Percy Jackson E O Sequestro Do Deus

13 Um cara quente me faz uma visita


Notas iniciais
HEEEY.

Quando acordei percebi que tudo estava calmo demais, silencioso demais e quente demais. Olhei para o meu lado e lá estava Leo, dormindo feito um anjinho, como ele é lindo, eu pensei. Nunca tinha reparado, ele tem feições tímidas e praticamente perfeitas e o cabelo dele estava de um modo que o fazia ficar engraçado. Levantei-me de fininho para não acordá-lo, mas quando cheguei à porta ele murmurou:

–Ei, aonde você vai? Você está bem? – Disse ele se sentando na cama.

–Desculpa Leo, não queria te acordar. Desculpe mesmo. Mas você pode voltar a dormir. – Disse e me virei para a porta.

– Não, não. — Ele levantou-se e veio até mim, pegou meu braço e me puxou de volta a cama e disse-me para sentar. Eu sentei, precisava conversar.

– Kelly, você está realmente bem? Você quer alguma coisa? Conversar? Sabe, eu sou um idiota, mas eu me preocupo muito com você. – O comentário dele me fez sorrir.

– Eu estou bem Leo, só estou preocupada. E com medo. É, que não sei o que aconteceu mais cedo. Uma hora eu estava aqui chorando e te encharcando de lágrimas e dois segundos depois fui levada para outro mundo onde uma voz me disse... – Parei. É claro, que aquilo tinha sido obra da minha imaginação.

– O que a voz disse?- Ele estava com uma expressão seria no rosto. Concentrado em minhas palavras.

– Você provavelmente vai achar que eu sou louca. Talvez possa ter sido minha imaginação trabalhando contra mim. – Confessei cabisbaixa.

– Você não é louca, só as vezes. Vai. Diga-me. – Leo incentivou para que eu continuasse.

– Ela dizia que a morte me esperava no deserto. – Tentei ao máximo não chorar.

– Eu não vou deixar que isso aconteça, ok? Isso não vai acontecer. – Ele me deu um abraço apertado. Ficamos abraçados por uns 5 minutos, quando eu falei não consegui olhar em seus olhos, até porque era uma promessa que nem ele poderia cumprir:

– Leo, não tenho medo de morrer. Tenho medo de não conseguir salvar minha mãe antes disso. – Dei um sorriso amarelo.

–Psiu Kelly. Não pense nisso agora. – Ele disse fitando meus olhos.

Ficamos em silêncio por algum tempo, apenas um ao lado do outro até que eu perguntei:

– Será que já estamos chegando?

– Percy disse que em algumas horas chegaremos. Mas que tal você ir comer alguma coisa? Você não está com fome? – Perguntou preocupado. Leo preocupado com minha alimentação. Ótimo.

– Estou sim. Vou lá então. Volte a dormir. Você... – Eu não deveria ter começado esse “você”

– Eu? – Instigou ele.

– Eu não vou terminar a frase porque senão você vai rir. – Claro que vai. Afinal, ele é o Leo.

– Pode terminar. Eu não sei, talvez eu ria, talvez não. – Ele sempre ria. Então acusei o que ele disse como uma mentira.

– Você... Leo, você... Fica uma gracinha dormindo. – Fechei um dos olhos e aguardei a reação dele

Ele riu e disse:

– Eu sou uma gracinha de todo o jeito. E sabe, poderia dizer o mesmo de você. Mas você fala enquanto dorme.

– Eu falei alguma coisa comprometedora? – Oh, céus. Não. Não. Não acredito. Eu não falava enquanto dormia. Ou falava?

Ele deu um sorriso malicioso e disse:

– Não, imagina. Talvez um nome em especial. – O sorriso dele ficou maior.

Eu devia estar vermelha igual a um pimentão.

–Ok, vou comer alguma coisa- E sai morrendo de vergonha, que diabo de nome eu tinha falado? Leo? Percy? Nico? Travis? Connor? Oh deuses, eu estava ferrada se o nome fosse Leo, o ego dele ia aumentar, tipo, uns 1000%.

Fui pra cozinha e ninguém estava lá, só a comida. Eu estava morrendo de fome e comi de tudo que tinha lá. Só não sabia onde eles tinham arranjado tudo isto. Depois de comer fui para a sala do capitão, Percy estava lá e quando me viu me lançou um olhar que ao mesmo tempo dizia que estava tudo bem e perguntava se EU estava bem.

–Oi. Er.. Desculpe. Eu estou bem agora. – Disse envergonhada.

Ele veio e me deu um abraço.

