Perdida Na Tempestade
28 Capítulo -28- O retorno do amor antigo...
Notas iniciais
Sesshoumaru passou rapidamente no quarto de Hikaru, para ver como ele estava, e agradecer o conselho dado por ele. Apesar de ser seu subordinado, Hikaru, era um dos poucos que tinham verdadeiramente a confiança de Sesshoumaru. Ao abrir a porta, o youkai o recebeu transtornado, com um copo de uma bebida forte na mão.
_Sesshoumaru, eu... Desculpe-me, eu não devia ter saído daquela maneira... – disse o youkai convidando-o a entrar no aposento. Sesshoumaru entrou e esperou que ele fechasse a porta.
_Não precisa se desculpar Hikaru. Sei o que está sentindo. E posso te dizer com toda a certeza, que você está cometendo um grande erro.
_Sesshoumaru, ela está marcada por outro!
_Outro que já a perdeu! Hikaru, não haja como um idiota. Havia um acordo... Ele traiu esse acordo! Minara não pertence mais a ele! A marca é falsa! Assim que você a possuir a marca falsa sumirá!
_Mas e se não sumir? E se a marca a matar? Sesshoumaru, eu não posso correr o risco!
_Minara é forte. Tenho certeza que vai superar qualquer consequência dessa marca. Só não sei se ela suportará viver com outro macho que ela não ame! Hikaru, você a conhece melhor do que eu. Você realmente acha que ela vai aceitar isso? – Sesshoumaru foi enfático.
_Eu... Mas e se ela o amar? E se ela estiver apenas confusa e se ela descobrir que na verdade o ama? – o youkai estava confuso e nervoso.
_Eu duvido que a nossa garotinha teimosa e determinada, não tivesse certeza do que queria quando esteve aqui com você. – Sesshoumaru encarou seriamente.
_Como você, sabe disso? – O youkai estranhou.
_O cheiro dela ainda está neste quarto. Mesmo que de forma muito sutil. E, além disso, ela esteve em meu quarto, também. Mas não se preocupe. Minara foi até mim apenas para me mostrar meu futuro... Ao lado de Rin... O bilhete que você me deixou encaixava perfeitamente na visão que ela me deu. Pelo seu nervosismo e destempero, presumo que não ficaram aqui falando de mim... Mas então, como explicar que você sabia?- Sesshoumaru falava sério e Hikaru caiu em si.
_Eu, não sei. Para ser bem franco, eu tenho me sentido estranho desde que estive com ela pela primeira vez. Tenho tido alguns sonhos estranhos e pressentimentos. Acho que ando muito nervoso com o retorno dela. – O youkai sentou-se e passou as mãos pelo cabelo tentando aliviar o estresse. Sesshoumaru serviu-se um pouco de vinho, e sentou-se na poltrona á frente de Hikaru em silêncio. Havia realmente algo errado com Hikaru. Ele sempre fora um youkai mais ‘humano’ que os demais, mas ultimamente estava ainda mais sensível, e a prova disso fora o bilhete deixado por ele à Sesshoumaru.
_Eu me lembro, vagamente, de quando Minara havia acabado de ser marcada. Meu pai me obrigou a fazer-lhe uma visita. Lembro-me de que ela foi capaz de dizer exatamente o que eu estava sentindo, como se estivesse lendo meus pensamentos. Eu pretendia averiguar esse estranho fato, mas não tive tempo. Você não se lembra de algo semelhante? – Perguntou Sesshoumaru.
_Lembro-me apenas dela ficar ainda mais próxima a mim. Eu costumava leva-la para passar as tardes em minha companhia, já que ela adorava me ver treinar. Algumas vezes ela dormia em nosso shiro, e ela estava ansiosa pelo nascimento de minha irmã. Alguns dias antes, da tragédia, ela ainda estava enfraquecida, mas me lembro dela me dizer o quanto me amava... Do jeito dela... Ela era só uma criança... Mas essa lembrança me manteve vivo, depois de tudo o que aconteceu comigo... – Hikaru estava amargurado, e Sesshoumaru percebia isso nitidamente, por que o entendia. Em outras épocas ele riria daquele Hikaru, mas desde que conhecera Rin, conseguia compreender cada palavra, e sentimento do youkai à sua frente.
