Percy e Annabeth - A Vida Continua

19 19 - Tenha um plano para se usar depois de blefar


Notas iniciais
Oi gents *u*
Só para dizer que eu amei o segundo trailer de MDM *-*
Eu quero dedicar esse capítulo para a Stephanie, Rafaela, Helen, Franciele, Monique, Moisés (capitao gancho ^^), Cris (Merida ^^) e para a Marjorie (Mafalda ^^) (sendo que esses tres ultimos me apelidaram de Judy Moody '-')
Desculpem a demora.
No final do capítulo terá o link para a Fanfic de Ones. Gostaria que todos lessem ok?
Sem tempo de revisar, sorry -.-'
Beijos beijos

#Percy's#

Eu estava praticamente quase que despencando das costas de Blackjack. A maldição de Aquiles me forçava a descansar a cada minuto livre que eu tinha. Ou como disse Paloma “Com grandes poderes, vem a constante necessidade de tirar um cochilo”. E ainda havia ela, que eu deveria segurar, quando eu não conseguia segurar nem a mim mesmo.

Ao sobrevoar meu apartamento, só consigo ver Annabeth correndo para dentro com Isabella em seu colo. Pedi pra Blackjack descer, e ele quase pousa em cima da caixa de correio, se não fosse eu gritar pra ele ir para a direita nós teríamos se esborrachado no chão.

-Obrigado cara, eu já volto com um torrão de açúcar pra você ok? — falei quando pulava de suas costas.

"Ficarei esperando. Bem aqui. Por um torrão de açúcar...”.

Subi as escadas o mais rápido que pude. A porta já estava aberta e Annabeth despejou a filha de Apolo em um sofá enquanto eu colocava minha irmã no outro e desabei no chão logo em seguida.

Minha mãe apareceu saindo da cozinha com uma frigideira na mão em posição de ataque.

-Percy! Graças aos deuses! — ela largou a frigideira no chão como se não fosse nada de importante e me deu um abraço de urso — o que aconteceu? Vocês estão bem? — ela me largou e abraçou Annabeth tão forte quanto a mim.

Sentamos em cima das almofadas acolchoadas de renda que colocamos no chão da sala e explicamos tudo a ela, sobre a missão, George, Victória, sobre Bella e Paloma. Minha mãe ouviu tudo atentamente, foi até o armário da cozinha, pegou um pedaço de ambrosia e um frasquinho com néctar que ela guardava para emergências. Derramamos a bebida na boca de Paloma e Isabella e tentamos fazê-las engolir. A campainha tocou.

-Perdi Thalia de vista! — Bufou Nico.

Ele arrastou a mochila de Paloma para dentro e a deixou em um canto. Se jogou no chão ao lado dos sofás e respirou fundo.

-Tudo bem Nico. Onde, como e quando aconteceu? – perguntou Annabeth tentando manter a calma.

-Eu não sei dizer bem onde. Ela não queria andar ao meu lado, então resolveu ficar alguns passos atrás de mim. Eu olhei para trás para me certificar de que nenhum monstro havia nos seguido, e ela estava ainda lá. Meio quarteirão depois percebi que estava um pouco silencioso de mais, olhei para trás e ela não estava mais lá! – Ele parou pra pensar, depois assentiu, tentando se lembrar de detalhes ou coisas que havia esquecido.

Annabeth batia o pé levemente no chão, claramente demonstrando estar preocupada, ou nervosa, ou pensando. Ou os três juntos. As informações martelavam em sua cabeça e pude ver pelos seus olhos que vasculhava sua mente atrás de uma resposta.

Ela olhou para Nico e em seguida levantou as sobrancelhas, ele negou com a cabeça. Essa até eu tinha entendido. Annie perguntou se sentiu a alma de Thalia e Nico negou o que significava que ela estava viva.

-Ok. Ela está viva, então quer dizer que nenhum monstro a atacou, e se atacou logo foi morto – percebi um leve sorriso no canto da boca de Annabeth. Orgulhosa de sua amiga. – Opções. Opções – murmurava ela enquanto apoiava a cabeça nas mãos e fechava os olhos.

Sentei-me ao seu lado e a envolvi em meus braços, geralmente isso a acalma, o que desta vez não foi diferente. Respiramos fundo, tentamos esfriar a cabeça em busca de respostas, ou ideias cabíveis para esses sumiços.

