Perdida Na Tempestade

51 Capítulo -51 - O vento da mudança...


Notas iniciais
Estou de volta depois de um puta susto! Sim gente estive doente, mas eis que eu retorno!!!! Háháhá! Cof coof coff cooofff... Enfim! Aqui estamos com nossos youkais e humanas mais gostosas da parada. Né? Ou não, enfim, vamos que vamoooos, que esse cap tá grandão pra gente começar beeem!!!

Nagato, havia ído para a cozinha externa do shiro, que ficava no primeiro andar e cuja uma das portas dava para a rua, em frente, à onde ficavam as feiras do vilarejo, para ajudar com os preparativos do festival e da festa que Minara pretendia fazer. Desde que chegara no entanto, havia observado um fato, que havia lhe chamado muito a sua atenção. Tratava-se de uma fêmea humana que estava fazendo buques de flores, em uma barraca e frente para onde ele estava, e que apesar de estar trabalhando duro, mantinha o rosto e parte da cabeça coberta por uma espécie de véu. O youkai terminou rapidamente sua tarefa, mas continuou no mesmo lugar, pois, seu sexto sentido de lince, indicava que algo estava errado. Apesar dela quase não chamar a atenção, e ser conhecida pelos demais moradores, havia algo naquela figura, que o inquietava. Diante de sua dúvida crescente, resolveu perguntar à Yuko o general de Ryotaro, que havia acabado com seu trabalho com as flores, e estava indo à cozinha, atrás de Nagato. O youkai lince seguiu o kitsune de perto e quando este parou para cumprimentar uma jovem serva, Nagato tocou em seu ombro para que ele se virasse.

_Quem é aquela, que mantém o rosto coberto? Não me lembro de tê-la visto, ontem com os outros. -Questionou o youkai, à Yuko sem mais delongas.

_Eu não a conheço, mas tive a mesma curiosidade. Trata-se de uma simples viúva humana. Ela tem três filhos, e vive em Meikakü mum desde que a primeira criança nasceu. Curiosamente, ninguém nunca conheceu o macho dela, ou a viu com algum macho. E mais curioso, ainda, é o fato dela ter mais dois filhos, mesmo depois de viúva. -Yuko disse estreitando os olhos.

_Três filhos, sem um pai? Isso é mesmo muito interessante. E por que uma fêmea com três crianças cobriria o corpo inteiro, e o rosto?

_ As três crianças são, uma menina de quase dez anos, um menino de oito anos, e um bebê de um ano e meio. Os três são humanos, mas são reconhecidos pela educação, inteligência e generosidade. Ela vive sozinha com as crianças e prefere ficar assim. Acredito que deve ser por isso que cobre o rosto. -O youkai lince balançou a cabeça negativando.

_Tem alguma coisa errada com essa fêmea, eu posso sentir isso... Porque uma humana, com três filhos humanos, deixaria de viver em uma vila de humanos, muito mais segura para si e seus filhos, como a do general Inuyasha, que fica aqui perto, para viver junto de youkais e hanyous? Não acha isso estranho, Yuko?

_Acho. Mas isso não quer dizer nada. Pode ser que o pai das crianças sejam um humano de alguma vila que já tenha seu compromisso, e a mantenha em sigilo. Isso explicaria o fato dela não se envolver com ninguém daqui. Mas tem um, porém... -Disse Yuko, pensativo.

_O que? -Nagato perguntou quase que imediatamente.

_A serva que me deu estas informações, disse que ela é muito prestativa e que todos aqui a consideram muito. Ela é uma exímia doceira, e pinta quadros belíssimos. Os quadros mais novos do Shiro foram feitos por ela. E, além disso, trabalha o ouro com perfeição. As joias que ela fabrica são de rara beleza. — Yuko concluiu, mas Nagato não compreendeu.

_Mas isso também não é nada demais... Pode ser que ela tenha se aperfeiçoado com o tempo... — Nagato disse levemente irritado.

_Porém apesar de ter tanto conhecimento e três filhos, comentam que ela não mudou nada desde que chegou aqui... Não engordou ou emagreceu, ou teve alterações na voz, ou criou uma ruga nos olhos, que é a única parte visível em seu corpo. Pelas contas da serva, que me informou, ela tem pelo menos 35 anos humanos. -Disse Yuko, cruzando os braços.

