Perdida Na Tempestade

30 Capítulo -30- Preparando o ataque...


Notas iniciais
Meus adorados leitores, feliz ano novo!! Eu agradeço imensamente os comentários e também a preciosa paciência de todos vocês! Neste cap, trazemos as consequências do cap anterior, e teremos um youkai que vai perder a cabeça por causa do ciúme! Vamos começar a bolsa de apostas? Será Raijin, Inuyasha ou qualquer outro??? Vamos ao texto!!!

Minutos depois, foi a vez de Hikaru, acompanhado por seus dois capitães, entrar na sala de refeições e chamar a atenção. Sua beleza resplandecia, como um cristal. Sua face estava com um sorriso belíssimo e a tradicional melancolia em seu olhar, dava lugar a uma alegria incontestável. Ele estava revigorado, e chamava a atenção até mesmo dos machos presentes.

_Bom dia a todos, e um belo dia a você minha irmãzinha! Está ainda mais linda hoje! – o youkai aproximou-se dela e beijou o topo da cabeça da hanyou. Igraine sorria surpresa por vê-lo tão feliz. Do outro lado da mesa Tatsuo sorria de forma discreta para ela enquanto, se inteirava de alguns assuntos por intermédio de Aika e Yashiho. Akane permanecia em silêncio, observando com um olhar maligno a fêmea humana que se encontrava ao lado de Raijin. Por sua vez, Kouga, Shuhei e Kasuyia, os capitães de Raijin, pareciam estar realmente perturbados. Ambos mal conseguiam disfarçar o susto, de ver seu companheiro de farras, compromissado, e ainda por cima, com uma fêmea humana! Talvez estivessem mais surpresos que Hideaki e Nagato, mas os dois últimos, ainda tinha a seu favor uma grande desconfiança, por virem Isamu, seu general, de tão bom humor, mesmo sabendo que Yukina, havia sido raptada. Algo de muito estranho parecia estar acontecendo naquele shiro.

Kagome estava atrasada, e sabia perfeitamente disso. Não era sua culpa, no entanto, já que havia acordado cedo e feito todas as tarefas as quais se propusera, a tempo e na hora, mas tratava-se de uma conversa tida com a senhora Kaede, alguns minutos antes dela sair do quarto. A velha senhora fez questão de ir até ela, para falar de suas novas obrigações como futura senhora do dai san no shiro.

