Perdida Na Tempestade

50 Capítulo -50- Uma convidada Inesperada...


Notas iniciais
Pessoal mil perdões pelo atraso, mas a bendita imagem tava difícil de conseguir! Sem mais delongas, vamos ver a justiça se fazer presente em um beijo... Vamos ao texto????


No restante do shiro e no vilarejo, todos os cidadãos e servos estavam atarefados, com os preparativos para o festival. Depois de convencer Sesshoumaru, Inu no Taishou e Lorde Kyuura a ficarem até o fim do festival, Minara fez um pedido especial para suas servas mais habilidosas e se encarregou de encontrar voluntários para ajudarem com os preparativos. Os seus "convidados", que tiveram a "sorte" de encontrá-la, foram rapidamente induzidos a cooperar, e a maioria foi de bom grado.
Aika e Kyo, foram ajudar com as plantações. Enquanto ela fazia com que as plantas crescessem e amadurecessem rapidamente, Kyo, usava suas lâminas de fogo, e sua velocidade para colhê-las. Kazuyia e Kouga, foram ajudar a montar as tendas, já que ambos, possuíam força física e inteligência. Souten e Kanna, foram ajudar a fabricar os doces. Por possuir um olfato apuradíssimo, e uma visão impecável, o youkai lince, Nagato, era excelente para escolher os melhores igredientes, por isso, resolveu ajudar com a comida. Shippöu se encarregou de ir comprar tecidos, pois era um excelente negociador. Shuhei Se encarregou de limpar os céus para garantir uma noite estrelada onde a lua pudesse ser bastante apreciada, depois foi ajudar a preparar as lanternas que fariam a iluminação. Yuko e Ryotaro foram preparar as flores, decorativas, já que Yuko, exercia seu poder sobre todo tipo de plantas, enquanto Minara e Masato, cuidavam das crianças do vilarejo, para que os adultos e até mesmo as ditas professoras, trabalhassem despreocupados.
Minara e Masato estavam acabando de se conhecer. O youkai já havia ouvido muitas histórias à respeito dela por conta de Hikaru, mas estava surpreso, pois nenhuma história se comparava ao que ela era realmente. Agora ele entendia o porque de Hikaru rejeitar tantas fêmeas, em nome de um amor ingênuo, por uma garotinha. Ela não tinha receios, abraçava e beijava os seres ao seu redor, demonstrando seu afeto, sem fazer qualquer tipo de distinção. Gostava de trabalho pesado, e não se valia de seu título para nada. Dançava entre os cidadãos, cantava músicas em idiomas diferentes, e ajudava em tudo o que fosse necessário. Ele próprio havia ganho um beijo quente na face que aqueceu todo o seu coração. Era um comportamento completamente diferente ao de qualquer ser vivente naquela época, mas muito próximo dos cidadãos de Meikaku Mün. Ela corria por entre as plantações, tendo as crianças, do vilarejo ao seu redor. O som das risadas, era ouvido de longe e enchia o vale, de alegria. Crianças youkais, hanyous, e humanas, brincavam juntas, sem que ouvesse qualquer discriminação.
_Vocês, não me pegam!! rsrsr! — Minara dizia, correndo por entre os milharais, segurando um bebê nas costas.
Brincaram até que ela se deixou pegar, e todos saíram rolando pelo capim dourado que cercava as plantações, observados por Masato, que ria discreto, mas não entrou na brincadeira. Minara aproximou o pequeno dele, e o menininho hanyou, sorriu para o youkai, enquanto "comia" as mãozinhas.
_Pegue -o, Masato, ele gostou de você! — Encorajou-o a hanma, mas o youkai se conteve.
_Melhor não, ele pode se assustar...
_Deixa de ser bobo! Ele tá todo dengoso pro seu lado. — Disse a hanma , praticamente jogando o bebê, nos braços do youkai morcego.