Nagato percebeu que estava certo. Havia algo errado com aquela história, mas sequer teve tempo de comentar, pois, neste momento, a fêmea humana que se encontrava lá fora entrou na cozinha a pedido de uma das cozinheiras.

_Prove só, Leodora, eu acho que está muito doce! -Disse a serva que havia falado com Yuko, com aflição no timbre vocal.

_Ponha um pouco mais de canela em pó, e mais uma ou duas xícaras de sangue humano, e vai ficar perfeito. Você não precisa ficar tão aflita, Mariko, você é uma grande doceira, não vai fazer nada errado. — Disse com voz doce a mascarada. Yuko ergueu uma sobrancelha, e disse em tom muito baixo, para que apenas Nagato ouvisse.

_Ela sabe cozinhar para youkais... Você tem razão, Nagato, tem algo estranho nesta história...

Neste momento a mascarada percebeu que estava sendo observada. Ao vislumbrar a figura de Nagato, com seus olhos atordoantes, e a de Yuko com seu sorriso sedutor, a humana, cambaleou. Instintivamente saiu correndo pela entrada para a cozinha que levava ao interior do castelo. Deixando todos surpresos com sua atitude. Mas Nagato recuperou-se e foi atrás dela, tendo Yuko bem atrás de si. Se ela estava fugindo, era provável que fosse culpada. Nagato usou toda a sua velocidade, mas a mascarada conhecia bem o shiro e sabia precisamente onde devia ir. Após despistá-los no segundo andar, a mascarada correu em direção aos aposentos, e quando pretendia esconder-se acabou trombando com Minara que também vinha correndo na direção oposta. Ambas caíram mas, Minara ergueu a cabeça, e olhou para o que havia trombado. Ao vir a cabeça ainda parcialmente coberta, levantou-se rapidamente para ajudá-la.

_Leo! O que houve criatura, porque esta fugindo? -A princesa questionou levantando-a e correndo com ela para qualquer aposento onde pudessem conversar em paz.

_Ainda bem que encontrei com vossa majestade... — Leodora disse assim que entraram no quarto de Brunhilde.

_Para com isso, de majestade! Nós somos amigas, Leo! O que houve, me conta.

_Dois youkais... Um deles era Yuko, o general de Ryotaro, e o outro era um youkai lince! Estavam falando de mim e de repente passaram a me perseguir.

_Leo, se acalme. Eles não são inimigos, são amigos! Eles não vão te fazer mal. E, além disso, o fim da guerra nos libertou! Todos os hanma estão livres agora.

_Mas... E se... Se eles me descobrirem e começarem a me perseguir assim como o maldito Kyuura fez? -A hanma tirou o véu, revelando uma bela fêmea de longos cabelos cacheados e negros como a noite que pendiam até a cintura. Sua pele morena dourada, e seus olhos castanhos claros constrastavam com sua boca rosada. Os olhos eram bem marcados por um delineador preto e destacava ainda mais o formato e a cor.

_Eles não vão perseguir você, Leo. Eu ja lhe disse, milhões de vezes, que Ryotaro é completamente diferente do pai, em todos os setidos! Ele nunca faria mal à uma fêmea como você... Se ao menos você o conhecesse, ou me deixasse falar de você à ele... -Disse Minara tentando convencê-la.

_Mina, eu não vou discutir sobre isso novamente. Eu não quero me envolver com macho algum pelo resto de minha vida. Eu já tive meus filhos, e é só neles que quero pensar. POr mais diferente que ele seja do pai, eu nunca vou conseguir confiar nele. -Leodora tentou se justificar.

_Leo, eu tenho que te contar... Kyuura está vivo... Ele voltou à vida por conta dos meus poderes... -Minara falava calmamente, mas Leodora ficou apavorada.

_Como assim está vivo? VOCÊ o trouxe de volta à vida? Você me traiu, Mina? -Leodora estava tremendo, apavorada com a possiblidade.

_NÃO! Eu nunca faria isso! Kyuura está vivo assim como a fêmea dele, portanto ele não tem mais interesse algum em você! Você não é mais a garotinha que foi tirada de sua casa nas terras além-mar, sob a desculpa de que seria a prometida de Ryotaro, e acabou como escrava de kyuura! Ele deixou o controle das terras do leste nas mãos de Ryotaro, para poder viver o resto de sua vida com sua fêmea, e em paz! Acredite em mim, Leodora, eu sei que ele não vai vir atrás de você. E também sei que Ryotaro, não vai lhe cobrar nada!- Disse Minara pegando Leodora pelas mãos e continuou.

