Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
102 Capítulo 102
Notas iniciais
POV: Atena.
Estava muito ansiosa, não me culpem, sou a deusa da estratégia em batalha, e teríamos uma grande batalha, e estávamos em uma enorme desvantagem numérica, precisava ajustar e usar todos os tipos de vantagens que podíamos ter, não podia deixar nada passar despercebido, nada que poderia nos ajudar e prejudicar o outro lado. Oceano era um sádico, calculista e inteligente, para entrar na guerra, além de ter um exército muito maior que o nosso, ele com toda a certeza, deve ter mais algo na manga, ou saber de algo importante, mas se ele convenceu a própria Tétis a estar do seu lado, se até mesmo ela está do lado dos Titãs, eles tem grandes cartas nas mangas. Estava de pé mesmo, com a cara enterrada em uma mesa, olhando vários mapas e livros, pensando em táticas para a batalha, aqui mesmo no meu quarto e de Poseidon. Então senti dois braços fortes, me envolverem por trás, e um cheiro forte de maresia tomar minhas narinas, como amava aquele cheiro, como amava este homem, ele deu um beijo no meu rosto, ele correu a mão pelas minhas pernas e virou meu corpo para encarar aqueles lindos olhos verde-mar, ele então me beijou, um beijo calmo e tranquilo, mas demorado, nossas línguas brincavam por espaço, e Poseidon apertava minha bunda, me trazendo para mais perto dele, o que me deixava louca, eu segurava em sua nuca, mas logo o ar foi necessário, ele separou o beijo com selinhos, e mordidas nos lábios, eu precisava daquele beijo, parecia que aquele beijo havia reiniciado meu cérebro, sentia que estava mais calma para pensar melhor, eu poderia fazer qualquer coisa se estivesse com esse homem ao meu lado, ele passou a mão em meu rosto, seu toque era gelado, mas é tão bom.
—--Querida, largue essas porcaria de livros e mapas, vem se deitar comigo. ---Disse Poseidon no meu ouvido, fazendo meus pelos se eriçarem, nem me importei que ele chamou de porcaria os meus livros, ele poderia dizer qualquer coisa, desde que me tocasse dessa forma.
—--Não consigo Poseidon, não estou com sono, estou com a cabeça a mil. ---Disse encarando os seus lindos olhos verde-mar, ele apertou meus ombros, eles estavam tão tensos, mais mesmo as mãos grandes e fortes de Poseidon, conseguiam ser macias para relaxar meu pescoço.
—--Você precisa relaxar um pouco, está muito tensa querida, isso vai fazer mal a você. ---Ele apertou meu ombro onde estava exatamente doendo, o que fez um alto estalo, e fez ele voltar ao lugar e relaxar-me. Ele sorriu. ---Além disso, você nem me deu atenção nesses últimos dias, nem parece que me ama mais. ---Disse ele fazendo carinha de abandonado, sorri, ele odiava quando eu ficava muito focada em algo, e esquecia dele. Apertei suas bochechas e dei um beijo rápido nele.
—--Meu amor, eu te amo demais. ---Disse sorrindo pra ele, ele sorriu e me pegou no colo, me fazendo rir, ele me girou pelo quarto. ---POSEIDON, PARA COM ISSO. ---Gritei rindo, enquanto ele me rodava em seus braços. Ele parou e me deitou na sua cama, ele me deu um gostoso selinho demorado e deitou sua cabeça no meu colo.
—--Eu adoro te ouvir falar, anda, me fala dos seus planos, me fazendo aquele cafune gostoso. ---Disse ele sorrindo, ele pegou minha mão e colocou na sua cabeça, me forçando a fazer carinho em seus cabelos. ---Agora, me fale dos seus planos. ---Disse ele fechando os olhos.