_Hikaru, tem que confiar nela. Apesar dos humanos, serem em sua maioria, seres desprezíveis, há exceções consideráveis, como Minara e outros... Eu demorei muito a compreender isso, e isso quase me custou coisas muito importantes. – O youkai olhava Hikaru com sinceridade, e ele compreendeu que Sesshoumaru realmente havia mudado. Mas era melhor não comentar nada, já que o lorde youkai nunca admitiria isso.
_Ontem à noite quando ela estava aqui comigo... Nós... – Hikaru estava constrangido. Mas Sesshoumaru não deixaria isso passar sem uma ressalva.
_Nós o quê? Não me diga que você a deflorou? Não você, com esse seu jeito tão correto, Hikaru... – Disse Sesshoumaru levantando a sobrancelha com desconfiança, enquanto um sorriso malicioso pairava em seus lábios.
_Eu não sou tão certinho assim, se é o que quer saber! Mas não aconteceu. Não totalmente. Mas o fato é que quando iria acontecer, a marca dela reagiu e começou a sangrar. E ela teve de partir, por conta da forte dor que sentiu.
_ Isso é estranho... Deve ter sido um pouco frustrante... – Sesshoumaru disfarçou uma risada, bebendo os últimos goles de vinho de seu cálice. Hikaru estreitou os olhos para ele.
_Não tem graça, Sesshoumaru. Eu tenho receio de que a marca possa reagir com mais violência, se nós por um acaso... – Hikaru parou e respirou fundo, em seguida pegou seu copo e bebeu, mais alguns goles, fazenda uma careta com a amargura da bebida forte. Sesshoumaru assentiu com a cabeça e se levantou, indo em direção à porta. Hikaru o acompanhou.
_Espero que você tome a decisão certa, Hikaru. E não se esqueça das palavras que me escreveu. Elas valem para você também.
_ Obrigado, Sesshoumaru. Eu não vou esquecê-las.
_Ah e a propósito melhor eliminar essa tensão toda, antes de encontrá-la novamente. Eu ouvi dizer que Raijin tem algumas amigas que podem resolver o seu problema... hahahaha...- O youkai gargalhou discretamente, deixando Hikaru com cara de poucos amigos, mas surpreso por vê-lo sorrir. Isso vindo de Sesshoumaru era verdadeiramente raro. Entrou e caminhou em direção à varanda, ficando sentado lá, observando a noite, para tentar pôr seus pensamentos em ordem.
Sesshoumaru voltou ao seu quarto entrou e encontrou Rin, banhada e vestida sentada na cama. Assim que o viu, seus olhos se iluminaram.
_Senhor Sesshoumaru. –O youkai franziu o cenho. E Rin compreendeu que era por causa do “senhor”.
_Oh, é que quando acordei, o senhor não estava aqui, e eu pensei que talvez eu tivesse sonhado... — O youkai se aproximou dela e a beijou novamente, tomando a boca da humana com paixão.
_Vê agora que não se trata de um sonho?- Disse ele quando se separaram. Rin sorriu, corada.
_Ah senhor... Quer dizer, Sesshoumaru... Isso é como um sonho realizado! – Disse ela sorrindo.
_É bom saber que está feliz, Rin. Agora venha comigo, você precisa se alimentar. – O youkai levantou-se e erguendo-a pela mão, caminhou com ela até sua ampla varanda onde uma mesa estava posta para dois. Havia flores e velas e tudo aquilo que poderia tocar o coração de uma mulher. Rin estava encantada.
_Tudo isso é para mim?
_Sim. Você gostou?