_Use seu poder Leo, veja seu o que eu estou dizendo, é,ou não, verdade! — E neste momento, Leo soltou as mãos, de Mina e a abraçou.

_Eu confio em você, Mina... Desculpe-me! Mas fiquei com tanto medo... Agora que tenho as crianças eu não quero correr o risco... Só quero ficar em paz. — Leodora falou entre lágrimas.

_Eu sei... Também só quero viver em paz, Leo. E isso me lembra de que preciso acabar logo com as dúvidas que pairam sobre a minha vida. Eu acho que vou aproveitar a festa que planejei para minha amiga Ritorirï, e vou me unir de vez ao Hikaru. Assim acabo com as expectativas de Ryotaro de uma vez por todas e o deixo livre. Livre para você como devia ser desde o início se você me ouvisse. -Minara disse ainda encarando a amiga.

_Você tem razão em se unir de uma vez, ao macho que você sempre amou, mas, eu não tenho tanta certeza quanto à este tal Ryotaro, desistir. O que importa para mim, é que sei o bastante, sobre a família dele, e dou graças aos Deuses, conhecer você, mas minha amiga, não me peça isso. Eu tenho tudo o que preciso aqui! Tenho meus filhos, que mesmo não saindo de mim, são meus, e ninguém poderá tirá-los de mim. Tenho uma bela casa, e uma vida cheia de amigos, e isso me basta. — Leodora afirmou mais para si, do que para Minara, que sabia o quanto seu coração estava ferido.

_Eu sempre vou estar ao seu lado, Leo. Mesmo que você insista em se machucar... Mas não significa que vou aceitar seu sacrifício, de braços cruzados... Por isso quero que você vista -se, com aquele vestido escandalosamente lindo, arrume-se e fique ainda mais gostosa se é que é possível, você ficar mais gostosa, e chame a senhora Nami para cuidar de seus filhotes, porque hoje, Leo, a noite é noooossssa, entendeu? — Minara disse sorrindo quebrando o clima sentimental, e dando espaço a outro mais divertido.

_Aquele vestido, vermelho com a flor? Eu nunca usei aquele vestido... Não o acha muito exagerado? -Leodora perguntou timidamente.

_Claro que não! A ocasião de hoje pede, Leo. Perfeito para a união da Ritorirï com o Isamu e também para a minha! E depois disso ainda tem festival, né?

_Isso realmente vai ser ótimo. — Leodora sorriu, animando-se um pouco.

_ Ih caramba! Eu esqueci que marquei com as meninas de levar os presentes aos pombinhos! Eu tenho de ir, Leo, agora, prometa-me que você virá! — Minara disse aproximando-se da porta.

_Eu prometo.

_Ahh Leo, só mais uma coisa, você poderia me fazer dois favores? O primeiro é, que eu quero que você faça dois bolos lindos! Os youkais não ligam para isso, mas eu vi isso em alguma época e não consegui mais esquecer! Quero que tenham flores e enfeites, mas confio em seu bom gosto! -Minara disse piscando.

_Rsrsr, você viu na época moderna! Não se lembra de quando fomos lá ver o que as mulheres estavam usando? E o segundo favor? — Explicou Leodora e Minara deu um leve tapa na testa como indicativo de que havia se lembrado.

_Pode ir ao meu antigo quarto e avisar ao meu querido "noivo" que pretendo em casar com ele hoje?

_Kkk claro, Mina! Rsrsrsrs eu farei isso, sim, mas só depois que terminar os doces está bem?

_Tá ótimo, Leo! Até mais, viu? E não esqueça o VESTIDO VERMELHO COM AS ROSAS DO LADO, entendeu? -Minara falou alto para que ela entendesse, bem.

_PODE DEIXAR! Até mais, e obrigada de novo... -Leodora fez igual, para deixar claro que compreendia.

Depois de alguns minutos, Leodora saiu do aposento mas continuava com o véu. Não pretendia que eles a reconhessecem e ainda tinha muito trabalho a ser feito.