“_ Kagome, se vai mesmo se casar, com Inuyasha, deve saber que as coisas não serão tão fáceis. Eu sei que vocês dois se amam e há muito tempo esperam por isso, mas há coisas que você deve saber. – A velha falava muito seriamente e Kagome deu toda a atenção necessária, a ela, pois prezava muito os seus conselhos.
_Senhora Kaede, pode me dizer eu ficarei muito feliz em cumprir com essas obrigações! – Kagome sorria, encorajando a velha senhora.
_Você sabe que será marcada, e depois disso, nunca mais se livrará dessa marca. Você pertencerá a ele, e será submissa a ele por toda a sua vida. Será a responsável por este shiro, e terá que conviver por toda a sua vida com youkais e batalhas. Além disso, sua gravidez não será uma gravidez normal. Filhos de Hanyous e youkais exigem muito da mãe, e você sendo humana, vai sofrer ainda mais, e corre o risco de não sobreviver ao parto. – A velha estava sendo o mais franca que conseguia. Kagome, no entanto mantinha sua expressão tranquila.
_Senhora Kaede, eu sei que se preocupa, mas eu amo Inuyasha... E agora sei que ele também me ama. Ele vai me ajudar no que for preciso, e eu acho que ele vale o risco... – A humana encarava a velha senhora, sendo igualmente sincera. Kaede sorriu e assentiu com a cabeça. Mas em seguida suspirou tristemente.
_Minha irmã Kikyou, se uniu a um Youkai... E eu simplesmente não consegui sequer ajudá-la... Eu não acredito que ela tenha feito isso por sua própria vontade! – A velha cerrou os punhos, de ódio.
_Mas senhora Kaede, eu mesma falei com ela! Ela se apaixonou verdadeiramente por ele! – Kagome tentava convencê-la, mas a velha estava irredutível.
_Apaixonada? Em três dias? Eu não acredito nisso! Kikyou sofreu muito por Inuyasha, e eu entendo que ela tenha compreendido que vocês dois se amavam, mas apaixonar-se assim? Não... Não é do feitio da minha irmã fazer algo tão tolo! – Kaede cruzou os braços, desconfiada. Kagome não respondeu. Sabia que era muito difícil para Kaede, entender que, Kikyou havia mudado um pouco sua maneira de ver a vida, depois do tempo que passaram na nova era. Ela ainda era orgulhosa, mas havia se tornado, mais tolerante. Especialmente com youkais. Tudo por que lera o diário de Claire e compreendera que havia youkais capazes de amar intensamente. Youkais como Hikaru, Teigure e Inu no Taishou... Ao vê-la refletindo a velha senhora se levantou.
_Tenho que ir agora. Você está atrasada para o desjejum. E eu ainda tenho algumas coisas para fazer. Obrigada por me ouvir, Kagome, e mais uma coisa: Kouga está aí, e está sozinho... Parece que Ayame, ficou em seus domínios, por que está prestes a dar a luz ao seu segundo filho. – A velha encarou-a e percebeu a surpresa nos olhos de Kagome.
_Eles, têm um filho, e vão ter outro? Puxa, eles foram rápidos... – Kagome disse, sorrindo. A velha Kaede sorriu de volta e caminhou em direção à porta, abriu-a para sair, mas antes de fazê-lo, no entanto, virou-se novamente.
_Kagome, não se esqueça de que você nunca mais vai poder ter outro macho na sua vida. Se acaso uma fêmea marcada, trair seu macho, ele têm o direito de matá-la, juntamente com o suposto amante. Pense bem nisso. Por mais que Inuyasha te ame, os youkais e hanyous não conseguem lidar com seus sentimentos. E Inuyasha, não é mais o mesmo hanyou que era antes de você partir... Ele está mais ponderado e mais maduro, mas continua oscilando entre ser humano e ser youkai. Ele aprendeu a dominar sua força sinistra, e aumentou muito seus poderes... – A velha tentava transparecer toda a sua preocupação.
_O que a senhora quer dizer com isso? – Kagome não compreendeu onde Kaede queria chegar.
_Que apesar de seu coração estar mais humano, ele está mais youkai que nunca... – A velha lançou lhe um olhar sombrio, e ao mesmo tempo, preocupado. Kagome respirou fundo e engoliu em seco.

Agora sentada em sua cama, pensava no que a velha havia dito há pouco. Ela o amava demais, e sabia disso. Passou os últimos anos, de sua vida, tentando esquecê-lo, mas sempre acabava se dando conta de que ele era o “homem” de sua vida. Ela tentou sair, com outros rapazes. Ela, Kikyou, Rin e Igraine, saíram juntas muitas vezes, iam a bares e casas de shows e às vezes acontecia de um rapaz ou outro interessa-las, mas nenhum deles havia conseguido fazê-la esquecer do hanyou. Igraine era a mais afoita, e Kagome riu, se lembrando do como era difícil mantê-la sobre controle. Estava há tão pouco tempo de volta, e mesmo assim tudo estava tão diferente. Kikyou estava praticamente casada, com um macho que todos mal conheciam. Rin havia se acertado com seu sempre amado Sesshoumaru, o que para Kagome, era algo ainda difícil de assimilar, pois sempre imaginou que Sesshoumaru, enxergasse-a como uma filha. Já Igraine, havia finalmente encontrado sua história e conhecido seu tão sonhado irmão. E ela, havia reencontrado Inuyasha, seu amor, seu macho... Mas será que era isso mesmo que ela desejava? Ser a senhora de um imenso shiro, cercada por seus amigos e companheiros de longa data, mas tendo que ver seu marido partir por longos dias, para as batalhas e compromissos exigidos por seu cargo? Ser mãe, com muita dificuldade, e criar seus filhos naquela época, vendo-os crescer e serem treinados para as batalhas que viriam? Não parecia ser tão ruim assim, desde que ele estivesse ao seu lado. Levantou-se e encheu seu coração de esperança. Havia uma grande batalha pela frente, mas com certeza, se fosse para ficar ao lado deles, de cada uma delas, as suas amigas tão queridas, e o seu macho, por ela tão amado, valeria a pena. Saiu de seu quarto e assim que fechou a porta viu Souten e Ritorirï que pareciam estar saindo naquele momento do quarto onde se encontrava o general ferido. Caminhou até elas para saber se precisavam de algo.