_Eu gostei muito! Obrigada sen... er, Sesshoumaru...- O youkai sorriu satisfeito.
Sentaram-se e jantaram a luz fraca da lua nova, e das velas sob a mesa. Rin estava apreciando cada segundo de seu lindo sonho. E Sesshoumaru sentia seu coração satisfeito pela felicidade dela. Ao fim do jantar, Sesshoumaru entregou-lhe uma pequena caixa de madeira branca.
_ Abra Rin, este é o meu presente para você. – A humana ficou ainda mais agradecida. Abriu e contemplou um colar de ouro com uma garra presa. Era uma peça imponente, bem trabalhada, de modo que era de uma elegância refinada, digna de uma rainha. Rin tinha os olhos arregalados com o presente.
_Sesshoumaru... Isso é lindo! Mas...
_É seu Rin. Isso é um colar de compromisso. A partir de agora você deixa de ser minha protegida para se tornar, minha prometida. — Rin tinha os olhos cheios de lágrimas, e mal conseguia falar. Atirou-se no pescoço de Sesshoumaru, que arregalou os olhos com a surpresa.
_Sim, isso é o que eu mais queria na minha vida! Pode ficar ao seu lado, enquanto eu viver! – Sesshoumaru, respirou aliviado, e sorriu enquanto a ajudava a pôr o colar. Em seguida beijou-a delicadamente.
_Isso é provisório, assim que eu tiver derrotado Mizuki, e você estiver recuperada, nós vamos selar nossa união. Você será minha, Rin...
_Eu já sou sua... Acho que sempre fui! – A humana abraçou-o novamente, enquanto Sesshoumaru sentia seu peito explodir de contentamento e uma inacreditável paz o consumia.
No jardim do sai san no shiro, Hokuto observava os jovens casais formados recentemente. Apesar de serem outros tempos, tudo aquilo parecia surreal. Quem imaginaria que um dos lordes youkai mais poderosos daquela era, poderia se envolver com uma humana? Ou que uma miko poderia conquistar o coração gelado do youkai líder dos lobos das neves? Ou ainda que um youkai pertencente a um clã tradicional como os narukamis pudesse querer como fêmea uma hanyou? Hokuto entendia que os sentimentos eram coisas incontroláveis especialmente para os youkais, mas também sentia que isso poderia ser interpretado como uma fraqueza pelos demais reinos, cujas esferas político-administrativas, eram compostas, apenas por youkais tradicionalistas e preconceituosos. Sesshoumaru e seus generais correriam perigo de constantes invasões, além de rebeliões internas, pois com certeza, nem todos os seus subordinados aceitariam de bom grado a novidade. No entanto Hokuto reconhecia que não havia mais jeito, pois a paixão já os tinha feito reféns. Agora só restava aguardar a chegada dos capitães para que fossem traçados os planos e as situações fossem expostas. Virou-se e olhou na direção de Meikakumün. “O que será que você está fazendo agora minha princesa? Espero que você esteja bem...” pensou ele, com receio, embora soubesse que Mizuki não pretendia fazer nada a ela antes da virada da lua. Já estava tarde e ele resolveu entrar. No momento em que se virou, no entanto sentiu um cheiro conhecido. Virou-se para a posição que estava anteriormente e aguardou o vento sul trazer o cheiro, novamente. Assim que o sentiu, não teve dúvidas. Partiu, correndo em direção ao cheiro, até encontrar um macho youkai trazendo uma fêmea em seus braços.
_Você aí, o que pensa que está fazendo?! – esbravejou o grifo youkai.
_Como vai Hokuto? Agora pare de fazer sua cara de mau e me ajude a levá-la até o Dai san no shiro! Eu estou exausto...
_Yuko? É você mesmo?
_Claro que sou. Ryo me mandou até o shiro dela. Os youkais que Mizuki enviou, são surpreendentemente fortes! Mas eu não consegui ver suas verdadeiras identidades, embora eu tenha uma vaga desconfiança. Eu consegui salvá-la e trazê-la até aqui. Quando estava chegando senti seu cheiro, então, deixei que o cheiro dela fosse te buscar!
