Percy Jackson E Os Olimpianos: As Armas De Bronze

4 PEGO EMPRESTADO ALGUMAS ARMAS (GROVER)


Até que eu estava indo bem na luta, até o Percy desmaiar e a Annabeth cair.

Quando eles estavam indefesos, corri para ajudar os dois. Falhei. A Harpia me agarrou, fiquei cara-a-cara com ela. Ela levantou voo, mostrou suas presas e me lançou longe na floresta.

Caí numas das partes mais escuras da floresta. Sério, eu estava com muito medo.

Eu conseguia saber por que caminho seguir para sair da floresta, devido ao cheiro da Harpia. Mas eu vi uma luz iluminando uma trilha atrás de mim.

Segui a trilha e encontrei uma pedra gigante, da altura de uma casa. Escutei vozes vindo de dentro delas e vi que tinha uma abertura do outro lado. Fiquei atrás da pedra.

Minhas pernas estavam coçando de mais, acho que devia passar um anti-pulgas.

- Não! — gritou uma voz do outro lado da pedra. — Não podemos. Temos que partir imediatamente. Os semideuses estão nos seguindo.

-Mas chefe — disse outra voz — A floresta é perigosa, não podemos sair assim.

-Mas é claro que podemos — uma voz feminina disse dessa vez — Ele tem as Armas de Bronze! Nenhum monstro ou semideus nos deterá.

É o ladrão. Pensei.

Fiquei com uma imensa vontade de dar a volta na pedra e impedi-los de sair. Mas eu não podia, eram três semideuses(pelo que pareciam) com as poderosas Armas de Bronze.

- Agora vamos — disse o chefe — Não temos tempo a perder.

Eles saíram da pedra. Rezei para os deuses para que não viessem pelo lado de trás, pelo sul. Mas então eles seguiram para norte. Deixando a pedra livre.

Esperei eles caminharem um pouco mais e então entrei na caverna de pedra.

Como eu esperava, a caverna de pedra era ampla, com espaço suficiente para dois tratores modelo gigante. No fundo tinha uma mesa de trabalho com algumas coisas em cima.

Me aproximei, em cima da mesa estavam duas adagas de ferro estígio. Percy me repreenderia, mas peguei as armas e suas bainhas e coloquei no meu cinto, junto com a flauta de bambu.

Saí da caverna feliz, até eu encontrar dois pares de pés gigantes.

Olhei para cima e vi dois gigantes olhando pra mim com uma expressão não muito agradável.

- O que pensa que está fazendo? — perguntou o gigante da esquerda.

-Então, né... assim, eu fiquei curioso e entrei na caverna e...

Saquei as duas adagas e ataquei os gigantes.

Burrice.

- Vamos ver se essas coisinhas aqui são boas.

O gigante da direita atacou com um soco para baixo, eu desviei e a mão do gigante afundou na grama, o atrasando um pouco, tempo suficiente para eu o atacar na coxa.

Na hora nada aconteceu, mas o monstro fez uma careta de dor e começou a se dissolver em fumaça e foi levado pelo vento.

-Haha — gritei — Essas coisinhas funcionam mesmo.

-Não vai ser tão fácil comigo, pirralho. — disse o outro gigante

-Me chame de sátiro, por favor.

Passei por baixo das pernas do gigante, mas ele se jogou para trás e caiu em cima de mim.

-Ai , papai! — gritei

Afundei na grama e ele me cobriu com terra. Com toneladas de terra.

-Esse daí não volta vivo.

Eu também pensava assim. Eu não conseguia respirar direito, e também não conseguia me mexer muito bem, eu não sabia o que fazer.

A flauta. Pensei

Tentei esticar a mão para pegar a flauta. Estava difícil, mas consegui. Eu trouxe a flauta até minha boca e toquei algumas notas. Eu não sabia direito se ia dar certo, pois quase não saia som de baixo da terra.

Mas deu certo, Ervas Daninhas surgiram em baixo de mim e começaram a me empurrar para a superfície. Eu já estava ficando fraco, com a visão escurecendo, mas não parei de tocar.

Cheguei a superfície e me descobri com a terra restante.

Vi o gigante andando como se nada tivesse acontecido, avancei silenciosamente atrás dele. Quando cheguei perto o suficiente gritei:

-Eu acho que eu voltei vivo, sim.

Ataquei o gigante no joelho

-Como? — ele gritou

Ele se contorceu de dor e se transformou em fumaça, assim como o outro.

Acho melhor eu voltar para lá. Pensei.

Segui meus instintos e fui correndo em direção ao cheiro, com as adagas na mão.

Quando cheguei no fim da floresta, vislumbrei Annabeth no chão com Percy ainda desmaiado do seu lado. A Harpia estava de costas para mim, então não hesitei.

-Bééééééééééééééééé — gritei

Pulei sobre a Harpia e a derrubei, dei uma chave de braço nela. Olhei nos olhos de Annabeth, ela me lançou um olhar agradeçido, e então desmaiou.

Peguei uma das minhas adagas com a mão livre e perfurei o pescoço da Hapia. Ela gritou e se desfez em fumaça.