Pequenas coisas, grandes janelas

4 Um bilhete a guarda nacional


Notas iniciais
Eu sou legal, juro... Bem, pelo menos minha mãe acha. Por favor, sejam como a minha mãe, e deixem um comentário o/ - mais um cap pequeno... porque sim u.u-

– Mesmo que eu esteja feliz em te ver… Não significa que aceitarei essa proposta maluca, Joe…

– Fique quieta e coma. — O obedeço e enfio uma porção generosa de batatas fritas na boca enquanto Joe me observa aparentemente satisfeito, mas nunca se sabe o que pode estar passando pela cabeça desse russo gigante. Uma vez ele chorou enquanto dizia que estava enfurecido e a cena seria engraçada se ele não tivesse quebrado meia sala de estar, sorrindo.

– Eu fiquei preocupado com você, por isso, disse a Cassie que fizesse a tal “proposta”, mas se não quiser eu não posso fazer nada.

–Realmente, que bom que sabe disso.

Seus olhos balançam de um lado para o outro e eu começo a rir, Joe é uma das únicas pessoas no mundo que realmente consegue me fazer rir, do contrário sou uma pedra de gelo. “frio como seu coração” e coisas assim.

–E como você está agora, em? — Ele rouba uma batata frita que estava prestes a entrar em minha boca apenas para que eu o responda, essas técnicas de interrogamento não valem de nada para mim. Porque ele não tenta tortura?-Queria ter vindo, mas eu estava ocupada de mais… — Respiro fundo e me recuso a olhar para Joe, então, mexo em meu prato com um interesse extremo. — … Ocupada de mais tento crises de temperamento…

–Hey… Não faça isso. — Sua voz é firme, mas não agressiva, reconfortante até. Me pergunto como alguém que já passou por tanta coisa ainda consegue ter uma visão tão positivista das coisas, o máximo que eu consigo é ficar feliz por comer bacon sem engordar. — O que é um funeral, se não uma cerimônia para enfiar um corpo morto num buraco? O que importa minha querida são as lembranças.

– Cassie me disse algo parecido, mas ela não tem tanto efeito sobre mim como você.

Sorrio como uma garota do tempo da TV, mas Joe nunca cai em bajulação e apenas me retribui um sorriso comum de volta. Ele parece um boneco militar, mas com um sorriso casual no rosto, isso é um elogio, posso garantir.

– Falando em Cassie, ela sabe que você está aqui?

– Não.

– É claro que não. Vou avisá-la, antes que toda a guarda nacional esteja na minha porta. — Ele se levanta e ao passar por mim seguro seu braço com meus dedos magros. — Hay?

– Vai avisar? Ou vão se “reencontrar”?.

Como sempre, deixo claro meu tom de malícia, ruborizando ele se solta do meu aperto e caminha para a cozinha, rio comigo mesma e com meu copo de plástico azul caminho para fora como quem não quer nada deixando um prato vazio e um bilhete.

Avise a guarda nacional que logo eu volto.