Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
103 Capítulo 103
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
5 dias depois.
Os dias se passaram, não tivemos tempo para ter descanso, nem mesmo para comemorar a virado do ano, porém os preparativos para a Guerra estavam prontos, todos trabalharam duro, focados e determinados a não perder a guerra, eu mesmo fui ajudar os Ciclopes a forjarem as espadas e as armaduras que as Sereias e outras criaturas iam precisar, conseguimos acabar tudo e mais vários reservas em tempo do exército de Oceano chegar. Bem, as coisas estão mais calmas, tanto quanto com minha avó Atena, quanto com meu pai, porém não consegui fazer meu pai mudar de ideia, na questão de deixar o Tyson participar da Guerra, mas no fundo eu podia entender meu pai, ele somente queria proteger Tyson de se machucar, era um pensamento nobre. Esmeralda veio me visitar mais vezes, todas suas visitas eram bastante prazerosas, mas eu agora mantive mais atenção onde eu jogava nossas roupas despidas, vai que dona Atena me aparece de novo. Estava caminhando dentro do palácio, apesar de que a maioria dos moradores terem sido evacuados para outro lugar e a cidade estar praticamente apagada, o palácio estava a todo vapor, então as colunas, paredes e construções, brilhavam em diversas tonalidades de verde e azul, dando um ar de graça e beleza extrema. Enquanto caminhava, admirando a beleza do reino do meu pai, encontrei uma pessoa, ou melhor, uma linda ninfa, ela havia deixado sua armadura de lado, estava vestida em um belo e longo vestido vermelho, que se adequava perfeitamente a suas belas curvas, ela tinha seios fartos, cintura fina, coxas grossas e bunda grande, redonda e empinada, a cor do vestido era muito puxada a cor de sangue, que combinava com seus lindos cabelos, que iam até o meio das suas costas, sua pele branca estava expostas apenas nos braços, ela estava distraída, olhando para a cidade apagada abaixo, seu belo rosto, estava triste, como se ela estivesse pensando em algo que aconteceu a muitos anos atrás, sua mão direita estava em seu pescoço, onde devia haver um colar, quando cheguei mais perto, pude ver a corrente dourada, havia um pequeno pingente com um linda pedra preciosa, eu não distingui qual pedra era, mas era azul turquesa, como seus olhos, as pontas dos seus dedos tocavam a joia com carinho.
—--Olá, senhorita mau humor. ---A cumprimentei enquanto chegava mais perto, sua mão abaixou do pingente, o pingente era feito de uma pedra preciosa azul escura, uma Safira provavelmente, muito bonita. Ligea me olhou, pela primeira vez, desde que eu cheguei aqui, ela me olhava diferente, não com raiva, mas sim com tristeza.
—--Olá, General Perseus. ---Disse ela educadamente, ela virou seu rosto de volta para a cidade.
—--Tudo bem? ---Perguntei para ela.
—--Sim.
—--Com certeza não, você me tratando bem? deve estar no mínimo doente. ---Disse brincando, mas ela apenas suspirou fundo, e nada disse, isso sim era preocupante. ---Tudo bem, estou realmente preocupado com você, sei que você não gosta muito de mim, mas eu tenho que perguntar, o que está acontecendo? ---Perguntei para ela, ela me olhou por um instante, com o mesmo olhar de sempre, um misto de raiva e nojo, mas não durou, logo seu olhar voltou a ser triste.
—--Não é da sua conta. ---Disse ela calmamente, ela se virou e partiu para afastar-se de mim, mas eu a segurei pelo pulso, e trouxe para mais perto do meu corpo, mas foi um pouco mais forte do que eu queria, então nossos corpos estavam colados, minhas mãos estavam em sua cintura, segurando firmemente, e as suas estavam em meu peito, seu corpo era quente é se encaixava perfeitamente no meu, olhei em seus lindos olhos azuis turquesa, eles estavam diferentes, quase famintos, ela passou a mão em meu peito, alisando meus músculos, por cima da camisa, sem cortar o nosso contato visual, olhei para seus lábios, eram vermelhos e carnudos, queria saber o gosto que tinham, fui me aproximando, ela não se afastou, quando estávamos a poucos centímetros de selar os lábios, eu já sentia sua respiração ofegante na minha.
