Perdida Na Tempestade

27 Capítulo -27- Encontrando aliados e amores...


Notas iniciais
Meus queridos leitores, trago hoje para me desculpar por minha monstruosa internet me deixar de castigo, dois caps! Sim e eu não me esqueci de minhas promessas por isso, temos neste cap, uma surpresinha, e um casal pra lá de doce!Então vamos conferir!

No dai san no shiro apesar do alívio sentido com a recuperação de Sesshoumaru e Rin, o desânimo com o rapto de Yukina, era crescente. A noite caía devagar enquanto todos juntos na sala de reuniões, debatiam as informações passadas por Ritorirï. Não havia mais tempo a perder, já que o ataque daquele dia havia deixado claro, que seus inimigos estavam muito bem informados e não mediam esforços para conseguirem o que desejavam. Apenas Rin não estava presente. Havia sido poupada, por ordem de Sesshoumaru. Também ordenou que fossem chamados para uma reunião de emergência, na manhã seguinte, os capitães de cada general. Naquele momento, no entanto, estavam presentes os cinco generais, Kagome e Kikyou, Igraine, Ritorirï, Souten e Hokuto.

Ritorirï começou explicando quem era e como e por que fugira.

—Eu fui entregue ainda muito jovem pelo meu pai à senhora Mizuki como um presente, por ser ela se a senhora dos shiro Hebi. Era uma honra para ele, ter sua filha servindo uma youkai com tanto prestígio. Mas conforme o tempo foi passando, Mizuki se mostrou ser completamente oposta a qualquer honra. Há cerca de seis meses, nó saímos da mansão da senhora, que ficava além das terras do sul. Fomos até o reino das aves celestiais, e em seguida rumamos para o Shiro de Meikakumün. Logo depois disso, veio até nós o senhor das terras do leste, Lorde Ryotaro.

—O filho de Kyuura...- Murmurou Hikaru, interrompendo a narrativa da youkai. Ritorirï assentiu com a cabeça e continuou.

—Ele e a senhora Mizuki fizeram uma aliança, juntamente com o ‘príncipe’, Hayato, e Yuu, um poderoso, mas, maligno, excomungado, do clã das aves celestiais. E junto com eles, todo um exército de youkais com poderes de controlar e envenenar qualquer inimigo. E é claro a arma principal, a princesa Minara. Assim que ela se tornou prisioneira eu fui designada para cuidar dela, e foi com ela que eu aprendi o que é ser respeitada. — Disse a Youkai com os olhos marejados.

—Mas o que aconteceu com Minara? Ela ficou desaparecida por mais de duzentos anos e agora nos aparece assim com os poderes da mãe! –Questionou Raijin, sério.

—Tudo o que sei a respeito da princesa, me foi contado por ela mesma. Segundo ela, a senhora Izanami, foi quem cuidou dela, depois da tragédia que se abateu sobre as terras do oeste. Ela ficou décadas em coma, se alimentando apenas do sangue de sua avó. Até que ela finalmente começou a reagir. A grande Izanami fez o encantamento do hanyou, mas não funcionou perfeitamente nela. Ela apenas herdou parte dos seus poderes. Mas como todo o seu sangue, foi para o corpo da princesa, ela acabou por morrer, logo depois. Izanami era o principal alvo de Mizuki. Ela esperava usar a magia dela, para sua vingança. Mas, quando encontrou a princesa ela teve que mudar seus planos, e desde então, ela mantém todos os servos e sacerdotisas de Meikakumün, presos nas masmorras. Foi por isso que a princesa nunca fugiu. Mas fez tudo o que podia para se enfraquecer. Parou de comer, e beber. E vivia se cortando para se debilitar. Os poderes dela são fortes, mas o corpo dela é frágil. Ela nunca conseguiu aguentar mais do que duas horas de uso contínuo de seus poderes. Isso era um grande problema já que a maioria dos ataques demorava quase isso. Ou até mais. Um pouco antes do último ataque, a princesa estava debilitadíssima. E mesmo assim foi capaz de absorver o soro e voltar a si, por alguns minutos. Foi por isso que Mizuki decidiu aplicar nela, soro da obediência por tempo indeterminado. Assim ela não vai mais se negar a comer ou a tomar qualquer tipo de poção de fortalecimento. Mizuki pretende fortalece-la ao máximo. Para roubar os poderes dela.