_Bom dia Souten, bom dia para você também Ritorirï! Vocês estão tão bonitas. E Então como ele está? – A humana sorria, mas mudou sua expressão para uma mais séria quando se lembrou do estado do general.

_Bom dia Kagome Sama, ele está vivo e se recuperando. Parece que ele é mais forte do que pensamos. Souten e eu trocamos os curativos, e passamos o unguento que a senhora preparou. Ele vai acordar muito em breve. – Ritorirï se adiantou em dizer, pois Souten estava pensativa, e parecia não ter ouvido sequer o cumprimento de Kagome.
_Isso é ótimo! Mas, o que há com você Souten? Parece preocupada! Souten? Você me ouviu? SOUTEN! – Kagome gritou sem se dar conta de que ela estava a poucos metros dela.
_AAH! O que foi! Quer me matar de susto Kagome!- Souten deu um pulo e pôs as mãos na cintura para encarar a humana. Kagome ria sem parar, do susto que a youkai havia levado, o que a irritava ainda mais.
_Souten, a senhora Kagome estava te chamando, mas você não respondeu! Ela teve que agir de forma mais enérgica. – Ritorirï sorriu calmamente, enquanto tentava justificar o grito proferido pela humana.
_Souten você devia ter visto a cara que você fez! Rsrsrsrsrs... Ai, ai, mas agora, me diga, porque está tão distraída? – Kagome perguntou curiosa. Souten estava furiosa, mas ao ouvi-la questionar o motivo de sua distração tão repentina, mudou sua expressão raivosa para preocupada. Respirou fundo e olhou para os lados e puxou as duas para um canto entre a escada e o corredor, onde havia uma pequena sala montada. Assim que se sentaram, ela tentou explicar o que se passava.
_Kagome, você já sentiu a quantidade de energia sinistra que está aqui neste shiro? Lá embaixo está cheio de Youkais poderosíssimos! Todos os grandes clãs têm representantes aqui, hoje! Estamos mesmo no meio de uma grande guerra! – a youkai falava calmamente, mas era nítido que estava apreensiva. Kagome compreendeu que Souten não tinha ideia do que estava havendo. Ela realmente estava ali por puro acaso, ou falta de sorte.
_Souten eu sinto muito... – Kagome queria dizer a ela que estava tudo bem. Mas infelizmente estavam mesmo no meio de uma guerra.
_ Souten eu sei que isso é assustador, mas é melhor que você saiba de tudo... Mizuki conseguiu juntar um grande exército, e têm ao seu lado, youkais poderosos, e a senhora Minara, que com seus poderes se tornou a grande arma dela. Com todo o poder bélico que ela possui, eu me atrevo a dizer que esta será a maior guerra que o lorde Sesshoumaru, já enfrentou. – Ritorirï segurava as mãos de Souten tentando ampará-la. A youkai de olhos vermelhos tinha seus olhos em fendas, preocupada com tudo o que ouvia.
_Souten, você é uma youkai, de uma família tradicional também... Seus irmãos, embora fossem maus, eram muito poderosos! Porque está preocupada?- Kagome, estranhou o comportamento dela.
_É que... Você deve se lembrar de que quando me conheceu, eu me comportava como um macho... Inclusive me vestia como meu irmão, Hiten, por que queria ser como ele! Mas, depois que conheci vocês... E Shippö... Eu quis ser uma fêmea! Eu quis ser eu mesma! E desde essa época eu parei com os treinamentos pesados e me dediquei a ser uma fêmea... A ser eu mesma! Eu comecei a me vestir como fêmea, e tive aulas para aprender a me portar, e sentar, e falar como uma fêmea youkai refinada! Há pouco mais de uma semana, eu soube através de uma de minhas professoras, que Inuyasha daria uma grande festa, para homenagear Sesshoumaru, e que todos os poderosos youkais das terras do oeste estariam presentes, eu achei que era a oportunidade perfeita para reencontrar vocês... E demonstrá-los o quanto eu mudei! Eu não havia sido convidada, mas também, a mansão de meus pais, é muito afastada daqui, e como eu nunca mais dera qualquer sinal de vida... Imaginei que chegando dois ou três dias depois ainda encontraria algum de vocês...
_Souten... Nós mesmas não estávamos aqui... Kikyou, Rin, Igraine e eu, só retornamos na noite da festa! E só conseguimos entrar por que Shippö estava conosco! As coisas mudaram muito por aqui, eu sei... Mas você continua sendo nossa aliada, Souten! E agora mais do que nunca precisamos de sua ajuda, mesmo que você não queira mais lutar, talvez, você...

