Percy Jackson E Os Olimpianos: As Armas De Bronze
5 TENHO UM SONHO ESTRANHO (PERCY)
No meu sonho, eu estava dentro de um barco, navegando para uma cidade que parecia ser a Grécia. O céu estava escuro, muitos monstros e gigantes esperavam parados na praia. Vi montanhas levantando e formarem o corpo de uma mulher.
Gaia. Pensei.
Conduzindo o barco estava um menino magricela com cabelos bagunçados.
A cena mudou. Agora eu estava flutuando entre um exército lutando contra os monstros e gigantes. Haviam muitas mortes.
–Eu despertarei Percy Jackson — disse Gaia do meu lado — Não adianta tentar me deter. Eu vou ganhar essa guerra, eu vou governar o mundo.
–Do que você está falando? — perguntei
–Você saberá, herói, em breve.
De repente tudo clareou e eu acordei... dentro de um riacho.
–Ah.- gritou Grover olhando para o céu — Graças aos deuses!!!!
–O que.. o que aconteceu? — eu perguntei saindo de dentro do riacho.
–Como assim o que aconteceu? Vocês dois foram atacados por uma Harpia maluca e desmaiaram — Grover apontou para Annnabeth — Eu ainda não sei como acordar ela.
–Annabeth.
Corri para o lado dela.
Dei um pouco de ambrósia para ela comer, mas não adiantou.
–O veneno foi forte demais — disse Grover.
–Me ajude! Preciso levar ela para a água. Ela não vai aguentar muito tempo.
Ela estava muito pálida, seus lábios estavam esverdeados e seus batimentos cardíacos estavam muito fracos.
Grover e eu arrastamos Annabeth até a beira do riacho. Mergulhei segurando Annabeth nos braços, apenas a cabeça imersa.
Rezei aos deuses para que desse certo. Depois de alguns longos segundos esperando algo, ela abriu os olhos.
–Graças aos deuses! — gritei.
Dei um longo beijo em seus lábios.
–Você quase me matou de susto menina.
Ela riu.
–Você também me assustou, Cabeça de Alga.
Ela me beijou novamente. Então saímos da água.
Tomamos um pouco de néctar que Annabeth trouxe.
–Precisamos achar um lugar para passar a noite — eu disse — Aqui é perigoso de mais.
–Concordo — disse Grover — Chega de harpia malucas.
–Ah, sim. Talvez tenha um hotel aqui perto.
–Subimos uma colina um pouco quanto ingrime e pulamos a cerca de estrada. Atravessamos correndo a estrada e paramos num posto de gasolina.
–Posso ajudar? — perguntou um frentista.
–Sim, pode sim. — eu disse — O senhor sabe se existe algum hotel aqui por perto?
–Temos uns quartos em cima do posto de gasolina, e o preço é pequeninho. Venham.
Seguimos o frentista até dentro de uma sala apertada,subimos algumas escadas e ele nos guiou por um corredor comprido e estreito com várias portas.
–Aqui — disse o frentista apontando para uma das portas. — Quarto para três.
Entramos no quarto, era pequeno, mas aconchegante. Tinha três camas de solteiro separadas. Com um banheiro à frente das camas.
–Bom — disse o frentista — Bons sonhos. Se precisarem de algumas coisa, meu nome é Fred.
–Ok — eu disse — Obrigado.
Fred fechou a porta e saiu.
–Percy — sussurrou Annabeth — Você acha seguro dormirmos aqui?
Me joguei na cama.
–Por que não seria?
–É verdade Percy — disse Grover — Eu senti uma coisa estranha.
–O que? — eu perguntei rindo.- Gasolina?
–Não Percy, é sério. — disse Grover — Eu não consegui diferenciar muito o cheiro, mas era um cheiro estranho, diferente.
–Podemos ver isso amanhã? — perguntei — Sério, eu estou muito cansado.
–Ainda não tivemos tempo de discutir sobre a profecia — disse Annabeth. — Essa profecia está muito fácil de decifrar.
–Pra você é fácil — disse Grover — Você é uma filha de Atena.
–Faz sentido.
–Tá , tá bom — resmunguei — Vamos discutir sobre a profecia.
Sentei na cama.
–O primeiro verso: Os três meio–sangues partirão em busca das armas de bronze. — disse Annabeth — Somos nós, eu e você, Percy. Mas o Grover não é um semi-deus.
–Talvez encontraremos alguém no caminho. — eu disse.
–Talvez. O segundo verso é: Empecilhos terão, e ajuda do cálido surgirá.
–O que é cálido? — perguntei
–Pode ser definido como quente, ardente, apaixonado. Coisas assim.
–Apolo?
–Sim, é o único deus que se encaixa nessa descrição.
–Teremos problemas, mas receberemos ajuda de Apolo. — disse Grover.
–O terceiro talvez tenha alguma coisa a ver com o vinho que o Sr. D me deu — eu disse — Lutarão bravamente, mas consequências sofrerão.
–Pode ser — disse Annabeth — E o último: E cara-a-cara com a morte ficarão.
–Esse verso não me agradou — disse Grover — Não quero ficar cara-a-cara com a morte, isso não deve ser legal.
Fiquei com vontade de contar meu sonho sobre Gaia, eu sabia que podia confiar neles, mas decidi que não.
–Pronto, então já discutimos a profecia. — eu disse me jogando na cama outra vez — Boa noite.
