Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
87 Capítulo 87
Notas iniciais
POV: Perseus Heitor Jackson.
—--Poderia me dar a mão dele por um instante, querida? ---Disse uma voz atrás de nós, me virei e vê minha tia Deméter.
—--Assim, claro. ---Disse Annabeth, ela sorriu um pouco vermelha, e me deu um rápido beijo na bochecha. ---Até mais, Percy. ---Disse ela.
—--Até mais, Annie. ---Respondi para ela, ela se virou sorrindo e foi embora, peguei na mão da minha tia, e comecei a guiar ela, a música era lenta, por um tempo continuamos dançando em silencio.
—--Ela e uma garota muito linda. ---Disse minha tia, depois de um tempo.
—--Você não me chamou para dançar para me falar sobre garotas bonitas. ---Disparei irritado, minha tia me olhou magoada, me senti mal no mesmo instante, em ser rude com ela. ---Desculpe.
—--Tudo bem, acho que merecia isso. ---Disse ela sorrindo sem graça. ---Mas você tem razão, não te chamei para falar sobre garotas bonitas, meu querido, te chamei para dançar, para poder pedir desculpas a você, eu me deixei levar pelo momento, o fato de Hades continuar traindo minha filha, me deixa louca, cega de raiva, eu tenho vontade de esganar ele..... ---A interrompi com um demorado beijo na bochecha, quando afastei, ela sorria bobamente.
—--Está tudo bem, eu sei que você ama Perséfone, mas tia, o fato de Hades a trai-la, não e culpa de nós, semideuses, filho de vocês, nós somos inocentes, você está fazendo o mesmo, o mesmo que minha mãe fazia, se vingando da pessoa errada, me desculpe falar isso, mas só pelo fato de ser mais fácil, colocar a culpa em nós ou nas pobres mortais, que foram seduzidas por eles.
—--Eu sei meu querido, mas e que na hora o sangue ferve, e quando eu vê já estava falando aquelas besteiras todas, mas eu quero que você saiba, que já me desculpei, com a pobre Bianca, ela e um doce de pessoa. ---Disse minha tia sorrindo.
—--Ela e mesmo, ela e gentil, eu também errei com ela no começo, mas e como dizem, todos erramos, o importante e o que aprendemos com nossos erros, não e mesmo tia? ---perguntei sorrindo, mas antes que ela pudesse responder, escutei uma voz.
—--Espero que você, senhor Perseus, não esteja falando essa sua frase enfática, somente da boca pra fora. ---Disse uma voz atrás de mim, me virei, era quem? Claro que era dona Hera, revirei os olhos e dei risada. ---Eu sei, eu sei, mas eu não estou me aguentando mais, preciso de você agora, meu filho.
—------------------------------- Quebra de Tempo. -------------------------------------------------------------------------------------------
Deitei na cama da minha mãe, parecia que fazia séculos que não deitava em algo confortável.
—---AAAIII, QUE DELÍCIA. ----Gritei me enrolando nas cobertas, minha mãe deu uma risada gostosa com a minha criancice, escutar a risada da minha mãe, depois de tudo que passei, foi melhor do que ouvir minha música predileta, está risada dizia que a missão estava realmente encerrada, pelo menos por hora. ---E tão bom estar de volta.
—--É bom ter você por perto de novo. ---Disse minha mãe sentando na cama, sua expressão que estava feliz, passou pra uma expressão séria. ---Percy, eu sei das coisas que você fez, no dia em que resgataram Annabeth em São Francisco. ---Olhei para baixo tristemente. ---Bem, não quero saber sobre isso, quero saber o que aconteceu depois, eu quero saber onde você esteve todo esse tempo, você me desapareceu por longos e horríveis quatro meses, eu não sabia onde estava, se estava bem, se estava ao menos lucido. ---Disse ela com lágrimas nos olhos, a cada palavra dela, eu sentia como se um elefante pisasse em meu peito. ---Depois de todo esse tempo, seu amigo Grover aparece aqui, em uma reunião do solstício de inverno, falando que você reapareceu no acampamento, não disse nada para mim, e já saiu em missão, salvou eles, mas de repente eu senti você morrer, eu senti a vida te deixar, foi horrível. ---Disse ela chorando.
—--O mãe. ---Disse a abraçando, ela enterrou a cabeça no meu peito, me abraçou fortemente e chorou.