Apesar de ser uma serva, os aposentos dados à Ritorirï, era um dos mais luxuosos. Tratava-se do aposento destinado à uma antiga general de Meikaku mün, que morreu na primeira tentativa de Kyuura, de sequestrar Brunhilde. A própria Brunhilde ciente do importante papel, cumprido pela serva na libertação de sua filha, e na própria guerra, a encaminhara à este quarto, e lhe comunicara que ela seria detentora da mesma honraria, dada à antiga dona do aposento. No entanto, a Usagi no Ie, acreditava que não fosse digna de tanto, por isso, nem se lembrara de tal detalhe. Principalmente estando ela em um lugar tão maravilhoso, quanto os braços de Isamu. Ambos estavam se banhando juntos, na grande banheira de mármore rosado de veios vermelhos escuros, mas não conseguiam ficar longe um do outro. Estavam se descobrindo, sentindo as peles, os toques, sentindo onde davam e sentiam prazer. E nada parecia ser mais importante do que estarem ali, daquela maneira, entre beijos doces e acalorados e juras de amor eterno. A marca feita por Isamu, já havia cicatrizado, formado um pássaro negro que contrastava na pele rosada da Youkai. Isamu não se cansava de admirá-la e o fazia constantemente, como se quisesse ter certeza de que ela realmente lhe pertencia.

Tudo nela, parecia ter sido feito sob medida para ele. Os seios fartos, lhe enchiam os olhos e a boca. Adorava sentir o sabor dos seios, e sempre que podia, chupava-lhes, e os mordia delicadamente para vê-los ficarem rijos, e ainda mais rosados. A cintura fina, onde ele conseguia encaixar as mãos, para movimentar os quadris dela, fazendo-a subir e descer em seu membro, mais rapidamente, ou de forma lenta, o que fazia a youkai, gemer seu nome, implorando por mais. O sexo, pequeno e delicado, desprovido de pelos, que cabia inteiramente em sua mão, e que quando tocado, encharcava-se de desejo, tão abundantemente molhado, à ponto de escorrer-lhe pelas pernas. Eles já haviam se "provado" de todas as maneiras, mas a saciedade não chegou até eles, e Isamu se questionava se algum dia, conseguiria fartar-se de tê-la em seus braços.

Quando terminaram de se banhar retornaram ao quarto e subitamente alguém bateu na porta. Temendo que se tratasse de alguém que procurasse por ele à mando de seu pai, Isamu vestiu-se rapidamente e pediu à Ritorirï que fizesse o mesmo. Assim que abriu a porta no entanto, o youkai teve uma grande surpresa.

_BOOM DIAA!! -Disseram as cinco fêmeas que estavam à porta. Elas traziam um carrinho com um desjejum farto para duas pessoas, muitas flores espalhadas em pequenos e delicados buques, além de embrulhos e caixas de vários tamanhos.

Isamu tentou dizer algo, mas as fêmeas entraram sem qualquer cerimônia, e tudo o que ele pode fazer foi fechar a porta atrás delas. As fêmeas abraçaram e cobriram Ritorirï de carinhos, e só depois disso, é que se lembraram de cumprimentá-lo.

_Ah, Ritorirï, estamos muuuito felizes por você! Quer dizer, por VOCÊS, não é mesmo, senhor Isamu? Rsrsrs! Deixa eu me apresentar primeiro, meu nome é Souten, eu sou uma youkai dos relâmpagos! — A youkai dos cabelos longos e negros, apresentou-se primeiro.

_Eu sou Kara, Sacerdotiza de Meikakü Mum. — A bela youkai de cabelos lilazes, fez uma respeitosa reverência à Isamu.

_Eu sou Hildrah! Também sou sacerdotiza meu senhor. Devo dizer-lhe que o senhor tirou a sorte grande ao tomar a Ritorirï como sua fêmea. Ela é uma amiga fiel, e corajosa! -A youkai dos longos cabelos coloridos como o arco-íris, elogiou a amiga ainda segurando as mãos da pequena Usagi.

_E eu sou... Ah, você já me conhece, Isamu! -Minara disse sem muita formalidade arrancando sorrisos e gargalhadas.

_Minara Hime... É bom vê-la viva e gozando de sua saúde. -Isamu disse sorrindo.

_Viva eu estou, mas gozando ainda não! Não, espera, eu quis dizer que eu ainda não estou aproveitando, eu... AH, podem rir suas maliciosas! — Minara disse enquanto todos riam. Até mesmo Isamu se pegou gargalhando.

_Obrigada a todas vocês! Não sou merecedora de tantos elogios! — Ritorirï disse humildemente.

_Você é sim. E em breve todos saberão. Eu trouxe presentes das outras sacerdotizas, da minha mãe, do tio Inu no taishou... -Minara disse enquanto pegava os embrulhos no carrinho.