—--Bem, se você insiste. ---Disse sorrindo, gostava de compartilhar as coisas com as pessoas, principalmente com ele e com o Percy, eles sempre foram bons ouvintes, desde que não fosse sobre arquitetura e tecelagem, Percy ainda gostava de arquitetura. Comecei a contar sobre as formações que trariam melhores resultados, quais guerreiros colocar para enfrentar o exército inimigo, quais pouparem, a hora de nos colocar na batalha. Depois de muito falar, sobre meus planos e táticas para a guerra, notei que Poseidon adormecera no meu colo, ele ficava tão lindo dormindo, ele merecia um bom descanso, esteve atolado de problemas o dia todo, eu tentei ajudar com o que pude, mas a maior parte ele tinha que resolver, já que querendo ou não, ele ainda estava me ensinando sobre o seu mundo, e eu estava fascinada, eu nunca conhecerá o mar tão afundo antes, tinha muita curiosidade, tudo que sabia do mar até então, era o que lia nas revistas e livros mortais, que eles mesmo diziam, conhecer apenas 3 porcento do fundo do mar, ou de alguns semideuses antigos filhos de divindades do mar nós contavam, e sempre tive vontade de saber sobre esse novo mundo, mas não me arriscaria a entrar no reino do meu inimigo, Poseidon poderia me matar, claro que ele nunca faria isso, ele sempre me amou, eu sempre o amei, mas sempre fomos cabeças duras demais para nós acertar, até aparecer alguém mais cabeça dura que eu e ele, esse alguém só podia ser um descendente de nós dois, não diretamente, já que ele era meu neto, e não filho, mas era inteligente como eu, persistente como Poseidon, ele herdou sempre o melhor de cada um de nós. Levantei-me com cuidado, para não acordar ele, mais graças a Poseidon, eu estava ainda mais acelerada, quando eu estava com Poseidon, eu era ainda mais criativa, pensava melhor, então tive mais ideias e precisava compartilhar as informações e táticas com alguém, eu não podia convocar um conselho de Guerra agora, mais essa era minha vontade, mas talvez, eu podia falar com o Percy, ele sempre adora me ajudar, me escutar, ele é meu neto. Fui em direção ao seu quarto, era tarde, dificilmente ele estaria acordado, ele teve um dia cheio, mas não custa nada ver se ele está acordado, eu cheguei na porta do seu quarto, grande de madeira com um desenho de Tridente dourado, a porta era pintada de verde, bati algumas vezes na porta.
—--NÃO QUERO NADA, VOLTA DEPOIS. ---Gritou Percy do outro lado, ele estava acordado.
—--PERCY, SOU EU, ATENA. ---Gritei para ele, ele deve ter pensado que era algum serviçal do palácio.
—--TO INDO, ESTOU SAINDO DO BANHO. ---Gritou ele de volta, esperei para que ele abrisse a porta, não demorou muito. ---Oi vovó. ---Disse ele sorrindo, ele estava sem camisa, e ainda estava com os cabelos molhados por causa do banho, ele nunca se enxugava direito. ---Entre, entre. ---Disse ele me dando passagem para que eu pudesse entrar.
—--Desculpe vir tão tarde, é que estou muito agitada com a guerra, seu pai chegou a dormir, de tanto eu falar na orelha dele. ---Disse rindo, ele me acompanhou rindo. ---Então, deixei ele dormir, e vim aqui para conversar com você, que bom que estava acordado ainda. ---Disse eu sentado na cama dele, ela estava desarrumada, acho que ele estava tendo problemas para dormir, ele sempre tinha, desde que voltou da Prisão de Almas, Percy sentou em uma cadeira, ao meu lado dela. ---Então, o que estava fazendo até essa hora da noite?
—--Eu? Nada... digo, jogando videogame, relembrando os tempos de criança. ---Disse ele atrapalhadamente, ele não quis falar que estava tendo novamente problemas para dormir, odeio isso nele, essa idiotice dele carregar todo o peso do mundo em suas costas, eu acho seu defeito mortal o pior de todos, e tenho plena certeza, que isso custara sua vida, como já aconteceu, tentei muitas vezes mudar isso nele, mas ele sempre se culpa demais, se machuca demais, mas eu não queria forçar ele a nada, ainda mais agora que ele perdeu sua amiga, Phoebe, então resolvi falar outra coisa. Revirei os olhos e disse.
—--Eu sempre disse, esses jogos deixam as crianças mais lerdas, mas você não me escuta. ---Disse o repreendendo, talvez ele esteja dizendo a verdade, e eu estou com muito drama e pensando demais, como sempre, ele não mentiria para mim, não depois da bela bronca que dei nele, por ter invadido minha biblioteca, mas confesso que fiquei feliz, no fundo, ele se mostrou inteligente o suficiente pra passar por Nocci, e isso não era pouca coisa.
