Percy Jackson o Guerreiro Sem limites
88 Capítulo 88
POV: Perseus Heitor Jackson.
—--AAAA... vou te pegar. ---Disse correndo atrás da pequena Antonieta, ela saiu correndo desajeitadamente para o outro lado, rindo bastante, sua risada era tão gostosa de se ouvir. Ela era muito agitada, cheia de energia, ela já estava era me cansando de me fazer correr atrás dela o tempo todo. Bem Afrodite e Hefesto tinham seus afazeres, e eles deixaram a Antonieta para que minha mãe cuidasse, então eu estava dando uma mãozinha para ela, mas quem diria que cuidar de um bebê era tão cansativo, mas acreditem quando eu digo que valia muito a pena, era algo realmente satisfatório. ---Vou pegar, PEGUEIII ---Disse quando a alcancei e a peguei no colo, e ergui em cima da minha cabeça, ela soltou um gritinho de surpresa e riu muito. ---Agora eu, o poderoso Percy, vou te castigar. ---Disse fazendo uma imitação de voz de uma pessoa do mal, rodando ela ainda no alto.
—--Não, não. ---Disse ela exaltada.
—--E seu castigo será? Meu preferido, COSQUINHAS ETERNAS. ---Gritei a última parte, ergui sua camiseta, somente para deixar sua barriguinha amostra e coloquei minha cabeça em sua barriguinha e comecei soltar ao ar em sua barriga, de um jeito que eu sabia que fazia muitas cosquinhas.
—--NÃÃOO... NÃOOOO... PARAAAA...PARRA... ---Antonieta gritava rindo muito, ela tentava puxar meu cabelo para me fazer parar, mas era inútil, de tanto rir, ela não tinha nenhuma força.
—--FALA! fala quem e o melhor? ---Disse parando de fazer as cócegas, mas ela cruzou os bracinhos e fez bico e negou com a cabeça. ---AEEEEEE... então vai ter mais castigo. ---Disse voltando a fazer cosquinhas com a boca na sua barriga, fazendo-a gargalhar.
—--TA BOM, TA BOM. ---Gritou ela rindo, eu parei e esperei sua respiração estabilizar um pouco. ---O Pelcy e o melhor. ---Disse ela a contragosto, ela ainda não conseguia falar Percy corretamente, o que era extremamente fofo e engraçado, na verdade ela trocava o “R” por “L”, em muitas palavras, quando o “R” era no final da palavra, ela acertava a palavra.
—--Não, não e assim, você vai ser castigada de novo, você quer ser castigada de novo? ---Ameacei, ela negou com a cabeça com força. ---Então diga direito, “o poderoso Percy e o melhor.” ---Disse, ela riu da minha brincadeira, mas eu ameacei levar minha boca para sua barriga.
—--NÃO, NÃO. ---Disse ela segurando minha cabeça com suas mãozinhas, voltei a segura-la em cima da minha cabeça. ---Eu digo, o podeloso Pelcy e o melhor. ---Disse ela baixinho a parte final.
—--AAAHHH eu não escutei, acho que devo te castigar mais. ---Disse a ameaçando de abaixar ela, para fazer mais cosquinhas.
—--O PODELOSO PELCY E O MELHOR... ---Gritou ela, eu ri, dei um demorada beijo em sua bochechinha gordinha, e a coloquei no chão, ela começou a me bater, dar soquinhos na minha perna, com seus punhos gordinhos.
—--A não, ela e muito forte, socorro, socorro. ---Comecei a fingir que estava sentindo muita dor e desmoronar no chão, Antonieta continuava dando seus golpes, quando já estava de joelhos ela pegou e me deu um empurrão no peito, deixei me levar e cai de costas no chão da sala, claro, tudo muito dramaticamente. ---Ela me derrotou, a poderosa Antonieta. ---Disse drasticamente, fazendo ela rir, então desfaleci. Fiquei apenas com uma fresta dos olhos aberta para ver a reação dela, ela por um tempo ficou apenas me olhando sorrindo.