Mas ao contrário do que imaginava, o bebê gargalhou ao ver a expressão desesperada dele. O youkai abriu um sorriso único, satisfeito com sua proeza.
_Ele gosta de mim... Você tinha razão!
_Crianças, vêem o que somos por dentro, Masato! E você é lindo por dentro e por fora!
_Está sendo gentil, princesa...
_Não, estou sendo realista! Você tem a pele mais perfeita que eu já vi na vida... Parece feito de porcelana! Seu cabelo, parece seda, e seus olhos, são fascinantes... Isso, sem falar no coração de ouro que você possui! Ver beleza em você, é só questão de olhar atentamente... — Continuou a hanma com naturalidade e voltou-se para as crianças. _Agora vamos todos nos sentar que eu vou contar uma história!- Anunciou Minara enquanto as crianças vibravam.
Com a ajuda do youkai morcego, ela sentou as crianças em uma roda antes de começar.
_Hime Minara, você vai contar a história da Hime Janis?- Perguntou uma pequena humana de cabelos negros, que fez cara de desapontada, enquanto as outras crianças afirmaram que já haviam ouvido esta história.
_Tá bom! Eu não vou contar a história da princesa Janis, até porque vocês já a conhecem! Eu vou contar a história da bela e da fera...Vocês conhecem essa também? -Questionou ela, e diante da negativa veêmente deles, ela começou.
_Era uma vez um príncipe, muito belo e rico, mas que possuía um coração duro e cruel. Um dia uma velha senhora pediu abrigo do frio do inverno, em seu castelo, mas ele se negou a ajudá-la por que ela era muito feia, e ele não tolerava a feiúra. Então a velha se transformou em uma linda fada, e o amaldiçoou por sua maldade. Ela o transformou em uma fera odiosa, e disse a ele, que a única forma de voltar ao normal, era se ele encontrasse uma mulher que fosse capaz de amá-lo mesmo ele sendo tão horrível.- Minara fez uma pausa, enquanto olhava para Masato de soslaio, para ter certeza de que ele estava mesmo prestando a atenção. Ao encontrar o olhar dele, ele questionou-a curioso.
_Porque, você escolheu esta história... — Ele, começou a falar, estreitando os olhos para a hanma mas deteve-se ao perceber que alguém estava em dificuldade, através de sua percepção extrasensorial.
Ele caminhou alguns passos sendo seguido por Minara, que colocou as crianças dentro de uma barreira de tempo, onde elas permaneceriam protegidas e seguras.
_O que foi, Masato? O que está sentindo?
Masato, farejou o ar e partiu correndo sendo seguido por Minara. Chegaram à parte mais alta da montanha, e o Youkai abriu suas asas, alçando Vôo. Em seguida pegou Minara pela cintura e levou-a até a entrada dos túneis, do outro lado da montanha. Levaram um bom tempo para chegar onde desejavam , mas foi bem à tempo de encontrarem Kaede, caída no chão, tendo Kemono o cavalo youkai de Hikaru, ao seu lado, aparentemente com a pata machucada.
_Senhora ! Masato, ela está sangrando!Mas o que ela faz aqui? — Minara ajoelhou-se e apoiou a cabeça da velha senhora em suas coxas.
_ Minara hime, ela é a senhora Kaede, uma das servas do general Inuyasha. E se não me engano é uma amiga pessoal dele! Kemono, está ferido... Não é nada grave mas inspira cuidados. Vou entrar na mente dele, e veremos o que aconteceu...- Masato, afirmou usando seus poderes.
_Senhora Kaede? Porfavor, senhora Kaede fale comigo!- Minara dizia, enquanto acariciava a face da velha senhora e comprimia o ferimento, em seu abdome.
_Minara, eles cavalgaram desde ontem. Eles sairam escondidos do Dai san, desobedecendo as ordens de Miroko e Kohako. Ela se aprovitou da chegada da senhora Emi, e fugiu. resolveram passar a noite na floresta escura, mas foram atacados por um youkai abutre. Conseguiram escapar com dificuldade, e ambos foram feridos. — Explicou-lhe Masato, aproximando para examinar a velha senhora.