_Você está ferido? – Hokuto aproximou-se temeroso, não pelo amigo, Yuko, mas pela fêmea que ele carregava. Yuko percebeu a hesitação nele.
_Não se preocupe, ela está apenas inconsciente. Vai ficar bem. Eu estou bem também, só alguns arranhões... E queimaduras... ughh...
_Yuko! Deixe ver isso! Ah não... Seu cabeça dura, teimoso, isso é o veneno de Mizuki! Vai matá-lo se não for tratado logo!- Hokuto analisava a ferida no braço de Yuko. Depositou as mãos na testa do youkai e percebeu que ele queimava em febre. O estado de Yuko era grave. Sem pestanejar, colocou o youkai em seu ombro direito e a fêmea em seu ombro esquerdo e segurando o máximo que pode os dois, correu rapidamente de volta ao shiro. Assim que chegaram aos portões, os soldados o ajudaram a levar Yuko para dentro. Um deles foi chamar Inuyasha, que veio o mais rápido possível.
_O que está acontecendo? Quem é esse, Hokuto?- Disse o hanyou ao chegar ao quarto do youkai Grifo, (o antigo quarto de Kikyou). Kagome que conversava com Kikyou em seu quarto, sobre a sutil mudança de comportamento dela, ouviu o barulho e as duas foram ver do que se tratava.
_Este é Yuko, ele é um dos generais de Ryotaro, ele foi ferido e precisa ter o veneno extraído com urgência!
_Me deixe examiná-lo! Kagome, peça agua fria, vamos joga-lo na banheira, como fizemos com os outros. Inuyasha e Hokuto me ajudem aqui a despi-lo. – Kikyou tomava à frente no salvamento de Yuko. Nesse momento Ritorirï que estava na cozinha, bebendo um copo de água, com Souten, viu, quando Kagome entrou correndo e solicitou ajuda das servas para encher á banheira, e se propôs a ajuda-la. As três correram de volta ao quarto do youkai grifo, e a serva youkai com sua magia prontamente, encheu a banheira com a água mais fria que conseguiu. Depois abriu espaço para que Hokuto e Inuyasha mergulhassem Yuko na banheira. Kikyou pediu para que todos se afastassem e usou Hinoken, para consumir o veneno, assim como fez com Hikaru. Kagome que havia retornado á cozinha para pegar seu antídoto, regressou e deu o remédio ao youkai com a ajuda de Inuyasha. O estado dele, ainda era muito grave. Mas não havia mais nada que poderiam fazer. Hokuto estava abatido pelo estado do amigo. Ritorirï com sua tradicional boa vontade, se ofereceu para passar a noite com ele, pois sendo ela uma serva, tinha muito mais experiência nisso. Hokuto agradeceu-a imensamente. Assim que saíram outro soldado se aproximou de Hokuto.
_Senhor, nós levamos à senhora até o quarto da senhora Yukina, como o senhor nos pediu. Mas ela não parece estar bem. Devemos avisar ao senhor Sesshoumaru?
_Não, deixe que ele descanse. Ele precisa muito disso. Obrigado pela ajuda, companheiros. – O youkai estava hesitante.
_Vocês estão dispensados. Quem é ela, Hokuto? Ela não me é estranha, mas eu não consigo me lembrar de quem se trata. – O hanyou ordenou e assim que eles se afastaram, indagou ao youkai grifo.
_Venha comigo, e vocês também, Ritorirï, Souten, Kagome e Kikyou. – E dizendo isso pôs –se a andar na direção do quarto onde se encontrava a fêmea. Assim que entraram e puseram os olhos nela, compreenderam que se tratava de uma fêmea muito importante.
_Esta é Satori Hime, a mãe de Sesshoumaru. – Disse Hokuto, com uma voz melancólica, para espanto de todos.