-Thalia é uma caçadora, filha de Zeus. Ela sabe se cuidar sozinha. Tenho certeza que nos mandará um sinal de que está bem – falou Annabeth levantando-se e enrijecendo o corpo.

Ela ia dizer algo, mas foi interrompida por uma tosse rouca, como alguém que ficou imerso na agua e voltou à superfície meio engasgado.

-O que... Ai! Minha cabeça. Por um acaso isso é ressaca? Por favor, me digam que não.

-Não se preocupa, não é. A menos que acabar de lutar com uma cobra de três andares de altura seja definido como ressaca pra você – falei sentando-me ao lado de minha irmã.

-E por um acaso eu desmaiei de novo? Por ver uma cobra? – ela perguntou indignada com sigo mesma – Por favor, me digam que não.

-Infelizmente, isso foi verdade. Mas Isabella conseguiu tirar você do perigo a tempo.

Paloma desabou no sofá de novo, deixando a cabeça cair como se fosse um saco de farinha em cima das almofadas. Fez uma careta e engoliu em seco arrependendo-se do que acabou de fazer.

-Isso não foi algo inteligente de se fazer – observou Annabeth.

-E eu lá estou com cara de quem pensa no que é inteligente ou não? –brinca Paloma, mas para Annie isso soou um pouco ofensivo.

-Tudo bem. Eu estou pensando em ir à biblioteca municipal dar umas pesquisadas sobre o caduceu de Hermes. No meu notebook só encontrei o básico – antes de me levantar para me oferecer a ir junto, ela aponta pra mim e aponta para o sofá. – você fica, cuide de sua mãe e da sua irmã. – ela escaneou a sala, e percebeu algo que não foi muito de seu agrado – e cuide também quando Isabella acordar.

-Você não pode ir sozinha. É perigoso.

-Eu posso me cuidar Percy. Já sou bem grandinha não sou?

-Eu posso ir junto se você não se importar Percy – apressou-se Nico

Decidido por fim que eu ficaria em casa fazendo companhia a minha mãe, tomando conta de minha irmã e cuidado para quando Isabella acordasse. Annabeth e Nico iriam até a biblioteca.

*Annabeth’s*

Chegamos à biblioteca. Os leões de pedras autômatos estavam lá, depois de Percy tê-los ativado para perseguir a porca voadora no mês passado.

Entramos. Eu simplesmente adoro aquele lugar. Imensas prateleiras feitas de madeira de cerejeira com uns três metros de altura se estendiam até onde a vista alcançava. Placas mostravam as seções, nomes dos escritores, títulos e os números das prateleiras. O hall de entrada tinha um grande tapete persa vermelho no centro com alguns pufs e almofadas coloridas, a área para as crianças tinha também alguns bichinhos de pelúcia.

Nos dirigimos a alguns computadores do lado direito da entrada. Pesquisamos por “mitologia grega” e a tela se preencheu de títulos desconhecidos.

-Posso ajudar? – uma voz atrás de nós soou como um tilintar em meus ouvidos. “Monstro” pensei.

Ao me virar, deparo-me com um senhor na faixa dos 50. Seus olhos castanhos pareciam te devorar como os de um lobo e seu cabelo grisalho estava todo bagunçado como se tivesse acabado de lutar contra o travesseiro. Havia linhas de expressão em baixo dos olhos e rugas na testa. Sua camisa branca social toda amassada estava com as mangas dobradas até os cotovelos, um dos lados da gola estava para dentro da gravata borboleta preta. O suspensório vermelho estava ao contrario, com a parte da frente segurando a parte de trás de suas largas calças pretas com a bainha dobrada duas vezes, deixando a mostra seus tornozelos peludos e seu sapato de mocassim preto lustroso sem meias com uma mancha de mostarda na ponta.

Minha mão deslizou para a cintura onde estava a minha adaga. Quando se é um semideus e do nada aparece uma pessoa aparentemente amigável, pode ter certeza que é um monstro. Isso só não se aplicou quando Percy conheceu Héstia.

-Ahn... Não, obrigado. Só estamos procurando um livro... Ah! Olha só! É esse aqui – apontei para um título aleatório na tela. Quando percebi, o livro qu eu supostamente havia selecionado era “Mitologia grega para crianças”.

O homem da mostarda no sapato uniu as sobrancelhas e voltou para o balcão. Nico e eu nos entreolhamos, claramente demonstrando ter percebido a mesma coisa.

-Você mente mal pra caramba – sussurrou ele.

-Mais ou menos. Eu não sou uma filha de Hermes.

