Notas iniciais
Fala meus fantasminhas, bora comentar? estão vivos?

POV: Perseus Heitor Jackson.

1 Semana depois.

Faz uma semana desde que a Ligea e eu começamos nosso relacionamento, apesar dela ser bastante mandona e estar ainda mais mandona agora, eu me divertia demais com ela, ela era incrível, era amorosa, simpática, carinhosa, meiga, chata, encrenqueira, emburrada, mas mesmo assim, eu adorava estar com ela, estava amando cada momento ao lado dela, mesmo que a gente brigasse bastante, sempre acabávamos bem, nos beijando ou fazendo coisa ainda melhor. Mas tudo isso era apenas detalhes, o principal, era que ela sempre estava ao meu lado, ela me deu força e motivos a continuar nessa batalha, continuar nessa guerra, mesmo que estivesse com a minha confiança abalada, principalmente quando eu pensava em minhas habilidades e emoções. Mas Ligea me fez ver um lado que eu simplesmente não conseguia ver, poderia se dizer que era o lado bom da guerra, na verdade ela era meu lado bom na guerra, o lado bom das minhas ações, ela conseguiu me fazer ver as criaturas que salvei, mesmo que antes eu só visse as monstruosidades que havia feito, como o que fiz com o Tritão Swirl, eu havia matado ele, uma criança, antes eu só conseguia ver a dor que eu causei a ele, a ele e a Singer, seu pai, mas Ligea me fez ver além disso, ela me fez ver o lado bom de diversas situações que eu só via meus erros, mesmo daquela situação horrível com a dupla de Tritões, eu havia dado descanso a Swirl, ao seu ódio, a sua dor, a sua vida miserável, vida que ele próprio se submeteu a viver, seguindo cegamente meu irmão. Sem falar que ela me fez ver o fato de eu ter salvado ela, ou então a Singer, ela me fez perceber o que fiz de bom a ele, ao ódio horrível, é mesmo que ele tivesse se matado, ele morreu sorrindo, feliz, disposto a encontrar seu filho a onde quer que ele estivesse, e se desculpasse com ele, eu havia dado descanso a uma Tritão corroído pelo ódio, mas o que realmente Ligea havia feito por mim, foi ter pela primeira vez, em muito tempo, ter pensado somente em mim, no meu bem estar, nos meus sentimentos, me fazendo ser um pouco mais egoísta. Mas além de mim, havia outras pessoas extremamente felizes, por exemplo Roda, ela estava muito feliz, acho que até mais feliz que eu e a Ligea, o que é meio estranho, diga-se de passagem, mas eu entendia ela, ambos éramos muitos importantes para ela, e ela ver eu e a Ligea tão felizes, a deixava ainda mais. Ou então minha avó, Atena, ela estava estonteante, feliz demais com a minha escolha, mesmo que ela tivesse que aguentar as brincadeiras do meu pai, dizendo que ele sabia mais que a própria deusa da sabedoria, era engraçado demais vê-lo encher o saco da minha avó, mas estes pequenos momentos de alegria, era tão bons, nos distraiam da tensão da guerra, mas não podíamos estar distraídos apenas por que as batalhas havia encerrado momentaneamente, a cada batalha ao percorrer do tempo da guerra, ficava mais importante e critica, então, não podíamos relaxar, mesmo que fosse apenas por alguns momentos, sempre estávamos focados nos preparativos para o retorno das batalhas, então todos estavam trabalhando a mil, graças a minha avó e meu pai, estávamos bem organizados, claro que haviam coisas a serem arrumadas, como espadas, armaduras, entre outras coisas deviam ser reorganizadas, mas eram coisas relativamente simples, porém importantes para a batalha, mas novamente o principal foco dos nossos esforços, era no tratamento e recuperação dos monstros e criaturas aquáticas aliadas, então Roda estava entupida de problemas e afazeres, e eu estava tentando ajudar ao máximo, usando meus poderes e curando a maior quantidade de monstros que eu podia.