_Ki... Kikyou... Diga... Onde está...- Balbuciou Kaede, mal consegundo abrir os olhos.
_Ela está bem senhora Kaede... Nós vencemos a guerra...- Minara choramingava angustiada.
_Bom... Kikyou... seja feliz... — A velha senhora sorriu e estendeu a mão para secar uma lágrima que descia da face de Minara.
_Minara Hime, ela perdeu muito sangue... Não há nada que possamos fazer... -Masato, disse-lhe com pesar.
Mas Minara já não o ouvia. Seus olhos estavam completamente brancos, e ela viu a vida de Kaede, desde a morte de Kikyou quando era jovem, até a discussão delas, recentemente, na despensa do Dai San no Shiro. As imagens lhe disseram tudo que as palavras nunca lhe conseguiriam exprimir. Uma vida inteira dedicada aos outros, em sacrifício de si própria. As lágrimas desceram mais abundantes em sua face. Mas de repente as imagens mudaram, ela viu Hokuto em imagens embaçadas, assim como Raijin, Kikyou, Katashi e outros youkais que ela sequer conhecia. Seus cabelos voavam ao seu redor sem que ela conseguisse se controlar. Sua mente estava confusa, mas ela sabia o que devia fazer. Concentrou seu poder e colou seus lábios aos da velha senhora, no momento em que expirava.
Masato não entendeu o que Minara estava fazendo. Acabou sendo arremessado para trás por uma força invisível. Quando se levantou contemplou Minara caída no chão, inconsciente. Ele a examinou à grosso modo mas percebeu que ela não estava ferida. deixou-a deitada no chão e foi contemplar o corpo da velha senhora que estava banhado em uma imensa luz. Quando se aproximou o suficiente, Masato, viu um belo corpo de uma jovem humana que não aparentava mais do que 18 anos, ao invéz da velha.
_O que aconteceu, comigo? Onde está Kikyou? — Perguntou ela, abrindo os olhos, e se sentando.
_Você ganhou uma nova chance, Kaede... Seja benvinda à sua nova vida... — Murmurou Minara, levantando-se com dificuldade.
Masato correu para apoiá-la, enquanto Kaede erguia-se completamente confusa. Olhou para as mãos e os braços, e percebeu que não havia mais a pele flácida e enrugada neles. Tocou a face e puxou a ponta dos longos cabelos e constatou que ela dizia a verdade.
_Mas como foi que você...
_Ela é Minara Hime, a princesa de Meikaku mün e senhora do tempo. Ela conseguiu fazer o seu corpo, rejuvenescer, usando seus poderes. Pelo que posso observar, os efeitos são permanentes. A senhora voltou a sua juventude. -Masato esclareceu-a.
_Mas, meu olho! Eu posso enxergar com os dois olhos novamente! E o ferimento na minha barriga?
_Eu o rejuveneci até antes do ferimento que ceifou sua visão. Por isso ele voltou ao normal. quanto ao ferimente, bem foi a mesma coisa. -Minara continuou, já de pé com a ajuda de Masato, mas ainda de cabeça baixa.
_Mas... Porque fez isso? Eu já havia vivido bastante... — Kaede estava sem ação.
_Eu vi em sua mente, que você abandonou tudo em sua vida para proteger a sua vila. Não é justo que você morra sem ter vivido nada do que deveria ter.
_Eu, não sei como lhe agradecer... — A humana disse confusa.
_Não me agradeça... Mas terá de me fazer um favor. Você não poderá dizer a ninguém quem você é, até que eu lhe diga que pode.
_Mas... porque isso é necessário? Porque tenho que mentir sobre minha identidade?