— É por isso que ela quer o sangue das mikos? E o que Yukina tem a ver com isso?- Foi a vez de Sesshoumaru questionar.

—Ela pretende repetir o feitiço do hanyou. Para isso conta com os conhecimentos da feiticeira de nome Yukina. Assim vai fortalecer a princesa e depois roubar os poderes dela. O sangue de Mikos é um excelente tônico para reestabelecer a saúde e as forças de um youkai. Como possui sangue youkai em suas veias, Mizuki espera que faça um efeito semelhante na princesa. -Respondeu Hokuto tomando a palavra pra si.

—Isso não faz sentido... Se ela é tão fraca, como consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo? Além disso, Mizuki tem as mikos de Meikakumün a sua mercê, porque precisa de nós? — Questionou Kagome. Kikyou concordou.

— Minara demonstrou ser muito mais poderosa do que aparenta. Ela apareceu para nós hoje! Com todo esse poder, me parece muito estranho o fato dela não conseguir fugir sozinha! –Disse a Miko, com desconfiança.

— A princesa Minara, não arriscaria a vida de nenhum de seus servos. Ela preza pela vida de todos eles. E, além disso, ela paga um alto preço por usar seus poderes. Ela pode ficar dias em sono profundo, sem forças até para se levantar. Mas uma coisa é certa, Minara Hime, se fortaleceu muito, desde que reencontrou vocês, no último ataque.- A jovem serva respondeu.

—E quanto às sacerdotisas de Meikakunamün, bem, elas possuem muito conhecimento de magia. Mas não são realmente sacerdotizas. Elas são youkais poderosas mas que não possuem as energias espirituais, que vocês possuem. –Hokuto tomou novamente à frente para responder. E foi à vez de Raijin questionar.

—Então foi por isso que você insistiu com Rin, para que ela desse seu sangue à Sesshoumaru? – Raijin levantou uma sobrancelha, curioso.

—Sim. Eu sabia o que tinha atingido o Lorde Sesshoumaru. Foi uma mistura de veneno e exorcismo, preparado, pelas próprias sacerdotisas, a mando de Mizuki. Chama-se “lágrima do assassino” e foi criado especialmente para atingir lorde Sesshoumaru, que é imune à maioria dos venenos. -Ritorirï murmurou.

—Quando estávamos chegando aqui, vimos Yuu, fugindo pela traseira do shiro. Então partimos para lá e encontramos Isamu quase totalmente congelado. Quando soubemos do que estava acontecendo ao Lorde, Ritorirï logo presumiu que se tratava do tal veneno, e me explicou como ele era composto. Eu me lembrei, que Kikyou usou sua chama, para queimar o veneno nas minhas costas, por isso preparei uma chama com poder youkai, para queimar o exorcismo. Como o senhor Sesshoumaru já possui veneno em seu interior, era só o exorcismo que precisava ser destruído. –Concluiu Hikaru com um olhar cúmplice para Kikyou.

—Você pensou rápido Hikaru! –Elogiou Kikyou. Raijin revirou os olhos, e cruzou os braços, visivelmente irritado, com a troca de amabilidades deles.

Inuyasha estava se deliciando com a situação. Adorava ver Raijin irritado, ainda mais por uma coisa tão boba.

—Mas afinal onde é o esconderijo? – Questionou o hanyou.