Nada contra eles, mas Hermes é o deus dos ladrões, o mínimo que seus filhos deveriam saber era mentir. Eu imagino.

Começamos a olhar as estantes e placas: J... K... L... M... Maternidade... Marcos Históricos... Mecânica... Mecanismos... Mecanismos da Segunda Guerra Mundial... Minério... Mineração... Mitologia!

Vasculhamos as estantes atrás de algum livro em grego antigo, mas a maioria era em inglês, francês, espanhol. Tinha até um e italiano, mas em grego antigo que é bom nada.

-Annabeth – me chamou Nico – Vá lá fora e mande uma M.I pro Percy e veja se está tudo bem por lá. Eu vou continuar procurando por aqui.

Assenti e me dirigi ao saguão de entrada. Quando passei, o senhor do suspensório ao contrario me encarou com o olhar de um lobo faminto.

Empurrei a grande porta de vidro e me permiti sentir a leve brisa de outono no fim da tarde. Desci a escada de dois em dois, virei à direita do pedestal dos leões de pedra e estava prestes a entrar em um beco quando me deti, dei três passos para trás e olhei para o relógio da torre no alto da biblioteca, eram 12:30, hora do almoço. Não devia ter muitas pessoas lá dentro, a não ser um ou dois zeladores, o senhor da camisa amassada e o... Nico.

-Essa não! – dei um tapa na testa e corri para a entrada.

A porta estava com um cabo de vassoura entre as maçanetas. Empurrei, chutei, tentei derrubar com o peso do meu corpo, finquei minha adaga no vidro, mas para o meu azar ele ricocheteou e acertou o cabo em minha barriga. Levantei um pouco a camisa xadrez que vestia e analisei os estragos. Nada grave, só uma marca roxa no umbigo. Isso me fez lembrar vagamente do dia em que contei para o Percy como nasciam os filhos de Atena. Se conheço bem o meu cabeça de alga aposto que ficou se perguntando como temos umbigo se nascemos da cabeça de Atena.

Saí em disparada em direção do beco ao lado da biblioteca ignorando ao máximo a dor em minha barriga. Achei uma porta com a placa escrita “Sementes secundários”, mas depois percebi que era “Somente funcionários”. Trancada. Era uma emboscada.

Subi num latão de lixo e agarrei a escada de incêndio. Comecei a subir, não sei para onde, não sei por que, sem saber o que encontraria lá em cima.

Estava subindo a ultima escada enferrujada, quando meu pé escorregou e eu fiquei pendurada com as mãos suadas agarradas na primeira barra.

-Maravilha – murmuro.

Meus dedos estavam escorregando. Com alguma sorte eu cairia no lixo, mas isso sem contar a parte em que eu ficaria me debatendo contra as grades das escadas. Eu não sei de onde, mas encontrei forças e consegui escalar a escada. Pensei no Percy, na homenagem que ele me fez, na noite da montanha que dormimos abraçados, inclusive isso foi ontem à noite. Em como ele fica fofo quando está preocupado, em como fica ciumento em relação a Paloma, como ele cuida dela... Como ele cuida de mim... Era muito cedo pra morrer e deixar tudo isso pra trás.

Cheguei ao terraço e me dirigi à porta de acesso à biblioteca, e adivinha: trancada. Pelos dutos de ventilação pude ouvir uma risada rouca e raivosa ecoar por toda a biblioteca, passar pelas estantes, atravessar as páginas dos livros e chegar aos meus ouvidos em uma ameaça e chamada de luta óbvia.

Meu olhar escaneava todo o parâmetro do terraço. Do lado oposto a onde eu estava havia uma cúpula de vidros esverdeados com a luz do sol por entre as nuvens se refletir nelas. Estava aberto o suficiente para uma pessoa de 17 anos passar, inclusive eu. Mas não sabia que eu havia engordado um pouco, ou o espaço era pequeno de mais. Depois de entalar minha cintura na abertura, percebo que ela é pequena de mais. Tendo abrir um pouco mais mas as dobradiças rangem e dou uma cambalhota brusca para trás, pensando em alguém ter me visto.

Olhei para dentro. Nico estava com sua espada em punho, posição de ataque virado para algo mais abaixo de mim que eu não conseguia ver.

-Você não tem coragem o suficiente para vir até aqui e me atacar você mesmo? – indagou Nico.

-Eu não preciso gastar minha energia com você estupido filho das trevas. Eu tenho quem fará por mim.

