Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
127 Capítulo 127
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois daquele momento incrível que tive com a Ligea, eu me sentia totalmente leve, amado e calmo, fiquei tão feliz em ouvir aquelas palavras dela, ela dizer que vai lutar pelo meu amor, se esforçar para me conquistar por completo, me deixou tão feliz, ela é tão diferente da Nix, que apenas se divertiu com meu coração, me rejeitou e me fez de palhaço, bobo apaixonado. Também teve a Luana, que teve de tudo para ser a mulher da minha vida, mas preferiu um momento de prazer com um escroto, do que uma vida de felicidade ao meu lado. Ligea era tão mais apaixonante, cativante, ela transbordava lealdade e respeito. Eu realmente me sentia confortável em aceitar seu amor, dar essa chance para ela, dar mais uma chance pro meu coração, talvez, quando Afrodite dissera, na reunião antes da minha partida, que algo bom me esperava no mar, esse algo bom, fosse Ligea, com certeza era Ligea.
—--Essa roupa é horrível, não acredito que estava vestindo algo assim e andando pelo palácio. ---Disse Ligea, me trazendo de volta dos pensamentos, havíamos acabado de sair da banheira, Ligea estava ainda nua, olhando para o vestido branco da enfermaria, um típico “look de doente” por assim dizer, realmente não era algo bonito de se usar. Concentrei-me em um dos poderes derivado da Héstia, materializando roupas para ela, uma calça jeans azul clara, uma camiseta branca, uma calcinha e um sutiã e um tênis com as meias. Ela me olhou espantada por um momento. ---Como fez isso? ---Perguntou ela impressionada.
—--São uma das habilidades que tenho, herdados por eu ser campeão de Héstia, com essa habilidade, eu basicamente, posso invocar qualquer tipo de coisa, objetos, nada que tenha vida, mas quanto maior e mais difícil, mas coisas relacionadas a casa, como roupas, alimentos, são coisas fáceis, já que Héstia é uma deusa relacionada a família e ao lar. ---Disse vestindo minha calça.
—--Incrível. ---Disse ela pegando as roupas, e vestindo, parei para admirar, enquanto observava ela se vestindo, deuses, como ela era linda, ela pegou primeiro a calcinha branca com renda e a vestiu, ajeitando-a, o que era um tanto provocador, mesmo que ela nem estivesse tentando ser, depois ela colocou o sutiã que era da mesma cor, já que havia materializado uma camisa branca, assim que ela acabou de colocar o sutiã, ela jogou o cabelo para trás, o que foi um tanto provocador, o conjunto branco, em contraste com sua pele e cabelos vermelhos, era incrível, ela pegou a calça e começou a vesti-la, aquilo era incrivelmente sensual, assim que ela fechou o zíper, ela parou e me olhou sorrindo divertida. ---O que você está olhando?
—--Você. ---Disse mordendo os lábios.
—--É está gostando do que vê? ---Perguntou ela sorrindo safadamente, me olhando de um jeito safado e mordendo os lábios. Ela começou a caminhar lentamente na minha direção.
—--Sim, gosto muito. ---Disse para ela, ela sorriu com a minha resposta.
—--Do que mais você gosta? ---Perguntou ela inocentemente, continuando a se aproximar, ela parou na minha frente, encheu o peito, o que fez seus seios saltarem para cima, confesso, Ligea sabia ser muito sensual e provocadora.
—--De tudo. ---Disse a puxando pela cintura, colando nossos corpos, sentindo seu corpo pequeno e quente, encostado no meu, principalmente os seios, que eram enormes. ---Principalmente dessa boca carnuda. ---Disse tomando seus lábios em um beijo forte e sedento, nossas línguas brigavam por espaço, Ligea segurava na minha nuca, enquanto minhas mãos escorregaram para aquela linda bunda empinada, a segundo firmemente, sentindo o quão durinha era e trazendo seu corpo ainda mais junto do meu, meu cérebro se derretia quando eu sentia os lábios da Ligea no meu, era uma sensação incrível. Então escutei a porta do meu quarto se abrindo.