_Porque há um motivo, para tudo isto... Eu ainda estou muito fraca por conta da batalha de ontem... Eu sinto os ventos do destino soprando, uma mudança... Algo está para acontecer e você será o estopim. — Disse a hanma levantando sua face para encará-la, com seus olhos ainda esbranquiçados, agora voltando ao normal.
_Eu... Eu farei como me pede, mas o que vou fazer até lá? — Kaede questionou-a ainda um pouco desconfiada e tudo o que estava acontecendo.
_ A partir de agora você vai assumir uma outra identidade. Vamos dizer à todos que você é uma moça que perdeu sua família e veio começar nova vida em Meikaku mün. O que me diz de se chamar Tomoko?
_Por mim está ótimo. Vou fazer o que em pede, senhora Minara, mas eu queria muito ver minha irmã. — A jovem abaixou os olhos,visivelmente triste.
_Não se preocupe, vai poder vê-la e constatar que ela está bem. Eu vou ajudá-la em tudo o que você precisar. Na hora certa nós vamos entender tudo o que está acontecendo... E além disso, o Masato vai ajudá-la também, não é Masato? — Minara disse, caminhada até a humana e segurando-a pelas mãos. Kaede sentiu uma estranha sensação de segurança e naquele momento resolveu confiar inteiramente na hanma.
_Claro, se isso é tão importante. Pode contar comigo, senhora Kaede...Ou melhor, "Tomoko". — Respondeu o youkai com sua cordialidade de sempre.
_Ótimo está decidido! — Minara disse sorrindo.
_Posso saber o que está decidido, Minara hime?- Ryotaro acabara de chegar com suas asas flamejantes, e ouvira a última frase dita pela Hanma.
_Ai Ryotaro que susto! Ora eu estava falando dessa senho... , quer dizer, dessa jovem e bela moça, a Tomoko!
_Minara hime, convidou esta jovem sem família, para viver em Meikaku mün. Foi apenas isso , Lorde Ryotaro. Mas o que o senhor faz aqui?
_Eu senti sua energia crescendo Minara... Fiquei preocupado, ainda mais, quando encontrei as crianças dentro da barreira do tempo!
_Ah, pelos Deuses! As crianças! temos de ir, Tomoko, vamos providenciar um quarto e roupas pra você! Pode cuidar disso pra mim, Masato? Eu tenho que ir ver as crianças! -Minara lançou um olhar de socorro para o youkai morcego que compreendeu prontamente que deveria tirar a humana dali, para evitar perguntas.
E diante da afirmativa do youkai morcego, Minara correu na direção onde as crianças estavam enquanto Masato, abria suas asas para levar Kaede/Tomoko para o shiro de Meikaku Mün. Minara parou depois de alguns minutos ao compreender que estava do lado oposto e que não tinha muita força mais para gastar usando o teletransporte pelo tempo e espaço. Neste momento Ryotaro surgiu novamente em seu caminho.
_Minara, tem certeza de que está tudo bem? — perguntou ele, calmamente.
_Aiii Ryotaro! Você tirou o dia pra me assustar, é? Está tudo bem, sim, eu já lhe disse!
_Me desculpe, é que eu não em acostumei a não te proteger...
_Está tudo bem, Ryotaro... Sou eu quem lhe deve desculpas... Sinto muito por tudo isto... De verdade...
_ Eu fiquei orgulhoso de você hoje... Quando você enfrentou sozinha todos os machos mais poderosos dessas terras, em nome do amor verdadeiro... -Ryotaro disse encarando-a.
_E você sabe quem é a fêmea especial que fez Isamu, o mais lógico dos generais, cair de amores? É a Ritorirï!- Respondeu Minara fugindo, dos olhos fuzilantes do lorde.
_Isso não me surpreende... Ritorirï é uma fêmea única. É delicada, e sensível, caridosa e bravia, mesmo não sabendo sequer lutar... Ela merece ser muito feliz. -Respondeu Ryotaro com sinceridade.
