Percy J - A História da Princesa do Mar
7 PRECISAMOS DE UMA MISSÃO! blá-blá-blá, coisa e tal
Notas iniciais
Que saudadeeee!!
Desculpem por não postar esses dias, é que esse capítulo foi complicado. Eu tinha muitas ideias e não sabia como coloca-las.
Bem, mas eu ganhei um PC novinho de Natal, e estou escrevendo dele pra vocês (o que também é razão do meu atraso, passar pra ele todos os meus arquivos, etc.)
De qualquer forma, aproveitem!
Eu estava em uma sala grande, e percebi que era o fundo do mar: tudo tinha um reflexo azul, e eu via coisas flutuando pelo lugar, além de animais marinhos. Em um trono, havia um homem de cabelos pretos e olhos verdes. Nos olhos haviam rugas de sorriso, e parecia ser um pescador. Ele olhava para mim, e sorria.
-Filha... Você cresceu!
-P-Pai? – eu não podia acreditar.
Ele nadou até mim e me abraçou, e eu retribuí. Há muito tempo eu esperava por isso.
-Filha, eu tenho que te contar tanta coisa... Mas agora não há tanto tempo...
-Eu também queria perguntar algumas coisas, pai...
-Escute filha. Quando você acordar amanhã, algumas coisas estarão diferentes, mas não se assuste. Você descobrirá novos poderes sobre si mesma, e apesar de seu amigo ser muito habilidoso, eu mesmo queria te dar uma arma, um presente.
Ele colocou um anel no meu dedo. Era de bronze celestial, e preso a ele por uma corrente, havia um pingente de tridente. Eu o puxei, como se fosse arrebentar a corrente, mas quando eu o fiz, ele se expandiu até se transformar num tridente de bronze celestial. Ele era esculpido bem simples: o cano grosso, e três pontas afiadíssimas, um grande diamante na base, mas eu sabia que possuía um grande poder. E quando olhei para as minhas roupas, percebi que agora estava vestindo uma armadura. Eu a achava linda. Era verde e azul, mas não era uma grega tradicional. Possuía protetores nos joelhos, pernas, ombros, busto,antebraços e um tipo de saia, do mesmo material do resto da armadura [N/A: A autora aqui não consegue descrever muito bem, então procurem Usagi Mimi Turma da Mônica Jovem no Google. A armadura dela é a da Liz].
-Como eu faço para...
-A armadura aparece quando você faz o tridente aparecer. Para transformar em anel, puxe a corrente, na ponta inferior.
Quando eu olhei na ponta, lá estava: uma corrente pequena. Eu a puxei, e o anel apareceu em meu dedo, bem como as minhas roupas normais.
-Obrigado, pai...
-De nada. E mais uma coisa: esse diamante azul é O Coração dos Mares.
-O do Titanic? — perguntei, assustada.
-Esse mesmo. Espero que goste.
Então meu sonho mudou.
Eu estava em um cubículo escuro, e uma garota com roupas das Caçadoras e cabelos negros no estilo punk estava amarrada à uma cadeira. Ela esperneava e gritava coisas não tão legais. Thalia, supus. De repente, uma criatura com corpo de leão e cauda de espinhos apareceu. Ele se virou para mim.
-Estou te esperando.
Então eu acordei ao som de trovoadas.
Me vesti rapidamente, preocupada, e encontrei Percy fazendo o mesmo. Felizmente, meu cabelo estava comportado.
Quando chegamos ao pavilhão, percebi que todo o Acampamento estava lá. Vi que o céu estava coberto de nuvens negras, inclusive dentro das fronteiras. Travis chegou com um skate na mão, e me desejou feliz aniversário, assim como Percy. Eu agradeci e coloquei o skate no pé. Will se aproximou, e me entregou um arco e uma aljava cheia. "Ela se recarrega sozinha". Coloquei a aljava e o arco nas costas. Leo chegou, me cumprimentou com um selinho e me deu um grampo em forma de espada.