—--Percy, eu preciso saber, eu preciso saber o que você está sentindo meu filho, eu sei que você está triste, sei que você está derrotado, Grover nós disse o que aconteceu com Phoebe, eu preciso que você conte pra mim, por favor, me deixe te ajudar, você sabe que não importa o lugar, não importa a hora, se precisar de mim, eu vou estar lá. Percy, você não precisa fazer tudo sozinho, sentir tudo sozinho, fala pra mim, o que você está sentindo? ---perguntou ela, não sei se ela me manipulou, usou seu poder, ou algo assim, mas confesso que eu não queria chorar e mostrar o que estava sentindo, mas ouvir minha mãe dizer aquelas palavras, foi o mesmo que ela ligar um botão em mim, um botão de desabafar, e eu me senti tão seguro, tão amado, que comecei a despejar as palavras, desde o começo.
—--Eu devia ter vindo falar com a senhora muito antes, mas eu fui muito cabeça dura, muito irresponsável e egoísta. ---Disse com lágrimas nos olhos, ela em resposta, apertou minha mão, tentando transmitir confiança e carinho no seu olhar. ---Quando eu descobri, que Anfitrite tinha feito com Sally, minha outra mãe, eu fiquei louco de raiva, é tudo só piorou pelo o que ela fez com a Yeasmin, depois que voltamos e conseguimos salvar o pinheiro de Thalia, minha vontade era sair no mesmo segundo, atrás dela, eu só pensava em sair à caça da Anfitrite, estava cego de ódio, mas como a Thalia havia voltado, eu tive que adiar minha partida e ajudar ela, quando ela estava bem, ajeitada no Acampamento, eu sai pra caçada, então eu a encontrei em São Francisco, eu a matei, eu achava que me sentiria melhor, eu achava que a dor da perda da minha mãe sumiria, a dor da morte da Yeasmin, achei que era o certo a se fazer, mas na verdade, eu apenas me senti pior, me senti um verdadeiro monstro, um monstro por completo, meu pai me achou naquela noite, e me impediu de fazer maiores besteiras, e durante todos esses meses eu fiquei perdido nos meus sentimentos confusos, colocando eles de volta no lugar. ---Disse chorando. ---Eu pensei em muitas vezes, em tirar minha própria vida.
—--Ooohh não Percy. ---Disse minha mãe chorando, mas eu já estava embalado.
—--Mãe, eu estou me sentindo tão mal, tão mal, eu não acredito que a Phoebe também se foi, eu não consigo aceitar isso, está doendo tanto, eu tive que me fazer de forte na missão, para manter todos esperançosos, mas eu não aguento mais. ---Minha mãe nada disse, apenas me abraçou forte, e me deixou chorar em seu colo, eu não conseguia pensar direito, somente via a imagem da Phoebe morrendo.
—--Percy, você não precisa se culpar tanto. ---Disse minha mãe docemente. ---Você sabe que Phoebe está em um lugar melhor, ela foi uma heroína.
—--Eu sei mãe, eu sei, mas está difícil, está tão difícil, imaginar que quando eu for visitar a Ártemis e as outras caçadoras, ela não vai estar lá, que eu não vou poder mais escutar ela reclamar e me bater, ser a Phoebe que eu conheço, não posso aceitar que isso não vai mais acontecer.
—--Vai passar meu querido, vai passar. ---Disse minha mãe me reconfortando, ela me deixou chorar em seu colo por um longo tempo.
—--Mãe, eu achei que estava pronto para voltar para nosso mundo, mas não estou, estou totalmente quebrado. ---Disse ainda chorando, mas agora estava mais calmo.
—--Eu sei, meu querido, sei cada sentimento que se passa nessa sua cabeça dura, meu querido. ---Disse ela sorrindo para mim, não sei o porquê, mas ela sempre conseguia me acalmar e me fazer sentir melhor, e por um tempo, ficamos em silencio, apenas curtindo o calor do outro, não posso dizer que estava feliz, não sem a Phoebe, mas eu amava estar com a minha mãe, mas que qualquer coisa. ---Você precisa deixar um pouco de lado essa sua lealdade inabalável, meu filho. ---Disse ela de repente, tirei minha cabeça do seu colo e a encarei nos olhos. ---Cronos conhece o seu defeito, ele sabe como estudar seus inimigos, pense, Percy, como ele te manipulou? Primeiro, seu irmão idiota, Tritão, que mesmo sem querer, mostrou para meu pai, seu defeito, quando ele fez Clarisse de refém, na sua luta, logo após isso, ele usou Roda para te chamar para uma armadilha, depois seu melhor amigo, Grover, agora Ártemis e Annabeth, em cada caso, aqueles que você ama foram usados para fisgar você em uma das armadilhas de Cronos, seu defeito mortal é a lealdade, Percy, você não sabe quando é hora de cortar suas perdas, se for para salvar um amigo, você sacrificaria o mundo é a si mesmo, sem pensar duas vezes. ---Cerrei os punhos irritado, eu sei que as vezes minha mãe era um pouco severa, mas isso era demais.