_Que bom que pensa assim! Mas e você? Você é um macho especial que merece ser muito feliz!- Minara disse dando às costas a ele.
_Minha felicidade está presa no seus olhos...-Respondeu o lorde youkai fazendo com que Minara se arrepiasse.
_Ryotaro, pare... -Ela se limitou a dizer.
_Porque não me dá uma chance? Se você ao menos, tentasse... Eu juro que daria a minha vida para fazê-la a fêmea mais feliz do mundo! — O lorde a pegou pelos pulsos, obrigando-a a encará-lo.
_Ryotaro, eu já lhe disse! Eu amo Hikaru... Eu nem sequer sou virgem, eu me entreguei à ele como posso tentar algo com você? -Minara disse suplicante, tentando chamá-lo à razão.
_Eu não me importo... Eu marcaria você agora mesmo, se você quisesse... — O lorde ajeitou uma mecha de cabelo dela que lhe caía na face, colocando-a atrás da orelha, e em seguida acariciando o rosto dela com suavidade.
_ Eu sou muito grata por tudo o que você fez por mim e por minha avó... É por isso que eu quero o melhor para você... Quero que encontre alguém que faça jus ao seu amor! Ryotaro... existe uma metade de cada um de nós que vive em outro corpo. Cabe a nós buscar essa metade, e sermos felizes. — Minara disse ecarando-o com doçura. Ela não lhe desejava , mal e queria abrir-lhe os olhos.
_Não, Minara... Mesmo que você encontre essa metade, tem de existir mais do que amor entre nós, para sermos felizes. Tem de existir compromisso, atitude, respeito, querer bem, querer fazer o outro feliz... Amor sem responsabilidade, e sem atitudes, morre amargo... Temos que nos propor a amar o outro sob qualquer cisrcunstância. Assim, é que somos, felizes... Você não quer se propor a isso... Não quer me amar...Só me diga porque, você foge tanto de mim! — Ryotaro, encarava intensamente, inconformado.
_Eu não fujo de você Ryotaro... Só que, já me propus a amar outro... E não vou abrir mão dele! — Minara respondeu seriamente.
_Só me diz porque... — Ryotaro imprensou-a contra uma árvore e beijou-a, mas Minara não reagiu negativamente. Deixou que ele a beijasse, e retribuiu cada gesto.
Beijaram-se por alguns minutos, até que ambos se separassem buscando o ar. O lorde Youkai, olhava -a intensamente dando-lhe ainda pequenas mordidas nos lábios carnudos, e lambendo-lhe a boca. Minara estava surpresa, pois imaginara que se ele a beijasse, perceberia que ela não lhe pertencia. Mas isso não aconteceu, ao contrário, foi ela que sentiu o corpo lhe trair, e um imenso desejo lhe tomou.
_Eu disse, que você um dia seria minha, mas que não seria à força... Seja, minha, Minara, eu imploro à você... Seja minha para sempre... — o youkai sussurrou no ouvido da Hanma, e em seguida acariciou-lhe o pescoço com o nariz, e com beijos molhados e curtos, fez a hanma se arrepiar ainda mais.
_Eu não posso... Não posso trair Hikaru... Eu o amo! Me deixe em paz Ryotaro... Me deixe ou juro que vou... — Vociferou ela recobrando sua lucidez, e empurrando-o com energia. Em seguida esforçou-se ao máximo, e usou seus poderes de tempo e espaço para fugir dali o mais rápido possível.
O lorde esmurrou a árvore onde minutos antes, estava quase conseguindo seu objetivo, e quebrou o tronco em dois, como se fosse um pedaço fino de madeira, tamanho a raiva que sentia. O desejo que nutria por ela, era algo abrasador, e ele não conseguia se livrar ou esquecer. Mas tinha de admitir que embora tenha sido incrível, este beijo, não se parecia com o primeiro. Havia algo diferente e ele estava disposto a descobrir.
