Acordei depois de ter tido um sonho estranho: A terra me engolia, como areia movediça. Uma voz dizia que estava acordando, acordando de algum sono profundo... Não entendi muito bem o que acontecera. Parti para o pavilhão do refeitório filar uma bóia, pois estava morrendo de fome. Passei pelo chalé de Atena, nada de Annabeth. Ela ainda estava no Olimpo tratando de algumas reformas, não pudera retornar. Confesso que já estava me sentindo um pouco carente, sem Annabeth por perto. Todavia, fui tomar o café da manhã e me sentei, como sempre, solitário na mesa de Poseidon. Olhei para a mesa de Afrodite e vi alguém novo sentado lá: Uma menina de aparentemente quinze anos, branca como algo muito branco (dããã), cabelos negros na altura das costas presos em uma trança e olhos azuis extremamente lindos, com uma coloração de azul que eu jamais tinha visto. Usava a camisa do acampamento, um jeans azul semelhante a cor de seus olhos e um tênis "All Starts" de cano médio. Confesso que me senti atraído por ela, mas me sentia culpado por isso. Procurei me concentrar na comida. Toda vez que eu a olhava ela estava olhando pra mim, mas sentia-se tímida e baixava o olhar. Eu consegui ficar ainda mais lerdo só de olhar para ela.

Quando terminei meu café decidi praticar um pouco com Contracorrente, que não a usava desde que eu havia lutado em Manhattan. Quando estou na Arena me deparo com a menina do chalé de Afrodite e com Clarice tentando lhe ensinar a usar uma espada:

- Você é muito burra ou o que? Mal consegue segurar uma espada! — Berrava Clarice

— Me... desculpe. — Disse a menina intimidada

— Ah, Percy, aí está você, ensine a essa idiota como se usa uma espada, dane-se o que Quírion me pediu, eu desisto!

— Acalme-se Clarice! — Pedi

— Vá se catar! — Ela virou as costas e saiu caminhando pesadamente

Fui ao encontro da menina, que parecia assustada.

— Meu nome é Percy Jackson, sou filho de Poseidon, qual o seu nome?

— Alice... Alice White — disse a menina — Isso é tão confuso, um dia eu estou em casa com meu pai, e no outro um homem-bode aparece e diz que eu preciso correr para um lugar seguro, fujo de vários seres estranhos e chego aqui, onde uma pompa surge na minha cabeça e me dizem que eu sou filha de uma Deusa grega! E pra melhorar, eu não sou boa em nada que possa me ajudar em batalha!

- Isso acontece com todos aqui — expliquei — e talvez você não seja tão inútil assim! Que tal procurarmos uma arma que combine com você?

Passamos ao lado da Arena, no Arsenal, e pedi à um filho de Hefesto me mostrar algumas armas.

Entramos em uma sala repleta de várias armas, e eu pego uma adaga

— Que tal essa? — Pergunto

— Não gostei.

Caminhamos mais um pouco, e eu acho um taco de beisebol.

— Gostou?

— Não faz meu estilo...

Então eu vejo em uma prateleira um lápis de olho e digo:

— Olha aquilo.

— Um lápis de olho?

— Deve servir pra alguma coisa.

Eu puxo a tampa e um arco e flecha se forma, fazendo uma aljava surgir em minhas costas.

— Gostei desse — diz ela

Encostei a tampa na ponta superior do arco e ele voltou ao seu estado de lápis de olho.

— Tome — disse eu — Aqui está a sua arma.

— Obrigada Percy.

Ela me deu um beijo na bochecha, e o que aconteceu? Pirei, dei pane! Error 404 not found. Ela tinha um cheiro delicioso de rosas e canela, o que me fez ficar parado por mais ou menos uns cinco segundos, até perceber que ela me olhava como se eu fosse lerdo e um pouco idiota. Louca, não? Bom, após isso eu disse:

— Que tal você praticar um pouco com seu arco e flecha?