Percy e Annabeth - A Vida Continua
20 20 - Calmaria depois da tempestade
Notas iniciais
Eu sei que mais da metade de vocês estão com suas canetas destampadas e tals, querendo me matar mas tenho bons motivos. E desta vez não é a preguiça u.u
Meus "queridos" professores (tão queridos quanto a Sra. Dodds) me deram trabalhos para as ferias, e segundo eles era "pra vocês não ficarem entediados nas duas semanas de ferias". VAO PRO TARTAROOO!!!!
Amanhã é meu ultimo dia de ferias T.T o bom é que eu vou ter que terminar de fazer umas questões de fÃsica amanhã pq me dediquei a fazer esse capitulo hoje ^.^
Eu tive trabalhos de sete materias diferentes pra fazer, e eu NAO SOU UMA FILHA DE ATENA OU DE ZEUS!! EU SOU UMA FILHA DE HERMES!! Que droga. To revoltada pq nem aproveitei minhas ferias direito galera, nem se preocupem muito com isso.
Acho que de hoje em diante a cada capÃtulo que eu postar eu vou colocar o nome de uma música pra voces ouvirem enquanto leem o capitulo. Geralmente não vai ter nada a ver com o capÃtulo, vai ser talvez uma música que eu gosto, ou que eu esteja ouvindo no momento ou que a batida tenha a ver com o ritmo do cap. E a música tema de hoje é Superhero - Cher Lloyd. Espero que gostem u.u
Besitos â¥
*Annabeth’s*
Decidimos correr um pouco para longe da biblioteca antes que os mortais resolvessem fazer uma vistoria pelos arredores do bairro.
Sentamos em um banco de praça para respirar um pouco. Enquanto olhava para as crianças correndo umas atrás das outras, fiquei imaginando como seria se elas vissem o que nós vemos. Sua infância terminaria muito cedo. Aliás, nem infância elas teriam por verem monstros a toda hora. Assim como eu, que tive minha infância acabada aos sete anos de idade.
-Pode me explicar um pouco o que acabou de acontecer? Por que ainda estou um pouco zonzo com a dupla falta de ar – pediu Nico.
-Pulando a parte em que eu salto nas costas de Denegare... A luta também. Pois bem, ele é um filho de Ares, que se negou a servir aos deuses e ficou preso lá na biblioteca publica como punição. Aprendeu a comandar os leões de pedra e após descobrir sobre os comandos de Dédalo, tem usado os leões ainda mais a seu favor.
-A seu favor? Aposto que ele não mandava os gatinhos atrás de quem se esquecia de devolver os livros – comentou Nico
-Como seu próprio nome já diz. Denegare vem do latim “recusar”. Eu tentei blefar, mas, como filho de Ares, eu tinha em mente que ele não acreditaria. Foi assustador – estremeci ao me lembrar da sensação de cortar a cabeça de uma pessoa. É como cortar a de um monstro, mas, é uma pessoa afinal.
Ouvimos barulhos de sirenes ao longe e olhamos para nossos trapos que chamamos de roupas. Demos mais uma corrida até o apartamento de Percy. Chegamos lá praticamente chutando a porta, pois as sirenes estavam a menos de uma quadra de distancia e aposto que a policia ficaria muito interessada em dois adolescentes no nosso estado alguns minutos depois de o bibliotecário local ser decapitado.
Tomamos um banho e trocamos de roupa. Vesti um short jeans com uma regata branca e prendi o cabelo num rabo de cavalo.
Contamos para eles o que aconteceu. A Sra. Jackson pediu para não contarmos os detalhes sobre o cadáver, pois ela estava preparando o almoço.
Paloma nos mostrou o que havia aprendido com o Percy, em dominar a água. Ela consegue erguer a água tão bem quanto o irmão embora tenha que se aperfeiçoar mais. Os dois ficaram treinando a manhã inteira e molharam o banheiro por completo.
Isabella estava sentada com as pernas em cima do sofá e uma coberta xadrez vermelha por cima. Ela tremia e sentia frio, suas mãos tão geladas que chegava a ficar roxo nos nós dos dedos. Um termômetro em baixo do braço e uma caneca com estampa florida cheia de chocolate quente, ainda saindo fumaça, entre as mãos entrelaçadas. O que tudo indicou que a garota ardia em febre.
Almoçamos. Dei uma pesquisada no notebook. Nico tirou um cochilo. Percy e Paloma treinaram e limparam o banheiro mais um pouco. Esse basicamente foi o resumo de nossa tarde.
Só podíamos ver Hermes amanhã então ficamos com a tarde, de certo ponto, livre. Resolvemos por fim treinar. Percy e Nico foram para o quintal dos fundos e sacaram suas espadas, esquivavam-se, avançavam e as lâminas se chocavam diversas vezes. Paloma e eu fomos para um canto com bastante grama, o que deixava o solo macio, e comecei a ensina-la alguns golpes básicos. Ela demorou a pegar, mas se saiu bem. Ficou bem entusiasmada para lutar de novo, usar suas novas habilidades com água e luta. Às vezes ela me derrubava, pois eu estava exausta e com hematomas generalizados pelo corpo. Com Nico não foi diferente, via a espada dele voar de sua mão diversas vezes e ser rendido pelo cabeça-de-alga outras diversas vezes.