—--Percy, eu estava te procurando faz.... ---Disse uma voz atrás de mim, então nós separamos rapidamente, me virei para trás, vê que era Roda, ela estava parada nos observando com uma sobrancelha levantada. ---O que estavam fazendo?
—--NADA... digo nada. ---Disse Ligea atrapalhadamente, ela estava mais vermelha do que quando o Paláimon ficou á irritando. ---Tenho que ir, até mais senhorita Roda. ---Disse ela fazendo uma breve reverencia a Roda, Roda sorriu para ela, eu via que Roda gostava muito da Ligea. ---Até mais principezinho. ---Disse ela com desdém, ela se virou em seus calcanhares e saiu nadando rapidamente, na direção oposta.
—--Vocês iam se beijar? ---Perguntou Roda divertida, assim que Ligea se perdeu da nossa vista.
—--Não sei, acho que sim. ---Disse me virando para ela.
—--Não acredito que aquele idiota do Paláimon tinha razão, ela gosta mesmo de você.
—------------------------------------ Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------
A batalha estava prestes a começar, ambos os exércitos estavam posicionados no campo de batalha, nosso exército era composto de muitos, milhares de monstros e criaturas marinhas, Golfinhos, Ciclopes de 2.50 metros até Arges de 12 metros, Sereias, lindas mulheres com caldas coloridas de peixe, trajando armaduras de Oricalco prateadas com capacetes de penachos vermelhos, enormes serpentes marinhas, desde “pequenas” de 10 metros até as enormes de 60 metros, de muitas cores. Tritões, com rabos de peixe da cintura para baixo e corpos humanos da cintura para cima, exceto pela pele, que era azul, seus olhos eram de um verde brilhante, como aquele fluído que se coloca dentro daquelas pulseiras fluorescentes, e seus dentes eram como os de um tubarão, trajando armaduras peitorais pratas com elmos de penachos vermelhos, diversos tubarões, de várias espécies e tamanhos, e muitos outros peixes e criaturas. Mais à frente estávamos nos os lideres, Capitães e Generais, eu me sentia totalmente minúsculo, na verdade eu e Ligea, éramos os únicos que não estavam em forma divina ou éramos gigantes, Ligea por ser uma Nereida e eu por ser apenas um mero semideus, o restante, tinha mais de 6 metros de altura, os capitães estavam prontos e armados, começando por Arges, 12 metros de altura, ou mais, musculoso e enorme, seus cabelos eram pretos e longos, assim como sua barba, seu enorme olho azul no meio da testa, demonstrava uma ferocidade assustadora, vestindo uma armadura de capitão, feita de Oricalco e tendo uma coloração Bronze, com desenhos negros de Tridentes, ele não usava nenhum elmo, ele tinha em suas mãos, uma enorme clava feita de algum tipo de madeira escura, saindo da madeira, haviam estacas apontadas de Bronze Celestial, uma arma extremamente brutal. Ao lado dele estava o Centimanos, agora entendi o porquê de dizer que eles eram tão altos como o céu, o primeiro deles, era Coto, ele tinha pelo menos 70 metros de altura, sua pele continuou branca muito pálida, da cor de leite, mas o que já era impressionante, ficou ainda mais, do seu tórax, brotavam mais braços do que eu podia contar, em fileiras, por toda a volta do seu corpo, desde o que seria o ombro de um homem comum, até sua cintura, os braços tinham tomado dimensões gigantes, proporcionais, enormes, mais em cada uma das cem mãos, tinha uma espada curta de uma mão, mesmo assim, sendo proporcional ao tamanho do Centímano, então todas as espadas deviam ter 30 metros de lamina feita de Bronze Celestial, seu rosto estava com uma cara séria, determinada, seus olhos vermelhos sangue, sem esclerótica e sem pupila, totalmente vermelho, seus pés eram