Notas iniciais
um cap maior, pois sou uma pessoa legal. você pessoa que lê minha história recomende ela para os coleguinhas, obrigadadenada O/ a musica desse cap, na verdade, não tem muito a ver com a historia, só estou falando dela aqui porque ela é muito deliciosinha de escutar asoudja https://www.youtube.com/watch?v=WjoCAu8HPMw - Theme Park- Jamaica

Jace!

Afastando o celular do ouvido Jace pragueja mentalmente por Susan o acordar no meio da sua soneca da tarde de quarta feira, a única tarde livre dos dias úteis da semana.

Ele se senta com a cabeça tombando sobre o batente da janela fechada enquanto Susan resmunga palavras incompreensíveis do outro lado da linha.

– Você poderia esperar alguns segundos até que eu consiga entender algo do que está acontecendo? — A linha se silencia e ao que parece Susan se deu um tempo para recuperar o fôlego perdido nas palavras esbaforidas. — Certo? Pode começar… de preferência do começo… O que está acontecendo, Susan?

– Jace… — Ela estala a língua duas vezes, como faz sempre que está nervosa, ou quando Jace a chama de Susan em vez de mãe, ele nunca a chamou de mãe. E ao que parece, dessa vez está acontecendo pelos dois motivos. — … Phillip… Deus…

– Quem é Phillip? — Ele finalmente consegue abrir os olhos, mas logo se arrepende quando a luz do sol vinda de fora queima suas pupilas. — Susan, quem é Phil..

– Phillip Poulei, o noivo da sua tia, Camile.

– Tia Camile?…

Imagens rápidas e curtas invadem a mente de Jace, imagens de sua tia quando ele era criança e ela morava junto dele e de Susan. Antes de ela estupidamente morrer de pneumonia ou algo do tipo. Jace não se lembra direito, era muito pequeno. E por isso, e por ter acabado de acordar, ele não entende o porque de todo esse drama feito por Susan, muito menos o que Phillip queria depois de tantos anos.

– Ele está morto… Quer dizer, o mataram…

Ela disse mais algumas coisas irrelevantes e lhe deu algumas instruções sobre alguns exames que ele teria de pegar na tarde do dia seguinte, mas tudo o que saia de sua boca eram resmungos afirmativos, sua cabeça só conseguia reproduzir uma pergunta. Então o telefone foi desligado dos dois lados e a pergunta escapou de seu cérebro para sua boca.

– Onde ela está?

Três batidas na porta e logo Jace desce as escadas meio zonzo e perdido, ele queria saber onde ela está agora, queria que ela não tivesse ido, queria também um copo de leite com mel e canela, como quando era criança, mas isso ele pode ter. Ele não pode ter ela de volta, é perigoso de mais. Isso até ele pode perceber.

– Jace! — É Joe, ele grita e bate na porta mais três vezes num toque ritmado. — Abra essa merda!

– O que foi?!

Jace exclama abrindo a porta um milésimo de segundo antes de Joe esmurra-la novamente, ele toma folego e ri alto como um boneco do Ken. Jace percebe que está só de cuecas, puxa o sobretudo pendurado no gancho acima do aparador e xinga o russo de todas as injurias possíveis.

– O que quer de mim?! Todo mundo sabe que eu durmo quarta-feira a tarde! Mas ao que parece ninguém quer me deixar realizar esse ritual pessoal!

Joe entra e bate a porta atrás de si, o garoto Lawrence sobe as escadas com passos pesados trocando o sobretudo por um roupão preto aveludado e quente, como se tivesse acabado de sair da lava roupas.

– Você sabe que eu não viria se não posse importante… — Jace se apoia no fim da escada e encara Joe com ódio a espera de que ele continue com seu discurso, pra ver se ter seu sono atrapalhado valeu a pena. — …

– Não vai falar nada?... — Joe abre os lábios preparando uma frase irônica, mas é tarde e mais e Jace já resolveu que agora que perdeu o sono vai se empenhar em falar. — Bem, já que parece que você é o sonambulo por aqui, eu começo com a lista de coisas importantes a se falar… Certo, lembra-se do Phillip? Phillip Poulei….