—--A pala de glaça, Pelcy. ---Disse ela se aproximando devagar, ela me cutucou com seu pezinho, permaneci imóvel, sua expressão de sorriso se desmancho, e ela fez uma carinha de séria, quase de choro, ela se ajoelhou do meu lado e pegou meu rosto com suas duas mãozinhas. ---ACOLDA, ACOLDA. ---gritou ela quase chorando. ---VOVÓ, VOVÓ, O PELCY DESMAIIOO. ---Gritou ela para minha mãe.
—--BUUHH. ---Disse abrindo os olhos, ela gritou assustada, eu a peguei e ergui de novo para o alto, a fazendo rir, mas seus olhinhos estavam vermelhos. ---Então você se preocupa comigo? ---Perguntei inocentemente, ela cruzou os braços na frente do corpo e virou o rosto, não me olhando. Como ela tinha uma personalidade forte, mal sabia falar corretamente e já era cabeça dura. ---Aeee, então vai se fazer de difícil?! ---eu a deitei do meu lado e ameacei fazer cosquinhas de novo, mas ela segurou minha mão rindo e me impedindo de fazer as cócegas.
—--Podeloso Pelcy. ---Disse ela rindo, eu ri, ela era espertinha.
—--O mais bonito. ---incentivei.
—--O mais bonito. ---Disse ela contrariada.
—--O mais forte. ---Incentivei de novo.
—--E o mais idiota. ---Disse minha mãe rindo da porta da sala, olhando para gente no chão, ela ainda secava sua mão em um pano, ela estava cozinhando nosso almoço, ela estava usando um avental branco com desenhos azuis de pavões. ---Venham almoçar dois bebês, o almoço já está pronto. ---revirei os olhos para minha mãe, ela deu de ombros sorrindo e voltou para cozinha.
—--EBAA ALMOÇO. ---Gritou Antonieta feliz.
—--Uma corrida. ---Disse para Antonieta que sorriu com o desafio. ---Aposto que eu chego primeiro na cozinha. ---Disse me levantando, Antonieta saiu correndo desajeitadamente na minha frente, eu a segui logo atrás. ---Não, não, você vai ganhar. ---Ela entrou na cozinha correndo, se virou na minha direção sorrindo banguela e ergueu os bracinhos pra cima, comemorando a vitória.
—--Ganhei, ganhei do Podeloso Pelcy. ---Disse ela me mostrando a língua e rindo.
—--Ei vocês dois, nada de correr na cozinha e perigoso. ---Disse dona Hera. ---Agora vão lavar as mãozinhas para comer. ---Disse minha mãe para gente, Antonieta assentiu sorrindo, fomos até a pia da cozinha e lavei minha mão primeiro, depois peguei Antonieta no colo e levantei ela para alcançar a pia, ela lavou suas mãozinhas, eu dei um pano e ela secou. ---Venham comer, antes que esfrie.
—--O que a vovó fez pala comelmos? ---Perguntou Antonieta para minha mãe.
—--Fiz uma lasanha de frango, minha querida. ---Disse minha mãe carinhosamente, confesso que estava começando a sentir ciúmes de como minha mãe tratava Antonieta.
—--Há, eu disse que ela gosta mais de mim, ela fez meu prato preferido. ---Comemorei, mostrando a língua para Antonieta.
—--NÃO. ---Gritou ela irritada. ---Ela gosta mais de mim.
—--Não, de mim. ---Disse de volta.
—--Não, de mim. ---Disse Antonieta.
—--Chega vocês dois. ---Disse minha mãe rindo. ---E sinto muito Percy, mas gosto mais da pequena Antonieta. ---Disse minha mãe pegando a Antonieta no colo.
—--Viu, seu bobo. ---Disse Antonieta mostrando a língua.
—--Estou começando a ter ciúmes. ---Disse fazendo bico, minha mãe riu alto e colocou Antonieta em uma cadeirinha de alimentação para bebê, ao seu lado, para que ela pudesse auxiliar Antonieta a comer.
—--Larga de frescurinhas. ---Disse minha mãe reprovando. ---Você já está grandinho o suficiente para mimo, meu bebezão. ---Disse ela apertando minhas bochechas, Antonieta caiu na risada.
—--Bebezão. ---Disse ela rindo.