do tamanho de ônibus e tinham 8 dedos em cada, dedos do tamanho de um carro. Também tinha Esmeralda, deusa das Sereias, em sua forma divina, de 6 metros de altura, por volta dos 21 anos, e agora ao invés das belas e grossas pernas, havia uma nadadeira multicolorida de Sereia, seu rosto era extremamente belo, mas agora ela tinha uma expressão totalmente seria, seus cabelos negros e curtos, que iam até na altura do ombro, estavam escondidos pelo seu elmo, é seus olhos totalmente dourados, sem esclerótica ou pupila, ela vestia uma armadura na parte superior do seu corpo, sua armadura era feita de Oricalco, armadura na cor Bronze, com desenhos negros de tridentes entalhado, seu elmo tinha penachos verdes, em cada uma das suas mãos, tinha uma arma, em uma delas uma espada de Ouro do mar, sua lamina tinha um pouco mais de 3 metros, e emitia uma luz dourada leve, a empunhadura da sua espada era branca, mais cheia de Esmeraldas verdes, na outra mão estava um chicote assustador, seu punho era semelhante ao da espada, branco cheio de esmeraldas verdes, mais ele era feito de uma corda azul clara, tinha uns 10 metros de comprimento, e nas suas pontas haviam laminas de ouro do mar, afiadas e finas, isso causaria um grande estrago, ao invés de causar apenas uma dor latente. Giges estava ali também, mas ele assim como Coto, tinha uns 70 metros de altura, sua pele muito pálida, mais o que era ainda mais impressionante era seu tórax, brotavam mais braços do que eu podia contar, em fileiras, por toda a volta do seu corpo, desde o que seria o ombro de um homem comum, até sua cintura, os braços gigantes, ainda eram um pouco desproporcionais, mas eram longos é fortes, seu rosto estava determinado, e não mudava, seus olhos eram amarelos claros, sem esclerótica e sem pupila, totalmente amarelos, ele não tinha nenhuma arma, mais em cada uma de suas centenas de mãos, haviam enormes punhos de metal com pontas, algumas das pontas eram laminas, outras estacas, algumas apenas uma barra de metal, em resumo, era os maiores e mais assustadores socos ingleses que eu já vê. Ligea não havia mudado nada, estava igualzinha, por volta dos 22 anos, 1.70cm, sua pele branca, seu rosto estava ainda mais sério, cabelos vermelhos e lisos, até o meio das costas, seus olhos eram azuis turquesa, e ela vestia sua armadura de capitã, armadura de bronze, com desenhos de tridentes, e estava usando seu elmo com penachos verde, em suas mãos estava sua arma, uma Alabarda, era uma arma brutal, em sua extremidade superior, existem três lâminas, uma no topo, como uma lança, e mais abaixo, duas laminas de machado, uma um pouco menor que a outra, a arma é semelhante a um machado, grossa e boa para impactos, ela montava um Hipocampo bonito, acinzentado, com caldas coloridas como arco-íris. Por fim, meu amigo Paláimon, ele em sua forma divina, ficava ainda com mais características de tubarão, ele tinha seis metros, ele não tinha mais cabelo e sua cabeça era quase a de um tubarão normal, o que diferenciava eram somente os olhos que eram totalmente dourados, em suas mãos haviam criado membranas entre os dedos, e havia uma barbatana dorsal em suas costas, ele carregava um enorme machado duplo de duas mãos, feito de ferro do mar, que tinha uma lamina esverdeada e emitia um brilho verde aquoso. Mais à frente estava os Generais, o primeiro era Delfim, deus dos golfinhos, tinha 6 metros de altura, sua pele era mais puxada para o cinza, seu capacete tinha um formato de cabeça de golfinho, com penachos negros, seu rosto era um pouco parecido com um golfinho, é seus olhos estavam totalmente Dourados, no