—É em Meikakumün. Atrás das ruínas, fica uma extensa caverna, cujo teto, o cume da montanha, está em parte aberto, permitindo que a luz do sol adentre, e ilumine algumas fontes de águas cristalinas. É um belo lugar. Lá dentro lorde Ryotaro, com o consentimento da senhora Izanami, construiu um grande shiro. A ideia era que a senhora e Minara ficassem escondidas lá, e protegidas de quaisquer invasores. Mas depois que Mizuki chegou e se apoderou de tudo, o shiro se tornou uma fortaleza de desespero e sofrimento. Nos últimos dias, lorde Ryotaro, me chamou e contou-me sobre um plano audacioso. Ele me ajudou a fugir, para que eu lhes desse todas as informações necessárias, para que vocês resgatem a princesa. -Ritorirï confidenciou.

—Lorde Ryotaro? Mas por que ele faria isso? Não será uma nova armadilha?- Questionou Tatsuo.

—Não, vocês estão entendendo errado. O senhor Ryotaro não é nosso inimigo! Ele só se associou a Mizuki para manter a princesa viva! Ela é a protegida dele! – Disse a serva youkai com convicção. Hikaru sentiu um soco na boca do estômago.

—Protegida? Mas que besteira é essa que você está falando?- O youkai disse exasperado.

—O que ela diz é a verdade Hikaru. Conte a ele Ritorirï. –Hokuto falou calmamente tentando manter o clima tranquilo.

—A senhora Minara foi marcada para o senhor Ryotaro ainda menina! Era um acordo de paz entre os reinos! O lorde esteve ao lado dela todo esse tempo, auxiliando no que fosse necessário. Quando ela estava curada ele a deixou aos cuidados de um de seus generais e partiu de volta para as terras do leste para preparar tudo, para fazer dela sua fêmea, mas quando regressou, Mizuki havia tomado à princesa. Ele só teve uma escolha que foi se aliar a ela, e fingir que não se importava! Mas ele se importa... Ele a ama, e se preocupa com ela, a ponto de pôr sua vida em risco me ajudando a fugir e permanecendo lá para mantê-la em segurança. –Respondeu Ritorirï calmamente, sem se dar conta do grande erro que estava cometendo.

Hikaru levantou-se abruptamente e saiu sem dar satisfações a ninguém. Estava tomado de ciúmes. Igraine fez menção em se levantar para segui-lo, mas foi impedida por Tatsuo, que balançou a cabeça negativando o gesto dela. Ritorirï não compreendeu o que se passava. E Sesshoumaru continuou a reunião, quebrando o enorme silêncio, deixado por Hikaru.

—Então Mizuki não sabe que esta aqui? –Questionou o Lorde, estreitando os olhos, para a serva.

—Não senhor. Eu fui dada como morta, já que o senhor Ryotaro usou o corpo de outra youkai para se passar pelo meu. O corpo de uma youkai de nome Sakura. – Raijin endireitou-se na cadeira.

—Então ela e Misao estavam mesmo trabalhando para Mizuki? Questionou ele, surpreso.

—Mizuki preparou uma morte diferente para cada um dos senhores. Ela só não contava com o retorno das mikos. – Ritorirï continuou.

—Há mais alguma coisa que devemos saber? – Questionou Tatsuo, com delicadeza.

—Sim senhores, eu vou mostra-los os portões secretos que levam até dentro do shiro. –E a serva abriu o enorme mapa enrolado no centro da mesa.

— Eles ficam aqui, nos pés da montanha. Aqui nessa parte mais escura, foram construídos os calabouços. É aqui que Mizuki mantém seus prisioneiros. Mas essa parte é protegida por um desfiladeiro que quase encontra a montanha. E também é cercada de florestas tão densas que parecem que abrigam a própria noite!

—É verdade, eu que o diga! Nós ficamos perdidas lá e foi muito complicado! – Disse Souten.

—Eu posso guiá-los sem problemas pela floresta. E Kōryü, pode leva-los pelo ar mais facilmente. – Disse Hokuto.

