tipo de privações e toda a solidão que eu sentia! Eu sempre estava sozinha... Por causa dos crimes que cometi, eu fui hostilizada em todos os lugares... Ninguém pôde me ajudar! Ninguém queria me ajudar... Agora, mesmo estando livre, não consigo me libertar do sofrimento que passei... Como posso me unir a alguém, estando eu, nestas condições? –Kagura argumentou chorando, e tremendo enquanto suas lembranças vinham à tona. Mas para sua maior surpresa, Emi ergueu-se da poltrona, caminhou até ela e a abraçou maternalmente.

—Querida, o passado ficou para trás... Nada disso importa!Você nunca mais estará sozinha! Mesmo que você não aceite se unir ao meu Hideaki, eu lhe prometo, pela minha vida. A partir de hoje, eu serei a sua mãe! –Emi balbuciou, abraçando-a ainda, e fazendo Kagura encará-la ainda mais emocionada.

— Emi... Eu quero me unir à ele... Mas estou assustada... Eu temo por mim, e por Kanna! Eu sou responsável por ela! –Kagura balbuciou, afastando-se delicadamente do caloroso abraço.

—Eu entendo você. Não vou dizer que está tudo bem, e que tudo será perfeito, porque as coisas nem sempre são assim... Mas Hideaki me contou, que durante a batalha, antes mesmo de Minara Hime libertá-la, diante da morte, você teve a coragem de enfrentar o seu algoz, para fazer o certo! Foi naquele momento, que ele se encantou com você... Tenha coragem agora também, Kagura. Eu conheço meu filho. Hideaki, não vai desistir de você. Vocês vão se unir, e ele fará de você a fêmea mais feliz de todas... –Emi, disse com seriedade, e admiração, fazendo Kagura sentir-se amparada, e levemente surpresa.

— Ele... Disse isso?Eu... Sequer Imaginei que ele pudesse ter me notado, naquela ocasião... –Kagura murmurou maravilhada, e perplexa ao se dar conta de que havia chamado a atenção do youkai com sua decisão, e bem antes do que ela mesma supunha.

—Minha querida naquele momento, você realmente conseguiu um novo destino. Então, tenha coragem novamente, para assumi-lo. Não vou mentir para você... Katashi é muito prático, e controlador, e temo que ele não aprove a união de vocês, com tanto entusiasmo como eu. Mas não deixe isso influenciá-la. O sentimento de vocês é o que importa, e somente isso! –Emi disse categoricamente, para que a youkai dos ventos não se sentisse enganada.

— Eu só não quero mais sofrimento... Nem para mim, nem para mais ninguém... –Kagura completou ainda ressabiada.

—Não haverá mais sofrimento, minha querida... Tenho certeza disso! Agora me fale da pequenina fêmea que você tem cuidado. Eu sempre quis tanto uma filha, mas só tive machos! Meus filhos me deram você, e a Ritorirï, e eu finalmente tenho duas filhas! E agora você está prestes a me dar uma neta! Estou imensamente feliz! Fale-me dela, dos doces que ela mais gosta, e de que cor, a qual devemos decorar o quarto dela?! –Emi disse sentando-se finalmente. Sua animação era contagiante e fez brotar um meigo sorriso nos lábios antes tristonhos de Kagura.

Após alguns minutos dentro da banheira de água quente, o youkai morcego, que mantinha seus cabelos presos fora da água, encostou a cabeça na borda da banheira, para descansar um pouco sua mente, e permitiu-se fechar seus olhos e cobri-los com uma pequena toalha de limpeza.

E foi neste momento que seus pensamentos, divagaram sobre Naelle e a confiança que ela lhe destinava.

Colocar-se sobre a cama de um youkai e ainda por cima dormir abraçada à uma de suas roupas era algo que poucas fêmeas teriam coragem de fazer, mesmo tendo fortes sentimentos pelos mesmos. Mas Naelle o fizera porque confiava que Masato, jamais a machucaria.

Sem perceber Masato sorriu de olhos fechados. Era uma sensação muito agradável, saber que apesar de ter a aparência monstruosa, era capaz de despertar a confiança de um ser tão frágil, mesmo sendo sabidamente, seu guardião.

Talvez ela o visse como um ser assexuado, ou tão respeitoso que jamais a visse como fêmea. Embora sua ingenuidade e a extrema sinceridade, lhe fossem marcantes, a hanma era possuidora de uma beleza encantadora. Seu corpo apesar de delicado era altivo, com curvas pronunciadas e um busto mediano, tão fascinante quanto sua pele clara.