restante era um homem comum de 6 metros de altura, ele vestia a sua armadura, Dourada com desenhos de Tridente preto, ele tinha uma espada de duas mãos, ela devia ter 4 metros, feita de Ouro do mar, sua lâmina era dourada e emitia um leve brilho verde aquoso, sua empunhadura tinha desenhos de golfinhos. Ao lado dele estava Roda, ela não mudava nada em sua forma divina, somente mesmo a altura, continuava sendo uma linda mulher, aparentando ter 20 anos de idade, seus cabelos negros esverdeados que iam até a metade das suas costas, estavam dentro do seu elmo de penachos negros, seus olhos eram de um verde claro, estavam ferozes, com raiva, ela vestia sua armadura, feita de Oricalco, branca com desenhos de tridentes verdes, nos ombros e no peito, ela empunhava sua espada, que agora estava ainda maior, sua lâmina feita de Ferro do mar, era esverdeada com desenhos de onda, o cabo era branco com pedras preciosas do fundo do mar, como esmeraldas, perolas. O último e mais novo General era eu, eu estava vestido em uma armadura feita de Oricalco preto, mais dessa vez, havia um enorme desenho de um Tridente verde, que pegava toda a frente da armadura, o capacete era preto com penachos negros, eu estava já com Contracorrente em punho, minha espada grega de Bronze Celestial, com um 1,55cm de comprimento e punho de duas mãos envolvido em couro, a lâmina de Bronze brilhava ligeiramente, lançando uma luz fraca. Eu estava montado no Meia-Noite, o enorme hipocampo negro, estava protegido por uma armadura feita de Oricalco, da cor de seus pelos, negro, essa armadura o protegeria na Batalha, apesar de estar um pouco nervoso, a água estava a minha volta, eu estava em meu ambiente, isso me deixava ainda mais poderoso, eu estava na minha casa e eu iria proteger ela a todo custo. Meu pai estava mais a frente, ele estava em sua forma divina de 6 metros, vestindo sua armadura, feita de Oricalco também, era verde-mar, brilhosa, com um enorme desenho de tridente negro em seu peito, o seu elmo em formato de cabeça de cavalo com penachos negros, estava em sua cabeça, seu enorme Tridente estava em mãos, ele era dourado, feito de ouro do mar, a arma emitia um leve brilho verde mar, o olhar no rosto do meu pai era severo, irritado, ele estava de pé em uma linda Quadriga, que era feita totalmente de ouro, rica em detalhes desenhados na suas laterais, Tridentes, Cavalos, Pégasos, ondas e outros muitas coisas. A carruagem era puxado por enormes cavalos marinhos, não hipocampos, mais aqueles cavalos marinhos. Ao seu lado na carruagem estava minha avó, se você nunca viu Atena indo para Guerra, você nunca ficou verdadeiramente assustado, em sua forma divina ela não mudava nada, apenas a altura e suas habilidades e claro, ela estava trajando sua armadura completa, dourada, entalhada no peito, um desenhos de asas de corujas, e seu elmo, tinha um formato de cabeça de coruja com penachos negros em cima, mais isto não era a parte assustadora, a parte realmente assustadora, era seu escudo, que ela trazia no braço esquerdo, era Aegis original, era feito de ouro com pele da medusa por cima, com a cabeça da Medusa entalhado nele, o que deixava o escudo totalmente medonho e assustador, apesar de não transformar em pedra, o escudo era mais assustador do que a própria Medusa, acredite sei o que estou falando, em sua outra mão, a direita estava Σοφία, a sabedoria, uma enorme lança de guerra, havia corujas desenhadas nela, a lança era feita de ouro do mar, foi um presente do meu pai, os olhos cinzentos da minha avó, estavam queimando, o que era tanto ou até mais assustador que o próprio escudo.
