Notas iniciais
OLÁAAA meus queridosss! Voltamos com a festa da união do Raijin e da Kikyou, e com a lua de mel tambémmmmmm! Além disso temos também algumas amigas que resolveram finalmente ver qual é a destes youkais que ficam cercando elas! Ihhhh bora lá ver?

Naquela mesma noite, Leodora e Ryotaro que não haviam comparecido à união do general e da miko, chegavam em casa depois de passarem a tarde em um templo que se encontrava ainda nas terras do oeste, mas fora de Meikakuna Mun, junto ao mar, e que não era muito visitado àquela época, mais fria do ano. Este havia sido o local onde Leodora buscava abrigo quando no passado, soubera da visita do “Lorde Ryotaro” à sua “prometida” a princesa Minara, que ainda se encontrava muito debilitada na época.

Aquele local era, portanto visto por ela, como um local de refúgio e segurança, perfeito para se redigir e assinar um contrato de união entre uma hanma e um dai youkai, tendo apenas duas mikos, uma humana e outra hanyou, como testemunhas.

Ao chegarem, foram recebidos pelos pequeninos que aguardavam ansiosos, pelo retorno dos dois especialmente por que agora, a família estava completa.

Após muita algazarra e tendo em vista que já passava da hora dos mesmos irem dormir, Ryotaro ocupou-se da prazerosa tarefa de colocá-los na cama, enquanto Leodora arrumava a bagunça, e aproveitava para banhar-se e preparar-se para seu descanso.

A hanma estava muito nervosa, com sua primeira noite de “casada”, mesmo sabendo que não a primeira vez que Ryo dormia na cama ao lado da sua. Muito pelo contrário. Desde que ela aceitara se unir à ele, o youkai havia “se mudado” para sua casa, com seu consentimento, e para alegria das crianças. Fora ele mesmo que encomendara e pagara os novos móveis do quarto, já que construir outro aposento, próximo ao das crianças, como elas queriam, era algo que tomaria muito tempo.

Banhou-se rapidamente, e foi para seu quarto, seguir seus hábitos noturnos. Quando passou pela cozinha, no entanto, pensou que uma xícara de chá calmante talvez lhe caísse muito bem. Vestida com um quimono fino de dormir, Leodora prendeu os cabelos com uma toalha, e foi até o fogão de lenha, colocar água para ferver. Em seguida separou suas ervas favoritas, e colocou-as sobre a mesa. Em poucos minutos o chá já estava em infusão. A hanma morena, se esticou para apanhar as xícaras que se encontravam na parte de cima de um rústico armário de cozinha, e quase caiu de susto, quando Ryotaro, silenciosamente se pôs atrás dela, e pegou sem dificuldade o que ela queria buscar.

—Ai, Ryo... Você me assustou! De novo... -Leo comentou enquanto voltava-se para o bule de chá, para que ele não visse seu rosto vermelho.

—Lamento por isso... Convivi com youkais e hanyous à vida toda. Eles sempre percebiam minha presença com facilidade. Vou tentar ser mais sensível, a você. Bem, as crianças estão na cama. E eu vou me banhar. Preciso tirar essa maresia de mim. –O youkai fênix disse com certa malícia na voz.

—Ah... Ryo? Você quer um pouco de chá? –Leodora perguntou voltando-se para ele, sem perceber que ele ainda estava muito próximo a ela.

—Quero sim... Pode levar ao nosso quarto? Assim conversamos um pouco antes de dormirmos... –O youkai sorriu enquanto Leodora balançava a cabeça de modo afirmativo, e foi em direção ao banheiro. Ouvi-lo mencionar “nosso quarto” arrepiou a por inteiro.

“Se acalme Leodora... Lembre-se de que Minara deu a palavra dela, que o Ryo, não vai descumprir o nosso contrato...” – A hanma pensou consigo mesma, ao lembrar-se da conversa com Minara, alguns dias antes. A princesa havia ficado muito animada com a notícia, e lamentara o fato de Leo, escolher uma união íntima. Ela assegurara a Leodora que Ryo era o macho certo para ela, mas Leo sabia que Minara já havia dito isso antes, referindo-se ao Lorde Ryotaro, para quem, ela estava marcada.

Enquanto mantinha-se absorta em tais, pensamentos, a hanma morena arrumou uma bandeja e levou para o quarto, que agora era composto por duas camas de solteiros, com um criado mudo da cada lado oposto, e um, mais extenso, no meio das duas, que fazia as vezes de mesa de chá.

E foi exatamente ali que Leodora colocou a bandeja.

Apesar das camas estarem distantes uma da outra por quase dois metros, a hanma sentia-se angustiada.

Caminhou até a penteadeira que ficava encostada na parede de frente para as camas, e começou a pentear-se e ungir-se com seus óleos perfumados.

Subitamente seus pensamentos voltaram ao lorde que ela tanto amara. Agora, ela estava compromissada com um de seus generais, mas ainda possuía a marca de Ryotaro, e de certa forma, ainda pertencia à ele. Ryo lhe prometera que a livraria daquela marca. Mas Leodora sabia que ele também a ajudava a livrar-se da marca que ela carregava em seu coração.