—--Mas ainda sou mais bonito que você. ---Disse mostrando a língua para ela, ela parou de rir na mesma hora e mostrou a língua de volta. Minha mãe começou a servir porções de lasanha de Frango, o cheiro estava delicioso, estava morrendo de saudade de comer a comida caseira da dona Hera, não perdi tempo em admirar e já me servi um generoso pedaço, minha mãe começou a comer e a ajudar a pequena Antonieta a comer.
—--Percy, quando você vai para o Acampamento? ---perguntou minha mãe inocentemente. Então eu fui jogado na realidade novamente, eu tinha que ir para o acampamento para o enterro de Phoebe, senti um aperto no meu peito, me sentia um babaca, de estar aqui me divertindo com a Antonieta, ao invés de estar lá no acampamento, fazendo minhas obrigações, me despedindo de Phoebe, não importa o fato de tudo que já me disseram, que ela estaria nos Campos Elísios, que ela foi uma heroína e viveu muitos anos, milhares de anos, eu só conseguia pensar que eu tinha falhado com ela, falhado com uma irmã novamente.
—--Por que você está tiste? Não fica tiste não. ---Disse Antonieta, me afastando dos meus pensamentos, forcei um sorriso para ela.
—--Não estou triste não, minha pequena. ---Antonieta sorriu feliz com a minha resposta. ---logo depois de almoçar mãe. ---Disse para ela, mas minha mãe havia percebido meu momento de tristeza naquele momento, então seu largo sorriso havia desaparecido e ela me olhava preocupada novamente. ---Bem, preciso arrumar minhas coisas. ---Disse me levantando da mesa e saindo de lá.
—--------------------------------- Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------
POV: Hera.
Fazia muito tempo que não via um sorriso tão espontâneo e feliz do Percy, quando ele pegou Antonieta pela primeira vez, e por algumas horas a Antonieta conseguiu distrai-lo dos problemas dele, e me doía tanto ver ele tão triste, ele não conciliava muito bem as perdas que sofria, graças ao seu defeito mortal, a lealdade, ele sempre se culpa demais, coloca metas muito altas para ele, e quando ele não consegue cumprir elas, ele sempre fica muito mal, e o ruim que mesmo que ele se abra para mim, eu não consigo ajuda-lo do jeito que eu queria, fazer todas aquelas memórias ruins saírem de sua cabeça.
—--Vovó, por que o Pelcy ficou tão Tiste? ---Perguntou-me Antonieta.
—--A minha querida, e complicado, e que ele perdeu uma amiga muito recentemente.
—--Mas se ele peldeu, não e só achar de novo? ---perguntou ela inocentemente, eu sorri com sua inocência.
—--Não e esse tipo de perder minha querida, essa amiga dele, morreu. ---Disse tristemente, a pequena Antonieta colocou a mão na boquinha chocada.
—--Ela molleu. ---Disse ela triste. ---Por isso o Pelcy ta tão tistinho, quelia poder ajuda o Pelcy, não gosto de ver ele tão tiste. ---Disse ela, então uma ideia me ocorreu, a pequena Antonieta tinha uma incrível ligação com o Percy, ela tinha o poder de ligar o Percy com seu lado mais doce, meigo, seu lado de criança, um lado criança que desde cedo foi arrancado dele, quando sua mãe Sally morreu, apesar de ter feito meu melhor, eu sempre fui uma mãe muito rígida e super protetora, isso já era mais que o suficiente para tirar a infância dele, mas o pior e que ele mesmo, tirou sua infância, ainda mais quando ele desde sempre se cobrava muito em seus treinamentos, sempre indo ao seu limite todos os dias, então quando chegava o momento dele ser criança, ele estava totalmente esgotado, e não tinha forças para brincar como uma criança normal, as poucas vezes que ele foi realmente uma criança, foi quando ele ia passar uns dias com Hefesto, que sempre foi muito criança com ele, sempre brincando, e acho que como Hefesto fez por ele, ele agora automaticamente sente o dever de ser para Antonieta o que Hefesto foi para ele, um irmão mais velho brincalhão.
—--Acho que você pode ajudar ele sim, você quer ajudar ele? ---perguntei, ela assentiu sorrindo feliz. ---Então tenho uma missão muito importante para você, hoje ele vai para o enterro de sua amiga, no Acampamento Meio-Sangue, eu quero que você vai com ele, que você fique de olho nele por mim, não pode tirar o olho dele, em momento nenhum, entendido? ---perguntei para Antonieta.