—--Eles são muitos, muito mais do que vê no meu sonho. ---Disse baixinho, mais para mim, o exército que estava a nossa porta era enorme, 3 vezes, talvez 4 vezes maior que o nosso, haviam muitos monstros, olhando de relance para os monstros, eu reconheci um velho inimigo, na verdade muitos dele, Basiliscos, eles tinham uma aparência semelhante a uma serpente, uma cobra verde-limão, tão curta e grossa quanto o meu braço, sua cabeça estava envolta em uma juba de barbatanas brancas e pontudas, era um monstro feio. Também havia vários Carcinos, filhos do Carcino, monstro que foi derrotado por Héracles, na segunda tarefa dos seus doze trabalhos, eles tinham uma aparência relativamente normal, comparando-os com simples caranguejos, porém estes, chegavam atingir quatro metros de altura, possuía uma carapaça extremamente resistente, e suas enormes pinças eram extremamente mortais, uma vez dentro delas, você seria partido ao meio com extrema facilidade. Haviam também vários Ciclopes, de muitos tamanhos. Tritões, parece que depois que eu matei o seu deus, meu irmão Tritão, o exército foi divido, alguns mais leais ficaram seguindo Poseidon, liderados por Ligea, outros foram para o lado de Oceano, malditos traidores, mais eles iram pagar caro por isso. Diversas serpente marinhas, de muitos tamanhos e formatos e cores. Haviam muitos Dobarchus, eles eram, um tipo de cão, bull dogs, meio Peixes, seu corpo peludo, um pelo negro, nadadeiras laranjas, de diversos tamanhos. Haviam vários Kelpies, apesar de seres cavalos, não tinham nada a ver com Poseidon, eram cavalos aquáticos, mas diferentes dos hipocampos não tinham nadadeira nem nada, eram como cavalos comuns, porém viviam embaixo da água e eram carnívoros e selvagens, seus dentes pontiagudos como de um tubarão. Então eu avistei um monstro que me fez ferver de ódio, Leviatãs, eles eram criaturas gigantescas, semelhantes a polvos, alguns eram mais humanoides, outros eram mais polvos, mas com certeza eram todos muito nojentos e parecidos com o maldito Kraken. Haviam também outros dois seres que me irritaram muito, malditos traidores, Ictiocentauro, costumam ser representados no cortejo de divindades marinhas, juntos a nereidas, tritões e hipocampos, Bitos, abismos e Afros, espuma, eles são deuses menores ictiocentauros, filhos de Poseidon e de Anfitrite, eles traíram meu pai, isso eu não aceitaria, eles eram encarregados de carregar as divindades marinhas, carregaram por exemplo, Afrodite, quando está estava no mar, eles tinham aparência totalmente bizarra, os ictiocentauros são criaturas aquáticas e híbridas, seu corpo divide-se em três, seu torso, seus braços e sua cabeça são humanos, sua cauda era semelhante a um peixe, e suas pernas dianteiras de cavalo. Na frente dos monstros, haviam algumas divindades marinhas, eu reconheci de imediato Nereu, o velho do mar, ele ainda parecia um cara que parecia ter um milhão de anos, porém diferentemente de quando eu o encontrei no píer, ele não era mais um gordo, agora ele era grande e musculoso, devia ter uns 2 metros de altura, com uma grande barba branca que havia se tornado amarela, seus olhos eram de um verde opaco, eles brilhavam com uma luz sinistra, é ele olhava diretamente para mim, com raiva, ele não tinha nenhum tipo de arma consigo. Ao seu lado estava outro cara diferente, eu o reconheci das histórias antigas, Glauco, eu conhecia sua história, ele nasceu um mortal, vivendo como pescador, descobrindo acidentalmente uma erva mágica que conseguia trazer os peixes que apanhava de volta à vida, decidiu experimentá-la em si mesmo, após comer da erva, Glauco também pulou na água, seguindo o exemplo dos peixes que reviveram, foi acolhido pelas divindades aquáticas antigas, e com o consentimento dos Titãs Oceano e Tétis, foi lavado de tudo que era mortal, tornando-se imortal, ele tinha uma aparência de um velho por volta dos 60 anos, a parte superior do seu corpo, tinha pelo menos 3 metros, cabelos verdes como o mar, assim como sua enorme barba, seus olhos negros, seus ombros largos, seu corpo musculoso e no lugar de suas pernas haviam uma cauda de peixe azul e verde, que devam mais uns 7 metros de comprimento ao Glauco, ele empunhava um enorme escudo feito de ferro do mar, o escudo estava coberto de algas antigas, em sua outra mão ele tinha uma enorme lança de ouro do mar, a lança emitia um brilho verde. Mais à frente deles, estava Oceano em sua forma Titânica, era um enorme, um dos maiores Tritão que eu já vira, devia ter uns 8 metros de altura, com chifres de touro, sua boca tinha dentes de tubarão, seus cabelos enormes e negros, seus olhos eram extremamente azuis, assim como sua pele, ele era grande e musculoso, e não usava nenhum tipo de armadura, e ao invés de uma espada, ele bradava uma serpente viva, ela devia ter uns 4 metros, tinha uma cabeça triangular, era totalmente negra, com pequenos olhos vermelhos com fendas negras, Oceano vinha dirigindo, um tipo de carruagem, de prata com desenhos de criaturas e outras coisas, mais o impressionante era a sua carruagem, puxada por lagostas, as maiores lagostas que eu já vira em todo mar, junto a ele na carruagem, uma linda mulher de oito metros de altura, por volta dos 21 anos, sua pele era azul, tinha longos e sedosos cabelos negros, seus olhos eram extremamente azuis como o mar, ela vestia uma armadura completa, na cor branca, sem nenhum tipo de desenho, sua arma era um Tridente, porém sua lamina era prata, não faço ideia de que material era feito, mais a enorme arma emitia um forte brilho azul. Não avistei Fórcis e Ceto, mas com certeza, eles vão aparecer. Os exércitos estavam agitados, parecia que a água em um enorme raio fervia de energia.