Mas hoje era um dia especial, muito especial, mesmo com todos afazeres que eu tinha, os problemas da batalha, meu pai havia me dado uns dias de folga, ele insistiu muito nisso, para que eu e a Ligea pudéssemos nos aproveitar melhor, não que já não fizéssemos isso quase todas as noites, se é que me entende, na verdade, não tinha sido muito ideia do meu pai, ele meio que foi forçado a liberar, agora que os preparativos da guerra, já estavam bem encaminhados e as coisas estavam se acalmando, Dona Hera mandou que meu pai nos desse uns dia de folga e mandasse eu e Ligea para o Olimpo, para que ela pudesse conhecer a minha nova “pretendente”, sabe como é, Dona Hera sendo super protetora como sempre, eu estava acostumado com essas situações um tanto constrangedoras que ela me colocava, porém Ligea estava parecendo uma pilha de nervos, andando de um lado para o outro, ela queria por que queria ser aprovada por minha mãe.

—--O que acha desse? ---Perguntou ela, posando para mim, ela estava linda, incrível, ela usava um lindo vestido branco, que não tinha muito decote, quase nenhum, ele descia até seus joelhos e ela usava um saldo alto, porém não tão alto.

—--Está linda, amor. ---Disse sorrindo para ela, apesar dela estar incrivelmente linda, já era o vigésimo vestido que ela me fazia ver, já estava ficando muito chato. ---Assim como os outros vinte. ---Disse entediado, ela me encarou de cara feia. ---Pra que tudo isso? E apenas um almoço com a minha mãe.

—--Para você é, mas não pra mim. ---Disse ela irritada. ---Eu quero a aprovação da sua mãe, é importante pra mim.

—--Tudo bem, eu entendo isso, mas no que um vestido, vai mudar a opinião dela sobre você? ---Perguntei confuso, ela revirou os olhos.

—--Você não consegue entender, já te disse mil vezes, a primeira impressão é a que conta. ---Disse ela firmemente, se virando para olhar no espelho. Aquela frase, me fez lembrar da minha mãe falando aquilo pra mim, era incrível a semelhança da Ligea com a minha mãe, estava quase imaginando uma Hera dois na minha vida, e apesar da dor de cabeça, eu gostava daquela ideia.

—--Amor, você acabou de falar igual a ela. ---Disse rindo, ela se virou e me encarou, sorrindo feliz. Me levantei da minha cama e fui até ela, dei um leve selinho em seus lábios, olhei fundo em seus olhos azuis turquesa, e disse tentando transmitir o máximo de confiança possível. ---Amor, não se preocupe, tenho certeza que minha mãe vai te adorar, não se preocupe.

—--Obrigado. ---Disse ela sorrindo para mim, parecendo relaxar um pouco.

—--Além disso, eu que escolho, se eu já te aprovei, isso que conta. ---Disse seriamente, ela sorriu ainda mais feliz com a minhas palavras, dei mais um beijo em seus lábios, esse mais profundo e doce, separei ele com alguns selinhos. ---Agora, vamos indo, vamos nos divertir muito, não se preocupe.

—----------------------------------- Quebra de Tempo. ----------------------------------------------------------------------------------------------

—--Percy, estou nervosa. ---Disse Ligea agitada ao meu lado. Estávamos caminhando pelo Olimpo, na direção do palácio da minha mãe, o Olimpo não havia mudado nada, mesmo com o sol forte da manhã, as ruas do Olimpo, estavam cheias de semideuses, antigos heróis que conseguiram um lugar aqui em cima, e receberam a vida eterna, ou espíritos da natureza, e deuses menores fazendo alvoroço, montando carruagens ou liteiras carregadas por ciclopes, belos cavalos ou outros animais, capturei o aroma de jardins em plena florescência, jasmins, rosas e coisas ainda mais doces que eu não sabia o nome, música flutuava vinda de várias janelas, os sons suaves de liras e flautas de bambu, o Olimpo sempre foi um lugar muito aconchegante, aqui eu sempre me sentia em casa. Parei de andar e a encarei, segurei a mão da Ligea, ela estava um pouco suada, e trêmula.

—--Querida, apenas relaxe...

—--Como vou relaxar. ---Esbravejou ela, me interrompendo. ---Estou indo conhecer a rainha dos deuses, uma das deusas mais poderosas e impiedosas de todos os tempos, ela pode ser sua mãe, mas ela não é minha mãe, além disso, eu estou tendo um relacionamento com seu filho, isso por si só, já deve deixa-la bastante irritada.