Alguns minutos se passaram, e Ryotaro, surgiu na porta, com seus cabelos já devidamente penteados apesar de ainda estarem levemente úmidos. Estava sem a parte de cima do quimono, com seu belo peitoral à mostra, passando pela barriga definida, até pouco abaixo do umbigo. Leodora tentou agir naturalmente, mas sentia sua face queimar de vergonha. O silêncio foi quebrado pelo youkai.

—O chá está delicioso, não vai tomar o seu? –Ryotaro disse sentado na cama enquanto segurava o pires e apreciava o chá quente.

—V-vou... Só preciso terminar isso... –A hanma disse tentando evitar contato visual, ainda penteando os cabelos.

—Nunca havia conhecido uma fêmea que tivesse cabelos como os seus... São realmente exóticos, e muito bonitos. –O youkai prosseguiu com a conversa amena.

—São herança do meu povo... A maioria das pessoas de lá, tem cabelos assim. –Leodora contou ruborizada.

—Você sente falta deles? –O youkai perguntou tentando parecer que tinha pouco interesse no assunto.

—Sim e não... Sinto certa nostalgia, mas realmente não tenho nenhuma vontade de ir visitá-los. –A hanma foi sincera.

—Você os culpa pelo que a aconteceu a você? –Ryotaro prosseguiu sendo o mais delicado possível.

—Não... Na verdade acho que Kyuura, foi o único culpado... Quando me falou de seu filho, e de como ele era gentil para com todos, eu fiquei muito animada... Criei uma expectativa enorme, e acho que se meus pais não me dessem, eu teria fugido de casa, para me tornar a fêmea dele.

— Leodora disse com toda a sua sinceridade, recriminando-se depois, por deixar transparecer seus antigos sentimentos.

— Você o amava? –Ryotaro disparou, ainda tomando seu chá de maneira displicente.

—O que?-A hanma perguntou querendo entender onde ele queria chegar.

—Você amava o “Lorde Ryotaro”? –O youkai fênix repetiu a pergunta encarando-a como se aquilo fosse trivial.

—Ryo... Acho que isso não é importante... –Leodora tentou esquivar-se.

—Então, me responde... Você já o amou em alguma época da sua vida?- Ryotaro insistiu, querendo saber o quanto ela estivera ou ainda estava envolvida.

— Mas faz tanto, tempo... Por que quer saber isso? –Leodora ergueu-se e caminhou até sua cama, sentando-se e pegando seu chá.

—Por curiosidade... Se você nunca o viu, então porque tem tanto medo dele? Porque nunca tentou se aproximar dele? Talvez ele também esperasse por alguém como você... –Ryotaro disse tentando achar um modo de se revelar.

—Ryo, não é essa a questão... Eu não me apaixonei por ele... Apaixonei-me pela ilusão que Kyuura me descreveu! Apaixonei-me por um youkai galante, um verdadeiro príncipe encantado, que tivesse sentimentos humanos, e um coração apaixonado! Mas eu era só uma menina! Com o tempo, eu percebi que este macho... Não existia! Ryotaro, não é assim! Eu realmente não acho que ele seja tão diferente do pai quanto dizem... Além disso, ele nunca soube de mim. Os olhos dele estavam voltados para a princesa, e somente para ela... E como eu disse antes, isso NÃO importa, não mais! –Leodora encarou Ryotaro esperando dar fim àquele assunto.

—Está certa... Então vamos falar de nós? O que você acha de mim? –Ryotaro perguntou se pondo cara à cara com a hanma.

— Ora, Ryo... Você é... O dono de um coração corajoso, e gentil, cheio de compaixão e piedade... –Leodora disse sorrindo ternamente.

— Você está apaixonada por mim?- Ryotaro perguntou sério desconcertando a hanma.

—Ryo, porque estamos tendo essa conversa? Aonde você quer chegar com tudo isso? –A hanma questionou tentando mudar o assunto.

—Eu quero saber onde eu estou na sua vida Leo... Sou um amigo, ou posso considerar-me um algo mais? Nossa união não vai ter sexo, como eu lhe prometi, mas terá o resto? É importante para mim, saber o que você sente... –Ryotaro justificou-se.

—Ryo, você está inseguro? Rsrsrs... Nós estamos unidos... Mesmo que você e eu não tenhamos sexo, eu sou sua fêmea, e sua amiga! Tudo o que eu puder fazer para ver você feliz, eu farei... –Leodora confessou, sem muito jeito.

Ryotaro pôs sua xícara na mesinha, e levantou-se para sentar-se ao lado de hanma morena, voltando-se para ela, mas mantendo seus olhos abaixados.

—Eu... Estou inseguro... Acho que estou com medo de você me deixar... –Ryotaro confessou ainda sem dirigir o olhar para Leo, por conta de seu terrível segredo. Ela o surpreendeu, aproximando-se e o abraçando com todo o seu sentimento.

—Não nunca vou deixar você, Ryo... Essa é a minha promessa! Um dia eu vou ser livre desta marca, e aí, eu serei... Inteiramente, sua fêmea, em todos os aspectos. –A hanma murmurou sorrindo ainda abraçada à ele.

Ryotaro sorriu de volta para a hanma, e com um movimento rápido puxou-a para seus braços, colocando-a sentada de lado, em suas pernas. Instintivamente a hanma morena passou os braços pelo pescoço dele, para se segurar. E quando percebeu estava sentindo o hálito quente e fresco do youkai em seu rosto, tamanha a proximidade em que estavam.