A Sra.Jackson deu sacos de gelo para eu e Nico por causa da luta de manhã cedo.
Caiu a noite. A mãe de Percy colocou dois colchões na sala, sendo que Percy dormiria em seu quarto, e o resto iria ser dividido entre os dois sofás e os colchões.
Adormeci deitada de bruços, entre Isabella que estava no sofá a minha direita e Paloma que dormia no colchão à minha esquerda. Nico ficou com o outro sofá.
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Batidas na porta me acordaram.
-Percy. Annabeth. Acordem. Temos que ir falar com Hermes, lembram? – Chamou Nico
Mas espera aí... Percy e Annabeth?
Quando percebi a mão ao meu redor me abraçando por trás quase caí da cama. O cabeça de alga bocejou e se espreguiçou.
–Annabeth? O que faz aqui? Você não estava dormindo na sala?
–Estava... Eu acho. Não me lembro de como vim parar aqui – me virei e ficamos deitados de frente um para o outro – Mas isso não é um problema, é?
–Claro que não sabidinha – ele disse
–Claro que é. Vocês dois preferem ficar aí deitados e perder a diversão de ir ao Olimpo de novo, ver os deuses e mais monstros por aí? – Paloma enfiou a cabeça para dentro do quarto.
–Paloma – chamou Percy – nunca diga essa palavra em voz alta de novo!
–Que palavra?
–Essa, que começa com M.
–M-o-n... M-o-n... – Quando a dislexia ataca pode esperar que é difícil.
–Monstros? – perguntou ela
–Não! Não repita essa palavra em voz alta! – repetiu Percy.
Ela olhou para o chão como se estivesse processando a informação.
–Tudo bem. Mas andem logo vocês dois, vamos ao Olimpo! – ela saiu saltitando com uma escova de dente na mão em direção ao banheiro. As vezes eu achava a tortuguita um tanto quanto infantil no alto de seus 14 anos. Mas acredito que seja passageiro.
–Que hora é agora? – perguntou Percy em meio a um bocejo.
–São exatamente 6:37 da manhã e, às 7:00 estamos saindo – falou Nico do corredor – arrumamos as coisas, tomamos café a partimos.
–Ninguém aguenta ter que acordar às 6:30 da matina. Poupem-me, por favor – reclamou Bella, que pelo visto estava melhor.
Todos circulavam o apartamento, recolhendo coisas aqui e ali. Num momento Paloma me puxou para um lado e falou que teve outro sonho, tentou descrever o melhor que pôde.
Segundo relatado, ela estava em um lugar escuro, chão feito de pedra, uma espécie de caverna. Havia três grandes rochas com correntes de ferro penduradas postas em meia lua de frente para um penhasco. Uma voz vinha de um lado escuro da caverna, era de mulher, meio rouca, mas poderosa, falava algo que no inicio que Paloma não entendeu direito até a cena entrar em foco. A mulher das sombras reclamava com alguém que deduzi ser um lacaio seu.
-Nós não faremos isso agora. Tem de ser no momento certo.
–Mas tem que ser esses? Não podemos pegar alguns mais fracos em maior quantidade?
–Não! Seu idiota! Tem de ser eles! Todos eles! – urrou a mulher – Estou até pensando em poupar a garota e o outro garoto, aquele irritante. Fora isso, o grupinho é perfeito. Foi uma ótima jogada a minha. Quer plano mais perfeito que esse? – houve-se um segundo de silencio – Responde seu mentecapto!
–Não senhora. Não existe plano mais perfeito que esse senhora. – falou o servo com medo.
–Pois então trate de trazê-los até aqui. Neste local, exatamente aqui, será o local de suas mortes. Seus corações serão arrancados de seus corpos, e você os me dará como oferenda para que eu possa voltar a meu estado natural sólido físico.
–Sim senhora. Eu os trarei.
Paloma contou que diversas vezes tentou se mexer, mas ela somente podia observar a cena. Os dois, a senhora e seu lacaio, permaneciam nas sombras durante toda a conversa. A caverna começou a escurecer e ela acordou de um pulo suando feito louca.
–Pra ser sincera – ela começou – eu não gostei nem um pouco da parte de “Seus corações serão arrancados de seus corpos”. – ela se estremeceu.
Anotei o máximo de coisas que achei ser importantes no sonho dela.
Tomamos o café da manhã e terminamos de recolher as coisas. Percy e eu pegamos alguns mantimentos e roupas extras para a viagem. Com as mochilas nas costas descemos as escadas.
–Err... Vão à frente, eu vou em seguida – falou Nico. Já na calçada da frente do apartamento, esperávamos ele. Dez minutos depois, mandei Paloma ir ver o que estava acontecendo. Os dois desceram, Nico parecia normal, mas Paloma não disse uma palavra o resto do caminho.
Notas finais
Espero que tenham gostado do cap, (feito as pressas) da ideia da musica e da musica tambem. E espero que voces me desculpem pelos meses (meses? foi tanto tempo assim?) que demorei pra postar.
Amo todos voces, de verdade (*3*)
Beijos a todos â¥
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