—--Estou te dizendo, você tem uma impressão muito errada da minha mãe, sim, ela é um pouco dura e exigente, mas ela não é esse monstro que você imagina, agora, se você ir pensando que ela irá te destruir apenas por me amar, você está redondamente enganada. ---Disse firmemente para ela, ela suspirou tristemente. ---Minha mãe cometeu muitos erros no passado, eu entendo que talvez assuste estar com ela, mas ela mudou, eu conheci seu lado mais amoroso, ela foi a melhor mãe que eu poderia pedir, se você ser apenas você mesma, do seu jeito, você vai perceber que ambas tem muito em comum, aposto que em pouco tempo, vão estar se juntando e falando mal de mim. ---Disse sorrindo, ela sorriu feliz para mim.

—--Eu falar mal de você? Nunca, meu lindo. ----Disse ela sorrindo para mim, eu ri e dei um selinho rápido nela. Segurei em sua mão novamente, e voltamos a caminhar rumo ao palácio da minha mãe, enquanto caminhávamos, alguns dos moradores do Olimpo, me reconheceram, então não demorou até que.

—--Príncipe é bom tê-lo de volta. ---Disse um Sátiro, se curvando para mim, provavelmente algum serviçal de deus.

—--Olá é bom estar de volta. ---Cumprimentei de volta, dando um leve aceno com a cabeça.

—--Amor, como foi viver aqui? sabe, você provavelmente deve sempre ser reconhecido pelos seus feitos, aqui. ---Perguntou Ligea, depois que o Sátiro se afastou.

—--Sempre foi assim, cheio de bajulação e admiração dos outros, também sempre houve um pouco de inveja, mas acho que acabei me acostumando com isso, então deixei de me importar com qualquer coisa que alguém pense ou fale de mim. ---Havíamos acabado de chegar em frente ao Palácio da minha mãe, ele era enorme, haviam muitos quartos, ele era branco e com detalhes dourados, havia um belo jardim. ---É aquele ali. ---Disse apontando para o Palácio.

—--Uau, é lindo, sua mãe tem um bom gosto incrível. ---Disse Ligea impressionada.

—--Bem, acho que sim. ---Disse sorrindo, paramos em frente ao portão, era gigante, feito de ouro puro, com pavões majestosos, desenhados nele. Empurrei o portão que se abriu, fomos entrando para dentro, continuei caminhando para a porta da minha casa, um sentimento de aconchego e nostalgia me dominava, fazia pouco mais de 3 meses que estive fora, mas para mim, pareciam anos, eu me sentia bem em voltar ao meu lar. Abri a porta e entrei para dentro da casa da minha mãe. ---Mãe, cheguei. ---Anunciei alto, minha voz ecoou pela casa. Ligea apertou minha mão com mais força, olhei de relance para ela e sorri, tentando passar confiança para ela.

—--O PERCY CHEGOU. ---Escutei um grito infantil alto, vindo da cozinha, então não demorou para uma pequena figura vir correndo pelo corredor, ela já não era uma bebezinha, agora ela era uma pequena garotinha, ela já devia ter quase um metro de altura, sua pele era branquinha, seus cabelos continuavam negros, lisos e encaracolados nas pontas, porém agora, seus cabelos iam além de seus ombros, ela usava um vestido azul claro, fofinho, era a Antonieta Aika, minha afilhada.

—--Meu pequeno anjo. ---Disse me ajoelhando, ficando quase da sua altura, ela veio correndo e pulou em meus braços, me abraçando com força, a levantei em meus braços, ela estava pesada, beijei o topo dos cabelos negros, ela afastou seu rosto do meu pescoço, então pude ver seus lindos olhos novamente, suas íris eram vermelhas como fogo, olhar aqueles lindos olhos novamente, me transmitiu uma sensação tão boa, tão reconfortante, tão motivadora, então lembrei o motivo que estava lutando, proteger aquele pequeno ser, era um dos meus maiores motivadores.

—--Percy, que saudade. ---Disse ela sorrindo, ela me deu um demorado beijo na bochecha, deuses, como ela estava fofinha.

—--Também estava morrendo de saudades, minha anjinha. ---Disse balançando ela nos meus braços.

—--Quem é está linda garotinha? ---Ligea perguntou docemente ao meu lado. Me virei com a Antonieta na direção da Ligea.