—Também nunca vou te deixar, Leo. Nem você, nem nossos filhotes. E eu... Quero muito mais... Quero que você dê a luz a mais filhos, que serão tão amados, quanto, estes são... –Ryotaro sussurrou, fazendo a hanma engolir em seco.

O clima estava quente entre os dois, mas a atmosfera se dissipou, quando Ryotaro subitamente ouviu algo. O youkai fênix colocou a hanma sob a cama e pôs o dedo indicador sobre os lábios, para que a hanma compreendesse que ela não deveria fazer nenhum som.

Saiu do aposento, e caminhou silenciosamente pelo corredor, atravessando a sala, até chegar à porta de entrada, abrindo-a em um rompante, bem no momento em que Kyo, preparava-se para bater.

—Kyo? O que está fazendo aqui? –Ryotaro perguntou surpreso.

—Ryo, temos que conversar... Yuko está morrendo. –Kyo disse pesaroso.

—Yuko? Mas como assim?O que aconteceu? –Ryotaro perguntou tomado de surpresa.

—Calma Ryo... Senhor, Kyo... Por favor, entre... Vocês podem conversar melhor na sala... -Leodora intrometeu-se ao perceber que Ryotaro, estava assustado.

—Agradeço a sua gentileza, Leodora, mas, acho que nós não temos muito tempo. Ele foi envenenado, e está na enfermaria do shiro. Eu lhe contarei os pormenores, no caminho. –Kyo disse retribuindo a gentileza.

Ryotaro voltou-se para o quarto e vestiu-se rapidamente. Antes de sair, voltou-se para Leodora.

—Volto logo Leo... –O youkai disse ainda assustado.

—Leve esse remédio com você. Ele me foi dado por Izanami, e ela dizia que isso era capaz de curar qualquer tipo de envenenamento. Use apenas duas gotas. Talvez isso o ajude. –A hanma disse entregando-lhe um pequeno frasco com um líquido translúcido dentro. Ryotaro agradeceu, e junto com Kyo, rumou para o shiro.

Embora a festa da união de Raijin e Kikyou continuasse pela noite adentro, o casal resolveu que era de finalmente ficarem a sós. Embora a tradição rezasse que o casal deveria retornar para a festa após consumar a união, Raijin avisou a todos que não pretendia voltar para a festa, tendo em vista que sua jovem fêmea precisava recuperar-se do susto anterior.

Kagome e Inuyasha aproveitaram a saída estratégica, e resolveram que também era de sair, especialmente por que o ex hanyou queria evitar que Koüga dançasse com Kagome durante as valsas de honraria.

Raijin e Kikyou chegaram ao aposento que estava ricamente decorado por rosas brancas invernais e velas prateadas, e a miko ficou encantada.

—Raijin, que lindo! Imagino que isso é coisa de mamãe, Byaküro! –Kikyou tentou adivinhar, enquanto Raijin sentava-se em uma poltrona que se encontrava de frente para a lareira do quarto, já acesa.

—Ela mesma... Mas digamos que eu tenha ajudado um pouco... –O youkai disse com falsa modéstia, enquanto chamava Kikyou com um movimento de seus dedos, para que ela sentasse com ele.

—Você? Humm... Que atencioso da sua parte! –A miko estreitou os olhos para ele, sem se aproximar.

—Obrigado, minha fêmea... Agora, pode me agradecer de verdade, vindo aqui sentar no meu colo... Eu estou com muita saudade de despir você e sentir a sua pele quente... –Raijin murmurou encarando-a com seu sorriso mais indecente.

—Ora, mas que pervertido... Você é sempre assim? –Kikyou fingiu desaprovar a atitude dele, e ficou de costas para Raijin, que de súbito ficou de pé, e agarrou-a pela cintura, enquanto sussurrava em seu ouvido.

—Adoro quando você se faz de ofendida... Mas prefiro que você se revele, com a sua verdadeira natureza... Sei exatamente do que você gosta Kikyou... –O youkai usava uma mão para acariciar os seios da humana, enquanto a outra mão pressionava o quadril dela contra a ereção descontrolada dele, fazendo-a sentir o quão desejoso ele estava dela.

—Raijin... Ai, meu amor... –Gemeu ela, entre as carícias, se aproveitado para virar-se e beijar o youkai com desejo, enquanto acariciava o membro duro e ereto por cima da calça que ele vestia.

—Isso... Mostre-se para mim, minha loba... Não se envergonhe de ser o que você é... –Raijin murmurou, sentindo todo o desejo que ela continha.

Com a ajuda de Raijin Kikyou despiu-se e empurrou-o contra a cama. Raijin estava arfante de desejo, e se deixou cair, enquanto sorria malicioso. A miko engatinhou até ele, e beijou-o sensualmente desde o peito até o púbis. Quando se deteve, passou a mordiscar levemente o membro ereto e pulsante do youkai por cima da hakama, fazendo Raijin rosnar de desejo. Após alguns segundos de deliciosa tortura a miko, retirou a calça que Raijin vestia, levando voluptuosamente o membro à boca. Raijin gemeu alto, enquanto encarava Kikyou que lhe chupava com vontade, e maestria, como se ele fosse um doce raro, e extremamente delicioso.