_Mas esse é o problema! Eu quero! Eu... Quero muito lutar nessa guerra! Só de imaginar estar no campo de batalha, meu sangue ferve! Só que isso não tem nada a ver com o que eu aprendi sobre ser uma fêmea refinada! Eu estou tão confusa! – A youkai pôs as mãos na cabeça realmente perturbada.
Ritorirï estava surpresa, por ouvir o que ela dizia. Ela não conhecia Souten há muito tempo, mas ela não lhe parecia ser do tipo que se descontrolava facilmente. Além disso, nunca imaginou que uma fêmea tão bem educada, como ela, pudesse ter agido como um macho quando filhote!
Kagome finalmente compreendeu que Souten estava passando por um grande conflito, a respeito de si mesma. O seu eterno conflito entre o que ela queria ser, e o que realmente era. Pegou as mãos dela e encarou-a.
_Souten você está mais uma vez sendo aquilo que você não é! Você não vê? É sua natureza ser uma fêmea guerreira! Mas isso não significa que você não possa ser refinada e delicada! Basta ponderar as coisas! Você é tão determinada! Duvido que isso seja um problema para você... – Diante do sorriso e da força da humana, Souten recuperou a confiança, mas acabou por se jogar nos braços dela, como uma criança assustada.
_Kagome... Eu queria tanto ter ficado com vocês... Se eu pudesse, tinha ido viver com você em sua era! Eu tenho certeza que você me ajudaria! – Kagome emocionou-se, e assentiu com a cabeça. As duas ficaram ainda um tempo naquela posição, até que uma voz se fez presente.
_Aí estão vocês! Estamos todos atrasados, sabiam disso? Venham, eu vou acompanha-las! Até a cova dos leões! – Muito bem humorado Hokuto, aproximou-se delas, ainda mais imponente do que na noite anterior. Usava uma armadura sobre um quimono preto, mais aberto, que deixava aparecer seu peitoral forte e definido, e sobre seus ombros largos, uma capa feita de pele, de leão da montanha, com pêlo alto e brilhante. Os cabelos estavam presos no alto da cabeça e desciam em mechas selvagens pelas costas do youkai.
Ritorirï se aproximou dele e o cumprimentou.
_Hokuto! Como você está bonito! Muito diferente do grifo mal humorado que não gostava de minhas visitas... – A serva youkai sorria de forma inocente, mas foi surpreendida por um sorriso de lado do youkai, que se aproveitou da pouca distância entre eles, para pegá-la pelo queixo, e encarar seus belos olhos cor de rosa, arregalados pela surpresa.
_Eu sempre adorei suas visitas, Ritorirï... O que eu não gostava era de saber que uma fêmea tão doce, estava desperdiçando toda a sua generosidade com uma youkai, sem escrúpulos, feito Mizuki. E a propósito, você está linda... –A jovem serva ficou corada de imediato, e sequer respondeu. Hokuto sorriu ainda mais ao ouvir o coração dela se acelerando. Olhou para as outras duas fêmeas atrás dela e continuou.

_Aliás, vocês todas estão! Souten, eu estou impressionado! Esse quimono ficou muito bem em você, e a cor realçou o belo vermelho dos seus olhos. E Senhorita Kagome, você também, está muito bem! Digna de ser a futura fêmea de um general. Vou ter muito orgulho de me apresentar diante dos generais de Sesshoumaru, e seus capitães, tão bem acompanhado! – O youkai destilava todo seu charme e simpatia, encantando as três fêmeas. Estendeu seu braço direito à Kagome e o esquerdo à Souten, e estreitou os olhos para Ritorirï, com um sorriso ainda mais charmoso.
_Você vai à minha frente, assim, vai atrair todos os olhares para si... Ritorirï... – A serva youkai sorriu desconcertada, e mordeu o lábio inferior, para disfarçar o ligeiro desconforto que sentia.

E assim foram conversando animadamente enquanto Hokuto as preparava para encontrarem os temidos capitães de Sesshoumaru.

Ao chegarem à porta da sala, Hokuto sorriu satisfeito. Todos os olhares masculinos estavam sobre Ritorirï e suas outras duas acompanhantes. Inclusive um olhar malicioso que mal podia acreditar na visão que tinha: uma Kagome bela e madura, bem diferente da menina confusa que ele havia conhecido.