Essa voz fez meu cérebro chocar-se contra a parede interna de meu crânio. Minhas suspeitas estavam certas.

Nico ia recuando seus passos cada vez mais, e a sombra do predador se projetava a cada segundo no assoalho. Duas enormes cabeças de pedra em formato de leão saíram das sombras e os amigos autômatos de Percy que supostamente nos ajudaram mês passado estavam de volta.

Um chumaço de cabelo grisalho caminhou calmamente até entre seus gatinhos de estimação e o suspensório vermelho confirmou minha teoria.

-Não adianta lutar garoto. Meus leões terão o prazer de matar você. São de pedra, e os anos preso neste mausoléu me fez conseguir domina-los. Eu já tinha um nível de poder sobre eles, até que seu amiguinho resolveu usa-los na guerra contra os titãs. Mas isso só me fez ter mais conhecimento sobre eles. Eu descobri a maioria dos comandos que aquele velho gagá criou dentro de seu labirinto. Eu os comando agora.

Com o canto do olho, Nico me encarou com um olhar de urgência, mas logo tratou de disfarçar para o homem do tornozelo peludo não me perceber. Enfie meu boné dos Yankees na cabeça e com cuidado, passei pela brecha que eu havia aberto e desci pela cúpula de vidro. Minhas mãos se agarrando nas partes metálicas que uniam os quadrados de vidro. Balancei meu corpo para frente e caí em cima de uma das estantes de livros. Seu eu fiz barulho eles não devem ter escutado ou simplesmente ignoraram, o que eu não acho muito provável. Eu estava dentro.

Fui engatinhando por cima da prateleira até chegar à ponta. Bolinhas de sujeira se grudaram em meu cabelo e quase espirrei com a pluma que tomou a liberdade de pousar no meu nariz. Mas fiz um truque que eu aprendi, quando perceber que irá espirrar, logo no inicio de preferencia, coloque a unha do dedão em baixo da unha do mindinho da mesma mão e pressione até a vontade parar. Assim você não espirra.

Mais uns dois ou três passos a mais que Nico daria para trás e eu conseguiria saltar em cima do senhor “Gola por baixo da gravata”. Obviamente seus leões pulariam em cima de Nico, mas a este tempo seu precioso amo estaria hipnotizado. Sem contar que Nico poderia correr, até o bibliotecário tomar consciência de mandar seus leões atrás dele, mas a ele já estaria longe, e eu poderia matar o homem da biblioteca.

Preparei-me e saltei da estante caindo certeiramente nas costas dele. Quem é o velho gagá agora?

-Peguem o pirralho! Ele está fugindo!

Nessa hora algumas coisas deram errado. Primeiro meu boné caiu da minha cabeça. Segundo, o senhor “pernas peludas” percebeu rápido de mais que estava sendo atacado e em terceiro Nico não correu e de relance vi um dos leões com as grandes patas dianteiras contra o peito de Nico que estava estirado no chão e o outro montou guarda sentado ao seu lado.

O bibliotecário rolou por cima de mim e antes que eu pudesse reagir fui atingida por um soco de esquerda no meu queixo. Saquei minha adaga, mas ele pareceu prever meu ataque e se esquivou para a direita, me deu uma rasteira e cai. Rolei para a esquerda um segundo antes de um chute ao estilo jogador de futebol quando dá uma bica na bola na hora do pênalti. Me levantei meio ofegante.

-Já está cansada filha de Atena? – ele riu sarcasticamente – pois eu nem comecei.

Ele avançou com tanta velocidade que pareceu um de seus leões. Ele não usava armas, somente o próprio corpo, estilos diferentes de luta. Consegui identificar alguns golpes de judô e muay thai entre alguns outros. Inclusive às vezes eu ouvia seus leões rugir, talvez Nico estivesse tentando fugir, ou alcançar sua espada.

Deu um giro e um chute lateral alto o suficiente para acertar minha cabeça, mas eu me abaixei rapidamente, ele pegou o impulso do chute, girou e fui atingida por outra rasteira. Dei uma cambalhota esquisita para trás, prestes a me levantar ele puxou o estreito tapete que se encontrava no meio do corredor entre duas estantes e eu escorreguei no chão. Preparou o soco ao estilo Hadouken, me esquivei para o lado e ele socou o assoalho formando um pequeno buraco com a saliência de seus dedos fechados. Desferi um golpe com minha adaga, mas ele desviou facilmente.

