Perdida Na Tempestade

49 Capítulo -49- Corrigindo os erros...?


Notas iniciais
Pessoal, na terça passada eu recebi um desafio! Se eu conseguisse postar até hoje, eu ganharia outra recomendação! Desde esse dia, eu fui do super concentrada, à histérica! Mas consegui!!!! Então eu quero agradecer mmuuuuito mesmo à todos que comentam e especialmente à SasaUchira pelo grande desafio! E aí, vambora lá, no texto???

Kikyou estava tomando seu desjejum no quarto, mesmo na companhia, de Raijin, já que Susanoo, e Byakurö, haviam ido procurar Yukina, para uma conversa que prometia ser definitiva. De súbito, seu peito doeu, e ela deixou que a xícara de cristal caísse e se espatifasse no chão.
_Kikyou? Você está pálida! O que houve com você? — Raijin correu para pegá-la os braços.
_ Kagome... Raijin, eu tenho que encontrar a Kagome! — Disse a humana, com lágrimas nos olhos.
Raijin, percebeu o desespero dela, e a colocou no chão, enlaçando-a pela cintura, para apoiá-la. Em seguida levou-a até o corredor para procurar pela outra humana.
_Você consegue sentí-la... Onde ela está?
_Inuyasha... Ela está com Inuyasha...
Raijin tomou a direção do aposento de Inuyasha, e em pouco tempo, ele estava com sua mão sobre a maçaneta.
Assim que entraram Kikyou soltou-se de seus braços, e correu para acudir Kagome que estava no chão chorando copiosamente.
_Gome, se acalme... O que você fez com ela Inuyasha? -Gritou Kikyou, mas quando encarou o olhar congelante do novo Youkai, ficou apavorada.
_Eu não fiz nada, Kikyou... Apenas a coloquei no lugar dela... Assim como vou fazer com vocês se não saírem do meu aposento... — Disse Inuyasha, encarando Raijin, que também estava surpreso, com sua nova personalidade.
_Kikyou, vamos levar Kagome, para um lugar mais calmo. Ela precisa descansar um pouco...
_Não... Eu não quero descansar... Inuyasha... Eu sei o que está acontecendo com você, e sei que você não tem culpa... E eu não vou deixá-lo... Eu venci o seu lado maligno uma vez e vou vencê-lo de novo... VOCÊ NÃO É UM DEMÔNIO! — Gritou Kagome, enquanto se levantava apoiada por Kikyou.
_Raijin, por favor, leve sua fêmea daqui... Eu preciso falar com minha prometida... A sós!-Inuyasha voltou-se para eles, e seus olhos retomaram a antiga postura.
Raijin ponderou em silêncio a proposta dele. Não estava certo, se deveria deixar a humana sozinha com youkai, mas ele estava certo, no que dizia respeito, à ser sua prometida. Ela de certa forma já pertencia a ele, e por certo, deveriam resolver suas pendências sozinhos. Voltou seu olhar para sua fêmea, que instintivamente o encarou também.
_Raijin... Eu não posso deixá-la sozinha... — Disse Kikyou já interpretando os olhares de Raijin.
_Eu vou ficar bem, Kikyou... — Kagome, disse e a abraçou.
Em seguida Raijin puxou-a pelo braço e a levou de volta ao seu quarto, enquanto Inuyasha, trancava a porta atrás deles.
_Kagome... Me perdõe... Por favor, eu não queria te deixar assim... -Ao se encontrarem sozinhos, Inuyasha, voltou-se para Kagome, e implorou-lhe com toda a sinceridade em seus olhos. Kagome, por sua vez, ficou tão feliz em reconhecê-lo novamente que se jogou nos braços dele, abraçando-o, enquanto às lágrimas desciam sem controle.
_Por favor... Não faça isso de novo... Eu... Te amo, tanto Inuyasha... Levou tanto tempo para ficarmos juntos... Não faça isso comigo... -Kagome implorava igualmente.
_Eu sinto muito Gome... Eu não consigo evitar... Quando imagino que você possa me abandonar... Eu perco o controle... -Admitiu ele.
_Então não pense asssim... Eu nunca vou abandonar você! -Respondeu ela antes de ser beijada com fúria e desejo, pelo youkai, e corresponder igualmente.
Inuyasha, não mais se conteve. Beijou-a com todo o seu desejo, explorando sua boca com a língua, e mordendo os lábios dela. Estava cansado de ter de esperar. Ele a queria alí, e naquele momento, e pouco importava o que iriam pensar. Com suas garras arrancou o Obi dela, e retirando o quimono que ela vestia, deixando Kagome levemente assustada.