Inuyasha o encarava abertamente. Havia algo muito familiar naquele youkai, mas ele não sabia o que era. Percebendo o interesse do hanyou, Kagome o questionou baixinho esquecendo-se que a audição youkai era muito superior à humana e mesmo com Ritorirï continuando seu relato, todos conseguiriam ouvir sem maiores problemas.

— Há algum problema com ele Inuyasha? – Disse ela. O hanyou percebeu que todos pararam de falar e resolveu pôr tudo em pratos limpos.

—Eu não sei por que, mas sinto que já o vi antes! Diga-me, Hokuto, como sabe tanto? Quem ou o quê é você? – Inuyasha tinha os olhos em fendas na direção do Youkai Grifo.

—Dobre sua língua, Hanyou. Eu fui um dos que ajudaram a salvar você e sua mãe das mãos dos humanos e dos youkais que queriam vingança do seu pai!- As palavras caíram, como uma bomba.

—Do que você está falando?- Disse Inuyasha ponderando as palavras dele.

—Eu sou o clérigo maior, de Meikakumün, o general Hokuto. Eu servi à lady Izanami por milênios. Uma de suas últimas ordens, foi justamente proteger o filho caçula de seu falecido amigo: Inu no Taishou. Eu ajudei sua mãe, A Hime Izayoi, desde a fugir, até se estabelecer em um reino distante, para que ela e você estivessem a salvo. – O hanyou continuou incrédulo.

—Isso não pode ser! Eu nunca havia visto você antes, mas seu cheiro, e sua voz, me são muito familiares... Mostre-se logo! – Disse o hanyou levantando-se.

— Como queira. –E o grifo ficou de pé, apoiado nas patas traseiras, e em seguida transformou-se em sua forma humana. O hanyou, baixou a guarda, surpreso pelo que via.

— Tio Sora? – Murmurou Inuyasha, em choque.

—Sim, era assim que você me chamava. Você acreditou por muito tempo que eu era irmão de seu pai. Eu lhe ensinei os primeiros golpes e a controlar seu lado youkai. – O hanyou ficou estarrecido.

Diante dele, um esplêndido macho com uma aparência jovem, mas mais madura se apresentava. A pele mulata, e os olhos castanhos claríssimos, eram os mesmos assim como as marcas negras, apenas na parte direita de seu corpo. A única diferença eram os cabelos, de cor branca, que ele se lembrava de serem curtos e agora estavam longos com tranças nas mechas frontais. Nunca mais tivera noticias de seu “tio Sora”, depois da morte de sua mãe. E ele tinha quase certeza ele estava morto também. Sesshoumaru do outro lado da mesa, não demonstrava, mas também estava surpreso. Ele se lembrava da presença de Hokuto em sua casa por diversas vezes. Mesmo depois da morte de seu pai. Quando sua mãe ainda vivia lá.

—Porque não nos disse logo quem era? – Questionou o lorde Youkai.

—Queria testar as memórias de vocês. E você se lembrou de mim, não é Inuyasha? Parece que você ficou mais esperto do que eu esperava! – Riu-se ele, e continuou. _Mas deixemos isso para discutirmos depois. Há muito para deliberamos e sinceramente acho que devemos descansar para nos prepararmos, afinal amanhã será um dia cheio. Concorda comigo, senhor Sesshoumaru? – Disse o grifo de forma confiante e respeitosa. Sesshoumaru ponderou e assentiu com a cabeça.

—Está certo, então. Continuaremos amanhã. Boa noite a todos. – e dizendo isso, se apressou para ir ao seu quarto. Não queria transparecer, mas estava exausto e ferido. E ainda pretendia fazer uma surpresa a Rin.

O jantar foi servido como de costume. Inuyasha aproveitou-se que estavam todos à mesa.

—Me diga Souten, por que veio nos procurar só agora?