—Ah Naelle... Eu não sou tão casto quanto você pensa... –O Youkai murmurou sentindo-se tomado por uma inexplicável excitação ao imaginar o corpo nu da hanma.

Seu membro ficou retesado de desejo. E por mais que ele tentasse mudar seus pensamentos, seu corpo pedia por sexo.

—Naelle... — Gemeu o youkai ainda tentando controlar o desejo.

—Estou aqui, senhor Masato... – Murmurou baixinho a hanma, ao pé do ouvido do youkai que abriu os olhos, e retirou a toalha, envergonhado e surpreso por esquecer-se de que seus sentidos estavam fracos demais para sentir-lhe o cheiro caso ela se aproximasse, rapidamente.

A hanma se encontrava sentada na borda da banheira, e sorria com sua face mais doce e inocente.

Masato virou-se de costas para ela, em um impulso.

—Na-Naelle Hime! Não deveria entrar aqui, enquanto eu estou sem roupa. Por favor, saia. Conversaremos depois que eu terminar. –Masato murmurou com seu coração na boca, pelo susto.

—Eu não quero sair... Deixe-me juntar-me ao senhor... –A doce hanma respondeu antes de despir-se lentamente, e por inteiro, ambicionando entrar na água quente, para maior desespero do youkai.

­_Na-Naelle Hime, o que está fazendo? Naelle Hime, nós não podemos fazer isso! –Masato tentou argumentar, ainda de costas para ela.

—Mas eu quero ficar com você... Porque não posso? –A hanma respondeu, enquanto entrava inteiramente nua na banheira.

—Por que sou um MACHO, e ADULTO, e apesar de você acreditar que eu a veja como uma criança, e não vá tentar me aproveitar de você, EU QUERO FAZER ISSO! Portanto, NAELLE, contenha-se, ou eu CONCRETIZAREI A MINHA VONTADE... –Masato, voltou-se para ela, e disse em alto e bom som, para fazê-la entender que ele não era de ferro. A hanma encarou-o assustada por alguns momentos e Masato sentiu-se péssimo, mas tinha consciência de que ela compreendera o recado.

—Senhor, Masato, eu não acredito que o senhor me veja como uma criança... E nem quero isso... Mas sei que o senhor, não se aproveitará de mim... Porque isso não faz parte do senhor... Eu fico muito feliz, em saber que o senhor, me deseja... Porque, eu também quero o desejo muito... –A hanma disse sorrindo timidamente, antes de entrar aproximar-se do youkai ainda incrédulo, e o beijar com toda a sua paixão.

Masato não teve outra escolha, a não ser retribuir o beijo da hanma com a mesma intensidade.

E Naelle, gostou muito dessa atitude dele. A pele da hanma estava fria, em contraste com a de Masato e a água. Os seios medianos de auréolas rosadas esfregavam se entre o peito e a barriga do Youkai morcego, fazendo com que ereção voltasse ainda mais potente.

—Olha senhor Masato, como o senhor está grande aqui em baixo... E muito duro, também... –Naelle disse ao pegar o membro retesado com as pequenas mãos, e começar a fazer movimentos tímidos, para cima e para baixo, fazendo Masato rosnar de desejo.

—Não faça isso, por favor, Naelle Hime... –Masato implorou, mas não foi ouvido, Naelle continuava manipulando o membro retesado sem muito jeito, mas com muita vontade.

—Não precisa me chamar de Hime... Eu sou sua protegida, e você, é meu protetor, Masato. Eu quero muito fazê-lo se sentir muito bem... –A hanma sorria corada, com sua doce voz, levando o youkai morcego à loucura.

Diante da atitude dela, o Youkai morcego, que já estava cansado de ser prudente, pegou-a pela nuca e puxou-a para junto de si para morder e chupar-lhes os seios, fazendo a hanma gemer ainda de maneira tímida. A língua macia e bifurcada, brincava com os bicos eriçados enquanto as mãos do youkai dominavam o corpo da hanma com força e desejo.

Foi à vez de Masato beijá-la, e ele o fez com toda paixão reprimida em seu peito, fazendo Naelle perder o fôlego. Os corpos nus ferviam, mas a água começava a esfriar, assim como o ambiente em que estavam. Masato decidiu que aquele não era o lugar para o ideal para fazer o que desejava.

