Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
122 Capítulo 122
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
Depois de apagar os Golfinhos e sair do palácio escondido, se me teletransporta-se lá dentro, chamaria atenção da minha avó, eu não queria isso, quanto mais tempo ela demorasse para descobrir que eu fugi e demorasse para me encontrar, melhor seria, além disso eu não tinha tempo e nem como ir atrás de Meia-noite, nós estábulos, com certeza, o boato da minha prisão, a essa altura, depois de horas, já está espalhado por todo o exército, talvez, com sorte, o exército de Oceano, talvez não saiba da minha prisão, então, se fosse nos estábulos, o pessoal de lá, poderia me denunciar ou tentar me atrapalhar, além disso tudo, eu era mais veloz sozinho, controlando as Correntes marítimas. Depois que consegui sair do palácio, sem ser visto, tive que me esconder algumas vezes e usar uma saída inconvecional, saído por uma das janelas, fora do palácio, eu pensei estar mais seguro e a possibilidade de minha avo me ver seria um pouco menor e como eu sentia que estava sem tempo, eu decidi me arriscar. Então me teletransportei em chamas, para o campo de batalha, mas agora eu tinha que achar a Ligea, eu sentia que tinha que ser rápido, ou seria tarde demais, comecei a percorrer o campo de batalha, desviando das batalhas e tentando encontrar Ligea, mas eu já estava começando a me desesperar, eu não achava eles, nem mesmo Nereu, caso com sorte, a batalha entre eles, ainda não tenha começado. Além disso, eu tinha certeza absoluta que Atena, já havia me encontrado no campo de batalha, então logo ela enviaria tropas ou algo assim, para me prender novamente.
—--"Percy. " ---Escutei a voz do meu pai na minha cabeça.
—--"Pai, eu sinto muito em desobedece-lo, mas eu tive uma sonho, uma visão, Ligea está com problemas, eu não sei como explicar direito, mas eu sinto que ela está em apuros. " ---Responde mentalmente para meu pai, eu sabia que ele me entenderia, ele sempre me apoia.
—--"Percy, eu sinto em dizer que sua intuição é pesadelo estão certos." ---Disse ele na minha mente, aquilo fez meu sangue gelar e meu coração falhar uma batida. ---“Ela e Nereu se encontraram no campo de batalha, mas o pior, e que ela está prestes a ser morta, Nereu está ganhando, se aprece, ou ela morrerá, eles estão a Sudoeste da sua posição, se aprece." ---Em resposta, ordenei que as correntes marinhas, me levassem na direção em que meu pai indicará, por ser filho de Poseidon, eu tinha essa habilidade peculiar, eu sabia como me localizar perfeitamente dentro do mar, era como se eu pudesse ver um holograma de um mapa ---"Percy, não falhe, por favor, Ligea e especial pra todos nós." ---Pude ouvir ainda meu pai dizer, fui o mais rápido que pude, logo avistei eles, os Tritões ainda lutavam um tanto afastado, a luta parecia equilibrada, mas a frente, eu os vi, e o que vi, fez meu coração se encher de puro ódio.
—--Adeus. ---Disse Nereu calmamente, ele se levantou, segurou a alça da armadura da Ligea e armou o soco. Eu concentrei-me, em formar uma lança de gelo, rápida e pequena, para poder parar o golpe de misericórdia que Nereu ia dar, a lancei, quando ele estava prestes a matar Ligea, a lança de gelo foi rápida o suficiente para evitar aquele desastroso resultado, ela se cravou no ombro de Nereu, ele urrou de dor e cambaleou para trás. Continuei rapidamente até o corpo de Ligea e a peguei da areia escura do fundo do mar, a segurando nos braços, eu olhei para seu corpo, eu podia sentir lá dentro, um líquido estranho, agressor, veneno, aquele maldito do Nereu, ele envenenará a própria filha, eu podia sentir os órgãos vitais, parando aos poucos, o fluxo de sangue diminuído, ela estava morrendo, muito rapidamente. Eu estava extremamente irritado, eu olhei para o belo rosto de Ligea, seus lindos olhos azuis turquesas, estavam perdendo a cor, seu rosto, sua pele, estava perdendo a cor, mas ainda estava um pouco vermelho, o que ainda era bom, eu tinha algum tempo, para retirar o Veneno. Escutei Nereu urrar de dor, retirando a lança do seu ombro, Icor o sangue dourado dos imortais, desceu do seu ferimento.