—Kikyou... Ahh... Kikyou... –Gemeu Raijin, prestes a derramar-se na boca da miko. Kikyou engoliu o que pode, mas a grande quantidade de sêmem, aliada ao tamanho grande e grosseiro do membro do youkai, fizeram com que a tarefa fosse impossível de ser cumprida. Os lábios, o queixo e os seios da miko, ficaram molhados com a semente do youkai.

Raijin encarou-a maravilhado. Puxou-a para junto de si, e deitou-a para lamber o sexo já encharcado da humana, que gemia baixinho. As lambidas espaçadas sobre o clitóris da miko se somaram as mãos do youkai que apertavam seus seios e brincavam com os bicos eriçados, de modo que não demorou quase nada para que Kikyou se derramasse na boca de seu macho.

Raijin lambia os dedos molhados com a excitação dela, e logo após isso deitou-se sobre ela, beijando-a com todo o seu desejo, enquanto as línguas se enroscavam uma na outra.

Em poucos segundos Raijin já estava novamente ereto e duro como uma pedra. Aproveitando-se de que Kikyou ainda estava bastante molhada e relaxada, Raijin penetrou-a de uma só vez, arrancando a virgindade, e um rosnado alto de sua fêmea.

—Geme... Geme pra mim, minha loba... Minha fêmea... –Raijin sussurrou enquanto penetrava-a cada vez mais rápido, e com mais força.

—Sim... Raijin.... Ahhh.... Mais, meu amor... Quero mais... –Gemeu a miko sem controle. Os corpos estavam unidos, com Kikyou deitada com as costas na cama, e Raijin ajoelhado com um joelho da miko sobre seu ombro e o outro o prendendo pelas costas.

Quando sentiu que o orgasmo estava prestes a chegar para sua fêmea, Raijin ergueu-a, e sem se tirar de dentro dela, colocou-a em seu colo, sentando-se sobre a cama, enquanto ela enganchava as pernas em suas costas. Suas mãos agarravam-na pelas costas, e eles se beijavam ardentemente quando ambos chegaram ao ápice do prazer.

—Eu te amo... Kikyou... Minha loba... –Raijin murmurou ainda sem se tirar de dentro dela, com seus olhos vermelhos e assustadores.

—Eu também te amo... Amo-te muito, Raijin... Meu lobo....- Kikyou respondeu sorrindo encarando-o maravilhada, pelas sensações que invadiam.

Ambos se permitiram ficar abraçados e se beijando, com seus corpos colados, na mesma posição, por algum tempo. Mas logo o desejo novamente os encontrou, e ambos se entregaram um ao outro, mais uma vez.

Kagura, Souten e Aika estavam sentadas em uma mesa, conversando displicentes sobre o que havia acontecido, e sobre os casais recém-formados.

—O General Hokuto parece estar mesmo feliz! –Aika comentou ao ver o casal, Kaede e Hokuto, bailando em uma das valsas.

—Kaede também está! Parece que ela finalmente encontrou o amor! –Kagura concluiu sorrindo.

—Sim, e a Senhorita Yukina também parece estar se entendendo com o embaixador... –Souten disse com certa surpresa na voz.

—É verdade... Ícaro é um macho excelente. Yukina será muito feliz ao lado dele se der uma chance à ele... Aika comentou.

—Verdade, Aika, eu acho que o susto que ela levou na noite da união de Minara hime, foi suficiente para fazê-la despertar. –Kagura completou.

—E Você Kagura, não vai dar uma chance ao capitão Hideaki?Todos comentam que ele só tem olhos para você! – Souten contou com um leve sorriso.

—É verdade,Kagura. Eu ouvi dizer, que lady Emi estava curiosa para conhecê-la, porque o capitão Hideaki, seu filho, está profundamente encantado, e não esconde isso de ninguém... –Aika completou seriamente, para transpor toda a situação, para a youkai dos ventos que tinha seu rosto em brasas.

—Ah... Eu nem sei mais o que dizer... O capitão Hideaki, é o sonho de toda fêmea. Não entendo o que ele pode querer comigo! –Kagura disse tentando se fazer entender.

—Talvez seja o mesmo que o capitão Kazuyia procura na Aika... –Souten disse pensativa.

—Ah não Souten... Hideaki e Kazuiya são muito diferentes. Hideaki, é um macho íntegro, e responsável, que não tentaria se aproximar de uma fêmea apenas para desonrá-la. Já Kazuyia é um infame! Ele só quer se aproximar de mim, para se vingar pela lição que eu dei nele na noite em que a guerra terminou! –Aika esclareceu.

—Será mesmo apenas isso, Aika? Acho que o capitão Kazuyia está muito interessado, para que seja apenas uma vingança boba...- Kagura murmurou, e Souten concordou.

—Se você tem tantas dúvidas, podia tentar desmascará-lo. –Souten completou.

—Desmascará-lo? Até que não é uma má ideia... Mas como eu poderia fazer isso? –Aika perguntou curiosa.

—Finja que está incapacitada! Nada desperta mais o lado selvagem de um youkai do que uma fêmea indefesa!-Souten respondeu.

—Exatamente isso, Souten! Aika finja-se de bêbada, assim quando o Kazuyia tentar te seduzir, você vai estar ciente de tudo, e poderá humilhá-lo! – Kagura completou disfarçando ainda mais para que ninguém as ouvisse.

—Ora, é mesmo uma excelente ideia! Mas ao sei se tenho coragem para executar isso... –Aika concordou mas com ressalvas.