—--Percy, sei que você está indo embora. ---Separei o beijo, então pude ver quem entrará no quarto, ela estava linda como sempre, aparentando ter seus 20 anos, 1,65 cm, seus cabelos negros esverdeados que iam até a metade das suas costas, ela estava usando a mesma roupa de hoje mais cedo, um vestido azul claro, que realçava suas belas curvas, ela estava olhando para uma prancheta em suas mãos, era a lista de pacientes da enfermaria. ---mas a Ligea, desapareceu... ---Ela travou quando ergueu os olhos para nós dois, por um instante, houve silencio absoluto, enquanto eu e Ligea encarávamos Roda, esperando alguma reação dela, ela se mantinha imparcial, sem nenhuma expressão no rosto, apenas nos olhando, como se estivesse tentando entender o que estava acontecendo. ---O que está acontecendo aqui? Vocês estão juntos? Como um casal? ---Perguntou Roda nos olhando seriamente, enquanto apontava de um para o outro, eu e Ligea trocamos olhares nervosos, ainda não havíamos conversado sobre isso, eu sinceramente não sabia o que responder. Então olhei novamente para os olhos de Ligea, aquelas lindas orbes azuis turquesas, ela me encarava com expectativa. Então eu imaginei que ela talvez, apenas esteja esperando uma resposta de mim, uma aprovação, já que até agora, somente ela disse que ia lutar pelo nosso relacionamento, lutar por mim. Então eu me decide de uma vez por todas.
—--Bem, eu acho que sim, estamos juntos. ---Disse olhando para Ligea sorrindo, ela abriu um largo sorriso, seus olhos se enchendo de lágrimas, me abraçando mais forte.
—--AAAAAHHHHHH.... ---Roda berrou chamando minha atenção, ela jogou a prancheta que trazia nas mãos pra cima, ela correu na nossa direção, pulando em cima de nós, abraçando os dois, eu tropecei em minhas pernas com o impacto e todos caímos no chão, rindo muito. ---ATÉ QUE ENFIM, PENSEI QUE NUNCA IRIAM SE ABRIR UM COM O OUTRO. ---Gritou Roda feliz, apertando o abraço, fazendo Ligea rir alto, ela se afastou sorrindo, seus olhos verde claro, estavam com lágrimas e ela sorria feliz. ---Deuses, estou tão feliz. ---Disse ela secando as lágrimas com as costas das mãos.
—--Você está exagerando um pouco... ---Comecei a dizer, então eu lembrei de um apelido que a Roda havia deixado escapar. ---Princesa das anãs. ---Disparei sorrindo, Roda me olhou mortalmente, pude ouvir Ligea segurar a respiração.
—--Eu juro que não fui eu que contei. ---Disse Ligea apressadamente, o que me fez rir ainda mais.
—--Eu sei. ---Disse Roda olhando docemente para a Ligea. ---Eu que deixei escapar. ---Disse ela dando de ombros, mas então sua expressão se tornou irritada. ---Mas isso não te absolvi de ter saído da enfermaria, ainda por cima sem meu consentimento, senhorita Ligea. ---Disse Roda irritada, olhando Ligea, que deu de ombros sorrindo tristemente.
—--Eu sei que devia ter esperado sua aprovação, mas você me assustou, quando disse que o Percy, podia ir embora a qualquer momento, então eu corri para cá. ---Disse Ligea defendendo-se, sorri com aquilo.
—--É fico feliz que tenha convencido ele ficar e continuar lutando. ---Disse Roda sorrindo, aquilo me pegou desprevenido, fazendo o meu sorriso se desmanchar. Eu não havia parado para pensar sobre isso ainda, eu estava pronto para ir embora, desistir de ser General do meu pai, eu definitivamente não estava pronto, pronto para liderar guerreiros, liderar um exército, liderar qualquer outro ser vivo em uma batalha, não enquanto eu não podia controlar todos os meus poderes e sentimentos, Ligea pode ter me perdoado e me amar, mas isso não afastava o fato de eu ter feito aquela coisa horrível com ela, ter perdido o controle sobre mim, sobre o fogo sagrado de Héstia, era obvio que eu não podia ficar e continuar a lutar, eu tinha que retornar para o Olimpo e treinar melhor meus poderes com a própria Héstia.
—--Ele vai ficar. ---Disse Ligea firmemente, antes que eu pudesse responder qualquer coisa, olhei para ela com uma sobrancelha levantada, mas ela manteve o olhar firme.
—--Eu vou, é? ---Perguntei divertido com seu jeito mandão.
—--Sim, o senhor vai ficar. ---Disse ela firmemente, me olhando diretamente nos olhos, ficamos por um instante olhando fixamente um pro outro, deuses, somente eu para encontrar mais uma mulher como as deusas, Ligea era controladora e mandona.