—--Você vai pagar por isso, vai pagar por tudo que fez com Ligea, isso é uma promessa. ---Rosnei para ele, ele abriu um largo sorriso de escárnio.
—--Não há nada que possa fazer, para salva-la, eu a mordi sendo uma serpente marinha, ela tem poucos minutos de vida. ---Disse Nereu sorrindo, aquilo fez meu sangue ferver nos ouvidos. Mas eu sabia que ele tinha razão, as Serpentes Marinhas ou cobra marinhas, tem um veneno terrível, que só perdem para as Serpentes do Tártaro e a poderosa Píton, possuem um veneno 2 a 10 vezes, mais potente que qualquer uma das cobras terrestres, a sua mordida produz dor muscular intensa, espasmos na mandíbula, sonolência, visão turva ou inclusivamente paragem respiratória, Ligea já se encontrava no estágio de dor intensa, logo ela chegaria a uma parada respiratória, isso seria o fim, ela ainda estava viva, graças a ser uma Nereida, parcialmente imortal, alguém como eu, levaria 1 minuto para morrer, um semideus comum, segundos. Eu precisava retirar o Veneno, controlar o líquido. ---O que você vai fazer? Seus poderes de cura são inúteis.
—--Em 2 minutos, você vai morrer, não se preocupe, mas agora, vou salvar Ligea. ---Disse entre os dentes, ele sorriu de escárnio, ele cruzou os braços a frente do corpo.
—--Tudo bem, faça o que quiser, vou ficar aqui, apenas vendo você, fracassar em salvar mais alguém. ---Disparou ele sorrindo, aquilo fez meu sangue ferver de puro ódio, eu iria mata-lo, lentamente. Afastei esses pensamentos, não podia perder a cabeça agora, eu precisava estar calmo e me concentrar ao máximo.
—--Percy...
—--Shiu, não fale nada, vai ficar tudo bem, eu prometo, eu vou te salvar. ---Disse sorrindo para ela, ela deu um mínimo sorriso em resposta. Respirei fundo, me concentrando, desta vez não era apenas um treinamento, agora era pra valer, se eu falhar, isso custaria uma vida, a vida da Ligea. Afastei esses pensamentos pessimistas, não podia pensar assim, eu não vou falhar, ponto final, eu sou filho do mar, o mar e extensão do meu corpo, nós somos um, como a própria Roda disse, o potencial estava dentro de mim, era só fazer, ela confiava em mim, não podia decepciona-la, além disso, Roda era especial pra ela, muito especial para ela, não podia falhar com a Roda dessa forma, nem mesmo com a própria Ligea. Respirei fundo novamente, deixando todos os pensamentos saírem da minha cabeça, mas ainda mantive meus reflexos ligados, não podia ficar totalmente focado nisso, Nereu poderia me atacar quando estivesse distraído, tirando minha concentração, consequentemente fazendo Ligea morrer. Arranquei a armadura peitoral da Ligea, o Ferimento, estava na lateral esquerda da barriga, vários furinhos, havia um líquido amarelo vazando, era o veneno, o restante do ferimento estava feio, envolta da picada, estava roxo escuro, as veias envolta estavam amarelas. Fechei meus olhos e comecei a busca, eu sabia como era a composição do Veneno, já que eu vi ele envolta do ferimento, não sei bem explicar, mas de alguma forma, eu sabia a exata diferença entre o veneno e o restante dos líquidos corporais, isso facilita, me poupa tempo. Comecei a vasculhar o Veneno dentro do corpo, procurando nas correntes sanguíneas, senti os outros líquidos do corpo de Ligea, o sangue, água, entre todos os outros, então eu achei, o veneno, felizmente o veneno ainda não chegará no coração, ou outros órgãos vitais, estava somente na corrente sanguínea, mas mesmo ali já era suficiente para tirar qualquer um de combate. Agora que eu havia encontrado, era só puxar pra fora, isso era o mais complicado, comecei a puxar o Veneno cuidadosamente, com delicadeza, evitando de puxar sangue junto, não podia deixar nada para trás, nem mesmo uma gota. Logo o Veneno começou a sair do ferimento, a respiração da Ligea foi se estabilizando a dor diminuindo, seu rosto ganhando cor, eu estava conseguindo. Então eu consegui, consegui retirar o Veneno, acho que boa parte, deixei o Veneno se diluir na água e o afastei, comecei a controlar a água envolta do ferimento, usando meu poder de cura, ele foi se fechando rapidamente.