—--Bobagem vovó. ---Disse ele calmamente. ---Então, sobre o que você anda pensando? ---Perguntou ele, eu sabia, ele sempre está disposto a ouvir uma velha e sabia coruja falar.
—--Então, estive pensando em algumas formações para as batalhas, por exemplo poderíamos usar o pelotões das Sereias para atacar os pelotões dos Tritões, elas tem uma grande influência na voz, podem facilmente dobrar os Tritões, fazer...fazer... ---Vê algo diferente, entre os travesseiros, levei minha mão e peguei, quando eu reconheci o que era, senti a raiva dominar meu peito, uma calcinha fio dental vermelha, rasgada e ainda por cima, estava melada, então a mulher que dormira com ele, ainda estava aqui, quando eu cheguei, não acredito que este irresponsável, esse idiota, estava fazendo sexo com uma mulher em um momento complicado como este, em meio a uma guerra, mas ele vai se arrepender, a se vai, quando eu estiver o torturando, vou ensinar boas maneiras a ele, e mostrar quem está no comando dessa bagunça, quem manda aqui, sou eu. Me virei para ele, quando ele me olhou recuou na cadeira assustado, então eu mostrei o que estava na minha mão, a prova do crime, dessa barbaridade que ele fez. ---O que é isso? ---Disse eu friamente, seus olhos verde-mar se arregalaram e o corpo dele ficou duro.
—--Deuses, estou morto. ---Disse ele se levantando, ainda bem que ele sabe, levantei e fui em direção a ele, ele foi dizer algo, mas antes de dizer qualquer coisa, eu já mandei um tapa forte em seu rosto, o que o fez cambalear para trás, quase caindo no chão.
—--Me explique o que isso, Perseus Heitor Jackson. ---Disse apontando a calcinha na cara dele, praticamente esfregando. ---Anda, fala, antes que faço você engolir ela.
—--Não... não é o que a senho... senhora está pensando. ---Gaguejou ele, tremendo, este safado, sempre teve medo, mas não tem vergonha nessa cara, ele vai tentar desmentir algo assim? Ele está testando a minha inteligência? Mais isso não vai ficar assim, aaa, não vai mesmo.
—--No que estou pensado? Você acha que sou IDIOTA? O que há em se pensar em achar uma CALCINHA, RASGADA E AINDA MELADA na sua cama? ---Gritei, ele encostou na parede, se ele pode-se, ele entraria dentro dela. ---Vou fazer você engolir isso. ---Disse indo pra cima dele.
—--SOCORRO, SOCORRO. ---Gritou ele, eu fui tentar agarrar ele, mas ele foi rápido, girou e desviou dos meus braços, ele passou por mim e correu em direção a porta.
—--VOLTA AQUI, SEU MULEQUE. ---Gritei correndo atrás dele, ele continuou correndo, eu logo atrás dele, ele foi em direção ao meu quarto.
—--PAI, SOCORRO, A ATENA FICOU LOUCA. ---Gritou ele, ele entrou porta a dentro, quase derrubando a porta junto com ele, e eu logo atrás dele, Poseidon já estava em pé, com uma cara de assustado, Percy correu e se escondeu atrás do pai, grande homem. ---Pai, ela quer me matar.
—--O que está acontecendo aqui? ---Perguntou Poseidon, eu não respondi, queria esmagar aquele cabeça de ameba do meu neto, iria fazer ele engolir essa calcinha, a se ia, tentei passar por Poseidon, mas ele não deixou me segurando. ---Calma Atena, o que ele fez, pra te deixar tão irritada?
—--Sai da frente, Poseidon. ---Disse nervosamente, tentando passar para pegar o Percy, mas Poseidon me agarrou pela cintura e me segurou firme. ---ME LARGA POSEIDON, OU VAI APANHAR TAMBÉM. ----Gritei a todos pulmões, esperneando para que ele me largasse, Percy se encolhera na parede, eu tentava me desvencilhar do aperto de Poseidon, agitando os braços e pernas, por fim, acabei acertando uma cotovelada no seu rosto, mas seu aperto não afrouxou, ele girou e me arremessou para trás, cambaleei. Assim que recuperei o equilíbrio, já voltei para atacar o Percy, mas Poseidon estava com os braços abertos na frente do filho, do seu nariz descia Icor, isso me fez parar, não queria machucar Poseidon, na verdade, eu não conseguia machucar ele. ---Sai da frente, eu não quero te machucar, Poseidon. ---Disse entre os dentes, ele recuou, mas não saiu da minha frente.
