A correria entre Stivie e Bia foi grande. Cada um foi direto para seu chalé pegar apenas o necessário. Algumas peças de roupa, alguns dólares, dracmas, ambrósia etc. Segundo depois eles já estavam de volta a frente da Casa Grande, onde Quírion e Rachel ainda se encontravam.

– Essa missão é muito perigosa. Não sei ao certo como vocês farão para encontrar Hpynos e nem quem são os outros dois semideuses que irão lhes ajudar... – Quíron fez uma leve menção aos dois e deixou Rachel falar.

– Pelo pouco que o espírito do oráculo me falou, ao que parece Hypnos está em um lugar chamado Mundo dos Sonhos, porém não sei ao certo como chegar lá. – apesar de todos os esforços que Rachel estava fazendo para ajudar, parecia que eles estavam ficando ainda mais perdidos.

– Se eu me lembro bem... Meu pai já mencionou alguma uma vez ou outra, que por ele ser o servo mais fiel a Hades, junto com seu irmão, Tânatos, eles teriam que viver próximo aos domínios do Senhor do Mundo Inferior. Então é bem provável que se formos até lá, à gente consiga chegar a esse tal Mundo dos Sonhos. – apesar de Stivie falar muito pouco, todas as vezes em que ele resolvia abrir a boca para dizer alguma coisa, era sempre uma informação valiosa.

– É provável que você tenha razão. Porém, nem sempre ir ao mundo de Hades é uma boa escolha. Aquele não é um lugar onde semideuses podem ficar vagando a vontade. – Quíron admirou a informação de Stivie, porém isso não significava que ele realmente iria deixar esses dois jovens semideuses irem sozinhos ao Mundo Inferior.

– Não temos outra escolha Quíron. E não podemos mais perder tempo. Ou vamos ao Mundo Infeior e encontramos um meio de entrar no Mundo dos Sonhos, ou deixamos Hpynos ficar aprisionado pelos próprios filhos, para eles fazem sabe-se lá o que. – outro ponto em que Bia se diferenciava dos outros filhos de Afrodite é que ela não tinha medo de sair em uma missão. E que quanto o momento pedia para ela ser séria, ela era.

– Tudo bem... Parece que não temos outra escolha... Existe uma passagem para o lá em alguma parte do Central Park, em Nova York. O problema é que não sei exatamente a onde. Vocês terão que chegar lá e descobri sozinhos. Mais lembrem-se. Vocês são semideuses, os monstros estarão no rastro de vocês o tempo inteiro. – Quíron não podia deixar de advertir os jovens. Não é só porque Cronos foi derrotado que o mundo ficaria sem monstros.

– Não se preocupe com isso. Tomaremos todo o cuidado do mundo. – Bia se despediu deles e agarrou Stivie pelo braço. Enquanto andavam em direção à saída do acampamento, virão que iriam sentir falta de toda aquela calma, mesmo que posso por um breve período de tempo. Mais tinham certeza que a missão deles era realmente importante.

Logo que saíram da densa floresta que cercava o acampamento e chegaram à rodovia, se depararam com um pequeno problema.

– Certo... Como faremos para chegar à Nova York? A cidade não é nenhum pouco perto daqui, ainda mais para irmos a pé. – Stivie olhou de um lado para o outro esperando que algum carro passa-se, para que assim pudessem pegar carona.

– Bem... Não esta passando nenhum carro no momento, porém quando isso acontecer, irei usar meu charme para fazer o motorista nos da carona até o máximo que ele puder. – sabendo que Stivie não iria argumentar nada contra, Bia simplesmente começou a andar ao lado da estrada.

– Para onde você pensa que vai?

– Ue... Lembra o que Quíron falou sobre os monstros? Não podemos ficar parados em um único lugar. Isso chamaria atenção de mais. Vamos andando, ai quando um carro passar eu o paro. Simples assim. – o sorriso que Bia deu a Stivie tinha um tom um pouco... Ameaçador.

Depois de horas andando e sem passar nenhum carro. Bia e Stivie já estavam cansados e com fome. Eles não haviam pegado comida, o que foi um grande erro.

– O que iremos fazer agora? Não quero morrer de fome em um lugar como esse! – Bia que não aguentava mais dar um paço sequer, parou e se sentou em uma pedra.

– Bem... Poderemos parar naquela lanchonete logo ali na frente e comer algo... – Stivie que está em pé, aprontou para uma pequena lanchonete a alguns metros de distância.

– Como eu não tinha reparado que ela estava lá? Deve ter sido a fome. Vamos logo até lá! Se eu não comer nada, irei cair morta aqui daqui a pouco. – ela se levantou e eles foram em direção à lanchonete.

Apesar de ser no meio da estrada, o ambiente era bem agradável e arrumado. A música ambiente era muito relaxante e o cheiro que vinha da cozinha era ótimo. Assim que entraram no local, foram até o balcão onde uma mulher alta e de cabelos negros os atenderam.

– O que vocês gostariam de pedir? – a mulher falou com um sotaque um pouco arranhado.

– Eu vou querer um copo de Milk shake de morando, e uns bolinhos. – falou Bia, enquanto observava as outras coisas que estavam na loja.

– Eu quero um copo de suco e um pedaço de pizza. – respondeu Stivie.

– Tudo bem... Podem se sentar que irei preparar os pedidos e levar até vocês.

Os foram até a última mesa da lanchonete e ficaram ali. Esperando a mulher levar seus pedidos.

– Ainda bem que encontramos esse lugar. Não sei se aguentaria mais um minuto sem comida. – Bia praticamente se jogou em cima da mesa enquanto esperava.

– Ainda bem mesmo... Porém acho isso tudo um pouco estranho. Uma lanchonete, vazia, no meio da estrada? Poderia muito bem ser uma armadilha para semideuses.

– Deixei de ser todo esquisito Stivie. Pelo menos por agora aproveite. Não vai ser sempre que teremos essa chance. – alguns minutos depois de Bia terminar de falar, a mulher trouxe seus lanches.

Eles realmente estavam mortos de fome, porque atacaram o prato de comida de uma maneira totalmente lunática. Porém foi apenas depois de terem terminar de comer e beber tudo, que perceberam que alguma coisa estava errada.

– Não consigo mexer minhas pernas... – Bia começou a falar, porém aos poucos sua voz foi ficando cada vez mais baixa.

– O que você fez com a gente?! – Stivie que ainda conseguia manter a voz alta gritou para a mulher.

– Vocês deveriam saber reconhecer uma armadilha para semideuses. Não teve nem graça paralisar vocês. Agora fiquem quietos! – a mulher esperou que eles ficassem totalmente paralisados e amarrou uma venda nos olhos de cada um, depois saiu arrastando os dois e os jogou dentro de um compartimento em que guardada carne.