—Olá senhoritas! O que é uma excelente ideia, capitã Aika?-Sigfrieda a sacerdotisa de cabelos prateados, aproximou-se e sentou-se a mesa bem no momento em que Aika falava. Diante dela, a youkai salamandra ficou constrangida e Kagura percebeu.

—Não se preocupe, Aika, Frida, é de confiança, e nossa amiga. E talvez possa nos ajudar, também... –Kagura murmurou.

—Ah... Eu sei que ela é... Mas é que... -Aika respondeu ainda mais vermelha.

—Tudo bem, eu mesma conto Aika... –Souten sorriu, e contou todo o plano, que elas estavam criando para tentar desmascarar Kazuyia.

—Ah, então, foram os deuses que me trouxeram aqui para vê-las! Eu acho que posso ajudar bastante não só, você capitã, como também a Kagura e a você Souten! Eu vou falar com uma das servas que está preparando as bebidas e pedir que mande bebidas sem álcool para vocês, nas taças das bebidas alcoólicas. Ela me deve um favorzinho, e tenho certeza de que concordará! Deste modo vocês vão parecer que estão bebendo pra valer. Depois peço a Kara que diga ao Shuhei que vocês estão decididas a tomar um porre, mas que são fracas para bebidas, portanto isso deve ser “perigoso”, e ele certamente irá correndo contar para os amigos. E o golpe final, será meu irmãozinho, Hagen que acabou de retornar com o restante dos soldados de elite de meikakunamün. Se ele vier até aqui, e cortejá-las , sabendo que vocês estão “bêbadas e indefesas”, tenho certeza de que os seus admiradores se sentirão obrigados à tomar uma atitude! -Sigfrieda concluiu o plano perfeito, com um sorriso malicioso.

—Ma-mas ninguém me admira, não! –Souten murmurou sentindo o corpo inteiro queimar de vergonha.

—Não seja modesta! O capitão Shippöu, está cercando você, desde a valsa da união de Minara hime! Agora mesmo, ele está do outro lado da festa, junto com o capitão Kazuyia, e o capitão Hideaki e os três estão quase devorando esta mesa. Sugiro que vocês tirem logo suas conclusões, afinal a partir de amanhã, a maioria dos convidados irá partir, portanto minhas adoráveis amigas, vocês só tem a noite de hoje para agir. — Sigfrieda disse erguendo uma sobrancelha.

—Acho que você tem razão. Bem, meninas, junto com vocês, eu ficarei mais confiante para fazer isso! — Aika concordou e encorajou as demais.

—Sim! Será muito melhor se nós três fizermos isso juntas... Você não concorda Souten? –Kagura perguntou, ao perceber que Souten estava de cabeça baixa, pensativa.

—Frida chame seu irmão, nós vamos começar o show! –Souten respondeu, enchendo-se de coragem.

Kagura sorriu para ela, e depois para Aika e diante da afirmativa delas, Sigfrieda saiu da mesa, calmamente, e foi executar o plano sem despertar nenhuma desconfiança.

Não demorou muito para que as bebidas fossem chegando. Aika se encarregou de pegar asque continham teor alcoólico, e esmerava-se em sorver e “queimar” o álcool com seu poder, ainda na garganta da maneira mais discreta possível enquanto Kagura e Souten bebiam as que não continham álcool da maneira mais teatral possível.

Assim em pouco mais de vinte minutos, já haviam vários copos vazios na mesa. Kagura, Aika e Souten começaram então seus comentários, em voz, ligeiramente elevada, entre risadas um pouco mais chamativas e burburinhos que transmitiam certa discrição, no que elas tentavam fazer, mas de modo, que chamasse a atenção do youkai lobo da neve, que estava não muito longe, acompanhado de Hideaki, Nagato, e Shippöu, e assim como seus companheiros, não tirava seus olhos da mesa feminina.

—É impressão minha ou as fêmeas que vocês cortejam, estão ficando um pouco mais animadas? –Nagato murmurou para os demais machos da mesa, pois sabia que eles também haviam percebido.

—Parece que estão comemorando algo... –Shippöu disse surpreso.

—Comemorando, o quê? Nunca vi a Aika beber antes! Quanto mais beber tanto! –Kazuyia completou com seus olhos estreitados.

—Talvez seja algo muito importante para elas... –Hideaki completou igualmente surpreso e contrariado.

—Acho melhor vocês descobrirem o que está havendo... Ou com certeza não vão conseguir dormir... Bem, boa noite eu vou me recolher... -Nagato riu-se e foi embora, deixando os três machos inconformados à mesa.

—Nagato tem razão... Deveríamos procurar saber o que aconteceu para que elas começassem a beber dessa maneira... –Kazuyia murmurou.

—E como faremos isso, Kazuyia? Acho que seria abusivo irmos até lá pra perguntar!-Hideaki o lembrou do detalhe, igualmente irritado.

O clima irritadiço estava instalado na mesa, quando subitamente Shuhei apareceu.

—Ei amigos, acho que tenho uma informação importante para vocês... –O lobo vermelho sussurrou ao sentar-se entre eles.

—Agora não Shuhei! Estamos tentando descobrir porque as fêmeas estão bebendo feito loucas! –Kazuyia cortou-o.