Ergueu- a nos braços ainda beijando-a, e saiu da banheira. Colocou-a no chão, e vestiu- se com um roupão, para finalmente libertar os longos cabelos negros. Voltou-se para a hanma e com a ajuda de uma toalha secou-lhe e acariciou todo o corpo dela, que se deleitava com o gesto ora carinhoso, ora sensual.

—Masato porque você parou? Ei... Haha... Isso faz cócegas!-A hanma disse primeiro, preocupada e depois gargalhando quando o youkai secou seu pescoço antes de morder-lhe levemente a nuca.

—Está uma noite fria, e você não pode ficar na água muito tempo. Sou seu protetor, lembra? Não posso deixá-la pegar um resfriado... –O youkai disse sorrindo, antes de ajoelhar-se para secar os pés da hanma, aproveitando-se para beijá-los e lambê-los antes subir pelas coxas e demorar-se no clitóris da hanma que arfafa de prazer.

Não demorou muito para que ela se derramasse, para maior excitação do youkai morcego. Novamente ele a pegou nos braços, e caminhou para dentro do quarto, deitando-a na enorme cama de casal do aposento antes de caminhar até a lareira para acendê-la e assim iluminar e aquecer a noite de amor que se seguiria. Ao retornar para junto dela, retirou o roupão, e cobriu-a com seu corpo, entre beijos calorosos e palavras que traduziam o sentimento dos dois.

— Ah... Naelle, estamos prestes a cometer uma loucura... Tem certeza do que está fazendo? Por favor, diga-me a verdade... Prometo que não vou censurá-la pelo que decidir... –Masato pediu entre os beijos desejosos.

—Eu sou sua... E apenas sua... Apenas quero que você seja meu, e apenas meu também... –A hime pediu com sua expressão mais lívida e doce.

—Sabe mesmo, o que está me pedindo? Lembre-se de que não há volta para este caminho que você decidiu tomar... Se eu lhe tomar aqui, e agora, nós vamos ser um só, e por toda a vida... Possivelmente construiremos um lar juntos... E eu quero muito isso, mas posso esperar por você, o tempo que for necessário... Essa decisão é só sua... –Masato disse antes de prosseguir olhando-a intensamente, com suas mãos entrelaçadas.

A hanma encarou-o por alguns segundos, sorrindo agradecida por mais este gesto carinhoso do youkai para consigo, antes de respondê-lo.

— Eu vou adorar ter filhos que tenham a sua beleza, Masato. Far-me-á muito feliz, construir um lar, ao seu lado... Esperei-lhe por toda a minha vida, e sinto que até mais que isso... Não quero esperar nem mais um minuto para ser sua fêmea. Quero que tire minha virgindade e me faça sua finalmente, e para sempre... –A hanma murmurou, com seus olhos marejados, e um sorriso maravilhado em sua face.

Masato sentiu suas lágrimas de sangue, escorrerem pelo rosto, e o coração antes carregado de dor, libertar-se e se tornar leve, por conta do amor puro que aquela fêmea lhe destinava, e ainda mais pelo sentimento real, e absoluto, que havia sido plantado em seu peito, quando a conhecera, e que naquele instante se tornava concreto.

E sem mais relutar, ele lhe acariciou todo o corpo, deixando-a arfante e ainda mais desejosa, pensando apenas no sentimento que carregava por ela, e mais nada. Aquele momento tomar Naelle e fazê-la sua, era a única coisa que lhe importava.

Ele a beijou ainda mais apaixonado, antes de penetrá-la muito gentilmente. Fizeram amor de maneira pura, cheia de sentimento e desejo naquela noite, e adormeceram extasiados, nos braços um do outro.

Ainda na festa, por conta das convenções, a mãe de Naelle, Freyia, ergueu os olhos na direção do shiro, por alguns segundos, e Ryouko estranhou a reação dela.

—Freyia, está tudo bem? Parece que algo a incomoda. –O lorde das terras do fogo, perguntou enquanto pegava levemente na mão de sua amada.

—Sim, estou bem, meu querido. Não há nada que me preocupe... –Respondeu a hanma beijando a mão de seu macho, para retribuir o carinho.

Entretanto, em seu coração de mãe, ela sabia que sua amada filha, não era mais uma garotinha, e sim, uma mulher , e que o capitão que ela amava, era o responsável por esta mudança.

Notas finais
Pessoal agradeço imensamente à cada comentário, e também aqueles que favoritam e que continuam acreditando nesta fic! Obrigada imensamente por cada sugestão! TAMOOSS JUNTOSSS!