—--Entendido, vovó. ---Disse ela seria.
—--E uma missão secreta, um segredos das meninas, você lembra o que e um segredo das meninas?
—--Só as meninas podem saber, os homens não podem saber. ---Disse ela sorrindo
---Então não fale nada pro Percy, ele não pode saber da sua super missão secreta. ---Disse piscando para ela, então pude ouvir os passos do Percy se aproximando.
—--O que as duas senhoritas ficam de cochicho, ae? ---Perguntou Percy entrando pela porta.
—--Nada não filho, apenas segredos de mulheres. ---Disse piscando para Antonieta que sorriu piscando de volta. Percy riu alto da nossa brincadeira. ---A propósito meu filho, hoje tenho um compromisso e quero que você fique com a Antonieta, está tarde. ---Disse piscando para Antonieta, ela entendeu de imediato minha ideia.
—--Mas o que? ---Perguntou o Percy confuso. ---Mas mãe, você sabe que estou indo para uma cerimônia de enterro.
—--Claro que eu sei, Percy. ---Disse revirando os olhos. ---Mas eu não posso levar ela comigo, você tem que levar com você. ---Disse firmemente, ele tentou argumentar, mas eu fui mais rápida. ---E sem discussões, eu vou tentar chegar a tempo da cerimônia, e pego ela.
—--Tudo bem. ---Disse ele por fim, apesar de tudo ele ainda me obedecia. ---Ela já pode se teletransportar?
—--Não, melhor não, ela acabou de almoçar, vai revirar o estômago dela, e ela vai passar mal, ela e muito nova para isso. ---Disse eu. ---Leve um dos meus carros.
—--Tudo bem, vamos pequena. ---Disse o Percy para Antonieta, que saiu correndo atrás dele, mas antes de sumir da minha vista ela parou virou e fez sinal de positivo com sua mãozinha, essa menina sempre me fazia rir.
—------------------------------- Quebra de Tempo. -----------------------------------------------------------------------------------------
POV: Nico Di Angelo.
Estava deitado na minha cama no chalé de Hermes, olhando para o telhado de madeira do chalé, a luz banhava levemente o quarto, todos os outros campistas saíram para seus afazeres comuns, mas eu menti, dizendo que estava com meu estômago ruim, agora estava sozinho no chalé, pensando nos meus sonhos, nesses últimos dias tive muitos sonhos, pesadelos, ainda estava meio que confuso, meus pesadelos está noite foram tão reais, tão perturbadores, e sinceramente agora que sabia que era um semideus, e que sonhos de semideuses muitas vezes não são apenas sonhos, são cenas que ocorreram no passado, ou que vão ocorrer no futuro, nossos sonhos sempre tinham um significado real, nesses últimos dias tive muitos pesadelos com os semideuses da profecia, Percy, Zoë, Phoebe, Grover, minha irmã traidora e Thalia é mesmo Annabeth, aquela garota que caiu no precipício na noite em que o Percy salvou eu e Bianca, e depois ela fez aquilo comigo, mas isso já e outra história. Muito dos meus sonhos eram confusos, imagens como, Flashes de uma garota loira presa em ferragens, morrendo, eu tinha medo dela ser Phoebe, uma das caçadoras ou imagens de um Percy, tomado em chamas vermelhas, destruindo a socos e pontapés um gigante de ferro, ou como meu último sonho dessa noite, quando tive um pesadelo horrível em que o Percy morria, Zoë também, e confesso que eu estava muito preocupado com Bianca, que meu próximo sonho fosse com ela morrendo, mesmo que ela não se importe mais com a nossa família, eu ainda não consegui afastar o amor que sinto dela, mesmo com toda a dor e raiva que ela me fez passar nos últimos dias, aceitando se tornar uma caçadora idiota, ela escolheu seu caminho, e escolheu seguir esse caminho sem mim, mas eu simplesmente não consigo não me importar com ela, de qualquer forma ela não tinha deixado de ser minha irmã.