_Esperem um pouco, todos estão sabendo que eu a marquei??? Como? — Isamu perguntou curioso. Apesar da situação, ele estava certo do que queria e nem por um segundo sequer parecia preocupado.

_Ahhh... Eu Tive uma visão... E vocês me conhecem, não é? Já fui logo procurar Yukina e dizer pra ela sair dessa, e também invadi a reunião dos antigos generais, e mandei seu pai, deixar vocês em paz! -Minara disse sem graça.

_Mas Minara Hime, porque fez isso? -Ritorirï perguntou com um mixto de preocupação e alívio por saber que ela a estava defendendo.

_Porque eu vi o que Yukina pretendia fazer... Ela uniria forças com Katashi, para separar vocês dois apenas por capricho... E eu não podia aceitar isso... Mas agora que todos sabem vocês não precisam se preocupar com mais nada!

_Eu agradeço seu esforço, Minara Hime, mas duvido que meu pai aceite isso, assim, de bom grado... — Isamu disse cruzando os braços na frente do corpo.

_Vai aceitar sim Isamu... Principalmente por que o Tio Susanoo, desfez o compromisso, e me garantiu que vai ficar de olho em Yukina. Katashi não tem mais o que defender. Além disso, eu tenho certeza de que a tia Emi, vai ficar ao seu lado, Isamu. Ela quer que você seja feliz! — Minara Explicou.

_Susanoo abriu mão do compromisso? Então eu estou mesmo livre!? — Isamu disse sorrindo, parecendo estar assimilando tudo com muita calma.

_ Meikakü mum estará sempre de portas abertas para vocês. Se decidirem ficar, gostaria que você Ritorirï se tornasse nossa embaixadora, e você Isamu, nosso general. Mas decidirem ir, eu vou morrer de saudade, mas vou ficar feliz em saber que estão juntos. — Disse Minara seriamente abraçando a amiga. Ritorirï, ficou tão feliz que as lágrimas desciam de seu rosto e tudo o que ela dizia era "obrigada".

_Não me agradeça ainda! Tenho que pedir um favor à vocês. Como vocês sabem ontem começaria a lua de outono, então estamos todos trabalhando para dar início ao festival hoje! E também vou celebrar o casamento de vocês, isto é se vocês quiserem...

_Eu adoraria... -Concordou Ritorirï ruborizada.

_Eu também... — .Disse Isamu sorrindo para sua fêmea e continuou. _Mas porque agora, assim tão repentinamente?

_É que eu também vou me casar hoje!

_Está falando sério? Você é uma princesa de um clã importante. Vai se casar com um general renomado, então porque tanta pressa? Entendo que quanto mais cedo eu me unir à Ritorirï em uma cerimônia de conhecimento público, melhor, mas minha marca é prova de uma união legítima, portanto, ainda não compreendo a SUA pressa, em se unir à Hikaru!-Isamu perguntou curioso.

_É que eu sempre quis me casar durante o festival da Lua de outono... É a época em que estou mais forte, com mais poderes mais aguçado, mas é também a época em que mais me sinto solitária... Eu sempre quis passar minha lua-de mel nesta época do ano... -Minara disse levemente encabulada. Não queria que soubessem que decidira aquilo apenas há alguns minutos, justo, depois de seu encontro com Ryotaro.

_Então, por trás da fama de menina levada e mal criada, existe uma romântica incorrigível?- Agora sim, estou surpreso! — Isamu disse estreitando os olhos para Minara sem graça, mas aliviada, enquanto as outras fêmeas sorriam.

_Bem, meu tio Inu no Taishou decidiu casar com tia Izayoi, no mesmo dia que foi marcado pelo Inuyasha para casar com a Kagome e que o Sesshoumaru vai casar com a Rin!Então, hoje seremos apenas você e Hikaru no altar. -A princesa tentou mudar de assunto.

_Três Inu Dai youkais, casados com três humanas... Isso parece título de comédia. — Souten disse rindo.

_Pois é... Mas agora, vamos, que a gente ainda tem muito o que resolver! Isamu você vai com a Kara e a Hildrah,que elas vão te mostrar o que fazer, e você Ritorirï vem comigo e com a Souten que a gente tem uns trecos para fazer também!

E foram se resolver seus preparativos, e por sorte não econtraram com Yukina que foi bater insistentemente na porta, sem se dar conta de que não havia ninguém lá. Não mais.