_Kagome? É mesmo você? Está tão linda... Tão deliciosa... –Kouga não conseguiu esconder a surpresa e a corrente admiração, em vê-la depois de tanto, tempo. Levantou- se para cumprimenta-la, antes que ela chegasse ao seu lugar e pegou a mão dela para depositar um beijo, cheio de significados. Hokuto estava bem atrás dele, e o encarou, mas Kagome lançou lhe um olhar permissivo, que fez com que o youkai grifo os deixasse e fosse se acomodar em seu lugar.

_Como vai Kouga? E como está Ayame, e todos da sua alcateia? -Kagome também ficou surpresa em vê-lo. Ele estava ainda mais bonito do que ela se lembrava. Seu rosto quase não havia mudado, mas havia um brilho mais maduro em seus olhos. Seu corpo estava mais forte e robusto, e ele se encontrava muito bem vestido, com uma armadura escura com detalhes em azul, por baixo de um quimono claro. Ele ergueu-se para olhá-la mais uma vez, e ficou admirando os novos atributos físicos da miko. De onde estava, Inuyasha segurou-se para não avançar no pescoço do youkai lobo. Enquanto Raijin, que se encontrava um pouco abatido pelo rapto de sua irmã, sorria com a cena. Nada era mais divertido do que ver o Hanyou morrer de ciúmes por uma coisa tão boba. Estava ainda sorrindo quando olhou para o lado e viu Kikyou, conversando animadamente com Hikaru, que mesmo estando do lado oposto da mesa ainda fazia questão de conversar com ela. Imediatamente sua expressão se fechou, transparecendo um olhar obscuro. Mesmo não olhando na direção dele, Kikyou percebeu que algo estava errado, imediatamente procurou o olhar de Raijin, e como ele permanecia introspectivo, olhando para baixo, tocou no joelho dele, por debaixo da mesa da maneira mais discreta que conseguiu, para chamar sua atenção. Assim que ele a encarou, Kikyou sorriu.

_Algum problema, Raijin? Está sentindo alguma coisa? –A pergunta dela soou preocupada, mas Raijin sabia que ela estava sendo sarcástica. Respirou fundo e pegou a mão dela levando-a a sua boca e a beijando com delicadeza.
_Não, Kikyou, estou bem... Mas acho que devo apresenta-la a meus capitães. Kazuyia, Shuhei, e é claro Kouga, esta é a minha fêmea MARCADA, Kikyou. Kikyou, estes são meus capitães: meu primo Kazuyia, e meus amigos pessoais Shuhei e Kouga. – Raijin fez questão de apresenta-la para que não houvesse mais dúvidas de que ela lhe pertencia. Aproveitando-se da oportunidade, Kagome libertou sua mão das mãos de Kouga e sentou-se ao lado de Inuyasha, que ainda estava se esforçando ao máximo para fingir que estava tudo bem.

_É um prazer conhece-los. Imagino que estejam surpresos, com nosso compromisso, não? – Kikyou sorriu, com simpatia, mas não conseguiu deixar de notar a fêmea youkai sentada do outro lado da mesa, que insistia em encará-la friamente.

_O prazer é nosso, Senhora Kikyou. E para lhe ser franco, estamos muito surpresos mesmo, com o compromisso do senhor Raijin. –Kazuyia, apressou-se em dizer, enquanto Shuhei, apenas assentia com a cabeça. Kouga já havia percebido a semelhança física entre ela e Kagome, mas resolveu adotar o silêncio, como estratégia. Tiraria essa história a limpo com calma depois.

Igraine estava muito feliz. Apesar da situação não ser das melhores. Mas apenas o fato de saber que Rin e Sesshoumaru haviam se entendido, fazia a Hanyou querer pular de alegria. Ela mais do que ninguém, sabia o quanto Rin havia sofrido por ele. E vê-la ali sentada ao lado direito dele, como sua prometida, era algo muito gratificante. Rin merecia ser feliz. Por outro lado, ela também estava satisfeita, consigo mesma. Afinal, um macho como Tatsuo, belo e elegante, e acima de tudo gentil, era algo surreal. E ele era todinho dela. Um sorriso pairava em seus lábios, enquanto ela se lembrava da noite anterior.

