Percy Jackon - O Templo Dos Sonhos

3 A história das correntes


Depois de algumas horas, Stivie e Bia acordaram e notaram que estavam com os braços e pernas amarrados e que ao redor deles, se encontrava muito, mais muita palha, formando um grande ninho e logo em frente, havia três grandes ovos verdes.

- Certo... O momento em que a gente começa a entrar em total desespero é agora, ou podemos esperar mais um pouco? – Stivie já estava começando a ficar agoniado, ele sabia que aqueles três ovos em sua frente não era um bom sinal. E só iria piorar quando aquilo chocasse.

- Se você ficar calado por mais alguns minutos, eu conseguirei pensar em uma maneira da gente sair daqui. – Bia começou a olhar em volta. Tinha que haver algum modo deles escaparem. Não poderiam ficar ali parados e servir de alimento.

- Tudo bem... Você quer que eu fique calmo no momento em que provavelmente vamos virar comida de sabe-se lá o que...

- É sério que você não sabe o de que são esses ovos? O que você fazia nas aulas sobre monstros... Dormia? – Bia falou de uma maneira totalmente sarcástica e lançou um olhar de desdém a Stivie.

- Então senhora sabichona, de quem são esses ovos? – como não poderia perder essa briga sem lutar, Stivie respondeu também de forma sarcástica.

- Dracaenae da Cítia. É isso que esses ovos são. Provavelmente aquela mulher que nos atendeu é a mão deles. E como você já notou... Nós seremos seu lanche.

- Que maravilha! A única vez que saiu em uma missão e já vou ser comido por um lagarto gigante e toda sua família. Ainda me perguntam por que eu prefiro ficar na minha cama a sair em uma missão.

- Bem... Se você já parou de reclamar, eu sei uma maneira de nos tirar daqui.

- Como?

- Primeiro eu preciso alcançar minha tornozeleira. E depois preciso tirar minha corrente do pescoço. Ai estaremos um passo mais perto de nossa liberdade.

Stivie ajudou Bia a fazer o que ela pediu. Depois de alguns minutos e muitas tentativas, finalmente as duas pequenas correntes estavam nas mãos laçadas de Bia. A curiosidade de Stivie só fazia crescer a cada segundo.

- Certo... O que vem a seguir? – ele perguntou enquanto olhava para as duas correntes que Bia apertava contra a mão.

- Isso meu caro! – Bia vez um rápido movimento e as duas correntes cresceram de tamanho, mudando não só de cor como de aparência. A que ficava no tornozelo da garota, ganhou uma cor prateada, com uma ponta em formato de flecha, que era feita de puro bronze celestial. A segunda, que servia como um colar, ganhou uma cor dourada, com uma ponta redonda, também feita de puro bronze celestial. Elas prenderam nos pulsos da garota, e formaram uma espécie de algema, porém eram confortáveis e serviam para ajudar no manuseio de ambas as correntes. A maior parte do chão estava coberta pelas correntes, que brilhavam sobre a leve luz que pendia do teto.

- Agora realmente estou confuso. Por Zeus! De onde saíram essas correntes? – Stivie não parava de olhar de um lado para outro. Ele queria saber se onde aquilo havia surgido, apesar de já ter uma ideia da resposta.

- Ué... Essas são aquelas minhas duas correntes. Elas são as armas que minha mãe me deu. – Bia respondeu de uma maneira calma e simples.

- Isso explica uma parte, porém eu nunca a vi lutando com elas. Você sempre lutou com espadas e lanças. Mais nunca com correntes. – Stivie, que já havia observado Bia treinando algumas vezes, realmente lembrava que a garota nunca havia treinando antes usando correntes. Isso era totalmente novo para ele.

- Bem... Não mostro a todo mundo minhas verdadeiras armas. Vamos dizer que elas causariam certo espanto. O passado delas não é algo da qual eu deva me vangloriar. – ela mexeu discretamente nas algemas que prendiam as correntes a seu pulso. Ela sabia que teria que contar uma hora ou outra.

- O que você quer dizer. – Stivie estava ficando realmente intrigado com toda aquela história. Porque uma filha de Afrodite, mesmo uma filha que saiba lutar, iria receber de presente da mãe uma arma, e ainda por cima, um par de correntes?

- Você provavelmente já deve ter escutado a lenda da Princesa Andrômeda... – a voz da garota estava começando a falhar.

- Já sim. Mais o que isso tem haver?

- O fato é que Andrômeda também era uma filha de Afrodite. Ela foi usada como sacrifício para Poseidon não destruir sua cidade. Porém foi salva por Perseu, com quem acabou se casando depois. Essas correntes que uso como arma, são as mesmas correntes que foram usadas para prender Andrômeda na rocha. Quando minha mãe apareceu e me entregou elas, ela avisou que chegaria o dia em que essas correntes não só me salvariam, como também seriam as responsáveis pelo meu sacrifício. Poucas filhas de Afrodite durante o decorrer da história ganharam essas correntes de presente, e todas que a receberam, não tiveram um bom destino... Se é que você consegui me entender.

- Então quer dizer que uma hora você ira morrer pela sua própria arma? – Stivie estava começando a ficar preocupado com aquilo. Não poderia deixar a amiga morrer e ainda por cima, morrer por causa da própria arma.

- Basicamente sim... À medida que vou usando ambas, começo a perder um pouco de minha energia vital. As correntes precisam de uma grande quantidade de poder para funcionar. É por essa simples razão que eu nunca as uso durante o treinamento e apenas poucas pessoas sabem da existência dela. Elas têm o poder de aprisionar qualquer ser, tanto monstros quanto deuses.

- Não irei permitir que você as use, iremos encontrar uma maneira de acabar com essa mulher louca. – Stivie já estava começando a aumentar o tom de sua voz, quando Bia fez um movimento com a mão para que ele ficasse em silêncio.

- Não é algo que eu esteja disposta a discutir. É a nossa única chance de sair daqui. Ela já deve estar voltando. Assim que ela estiver perto, eu irei atacar e você corre. Irei logo atrás de você. Tudo bem? – Bia olhou atentamente para Stivie, esperando que de alguma forma ele fosse contra esse plano. Mais o que ele poderia fazer para impedi-la? No momento, a única coisa sensata a ser feita, era aceitar o plano.

- Tudo bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.