—--Bem, vamos nos levantar do chão primeiro. ---Disse Roda divertida com a cena, ela levantou, eu me levantei e ajudei a Ligea se levantar. ---Espera um segundo, hoje é dia 02/04/2013, então isso quer dizer que quem ganhou a aposta foi o papai, droga. ---Disse Roda irritada.
—--Aposta? ---Perguntou Ligea confusa a olhando.
—--Bem, basicamente, fizemos uma aposta de quando vocês finalmente iam se abrir um pro outro, e começar o relacionamento amoroso, ideia do Paláimon é claro, Percy ficou sabendo a pouco tempo também. ---Disse Roda sorrindo para Ligea.
—--Bem a cara daquele tubarão velho. ---Disse Ligea rindo em resposta, eu as acompanhei.
—--Bem. ---Disse Roda dando de ombros. ---Pelo menos, não foi ele que venceu, ainda que eu preferisse vencer, mas se não fosse eu, poderia ter sido Atena.
—------------------------------------ Quebra de Tempo. ----------------------------------------------------------------------------------------------
Depois que Roda nos encontrou, em meu quarto, colocamos nossas roupas de uma vez, infelizmente diga-se de passagem, Roda disse que tinha que ir, avisar os outros que já havia encontrado Ligea, depois ela também iria para a sala de comando. E agora estávamos indo para a sala de comando, uma das torres mais altas do palácio, enquanto nadávamos até a sala, minha mente começou a divagar, eu tinha medo e receio de ir para o campo de batalha, mas não por mim, sim por causa da Ligea, dos meus companheiros ao meu redor, meu medo era se eu os machucasse, de novo, como fiz com a Clarisse e agora com a Ligea, eu quando estava usando muito do meu poder, sempre perdia a consciência, eu sinceramente, sentia que havia melhorado, de verdade, usava mais do meu poder, sem perder a consciência, mas a raiva e ódio que eu sentia do maldito Nereu, por tudo de horrível e sem coração que ele fez, me fez ficar cego de raiva, perder totalmente o controle e o juízo, eu não queria machucar meus amigos, a quem eu amo, muito pelo contrário, eu me esforço e luto para proteger eles, dar uma boa vida a eles, mas alguma coisa dentro de mim, algo me faz fazer coisas ruins, ter sentimentos ruins.
—--Percy, o que foi? Desde que saímos do seu quarto, você está tão quieto? ---Perguntou Ligea, me trazendo de volta à realidade. Balancei a cabeça afastando os pensamentos e sorri para ela.
—--Não é nada demais, Ligea. ---Disse sorrindo, mas Ligea continuou carrancuda, não aceitando a minha resposta.
—--Roda tem razão, você mente muito mal. ---Disse ela seriamente me observando, contive a risada. ---Vamos, fale pra mim, eu quero ajudar. ---Incentivou ela, respirei fundo.
—--É que... Eu não acho uma boa ideia eu voltar a ser o General, a liderar o exército, eu não sou bom o suficiente. ---Disse olhando para baixo, em resposta recebi um tapa forte no braço, olhei para ela indignado, esfregando onde ela havia batido, ela tinha a mão muito pesada. ---Isso é seu modo de ajudar? ---Perguntei sarcasticamente.
—--Sim, pelo menos com você, seu cabeça dura. ---Disse ela irritada, parando na minha frente, ela apontou o dedo na minha cara, quase o esfregando em meu nariz. ---Você, seu idiota, fica com essa paranoia de perfeição e culpa, dizendo que não é bom o suficiente, vou te dizer uma coisa, você não é perfeito, ninguém é, você só é você, um semideus incrível, General de um exército inteiro...
—--Mas... ---Disse a interrompendo, mas em resposta ela deu um tapa em meu peito, me fazendo fechar a boca.
—--Não me interrompa enquanto eu estiver falando. ---Brigou ela, assenti rapidamente. ---Agora, você cometeu um pequeno erro, sim, concordo, isso quase me matou, e verdade...
—--Isso não está ajudando. ---Mas eu me calei, assim que ela me olhou mortalmente por tê-la interrompido novamente.