– É claro que me lembro… — Sem perceber Joe cerra os punhos ao lado do corpo parecendo estar preparado para socar o que der e vier. — … Você não se esquece da pessoa que te acusou de assassinato no dia do seu casamento…

– Então, ele morreu.

Jace joga as palavras no ar o mais rápido que pode ao perceber que esqueceu de uma informação muito importante, numa referencia mental ele cruza a palavra Joe e Phillip e disso sai o dia do casamento de Cassandra e Joe, bem um quase casamento para dizer a verdade. Phillip o interrompeu e o impediu de acontecer, acusando Joe de ter sido o autor da morte de Camile.

Bem, você se pergunta “ Mas Camile não morreu naturalmente, de morte morrida?”. Sim, mas em meio a um surto de epifania, ou seja lá o que tenha sido, Phillip não conseguiu ver a melhor amiga de sua noiva ser feliz apesar dos pesares acontecimentos recentes. Ter esquecido disso não é culpa de Jace, afinal, ele deveria estar dormindo no momento, além de como já dito, ele ser muito pequeno na época para se lembrar disso.

– Ele morreu? — O garoto Lawrence concorda num aceno e num bocejo caminhando com passos lentos em direção a cozinha. — É uma pena, agora eu não poderei mata-lo eu mesmo.

– Cass não deixaria de qualquer forma, deixaria? Ligando o fogo e sobre ele colocando a chaleira preta de Susan, Jace eleva suas sobrancelhas sob os olhos quase fechados de sono, irritantemente irônico para o russo.

– Falando em Cassie…

– O que tem ela? Hayley finalmente percebeu que metade das viagens de negócios da tia dela são apenas desculpas pra te ver?

Jace entrega uma caneca para Joe que o encara sorrindo de uma forma, ligeiramente, maligna. Uma estranha expressão de “ Você não sabe de nada, seu besta”. Pra dizer a verdade Joe tem essa expressão engessada no seu rosto a maior parte do tempo, mas no momento parece ser bem mais do que isso.

– Todos nos sabemos que ela não é burra, Jace. Ela pode te enganar muito bem fingindo ser, mas definitivamente essa é a única coisa que ela nunca vai ser.

O russo nunca esteve tão certo em toda a sua vida, Jace sente algo batendo atras de suas orbitas como se quisesse cavar uma trilha por ali. Ele se sentiu assim por boa parte da sua vida, mas nesse momento essa sensação já havia se tornado algo estranho, ele pensou em gritar, viu Joe e tirou essa ideia da cabeça.

– Mas o que é tão importante que você teve de interromper meu descaço de beleza?

Válvula de escape, seja irônico, seja sarcástico e enfie pra dentro da garganta o grito de volta. Não seja um Norman Bates. Não seja o que você era, você é um homem agora, Jace. Você precisa manter todos a salvo.

Como o seu pai fez.

– Você não quer saber onde ela está?

Ele não consegue evitar, seus músculos ficam em alerta e sua pulsação insana. Ele sabe que isso é perigoso, Joe sabe que é perigoso, mas nenhum dos dois perece se importar.

– Porque? O que ela fez? O que aconteceu, Joe?... — O russo o encara com uma estranha expressão de felicidade, mesmo que Jace não entenda o porque disso.

– É ridículo, como você fica quando se fala dela…

– É isso que você veio fazer aqui? Me dizer o quão besta eu sou por não querer que a Hayley morra? Joe sorri tentando controlar o riso solto e Jace lhe da um leve tapa na nuca de um jeito não tão amigável assim.

– Menos, criança! — Joe exclama em meio ao riso descontrolado e respirando fundo aos poucos consegue voltar a falar. — Talvez essa cidade acabe explodindo daqui alguns dias…

– Ela voltou...

Notas finais
caso haja erros - e provavelmente haverão- por favor, me avise. vlw. flw