—--Está é a minha afilhada, Antonieta Aika, filha do meu irmão, Hefesto e Afrodite. ---Disse sorrindo para minha namorada, Ligea parecia feliz, ela sorria docemente para a Antonieta.

—--Oi, Antonieta, você é muito linda, sabia?! ---Disse Ligea sorridente.

—--Olá, é um prazer te conhecer também. ---Disse Antonieta sorrindo para Ligea, mas então ela se virou pra mim. ---Quem é ela? Percy. ---Perguntou Antonieta, apontando para a Ligea com sua mãozinha.

—--Está é a Ligea, meu amor, ela é minha namorada. ---Disse sorrindo para ela, assim que disse a palavra “namorada”, o sorriso belo que Antonieta me dava se desmanchou dos seus lábios, os olhinhos de Antonieta se encheram de água e ela fez uma carinha de choro. ---Que foi, querida? ---Perguntei docemente, mas Antonieta não me respondeu, ela começou a se balançar e me chutar, tentando ir para o chão. ---Ei ei, calma.

—--ME COLOCA NO CHÃO. ---Gritou Antonieta, eu a obedeci, assim que ela estava no chão, ela olhou para Ligea com raiva, seus pequenos olhos vermelhos queimavam de fúria, se ela pudesse fulminá-la, com certeza faria. Mas então ela voltou seus olhos para mim. ---NÃO QUERO NUNCA MAIS FALAR COM VOCÊ, SEU CHATO. ---Gritou ela a todos pulmões, então sem esperar por uma resposta, ela se virou em seus pezinhos e saiu correndo.

—--O que eu fiz? ---Perguntou Ligea em choque.

—--Não se preocupe, é apenas ciúmes. ---Disse tentando sorrir para ela, mas devo admitir que não esperava uma reação tão agressiva da Antonieta, até imaginei que ela tivesse algum ciúmes, mas nada assim tão agressivo, acho que as descendentes de Afrodite não lidam muito bem com rejeição, mesmo que não fosse isso aqui.

—--Antonieta. ---Escutei uma voz chamar o nome da Antonieta, eu reconheci aquela voz de imediato, grossa e imponente como sempre, entrando pelo corredor estava meu irmão, deus dos Ferreiros, Hefesto, ele não havia mudado nada, claro, ele era imortal, aparentava ter uns 20 anos, seu rosto era um pouco bruto, ele não tinha mais uma barba grande, mas ele ainda tinha cabelos longos e muito negros, sua pele era branca, e seus olhos eram vermelhos como fogo, ele era visivelmente musculoso, ele estava usando uma roupa comum, bermuda Jeans azul escura, chinelos de dedo e uma camisa regata vermelha, que deixava seus enormes braços musculosos amostra. Meu irmão tentou ir de encontro a Antonieta, mas ela desviou seu caminho, e subiu correndo as escadas para o segundo andar. ---Antonieta, vem aqui, papai está mandando, agora. ---Disse ele mais alto, mas ela ignorou ele novamente e continuou a correr, até sumir da minha visão, ele suspirou chateado. ---Tem mesmo a quem puxar. ---Resmungou ele sorrindo, acho que sabia de quem ele estava falando. Ele se voltou para nós, sorrindo. ---Bebezinho. ---Saudou ele sorrindo para mim, me insultando com meu antigo apelido de criança.

—--Eae manezão. ---Disse sorrindo, chamando-o pelo apelido, que dei a ele a muito tempo atrás, segurei a mão da Ligea e sorri para ela, começamos a caminhar em direção ao meu irmão, assim que cheguei perto dele, soltei da mão da Ligea, para dar um abraço apertado em meu irmão.

—--É bom te ver. ---Disse ele no meu ouvido, separei o abraço e sorri para ele, ele se voltou para Ligea, que estava sorrindo um pouco corada. ---Imagino eu, que essa linda mulher, seja Ligea.

—--Sim, meu irmão, Ligea, este é Hefesto. ---Disse sorrindo, Ligea estendeu a mão, sorrindo sem graça.

—--É um prazer conhece-lo, lorde Hefesto. ---Disse ela sem graça.