—--Eu digo, idai? Dane-se, eu que quase morre, não estou brava com você, te perdoei, mas principalmente não deixei de acreditar é confiar em você, como pessoa, como meu General é agora, como meu amante. ---Disse ela sorrindo docemente, confesso que aquilo me animou, me fez sentir melhor, eu sorri para ela. ---Percy, o fato é que você foi incrível nessa guerra, deuses, como foi, você até aqui tem sido a peça principal da guerra, o melhor dos soldados, até mais importante que Atena e Poseidon, eu aposto com você, tirando os Tritões que te odeiam é claro. ---Disse ela seriamente, me fazendo rir, ela me deu um mínimo sorriso, mas não durou, ela voltou para sua expressão séria. ---Mas mesmo alguns deles, como Depp, se perguntarem para qualquer um deles, dos nossos aliados, quem eles mais confiam para guia-los em batalha, para lutarem até a morte, para os proteger, não tenho a menor dúvida, que eles vão dizer que é você, o General Perseus.
—--Obrigado, meu amor. ---Disse dando um selinho rápido em seus lábios, ela sorriu para mim, mas não durou, ele se desmanchou. ---Que foi?
—--Percy, eu também estou com medo de uma coisa, você acha que sua mãe, a rainha Hera, vai gostar de mim? ---Perguntou Ligea preocupada.
—--Sinceramente, acho que não, minha mãe é um tanto super protetora, nenhuma mulher será boa suficiente para mim, você conhece as histórias, ela é um pouco controladora. ---Disse olhando para ela, ela suspirou tristemente com a minha resposta. ---Mas cá entre nós, meu pai, minha avó, Roda, gostam de você e apoiam nosso relacionamento, isso é muito mais do que a Luana conseguiu e minha mãe deixou meu relacionamento com a Luana seguir em frente, acho que ela não vai ir contra nós dois. ---Disse sorrindo para ela.
—--É você tem razão, mas eu tenho medo dela não gostar de mim. ---Disse ela olhando para baixo.
—--Não fica assim, isso é só uma possibilidade, talvez ela aceite numa boa, não precisa se preocupar antes da hora, além disso, vamos fazer de tudo para ela aceitar. ---Disse sorrindo confiante para ela, ela retribuiu o sorriso. ---Sem contar que Afrodite vai apoiar.
—--Afrodite? Por que? ---Perguntou ela curiosa.
—--Por que eu te amo, ela vai dizer para minha mãe, que o sentimento é verdadeiro. ---Disse sorrindo para ela, ela sorriu bobamente em resposta.
—--Obrigado, meu amor. ---Disse ela me dando um beijo carinhoso.
—--Obrigado você. ---Disse a abraçando, ela retribuiu o abraço, beijei o topo daqueles cabelos vermelhos intensos, então olhando aquela imensidão de fios, eu tive a ideia de um apelido. ---Você é incrível, minha pimentinha. ---Ela separou do abraço me olhando atentamente, mas ela sorria de canto.
—--Pimentinha? ---Perguntou ela divertida.
—--Sim, combina perfeitamente, ainda mais com o fato de seus cabelos vermelhos, ainda mais pelo seu temperamento, ardido, nervosinho é picante. ---Disse sorrindo, ela me acompanhou. ---Minha linda pimentinha.
—--Vamos logo, senhor Taradão. ---Disse ela me empurrando e rindo. Nadamos rapidamente em direção a sala de comando, assim que chegamos ao corredor longo, que dava na porta da sala, ao longe avistei os golfinhos armados que sempre guardavam as portas, felizmente não eram os mesmos que apaguei para poder salvar Ligea, mas eram tão grandes quanto aqueles, acho que maiores. Nadamos em direção a eles, assim que chegamos perto, eles abriram a porta e se curvaram para mim, acenei respeitosamente com a cabeça em resposta, assim que entramos, nos deparamos com quatro rostos conhecidos, sorrindo felizes, alguns nem tanto, como minha avó, ela estava trajando sua armadura, ela era dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, ela não usava seu capacete, o que deixava seu belo rosto amostra, por volta dos 22 anos, sua pele branca, realçava com o dourado da armadura, seus cabelos negros e lisos, até o meio das costas, mas seus olhos, eram cinzas tempestade, eles estavam felizes, mas sua expressão era levemente irritada, eu sabia o porquê, ela naturalmente não gosta de perder, principalmente pro meu pai, este, que sorria largamente, seus olhos verde-mar como os meus, estavam radiantes e brilhantes, de orgulho e felicidade, aquilo me encher de felicidade, no restante, ele estava sem sua armadura, vestindo roupas usais comuns, short largo de surfista, camiseta regata preta, que deixava seus braços fortes e musculosos amostra, ele usava chinelos de dedo, ele sempre se vestia como se fosse uma pessoa comum, é não um deus rei.