_Eu não tinha ideia que Sesshoumaru tinha mãe! – Disse Souten com as mãos na boca de espanto.
_Ela é muito bonita. E parece ser tão jovem quanto ele! – Kagome estava estupefata.
Kikyou aproximou-se e a examinou. Mas não havia nada grave com ela, apenas algumas contusões e o estresse causado pela situação.
_Ela está bem, só precisa de um pouco de descanso. Amanhã cedo estará em perfeitas condições. – Disse a Miko após examiná-la.
_Hokuto, por que não quer que o senhor Sesshoumaru saiba que ela está aqui?- Questionou Ritorirï, com delicadeza.
_Por que ele e a mãe não se dão muito bem... Além disso, Sesshoumaru precisa descansar para se recuperar, ele nunca vai admitir, mas está muito fraco. Obrigado por virem e me ajudarem. Está na hora de vocês descansarem também. Teremos um longo e cansativo dia amanhã. – Hokuto os encaminhou até a porta.
_Vai dormir aqui, com ela? – Questionou Inuyasha, levantando uma sobrancelha.
_Vou, ela não pode ficar sozinha. Vai acordar confusa, e precisa de alguém conhecido para lhe contar o que houve. Eu conto com a discrição de vocês. – O youkai pôs a mão sobre o ombro do hanyou como que pedisse apoio. Inuyasha assentiu com a cabeça e em seguida, todos voltaram a seus respectivos quartos. Hokuto aproximou-se de Satori, e com delicadeza soltou seus cabelos que estavam presos em um coque rebuscado. Tirou com cuidado cada um dos enfeites e os colocou sobre a mesa de cabeceira. Em seguida, abriu as gavetas e os armários e de um deles tirou um quimono fino para dormir que pertencia a feiticeira dona do quarto. Voltou até a cama e despiu Satori, de seu pesado e elegante quimono tradicional, deixando-a completamente nua.
“Seu corpo continua tão lindo, quanto antes Satori. Você não mudou nada desde a última vez que nos vimos. Continua linda...” pensou o youkai enquanto vestia o confortável quimono de dormir e amarrava frouxo na cintura da fêmea. Depois voltou a cobri-la com os cobertores da cama e se aconchegou a uma poltrona confortável que ele pôs estrategicamente em frente a cama. Cobriu-se com outro cobertor que ele havia encontrado no armário, e fechou os olhos tentando esquecer as doces lembranças que tinha dela.
No esconderijo de Mizuki, Ryotaro tomava outro copo de saquê. Havia acabado com mais uma garrafa, mas estava longe de perder a sobriedade. A visão de seu futuro dada por Minara e a constatação do anel na mão da feiticeira, o haviam perturbado muito. Seria ela, a fêmea que aquecera seu coração? Não poderia ser! Ele escolhera Minara para sua fêmea, e estava decidido a possui-la. Percebeu que todos estavam se recolhendo e levantou-se para ir ao quarto de Mizuki, “consumar” sua união com ela. Quando entrou no quarto, Mizuki estava deitada vestida com seu quimono negro, tendo Kameko, ao seu lado. Assim que Ryotaro entrou a serva fez menção em sair, mas foi impedida pelo youkai.
_Onde, pensa que vai velha?
_Ora meu senhor, eu vou deixa-los a sós para que possam se harmonizar. – A velha youkai sabia como parecer ingênua. Ryotaro estreitou os olhos para ela, mas permitiu que ela saísse. Voltou seu olhar frio para Mizuki que se esforçava para sorrir.
_Meu lorde! Venha aqui, sua fêmea sentiu muito a sua falta! Aqui, tome um pouco de vinho, vai ajudá-lo a relaxar. – A youkai apressou-se em servir uma taça de vinho para Ryotaro, que simplesmente atirou-o longe.