—--Está na hora. ---Disse meu pai. ---Vamos a frente, Generais, nós acompanhe. ---Disse meu pai, ele atiçou seus cavalos marinhos, que começaram a nadar em direção ao outro exército, eu aticei meia noite para que fizesse o mesmo. O outro exército fez a mesma coisa, o Titã Oceano veio em nossa direção, com sua carruagem, a Titã Tétis com ele, seguido pelos traidores, dos Ictiocentauros, Bitos e Afros, seguidos de Nereu, Glauco. Eu estava ansioso, queria logo que começasse a batalha, mais e claro que teria que ter uma última tentativa de acordo, o que na minha opinião é um absurdo, quem marcharia por uma semana, com todo seu exército na direção de seu inimigo, para conversar sobre uma possível guerra? Claro que não havia mais negociações, havia somente a batalha, mas meu pai havia insistido nisso, acho que ele tinha um plano em sua cabeça, mas ele não me disse.
—--Então, Oceano, você se juntou a meu pai dessa vez? ---Perguntou Poseidon, a voz dele estava muito imponente e irritada. Oceano sorriu.
—--Não me entenda mau, meu querido Poseidon, não é nada pessoal, eu até gosto um pouquinho de você, mas isso somente é um bom negócio. ---Disse Oceano, sua voz era imponente, cheia de maldade.
—--Vejo que não haverá negociações, mas eu tenho uma proposta. ---Disse meu pai, eu tinha razão, ele tinha algo em mente, não havíamos falado disso nas reuniões, por isso ele fez tanta questão, de ir a frente, mesmo com minha avó e eu falando que não adiantaria. Minha avó o cutucou, o olhando irritada, acho que nem mesmo ela sabia, mas meu pai á ignorou. Oceano sorriu com diversão.
—--Vai desistir? ---Perguntou Oceano inocentemente.
—--Jamais, eu não sou você. ---Disparou meu pai, o que fez o sorriso de Oceano vacilar, mas não durou, ele logo voltou com a sua mesma expressão de diversão.
—--Faça sua proposta. ---Disse Oceano, eu podia sentir os olhos de Nereu me furando com seu ódio, mas eu o ignorei.
—--Uma batalha, entre nós dois, até a morte, o vencedor leva tudo, sem mais batalhas, sem perdas de vidas, sem derramamento de sangue, não há necessidade disso. ---Disse meu pai, senti um aperto no peito, então esse era o plano secreto do meu pai, uma batalha entre os dois deuses reis soberanos do mar, o ganhador leva tudo, todo o poder e gloria, além é claro do controle de todo o mar, por mais que tivesse medo por meu pai, entendia perfeitamente seu pensamento e claro que meu lado como seu filho, não deixaria que isso acontecesse.
—--POSEIDON. ---Gritou minha avó irritada, mas meu pai a ignorou, ele olhava diretamente nos olhos de Oceano.
—--Então, o que acha? Aceita meu desafio. ---Disse meu pai.
—--Interessante sua proposta, apenas uma batalha, sem perdas de vidas desnecessárias, sem derramamento de sangue? Que graça a nisso? ---Perguntou Oceano sorrindo sadicamente, Poseidon se enrijeceu, sua áurea aumentando.