—Ah, com tudo isso acontecendo, eu... Eu achei que precisavam de ajuda!- Mentiu a Youkai, para não parecer uma tola diante de tantos youkais tão imponentes... E bonitos! Inuyasha fingiu acreditar nela, pois sabia o verdadeiro motivo dela estar ali.

—Você é muito bem vinda aqui. Mas por conta do aumento do número de meus convidados, vou pedir humildemente que divida o quarto com Ritorirï, se não for incômodo. Você se lembra do Shippö? Ele é um de meus capitães, mas está fora, em uma missão de reconhecimento. Se ele estivesse aqui com certeza poderia hospedá-la. Mas isso apenas se fosse de seu agrado. –O hanyou estava jogando pesado para confirmar sua teoria.

—Sim! Quer dizer, Ahh Shippö? AHH simmmm, me lembro! Ah eu não quero dar trabalho, Inuyasha, ficarei onde for melhor para todos! – Disfarçou a youkai dos relâmpagos, mas não adiantou. Inuyasha já havia confirmado suas suspeitas. Kagome apenas sorria, compreendendo que o hanyou finalmente havia aprendido a usar a cabeça.

—ótimo então! Kagome, você pode leva-las ao quarto delas, por favor? Eu vou fazer o mesmo com o Tio So, quer dizer com o Hokuto. – O hanyou ainda estava confuso.

—Claro Inuyasha! Será um prazer! – Respondeu a miko, com simpatia.

Ainda na mesa de jantar, Igraine parecia distante. Mal havia tocado na comida. Tatsuo estava preocupado.

—Há algum problema senhorita Igraine? A comida não está a seu gosto? – Questionou o youkai de maneira gentil. A hanyou olhou para frente e Tatsuo acompanhou seu olhar. Kikyou e Raijin conversando de maneira velada, mas permitindo olhares apaixonados um para o outro. Kagome e Inuyasha, a cada dia, mais unidos. Olhou também para a cadeira vazia de seu irmão. E Tatsuo compreendeu que ela se sentia solitária.

Imediatamente se levantou e pegou-a pela mão.

—Aonde vamos? – questionou a hanyou ao saírem rapidamente pela porta da sala de reuniões e em seguida atravessarem o salão principal. Caminharam até os jardins dos fundos do castelo.

—Quero te mostrar uma coisa. Mas vai ter que confiar em mim! Você confia em mim? – Perguntou o Youkai olhando nos olhos da hanyou.
—Confio sim... – Disse ela enquanto abria um sorriso sincero.

Tatsuo ficou encantado com o sorriso dela. Em seguida abraçou-a, colando seu corpo ao dela e transformou-se em uma bola de luz. Voaram por alguns minutos, sem que Igraine conseguisse discernir onde estavam.

—Feche os olhos!- Ele ordenou. Igraine obedeceu prontamente. Depois de alguns minutos sentiu uma brisa fria, enquanto seus pés tocavam novamente o chão. Ele a soltou e caminhou para trás.

—Já pode abrir os olhos. – murmurou Tatsuo.

Quando abriu os olhos, estavam em uma clareira aos pés de uma montanha, onde uma fonte subterrânea construíra um pequeno lago, cercado de cerejeiras e pessegueiros. A noite estava muito clara e a água era tão mansa que Igraine podia ver as estrelas no céu refletidas, sem dificuldade, lembrando um mar de estrelas. Era uma linda paisagem.

—Que lugar tão lindo!

—Você gosta?

—Se eu gosto? Eu amo! É tão lindo, senhor Tatsuo! Olhe as estrelas... São tão lindas! Nunca tinha visto tantas!

—Encontrei esse lugar quando estava a caminho do dai san no shiro. Fiquei tão impressionado que tive que parar e ficar aqui contemplando o pôr-do-sol. – O Youkai estava com uma expressão melancólica, enquanto caminhava em direção à algumas flores.

