Notas iniciais
Bem, a partir desse capítulo, as coisas irão realmente acontecer. Esse capi ficou mais pra garotas, então meninos, me desculpem!

Capítulo 05)

Eu estava dormindo tranquila na cama de cima do beliche, quando alguém me acertou com um travesseiro.

–Anda Liz, acorda! Vou te ensinar a andar de skate.

Ao ouvir a palavra skate, eu pulei da cama, vesti um roupão, peguei minhas coisas e fui pro banheiro. Sim, andei boa parte do Acampamento de roupão, mas ou era isso ou era meu cabelo igual a um ouriço, porque quando eu acordo, como ele é cacheado, ele fica cheio, então eu tomo dois banhos por dia: um de manhã e um antes do jantar.

Fiquei um bom tempo só pensando na vida, depois realmente tomei o banho. Normalmente, eu prendo o cabelo em um rabo-de-cavalo, mas dessa vez resolvi deixa-lo solto. Alisei a minha franja, coloquei uma calça jeans, tênis All Star pretos e a blusa do Acamamento.

–Olha só, minha maninha de cabelo solto... Pensei que vocês fossem sair só às cinco. — Percy cutucou, quando eu voltei.

–HAHA. Tô morrendo de rir, lindo. Vamos logo! — há tempos que eu queria aprender a andar de skate, e finalmente Percy iria me ensinar.

Quando chegamos lá na arena, ele me fez ficar em pé no skate, o que eu consegui com um pouco de custo. Aí, ele me fez andar um pouco, e quando começamos com algumas manobras básicas, eu caí e esfolei todo o lado esquerdo do corpo: Um pouco na bochecha, no cotovelo e no ombro, e também bati o osso da bacia, fazendo parte da minha cintura ficar roxa.

–Liz, você está bem? — Percy perguntou, preocupado.

–Calma, não sou de vidro. — murmurei, dolorida. -Vamos de novo.

Tentamos mais algumas vezes, e também caí mais. Ao fim, estava toda arranhada, e dos machucados saía a linfa, um líquido do corpo que parecia água, tornando os machucados mais nojentos. Bem, ao menos eu já podia andar no skate sem cair.

–Você foi bem. — Percy me consolou.

–Aham.

–Não, é sério. No seu aniversário, vou te dar um skate de dragão, pode ser?

–Claro! Mas você está atrasado, meu aniversário foi ontem!

–O quê? Fala sério! Vou correr no Chalé 11 e pedir uma ajuda.

–Não Percy, não preci... — mas ele já tinha corrido. — Ah, deixa pra lá!

Eu fui andando sem rumo, até que resolvi pedir um pouco de ambrosia na Casa Grande, e então encontrei Leo e Jason.

Ah, acho que vocês perceberam que haviam alguns romanos ali. Bem, parece que durante a guerra, muitas amizades foram feitas, então alguns do Acampamento Júpiter nos visitavam e virce-versa.

–Oi Liz! É a irmã de Percy, né Leo? — Jason comentou.

–Ela mesma, Jason. — Leo disse, olhando feio para ele. Nem queria saber o que estava acontecendo. — Oi Liz! ele me cumprimentou e me deu um beijinho na bochecha (que não estava ralada). — O que aconteceu? Você está toda ralada!

–Ah, nada de mais... Brincadeiras com o skate na arena, só pode dar nisso, né?! — brinquei, piscando o olho.

–Pega, vai te ajudar. — Leo tacou um pacote de ambrosia pra mim.

–Cuidaaaaaaaaaaaaadooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!! — Percy chegou, em cima do skate dele. No último segundo, ele fez um movimento com a perna e levantou o skate, pegando-o. — Prontinho! De noite, você vai ter um skate vermelho, com desenhos de chamas e um dragão chinês azul! — ele sorriu.

–Hã? Por que o presente? É aniversário dela ou algo assim? — Jason perguntou.

–Na verdade, foi ontem. — Percy explicou. — Aliás, parabéns atrasadooooo!!

–Você não devia dizer isso ao me dar o presente? — eu perguntei, rindo.

–Ah, é mesmo. Retiro o que disse, então.

–Como eu não vou dar presente (foi mal!), eu posso dar parabéns! — Jason disse então me abraçou.