—--Você mesmo me disse que isso era apenas negócios, nada pessoal, certo? ---Perguntou meu pai irritado. ---Então não há por que fazermos uma guerra inteira.
—--Sim, exatamente por isso, não tenho nada pessoal contra você, se fosse apenas irritação contra você, não faria uma guerra assim, porém eu estou querendo o controle do mar inteiro, novamente, só pra mim. ---Conclui Oceano. ---Me arriscar em uma batalha direta, apenas para poupar a vida de alguns monstros idiotas. ----Disse Oceano, isso fez meu sangue ferver de ódio, não acredito que ele tratava todas aquelas vidas, com tamanho desprezo. Meu pai, sentia o mesmo, eu sentia sua áurea se elevar a cada palavra dita por Oceano. ---Não, não meu caro Poseidon, meu exército e muitas vezes maior que o seu, me arriscar a perder a batalha pra você, não seria o movimento mais inteligente, vai haver sim a guerra, claro que os monstros e guerreiros são relativamente inúteis, mas eles vão servir para desgastar você, eu só entrarei na batalha para dar o golpe final. ---Disse Oceano sorrindo, então ele se virou para Atena. ---Então querida Atena, é ou não é, uma boa estratégia? ---Perguntou ele para minha avó, ela não o respondeu, apenas trincou os dentes irritada. Mas devo admitir, que o plano dele, fazia todo sentindo, claro que nós guerreiros de pequeno escalão, éramos insignificantes, nunca mataríamos um deus soberano como meu pai ou um Titã como o Oceano, mas poderíamos desgastar eles, enfraquece-los lentamente. ---Poupar vidas de guerreiros, monstros, para isso que eles servem, para servir nós imortais, para morrer por deuses ou reis que nunca conheceram, são meras ferramentas.
—--NÃO FALE BOBAGENS. ---Gritou meu pai irado. ---Você está falando de vidas, de histórias, de sentimentos, não está falando de ferramentas, ou de um simples lixo.
—--Nós somos melhores que vocês, Titãs. ---Disse minha avó irritada.
—--Não se façam de santos, vocês fazem o mesmo que eu, todos os Olimpianos fazem isso, usam os mortais como ferramentas, mas são muito piores que nós Titãs, por que nós usamos meros monstros, que não conhecemos, e não damos a mínima, mas vocês usam os heróis, seus próprios filhos, eles se arriscam, enquanto vocês estão seguros e engordando em seus palácios, isso sim é crueldade, tome por exemplo ele. ---Disse Oceano apontado na minha direção, senti meu sangue ferver.
—--Vocês Olimpianos, usaram e abusaram desse jovem herói, mandaram ele em missões absurdamente perigosas, como para selar o Kraken, onde ele foi capturado e torturado, ou quando acusaram ele de ser o ladrão, tudo bem que isso foi coisa do egocêntrico, mimado do Zeus, mas mesmo assim, esse pobre garoto não passa de um monstrinho de estimação dos deuses. ---Disse Tétis, pela primeira vez. ---Mesmo agora, trouxeram ele para uma batalha suicida, por estarem desesperados e em menor número, vocês são patéticos. ---Disse ela, Nereu e Glauco riram. Olhei para meu pai, ele parecia estático, sabia do quanto era difícil e como isso o torturava, ter que arriscar a vida dos seus filhos em batalhas, mas agora isso sendo jogado na cara dele, o deixou estático. Eu precisava falar algo.
—--Calhe a boca, sua idiota, tudo que aconteceu comigo, tudo que eu sofre, não foi culpa deles, muito menos do meu pai, foi minha escolha, meu fardo, meu destino, eu amo minha família, por eles morreria cem vezes, entraria de bom grada na prisão de almas novamente, para mais centenas de anos de tortura, não importa o que aconteça comigo, se eles precisarem de mim, eu vou estar lá para ajudar, como eu sei, que quando preciso deles, eles me ajudarão, é como eu sempre digo. ---Disse nervosamente, encarando aqueles malditos nos olhos, Tétis sorria zombeteiramente, parei e fixei meus olhos nós dois malditos traidores, Bitos e Afros. ---Família não se vende, não se troca, não se abandona.
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