Pequenas coisas, grandes janelas

8 Molhos de tomate canadense


Notas iniciais
Um cap curto, pois eu quero. amanha é segunda e eu não tenho aula, vamos agradecer de pé irmãos. bem, é isso... estive aqui a pouco tempo então não há muito o que dizer...

Bato o telefone público no gancho respiro fundo, não vale apena perder o controle por nada. Caminho com nervosismo de volta para a casa de Joe, tento fazer com que minhas mãos não tremam mais, mas por mais que tente continua parecendo que estou tocando a porcaria de um chocalho. Apesar do vento forte e frio estou com raiva de mais para me sentir gelada. Chego no gramado do sobrado e não há carro alugado como deveria haver, Cassie não está em casa e não sei dizer se me sinto pior ou melhor com isso.

– Onde ela está?

Joe levanta a cabeça e o olhar em minha direção deixando de lado as pilhas de caixas de molho de tomate canadense que lotam a cozinha. É como se todos aqueles vidros de tomates amassados fossem criar pernas, em bando fossem correr atrás de mim e me devorar.

– Cass? Ela não te disse?... -Discordo levemente controlando meu impulso frenético de balançar a cabeça como um roqueiro em um show de punk rock. Acredite se quiser, coisas assim acontecem em meio as minhas crises de personalidade repentinas. — … Bem, ela está na fazenda, vendo o que vai fazer com as coisas da Mary.

– Incrível! Bato a lateral da minha mão fechada na parede com força, um som oco segue por todo o andar. Joe me encara assutado e provavelmente confuso, mas como eu disse, não há como saber o que se passa por essa cabeça loira. Percebo a estupidez que acabei de cometer e já lamento pelo fato de que futuramente minha mão adquira um linda mancha roxa. Eu amo a minha vida.

– Hayley… Eu vou gostar de saber o que está acontecendo?

Ele caminha alguns passos em minha direção torcendo os dedos em uma garrafa do maldito seja molho de tomate canadense. Respiro como o Guru do vídeo de Cass e como se não bastasse eu esmurrar a parede para que Joe me observasse como se eu fosse uma atração bizarra de um circo dos horrores.

– Provavelmente… — Caminho até a escada com uma expressão forçada de reflexão enquanto massageio minha mão. Nota mental : NUNCA mais esmurre uma parede. Tipo… NUNCA. — … Não.