_Inuyasha... Acho melhor a gente parar...
_Eu não quero parar... Eu quero que você seja minha para sempre...
_Mas, nós havíamos decidido...
_Estou cansado de esperar... Se eu tivesse tomado você antes, não precisara ter medo de te perder agora... Você é minha, Kagome... E será minha para sempre!- O youkai tinha os olhos vermelhos, e caminhava devagar indo na direção dela.
Mas ao contrário de antes, Kagome não reagiu. Permaneceu no mesmo lugar e não fez mensão em fugir. Retirou calmamente o soutiã e a calcinha que vestia, ficando nua na frente dele, enquanto as lágrimas desciam, e seu rosto transparecia a sua placidez.
_Eu amo você, e quero ser sua... Se você não pode esperar então, eu me entrego... Eu só quero ficar com você, pelo resto de nossas vidas... — Disse ela, encaixando seu corpo ao dele, em um abraço apaixonado.
Os olhos do youkai voltaram ao normal, e ele correspondeu o abraço, emocionado.
_Kagome...- O youkai limitou-se a dizer.
Em seguida, pegou-a nos braços, e a pôs sobre a cama. Tirou suas roupas e deitou-se ao lado dela, tendo o cuidado de soltar-lhe os cabelos, bem como os seus. Beijou-a, muito delicadamente, e acariciou-lhe o corpo inteiro, inebriado de desejo e paixão.
_Kagome, eu não quero que seja assim... Você não merece que seja assim... — Disse ele, antes de deitá-la e seu peito, enquanto as respirações se acalmavam.
_Eu não me importo com as circustâncias... Em meu peito, eu já lhe pertenço, e sei que você também me pertence. É essa certeza que me impede de ir embora... Eu estou presa a você...
_Também sinto, isso Gome... Mas ao mesmo tempo que é confortante, é também uma angústia... Tenho tanto medo de perder você... Eu sei que magoei você, mas mesmo que você se levantasse e saísse, eu iria atrás e te arrastaria de volta... -Concluiu ele, desconfortável, e surpreso com suas próprias palavras.
A humana já havia percebido, o único modo de fazê-lo recuperar o controle, era quando ela se submetia a ele. Respirou profundamente, aliviada por não ter sido forçada, e relembrando-se das duras palavras de Kaede.
"Você sabe que será marcada, e depois disso, nunca mais se livrará dessa marca. Você pertencerá a ele, e será submissa a ele por toda a sua vida. "
Mesmo sabendo que o destino difícil que teria de cumprir, Kagome sabia que não conseguiria viver sem ele. Diante do silêncio dela, Inuyasha continuou acariciando seus cabelos, e os dois se permitiram ficar assim , juntos, sem roupas, sentindo a pele um do outro, se tocando, se descobrindo, apreciando o desejo, e a certeza de que nunca mais poderiam se separar, independente de qualquer marca.
Voltaram a se beijar, e não demorou muito para que o desejo falasse mais alto. A pele quente, e macia dela o fascinava. Os cheiros, os sabores, o empurravam para o abismo, do sexo. Kagome tocou no sexo do youkai, e deitou-se com as costas na cama, abrindo as pernas para ele, que não resistiu em lambêr-lhe a intimidade, arrancando gemidos dela. Introduziu um dedo na intimidade quente e úmida dela, e manipulou seu clitóris com a língua, fazendo-a gemer cada vez mais alto. Não havia mais como se segurarem. As mãos exploravam o corpo um do outro, e se tocavam querendo proporcionar mais e mais prazer. Os gemidos, e as respirações descompassadas, entre os beijos molhados, e cheios de desejo. Inuyasha não tinha mais qualquer defesa e quando Kagome colocou as coxas em seus ombros apertando sua cabeça com os joelhos, gemendo alto, e cravando suas unhas em seus braços, ele percebeu que um orgasmo, se deu em sua boca, e seus olhos não viam nada além dela. Ele ergueu-se e penetrou-a cuidadosamente, saboreando cada centímetro, de sua fêmea. Deitou-se sobre ela, colando seu peito ao dela, enquanto apertava-lhe os seios.
_Diga-me... A quem você pertence? Gome... Diga que você será minha para sempre... SÓ MINHA... — Gemeu ele.Kagome sentiu o coração de seu macho, batendo forte, de desejo. Desejo que ele sentia só por ele, e por mais ninguém.
_Sou só sua... E Para sempre serei sua fêmea... Meu Inuyasha! — Respondeu ela, sorrindo entre os gemidos.