Ela adormecera nos braços de Tatsuo, e ele no auge de sua doçura, a levou até seu quarto e a pôs para dormir, tendo o cuidado de tirar-lhe os sapatos e cobri-la. Quando ele se retirava, no entanto, ela despertou por estranhar o lençol frio ao invés do corpo quente do youkai.

“_Tatsuo... Você já vai embora? Está tão frio aqui... – Perguntou ela coçando os olhos. O youkai sorriu, caminhou de volta à cama e se deitou aconchegando seu corpo ao dela.
_Shiiiii... Durma pequena hanyou... Temos de levantar muito cedo amanhã... E você tem de estar ainda mais linda, para conhecer meu irmão, e minhas capitãs. Quero que eles fiquem tão impressionados com sua beleza quanto eu.”

Só a lembrança do corpo ele colado ao seu, e a ternura dele consigo, lhe faziam perder o ar. Era realmente apaixonante, e mesmo estando sentado do outro lado da imensa mesa, conversando com seus capitães e comendo, ainda arrumava tempo para dirigir seu olhar sedutor para ela, e sorrir discretamente. Igraine tinha vontade de pular nos braços dele e fazer sexo da maneira mais louca e indecente possível, ali mesmo na frente de todos. Rin a encarou por alguns segundos e pelo sorriso que ela tinha no rosto teve a certeza de que alguma coisa estava acontecendo.

Do outro lado Souten estava cabisbaixa. Comia mais por educação do que por vontade. Nem mesmo a visão de seu adorado Shippö, a havia animado. O youkai raposa por sua vez, estava surpreso com a beleza dela. Nem de longe lembrava aquela pequena youkai grosseira e agressiva. Por outro lado olhava de soslaio a serva youkai com seus modos tão delicados que se sentou ao lado dela. Era mesmo uma figura muito delicada e bela. Sua admiração por ambas, era tão grande que espantava até a melancolia de saber que Igraine, estava sendo cortejada por outro youkai.

Sesshoumaru já havia terminado à algum tempo mas esperou que todos estivessem feito o mesmo para começar a reunião. Ele observou que Hikaru, apesar de comer com toda a educação que possuía, o fazia com muito gosto. Era nítido que estava faminto, e pelas escolhas que fez para seu desjejum, provavelmente estava se recuperando de uma noite de luxúria. Mas com quem seria? Nenhuma das fêmeas, presentes lhe havia lançado qualquer olhar cúmplice. Apenas Kikyou, mas o cheiro de Raijin nela descartava qualquer hipótese. A capitã dele, Agláia, era a mais cotada, mas ela havia chegado há pouco, e Sesshoumaru a viu descer de sua carruagem. A curiosidade o consumia, mas assim que Hikaru deu sua última garfada e limpou-se com um guardanapo de linho, Janken que a tudo observava, começou a pedir ordem para que Sesshoumaru falasse. O lorde youkai encarou-o estreitando os olhos, fazendo com que o pequeno youkai batráquio se encolhesse, em seu lugar.

_Bem, vocês sabem por que estamos aqui hoje. A guerra já foi declarada e nosso inimigo se encontra cada vez mais próximo de seu objetivo. Eu mesmo fui o alvo da última vez. Temos que contra atacar o mais rápido possível, para evitar que Mizuki consiga tomar os poderes de Minara ou estaremos com um problema ainda maior nas mãos. – Sesshoumaru falou de maneira calma e objetiva e continuou.

_ Nós temos o apoio do lorde Ryotaro, senhor das terras do Leste. Ele se encontra no esconderijo de Mizuki, que fica em Meikakumün. E temos também uma rota que vai nos garantir entrar no esconderijo sem sermos vistos. Toda a ação deve ser planejada nos seus mínimos detalhes, pois além de Minara Hime, Yukina, também está lá, e ambas devem ser resgatadas com vida. –Todos os presentes estavam sérios, prestando atenção em cada palavra proferida pelo lorde youkai.