Sesshoumaru havia retornado ao seu aposento, logo após encontrar-se com Janken e comunicá-lo que ainda ficariam mais alguns dias antes de voltar ao Mikadzuki no Shiro. Encontrou Rin, ja devidamente vestida, e acabando de tomar o desjejum que ele solicitara a uma serva. Ao vê-lo o sorriso dela se iluminou, deixando o youkai ainda mais encantado.
_Bom dia, meu amor! Você acordou tão cedo!- Disse a humana, limpando a boca com um guardanapo, e se levantando para abraçá-lo.
Sesshoumaru retribuiu o sorriso, e o abraço calorosamente.
_Rin, você mal tocou no desjejum... Deve se alimentar adequadamente, ainda está debilitada. -Sesshoumaru disse, após observar a mesa redonda ainda fornida de comida humana.
_Ah, mas eu comi bastante! A mesa é que estava servida para mais de uma pessoa. Porque não se senta e come comigo? — Perguntou ela, ainda abraçada à ele.
_Eu já tomei meu desjejum, mas vou lhe fazer companhia... — Respondeu o youkai soltando-a e puxando a cadeira para que ela se sentasse.
Sentou-se de frente para ela e ficou observando-a pegar a louça.
_Quer um pouco de chá? — Perguntou ela com delicadeza, enquanto servia-se.
_Só um pouco... Agora, coma! — Disse imperativamente, o youkai.
Rin sorriu e pôs-se a comer. Sesshoumaru a observava de lado. O dia se erguia magestoso, e banhava o vale com sua luz. Havia uma paz, uma calma peculiar, que ele nunca sentira antes. A única ameaça, era Kurome, e sua aparente revolta, mas isso não lhe preocupava. Ela iria ceder. De uma maneira ou outra, ela iria embora. Estava absorto em seus pensamentoe e Rin percebeu. Assim que terminou com o pãozinho, tomou um bom gole de chá morno, e limpou-se com o guardanapo. Assim que terminou chamou por ele.
_Não vai tomar seu chá, meu amor? — Perguntou, Rin, com uma expressão preocupada.
Sesshoumaru voltou seus olhos para ela e estendeu sua mão por cima da mesa. Rin a pegou ele puxou-a com delicadeza de modo que ela se levantasse e fosse ao seu encontro, colocando-a sentada em seu colo.
_Eu quero tomar outra coisa... Ele disse encarando a humana que sorriu corando levemente.
_Mas eu acabei de comer, agora! Você vai ter de esperar um pouco. — Rin, disse sorrindo.
Sesshoumaru tomou os lábios dela, com paixão, para um beijo onde todo o seu desejo se tornou explícito. As mãos tateavam o corpo da humana, e ele estava deseperado para sentí-la mas sabia que ela estava certa. Ele teria de esperar para possuí-la de novo, e isso sim era um grande problema. Assim que descolou seus lábios dos dela, afastou os longos cabelos que estavam semi presos, da região do pescoço para admirar a marca em forma de meia lua. A sua marca.
_Ainda esta incomodando? — Perguntou ele, tocando suavemente com a ponta dos dedos a região da marca.
_Não! Não sinto mais nada aí... Só meu corpo ainda está um pouco dolorido... — Dise ela ficando novamente corada.
_Vai se acostumar logo, logo... É só questão de tempo. -Disse ele com um sorriso malicioso, levantando-a e se erguendo também.
_ Você vai sair?
_Nós vamos... Eu já anunciei que tomei você como minha fêmea, mas, quero apresentá-la pessoalmente à alguns seres importantes. Além disso, creio que você vai gostar de conhecer Meikakumün, e você terá tempo d e fazer sua digestão.- Respondeu o lorde youkai, com um brilho malicioso no olhar.
Rin sorriu. Foi até a penteadeira e se admirou ajeitando os cabelos, e o belo quimono Vermelho escuro com detalhes geométricos, em branco e um obi dourado. O macho youkai estava na porta observando-a, quando se sentiu pronta ela correu até ele, e ambos saíram para o seu primeiro passeio, como um casal.