O sol estava subindo depressa, e graças à sua velocidade surpreendente, o Kitsune Shippöu que saíra com o nascer do sol, chegava aos portões do Dai San no Shiro, bem à tempo de ver chegar uma carruagem imponente, trazendo uma bela dama youkai. Ela entrou apressada no Dai San e parecia estar realmente preocupada.

_Satori Hime! Satori! Onde está o meu macho? Onde estão meus filhos? Tem alguma notícia? — Questionou apreensiva a youkai que adentrara e sequer aguardara ser anunciada.

Os olhos dourados de Satori, que se encontrava sentada na varanda, se detiveram nos olhos lilazes e claríssimos de Emi. A pele rosada estava muito pálida, provavelmente, era proveniente da preocupação exacerbada. Seus cabelos negros como os de Isamu, estavam presos em uma longa trança, e apesar de estar vestida como uma rainha, seu coração estava despedaçado como o de uma escrava.

_Acalme-se Emi. Katashi foi junto com os generais e meu filho para a guerra. Eles tem a ajuda de Mikos, e de outros aliados. Então tudo o que podemos fazer, é aguardar notícias. — Satori respondeu calmamente, esperando que sua calma fosse transmitida à Emi.

_Esperar? Tudo o que tenho de mais caro, está nesta guerra, e você quer que eu espere? Para onde eles foram? -Disse Emi aproximando da poltrona onde Satori se encontrava.

_Emi... O que vai fazer lá? Pelo que sei, nenhuma de nós é guerreira... Só iríamos atrapalhar. -Ponderou Satori levantando-se para encará-la.

_Apenas diga-me! — Emi disse finalmente fitando a face de Satori sem qualquer medo.

_ Senhoras, com a vossa licença. Eu sou o capitão Shippöu, e meu superior é o general Inuyasha. Podem se acalmar, a guerra terminou e nós fomos os vencedores. — Disse o jovem Kitsune que se aproximou sorrateiro.

_Houveram baixas? Meus filhos estão bem? E meu marido? O senhor conhece o antigo general Katashi? -Emi perguntava sem parar atônita.

_Estão todos bem, minha senhora. Os generais e seus capitais estão todos vivos e bem.

_Mas então porque não retornaram ainda? -Satori perguntou curiosa.

_Meikakü mun foi reestabelecida, Milady. E com a morte de nossos inimigos, uma coisa incrível aconteceu...

_Que coisa? Diga-nos logo, capitão! — Satori estava exasperada.

_A Hime Minara trouxe de volta à vida, todos os que foram vítimas de Mizuki e Shigeko, de forma direta, ou indireta. — O kitsune estava tenso mas, sabia que tinha de contar. Satori afastou-se apreensiva e voltou a se sentar, visivelmente perturbada.

_Como assim, quem ela trouxe afinal? — Emi perguntou, já mais calma e ligeiramente surpresa com a atitude de Satori.

_Lady Brunhilde, os antigos generais, Susanoo, Kurö Ookami e Teigure, bem como suas respectivas fêmeas, Lorde Kyuura e sua fêmea e ...

_Inu no taishou e Izayoi — Satori interrompeu e completou a frase causando espanto em Emi e Shippöu.

_Isso mesmo, Milady. Eu recebi ordens para avisar que Sesshoumaru continuará sendo o senhor das terras do Oeste, mas a última ordem dada por Inu no taishou, é construir um shiro na colina azulada, no meio do caminho entre o Dai San no Shiro e o Mikadzuki no Shiro. Os generais e seu senhor ficarão em Meikakü mum, até que a lua mude. E Minara Hime pediu-me para buscar as senhoras e o outro capitão do Dai San, por que haverá uma grande comemoração durante toda a lua cheia.

_O festival da lua de Outono. Eu já havia me esquecido dele. Mas como Minara sabia que eu viria? — Emi, que jáhavia voltado ao seu tom habitual de voz, perguntou curiosa.

_Ela sempre sabe, Emi. É o dom dela. Bem vou me arrumar, capitão. Acho que por conta de seus outros recados, poderei ter mais de um quarto de hora para preparar minhas coisas, estou certa?-Satori questionou voltando à sua serenidade de sempre.

_Está sim, Milady. Eu voltarei dentro de meia hora para partirmos. Mas aviso que teremos de ir na carruagem voadora, ou não chegaremos lá antes de escurecer.

_Como quiser. — Satori disse dando às costas a Shippöu que prontamente foi buscar suas encomendas.