-Para fazer virar espada, é só jogar pro alto, igual a moeda de Jason. – ele explicou, e eu fiz o movimento.
Quando eu vi, estava segurando uma espada igual à Anaklusmos, exceto por alguns detalhes: a guarda era de couro negro e coberta de esmeraldas, e não havia um nome escrito na lâmina. Era incrível.
-Pra você – ele sussurrou no meu ouvido. – minha Princesa do Mar.
Eu me arrepiei toda, mas consegui mandar um sorriso para ele. Então Quíron se pronunciou:
-Heróis! Como perceberam algo está errado... – mas ele foi interrompido.
-Foi a garota nova!
-É, só pode!
-Ela é filha de Poseidon!
-Zeus está com raiva!
Todos me encaravam com raiva, ou pelo menos quase todos.
-Não é por minha causa! — gritei. Antes que alguém me interrompesse, despejei os dois sonhos que tive.
-Zeus está bravo porque Thalia foi capturada. — concluí.
-Mas parece que foi para te atrair. — Drew falou. "Idiota!", xinguei mentalmente. Ela continuou — Não sei por que você, tão fraca, fora de moda... Até que você e o perdedorzinho combinam! Casal de fracassados! — ela riu.
Percebi que Hazel e Frank estavam morrendo de vontade de falar uma poucas e boas pra Drew, assim como Leo e Angel, mas eu falei suavemente.
-Falem bem, falem mal, mas falem de mim. Afinal, você é quem faz a minha fama, Drew! Além disso, o que vem de baixo não me atinge. — Ui! Três provérbios em uma só frase!
Todos os campistas fizeram "UUUUUUHHHHHH!!!!!!!!", "ARRASOU!" e "Toma, Drew!". A filha de Afrodite me olhou indignada, e saiu rebolando do refeitório. Depois que ela se distanciou, respirei fundo, e a xinguei de todos os nomes que consegui encontrar. Todo mundo me olhou espantado, depois começaram a gargalhar da minha reação retardada.
-Sábia escolha, querida. — disse Quíron, piscando o olho para mim.- Mas agora, voltando ao seu sonho...
De repente, uma garota de roupas prateadas chegou correndo ao Pavilhão. Ela devia ser uma Caçadora. Ela era baixinha, de olhos azuis e cabelos ruivos. Se curvou para Quíron, e começou a falar do modo mais claro possível:
-Manticore... Capturou... Thalia.... Quer... Atrair... Liz.... Armadilha... Zeus.... Com raiva... Aparecer... Aqui.... — então ela desmaiou de exaustão. Seria até engraçado, se não fosse procupante. Will foi até ela, e jogou um pouco de néctar na boca dela. Ela começou a abrir os olhos, e Will a sentou em uma das meses. Felizmente, ela parecia não odiar os garotos.
-Zeus... Aparecer aqui? Ora, isso é impossí... — Quíron começou, mas um raio desceu até o chão, e Zeus apareceu em seu terno risca-giz.
-Campistas! — sua voz bradou. — A essa altura vocês devem saber que minha filha foi capturada! Sete de vocês sairão em sua procura, guiados por aquela que chamam de Elizabeth Fox! Thalia está em Dallas! Vocês tem cinco dias! — então ele sumiu em outro raio. Simples assim. Sem contato visual.
-Ahn... Bem... Isso foi incomum. — Quíron cedeu.
-Acho que foi mais estranho do que quando Marte apareceu no Acampamento Júpiter. — opniei.
-Provavelmente. — Frank concordou.
-De qualquer forma... Elizabeth, você deverá liderar a missão. Você a aceita?
Era muito pra mim, mas não havia escolha. Além disso, iria chamar pessoas experientes comigo, então...
-Claro. Bem, tenho que escolher seis pessoas, né? — Quíron assentiu. — O.K., quero... Percy, para me ajudar a liderar...