Minara encontrou as crianças e as retirou da barreira. Estava muito perturbada e deu graças aos céus quando alguns minutos depois, uma professora se aproximou dizendo que já havia cumprido a tarefa à qual havia se proposto, portanto poderia assumir as crianças. Sem muitos rodeios Minara foi em direção ao shiro, rezando para não se encontrar com ninguém que pudesse reconhecer o cheiro de Ryotaro que ela calculava, estar por todo o seu corpo. Por sorte, Janis estava à sua procura, e encontrou-a na porta de entrada da montanha.
_Mina, o que foi? O que há com você?- Perguntou discretamente, a hanma Loira, ao perceber a angústia das mãos geladas da princesa.
_Me tira daqui... Por favor! -Respondeu Minara segurando-se para não chorar.
Kagura estava atrás de Janis, e não pensou duas vezes. Puxou uma pena do arranjo que prendia parte de seus cabelos, agora mais longos, e colocou-se a si, a Minara e a Janis sobre a mesma e saiu voando na direção do quarto de Kagura. Entraram pela varanda, e assim que e viu sozinha com elas Minara desabou nos ombros das duas.
_Ryotaro... Aquele miserável... — A hanma disse tremendo de nervoso. Kagura encarou Janis com uma expressão interrogativa e Janis esclareceu-a.
_Ryotaro era prometido de Minara... Ele nunca escondeu que é apaixonado por ela. Mina ele fez alguma coisa com você?
_Não... Sim... Janis, eu estou tão confusa! Ele, me beijou... Mas eu deixei, porque queria que ele sentisse que eu não sou a fêmea certa pra ele!-Minara se justificava, tentando se fazer entender.
_Você deixou? Minara hime, o que deu em você? Se o general Hikaru souber disso, vai matar vocês dois!- Kagura alertou-a surpresa.
_Eu só queria provar a ele, que estava errado! Eu não pertenço a ele! — A hanma repetiu.
_Mas se foi só isso, porque está tão nervosa? — Janis questionou.
_Eu não sei explicar... O amor que ele me apresenta é tão forte... Mas ao mesmo tempo é pertubador! Eu fico, com raiva, com pena... Não sei o que fazer...
_Mina... Ele mexeu com você! — Janis, disse surpresa.
_Não! É claro que não!
_O que está sentindo, nada mais é, do que atração física... Você sentiu desejo, porque ele é um macho bonito, e atraente... Não precisa ter medo, Minara Hime, isso é normal. — Kagura a acalmou.
_Kagura... Obrigada... Obrigada mesmo, eu sempre soube que poderia confiar em você... Você está certa é só, isso! — Minara sorriu aliviada.
_Parece que todos os machos, ficaram loucos e entraram no cio ao mesmo tempo!-Janis esbravejou, quase sem querer.
_Porque está dizendo isso, Jan? Ele beijou mais alguém?- Minara perguntou surpresa.
_Não... Ele não, Mina... Eu dormi com o Yashiro ontem... — A loura hanma, caminhou até a janela.
_Você o quê? Quem é Yashiro, Jan? — Minara ergueu-se e foi aonde ela estava.
_Ele é irmão do General Tatsuo! É capitão dele, eu acho... Eu e ele bebemos uma bebida que estava lá na cozinha, e ficamos meio alterados... Aí eu acordei com ele ... -A hanma resumiu rapidamente.
_Janis?? Mas vocês estão juntos? Como foi que você se apaixonou tão rápido? — Minara tentava compreender.
_Eu... Eu mandei ele se ferrar! Ele queria que eu fosse amante dele! Pode isso? Eu, amante de um youkai filhinho de papai?! Janis vociferou.
_Mas você gosta dele... — Kagura disse, juntando-se ás duas, e Minara concordou.