Ela estava tão molhada e era tão apertada, tão deliciosa ao seu paladar, que não foi preciso, mais do que um quarto de hora, para ele se derramar dentro dela, enchendo-a com todo seu desejo, e sentindo em seu próprio corpo, mais um orgasmo dela. Mesmo quando terminaram, ele não se retirou de dentro de sua fêmea. Permaneceu dentro dela, beijando-a e apertando-a contra si, desejando ardentemente que aquele momento nunca acabasse. Naquele momento eles eram um. E era assim que deveria ser, para o resto de suas vidas...
Kagura, desceu às escadas e estava indo na direção da cozinha, quando viu um macho youkai ainda vestido om um quimono de descanso, saindo do quarto que pertencia a Janis. Pela expressão em seu rosto, e pelo andar apressado dele, ela presumiu que algo estava errado. Continuou seu caminho, e quando o youkai subiu as escadas, ela retornou e encostou o ouvido na porta de madeira para tentar ouvir algo. Com muita dificuldade, ouviu um soluçar leve, e sentiu cheiro de lágrimas. Pensando que algo terrivel pudesse ter acontecido, a youkai dos ventos abriu a porta rapidamente, e foi até Janis que estava ajoelhada no chão vestida somente com um lençól, chorando copiosamente.
_O que houve, menina? O que ele fez com você? — A youkai disse abaixando-se para ficar na mesma altura em que ela estava.
_Não... Não houve nada! Eu estou bem... -A hanma disse limpando os olhos, e por alguns segundos Kagura pensou se não seria melhor ir embora e não se envolver, já que pelo cheiro de sangue e sêmem no ar, o problema era muito mais complexo do que ela havia imaginado.
A youkai dos ventos ficou de pé, já na expectativa de ir embora, mas um pensamento lhe fez voltar. "Eu preciso ajudá-la. Tenho de ser útil à todos e fazer com que a Lady Brunhilde se orgulhe de ter me dado uma chance...". Pensou ela, antes de respirar fundo e estender à mão à Janis.
_Aquele canalha, não merece suas lágrimas, Janis. Venha, você precisa de um banho quente, para relaxar um pouco. — Disse a youkai dos ventos fazendo com que Janis, a encarasse, e por fim lhe desse a mão e ficasse de pé.
Ambas foram em silêncio na direção do banheiro, onde Kagura preparou um banho especial para Janis. Àgua quente, e óleos perfumados, além de algumas ervas calmantes que a youkai colheu rapidamente, se valendo de seus poderes, enquanto a banheira estava enchendo. A hanma ficou verdadeiramente agradecida e ficou bastante tempo imersa na água, enquanto Kagura dava um fim às roupas de cama, e arrumava o quarto de modo que não trasparecesse que alguém pudesse ter sido desvirginada. Quando terminou com a tarefa, retornou ao banheiro e contou o que tinha feito na esperança de que ela ficasse ainda mais calma. Janis ficou verdadeiramente agradecida, e resolveu contar a ela tudo o que havia acontecido.
Kagura ouviu tudo e silêncio ponderando com cuidado cada palavra dela. Quando a hanma terminou, a youkai deu sua opinião.
_Eu não julgo você, Janis, pelo que fez. Eu mesma teria feito o mesmo e acho que nem precisaria da bebida! O capitão yashiro é muito bonito, e acho que ele deve estar mais apavorado que você. Consegue imaginar um preconceituoso como ele, se envolvendo tão intimamente com uma híbrida? Com certeza ele está apaixonado por você, do contrário nunca insistiria para que aceitasse a oferta dele, mesmo depois de uma recusa tão grosseira.
_Mas, Kagura, ele queria que eu fosse uma amante! De onde venho, não tem humilhação pior para uma mulher do que ser tratada apenas como amante!- Janis respondeu ainda magoada.
_Sim, eu entendo! Mas você tem de ser pôr no lugar dele! Na cabeça de Yashiro, ele estava lhe oferecendo uma grande oportunidade! E ele não mentiu, existem muitas fêmeas que se sentiriam honradas em serem amantes de um youkai na posição dele. Até mesmo, fêmeas nobres, se contentam com isso. Você é amiga de Inuyasha, e Kagome, não? A mãe dele por exemplo, a hime Izayoi, apesar de ser uma princesa, contentou-se em ser a amante secreta do senhor Inu no Taishou, por anos! E nem por isso, foi desmerecida... Se você os observar hoje, percebe-se que ela será a única, mesmo com Satori hime, ainda viva... — Kagura disse e Janis se deu conta de que ela estava certa.