-Eu aceito.
-Grata! Hã, Annabeth, para as estratégias...
-Eu aceito! — ela sorriu. Eu sorri de volta e continuei.
-Will, preciso de um curandeiro!
-Já fui!
-Angel, não saio daqui sem você.
-Como se eu não fosse de qualquer jeito, Liz. — eu sorri para ela.
-Nico... Bem... Hum... Acho que é bom ter alguém com experiencia em morte e viagens nas sombras, e tal...
-Sem problemas. — ele deu de ombros.
-O.K., então, e... Leo...
-Hum? O quê? Sou última opção, é? — ele devia estar mogoado por eu tê-lo chamado por último.
-Achei que fosse óbvio que iria comigo. Preciso de um bom mecânico, piadista e que tenha habilidades com fogo. Aceita? — perguntei, sorrindo.
-Ah, o que vocês iriam fazer sem mim... — ele retrucou, com seu bom-humor habitual.
-Muito bem! Vocês partem amanhã de manhã! Aproveitem o resto do dia para treinarem, discutirem os meios de transporte e se prepararem. Estão dispensados! — Quíron bateu os cascos no chão, e nós sete saímos do Pavilhão, indo para a Arena.
***
-Como iremos chegar lá? Tipo, são 40 horas ou mais, de carro. — Annabeth começou. Estávamos discutindo na Arena, e eu aproveitei para testar minha espada. Estava pensando em nomes para ela.
-Bem, vai ter que ser de carro. Mas eu queria ter um carro voador. Ou um barco voador. Ou um labirinto mágico. Não espera... Voar não dá. Além disso, tenho claustrofobia, abissofobia, acrofobia e um pouco de acluofobia — eu respondi.
-O QUÊ?! — todos perguntaram.
-Medo de lugares apertados, medo de abismos, medo de altura e medo de escuro. — traduzi.
-Ahnnnnn.... — eles responderam.
-E os suprimentos? Mochilas, né? Não tem outro jeito. — Will comentou.
-É sim. Vamos ter que pensar bastante no que levar, pois não temos mochilas preparados por um deus, infelizmente... — continuei reclamando.
-O.K., agora, saindo desse assunto pesado, eu tenho um desafio: quem é que sabe uma profecia de outra pessoa? — Leo perguntou. Na mesma hora, comecei a recitar:
-"Decerás na escuridão do labirinto infinito,
O morto, o traidor e o perdido reerguidos.
Acenderás ou cairás pelas mãos do Rei Espectral,
Da criança de Atena, a defesa final.
A destruição virá quando o último suspiro do herói acontecer,
E perderás um amor para algo pior que morrer."
Todos ficaram muito impressionados, e até bateram palmas, brincando.
-Essa é a única que você sabe? — Annabeth me perguntou.
-Acho que sei mais algumas, mas a que eu mais, digamos... "gosto", é essa.
-Gosta? — Annabeth franziu as sombrancelhas.
-O.K., eu não consigo achar outras palavras, mas é porque ela é uma poesia! O último verso, então... — eu respondi, toda boba.
-Se você diz... — Annabeth deu de ombros. — Podemos ver sua armadura? E o tridente? — ela pediu.
-Claro, Annabeth... Por falar nisso, posso te chamar de Anne? Não me leva a mal, seu nome é lindo, mas pra falar, assim, conversando, é meio que comprido... — pedi.
-Claro, sem problemas!
-Eu ainda prefiro "Cara de Coruja" ou "Sabidinha". — Percy veio meter bedelho. Annabeth deu um tapa estralado nele, depois um selinho. O resto de nós deu de ombros, como quem diz "Vai entender esses dois.". Então, puxei o mini-tridente, para fazer virar o tridente real. Eu fiquei meio envergonhada, por causa da armadura, mas fazer o quê...
-Legal, mas... Não gostei da armadura. — Percy veio, todo cheio de baboseira.