_Eu? mas é claro que... ok, vocês me conhecem... Mas Mina eu não posso aceitar isso!- Foi a vez de Janis, se exaltar.
_Eu entendo você Janis... Mas você sabe como os youkais tradicionais são! É claro que se estivesse no seu lugar faria igual... Minara ponderou.
_Kagura disse a mesma coisa... Janis sorriu desanimada.
_Você vai procurá-lo? — Minara perguntou-a erguendo a sobrancelha.
_Não... Eu não vou fazer isso. Não lamento o que me aconteceu, mas não vou me sujeitar a ser a "amante" de ninguém. — Janis deu fim ao assunto.
_Bem, pelo menos sobre os machos você tem razão... Inuyasha não está conseguindo se controlar direito. E o tal Hideaki, me fez umas perguntas estranhas... — Kagura disse quando as demais se calaram.
_Ai pelos deuses! Eu esqueci que tinha de ajudá-lo a controlar-se... Mas é estranho isso, porque esse descontrole só devia acontecer quando ele se sentisse acuado! Mas tudo bem eu vou lá, vê-lo, mais tarde... E que perguntas Hideaki lhe fez? — Minara disse com curiosidade.
_Ele me perguntou o porquê de eu estar curiosa para conhecê-lo ontem. E eu respondi que era por causa do General Hokuto. Ele trombou comigo, quando estava saindo da enfermaria e eu soube depois que ele estava lá com o Hideaki. Mas quando contei isso à ele, ele disse que eu esta mentindo, e que o pai dele, o tal Katashi, é que tinha ficado lá o tempo todo. Que o general Hokuto sequer tomara conhecimento de que o Hideaki ficara ferido, para ajudá-lo.
_Que estranho... Porque katashi esconderia isso do filho? Ele é esquisito orgulhoso, machista e chato, mas não vejo motivos para mentiras tão bobas! -Janis ponderou.
_Parece que ele não quer que Hideaki, se aproxime do Hokuto... Mas porque isso? — Kagura acrescentou.


"Durante a batalha Hideaki, o filho de Katashi, me salvou a vida pondo a própria em risco. Eu fiquei mexido com o gesto dele... Eu não sei explicar mas ele, me lembra alguém... Mas o mais pertubador, foi o olhar que Katashi me lançou quando o Hideaki, me chamou de pai por engano... Depois de todos esses anos, Katashi ainda me odeia com toda as suas forças... "- Minara lembrou-se das palavras de Hokuto à ela naquela manhã.


_Quando Hokuto enfrentou e venceu katashi, ele disse que foi a tia Emi, que estava grávida que o impediu. Mas Hideaki, não é filho de sangue de Katashi! Segundo o tio, Inu no Taishou, eles resgataram Hideaki, nas terras do gelo, e como Katashi e Emi não tinham filhos, eles o criaram. Mas se quando Arina morreu tia Emi já estava grávida, então Hideaki já estava com eles...
_Mina eu não estou entendendo muito bem o que você está falando... — Janis fez uma careta por não compreender.
_Eu volto já! preciso tirar essa dúvida,e vou fazer isso agora!- Minara disse indo em direção à porta, mas foi impedida por kagura.
_Você esta com o cheiro do lorde Ryotaro... Deixe-me ajudá-la. — e dizendo isso, lançou sobre ela, um pequeno rodamoinho de vento que cobriu-a desde os pés até os cabelos. Depois de alguns segundos o rodamoinho se desfez.
_Ui que loucura! Rsrsrsr. E aí, tô com cheiro de quê?
_Apenas seu cheiro. Nada mais! — Kagura respondeu sorrindo.
Minara retribuiu o sorriso e saiu correndo porta afora.

Kaede, rejuvenescida

Notas finais
Obrigada a todos pelos comentários! Eu realmente preciso deles! Obrigado simplesmente por lerem! Isso já me faz muito feliz! Obrigada a todos!