Pequenas coisas, grandes janelas

6 Canja, paranóia e vitamina c


Notas iniciais
VOOOOOOOOLTEI!! Uuuuuuuuuuhlll, palmas... Não? Ok. Me matem, eu deixo, sou culpada. Primeiro o nyah entra em reforma, tics tics, depois semana de prova e agora eu volto. Bem, olá... Solta aí dj o novo cap... Ok...

Mais dias perdidos, a gripe fez com que Hayley ficasse de cama, dias que foram ocupados por series assistidas pela Netflix em meio a pilhas de lenços de papel que cobriram o chão do quarto de hospedes da casa do Joe rapidamente. Seria bom, se o nariz não ficasse entupido e se Cassandra a deixasse comer outra coisa além canja e tomar chá antigripal da Vick pyrena.

Cass abre a porta do quarto com o pé e caminha até a cama cantarolando, com delicadeza deposita uma bandeja de madeira no colo da garota pesteada e pisca com um olhar doce de boneca. Hayley não entende o porque de esse ser o quarto dia e por quatro dias a única coisa que entrou em seu estomago foram pedaços de frango e um caldo adocicado, era bom, mas uma hora tudo enjoa, talvez, fosse por isso que ela se mudasse tanto, afinal.

A garota Holtti e sua tia tiveram uma grande variedade de locais de moradia, nos últimos três anos e meio, uma casa em Dakota do Sul, numa cidadezinha meio deplorável, mas ainda agradável, um apartamento em Nova Iorque, um sobrado em Saragota Springs que tinha uma cerca vermelha sangue e vasos de flores brancas nas janelas, além, é claro, dos inúmeros hotéis, Dallas, Oklahoma, em Elba, Wisconsin, uma hotelaria de uma velha que se dizia ser feiticeira e tantos outros.

Hayley adora hotéis, serviço de quarto e tomar banho quente de madrugada escutando músicas melancólicas e dramáticas, gosta de ter as coisas, como sabonetes com um aroma inusitado e caro, chocolates belgas e balas japonesas. Cass diz que isso não é uma boa forma de se gastar dinheiro, ainda mais quando se tem muito.

Mesmo que quase ninguém saiba, todos os Holtti viventes atualmente são donos de uma das maiores franquias de super mercado e hotéis dos Estados Unidos, com algumas unidades no Reino Unido, para Hayley, a riqueza, infelizmente, chegou tarde de mais, aos seus quatorze anos, no meio tempo entre a morte de seu pai até a empresa render algo, muita coisa aconteceu, muita coisa que não aconteceria se Hayley tivesse ficado rica antes, mas isso não faz muita diferença agora.

Assim como a maioria das coisas que a incomoda, Hayley prefere não pensar sobre.

– Eu não suporto mais esse gosto de frango!

Sua voz é falha com se a pilha estivesse acabando, mas na verdade é apenas seu nariz que está trancado e fica impedindo o ar de circular corretamente, o que provoca esse som anasalado e irritante.

– Ninguém mandou a senhoria passear por ai no meio de uma chuva, ficar encharcada e quase morrer de tanto tossir, a culpa não é do frango, muito menos minha.

Hayley pegou Cassie algum tempo atrás vendo um documentário, ou o que quer que aquilo fosse, de auto ajuda sobre manter a calma, o que não faz sentindo nenhum, pois Cassandra é um ser de extrema calma e em vez de ficar irritada ou furiosa com algo ela chora, o que realmente muito estranho. (Se imagine em uma discussão calorosa e de repente a pessoa com quem você está gritando chora, é loucura. ) Bem, aquele vídeo, ao que parece, está surtindo efeito até agora, pois Hay estica o pescoço para frente e para cima a tempo de ver sair do quarto e fechar a porta atrás de si sua tia fazendo um dos exercícios do tal Guru da Calma, que consiste em uma respiração no minimo inusitada e que provalmente causa uma sensação de formigamento estranha no fundo da garganta; O que faz Hayley pensar sobre o que poderia ter roubado a calma de Cassandra, ela não acredita que sua reclamação sobre a falta de diversidade do cardápio tenha causado a necessidade da utilização do exercício do Guru, muito menos que sua gripe chata tenha sido um motivo forte o suficiente e por mais que tente novamente nada lhe vem a cabeça, o que a deixa paranóica e provavelmente essa sensação ira perdurar. Normalmente é isso que acontece, Hayley é incrivelmente paranóica com muitas coisas.

Uma sensação engraçada na boca do estomago a faz achar que seu celular está tocando em algum lugar e que a chamada é muito importante, mas então se lembra de ter o jogado no rio e o substituto não ter chegado ainda, a cidade de frio-pra-caramba-o-tempo-inteiro, como a garota Holtti prefere chamar, é mal colocada em certas rotas, inclusive da operadora de celular. A sensação permanece e ela percebe que deve ser porque não comeu ainda, a contragosto entorna a canja, agora ligeiramente mais fria, em um gole dolorido de sua garganta arranhada pela tosse e lá fora no jardim simples, mas bem apessoado da casa de Joe, o motor do carro alugado de Cass ruge rompendo o silencio da vizinhança e da moradia grande que está quase sempre vazia.

Num pulo e jogando as cobertas para o lado a garota levanta e se espreguiça como um gato com sono, levando as mãos para cima e o pescoço de um lado para o outro. Após aproximadamente uns vinte minutos fecha a porta pisando na grama do jardim com certa delicadeza como se pudesse a machucar com seus passos de coturnos amarelos, apruma sua roupa de diversos tons de cinza, preto e branco, como se houvesse algo errado em vestir algo além de camisetas largas como pijama, e sai pelas ruas de frio-pra-caramba-o-tempo-inteiro tomando balas efervescente de vitamina c com suco de laranja.

Notas finais
Desculpe pela falta de pontuação em algumas palavras, muitas na verdade. Meu computador estragou e eu estou pelo celular e meu editor aqui é meio retardado, então, por favor, me dêem um desconto :}