-Eu gostei. — Leo falou. Nós olhamos para ele, tipo: "O quê?". Então ele se concertou. — Digo, o tridente. Legal.
-É, eu também gostei. — concordei. — Mas eu estou com receio por causa do diamante azul.. O Coração dos Mares. — confessei.
-Titanic... — Nico explicou.
-Ah... — Annabeth (Anne?) exclamou.
-Que poderes ele tem? — Will perguntou.
-Sabe que eu não sei? — respondi. então comecei a girá-lo dobre a cabeça, e um furacão começou a se formar. Era, tipo, GIGANTESCO, cheio de raios, nuvens, vento frio contra vento quente. Aí eu parei. então tive uma idéia louca: "E se eu conseguir afastar as nuvens?". Me concentrei nelas, e consegui fazê-lo. Quando virei para meus amigos, estavam todos com o queixo caído.
-Tirar narizes não parece tão mais legal... — Angel comentou, desolada. Nós rimos, e transformei o tridente em anel. Então peguei meu arco e flecha, que Will havia me dado. Mirei em Leo.
-Que raios está fazendo?! — ele perguntou assustado.
-Não se mova. — respondi. Concentrei toda a minha energia naquela flecha, e atirei. Quando chegou a centímetros do peito de Leo, ela desaparecu em uma luz azul, e reapareceu atrás dele, cravando-se em um boneco da Arena.
-Ficou louca?! — ele perguntou, ainda assutado.
-Leo, eu SOU louca! Que demais! SABIA que eu tinha que fazer mais alguma coisa, além se ser só boa! — comemorei.
Will ficou parado, pensou, pensou... e finalmente disse:
-É, eu desisto! Não tem como te vencer! — todo mundo gargalhou. Nós passamos o resto do dia lá, conversando e treinando, e quando ficou tarde disse:
-Vamos jantar, para descansar e seguir viagem amanhã. Lembrem-se: temos somente até o pôr-do-sol do dia 08. Durmam bem, e não se esqueçam de arrumar as malas. Vamos pegar uma van do Acampamento ás cinco da manhã, O.K.? — todos assentiram, e fomos jantar. Coloquei na mala três mudas de roupas, néctar, ambrosia, uma pochete com dracmans e dinheiro mortal. Levei no cabelo minha espada, Lâmina de Fogo, em sua forma de grampo, e no meu dedo o tridente, Tempestade no Oceano, em forma de anel. Os outros devem ter colocado quase a mesma coisa que eu. Anne deve ter colocado algum livro, com Ilíada ou Odisséia, e Will deve estar levando muita gase, pomada, algodão, néctar e ambrosia extra. Leo deve estar levando o cinto mágico e alguma peças. No final, também coloquei o protótipo (que agora funcionava!). Talvez precisasemos dele.
Às cinco e meia, estávamos na estrada, numa van do Acampamento, que era um pouco maior que uma van escolar grande, e colocamos nossas mochilas no bagageiro que ela tinha. Parecia um ônibus, só que menor. Continuando, Percy ia dirigindo, e Anne estava no passageiro. Will, Angel e Nico, que eram muitíssimo espaçosos, haviam pego três bancos cada um. Já eu e Leo ficamos nos bancos lá de trás. Assim, podíamos conversar e fazer o que quisésemos, sem incomodar ninguém com nossa hiperatividade ou com nossos, hum... confesso, namoros.
Já sei.
Vocês devem estar se perguntando.
"Por que o nome da espada é Lâmina de Fogo?"
Isso, meu amigo,
É no proximo capitulo!
Notas finais
Obrigada por lerem!
Leo - Sales!
Eu - Oi?
Leo - Qual é o meu futuro com a Liz?
Liz - É, e o meu com o Leo?
Eu - Se eu contar você não vai acreditar!
Liz - Copiona de "De onde vem?".
Leo e Eu - ^^'
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