Eu só havia visto uma pessoa lutar com tanta ferocidade assim na minha vida. E era Clarisse.

-Talvez esteja impressionada com o meu estilo de luta, embora a maioria dos meus meios-irmãos prefiram armas, espadas ou uma lança elétrica bizarra – eu mais parecia uma mera diversão para ele – mesmo eu tendo certa idade sei lutar tão bem quanto meu pai.

-Você é um semideus! – minha mente assimilou o olhar de lobo faminto, a raiva, a luta, o sarcasmo com uma lança elétrica em particular e o “meu pai” – você é filho de Ares.

-Para uma filha de Atena até que você não se saiu tão mal assim – ele riu – Vamos para as apresentações. Eu gostaria que você soubesse quem matou você antes de você morrer. Sou Denegare. Recusei-me a obedecer aos deuses e eles me trancaram aqui. Tendo que suportar crianças irritantes e velhinhos retardados todo santo dia!

Ele estava com o antebraço em meu pescoço me prendendo contra a parede enquanto fazia seu monólogo.

-É uma pena que isso tenha que terminar assim – falei quando passei minha perna por trás de seu joelho e pressionei os dois. Ele perdeu o equilíbrio e eu caí por cima dele com minha adaga em sua garganta – Para uma filha de Atena, eu até que sei lutar contra os filhos invocadinhos de Ares.

Seus leões de pedra rugiram para mim e pressionaram ainda mais o peito de Nico. Consegui ouvi-lo arfar um pouco e segurar um grito estridente.

-Vocês filhos de Ares sempre usando a força e nunca a inteligência – falei na cara de Denegare – Solte meu amigo ou atravesso minha adaga em sua garganta!

Ele me avaliou no fundo dos meus olhos.

-Cronos veio aqui mês passado, sabia da minha história, sabia que eu nuca me simpatizei com os deuses. Ele quis que eu me juntasse a ele na batalha e eu ficaria livre deste mausoléu – ele riu ironicamente – Eu atuo sozinho, nunca medirei esforços para ninguém. Nunca aceitarei ser mandado por um titã ou um deus seja qual for! E não será desta vez que me renderei a ele!

-Ele? Cronos está de volta?

-Não. Cronos não voltará por um bom tempo. Mas não é dele que estou falando.

-Então que é? – falei com os dentes cerrados.

-Ele veio aqui pessoalmente oferecer uma oferta de liberdade. Vai acontecer a ele a mesma coisa que aconteceu a Cronos. O destino da família.

-O destino da família – repeti, registrando as informações. Denegare achou que eu havia baixado a guarda e chacoalhou-se tentando se soltar, mas pressionei mais a lamina de minha adaga em sua garganta.

-Eu nunca me renderei aos deuses!

Ele tentou me atacar. Só tentou, pois minha adaga cortou sua cabeça fora e jorrou sangue em todas as direções. O leão de pedra em cima de Nico abriu a enorme boca prestes a arrancar seu braço.

-Comando Dédalo 24! Abordar missão! – berrei com toda força.

Os autômatos pararam imediatamente, soltaram Nico e marcharam em direção da porta de vidro, atravessaram-na com a maior facilidade espalhando cacos de vidro por todo o chão, e logo após se petrificaram em suas bases do lado de fora.

Nico e eu desabamos no chão.

-Primeira regra de Atena – falei – tenha sempre um plano para se usar depois de blefar.

Nico limitou-se a assentir.

-“Comando Dédalo 24”? – pergunta ele.

-É. Logo após Dédalo ter criado os autômatos e o comando de ativação, ele teve que criar um de desativação. – dei de ombros – encontrei essa informação enquanto vasculhava o notebook.

-Vamos sair pela porta dos fundos, a polícia não vai querer saber o que dois adolescentes com as roupas rasgadas, sujos e manchados de sangue fizeram aqui.

-Por falar em sujos de sangue; chego a ficar com pena desses livros, vão ter de ser jogados fora.

As estantes estavam cobertas de sangue que voou do pescoço de Denegare depois que eu o decapitei.

Deixamos a biblioteca com um cadáver jogado no assoalho, livros manchados, estantes destroçadas, cacos de vidro e um tapete persa todo rasgado.

Agarrei meu boné que estava no chão, o enfiei no bolso e saímos pela porta dos fundos.

Fanfic de Ones

Notas finais
Espero que tenham gostado. Reviews? *-*
Nao tenho muito o que falar hoje '-'
Até o proximo capítulo pessoas ^^
bjs bjs