—--Incrível, você realmente conseguiu. ---Disse Nereu batendo palmas. ---Suas habilidades evoluíram bastante, desde o nosso último encontro naquele píer. ---Aquilo fez meu sangue ferver, aquilo maldito me elogiar, era o mesmo que se alguém me soca-se, com muita força, repetidamente, nem mesmo isso me irritaria tanto. Olhei para Ligea, ela sorria levemente corada, sua respiração normalizara, seu rosto voltará a ganhar cor.
—--Você me salvou, de novo. ---Disse ela sorrindo corada.
—--Estamos quites, você me salvou de Bitos. ---Disse sorrindo.
—--Na verdade, está 2 a 1 pra você.
—--Você vai poder retribuir. ---Sorri, ela sorriu de volta, um belo sorriso, que me fez balançar, Ligea era linda.
—--Desculpe atrapalhar o momento fofinho, dos pombinhos. ---Ligea corou um pouco. ---Mas estão comemorando cedo demais, além disso, Percy, nunca concederei a mão de minha filha, a você. ---Aquilo me irritou, ele dizer aquilo, dizer algo assim, como se ele fosse um pai de verdade. Ele iria pagar, eu iria mata-lo, lentamente e da forma mais dolorosa que eu possa imaginar e acredite, eu sei algumas coisas sobre como torturar. Levantei, me virei para Nereu, olhei fundo naqueles olhos verde opacos, comecei caminhar na sua direção, então lembrei do que ele me dissera, naquele dia, no píer.
—--Lembra daquele dia no píer? O dia em que nós conhecemos? ---Perguntei para ele, ele assentiu e iria dizer algo, mais eu me adiantei. ---Eu me lembro, lembro de tudo que você disse, mas você tinha razão em algo, no que disse antes de partir, me lembro perfeitamente, "Acredito que na próxima vez que nós virmos, estaremos em lados opostos, do campo de Batalha." ---Disse as mesmas palavras que ele me dissera. ---Você estava certo, mas você está errado em algo, isso não vai ser uma batalha, isso vai ser um massacre. ---Sem esperar por alguma resposta, eu ordenei que as correntes marítimas me levassem até ele, fui rápido, rápido demais para ele ter alguma reação, o primeiro soco eu acertei em cheio em seu rosto, pude sentir os ossos do maxilar se partindo e o estralo de osso quebrando, se expandir em ondas no meu ouvido, Icor o sangue dos imortais, dos deuses, sair de dentro da sua boca, eu continuei a soca-lo, repetidamente, sem parar, com toda a minha força, o chão a nossa volta, começou a afundar com as forças do meu golpe, eu batia no rosto, no corpo, aonde eu conseguia, ele tentava defender com os braços, mas não adiantava. A cada golpe, eu sentia mais vontade de bater, eu lembrava de tudo no meu sonho, ou melhor dizendo, aquele pesadelo horrível, eles passavam como flashes na minha cabeça, de como ele fizera Ligea vir para Atlântida, o medo e a dor que ela sentia, por estar sendo separada, da sua mãe, como Ligea sofreu aqui com a louca da Anfitrite, depois de como ele tentou violar e estuprar sua própria esposa, e depois a matou, Dóris, mas o pior, foi ele ter pisado na concha dourada, concha que era tudo que restará de Dóris, como ele mentiu para Ligea, de como ela sofreu por ter perdido a mãe, e agora, ele quase matará Ligea, a própria filha. Então me ocorreu que ele não merecia ter uma morte rápida, misericordiosa, ele merecia queimar, queimar no fogo. Deixei o fogo sagrado de Héstia me dominar, pude sentir o calor e destrutividade daquele fogo que invocará, sem hesitar, eu joguei em Nereu, ele se incendiou rapidamente.