—--Isso não é um defeito. Só porque quero ajudar meus amigos...
—--Os defeitos mais perigosos são aqueles que, com moderação, são qualidades, eu sei que você percebeu, em todas as vezes, você e inteligente, meu filho. ---Disse ela tristemente, apesar de estar odiando ouvir aquilo, e saber que mesmo para minha mãe, estava sendo doloroso dizer aquilo, eu realmente sabia que ela tinha razão, eu tinha que ouvir aquilo. ---Você acha que eu não percebi, o que você fez hoje, em chamar toda a responsabilidade da grande profecia a você, fazendo Thalia assumir como uma caçadora de Ártemis, recusando novamente a imortalidade, somente para não deixar o filho de Hades, assumir aquele horrível profecia.
—--Se você percebeu, por que me deixou fazer? ---Disparei, ela desviou os olhos dos meus, sabia o que isso queria dizer, assim como ela me conhecia como ninguém, eu a conhecia como ninguém, sabia que se ela olhasse para meus olhos, falharia no que tinha pra dizer.
—--Eu confio em você, confio minha vida a você. ---Disse minha mãe triste. ---Mas infelizmente, também sei o que diz aquela profecia, mas elas nunca podem ser adivinhadas, até que aconteça na realidade, sei que e perigoso, mas talvez você não seja aquele herói da profecia, ---Disse ela esperançosa. ---Eu te conheço, sei que quando você coloca algo na cabeça, e pior que seu pai. ---Rimos da sua comparação. ---Sei também, que você foi criado como um guerreiro, criado para fazer o bem, lutar por nós, e sei que você é necessário na guerra que está por vir, sei de todos os perigos dela, mas estou disposta a te apoiar, e te ajudar, mesmo que eu esteja contrariando tudo e todos os meus sentimentos. ---Disse ela deixando uma lágrima escorrer da sua face. ---Mas eu também, sou uma guerreira, e sei que a guerra está próxima, e eu e você, temos que participar dela, eu mesma vou estar no campo de batalha, mesmo que me doa muito, é que eu fique louca de preocupação com você, tenho que aceitar que chegou a sua hora. ---Ela respirou fundo, sei que estava sendo realmente difícil ela dizer isso, conheço a mãe super protetora que tenho. ---Sua hora de arriscar tudo por nós, mas saiba que estarei sempre te apoiando.
—--Eu te amo muito, mãe. ---Disse para ela, acho que aquelas palavras, aquele voto de confiança, tinha me revitalizado, tinha me dado uma nova esperança, parece idiota eu sei, mas lutar pela sua família, sabendo o quanto eles te amam e apoiam, dá uma força extra. ---Mãe, me deixe dormir com você hoje? ---Ela sorriu.
—--Você não está velho demais para dormir com a mamãe? ---brincou ela sorrindo.
—--Nunca estarei velho demais para isso. ---Disse a puxando para um abraço, e jogando as pernas sobre as dela, usando-a como travesseiro, fazendo ela rir e me abraçar com força.
—--Então, aquela Annabeth e linda, não? ---Disparou ela, me fazendo corar violentamente.
—--MÃEEE.