—mas é sobre isso mesmo que eu vim falar! A kara acabou de me dizer que está preocupada, porque Kagura, Aika e Souten disseram que iriam tomar um belo porre hoje, já que é o ultimo dia que estarão juntas. Eles estavam apenas aguardando a Sigfrieda, porque ela se juntaria à elas, mas parece que ela teve um contratempo... –Shuhei disse o mais baixo que pode.

— Ora, então é só isso? Mas porque ela está preocupada? Que eu saiba, não há nada demais em tomar um porre com as amigas... –Kazuyia disse tentando disfarçar o alívio.

—É que a Sigfrieda vai voltar para beber com elas, acompanhada pelos soldados de elite de Meikakunamun... A Sigfrieda diz que não á problema, mas a Kara me contou que os soldados respeitam a Sigfrieda por que o irmão dela é um dos capitães daqui. Mas eles podem tentar algo com uma das suas fêmeas, justamente porque elas são não são daqui... Kara está tentando impedir a Sigfrieda de trazê-los, e eu aproveitei para vir contar a vocês... –Shuhei Continuou disfarçando o mais que podia.

—Ora, mas não existe um tal feitiço que protege as fêmeas daqui? –Shippöu questionou preocupado.

—Esse feitiço só existe dentro do shiro... E elas já estão bêbadas... Não têm ideia do que estão fazendo, ou do que farão... –Shuhei completou antes de vir Kara se aproximar.

Rapidamente o lobo vermelho levantou-se e foi de encontro à bela sacerdotisa de cabelos roxos e olhos azuis. De onde estavam, os machos apenas vislumbraram quando a youkai balançou a cabeça negativamente.

—Isso só pode ser sacanagem! Os malditos estavam isolados em treinamento por vinte anos, e resolvem voltar agora? E ainda querem comer a minha presa? –Kazuyia esbravejou, irritado. O barulho da cadeira arrastando para trás, o fez olhar na direção de Hideaki, e ele viu quando o Inu dai Youkai aproximou-se do servo que levava as bebidas e pediu-lhe para dar um recado.

Em seguida Hideaki voltou à mesa, e encarou os companheiros.

—Eu não sei vocês, mas, não estou disposto, a perder a minha “presa”, como você mesmo disse Kazuyia. Vou agir agora, e acho que vocês deveriam fazer o mesmo. –Disse Hideaki antes de se despedir e ir à direção dos jardins da frente do templo. Poucos segundo depois, Kagura cambaleante recebia o recado do servo, que a ajudou a ir ao encontro de Hideaki.

— Kazuyia, Hideaki está certo. Temos de agir agora. Você vem? –Shippöu disse levantando-se. Kazuyia concordou contrariado, e ambos caminharam até a mesa das fêmeas. Shippöu encarou Souten e com seu melhor e mais sedutor sorriso antes de começar a falar.

—Shippöu... Eu acho... Que não poderei... Pois, se eu for a Aika... A Aika vai ficar... Sem ninguém... –Souten falava pausadamente como se arrastasse a fala por conta de estar ébria.

—Não se preocupe lady Souten, eu cuidarei da Aika. Vamos ficar bem, não é, Aika? –Kazuyia disse ao se aproximar finalmente.

—Ah acho que vamos... Haha... Nossa Kazuyia você tem que experimentar essa bebida aqui... É muito boa... –Aika disse enquanto piscava discretamente para Souten, antes que ela saísse em direção à pista de dança.

Aika não estranhou os modos refinados, e educados do youkai que antes fazia questão de ignorá-la. Após alguns minutos de conversa os dois foram para a pista dançar entre os outros nobres youkais.

—Você dança muito bem, Aika. Então, porque nunca vi você dançando antes?-Kazuyia continuou seus elogios.

—Eu não tinha companhia agradável. E não achava muito... Apropriado... –Aika respondeu com sinceridade apesar da situação.

—Humm então, posso me considerar uma companhia agradável? — O youkai usava todo seu charme.

—Claro. Mas acho que você já sabia disso... – A youkai salamandra estava gargalhando por dentro.

—Eu? E como poderia saber? — Só porque algumas fêmeas já haviam dito isso, não significa que é verdade... Para mim, no entanto, a opinião de uma bela e distinta youkai, como você, basta. — Kazuyia continuou e Aika achou que ele estava se superando.

—Que bom que você pensa assim. A humildade é uma característica fundamental em um macho... Especialmente um... Que queira despertar... Meu interesse. — Aika disparou querendo rir até cair no chão.

—É verdade? Que bom para mim... Mas diga-me, Aika, o que mais uma fêmea fascinante como você, aprecia em um macho?

—Gosto de machos sensíveis... Que gostem de poesias e que também apreciem uma boa bebida... — Aika estava surpresa consigo. Sua cara de pau, estava no último nível.

—Talvez então eu possa agradá-la. Já que sou um grande apreciador de destilados e modéstia a parte, tenha a alma de um poeta. — Aika imaginava o youkai que arrotava em público e vivia envolvido em prostíbulos, lendo poesia e sentia que explodiria em risos em questão de minutos. Respirou fundo antes de continuar, para manter o controle.

—Oh... Que bom... Qual a sua favorita? — "Agora eu vou morrer de tanto rir", pensou a youkai.

—Eu gosto das "Poesias secretas junto às cerejeiras" Não conheço o autor, mas, gosto da sonoridade das palavras... — O youkai disse levemente incomodado, parecendo estar sendo sincero.