—--Sem formalidades, minha querida, apenas Hefesto. ---Disse ele apertando a mão da Ligea de volta. ---Afinal, agora somos da mesma família. ---Disse ele sorrindo para ela, que corou ainda mais. ---Agora, me deem licença, vou dar uma olhada naquela pequena ciumenta. ---Disse ele sorrindo para nós, ele começou a subir a escada, atrás da sua filha. ---Percy, o pessoal está na cozinha, diga a eles que já volto.

—--Deixa comigo. ---Disse o respondendo, ele continuou a subir as escadas rapidamente.

—--Pessoal? ---Sussurrou Ligea perguntando, ela parecia extremamente nervosa.

—--Não se preocupe, deve ser apenas minha mãe, Afrodite, Héstia e Deméter e talvez Zeus. ---Disse sorrindo, tentando passar o máximo de confiança possível.

—--Só? ---Perguntou ela incrédula, me olhando com uma sobrancelha levantada. ---Percy, até a poucos segundo atrás, eu conhecia apenas dois dos 14 Olimpianos, que era seu pai e Atena, quantos mais deles vão estar aqui? ---Perguntou ela preocupada.

—--Ei, não se preocupe, você está comigo. ---Disse pegando em sua mão, ela estava um pouco tremula e suada. Comecei a guia-la pelo corredor, indo em direção a cozinha, o cheiro da comida da minha mãe era maravilhosa, mesmo daqui, o cheiro exalava muito forte, o que fazia minha barriga roncar. A cada passo que dávamos para mais próximo da cozinha, Ligea apertava minha mão com mais força. Porém antes de chegarmos na cozinha, mais um dos Olimpianos apareceu no corredor, aparentando seus 20 anos de idade, 1,70cm, cabelos longos, quase na altura da bunda, preto e loiro, ao mesmo tempo, pele bem branca, olhos caleidoscópios verdes e azuis, seu corpo escultural, muitas curvas, seios fartos, ela estava vestindo uma calça branca, sandálias douradas, é uma blusinha preta, que tinha um belo decote, linda como sempre, a deusa do amor, Afrodite.

—--Percy. ---Disse ela feliz, ela sorriu largamente para mim, daquele jeito, normalmente eu acharia assustador, mas dessa vez, eu não me importei, sabia que estava feliz com a minha escolha, estava feliz com Ligea na minha vida, sendo minha nova namorada, nada poderia estragar isso. Afrodite veio andando na nossa direção, ela deu uma olhada para Ligea, dos pés à cabeça, o que fez Ligea corar violentamente. ---Ela é muito linda, realmente muito linda, Percy, rapaz, você escolheu bem. ---Dizendo isso, agora que ela estava muito próxima, ela me deu um abraço apertado e um demorado beijo no rosto. ---Que bom que você está de volta, meu lindo. ---Disse ela segurando meu rosto com ambas as mãos e sorrindo.

—--Afrodite, é bom estar de volta. ---Disse sorrindo para ela, ela sorriu mais largamente. ---Mesmo que seja por pouco tempo.

—--Mesmo que o tempo seja curto, se ele é vivido com muito amor, com intensidade, ele será lembrado por séculos, para sempre. ---Afrodite disse sorrindo, sem esperar por resposta, na verdade, sem nem mesmo me deixar assimilar aquela frase, ela voltou sua atenção para Ligea. ---Que prazer enorme, conhecer a dona do coração do meu querido Percy, Atena não havia me dito que você era tão bela assim. ---Sem esperar por uma resposta de Ligea, ela a abraçou, Ligea tentou retribuir o abraço como pode, o rosto dela estava totalmente vermelho, ainda mais vermelho que seus lindos cabelos.

—--Lady Afrodite... ---Começou Ligea a falar, após separar do abraço.