—---------------------------------- Quebra de Tempo. --------------------------------------------------------------------------------------
Eu estava em uma sala com pouca luz, um vento frio cortava o lugar, eu já havia visto aquele lugar antes, mais do que quero assumir, eu não sabia direito, mas eu não me sentia bem, me sentia péssimo na verdade, mas eu não entendia muito bem, eu estava flutuando no ar, como se fosse um tipo de fantasma, a luz foi aumentando, eu pude ver que eu estava vendo uma cena lamentável por cima, a cena me causava arrepios, havia uma garota loira nua, não conseguia ver seu rosto, mas eu via seu corpo, pelo tamanho dele, devia ser de uma adolescente, 13 anos, mal tinha desenvolvido seu corpo, mas o corpo, havia coisas horríveis que estavam presas nele, ela estava sentada em uma Cadeira Inquisitória, para quem não sabe o que e isso, era uma enorme cadeira de ferro, mais ao invés de assentos chapados, haviam milhares de agulhas, nós braços, no assento, no apoio das costas, e sintas de couro, que não deixavam a garota loira levantar, com o mínimo movimento, as agulhas penetravam-lhe o corpo, provocando efeitos terríveis, podia ver o sangue da pobre garota banhar o chão, em sua perna esquerda, estava um esmaga-joelhos, todo ensanguentado, estava colocado na altura do joelho, e apertado até que as pontas penetrassem na carne, estraçalhando a rótula do joelho, com toda a certeza, essa perna tinha perdido total movimento, inutilização permanente completa, em seus seios, estava o terrível e brutal, esmaga-seios, era possível ver que tinha sido acabado de colocar, pois as pontas, as pontas ainda estavam vermelhas, ele estava despedaçando o peito da pobre menina, seu corpo estava todo machucado, sua pele branca, estava mais vermelha do que branca, haviam ferimentos de facas, ferimentos feitos por uma arma dentilhada, e ferimentos feitos de acoitadas, mas a garota parecia ter desmaiado, de tanta dor que sofreu. Um barulho de porta se abrindo, me fez tirar a atenção do corpo da garota, e de dentro da porta, saiu um homem de 1,85cm, sua pele era levemente bronzeada, forte e musculoso, cabelos negros bagunçados e longos, o que tampava seu rosto, suas roupas estavam manchadas de sangue, ele caminhou até a pobre garota, ele parou ao lado da Cadeira Inquisitória, havia uma enorme mesa de instrumentos, muitos já estavam banhados de sangue, havia vários tipos de facas, inclusive facas serrilhadas, mas ele escolheu um acoite de ferro, um tipo de chicote mais curto, ele se aproximou da garota, minha vontade era agarrar aquele maldito e mata-lo, mas simplesmente não mexia, o homem chegou perto da garota e açoitou ela na coxa direita.
—--AAAAAIIII... ---Berrou a garota, ela levantou seu rosto, e seu cabelo loiro manchado de vermelho, saiu da frente do seu rosto, e eu pude ver aqueles lindos olhos verdes claro, meu coração parou, eu tinha certeza que era a Phoebe, mesmo com a quantidade de sangue em seu rosto.
—--Que bom que você acordou, minha querida. ---Respondeu o homem, não podia ver seu rosto, mais sua voz não me era estranha, na verdade era muito semelhante, mas eu não conseguia a ligar a um rosto.
—--Por que você faz isso comigo? ---Perguntou Phoebe desesperada, eu tentava incansavelmente me mexer, para poder tirar a Phoebe dali, mas eu não conseguia.
—--Por que? Por que eu gosto, me faz sentir vivo, simples assim, minha querida Phoebe.
—--Por que fazes isso comigo, Percy. ---Ouvir aquilo, me fez ficar totalmente parado, eu estava torturando Phoebe? Uma das minhas melhores amigas? Então o homem que a torturava ajeitou seu cabelo para trás, eu travei, aquele era eu, sem a menor dúvida, só que tinha um olhar diferente, sinistro.
—--Assim, já fui chamado disto há muito tempo atrás. ---Meu eu torturador disse friamente.
—--Por que, por que você mudou tanto? ---Perguntou Phoebe fracamente, mas meu eu do sonho, deu outra açoitada nas costas de Phoebe, fazendo-a gritar de dor.
—--A dor e algo estranho, ela muda as pessoas, as deixa mais forte, mais firmes, sem compaixão. ---Disse o Percy do mal. ---A dor que eu senti, acho que o mundo inteiro devia sentir, todos, inclusive os Deuses, não vejo a hora de tê-los nessa cadeira.
—--Meus deuses, o que aconteceu com você? ---Perguntou ela chorando.