_Pensa que vai me enganar, com esse tipo de truque barato, Mizuki? – Ryotaro vociferou entre os dentes, deixando Mizuki ainda mais apavorada.
_nnão, meu senhor, Não sei do que está falando! Eu só queria que...
_Eu sei muito bem o quer Mizuki, e vou dar agora! – Ryotaro pegou-a pelos cabelos e beijou com força. Com suas garras arrancou seu quimono e com um tapa no rosto, a jogou sobre a cama.
_Meu senhor... Por favor, seja... Seja gentil comigo! – Mizuki estava apavorada.
_E desde quando você gosta de gentilezas Mizuki? — Ryotaro se deliciava com o pavor dela. Finalmente ela estava tendo o troco de tudo o que tinha feito com Minara, e isso o deixava imensamente satisfeito. Tirou suas roupas e puxando a youkai novamente pelos cabelos, fez com que ela abocanhasse seu membro, e o chupasse com força.
_Vamos chupe com vontade minha vadia, abra mais a boca!- ordenava ele, e Mizuki era obrigada a obedecer. Jogando a cabeça para trás, Ryotaro fechou seus olhos e imediatamente lembrou-se de tudo o que acontecera no quarto de Minara. A textura da pele, o cheiro, o sabor, os gemidos... Tudo aquilo o excitava de maneira feroz. Seu membro dobrou de tamanho, e ela não mais conseguia coloca-lo todo na boca. Mesmo assim Mizuki esforçava-se passando a língua desde a glande até a base do escroto com sofreguidão. Tentava se esmerar, para quem sabe assim, conseguir aplacar a ira dele. Ainda segurando os cabelos dela Ryotaro gemia, imaginando sua prometida chupá-lo daquela maneira. Levantou-se e pegou Mizuki pelos pulsos, jogando-a contra a parede do mesmo modo que fizera com Minara. Mesmo não sendo o mesmo rosto, a lembrança o fazia enlouquecer de desejo. Fez com que ela entrelaçasse as pernas em sua cintura e manipulou o clitóris da Youkai, mantendo as mãos dela presas na parede. Mizuki arregalou os olhos com a sensação, pois até então não tinha sentido o mínimo de excitação real. Apenas fazia o que lhe era imposto. Mas naquele momento Ryotaro olhava para ela de uma maneira que ela não compreendia, mas, que a deixava cheia de desejo. Ryotaro a beijou com força, mas de maneira muito sensual. As duas línguas molhadas roçando uma na outra, cheias de desejo. A youkai estava molhada de desejo, e Ryotaro encaixou-a sobre seu membro latejante, roçando a cabeça de seu pênis na abertura da vagina dela, mas sem penetrá-la.
_Diga que me quer... Vamos, minha fêmea, diga que quer isso! – Ryotaro só via a imagem de Minara, mas Mizuki ficou mexida com aquele olhar apaixonado. Ficou sentindo o corpo dele naquela posição torturante por alguns segundos.
_Eu quero! Eu quero você meu macho! Possua-me, meu senhor, me possua agora! – Gemeu a youkai, pela primeira vez com sinceridade. Ryotaro então encaixou seu membro bem devagar na vagina da youkai arrancando gemidos de prazer dela. Em seguida foi aumentando as estocadas e empurrando seu corpo contra o dela com violência.
_Mais, mais forte meu macho! – Gemia Mizuki descontrolada pelo prazer.