—É um dos meus livros preferidos. Eu posso te mostrar outros que são parecidos, se quiser.- Aika disse tentando disfarçar a surpresa e manter sua farsa.

—Por mim seria ótimo. Mas outro dia, quem sabe... – Nesse intante, Aika percebeu que o olhar de Kazuyia havia se tornado alegre, mas subitamente, depois disso, ele fechou-se e voltou a mostrar-se o mesmo de sempre.

Os dois retornaram para a mesa e prosseguiram a conversa.

—Está bem, marcaremos pra outro dia. –Aika sorriu disfarçando sua descoberta.

—Você quer sair daqui um pouco? -O youkai perguntou e Aika sabia que era sua deixa.

—Claro, vamos tomar mais algumas bebidas e podemos dar uma volta.

— você quer beber mais? Não acha que já bebeu o suficiente?-Kazuyia questionou-a um tanto quanto surpreso.

—Ah é que eu gostaria de experimentar mais algumas bebidas... –Aika disfarçou.

—Está bem... Desde que sejam apenas mais algumas doses... Mas então, o que quer beber? Um vinho fermentado, um pouco de saquê... — o youkai sugeriu tendo em vista que eram bebidas mais fracas.

—Quero o destilado de trigo, por favor.- Aika sugeriu, fazendo cara de ingênua.

—Não acha um pouco forte?- O youkai surpreendeu-se.

—Não sei! Você acha?

—Um pouco... Mas tudo bem. — O youkai deu de ombros, aparentemente. Aguardou alguns instantes e chamou um servo. Este se aproximou trazendo algumas bebidas. O youkai lobo da neve pegou dois cálices e o despediu depois de solicitar a bebida que Aika pedira.

—Experimente. -Kazuyia disse entregando o cálice à Aika.

—Humm, bom! O que é?-Ela perguntou timidamente.

—saquê de arroz e uvas brancas. É muito raro, experimentar desta bebida, tendo em vista que é muito difícil de fabricar. Ela só é encontrada aqui em Meikakünamum, onde foi criada. — Kazuyia explicou e Aika surpreendeu-se com o conhecimento dele.

Alguns minutos depois outro servo passou e Aika pegou mais duas bebidas.

—E esta Kazuyia? Que bebida é esta?

—Destilado de flor de pêssego. Notou como é mais forte?

—Sim, mas é muito bom. — A youkai disse esperando que o youkai bebesse e não notasse seu truque de queimar o Álcool ainda em sua garganta.

—Você está bebendo muito rápido. Tente saborear mais um pouco. Bem acho que vou ter de ir pegar seu destilado de trigo. O servo está demorando muito, e você está bebendo demais... –Kazuyia disse levantando-se e indo em direção à cozinha do templo.

—Está bem, eu aguardo aqui. — Aika disse inocentemente.

Em poucos minutos, Kazuyia estava de volta ao lugar onde Aika o aguardava, mas para sua agonia, Sigfrieda e um outro youkai estavam conversando animadamente com ela.

O irmão de Sigfrieda, Hagen, era um youkai jovem e encantador. Assim como Frida, ele tinha cabelos prateados . Entretanto seus olhos eram de cores diferentes. Um era verde esmeralda como os olhos da irmã, e outro amarelo. O plano da sacerdotisa estava dando muito certo, e era chegada a hora de testar os ciúmes de Kazuyia. Ao conhecê-la, Hagen se derreteu em elogios e Aika ficou surpresa com a beleza e elegância do mesmo. Ao vir Kazuyia se aproximar Frieda deixou os dois sozinhos e ficou de longe observando.

—Aqui está, Aika. E quem seria este? — Kazuyia questionou entregando a bebida à Aika e notando que ela estava com outro copo já na mão, e aparentemente, terminando.

—Oi Kazuyia, obrigada. Este é o Hagen, ele é irmão da Sigfrieda.

—Muito prazer em conhecê-lo, Kazuyia. -Respondeu o jovem youkai de olhos heteromôno crômicos, e cabelos curtos.

—Prazer. E então Aika, o que estava bebendo? — Kazuyia cumprimentou sem a menor simpatia, e perguntou a Aika, levantando uma sobrancelha.

—Humm Kazuyia, uma bebida deliciosa! Mas você tinha razão esta aqui é muito forte.- Aika mentiu depois de colocar o copo sobre a mesa.

—Era destilado de maças verdes, e você pareceu gostar já que bebeu mais de quatro doses... — Hagen mentiu sorrindo.

—Você permitiu que ela bebesse mais de quatro doses disso nesse curto espaço de tempo, e não percebeu que ela não tem costume de beber? — Kazuyia perguntou irônico e irritado.

—Ela é adulta, sabe o que faz e o que quer. Além disso, ela parecia estar se divertindo muito comigo... — Hagen enfrentou o lobo da neve, que encarou-o com uma expressão séria.

—Ah, desculpem... Acho que não estou muito bem. — Aika disse, levando a mão direita à têmpora.

—Aika, talvez você tenha bebido demais... É melhor eu te levar para o seu quarto... Vai se sentir melhor se deitar-se um pouco... — Hagen se ofereceu, com um leve tom paternal na voz. Mas quando ameaçou se aproximar de Aika levou um esbarrão de Kazuyia.