—--Ele percebeu. ---Disse uma voz vindo de trás, de uma porta velha, dela saiu uma criatura humanoide, ele parecia com um homem, mas sua pele era verde, como a de um polvo, uma de suas mãos eram todas feitas de tentáculos, seus olhos eram inteiramente negros, ao invés de uma barba longa, havia tentáculos verdes, que se mexiam como se tivesse vida própria, seu cabelo era semelhante a barba, era o maldito Kraken, seu sorriso era horrendo, seus dentes eram quase pontiagudos como um tubarão, fileiras irregulares, umas atrás as outras, indo para dentro da boca, exatamente como um polvo. ---Como a dor tem seu poder, infligir dor e muito melhor do que sofre-la.
—--NUNCA, NUNCA. ---Gritou Phoebe. ---Não o Percy que eu conheci.
—--O Percy que você conheceu está bem na sua frente, minha querida caçadora. ---Disse o Kraken sorrindo, ele parou e analisou a garota presa na cadeira de tortura. ---ótimo trabalho, você está pegando o jeito, meu pupilo.
—--Obrigado senhor. ---Disse meu eu malvado, se curvando para o maldito Kraken.
—--Acabe com ela, e vamos para a próxima. ---Disse Kraken indiferente, como se acabar com uma pessoa fosse algo simples.
—--Sim, farei rapidamente. ---Disse o Percy do mau, ele caminhou até Phoebe, ele tinha um olhar estranho no rosto, como se estivesse realmente gostando daquilo. Ele pegou uma faca enorme, e caminhou com ela até Phoebe, que se debatia tentando escapar das sintas de couro que a prendiam, mas era completamente inútil, meu eu do mal, agarrou os cabelos loiros empanados de sangue da Phoebe e o puxou para baixo, ele ergueu a faca, pronto para decapita-la, eu tentava desesperadamente conseguir ir até aquele meu eu maldito e o estrangula-lo até a morte, mais não me mexia de forma alguma.
—--Não, esse não é o Percy que eu conheci, não, NÃO..... ---Levantei assustado, estava no quarto da minha mãe, mas ela já tinha acordado, olhei para meu corpo, estava completamente suado, eu estava ofegante, assustado, odiava meus pesadelos, por isso escolhi meu alto exilio em Montauk, talvez pelas boas lembranças que aquele lugar me traziam, quando estava em minha casa em Montauk, meus pesadelos não eram tão frequentes, e quando tinha-os, eram muito mais leves, apenas flashes, mais quando estava no Olimpo e principalmente no Acampamento, meus pesadelos eram mais reais, quase como se estivesse realmente lá, sem contar que eles vinham com mais frequência. Hoje seria o enterro de Phoebe, sinceramente estava muito triste com a morte dela, sem chão, havia me segurado ao máximo na missão, para poder passar uma pose de durão para os outros, tinha que ser assim, se demonstrasse abatimento, a missão fracassaria e mais pessoas iriam morrer, mas agora por hora, tudo resolvido, eu não precisava mais parecer forte, meu peito doía tanto, eu quase não podia acreditar que Phoebe realmente morrera, eu fiquei tão obcecado em não deixar Zoë morrer, que nem ao menos lembrei dos outros, nunca me passou na cabeça que Phoebe se perderia no deserto, todas as palavras daquela profecia maldita estavam corretas, mas eu consegui mudar ela no final, mesmo isso de nada adiantou, já que perdi a Phoebe, resumindo, eu estava todo ferrado novamente, eu acho que tenho algum tipo de maldição, um fardo, que por onde eu passo, trago a morte de pessoas próximas a mim, quando estive no meu auto exilio, nenhuma das coisas ruins aconteceram, nenhuma delas, ninguém morreu, ninguém tinha sofrido por minha causa, talvez a resposta, a coisa certa a fazer, era ficar longe de todos, viver minha vida sozinho, sem ninguém para ajudar, deixar toda essa luta de lado, mas eu sabia que isso era impossível, mesmo que fosse embora e desaparece, comigo ou não, a guerra aconteceria, Cronos estava se levantando, batalhas, mortes, miséria, se aproximavam de forma rápida, e não importa tudo o que eu fazia para evitar a guerra, eu não conseguia, nem ao menos retardar ela, quem dirá evita-la. Balancei minha cabeça afastando meus pensamentos, fui para o banho, para poder esfriar minha cabeça, o dia seria longo e triste, eu não tinha escolha, tinha que aceitar o destino que escolhi, aquela profecia que eu e Thalia ouvimos, me dava calafrios apenas de pensar nas palavras delas, e no que estas palavras podiam significar, as vezes conhecer sobre o futuro, não adianta em nada, não tem faz sentir melhor, muito pelo contrário, apenas te força a sofrer antes da hora. Tomei um demorado banho, deixando a água cair em meu corpo