Em Meikakumün no esconderijo de Mizuki o dia amanhecia conturbado. Ryotaro que passou boa parte da noite conversando com Yukina e tentando armar um plano, para salvar Minara, estava agora deitado na cama de Mizuki esperando que ela despertasse. Apenas teve de esperar mais alguns minutos, para que a youkai finalmente acordasse.
_Bom dia meu macho! Dormiu bem? – A youkai se contorcia na cama, depois da maravilhosa noite que tivera. – Ryotaro levantou-se e começou a se vestir.
_Bom dia minha fêmea, que bom que acordou. Mandei que preparassem seu desjejum e o trouxessem aqui. Sei que está exausta da noite que tivemos. E quero que recupere suas energias. – O youkai falava gentilmente, disfarçando seu ódio o máximo que podia. Mizuki, no entanto não gostou nada da novidade, era já o segundo dia que estava trancada naquele quarto e tudo o que ela queria era sair para por seu plano em prática.
_Ryotaro! Eu não posso continuar aqui! Temos que planejar os ataques e Sesshoumaru já deve estar colocando todos os seus capitães atrás de nós! – A youkai vestiu-se com um penhoar, de renda preta e tentou justificar-se. Ryotaro nada dizia, apenas continuava a se vestir como se nada estivesse acontecendo. Assim que terminou, pegou Mizuki pelo pescoço e jogou-a contra a parede com força.
_Pensa que não sei o seu joguinho? Achou que eu não sabia que você e o pirralho do Hayato se divertiam aqui neste quarto? Me diga, Mizuki, se eu matasse você aqui, agora, o que me faria o seu filho, ou melhor dizendo, seu amante? – A youkai estava ficando sem oxigênio. Tentou se defender cuspindo uma lufada de seu veneno poderoso, mas a máscara de Ryotaro o protegeu. Tentou cravar suas unhas mas a armadura dele, quebrava suas garras.
_Sol..SSolte... me... Solte...mee.. _ A youkai tentava fazê-lo desistir de mata-la. Ryotaro a largou, e deixou que ela caísse no chão. Continuou de pé na frente dela, enquanto ela tentava puxar o ar que tanto lhe faltava.
_Eu poderia acabar com você facilmente Mizuki, mas sei que sua maldita cria, daria ordens para que acabassem comigo e com o meu povo, já que tem assassinos prontos para destruir os meus generais. Eles apenas esperam suas ordens... E além disso, você me pertence...você é minha fêmea marcada! Está ouvindo sua vadia? – Ryotaro ergueu-a pelos cabelos e a levantou no ar, até ficar cara a cara com ela.
_Você, não tem o direito de me manter aqui! Eu não vou...- A youkai estava falando mas foi interrompida por uma bofetada tão forte que a jogou de volta à cama. Caiu de costas e pôs as mãos no rosto, tentando absorver a dor do golpe. Mas Ryotaro não estava satisfeito, arrancou as roupas dela e abriu sua Hakama.

_É um macho que você deseja não é? Você quer um macho, não é mesmo? Venha aqui me chupar sua vadia, e lembre-se de que se ousar me atacar, vou matá-la e pouco me importa o que farão! — A Youkai tremeu e resolveu obedecer. Pôs-se a chupar o membro de Ryotaro da melhor maneira possível, na esperança de que ele a tratasse de maneira mais gentil. Assim que seu membro se retesou por completo, Ryotaro, deu lhe mais uma bofetada e a jogou novamente de costas na cama. Em seguida pegou-a pelos quadris e enterrou seu membro, com toda a força enquanto Mizuki se debatia.
_Me solte... Solte-me seu miserável... Não! – Mizuki gritava enquanto seu corpo era violentado. Ryotaro estava quase em seu estado youkai, tamanho o ódio que sentia por ela. Bateu-lhe mais uma, duas, três vezes, até que ela se calou, enquanto seu corpo era sacudido com violência pelas estocadas do youkai viril. Ryotaro olhou para ela que jazia inerte na cama tendo seu corpo sacudido pela violência dele, e em um instante, viu Minara, no lugar dela, chorando e implorando para que ele parasse. Imediatamente parou e saiu de cima dela, enquanto tocava seu rosto com carinho.

_Minha princesa... Minha fêmea, o que foi que fiz com você? Perdoe-me... Mas eu amo tanto você, e você me tira do sério... Eu não sei como agir... Não quero te perder, eu não posso perder você! – Dizia ele, falando com Mizuki, mas vendo Minara. A youkai encarou-o sem compreender o que ele queria dizer. Aqueles sentimentos eram inúteis, e ela sabia perfeitamente disso. Mas diante das palavras dele, lhe invadiam de maneira tão intensa como ela nunca havia experimentado! Aquele olhar que ele lhe destinava, o mesmo olhar da noite passada, a deixava sem ação. E ao mesmo tempo lhe fazia querer ficar ao lado dele.