Emi ficou paralisada por alguns minutos mas depois compreendeu que satori, não era como ela. Satori nunca teve raiva de Izayoi, muito pelo contrário, a admirava, por sua coragem. Suspirou ao pensar no quanto amava Katashi, e no quanto havia sofrido por isso, já que sendo ele de um clã antigo e tradicional, seus sentimentos, nunca eram levados em conta. Ele era frio e calculista, um macho que levava suas decisões à sério e não admitia discussões. A branca youkai, pensou em seu filho Isamu, e no quanto lhe doía saber que ele também se casaria por conta de um simples acordo. Nenhum sentimento o movia em sua união à Yukina, e como fêmea, Emi, sabia exatamente o por quê: Yukina amava outro. Essa situação lhe tirava o sono, mas Katashi achava que tudo estava bem... Cabia à Emi, agora com o fim da maldita guerra, impedir que seu filho cometesse tamanha tolice. Era a única forma de evitar que seu filho tão amado, sofresse tanto quanto ela.

Shippöu continuou seus deveres e foi até a casa de Mirok, para dar as boas notícias da guerra. Mas por melhor que sua notícia fosse, ela não poderia amenizar a dor, que todos sentiam.

Assim que entrou pelos portões, ouviu os lamentos de Sango que chorava inconsolável. Correu para a porta da frente, esperando que sua presença por si só acalmasse os corações de seus amigos. Mas ao vê-lo, Sango que era consolada pelo marido, apenas encarou-o por um instante. Depois saiu em direção ao interior da casa, deixando ao kitsune a nítida impressão de que vê-lo havia sido ainda mais doloroso para ela.

_MIrok, o que está havendo? Eu tenho notícias da guerra, nós vencemos!-Gritou ele angustiado.

_Shippöu... Essa é uma boa notícia... Mas infelizmente perdemos uma grande amiga... A senhora Kaede tentou ir atrás de vocês ontem... Nós partimos para tentar encontrá-la, mas quando chegamos à floresta escura, encontramos isso, embebido de sangue... Pelo cheiro é o sangue dela, como você mesmo pode constatar, assim como fizeram os guardas hanyous. — Respondeu o monge com uma expressão resignada, ao entregar um xale de lã cor de terra, costumeiramente usado por Kaede.

_Isso não pode estar acontecendo Mirok... Ela me criou! A Senhora Kaede não pode estar morta! — O kitsune parecia estar fora de si, ao perceber o cheiro vindo da peça de lã.

As lágrimas desceram no rosto jovial do belo rapaz, que lembrou-se de cada mometo de sua infância. Desde que conhecera Inuyasha e Kagome, ele encontrara novos amigos, mas Kaede era especial. Ela o embalara em noites tempestuosas, lhe dera não só um teto, mas também sabedoria e carinho. Caindo por fim de joelhos, o kitsune, chorava mas não conseguia acreditar naquilo. Era cruel demais, uma morte como aquela, à essa altura da vida.

Em meio à suas lembranças dela, uma em particular lhe chamou a atenção. Kaede lhe dizia "levante-se". E ele compreendeu que ela nunca permitiria que ele ficasse naquele estado, ainda mais por causa dela. "levante-se" ele ouvia com sua mente. E foi isso que fez. Levantou-se enxugou as lágrimas atravessou a sala e caminhou até encontrar Sango, que jazia sentada em uma sala, chorando copiosamente. Assim que seus olhares se cruzaram, eles se abraçaram, e Shippöu consolou-a, lembrando-a de que Kaede jamais admitiria que eles ficassem naquele estado.

_Lembre-se de seus filhotes Sango. Ela os amava. Ela nos amava. E em meu coração, sinto que ainda vou encontrá-la... -Disse o Kitsune, fazendo com que Sango erguesse o rosto para encará-lo.

Após passar as notícias e as ordens dadas, o rapossinho despediu-se e foi comprar os tecidos e buscar as ladys, youkais. Pretendia chegar um pouco antes do meio da tarde, para dar tempo de ser ainda mais útil. Mas o que realmente lhe pesava, era o fato de ser ele aquele que teria de dar a notícia a Inuyasha, Kagome e Principalmente à Kikyou.

Notas finais
Pessoal. eu sinto muito mesmo não ter postado antes e também vou ficar devendo as imagens que eu não peguei, mas não se preocupem, semana que vem estou postando de novo, ok??? um grande abraço à todos!