e me relaxar o máximo possível, e tentando afastar aqueles pensamentos que inundavam minha mente. Já estava acabando de vestir minha roupa quando minha mãe entra pela porta, nunca tinha realmente parado para reparar, mas minha mãe era extremamente linda, não sabia por que Zeus a traiu tanto, tendo uma mulher dessas em casa, aparentava ter 25 anos, seu rosto era extremamente belo, sua pele branca como a neve, seus poderosos e lindos olhos castanhos claros, seu cabelo tinha quase a mesma cor dos olhos, ele era liso e longo, até chegar na sua cintura, ela tinha 1.70cm, seu corpo era perfeito, seios fartos e redondos, cintura fina, coxas e bunda perfeita, sua postura era perfeita, como de uma Rainha, ela estava vestida como uma pessoa normal, calça jeans azul clara, tênis branco, e uma camiseta social preta. Ela estava falando sem parar, mas eu não estava prestando atenção, estava tão feliz em poder estar perto dela de novo, de ter ela por perto, parece bobo, mas a presença da minha mãe comigo, me deixava calmo e confiante, me dava esperanças, era quase como quando Héstia usava seu poder em mim, mas minha mãe tinha esse poder sobre mim, sem ao menos querer fazer isso.
—--.....você tem visitas. ---Disse ela entusiasmada, mas logo ela parou e me olhou estranho. ---Por que você me olha assim, tem algo errado comigo? ---Perguntou ela preocupada, olhando para sua roupa, sorri.
—--Não, não há nada de errando com você, mãe. ---Disse sorrindo para ela. ---Quem veio me visitar?
—--E uma surpresa, você vai gostar. ---Disse minha mãe sorrindo, ela pegou e segurou minha mão, ajeitou meu cabelo com as mãos, tentando colocar um jeito naquela bagunça. ---Você devia cortar esse cabelo, está horrível.
—--Não está tão grande. ---Disse sorrindo, imagina se ela tivesse me visto antes de Héstia dar um jeito, ela continuou tentando arrumar meu cabelo com as mãos.
—--Agora sim, está apresentável, tem que deixar uma primeira boa impressão, a primeira impressão sempre é a que conta mais, sabe, a que fica marcada para a outra pessoa. ---Disse ela seria.
—--Primeira impressão? ---Perguntei confuso, minha mãe sorriu com a minha confusão.
—--Você vai ama-la, ela e tão linda. ---Disse ela sorrindo, então minha ficha caiu, ela estava falando da filha de Afrodite e do meu irmão Hefesto.
—--Ela está aqui? ---Perguntei, minha mãe assentiu sorrindo, não esperei sua resposta e sai correndo escada baixo, fazendo minha mãe gargalhar alto, corri para sala, e logo avistei meu irmão e Dite, eles estavam de pé no meio da sala, Hefesto tinha algo em seus braços, um pequeno embrulho em volta de uma coberta vermelha, Afrodite estava sorrindo olhando os dois, seus olhos brilhavam de felicidade, acho que nunca a tinha visto tão feliz, Hefesto me viu e sorriu para mim, nunca o tinha visto tão feliz antes, ele estava extasiado de felicidade.
—--Venha Percy, venha conhecer sua afilhada, meu irmão. ---Disse ele sorrindo, olhei para os dois, nunca tinha visto os dois tão felizes, tão satisfeitos e alegres, fui me aproximando devagar, então eu consegui ver, era a coisa mais linda que já tinha visto em toda a minha vida, não tinha outra palavra para descrever aquela pequena criatura, a não ser, um pequeno anjo, para descrever aquele pequeno ser, era tão puro, tão fofo, tão sereno, ela estava dormindo, ela tinha uma pele branca, seu rosto era tão lindo, ainda mais com suas bochechinhas levemente coradas, seus cabelos eram negros, lisos e encaracolados nas pontas, pelo seu tamanho ela já aparentava ter 1 ano e meio. Sim ela aparentava ter 1 ano e meio, mesmo tendo menos de 5 meses de vida, vou explicar, quando um filho de dois deuses nasce, eles são poderosos e diferentes de crianças normais ou semideuses, eles envelhecem 5 vezes mais rápido que um semideuses comum, pois seu corpo tem muito poder, e se ele não for tornado imortal rapidamente, morrera, pois o corpo mortal e fraco e vulnerável demais, para suportar tanto poder. Tirando isso, Antonieta e uma semideusa relativamente comum, podendo morrer em batalhas, tanto por armas divinas e mortais, agora vocês vão se perguntar por que eu não envelheci na mesma velocidade, sendo um filho de dois deuses? Simples, eu nasci um semideus comum, filho de um deus e uma mortal, mesmo minha mãe Sally, sendo filha de Atena, ela era uma mortal, somente depois fui adotado por outro deus, o que felizmente não me fez envelhecer mais rápido, pelo menos foi isto que minha avó Atena disse.