_Eu nunca tinha pensado nisto... -A jovem hanma, abaixou os olhos.
_Está vendo, ele não foi tão cafajeste assim... Talvez você deva reconsiderar, a oferta dele.
_Não, Kagura... Eu não sou como Izayoi... Eu simplesmente não suportaria viver como a "outra", sabendo que ele só estava à espera de minha morte, para se unir verdadeiramente com uma fêmea que fosse a oficial... — Janis disse com amargura.
_Bem, então só posso lhe dizer que não precisa ficar tão preocupada com o que perdeu. Eu também não sou virgem e posso afirmar que isso não é tão importante para alguns machos...
_Você não é virgem? Mas... como foi isso, Kagura?
_Eu era escrava de Naraku... E digamos que eu lhe servia de muitas maneiras... — Kagura respondeu com certo desconforto.
_Eu sinto muito... Eu não queria lembrá-la destas coisas horríveis... — Janis desculpou-se, consenando-se por ser tão distraída, e não se lembrar de que ela servia a um psicopata.
_Não se preocupe, como disse a Hime Minara, eu nasci de novo. E agora só sirvo à quem eu quero! Agora vamos, ou você vai ficar totalmente enrugada.
_Minara é muito sábia... Ela está certa sobre você ter nascido de novo, Kagura... E antes que me esqueça, você acabou de conquistar a minha gratidão. — A hanma declarou agradecida. Kagura sorriu e fez uma reverência e ambas riram.
Enfim Janis se vestiu e se preparou para tomar o desjejum junto com Kagura, imaginando que as demais sacerdotisas, já estavam à sua espera. E realmente estavam.

Hikaru estava indo na direção do cheiro dela. Assim que se aproximou ouviu as vozes e risadas que vinham do grande aposento è sua frente. A sala de refeições do Shiro de Meikakumün era imensa. Haviam grandes mesas redondas com oito ou dez lugares, todas em vidro e ferro forjado com ornamentos na forma de asas. As cadeiras também de ferro, eram estofadas com o mais puro linho, azulado, o que garantia o conforto das peças. O mesmo tecido se fazia presente nos detalhes, como por exemplo nos guardanapos, e em retângulos bordados, com fios de seda, de cinquenta centímetros de comprimento, por quarenta de largura, usados sob os pratos de vidro e cristal, já que, como as mesas eram verdadeiras obras de arte, não eram cobertas por toalhas de tecido. Junto à parede lateral, uma mesa retangular imensa onde haviam diversas comidas diferentes para o desjejum, separadas pela louça: de um lado, comida youkai, do outro, comida "normal", obviamente, em menos quantidade mas, igual em qualidade.
No meio da sala, próximo às grandes janelas, estava uma mesa lotada, cercada por outras igualmente cheias. Embora quase todos conversassem, a voz dela, não se fazia presente.
O youkai tigre contemplou-os presentes por alguns instantes, e percebeu que Minara não se encotrava ali, embora seu cheiro ainda estivesse no ar. Pensou em retornar à sua procura quando seu pai, notou sua presença e lhe chamou a atenção.
_Bom dia, Hikaru, sente-se e venha tomar o desjejum conosco, meu filho. — Teigure, o chamou com um cordialidade. Na mesa, estavam Claire, Igraine, e Tatsuo, além do próprio Teigure.
_Obrigado, meu pai... -O youkai ficou sem jeito de recusar o convite. Principalmente ao ver o sorriso de Claire, sua mãe humana.
Teigure afastou-se e deixou uma cadeira livre entre ele e Claire, para que Hikaru se sentasse. À sua frente, estavam Igraine e Tatsuo. A hanyou não se conteve ao vislumbrar o irmão, e saiu correndo para abraçá-lo, antes que ele se sentasse. Hikaru sorriu com os olhos fechados, correspondendo com todo o seu carinho, ao abraço apertado da Hanyou.
_Bom dia, Irmãozão! Como é bom estar com você!
_É mesmo muito bom, estar com todos vocês... Eu sonhei com isso mutas vezes, achando que nunca se realizaria... — O youkai disse encarando-a.
_Eu também... — Respondeu ela abraçando-o mais apertado.
Hikaru colou sua testa à da irmã, beijou-a na face, e sentou-se no lugar que seu pai lhe destinara. Em seguida cumprimentou Claire, com um beijo na face, e colando sua testa à dela, e fez o mesmo com seu pai, e por fim fez uma revência simples à Tatsuo. Igraine ficou curiosa e perguntou o porque daquele gesto.