—--AAAAHHH... ---ele urrava de dor, gritando e se contorcendo, ele sentia muita dor, o fogo azul queimando, ardendo como nunca virá. Ele tentava falar, mais palavras não saiam da sua boca, por causa que seu maxilar, fora destruído no meu primeiro soco. ---AAAAHH....---Ele continuava se contorcendo de dor. Eu me sentia poderoso, vingado, incrivelmente bem, estava em puro êxtase. ---MALDITO SEJA. ---Gritou ele, então seu corpo parou de se contorcer e o fogo começou a queimar a carcaça sem vida. Estava feito, Nereu, o velho do mar, este assassino sem coração, se fora, espero que por muitos e muitos anos.
—--PERCY... PERCY.... ---Ouvi um grito ao longe, era a voz da Ligea, mais parecia vir de tão longe. ---Socorro, me ajude, por favor. ---Virei-me na direção da voz, então meu coração falhou uma batida, com o que eu vi, aquela imagem me encheu de desespero. Havia fogo azul por toda parte, ele queimava com intensidade, mais o que me preocupava era Ligea, sua perna direita queimava, ela urrava de dor, ambas suas pernas queimava, ela se arrastava, tentando fugir do fogo azul.
—--Deuses, o que eu fiz. ---Ordenei para que as ondas marítimas, me guiassem até o corpo de Ligea, eu extingui o fogo azul do meu corpo, ele doeu bastante, mas não tive tempo para isso, fui até Ligea, as chamas já estavam na sua cintura e subindo. Comecei a tentar fazer o fogo parar, cessar, mas ele não me obedecia, ele continuava a aumentar e aumentar. Ligea urrava e esperneava de dor, o que me desesperava muito mais.
—--AAAAHHH.... DÓI DEMAIS.... APAGA ISSO. ---Berrou ela desesperada, eu tentava mandar pensamentos calmos e serenos, tentava manipular a chama sagrada de todas as formas, mais ela não me obedecia, eu estava perdendo Ligea.
—--Vai, vai, me obedece, maldição. ---Disse com a voz chorosa.
—--ME MATA, ME MATA, POR FAVOR, dói demais. ---Gritou ela implorando, o fogo já estava chegando ao seu rosto, queimando muito rápido.
—--Percy, sai do meu caminho. ---Escutei a voz de Roda, ela se ajoelhou em frente à Ligea, que agora já estava inconsistente, de tanta dor que sentiu. Roda colocou a mão por cima do corpo de Ligea, eu podia sentir a água curando, eu podia sentir a água que Roda controlava, havia muita energia e poder nela, aos poucos, o fogo foi cessando, Roda estava conseguindo, eu podia ver que a água que Roda controlava para apagar o fogo, tinha um brilho verde diferente, praticamente pura energia, aquela água era cura, era vida, era o poder do oceano, do mar em sua melhor forma. Logo todo o fogo que estava em cima de Ligea cessou, deixando no lugar o corpo carbonizado de Ligea, ele estava todo preto e destruído, literalmente até os ossos. ---Percy, não fique aí parado, me ajude a curar o corpo da Ligea.