—--Nico. ---Escutei sua voz na minha cabeça, era como se ela estivesse ali, mas espera um segundo, levantei minha cabeça e vê ela parada na porta do chalé, me senti tão mais calmo e feliz em vê-la, o Percy tinha conseguido manter sua promessa e trouxe minha irmã de volta, mas ali olhando ela atentamente, ela já não era mais a mesma Bianca, ela realmente tinha mudado bastante desde que entrou na caçada, ela dificilmente sorria, mas agora, ela me dava um lindo sorriso, sua pele branca pálida, já não era tão pálida como de costume, ela agora prendia seu cabelo, deixando que seu lindo rosto ficasse amostra, mesmo eu sendo mais novo que ela, sempre soube que Bianca era muito reclusa, mesmo comigo, sempre tentando se esconder, ser invisível, ela nunca gostou de chamar atenção para ela. Confesso que quando eu a vê ali, bem, me deu uma enorme vontade de correr e a esmagar em um abraço muito apertado, mas me contive.
—--Olha, você voltou, que bom, o que você quer? ---Perguntei o mais friamente que pode, seu lindo sorriso se desmanchou, sua expressão ficou séria, meio triste.
—--Eu sei que te magoei, magoei muito. ---Disse ela tristemente se aproximando da minha cama. ---Posso me sentar?
—--Não, saia do meu quarto, não quero falar com você. ---Disse me virando e olhando para a parede, mas ela me ignorou e sentou na minha cama, senti meu sangue ferver de raiva, por ela de novo estar ignorando minha opinião, não dando a menor importância para mim, então me virei pronto para socar ela com muita força, mas congelei, ela estava me olhando chorando, seus olhos vermelhos de choro, toda a raiva que tinha dentro do meu peito se desmanchou. ---O que aconteceu Bianca, está tudo bem? ---Perguntei preocupado.
—--Não, não está tudo bem, Nico. ---Disse ela chorando, eu agi por impulso e a abracei, ela enterrou a cabeça no meu peito e chorou, sei que tinha dito que tentaria me afastar dela, mas ver ela chorando, foi demais, eu não posso deixar ela chorar, ela e minha irmãzinha.
—--Calma, está tudo bem, estou aqui com você Bia. ---Disse a acalmando, ela chorou durante um tempo, enquanto eu a abraçava, passando as mãos em seus cabelos, fazendo carinho. ---O que aconteceu Bia?
—--Eu sou uma idiota, isso que aconteceu.
—--Shiu, não fale isso Bia meu amor, você não e uma idiota, nunca foi. ---Disse tentando a acalmar.
—--Não eu sou Nico, eu fiz tantas burradas, com você, eu não devia te abandonar do jeito que te abandonei, foi tão errado, fui tão egoísta, eu sempre sou egoísta, Percy me disse que você não me odeia, que você me ama, eu preciso ouvir se isso e verdade Nico, pelo amor dos deuses, eu deixo a caçada para ficar com você de novo, mas por favor, me aceite de volta... ---Eu a interrompi, dando uma abraço apertado nela, confesso que estava chorando também, sim, sou sensível, podem me julgar.
—--Eu te amo Bianca, sempre te amei. ---Disse nos separando e olhando em seus olhos, ela sorria feliz. ---E agora sei, quando te vê parada naquela porta, como você mudou, como a caçada te fez bem, você sempre foi muito reclusa e fechada, mesmo comigo, mas agora percebo que finalmente, você está desabrochando, minha pequena flor. ---Disse tirando seus cabelos dos olhos, ela me dava um sorriso tão lindo, que mesmo que ela me machucasse muito, eu ainda a amaria. ---finalmente você está mostrando esse seu rosto tão lindo, para que todos possam admira-lo. Então agora eu percebi que nossos caminhos vão se separar um pouco, você tem que continuar na caçada, se quiser, eu vou continuar te amando de qualquer forma, você e minha flor, minha irmã mais velha. ---Ela riu e beijou-me no rosto, me senti tão bem em fazer as pazes com ela.