_Esta tudo bem, Ryotaro... Vou ficar aqui, como você quer... Mas prometa-me que vai me pôr a par de todas as decisões tomadas... E que vai se lembrar de que Sesshoumaru está se aproximando cada vez mais... -A voz da youkai, fez com que Ryotaro recobrasse a razão. Olhou para ela surpreso. Em seguida sentou-se na cama e apoiou o rosto nas mãos, tentando ordenar seus pensamentos. Sentia que estava chegando ao seu limite. Não poderia continuar com aquela farsa por muito tempo. Mizuki percebeu que ele estava agindo de forma estranha, mas a dor em seu corpo, fez com que ela continuasse deitada. Ryotaro tirou rapidamente sua máscara e depositou um beijo de alívio nos lábios da youkai.

_Vou chamar Kameko, e não se preocupe eu vou coloca-la a par de tudo... Agora descanse, você precisa mais do que nunca... — Mizuki assentiu com a cabeça, enquanto observava Ryotaro sair. O lorde não demorou muito para encontrar a velha serva. Kameko já estava à caminho do quarto levando um carrinho cheio de comida para Mizuki. Ryotaro escoltou a velha até o quarto, dando ordens expressas para que nenhuma das duas deixasse o aposento e pôs à porta um soldado de sua confiança. Assim que percebeu que o caminho estava livre já que Yuu e Hayato estavam proibidos de subir ao segundo nível da construção, caminhou a passos largos na direção do quarto de Minara, pois seu coração ansiava em reencontrá-la. Mal abriu a porta e um cheiro estranho lhe invadiu as narinas, junto com o cheiro de lágrimas humanas. Caminhou até a cama de Minara e encontrou-a deitada aparentando estar mais cansada do que na noite anterior. Sentada aos pés da cama, a velha Nana, chorava sem parar.

_Nana? O que houve por que está... Este cheiro... Que cheiro é esse? — Quando a velha senhora viu Ryotaro, o pavor se fez presente em sua face.
_Lorde Ryotaro... Uma desgraça aconteceu! Violentaram a princesa... -A velha chorava copiosamente. E foi como se dessem um golpe fatal no Youkai. Tomado pelo desespero, ele pegou a velha humana pelos ombros.

_Fale como isso aconteceu! Você estava aqui, você tinha de cuidar dela! Diga que isso é uma grande mentira... Vamos, sua velha desgraçada, diga!- Ryotaro estava descontrolado. E Nana apenas se pôs a contar o que encontrara.

_Senhor eu não dormi aqui por que a deixei com o senhor! Imaginei que vocês pudessem se entender! Mas quando cheguei, há pouco, encontrei Minara Hime, ensanguentada, seu corpo foi violado, e há marcas roxas e arranhões por todo o seu corpo! Ela deve ter lutado, mas ela estava tão fraca, a pobrezinha! Oh senhor Ryotaro o que faremos?- Ryotaro mal conseguia respirar. De súbito caminhou até Minara e levantou o lençol que cobria seu o corpo, vestido apenas com uma fina camisola, que se encontrava lavada em sangue. Aspirou e sentiu seu novo cheiro de fêmea deflorada, juntamente com o odor que sentiu quando entrou no aposento: cheiro de outro macho youkai. Havia realmente muitas marcas no corpo dela, sinal de uma possível luta. Completamente desesperado, Ryotaro gritou a plenos pulmões, transformando-se por completo em sua forma youkai, um grande pássaro de fogo. Nem mesmo os selos de feitiço conjurado puderam impedir sua transformação: um a um foram destruídos pela esmagadora energia sinistra que emanava do youkai. Em pouco tempo metade do aposento estava completamente destruído. A velha humana correu para a cama para proteger a princesa que jazia incapaz de recobrar a consciência.

Mizuki que ouviu o estrondo de seu quarto correu para fora, mas foi impedida de sair por um soldado. Sem pensar duas vezes matou-o com um só golpe, correndo em direção ao quarto de Minara, sendo seguida por Yuu, Hayato, e mais dois, de seus misteriosos capitães.

Köga o youkai lobo, que se tornou capitão do General Raijin.

Notas finais
Gente essa imagem não é muito nítida, mas convenhamos, ela é um espetáculo! Eu me apaixonei por ela à primeira vista! Mas se não gostarem e tiverem uma sugestão bacana, eu estou aceitando,viu? obrigada por lerem e fiquem à vontade para comentar! Até a próxima!