—--Calma, amor. ---Disse ele calmamente, erguendo as mãos em sinal de rendição. ---Vamos nos sentar e conversar, vamos discutir civilizadamente.
—--Não há o que se discutir, eu vou esmagar a cabeça do seu filho, esse irresponsável, retardado, não acredito que ele fez isso comigo. ---Disse entre os dentes, Perseus estava encolhido atrás do pai.
—--O que ele fez de tão grave, para você querer esmagar ele? ---Perguntou Poseidon, eu mostrei a calcinha para ele, ele olhou confuso para a calcinha. ---Uma calcinha? O que há demais em uma calcinha? E uma das suas? ---Ele se voltou para o Percy. ---Tu roubou uma calcinha dela?
—--Não pai, claro que não. ---Disse o Percy baixinho, ele ficou vermelho de vergonha.
—--NÃO, SEU LERDO. ---Gritei para Poseidon. ---O idiota do seu filho, estava transando com uma mulher, NO MEU PALÁCIO. ---Gritei para o Percy, ele se encolheu mais ainda.
—--NOSSO PALÁCIO, ATENA. ---Gritou Poseidon nervoso, isso me fez parar e olhar para ele assustado, Poseidon nunca havia gritado comigo antes, mesmo quando eu gritava com ele, ele viu meu olhar, então seu olhar se acalmou novamente, e ele disse gentilmente. ---Nosso palácio, Atena, ele é herdeiro do nosso reino, ele tem o direito de fazer sexo com quem quiser, não há nada demais nisso, ele é solteiro, não é mais uma criança, tem 17 anos, ele é um homem responsável e bondoso, ele é meu General, meu filho, não deixarei você esmagar ele.
—--Você não pode ficar defendendo ele, ele está errado. ---Disse indignada para Poseidon.
—--Querida, ele não está errado, mas também não está certo, além disso, ele fez isso no quarto dele, o que há demais nisso? ---Perguntou Poseidon, antes de eu dizer algo, ele continuou falando. ---Se ele tivesse feito outra coisa, como ter tentado te assassinar ou algo assim, coisa que ele nunca faria, diga-se de passagem, isso é uma coisa, mas ele dormir com uma mulher em sua cama e outra, isso é uma coisa normal, de jovens, você está exagerando, pare e pense, meu amor. ---Disse Poseidon me abraçando com cautela, ele tinha razão, Percy não era mais uma criança, era um adulto, ele tinha que conhecer novas coisas, fazer novas experiências, descobrir novos amores, ele já sofreu tanto, quando foi traído pela sua ex-namorada, Luana Fisher, filha de Apolo, ele tinha o direito de conhecer novas mulheres, talvez está mulher de hoje, possa ser sua futura esposa, uma pessoa que o ame como eu amo, e que coloque juízo na cabeça dele, uma razão para ele não ser tão imprudente como é.
—--Mas ele não me escuta. ---Disse nervosamente.
—--Amor, você tem que deixar ele conhecer novas coisas, ser quem ele quiser, deixar ele ser mais livre, por isso ele foge tanto de você, da mãe dele, vocês o sufocam com tudo, querem cuidar de 100% da vida dele. ---Disse Poseidon firmemente.
—--Mas é por que eu amo ele, quero o melhor para ele. ---Disse com lágrimas nos olhos.
—--Eu o amo, sempre vou querer o melhor para ele, mas me responde, você me vê fazendo o que você e Hera, fazem com ele? ---Perguntou Poseidon, neguei com a cabeça.
—--Você sempre mostrava o que era o melhor para o Percy, mas você sempre respeitava as decisões dele, eu acho isso um pouco frouxo demais, por isso o Percy é um inconsequente. ---Disse nervosamente para Poseidon, ele negou com a cabeça calmamente.
—--Não, querida, posso as vezes ser um pouco relaxado com ele, e apoiá-lo em suas decisões mais erradas, concordo, mas sempre que ele faz algo inconsequente é culpa sua e da Hera. ---Defendeu-se Poseidon, me separei dos seus braços e o olhei no olho, mas ele se manteve firme. ---Lembra de quando ele fugiu do Olimpo e quase morreu? Por que ele fugiu?