–Ei, Jason, vamos treinar? — Percy chamou.

–Vamos! — então os dois saíram em direção à arena, deixando eu e Leo sozinhos (Percy: Isso é perigoso! Eu: Cala a boca! Deixa eu escrever o que eu quiser sobre esses dois!).

–Então... Obrigado pela ambrosia. — eu disse, devolvendo o pacote.

–De nada! Você está com uma cara bem melhor. 1 nós dois rimos. 1 Mas que milagre! Liz Fox de cabelo solto! — ele riu. Eu bufei e soprei a franja que insistia em cair em meus olhos.

–Sério, a gente não pode fazer nada que já comentam. — eu fui um pouco rude, mas a minha paciência é extremamente curta.

–Ei! Foi um elogio! Você fica linda de cabelo preso, mas assim, você fica... — ele deu uma boa olhada em mim, boa até demais. — Ardente.

–AH MEUS DEUSES! — eu coloquei a minha face vermelha entre as mãos. Leo estava se dobrando de rir.

–Se você ficar assim toda vez que eu fizer um elogio, não vai dar! — ele disse, ainda entre risos.

–Você pode fazer elogios, mas... Desse tipo... Eu... eu não encontrava palavras.

–Agradeça! Não é tão difícil.

Resolvi ceder.

–O.K., O.K. Obrigada.

Por um tempo, nós só ficamos nos olhando, até que ele falou.

–Sabe, eu realmente acho seu cabelo muito bonito, assim, de tão negro tem um reflexo azul... Mas o que eu mais gosto em você são os seus olhos.

–Meus olhos?

–Aham. Eles são bem verdes, da cor do mar. Só tem um problema.

–Qual? — eu perguntei curiosa.

Ele chegou mais perto.

–Eles não têm mais brilho. — ele falou. — Me pergunto o que teria acontecido com você.

–O mundo me deixou sozinha, Leo. Perdi minha mãe, nunca conheci meu pai, Hera me tirou da única família que me quis e me plantou naquela escola, sem ninguém. Angélica é minha única amiga, e ela entrou só ano passado. Mas o pior foi ver minha mãe ser morta diante dos meus olhos. — eu respondi, olhando direto nos olhos dele.

–Como assim? — eu sabia que ele também havia perdido a mãe bem novo, mas ele não havia visto o que eu vi. Ou escutado o que escutei.

–Hera apareceu na minha casa, no meu aniversário. Disse que precisava me levar. Que estaria segura com ela. Mas mamãe não deixou. Disse isso pra ela, e algumas verdades também. Então Hera pegou um punhal e matou minha mãe, bem ali a minha frente. O grito dela foi horrível. Então, desde disso, meus olhos não querem mais ver a crueldade do mundo. — percebi que lágrimas escorriam das minhas bochechas. Quando dei por mim, eu e Leo estávamos sentados nos degraus da varanda da Casa Grande, eu apoiada nele, chorando copiosamente. Ele acariciava meus cabelos, me tranquilizando.

–Liz... Você sabe a minha história... Sabe o quanto eu chorei pela minha mãe. Mas você também tem que esquecer isso. Só se lembre dos bons momentos, e faça algo que te lembra dela. Eu escolhi ser bem humorado. Você pode treinar cada vez mais no arco e flecha. Pode ficar melhor até do que as Caçadoras. Você tem o potencial.

Eu parei de chorar e assenti.

–Agora... Tenho que arrumar um presente pra você! — ele disse sorrindo. — Hum... O que dar para você, hein?

–Não precisa...

–Claro que precisa!

–O.K., então! — eu cedi. / Eu queria te pedir pra fazer uma coisa pra mim.

–Às ordens!

–Uma espada! Será que você consegue fazer uma espada pra mim, igual à de Percy? — pedi.

–Claro! Mas você vai ter que esperar até amanhã!

–Sem problemas!

Eu tenho que ir, mas... Antes eu quero falar uma coisa. Sobre o nosso encontro, hã... Bem... Hum... Só vá de biquíni (ou maiô, sei lá!) por baixo da roupa, O.K.?

Eu olhei acusadoramente para ele.

–O quê você está aprontando?

–Surpresa!

