Percabeth- Amor Verdadeiro
15 Minha casa é invadida
Notas iniciais
– Ah, como não vi antes? Devo estar ficando velho. – Disse Hans, estreitando os olhos para o monitor – Meus parabéns, são gêmeos.
– Ah meus deuses.- Eu disse baixinho, arfando.
Percy pareceu estar numa boa com isso. Acho que ele ficaria da mesma forma se fossem trigêmeos ou quadrigêmeos. Mas eu não. O pânico me consumia rapidamente. Eu não sabia se podia dar conta de um. Imagine dois!
Nosso médico desligou o aparelho, me deu algumas folhas de papel para secar a barriga e se sentou perto da mesa.
– Eu vou marcar para o próximo mês a nova consulta, dia 18 de março. Qualquer coisinha, dor, sangramento, por favor, liguem neste número.
Ele rabiscou alguns números num pedaço de papel e me entregou.
Nós demos tchau ao homem de cabelos grisalhos e saímos para o corredor branco e iluminado. Descemos até o nível de estacionamento e simos de carro.
Me joguei no sofá enquanto Percy corria nas escadas, pegando uma coisa aqui e outra ali, o jaleco no ombro.
Ele me deu um beijo
– Volto á noite. Me espere, tenho uma surpresa.
–Ok. Já estou ansiosa.
Ele saiu apressado pela porta, e depois soube que ele já tinha ido pelo barulho do carro.
Corri para a dispensa e peguei o maior pacote de salgadinhos que havia, e voltei para o sofá. Depois de saber minha real situação, e não apenas suspeitar, a fome tinha piorado.
Eu tinha pedido folga na manhã do trabalho para poder ir ao médico, mas ao saber que eu estava grávida, Rupert insistiu para que eu ficasse o dia inteiro em casa, então eu estava meio entediada.
Eu saí para fora e fiquei sentada na varanda, olhando para as flores roxas no cantos.
De repente, ouço um vidro se estilhaçar lá dentro.
Eu abri lentamente a porta, alarmada. Pude ouvir as vozes. Vozes extremamente familiares:
–Vá, sua retardada! — Disse Kelli, a empousa – Procure ela na casa. O Percy acabou de sair, então vai ser mais fácil.
Meu coração batia como louco, e minha cabeça andava a milhões. Pelo som, ela devia estar na cozinha.
Subi rapidamente as escadas. O enjoo já me atingia, e eu praguejava com toda a força na minha mente. Andei a passos largos até o quarto, tranquei a porta e peguei a faca reserva na minha gaveta. Minha faca habitual estava na minha bolsa, naturalmente, na cozinha! Como sou estúpida!
Eu precisava sair da li. Eu sentia os pssos de alguém no quarto ao lado. Eu precisava sair pela varanda. Eu pensava em mecanismos para pular numa espécie de Bungee Jump, mas então me veio a cabeça a lembrança.
“na biblioteca tem uma passagem para um arsenal, e todos os quartos e o escritório têm uma passagem para a rota de fuga atrás dos armários”
Eu empurrei com toda a força o armário, e soube que Percy me xingaria por estar fazendo tanto esforço na gravidez, e minha resposta seria: ”qual é! Não vou ficar inútil durante nove meses!”
Finalmente,vi a porta. Uma porta metálica com travas fortes. Eu digitei a senha nos botões e a porta se abriu cou um estrondo.
Pude ouvir alguém foçando a porta, então pulei para o corredor escuro e fechei a porta. Ouvi depois o armário deslizar para seu lugar.
Tateei com o pé á minha frente na escuridão total. Depois de alguns segundos, pude ver que era uma escada. Desci lentamente três degraus, e tochas se iluminaram.
Havia uma imensa escada, e em determinado ponto ela virava de lado de forma que eu não pudesse ver o final. Com as borboletas ficando mais fortes no estômago desci as escadas correndo.
Lá em baixo, parecia um templo grego (porque será??). Havia muitas armaduras e armas, ambrosia e néctar, e três túneis. Eu me apressei a segurar um balde na mão para o caso de eu botar tudo para fora. Havia também uma mesa, e em cima havia um papel. Eu corri para a mesa e o li.
Annabeth,
Se estiver aqui, é porque está em perigo. Se isso te ajudar, O painel de câmeras e microfones está á sua esquerda. O túnel 1 leva ao acampamento. O 2 leva até a biblioteca, onde vocês poderão se armar e o 3 leva para a rua de baixo.
Sua mãe, Atena.
Minha mente trabalhava a milhões. Eu liguei os aparelhos e aumentei o volume. Fui para a imagem do meu quarto. Katye, a mulher cobra tentava mover o armário, enquanto Kelli se sentava na cama e fuçava a gaveta de Percy. Isso me deixou com raiva, pois só EU podia fazer aquilo.
A cena não fazia sentido. As duas se conheciam? Eram parceiras para destruir minha vida? Será...
Então tudo fez sentido. “Minha senhora”... “Como não a conhece?”...
Eu aumentei o volume.
“Como pode ser tão estupidamente estúpida??” Kelli grunhia “Mexa isso logo! Eu já teria feito, mas acabei de pintar as unhas...” Ela fez um biquinho exagerado.
“Espera! Eu não consigo mover esta droga! Juro que quando entrei vi este armário se mover para cá. Deve ser sensível ao toque daquela estúpida filha de Atena ou algo assim.” Respondeu Katye.
“Ah, mas vai ser mais fácil rastreá-la agora, já que agora tecnicamente ela é três semideuses em um só...” Kelli disse analisando as unhas pintadas de um verde berrante.
Eu entrei em um pânico mortal. Eu desliguei tudo, peguei um cantil de néctar, meu balde e minha faca e corri pelo corredor 3. Eu sei, eu sei. Deveria ter ido pelo 1, mas eu não estava pronta para aparecer grávida no Acampamento ainda.
Eu corri o mais rápido que pude no escuro, e então bati com a cabeça na parede. Eu fiquei tonta, minha cabeça latejando. Eu tateei, procurando a luz que eu via, então olhei para cima. A luz do fim da tarde transparecia pelos vãos da tampa de bueiro. Havia uma escada na parede. Eu escalei e levantei a tampa do bueiro. Subi com dificuldade para a rua.
Me levantei no meio da rua, quando vi os faróis, o mundo girou e o impacto me atingiu.
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