—--Não, não, apenas Afrodite. ---Disse a deusa do amor a cortando. ---Ou melhor, apenas Dite, sabe, agora você faz parte da nossa família, agora, eu preciso ir, preciso ver o pequeno coração partido da minha filhinha. ---Ao notar o olhar de culpa nos olhos de Ligea, a deusa sorriu gentilmente. ---Não precisa ficar triste, você não tem culpa, Antonieta apenas é uma criança inocente, logo ela voltará ao normal, ela apenas é muito apegada ao Percy, ela acha que o Percy a trocou, jogou ela fora por você, logo ela vai notar que não é o mesmo tipo de amor que o Percy tem por vocês duas. ---Disse Afrodite sorrindo para Ligea, Ligea sorriu levemente corada, então Afrodite pegou minha mão esquerda e a de Ligea também, ele juntou elas, e trouxe próxima a seu rosto, sorrindo e olhando diretamente nos nossos olhos, ela disse. ---O amor de vocês é tão puro, tão lindo, os sentimentos que um sente pelo o outro é mutuamente incrível, um dos mais belos que já tive o prazer de ver, você fez muito bem ao Percy. ---Aquilo me encheu de alegria, é me fez corar. ---Então, como forma de agradecimento por isso e como um presente a ambos. ---Ela beijos nossas mãos, uma de cada vez e depois ambas ao mesmo tempo. ---Eu abençoo o amor de vocês, que ele dure para sempre, seja forte e mutuo, seja belo e inocente como o de hoje, que o tempo não desgaste essa joia preciosa.

—--Então, aquilo que você me disse a muito tempo atrás, sobre a coisa boa que me esperava no mar, era Ligea. ---Disse sorrindo feliz, Afrodite apenas sorriu em resposta.

—--Vou falar com a Antonieta. ---Disse ela sorrindo, sem esperar por uma resposta, ela começou a caminhar na direção oposta da nossa.

—--Uau. ---Disse Ligea sorrindo para mim, ela parecia mais confiante do que nunca, seu sorriso era belo, belo como nunca. ---Ela... eu não acredito nisso, ela realmente nos abençoou? ---Perguntou ela incrédula.

—--Sim, é o que parece. ---Disse sorrindo, ela sorriu ainda mais bobamente me encarando. ---Viu, eu havia dito, eles iriam te adorar. ---Ela assentiu feliz, então eu peguei novamente em sua mão é comecei a caminhar para a cozinha novamente, assim que saímos do corredor e chegamos na cozinha, conseguimos ver o restante do pessoal, que Hefesto havia mencionado, para minha surpresa, havia muitos dos meus familiares presente, todos estavam em volta da mesa, está que estava repleta de muita comida, muita coisa deliciosa, mas os deuses presentes, estavam conversando animadamente, o que estava mais afastado do pessoal, era Ares, meu irmão mais velho, um cara grande, musculoso como eu, 1.82cm, aparentava ter 25 anos, seu rosto está coberto de cicatrizes de muitas lutas, seu cabelo era curto, estilo militar e seus olhos eram esferas vermelhas de fogo, ele havia abdicado do seu estilo Motoqueiro do mal, estava vestido mais casualmente, uma bermuda larga, branca, usava um tênis azul escuro, e uma camiseta preta, com o desenho de uma caveira mexicana, bem legal, ele parecia entediado. Sentada na mesa, sorrindo e conversando alegremente com uma criancinha, estava minha tia, Deméter, linda e deslumbrante como sempre, ela aparentava ter seus 24 anos, 1,77cm, era loira quase ruiva, sua pele era branca, olhos verde floresta escuro, seu rosto era lindo, corpo escultural, seios fartos, pernas grossas e bunda redonda e empinada, ela usava um vestido simples, florido, em muitas clores.

—--Héstia, minha irmã, estava realmente com saudades desses encontros em família. ---Disse Deméter sorrindo, para uma linda garotinha, tinha por volta dos 8 anos de idade, 1,35cm, pele branca e com cabelos literalmente cor de fogo, assim como os de Ligea, seus olhos vermelhos flamejantes, sua esclerótica branca comum, mas sua Iris era vermelha como fogo e sem pupila, sua face sempre bela e angelical, ela estava vestindo um vestido amarelo vivo, bonito, ela sorria feliz, conversando com Deméter. Olhei então para a outra pessoa que estava de pé, ela continuava linda, aparentando ter seus 25 anos, seu rosto era extremamente belo, sua pele branca como a neve, seus poderosos e lindos olhos castanhos claros, brilhavam de felicidade, seu cabelo tinha quase a mesma cor dos olhos, ele era liso e longo, até chegar na sua cintura, estava solto e esvoaçante, com as lufadas de vento que entravam pela janela, seu corpo era perfeito, seios fartos e redondos, cintura fina, coxas e bunda perfeita, sua postura era perfeita, como de uma Rainha, ela estava vestida casualmente, com um vestido verde, que descia até um pouco abaixo do seu joelho, ela usava um sandália branca, aquela linda mulher, era minha mãe. Sentado à sua frente, na cadeira, estava um homem, aparentava ter 25 anos 1,84 cm e era musculoso, sua pele era branca, seus olhos azuis elétricos, e um rosto belo, seu cabelo preto, estava penteado para trás, ele estava vestindo uma regata preta, fora isso, eu não conseguia ver mais de suas roupas, já que elas estavam escondidas pela mesa, ele levou a mão na direção de uma das guloseimas da mesa, mas sua mão foi impedida por um tapa.