—--Sim, claro. ---Me ajoelhei, sobre o corpo carbonizado de Ligea, controlei a água para curar os ferimentos, trabalhando em conjunto com Roda, rapidamente os ossos, a carne e os músculos foram se reconstituindo, ganhando forma, depois a pele voltou ao seu lugar, no fim, o corpo de Ligea estava intacto novamente, novo em folha, porém estava totalmente nú. ---Roda, me diga, ela ficará bem? Por favor, diga que sim, eu... Eu... ela vai me odiar. Só diga que ela vai sobreviver. ---Roda me olhou nos olhos, seus lindos olhos verdes, estavam vermelhos e chorosos, mas então ela deu um mínimo sorriso.
—--Ela vai sobreviver.
POV: Ligea.
Depois de Percy salvar minha vida, impedindo que meu pai, Nereu, desse o golpe de misericórdia, depois disso tudo, ele conseguiu retirar o veneno de dentro da minha corrente na sanguínea, aquilo foi algo incrível, somente Roda, conseguia ter um controle tão refinado, mas ele foi incrível, assim que ele retirou o veneno, minha visão voltou ao normal, meus músculos e meu corpo, pararam de doer, eu sentia que o veneno não me mataria. Depois que Nereu disse aquelas bobagens, os olhos do Percy, tornaram uma cor mais escura, pude sentir sua aura expandir, mesmo ele sendo um semideus, ele tinha muito poder. Ele se levantou e começou a caminhar na direção do meu pai.
—--Lembra daquele dia no píer? O dia em que nós conhecemos? ---Perguntou o Percy, sua voz estava extremamente grossa e imponente. Nereu assentiu e iria dizer algo, mas o Percy se adiantou em continuou a falar. ---Eu me lembro, lembro de tudo que você disse, mas você tinha razão em algo, no que disse antes de partir, me lembro perfeitamente, "Acredito que na próxima vez que nós virmos, estaremos em lados opostos, do campo de Batalha." ---Percy recitou. ---Mas você está errado em algo, não vai ser uma batalha, isso vai ser um massacre. ---Sem esperar por alguma resposta, Percy explodiu em direção ao meu pai, foi rápido, muito rápido, quase não pude acompanhar com os olhos, ele foi rápido demais para meu pai desviar. O primeiro soco, acertou em cheio no rosto, pude ouvir o som dos ossos quebrando, Icor o sangue dos deuses, manchar a água do mar. Percy entrou em frenesi, ele continuava a socar, repetidamente, sem parar, eu mal podia ver os golpes, não sei se por estar ainda muito fraca, minha mente estava lenta, ou ele era mesmo muito rápido, não, com certeza ele era muito rápido, é incrivelmente forte, o fundo do mar, aos seus pés rachavam e afundavam com a força dos golpes, a cada golpe o chão se rachava mais. Eu estava dividida, mesmo que meu pai, tenha quase acabado de me matar, e de tudo que ele fez contra mim, eu não queria que ele morresse, não, ele era meu pai, um péssimo pai, mas era o único que eu tenho.
—--Percy, Para, não faça isso. ---Disse alto, mas ele não me escutou e continuou a socar. Meus pensamentos divagavam rapidamente, bem, do outro lado estava o Percy, ele já me salvará duas vezes, era gentil, carinhoso, forte, inteligente, entre outras muitas qualidades, sem falar que eu, estava, bem... Pensando muito nele, ultimamente, e o pior de tudo, eu não queria que o Percy mata-se meu pai, ele era uma pessoa tão boa, mas sempre perdia a razão, e segundo Roda, sempre se culpava demais, eu não queria que o Percy tivesse mais esse fantasma em sua cabeça, mas essa morte sobre seus ombros, não de alguém escroto como o meu pai, podre e fraco. ---PERSEUS, PARA COM ISSO, NÃO FAÇA ISSO. ---Gritei o mais alto que pude, mas o Percy estava louco, não me ouvia. De repente Percy começou a pegar fogo, isso mesmo, pegar fogo em baixo d'água, mas era diferente, o fogo era totalmente azul, eu nunca havia visto nada do tipo, mas eu podia ver e sentir, que aquilo era ainda mais perigoso que fogo grego. Sem hesitar, Percy jogou uma lufada de chamas em Nereu, ele se incendiou rapidamente.