—Não se incomode filhote. Eu mesmo vou levar a Aika. Agora se nos dá licença. — Kazuyia disse, levantando Aika, e dando as costas ao jovem youkai que apenas sorriu discretamente para Frieda que ainda os observava de longe.

—Ai ,Kazuyia, estou muito tonta... Não quero que percebam que estou assim... Vou fazer papel de tola. –Aika disse, tentando afastar-se de Kazuyia, por sentir constrangida com a proximidade dele.

—Não se preocupe. Apenas passe o braço pela minha cintura. Eu vou levar você e ninguém vai dizer nada. — Kazuyia respondeu ainda irritado com o jovem youkai que tivera a audácia de sugerir levar Aika para o quarto.

Saíram do templo e foram direto para o shiro, na direção dos aposentos. "É agora que ele vai me levar para o quarto dele" Pensou Aika, pronta para o golpe. E não estava enganada. Eles foram para os aposentos de Kazuyia. Ele a colocou sobre a cama, e foi até o banheiro, e por lá ficou durante algum tempo. Quando retornou, tinha um copo nas mãos com algum tipo de erva com cheiro forte.

—Você consegue andar? — Ele perguntou apoiando-a com cuidado.

Aika afirmou com a cabeça e ficou esperando para ver o que ele faria a ela. Mas para sua surpresa, Kazuyia pegou seus longos cabelos e os prendeu em um rabo de cavalo, depois afastou as mangas do vestido, e levou-a até o sanitário.

—Kazuyia o que vai fazer comigo? — A youkai questionou ainda fingindo embriaguês.

—Se acalme você vai ficar boa logo. — Disse o youkai trazendo o copo, antes de continuar.

—Beba Aika. — Ele disse colocando o copo no rosto da youkai que pôs-se a vomitar só de sentir o cheiro forte.

—O que você está fazendo? — Ela questionou depois que o efeito havia melhorado.

—Isso vai fazer você melhorar. Já passou a vontade? -Perguntou ele, ainda segurando a testa dela.

—Já, mas tira esse maldito copo daqui! -Ela esbravejou e ele obedeceu. Jogou o conteúdo na pia embaixo de água corrente.

Depois voltou ao quarto e quando veio, falar com Aika, tinha uma muda de roupas na mão.

—Consegue ficar de pé? — Ele questionou-a, ainda parecendo preocupado.

—Claro, eu não estou tão mal assim. — Aika disse já arrependida de seu plano.

—Tome um banho, a banheira está cheia. Mas vai ter de fazer isso, cantando. Se parar de cantar eu vou saber que tem algo errado e vou entrar, entendeu? — O youkai foi categórico.

—Kazuyia isso não é necessário, eu estou bem! — A youkai afirmou, em vão.

—Não está. A Aika que eu conheço, nunca admitiria em público que havia bebido demais. Aliás, ela nem sequer beberia... Agora, vá se banhar e não se esqueça de cantar. — O youkai afirmou encarando-a. Aika pretendia contar-lhe que havia fingido e armado aquela situação, mas sentia uma profunda vergonha.

A música de Aika não fazia jus à sua bela voz, surpreendentemente bela, para Kazuyia que mal a ouvia falar. De repente a música parou, e Kazuyia saiu de seu transe. Caminhou até a porta e quando ia bater Aika saiu, secando seus longos cabelos negros, enquanto seu corpo estava envolto no quimono de dormir de Kazuyia, que ficou extasiado com a visão dela.

—Algum problema, Kazuyia? — Aika perguntou seriamente ao vê-lo encará-la sem dizer nada.

—Nenhum... Como se sente? — Ele perguntou se refazendo.

—Bem, pronta para ir para a cama... — Aika provocou.

—Melhor irmos para a cama mesmo... — Kazuyia disse e quando Aika estava prestes a desmascara-lo, ele falou novamente.

—Você vai dormir aqui, eu vou dormir na varanda... — E dizendo isso, ele pegou um travesseiro na cama e uma manta, e caminhou até a varanda, deixando Aika boquiaberta.

—Mas Kazuyia, você não quer se deitar comigo, aqui na cama? Está muito frio aí fora, e aqui vai ser muito mais divertido... — Aika mal podia acreditar no que estava acontecendo.

—Você não está em condições Aika. E acredite, mesmo se eu me deitasse nessa cama, eu não tocaria em uma virgem bêbada. Sou muito cafajeste sim, mas sei com quem, devo ser... — O youkai disse arrasando a expectativa de Aika que então se propôs a ir embora, tamanha a vergonha que sentia.

—Não vai sair deste quarto até eu ter certeza de que está bem. Se você ficar sozinha pode passar mal e ninguém verá! Se faz tanta questão, eu deitarei na cama. — O youkai disse colocando o lençol e os travesseiros de volta, e se deitando.

—Você vai dormir de sapatos? — A youkai salamandra questionou ainda perplexa.

—Boa noite Aika, durma bem. — O youkai disse imóvel, enquanto Aika abafava uma risada de nervosismo, completamente incrédula pelo que estava acontecendo.

Hagen capitão de Meikakunamün

Notas finais
Pessoal eu agradeço imensamente por todos que tem apoiado a fic, com comentários e recomendações. Sério gente eu sou muito grata por tudo! Fiquem bem e até o próximo cap!!