Por incrível que parece, eu não tive sonhos essa noite, talvez por já ter chegado no limite de sonhos perturbadores em um dia.
Quando acordei, Annabeth estava puxando o trinco da porta com toda força e Grover dando repetidas voadoras na porta.
–Ei, ei — eu disse — O que estão fazendo?
–Eu falei que não era seguro dormir aqui — disse Annabeth — A porta está trancada, e é muito resistente. Não abre.
–Concordo — disse Grover ofegando — É muito resistente.
–Talvez eu consiga controlar a água da pia para abrir a porta — eu disse.
Annabeth e Grover foram para atrás de mim.
Concentrei-me na pia do banheiro. Então a água explodiu para fora, imaginei para a água formando uma onda e batendo na porta.
Foi o que aconteceu, mas a porta não abriu.
Eu me enfraqueci demais, minhas pernas pareciam gelatinas.
–Eu.. eu não fiz muito esforço e estou esgotado.
Sentei na cama.
–Tiveram bons sonhos....semideuses? — disse uma voz atrás da porta.
–Fred! — gritei — Abra a porta.
–Hm.... acho que não.
–Porque nos prendeu aqui? O que quer de nós?
–A morte de vocês, é claro. Esse quarto é mágico, esgota suas forças com muita facilidade, é seu poder não funciona direito.
–Percebi — resmunguei.
–E tem uma bomba ali atrás da cama. E já vai explodir.
Grover moveu a cama e olhou atrás da cabeceira.
–Temos 30 segundos. — disse ele.
–A janela, Percy! — gritou Annabeth.
Olhei pela janela e vi que estávamos a uns 30 metros de altura.
–Mas como? Só subidos 5 escadas!
–Esse quarto é mágico, Percy Jackson — disse Fred de trás da porta — Eu já te disse.
–Não tem como desarmar essa bomba, Percy — disse Grover — Se eu abri-la vai explodir e qualquer jeito.
–Temos que pular — eu disse.
–Não podemos voar, Percy. — disse Annabeth.
–Eu sei. Mas é a única opção.
–Vocês vão morrer de qualquer jeito -disse Fred.
–Cala a boca, Fred!
Pegamos nossas coisas correndo e eu abri a janela. Senti a brisa fresca de verão no meu rosto.
–10 segundos — gritou Grover.
–Venham! — gritei — Segurem minha mochila.
Nós três seguramos minha mochila e pulamos no exato momento que o quarto explodiu.
Olhei para baixo e vi carros seguindo sua rota normalmente, a uns 20 metros de altura abaixo de mim.
De repente, a estrada não estava mais tão lá em baixo, estava a 3 metros de distância.
Então caímos em cima de um arbusto ilesos.
–Era apenas uma ilusão — disse Annabeth saindo do arbusto.
Saí do arbusto e olhei para cima, o quarto ainda estava lá, a 3 metros acima de mim, parecia não ter acontecido nada.
Fred nos olhou da janela rindo.
–Adeus semideuses.
Não entendi muito bem porque ele disse isso, até ser atingido por alguma coisa de pelo menos 600 quilos.
Bati na parede do posto de gasolina e ela estremeceu. Grover e Annabeth estavam do meu lado caídos também.
Olhei para frente com os olhos embaçados e vi um monstro gigante com pelo marrom na nossa frente. Era um pégaso.
–Sério? — perguntei — Primeiro uma Harpia e agora um Pégaso?
–Agradeça por não ser pior — disse Annabeth sacando a adaga.
Levantei pegando minha caneta e destampei-a, ela se transformou imediatamente em uma espada.
Grover pegou sua flauta de bambu com uma mão e uma de suas adagas novas em outra.
Ele começou a tocar a flauta, e mato cresceu do chão e começou a prender o Pégaso no chão, mas ele se soltava facilmente.
–Af — resmungou Grover — Vamos na mão então, digo, na faca.
Corri sobre o Pégaso e o ataquei no peito, mas ele desviou com um pulo. Annabeth correu por trás dele, pulou e o socou nas costas. O Pégaso virou mas não viu ninguém, então ficou confuso.
Então o ataquei na pata traseira esquerda e Grover na pata traseira direita. O Pégaso se dissolveu em pó na metade esquerda e em fumaça na metade direita.
–Que demais — disse Grover — Devíamos ter filmado.
–Pégaso malvado esse, hein? — eu disse
–Muitos semideuses e criaturas foram para o lado do mal depois da morte de Cronos, jurando vingança sobre os semideuses.
–Isso não é legal.
Annabeth sentou encostada no muro. Ela estava com um ferimento grave no ombro direito.
–Annie — eu disse — O que aconteceu?
–Bati meu ombro na parede quando fomos jogados.
Peguei um pouco de ambrósia na mochila e dei para ela comer e beijei ela nos lábios.
–Agora vai melhorar — sorri.
–Com certeza. — ela sorriu também.
–Vamos, temos que continuar.
Ajudei Annabeth a se levantar.
–Não! — gritou uma voz atrás de mim. — Para continuarem seu caminho, devem passar por mim.
Me virei e vi Fred na nossa frente, trancando o caminho, com duas enormes espadas de ferro Estígio na mão.
Saquei Contracorrente.
–Tá pedindo pra morrer? — gritei em desafio.
–Então vem! — ele retribuiu o desafio.
Corremos um contra o outro com as espadas em punho.
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