—--Por que eu e Hera, não o deixávamos sair. ---Disse para ele, ele concordou com a cabeça, eu iria dizer algo a mais, só que ele se adiantou.
—--Você e Hera, ficam dizendo tudo o que ele tem que fazer, ditando como ele tem que ser, cada passo, o que vestir, o que comer, o que fazer, até mesmo o que pensar, isso o frustra, por isso ele comete essas loucuras. ---Disse Poseidon severamente. ---Você gostaria de alguém fazendo isso por você, te guiando como um cachorro em uma coleira? ---neguei com a cabeça. ---Então, peça desculpas.
—--Acho que exagerei um pouco. ---Disse mais calma, com o canto dos olhos, vê Perseus tentar sair do quarto de fininho. ---Espere ai mocinho, ainda não acabei com você. ---Disse para ele, ele travou, mau respirava.
—--A desculpe, eu errei, não vou fazer de novo, eu prometo, vou te obedecer. ---Disse ele rapidamente, olhando para baixo.
—--Está tudo bem, eu fui longe demais. ---Disse mais calma, fui andando em direção a ele, ele ia para trás. ---Não vou te machucar, eu prometo. ---Disse para ele, ele me olhou ainda assustado, mas não recuou. Seu rosto estava roxo, do tapa que havia dado nele, me senti mau, por ter batido nele, senti um aperto no peito, ele faz tudo por mim, se sacrifica, sofreu tanto, sentiu tanta dor, toda aquela dor que ele sentiu na Prisão de almas, para salvar a nós deuses, e eu como agradecimento, ainda fiz ele sentir mais dor. Levei a mão em seu rosto, apenas para tocar, para poder curar, mas ele fechou os olhos e se encolheu com medo, achando que eu daria outro tapa nele, isso foi pior do que se ele tivesse me dado um soco no rosto, se ele tivesse me dado um soco, não doeria tanto, do que ver ele tremente de medo de mim, como ele estava agora, curei seu rosto, e fiz carinho nele, ele abriu os olhos. ---Me desculpe. ---Disse com lágrimas nos olhos. ---Não devia ter te xingado ou batido, me desculpe por agir como sua dona, mas é que eu te amo demais, quero o melhor pra você.
—--Está tudo bem, eu mereci. ---Disse ele sorrindo de volta, o que fez meu peito se encher de alegria. ---Eu sei que você me ama, eu te amo muito também, amo demais, vocês todos, mas o papai tem razão, vocês não me deixam respirar, tudo tem que ser como vocês querem, do seu jeito, mas se você não fosse assim, exatamente como é, eu não amaria você tanto assim. ---Disse ele me abraçando, sentir seu cheiro de maresia é o calor dos seus braços, me fez me sentir melhor instantaneamente. Como eu amava esse cabeça de ameba, não importa o quanto eu errasse com ele, ele nunca deixava de me amar e me tratar com carinho, por esse e outros motivos, eu sempre soube que ele era o melhor herói de todos, a pessoa mais carinhosa e especial do mundo, ele era a melhor pessoa do mundo.
—--Você é a melhor pessoa do mundo, meu querido. ---Disse abraçando-o mais forte.
—--Eu sei, sou demais. ---Disse ele piscando pra mim, dei um leve tapa no braço dele, rindo da sua brincadeira.
------------------------------------- Quebra de Tempo. ----------------------------------------------------------------------------------------
POV: Perseus Heitor Jackson.
Estávamos em um almoço em família, já que iriamos passar a virada de ano enrolados com os preparativos para guerra, não íamos ter tempo de comemorar a virada, mas, fizemos esse almoço para resfriar os ânimos, eu, meu pai, minha avó, e meus dois irmãos, estava legal, rimos e brincamos muito, o clima estava realmente muito bom, muito feliz, até que eu disse algo errado para variar.
—--Tyson e eu vamos destruir muitas cabeças de monstros, não é mesmo grandão? ---Perguntei para Tyson, seu enorme sorriso desmanchou-se na hora e ele fez uma careta de choro. ---Que foi grandão?
—--Papai não me quer na batalha, eu tenho que ficar nas forjas. ---Disse Tyson tristemente.