—--Nico, você e tão melhor que eu, tão mais puro e forte, eu sempre tentei parecer a adulta e a séria, mas você não, mesmo com esse seu jeitão de ser, mais crianção, acho que você que sempre cuidou de mim ou melhor tenho certeza disso, acho que você que foi o irmão mais velho todos esses anos, te amo tanto. ---Disse ela me abraçando, confesso que já não tentava mesmo segurar minhas lágrimas, mas o sorriso de Bianca se desmanchou novamente, ela pegou algo do bolso do seu casaco das caçadoras, era um pequena estatueta, era a estatueta que faltava para mim, completar a coleção de Mitomagia, a do meu deus preferido, Hades. ---Eu preciso te contar algumas coisas Nico, eu descobri algumas verdades sobre nossa vida nessa viagem, algumas coisas tristes, algumas coisas boas, não sei muito bem por onde começar.
—--Comece do começo, estou aqui para ouvir tudo que você tiver para me dizer Bia. ---Disse a encorajando, então ela começou a contar sua aventura, desde quando elas saíram daqui apenas com 5 pessoas, não 6 como eu já sabia, como eles acabaram por esbarrar com Percy no Museu Nacional do Ar e Espaço, em Washington DC, como ele se arriscou, evitando que o General, que na verdade era o Titã Atlas, colocasse Guerreiros Esqueletos atrás de Zoë, mas não adiantou muito, pois os Guerreiros Esqueletos ficaram atrás dele, em como ele lutou contra um enorme Leão de Neméia, que tinha o corpo duro como pedra e impenetrável, como ela sem querer, acertou uma flechada nas costas do Percy, e como ele matou o leão com as mãos nuas, abrindo a boca dele com as mãos, confesso que fiquei impressionado com o Percy, mas pelo que ouvi dele aqui no Acampamento, isto não era nada comparado com o que ele já fez, Bia continuou sua história, como eles foram atacados pelos esqueletos e em como ela descobriu um dos nossos poderes.
—--Poderes? ---A interrompi, ela me olhou sorrindo.
—--Depois explico isso, Nico. ---Disse ela sorrindo, assenti, ela continuou contando em como eles conseguiram escapar graças a um outro monstro, um javali enorme, em como o Grover disse que ele tinha sido enviado pelo deus perdido, Pã, já tinha ouvido falar do desaparecido deus da natureza, em como eles montaram no Javali Erimatia, até chegarem em um deserto, quando ela chegou nessa parte, ela começou a ficar inquieta, como se estivesse me escondendo algo. ---Eu descobri coisas ruins Nico, elas vão te perturbar bastante, lembra do Hotel de férias em que ficamos? ---Assenti positivamente, odiava aquele lugar, era quase como se fossemos prisioneiros, tinha muito brinquedos e tudo mais, o lugar era um sonho, mas não nós deixávamos sair. ---Lembra quanto tempo ficamos nele?
—--Não sei ao certo, mais acho que foram 2 ou 3 anos. ---Respondi para ela, ela pareceu desconfortável.
—--E se eu te dissesse, que não foi isso, que na verdade foram cerca de 80 anos! ---Eu ri, só podia ser piada.
—--Pare de graça, Bianca. ---Disse sorrindo, mas sua expressão continuou triste. ---Você só pode estar brincando, diz que está?
—--Não, eu não estou brincando. ---Disse Bianca, senti o pânico começar me dominar, como assim 80 anos? Eu tinha apenas 14 anos, não 80 anos. ---Nosso pai conversou comigo....
—--Que? Nosso pai, você descobriu quem e nosso pai? ---Perguntei confuso.
—--Sim, nosso pai e Hades, deus dos mortos. ---Disse ela balançando a estatueta do nosso pai, respirei fundo, tentando me acalmar.
—--E informação demais. ---Disse tentando me acalmar, eu estava feliz sim em descobrir quem e meu pai? Sim estava muito, mas estava triste por saber que nasci a mais de 80 anos atrás.
—--Ele me explicou seus motivos Nico, ele estava em guerra, com seus irmãos, eu e você ainda não tínhamos idade para batalhar, eu tinha apenas 14 anos, e você 12, não tínhamos idade para lutar nesta guerra, eu nasci em 1926 e você em 1928, eu descobri que nossa mãe faleceu no seu parto, Nico. ---Disse ela com lágrimas nos olhos, isso foi um choque e tanto, sempre quis saber o que tinha acontecido com nossos pais, mas agora, eu não estava nem um pouco feliz em conhecer a história, me levantei e corri dali. ---NICO, NICO, ESPERA.
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