Ryotaro obedeceu, com mais e mais força até que Mizuki suspirou e teve o primeiro orgasmo. Mas Ryotaro não parou, ajoelhou-se e deitou-a de costas ao chão, e segurando-a pela cintura, socava seu membro vigoroso contra a vagina da youkai, erguendo sem dificuldade o corpo da youkai, e atingindo-a, com mais violência e profundidade. Mizuki levou apenas mais alguns minutos para gozar, novamente, tendo espasmos de prazer. Ryotaro, ainda não estava satisfeito, e ainda no chão colocou-a sobre quatro apoios e penetrou-a, bem lentamente, sentindo cada centímetro da vagina da youkai, com seus olhos fechados, imaginando o corpo de sua fêmea. Possuí-a ainda com tanta voracidade, que Mizuki mal conseguia se manter na posição tamanha a violência dos golpes. Ryotaro puxava-a pelos cabelos, e com a mão livre manipulava o clitóris dela. Fez com que ela se derramasse de prazer mais duas vezes até que por fim, seu próprio orgasmo chegou. Quando finalmente ele se deu por satisfeito, Mizuki estava exausta, mas, maravilhada com todo o prazer que Ryotaro lhe proporcionara. Tanto, que se deitou no peito do youkai e adormeceu com um sorriso de satisfação nos lábios. Mas Ryotaro, não conseguia dormir. Não estava cansado e não tinha nenhum orgulho do que tinha feito. Esperou que a youkai caísse em sono profundo, e deu lhe um pouco de seu próprio veneno, aplicando-o com uma agulha e um frasco, na ponta do dedo dela. Era uma quantidade irrisória, mas a faria dormir profundamente enquanto ele estivesse fora. Levantou-se e foi se banhar par tirar o incômodo cheiro dela de seu corpo. Vestiu-se novamente com sua máscara e armadura, e saiu, indo em direção ao calabouço preparado por Mizuki para Yukina.
Ele nunca havia entrado naquele lugar, pois, nunca fora preciso. Caminhou discretamente por entre as celas repletas de youkais, hanyous e até mesmo alguns humanos. Todos antigos servos de Izanami e Minara. No fundo do corredor principal, havia uma sala com uma luz. Caminhou até lá e no caminho notou que ao lado da cela preparada para a feiticeira, havia outra, em melhor estado que as demais, que se encontrava vazia. Por alguns segundos ficou analisando que tipo de prisioneiro estaria ali. Voltou-se até a cela de onde vinha à luz, e pela pequena grade da porta, viu Yukina, deitada em uma cama grande, mas modesta com uma mesa rústica ao seu lado. Do outro lado do cômodo, outra mesa maior, onde repousava um castiçal simples de metal com três velas acesas. Havia uma cadeira e alguns livros além de prateleiras cheias de frascos e apetrechos. Como carregava as chaves, Ryotaro abriu a cela para averiguar se ela estava mesmo bem. Entrou e trancou a porta atrás de si. Em seguida caminhou até a jovem youkai. Pela posição em que ela se encontrava, encolhida em posição fetal, provavelmente estava com frio. Avistou um grande baú encostado às grades que faziam às vezes de janelas. Ao abri-lo, tirou deles cobertores de pele, não muito novos, mas que deveriam servir para mantê-la aquecida. Ao se voltar para levar o cobertor até ela, deparou-se com a youkai conjurando uma rajada de gelo que só não o congelou inteiro por que ele usou um dos cobertores, como escudo, jogando em cima de Yukina. Com o peso do gelo o cobertor caiu em cima da jovem youkai que caiu no chão também.
_O que pensa que está fazendo? – Disse Ryotaro, aproximando-se dela e pegando-a pelos pulsos.
_Não ouse me tocar seu verme! Solte-me! –Yukina debatia-se tentando se soltar do domínio do youkai. Ryotaro tirou sua máscara, e mostrou seu verdadeiro rosto, para tentar acalmá-la.
_Fique quieta, não faça barulho ou eles descobrirão que estou aqui. Olhe para mim, olhe nos meus olhos! Sou eu, Ryotaro! Você me entregou Minara, quando ela era criança, lembra? – Ryotaro segurava os dois pulsos, da youkai, e mantinha-a de costas no chão, obrigando-a a encará-lo. Yukina vislumbrou os olhos dele na penumbra do cômodo, mas os reconheceu de imediato.