—Puxa! O pôr-do-sol deve ser lindíssimo daqui!

—Sim, é... Sabe, Igraine, eu nunca me prendi a pequenos detalhes. Mas quando passei por aqui eu tive a certeza de que aconteceria alguma coisa comigo. Eu soube de alguma forma, que encontraria algo muito especial. – O youkai se aproximou novamente da Hanyou e em seguida colocou uma flor em seus cabelos. Igraine o olhava de maneira ingênua, sem entender muito bem o que ele queria dizer.

—Senhor Tatsuo, eu acho que o senhor é alguém especial. É sempre tão gentil e atencioso para com todos. Por isso merece que coisas especiais aconteçam com o senhor! – Disse a hanyou com doçura.

O youkai se aproximou ainda mais dela, sorrindo. Com a mão direita acariciou o rosto inocente da Hanyou, e passou o polegar de leve nos lábios dela.

—Não precisa me chamar de senhor. Só se quiser ser a minha senhora... – e dizendo isso, inclinou-se sobre a loura hanyou, beijando-a de forma muito delicada.

Igraine correspondeu timidamente no início, sentindo seu coração acelerar-se no compasso daquele beijo. Rapidamente aprofundou-se na carícia, colando seu corpo ao do general que mal conseguia disfarçar sua surpresa com tamanha intensidade. Assim que se separaram Tatsuo contemplou o rosto da hanyou ainda de olhos fechados.

—Não precisa ter medo de mim. Eu nunca lhe faria mal, e... – o youkai foi interrompido.

—Eu quero mais... – murmurou a hanyou, e ainda sem abrir os olhos, beijando Tatsuo com ainda mais desejo.

Desta vez foi o youkai que foi pego de surpresa. A jovem hanyou o beijou com desenvoltura, colocando a língua em sua boca e fazendo com que ele ficasse excitadíssimo.

As mãos de ambos se apertavam e tateavam a pele um do outro, como dois animais perigosos no cio. Ambos estavam arfantes e desejosos um do outro, quando finalmente se soltaram do beijo ardente que estavam compartilhando.

—Igraine... Eu não... sabia... Não devemos ir além... – Sorriu ele constrangido e excitado.

—É eu sei que aqui a mulher tem que casar virgem e tals... Mas eu confesso que estava louca para te beijar desde o primeiro dia em que te vi. — A hanyou sussurrou.

—Você... Estava? Mesmo? -Tatsuo questionou confuso.

—Claro... Você nunca se olhou no espelho? Você é tão bonito... E tão gentil... Mas eu tive medo de que você pensasse que eu estava me oferecendo a você. E quando você entrou no banheiro e me ajudou, eu fiquei tão constrangida... Mas você foi um cavalheiro. Um verdadeiro cavaleiro em uma armadura brilhante! Como eu poderia resistir à isso? — A hanyou disse sorrindo abertamente.

Tatsuo sorriu envergonhado.

—Eu só fiz o que pensei ser certo. Eu... cheguei a pensar que você nunca me olharia como outra coisa além de um amigo...

—Minha doce, Igraine... Eu não vou possuir você desta maneira... Eu não tenho pressa. No dia em que você for realmente minha, prometo saciar cada um de seus desejos. E em seguida vou saciar cada um dos meus... Você nunca mais se sentirá sozinha... – Sussurrou Tatsuo, aninhando-a anda mais junto de si. Igraine nunca havia se sentido tão amada, e nem tão protegida. Deixou as lágrimas rolarem em silêncio. Enquanto sentia o calor do corpo dele aquecê-la do frio externo e interno.

Notas finais
quero agradecer a todos pelso comentários, e dizer-lhes que eles me fazem muuuuito feliz mesmo, portanto se for possível, comenta aí, vai? Eu prometo que vou fazer fazer o melhor possível para responde-los a altura! então, é isso, até a próxima!