_É o jeito que o nosso clã cumprimenta os íntimos. Quando um gorudën Taiga, faz este tipo de carícia, significa, que aquele que a recebe, é muito íntimo e importante para ele. Mas e então, filho, quais são so seus planos? Kuro Ookami me disse que lhe permitiu viver com Minara, e que vocês vão ficar aqui até se resolverem. — Teigure explicou à filha e em seguida questionou o filho com um sorriso discretamente malicioso.
_Sim, ele me permitiu... Mas eu não tive tempo de conversar com Minara sobre isso ainda. A minha adorável fêmea, me fez o favor de me deixar dormindo sozinho e sair sorrateira... — O youkai sorriu enquanto explicava à seu pai a sua situação causando pequenas risadas de quase todos.
_A bonequinha estava conosco, mais cedo. Ela invadiu a renião onde Inu no Taishou pretendia resolver as pendências,e abdicar do trono em favor de Sesshoumaru, para afrontar Katashi. rsrsrs vocês tinham de ver, aquele pedacinho humano, metendo o dedo na cara do Katashi! -Teigure, ria divertido com a situação.
_bonequinha?-Igraine perguntou, curiosa.
_É como eu me refiro à Minara. Quando ela era pequena, Brunhilde a vestia como uma boneca de louça, destas, feitas à mão. Mas de boneca ela só tinha mesmo a aparência. Minara sempre foi agitada, e curiosa. E se dissessemos "não" à ela, era como jogar pólvora em uma fogueira. Ela tem a coragem do pai e a sabedoria da mãe, e a audácia de todos nós juntos... Me lembro de uma vez que ela queria descobrir porque ela não podia tomar banho com Hikaru, e com os outros machos jovens. Então, durante uma reunião de praxe, que estava ocorrendo no Mikadzuki no shiro, com os cinco generais, e Brunhilde, ela se aproveitou de um descuido da ama, e se escondeu no banheiro do quarto de Sesshoumaru, dentro do baú de roupa suja. Quando o treino dele acabou, ele foi direto tomar banho. Ela saiu do baú, e foi lá ver, o que ele tinha de tão diferente... -Contou Teigure.
_Não consigo imaginar o "lorde" Sesshoumaru numa situação dessas! — Igraine disse entre risadas.
_Ele ficou muito irritado... Até proibiu que Minara entrasse no aposento dele! Mas ela só tinha uns três ou quatro anos, e ele não podia fazer muita coisa... Além disso, lorde Inu no taishou e Satori hime apreciavam muito, estar com ela. — Concluiu Hikaru também rindo e continuou, voltando ao assunto.
_Mas meu pai, porque Minara enfrentou Katashi?
_Por causa de Isamu... Minara disse que teve uma visão, em que Katashi e Yukina se uniam, para tentar separar Isamu de uma fêmea que segundo ela, é seu "amor verdadeiro". — Teigure afirmou enquanto saboreava uma fruta.
_Que estranho... Minara nunca foi muito próxima de Isamu... Porque defendê-lo agora? — Hikaru se questionou.
_Ora filho, acho que Minara está defendendo o que acredita ser o certo... Mesmo sendo alguém que ela não aprecia... — Claire disse com ternura.
_É bem possível, mãe... -Respondeu ele com igual carinho.
_E então Tatsuo, vejo que você e minha irmã estão se dando bem... Pai, mãe, o Tatsuo, me pediu autorização para cortejar Igraine, e eu lhe permiti. Mas agora que vocês estão aqui...
_Eu já refiz o pedido, Hikaru... E dessa vez, eu a pedi em união eterna, e seus pais me deram o consentimento deles. — Tatsuo disse com um sorriso de lado, enquanto Igraine ficava corada.
Alguns minutos depois, Kikyou adentrou ao local, acompanhada por Raijin. Como estava de saída, Hikaru fez questão de cumprimentá-la e perguntar como estava. Conversaram animadamente por alguns minutos, e ele fez questão de apresentá-la, à Claire e Teigure, e ambos se sentiram honrados em conhecer a miko que ajudara a moldar o caráter de sua filha. Raijin, estava o tempo todo com eles, e já não se importava com a amizade crescente entre sua fêmea e Hikaru. Ele sentia que o sentimento entre eles, era uma amizade pura e despretenciosa, e não havia nada a temer. De longe, Akane e Agláia, que chegavam ao recinto naquele instante, piscavam uma para a outra, pois percebiam que a oportunidade estava próxima.

Kagura, renascida e livre.

Notas finais
Obrigada messsmo à todos por lerem a fic, mesmo os que não à comentam!Um grande abraço! Até a próxima!!!