_Sim, eu confiei Minara a você e olha só o que aconteceu! –Yukina percebeu que ele havia amadurecido um pouco, mas continuava o mesmo belo youkai. No entanto, a lembrança de um de seus muitos erros, não era algo muito agradável a ela. Ryotaro levantou-se e a soltou, na esperança que ela compreendesse que ele estava do lado dela.
_Não é nada disso! Eu só estou aqui, para evitar que ela matasse a princesa! Eu também quero vencer Mizuki! – O youkai ajudou-a a se levantar e sussurrou no ouvido dela de modo quase inaudível.
_Então prove! Deixe-me sair daqui! Eu... Oh não! Isamu! Eu traí Isamu! O que será que eles fizeram com ele? E a culpa é minha! É toda minha... – A youkai caiu de joelhos, chorando desesperada. Ryotaro não compreendeu o que ela tinha. E tampouco estava interessado, mas, no entanto o cheiro das lágrimas dela poderia chamar a atenção desnecessária dos guardas. Suspirou e achou melhor intervir.
_Conte-me o que aconteceu. — E dizendo isso, sentou-se no chão ao lado dela em posição de lótus, pronto para ouvir a história dela.
_Quando eu era jovem eu amei um macho comprometido. Meu pai soube e me prometeu ao filho de um de seus melhores amigos, para evitar que eu sujasse a honra de nossa família. Mas eu nunca consegui esquecê-lo. E por causa disso cometi muitos erros, o maior deles que foi ajudar Mizuki a destruir os pais de Minara. Mesmo sem saber que isso terminaria do jeito que terminou, eu fui culpada. Meu prometido Isamu, sempre me ajudou e me respeitou em todas as minhas decisões. Mas, quando o aliado de Mizuki apareceu... Ele era...
_Era o macho que você amou... Uma armadilha, feita por Yuu, estou certo?
_Sim... E eu abandonei Isamu, o meu amigo Isamu, eu o golpeei por que ele tentou me avisar!- A youkai estava tão fragilizada que sequer se importava de estar contando seus erros a um quase desconhecido. Ryotaro percebeu o quanto ela estava sofrendo. E em um gesto incomum para ele, pôs a mão no ombro dela, e fez com que ela o encara-se ainda com os olhos molhados.
_Não importa o que tenha feito, você sempre tem a opção de mudar suas escolhas, e recomeçar. Você está aqui agora e eu preciso de sua ajuda para libertar a princesa. – Ele falava calmamente tentando convencê-la a cooperar, mas também havia sinceridade em suas palavras, e a youkai percebeu isso.
_Você não compreende! Eu traí o único ser, que quis apenas o meu bem a vida toda! Isamu... Ele era meu amigo e eu o traí! Eu pensei que aquele youkai, fosse Kuro Ookami, e eu deixei Isamu para trás... Eu não confiei nele... Eu sou um monstro! – Yukina baixou os olhos. Ryotaro pegou-a pelo queixo e secou as lágrimas que desciam do seu belo rosto.
_Não é não... Você é só, alguém que se deixou levar pelos sentimentos, sem se dar ao trabalho de pensar nas consequências. Você deixou suas emoções te guiarem e isso para um youkai pode ser fatal, porque ao contrário dos humanos, nós não dominamos a emoções. Vamos até as últimas consequências, sem nos dar conta de que seria muito mais fácil se apenas abandonássemos a resistência, e seguíssemos com nossa vida, confiando no futuro... Confiando em nós mesmos... –Yukina encarou-o por alguns segundos, absorvendo o que ele dizia. O rosto antes altivo de Ryotaro ocultava uma sombra de melancolia. A youkai perde-se por alguns minutos no doce olhar sofrido dele, mas compreendeu que ele tinha razão.
_Está certo. Eu estou aqui agora, e Minara precisa de mim. Todos precisam de mim... Então me diga como posso ajuda-la. — Ryotaro encarou-a e com um sorriso de lado, e pôs-se a explica-la seu plano.
Sesshoumaru se rende à sua Prometida Rin...

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