—--Zeus, não seja teimoso. ---Advertiu minha mãe, Zeus balançou a mão, onde havia tomado o tapa. ---Já disse que temos que esperar todos, antes de começarmos comer.

—--Estamos esperando quem? ---Perguntei sorrindo, chamando atenção de todos, os olhos se voltaram para mim, sorrisos felizes e acolhedores. ---Estou cheio de fome.

—--Percy. ---Disse Deméter feliz, ela se levantou rapidamente e foi a primeira a vir me abraçar, ela me abraçou fortemente, retribui na mesma intensidade o abraço dela. ---Estava com tantas saudades. ---Disse ela ainda me abraçando. ---Que bom que você está bem.

—--Tia, também estava com saudades. ---Disse sorrindo ao separar do abraço dela. ---A propósito, estou comendo bastante cereais. ---Disse sorrindo, o que a fez revirar os olhos.

—--Dane-se os cereais. ---Disse ela levemente irritada, eu ri alto da sua resposta.

—--Percy. ---Disse uma voz infantil chamando minha atenção, era a pequena deusa da esperança, Héstia. Me ajoelhei, ficando da sua altura e a abracei com intensidade, sentindo o calor de seu pequeno corpo. Com o cantos dos olhos, vê os outros deuses conversando com Ligea, ela aparentava estar muito nervosa e quase sem reação, por estar perto de tantos deuses poderosos, mas ela estava saindo-se bem, ela conversava com eles, todos estavam tratando-a muito bem. ---Me enche de felicidade vê-lo assim, tão em paz. ---Disse Héstia, chamando minha atenção, sorri em reposta para ela. ---Está mulher está fazendo muito bem pra você.

—--Sim, ela está, minha senhora. ---Disse sorrindo em reposta para Héstia.

—--Então, temos muito o que agradecer a ela. ---Disse ela sorrindo em resposta.

—--Meu amor. ---Disse uma voz muito conhecida, me levantei, para poder ser abraçado por minha mãe, ela me abraçou muito forte, retribui com a mesma intensidade. Não importa o que acontecesse comigo, sempre me sentia melhor, feliz, amado, quando estava abraçando minha mãe. ---Então, você veio pedir meu consentimento? ---Sussurrou ela em meu ouvido.

—--O que achou dela? Está aprovada? ---Perguntei sussurrando para ela.

—--Ainda é cedo para dizer isso. ---Disse ela em resposta, separei do abraço da minha mãe, e voltamos nossos olhos para Ligea, ela estava bastante corada e nervosa, enquanto cumprimentava os outros deuses presentes. ---Mas o tão bem que Atena falou dela e o modo que ela se comporta e se veste, foi uma ótima primeira impressão, ela ganhou pontos comigo.

—--A primeira impressão é a que marca. ---Repeti as palavras que minha mãe sempre dizia.

—--Sim, com certeza, ela é um doce de pessoa, é visível. ---Disse Deméter me abraçando por trás, segurei suas mãos, segurando os braços dela. Enquanto olhávamos para Ligea, que estava alguns metros de distância, ela cumprimentava Zeus, ela parecia completamente aturdida e nervosa, na presença do Rei dos deuses.

—--Eu gostei dela, ela faz bem pros sentimentos do Percy. ---Disse Héstia parando ao nosso lado.

—--Ela já está muito à frente da Luana. ---Concluiu minha mãe. Sorri feliz para ela, sabia que minha mãe iria gostar de imediato da Ligea, elas são extremamente parecidas.

—--Então, vamos comer. ---Disse Zeus animado, chamando a atenção de todos.