—--Você tem seu trabalho, meu filho, já discutimos sobre isso, você é necessários nas forjas. ---Disse meu pai, Tyson forçou um sorriso para meu pai.
—--Eu vou fazer meu melhor. ---Disse ele sorrindo tristemente.
—--Por que não vai deixar ele ir para batalha? ---Perguntei para meu pai, minha avó pareceu ficar apreensiva.
—--Já é ruim o suficiente eu ter que enviar você para o perigo, Tyson é muito jovem, jovem demais, eu devo protege-lo. ---Disse meu pai.
—--Pai, Tyson é forte, ele salvou minha vida, mais vezes que eu posso contar. ---Disse para Poseidon, ele se mexeu desconfortavelmente em sua cadeira.
—--Bem, isso é uma coisa que deve ser melhor pensada. ---Disse Atena, tentando encerrar o assunto. ---Então, querida Roda, esta salada está ótima, não? ---Disse minha avó tentando mudar de assunto.
—--Tudo que você disse ontem para minha avó, de deixar eu ser quem sou, de não me controlar, era somente da boca pra fora? ---Perguntei para meu pai, ele olhou para baixo.
—--Isso é diferente, eu não posso arriscar ele assim. ---Disse Poseidon.
—--Você devia confiar nele. ---Disse para meu pai, seus olhos faiscaram, acho que passei dos limites.
—--Isso está fora de questão, ele queria ajudar e está ajudando. ---Disse meu pai irritado.
—--Ele está entediado nas forjas, ele odeia estar preso naquele lugar, enquanto as batalhas estão prestes a começar. ---Disse para meu pai. ---As armas estão prontas, a centenas de outros Ciclopes tão bons quanto ele para isso, além disso, se não usarmos tudo de melhor que temos para a batalha, vamos perder, então, não vai importa se você protegeu ou não o Tyson, ele vai morrer do mesmo jeito. ---Os olhos de meu pai tornaram-se puramente verdes, perdendo sua esclerótica e sua pupila.
—--Enquanto eu estiver no comando, enquanto eu for o rei, deus supremo dos mares, Tyson vai estar nas forjas, onde é seu lugar, onde sei que ele está protegido, onde eu o protegerei, não há mais discussões enquanto a isso. ---Disse meu pai batendo suas mãos na mesa com força, fazendo as taãs caírem com o impacto do golpe.
—--POSEIDON. ---Gritou minha avó indignada.
---Quando for sua vez de reinar, você pode fazer o que bem entender, até lá, eu mando aqui, entendido? assunto encerrado. ---Disse meu pai se levantando da mesa e saindo porta a fora.
—--Droga. ---Disse minha avó se levantando e saindo porta a fora, atrás de meu pai. ---Poseidon.
—--Percy, você passou dos limites. ---Disse Roda me repreendendo.
—--Eu só disse a verdade. ---Disse para Roda.
—--Eu sei, mas nem toda a verdade deve ser dita, ainda mais quando estamos em um momento tão delicado. ---Disse Roda, ela acenou sua cabeça em direção ao Tyson, que chorava com a cabeça enterrada em suas mãos.
—--Ei grandão. ---Disse o abraçando de lado. ---Não chore.
—--Eu não quero que você e o papai briguem por minha causa, eu fico na forja, não tem problema, eu gosto de lá. ---Disse ele chorando alto. ---Agora você e o papai estão de mau, por minha causa.
—--Não foi uma briga, só uma conversa... um pouco mais calorosa. ---Disse eu tentando contorna-lo.
—--Gritos altos e tapa na mesa, são brigas sim. ---Disse ele chorando.
—--Você confia em mim, certo? ---Disse olhando em seu grande e enorme olho castanho esverdeado, que estava vermelho e choroso.
—--Sim, claro. ---Disse ele parando de chorar aos poucos.
—--Quando eu menti pra você? ---Perguntei, sim, claro que eu já havia mentido pra ele, mas sempre pra protegê-lo.
—--Nunca.
—--Então, está tudo bem, eu e o papai não estamos brigados, não precisa se preocupar. ---Disse calmamente ao Tyson, ele deu um sorriso meio choroso ainda. ---Então, vamos fazer algumas espadas legais? ---Perguntei, seu grande olho se acendeu com um brilho.
—--Sim, vamos.
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