– Não se atreva a pedir desculpa. Não te culpo, e tudo está bem. Vamos chegar daqui a umas duas horas... E Kelly, qual é a profecia? – Ele me olhou desconfiado.

Dei um suspiro forte e disse:

–No relento estará/ e junto com seu irmão descansará/ E com o pai partira/ E em segurança voltara. – Talvez eu tenha feito algumas modificações na profecia, mas diz ai, ela não ficou muito melhor assim?

Percy estava pensativo e eu estava com os olhos marejados. Sai da cabine e fui para a proa, meu lugar favorito. E levei meu 524545° susto naquele navio. Um cara bonitão de uns 20 e poucos anos estava ali com um carro. Uau que carro. E uau que homem.

– Oi. Como vai? Espero que não fique com raiva. Sabe, por eu ter estacionado meu carro aqui. – Disse ele com um sorriso de tirar o fôlego.

– Er, acho que não. Fique a vontade. A casa é sua. – Disse calmamente

–Sou Apolo, e você? – Apolo. Uau. Apolo. Na. Minha. Frente. Apolo.

– É. – Qual o meu nome mesmo, ah — Sou Kelly.

Ele me olhou com uma expressão estranha no rosto.

– A filha de Poseidon? Você é famosa lá no Olimpo, sabia. – Disse como se estivesse se divertindo.

– Eu? Por quê? – Famosa aos 15 anos.

– Você não sabe da história? – História? Oxi.

– Que história? – Aquela conversa estava me deixando confusa.

– Ora ora, Percy ai está você. – Disse Apolo sorrindo.

– Er, oi Apolo. O que você faz aqui?- Percy disse. Eu estava tão encantada com o Apolo que nem tinha me dado conta que Percy tinha chegado ali.

– Bom, eu resolvi da um olá apenas. Mas então me diga que você sabe da história porque ela- ele apontou pra mim- não sabe nada.

– Bem, também não sei do que você está falando. – Disse Percy mais confuso que eu.

– Ok, crianças. Chegou a hora do titio Apolo contar a historinha do Papai de vocês. Bem, é bastante raro Poseidon ter filhas, senão quase impossível, mais ai eu teria que passar um dia todos contando o porquê e blablablá. – Agora que eu dei por mim que de acordo com a mitologia grega Poseidon não poderia ter filhas, então eu seria uma coisa impossível. – Só que tem um grande problema com elas, elas sempre eram destruídas, pois elas tinham um poder acima dos meios-sangues normais. Então Kelly você é realmente um problema para o Olimpo e para Poseidon. Zeus já pensou em como resolver a situação, mas Poseidon disse que resolveria. Até que ele sumiu. E sabe por quê? Porque o que quer que tenha pegado Poseidon, na verdade quer você, e foi por isso que pegaram sua mãe. Então criança tome muito cuidado. Você sabe, a profecia, não acaba quando você pensa que acaba, ela é mais extensa do que você imagina. E boa sorte. O deserto está a 15 minutos daqui, eu dei uma ajudinha pra que vocês chegassem mais rápido. Agora deixa eu ir, cuidem-se. E não morram. – Ele deu uma piscadela para mim e foi para o seu carro.

E ele foi-se.

E eu fui para o meu quarto, Leo ainda estava lá. Ele estava dormindo, Percy estava conversando com Barbara e Nico sobre as estratégias. Deitei não para dormir, mas para pensar, fiquei ouvindo a respiração de Leo. Eu gostava muito do Leo, muito mesmo, ele era tão bom e legal. Ora, porque eu estou falando isso?

Daí ele acordou, eu contei sobre a visita de Apolo e sobre o que ele havia dito, ele riu e disse:

– Aee, Kelly é a mulher maravilha então. Me diz quais são os seus outros super poderes? Você vai usar uma capa também?- Ah como ele era idiota.

– Não seu bobo, isso não é engraçado. Tem muita gente querendo me matar sabia.

– Nossa como você é importante, cara, parabéns famosa aos 15 anos. – Ei, eu tinha falado isso primeiro — Sabia que isso é muito raro?

– Não adianta você não vai entender nunca, seu grande idiota.

A porta abriu e nela Percy estava, e disse:

Chagamos, estamos praticamente no deserto, estão prontos?

Eu e Leo trocamos um olhar divertido e falamos juntos:

–Claro.

Bem, sim, eu tinha ficado feliz, pois alias, minha profecia estava mais clara agora. Ninguém mais precisaria morrer, eu aproveitaria minha felicidade enquanto podia. Mesmo no deserto. E mesmo sabendo que a areia e o calor seriam as ultimas coisas que eu sentiria.

Notas finais
Opa, minha versão para aquela história que Poseidon não pode ter filhas. Gostaram?