–Tá bom. Te encontro no Pavilhão às cinco.

–Tá bom!

E ele foi embora, indo para qualquer lugar. Eu não entendia como ele podia ser tão bem humorado.

Resolvi pegar Angélica e ir treinar arco e flecha. Vou seguir o conselho de Leo e me tornar melhor que as Caçadoras.

***

–Cara, você é muito boa! — valeu, Angel. Suuuuuuuuper, esse comentário.

Eu havia acertado a mosca de seis alvos ao esmo tempo. Mas ainda não era suficiente.

–Se os alvos estivessem em movimento... Ah, quer dizer, obrigada. Mas eu não tiro os narizes das pessoas.- eu respondi, me sentando ao lado dela.

–Isso, definitivamente, é legal. — ela sorriu de modo satisfeito.

Aí, eu vi o Julius Tiger vindo em nossa direção.

–Oi Liz! Oi Angel!

–Oi Julius! — nós falamos juntas.

–Angel, quer, sei lá! Andar comigo por aí depois do almoço?

–Ahn, por que não, né? — ela respondeu. Ele sorriu, atirou em um alvo, jogou o cabelo e foi pra quadra de vôlei.

–Eu amo quando ele joga o cabelo assim! — nós exclamamos juntas.

–Liz, ele é tão quente.

–Eu sei!

–Mas não tento quanto um dos meninos do 1D...

–É mesmo, né?

–Ah, queria ter ido num show deles!

–Eu também. E graças aos deuses que o Harry largou a Taylor!

–Nuss, também acho isso! Ela é muito interesseira! Ia acabar com a banda.

–Pois é! Aquela tonta! O Harry era muita areia pro caminhãozinho dela!

–Você acha isso de mim?

–O quê? — eu perguntei. Não acreditei no que ouvia. Angélica nunca, NUNCA, se interessou por garotos.

–Quero dizer... Você acha que eu sou pouco pro Julius? — ela perguntou, preocupada.

–Não. Você é linda, alta e incrivelmente doida.

–Precisa usar óculos, Liz. Não sou linda.

–Em minha opinião é, e pra aqueles garotos do clube também, e pro Julius também.

–O.K., que seja. Vai, duvido que acerte o Will com água.

–Eu não vou fazer isso! Mas diz, você trouxe Spyro?

–Claro que sim! Vou pegar lá no Chalé de Hécate, aí a gente joga no Playstation 2 do Percy, beleza?

–Beleza! Pega lá que eu vou ligando o Playstation!

***

Mais tarde, eu estava me arrumando. Tomei banho, coloquei meu cabelo de lado. Vesti um biquíni azul e por cima um vestido bem soltinho verde-água. No cabelo, coloquei um grampo em forma de rosa da mesma cor do vestido. Coloquei uma sandália azul, e passei um batom coral. Nada de maquiagem!

–Arrasando, hein, maninha! — Percy brincou quando eu saía. Eu sorri pra ele.

Subi no Pavilhão, e lá encontrei Leo. Ele estava de shorts e blusa preta. Quando ele me viu, ficou de boca aberta, mas logo se recompôs.

–Oi Liz...

–Oi Leo...

Ele pegou a minha mão e me levou até a carruagem voadora. Quando percebi, estávamos em uma cidade brasileira: Cabo Frio.

–O quê...?

–Angel.

–Ah, eu vou matá-la! — brinquei.

Ele nos desceu, e nós jantamos, tomamos sorvete, e nadamos muito. Eu fiquei com muita vergonha, mas logo estava me divertindo tanto que nem me lembrei disso. Nós fizemos guerra de água na Praia do Forte, pegamos jacaré, apostamos corrida... Foi muito bom. E ele me beijou várias vezes.

Quando ele me levou de volta ao Acampamento, eu não queria me separar dele. Mas eu tinha né, fazer o que...

–Boa noite, Leo...

–Boa noite, Liz... — então ele me deu um beijo, e eu entrei no Chalé.


Se eu soubesse os sonhos que me aguardavam, nem teria me deitado.


Notas finais
Own, eu achei tão fofo! Que orgulho de mim!De novo, participação especial do Harry! Ai, eu amo esse garoto!
FIQUEI COM DÓ DE MUDAR A NOTA