—--Percy, meu garoto. ---Disse ele vindo na minha direção, assim que chegou perto ele me deu um abraço apertado, demorado, respondi com a mesma intensidade. ---Estou orgulhoso de você, está amadurecendo cada vez mais, ficando mais poderoso e sábio. ---Sussurrou ele no meu ouvido, aquilo me fez sentir-me melhor, mesmo que ele já tivesse me elogiado tantas e tantas vezes, cada vez que ele fazia, eu me sentia um pouco melhor, por mais que estivesse recentemente sendo bastante cabeça dura, devo admitir. Meu pai separou dos meus braços e voltou-se para Ligea, ela sorria para meu pai. ---Ligea, querida, minha menina. ---Disse ele feliz, indo abraçar Ligea, Ligea estava um pouco corada, mas ela sorria lindamente, muito feliz. Senti um toque em minha mão, chamando minha atenção, minha avó me olhou sorrindo, sorri da mesma forma para ela.
—--Estou feliz por te ver sorrindo dessa forma. ---Disse ela docemente, fazendo carinho em meu rosto, ela me deu um beijo demorado na bochecha. Com o canto dos olhos, vê Paláimon e Roda irem para parabenizar Ligea. Senti dos braços me envolverem, retribui da mesma forma o abraço que minha avó me dava. ---Estou feliz que Ligea tenha conseguido colocar algum juízo na sua cabeça. ---Sussurrou minha avó enquanto me abraçava.
—--Também estou feliz que ela tenha conseguido. ---Disse para minha avó, ela sorriu em resposta.
—--General apaixonado. ---Disse uma voz atrás de mim, antes que tivesse alguma reação, ele pulou nas minhas costas, me dando uma gravata, essa era a forma de carinho que ele conseguia demonstrar, mas mesmo assim era bom ter ele por perto.
—--Paláimon, tu é pesado cara. ---Disse o segurando em minha costas. Olhei para minha avó, mas ela apenas sorriu e virou-se para ir falar com a Ligea. Desci ele das minhas costas e me virei para encarar Paláimon, estava trajando sua armadura, feita de Oricalco, tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de tridente, ele estava sem o seu capacete, que deixava a seu estranho rosto amostra, por volta dos 25 anos, seu rosto era bruto, porém o que chamava atenção era seus dentes, dentes pontiagudos, presas de tubarões, sua pele era negra, bastante escuro, seu cabelo era preto e crespo, seus olhos eram dourados.
—--É o peso da sabedoria, rapaz, eu sabia que você ia ficar com a Ligea, afinal de contas, eu nunca erro. ---Disse ele contente consigo mesmo.
—--Não exagere, Paláimon, você não é tudo isso. ---Disse Roda se aproximando de nós.
—--Minha querida Rodes, não precisa dizer mais nada, todos sabemos que você está perdida de amores por essa belezura aqui. ---Disse Paláimon seriamente, olhando para os olhos de Roda.
—--Vai sonhando, cara de tubarão. ---Disse Roda revirando os olhos, eu dei risada deles, ambos juntos eram engraçados.
—--Percy, meu filho. ---Meu pai chamou-me, me virei para olha-lo, ele me olhava seriamente. ---Você conquistou uma mulher incrível, de verdade. ---Ligea corou violentamente com o elogio do meu pai, fui me aproximando dela, segurei sua mão, sorrindo para ela. ---Seja gentil com ela, ela merece muito, não a machuque meu filho, e com certeza ela vai te fazer muito feliz.
—--Eu sei, meu pai. ---Disse sorrindo para ele, Ligea apertou minha mão mais forte.
—--Cuide muito bem dela, outra igual a ela é muito raro. ---Disse meu pai.
—--Eu vou cuidar, meu pai. ---Disse sorrindo para ele.
—--Querido. ---Disse minha avó. ---Acho que você está pedindo para pessoa errada. ---Disse ela sorrindo, o que fez todos rirem da piada. ---Com certeza ela é quem vai cuidar do Percy. ----olhei para ela com uma sobrancelha levantada, ela deu de ombros sorrindo. ---Desculpe, é a verdade.
—--Tem razão, meu amor. ---Concordou meu pai, olhei para ele questionador. ---Espero que você cuide muito bem do meu filho.
—--Sim, senhor, eu vou cuidar. ---Disse ela sorrindo para meu pai.