—--Ela parece um anjo. ---Disse admirado com a beleza da pequena. ---Como se chama?
—--Antonieta, foi dado por mim, pois ela e a minha melhor criação, a mais valiosa, minha obra prima. ---Disse meu irmão sorrindo.
—--Aika foi dado por mim, já que ela e a filha do amor, fruto do meu mais puro amor. ---Disse Afrodite sorrindo para Hefesto, que retribui e deu um breve selinho em Afrodite.
—--Inestimável amor. ---Traduzi o nome sorrindo, o significado desse nome era lindo, e representava muito bem o que essa criança significava para ambos os deuses, já que eles finalmente se acertaram de uma vez por todas.
—--Você quer segura-la um pouco? ---Me ofereceu Hefesto, acho que ele notou meu olhar de surpresa e sorriu. ---Vai, não tenha medo, você não vai machuca-la, ela não e de vidro. ---Disse ele sorrindo.
—--Mas seja delicado. ---Advertiu Afrodite sorrindo, eu cuidadosamente peguei a pequena Antonieta do colo de Hefesto, senti uma sensação tão gostosa de segurar aquele pequeno ser em meus braços, era tão pequeno, tão frágil, que eu realmente tinha medo de quebra-la, com essa minha força descomunal, mas quando ela abriu seus pequenos olhinhos eu tomei uma grande surpresa, suas íris eram vermelhas como fogo, olhar aqueles lindos olhos me transmitiu uma sensação tão boa, tão reconfortante, tão motivadora, olhando aquelas pequenas orbitas vermelhas como fogo, eu percebi o real motivo de não poder desistir da batalha, de não desistir de lutar, mesmo quando a dor e insuportável, olhando aqueles olhos inocentes e poderosos, percebi por quem eu deveria lutar, pelo que deveria lutar, e entendi o verdadeiro significado de amor, aquele significado que o Grover tentou me explicar, eu havia entendido o que ele disse, mas havia muito mais a se entender daquela frase, agora percebi que amor está em todo lugar, inclusive nesses pequenos olhos vermelhos, o amor que eu já sentia naquele pequeno ser.
—--Papai, quem e ele? ---perguntou ela, olhando Hefesto, sua voz era fininha e fofinha.
—--O minha linda, ele e seu padrinho, de quem eu e a mamãe falamos, Percy. ---Disse Hefesto. Então ela sorriu para mim, um sorriso banguela, faltando alguns dos dentes, eu vê naquele momento, que eu estava lutando por um futuro melhor, um futuro melhor para Antonieta, para Thalia, para Zoë, para Annabeth, para meus amigos, para os deuses, para minha família, um futuro melhor para todos.
—--E tão bom ver esse sorriso de novo em seu rosto. ---Disse minha mãe, ela estava encostada no pilar, me dando seu melhor sorriso, um dos mais lindos que eu já havia visto, o mesmo sorriso que ela me deu quando eu pedi para que ela me adotasse, acho que ela tinha notado, meu pequeno momento com a Antonieta, pois eu nem tinha notado que estava sorrindo. A pequena Antonieta levantou seus bracinhos gordinhos na direção do meu rosto, puxando minha atenção de volta para ela, era simplesmente a coisa mais linda do mundo, então ela colocou sua pequena mãozinha no meu rosto, meu coração se derreteu todo, me senti totalmente impotente.
—--Oi Pelcy. ---Disse ela falando errado meu nome.
—--Oi. ---Respondi gentilmente.
—--Engraçado, como uma coisa tão pequena, derrete você desse jeito, não e mesmo? ---Disse Hefesto rindo, antes que eu pudesse responder, minha mãe disse rindo:
—--Ainda mais quando é dois idiotas metidos a fortões, como vocês dois.
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