—--AAAAHHH... ---Nereu urrou de dor, gritando e se contorcendo de muita dor, o fogo azul queimando.
—--PERCY, PARA COM ISSO, POR FAVOR, VOCÊ JÁ DERROTOU ELE. ---Gritei para ele, mas ele não me ouvia, se ouvia, não me deu atenção. De repente o fogo azul, começou a expandir ainda mais, ele parecia queimar a própria água, ele começou a crescer e vir na minha direção, eu pude ver por baixo do fogo que as chamas estavam machucando o próprio corpo do Percy, queimando-o. ---PARA COM ISSO, VOCÊ ESTÁ SE MACHUANDO.
---AAAAHH....---Pude ouvir meu pai gritando de dor, aquilo cortava meu coração, ver meu pai, morrendo daquela forma tão dolorosa, mesmo que ele tenha feito tanta maldade, principalmente comigo. As chamas começaram a ficar perigosamente muito perto, tentei nadar e me afastar, mais meu corpo ainda não estava bom, eu fugia muito devagar, nadei desesperadamente, tentando fugir, mas então senti uma dor muito intensa no meu pé, queimação, ardia como lava pura, ou pior.
—--AAAAHHH... SOCORRO... PERCY, ESTÁ ME QUEIMANDO. ---Gritei para ele, mas ele não me deu ouvidos, ele tinha perdido totalmente a razão.
---MALDITO SEJA. ---Gritou meu pai, eu ainda pude ouvir. As chamas azuis, subiam rapidamente, doíam demais
—--PERCY... PERCY.... ---Gritei desesperadamente. ---Socorro, me ajude, por favor. ---A dor era tanta, que já não conseguia gritar. Percy se virou na minha direção, ele arregalou os olhos, e seu rosto se transformou em puro desespero. Eu tentava me afastar, me arrastando, mais não adiantava, o fogo estava em mim.
—--Deuses, o que eu fiz. ---Pude ouvir a voz do Percy, doía demais, eu sentia que toda minha perna, estava mergulhada em lava, não, era pior, mil vezes pior, mais quente e destrutivo. Ele estava a cima de mim, ele já não pegava fogo, mas eu não pude ver mais detalhes do seu rosto, havia queimaduras nele também.
—--AAAAHHH.... DÓI DEMAIS.... APAGA ISSO. ---Berrei desesperada, ele tentava cessar o fogo, mas não conseguia.
—--Vai, vai, me obedece, maldição. ---Disse ele com a voz chorosa. A dor era demais, estava acima da minha cintura, eu não aguentava mais.
—--ME MATA, ME MATA, POR FAVOR, dói demais. ---Gritei implorando, a dor era tanta, que parecia que todo o meu corpo estava em chamas, não, era muito pior do que isso, não tinha explicação, então antes de perder a consciência, a dor parou, por um instante, eu olhei para o Percy, seu rosto estava totalmente desesperado, seu rosto também estava queimado, mesmo assim, ele era o homem mais lindo que conhecerá, então eu foquei em seus lindos olhos verde-mar, estes olhos que ficaram na minha cabeça, na minha memória, durante todo esse tempo, desde o dia que conheci ele, seus olhos eram imponentes e poderosos, mesmo estando vermelhos, muito vermelhos, ele soluçava, talvez morrer assim, olhando para ele, vendo sua preocupação comigo, pode soar um pouco egoísta, mas eu podia dizer que, Percy se importava comigo, e aquilo me deixava feliz.
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