—--Sim, vamos comer, agora que o Percy e a Ligea chegaram. ---Disse minha mãe sorrindo, todos pareciam animados e felizes, então aquilo por si só, já me enchia de felicidade, ver todos felizes e reunidos, bem, quase todos.

—--Até que enfim. ---Disse Ares sorrindo.

---Espera um segundo, onde está a Antonieta e seus pais? ---Perguntou minha mãe confusa. Senti uma pontada no coração, eu havia deixado Antonieta triste, magoada, me sentia culpado por isso, eu precisava fazer alguma coisa, vê-la chorando e gritando comigo, me doía, mas, tinha um problema, Ligea, eu não podia leva-la comigo para falar com a Antonieta, e também não podia deixa-la aqui, ela estava muito nervosa. Olhei de relance para Ligea que assentiu a minha pergunta silenciosa.

—--Eu vou busca-la, não demoro.

—------------------------------------ Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------------

Assim que subi as escada para ir atrás da pequena Antonieta, no segundo andar, avistei Hefesto e Afrodite, parados em frente a porta do meu quarto.

—--Antonieta, abre essa porta, minha filha. ---Disse Afrodite gentilmente.

—--NÃO, EU NÃO QUERO FALAR COM NINGUÉM. ---Gritou Antonieta em resposta.

—--Filha, abre a porta pro papai. ---Disse Hefesto.

—--VÃO EMBORA. ---Gritou ela de volta. Comecei a me aproximar dos dois deuses parados em frente a porta do meu quarto.

—--Que menina mais mimada. ---Disse Hefesto angustiado.

—--Talvez, seja melhor deixa-la um tempo sozinha, quando ela se cansar, ela vai se juntar a nós. ---Disse Afrodite derrotada.

—--Deixa comigo. ---Disse chamando atenção de ambos, eles me olharam desanimados. ---Eu vou dar um jeito. ---Disse confiante, um olhou para o outro, pensando sobre minha proposta. ---Ela sempre me escuta.

—--Está certo. ---Concordou Hefesto, ele começou a andar na minha direção e parou na minha frente. ---Boa sorte. ---Disse ele colocando a mão no meu ombro, sorrindo.

—--A Antonieta sempre que fica aqui, com Hera, ela fica no seu quarto, ela diz que sua cama ainda tem seu cheiro. ---Disse Afrodite sorrindo, sorri para ela em reposta, mesmo que me deixasse um pouco triste, pensar no quanto Antonieta tem sofrido, esperando-me voltar.

—--Ela é muito teimosa, como a mãe. ---Disse Hefesto provocando Afrodite.

---Acho que ela puxou esse drama de você, Hefesto. ---Defendeu-se Afrodite sorrindo, os dois riram, e começaram a descer as escadas discutindo. Andei em direção a porta do meu quarto, eu tentei abrir a porta, mas ela estava trancada, coloquei a orelha na porta do quarto, bem baixinho, do outro lado, eu podia ouvir o choro da Antonieta, aquilo cortava meu coração.

—--Antonieta, sou eu, o Percy. ---Disse alto, mas não houve resposta, coloquei meu rosto novamente na porta, porém pude notar que o choro parou. ---Abre a porta pra mim. ---Disse novamente, mas novamente não houve reposta, ela estava me ignorando. ---Não adianta não responder, eu vou ficar aqui na porta, até você abrir. ---Disse firmemente, mas ela continuou a me ignorar, suspirei, deuses, como ela é teimosa. ---Eu vim de tão longe, só pra ver você, porque estava com saudades de você, e você vai continuar me tratando assim? ---Perguntei para ela, mas ela ainda continuava sem me responder. ---Então, está bem, já que você não quer conversar comigo, não há razões para eu ficar, estou indo embora, adeus. ---Disse para ela, então comecei a me afastar, pisando fortemente no chão, mas não fui muito longe.

—--ESPERA, PERCY. ---Escutei Antonieta gritar de volta, voltei e parei em frente a porta, esperando que ela abrisse. ---ESPERA. ---Ela gritou novamente, não demorou para ela abrir a porta, mas assim que abriu, ela parou, ao me ver em sua frente, seu rosto e seus olhos estavam bastante vermelhos, e ela me olhava com aquela lindas orbes vermelhas. Por um tempo, ela ficou apenas me encarando, de olhos arregalados, sem dizer nada.

—--Então, posso entrar?