—--Ei ei, não sou tão problemático assim. ---Me defendi.
—--Percy, você é muito mais que apenas problemático. ---Disse Roda entrando na brincadeira.
—--Ninguém te perguntou nada, princesa das Anãs. ---Disparei sorrindo em desafio, os olhos de Roda brilharam intensamente, mas antes que ela pudesse dizer alguma coisa, Paláimon teve um ataque de risos.
—--Princesa das Anãs. ---Disse ele entre os risos, o que seria bastante assustador com seus dentes de tubarão, mas eu já havia me acostumado com isso.
—--Cale a boca, Paláimon. ---Rosnou Roda para ele, mas Paláimon não deu muito ouvidos para a ordem da Roda, pois ele continuo a rir do meu insulto. ---Eu vou te matar, Perseus. ---Disse ela entre os dentes me olhando, dei de ombros sorrindo.
—--Você que começou, minha querida... AI... ---Reclamei quando Ligea me beliscou com força no braço. Me virei para ela, ela me olhava levemente irritada, forçando um sorriso.
—--Já chega. ---Disse ela calmamente, mas seu olhar me dizia que era para eu obedece-la. Então achei melhor fazer isso, não prolongar mais a conversa, não queria estragar as coisas com brincadeiras bobas.
—--Então já sabemos quem veste as calças. ---Disse Paláimon rindo alto, fazendo Roda gargalhar em resposta, acompanhado do meu pai e da minha avó. Eu também dei risada, de certo modo, acho que Paláimon tinha razão naquilo é também não ficava irritado com isso, eu até gosto quando a Ligea banca de mandona, eu acho bastante estimulador. De repente meu pai me abraçou de lado.
—--Filho, fica como dica, o homem é que manda, não se esqueça disso, você até pode deixar elas pensarem que mandam. ---Sussurrou meu pai , olhei para seu rosto e ele deu uma piscadela.
—--O que disse Poseidon? ---Perguntou minha avó para meu pai.
—--Nada, nada não, minha querida. ---Disse ele seriamente, olhando para minha avó.
—--Já vê que está no sangue ser mandado pelas esposas. ---Concluiu Paláimon, o que fez todos rirem da sua conclusão, o clima estava ótimo, mesmo que estivéssemos em guerra, por um instante eu nem mesmo me lembrava desse “pequeno” detalhe.
—--Bem, vamos direto ao ponto. ---Disse meu pai, interrompendo as risadas, ele esfregou as mãos é sorriu. ---Pelos meus cálculos, eu ganhei a aposta, então estou 90 milhões mais rico.
—--90 milhões de dólares? ---Perguntou Ligea impressionada.
—--Sim, infelizmente. ---Disse Paláimon seriamente. ---Percy, você poderia esperar mais alguns dias, então eu ganharia essa grana.
—--Sinto muito, meu amigo, mas foi Ligea que tomou a iniciativa. ---Disse sorrindo para ele.
—--Para de reclamar, Paláimon, pague de uma vez. ---Disse meu pai sorrindo alegremente. Paláimon suspirou derrotado, meu pai virou para mim. ---Mas o melhor mesmo e ganhar da sua avó. ---Disse ele alto, para que minha avó pudesse ouvir.
—--Não exagere, Poseidon. ---Disse minha avó carrancuda.
—--Ela fica de péssimo humor quando perde. ---Disparou meu pai, minha avó bufou ao seu lado, ele estava cutucando uma fera com vara curta, ganhar da minha avó já a irritava suficientemente, agora ficar jogando isso na cara dela, era pedir para morrer, lentamente e com muita dor. Mas ele continuou a dizer, enquanto olhava para mim. ---Eu havia dito que ela não entende nada de amor e que ia perder pra mim. ---Aquilo foi a gota de água, meu pai havia passado dos limites, dizer a deusa da sabedoria que ela não entende nada sobre algo, não era muito esperto de se fazer. O rosto da minha avó ficou vermelho, seus olhos se tornaram tempestades cinzas sem esclerótica e pupila, somente cinza. ---Hora de correr? ---Perguntou meu pai para mim, sem olhar para minha avó atrás dele, eu assenti positivamente, ele sorriu. Meu pai era louco, somente ele para abusar da paciência da minha avó assim, tudo bem, talvez eu também, mas assim como eu, ele não era tão louco assim, ele se virou e começou a correr, indo em direção a janela.
—--POSEIIIIDON.
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