Notas iniciais
Oi! Aqui vai mais um capitulo! Esse não é grande e nem tão revelador, é que eu tô com preguiça de escrever mesmo, mas assim que eu der vou postar um capitulo melhor. Só coloquei para dar um gostinho pra vocês:)
Boa Leitura

Lembro-me daquele dia como se fosse ontem, mesmo tendo passado anos e anos.

Lembro que no dia seguinte acordei em meu quarto, com os pés queimando.

Gritei agoniada com aquela dor, não tive coragem de olhar para os meus pés.

Tentei levantar da cama e vi que meu pulso direito estava amarrado a ela.

“Claro, como é que eu pude esquecer?” – Pensei – “a segunda fase do castigo”.

Tentei esquecer a dor de qualquer jeito. Aquela dor... Vou guardar todas essas marcas pelo resto da vida.

Olhei em volta do meu quarto e meu coração parou.

Betty estava lá olhando para mim como se eu fosse um tesouro recém-descoberto. Ela sorria de maneira estranha e ficava cantarolando baixinho...

-Olá, que bom que acordou, eu precisava de alguém pra conversar. — Disse ela como se ontem não tivesse existido.

Não disse absolutamente nada, só fechei os olhos com força e esperei dez segundos para abri-los novamente. Desejava com todas as minhas forças de que quando eu abrisse os olhos novamente ela não estivesse lá. Tinha a esperança de que era só um sonho ou talvez alguma alucinação devido a minha febre.

Quando abri os meus olhos novamente, ela estava lá, como certo desprezo no olhar, mas sua cara mostrava o quanto estava se divertindo com minha situação.

- O que faz aqui? – Perguntei baixinho. Me surpreendi de como minha voz estava rouca.

-Só observando... — Respondeu ela com aquele mesmo sorriso estranho.

-O que aconteceu ontem? –Perguntei

-Ué, você matou um pobre e indefeso gatinho, não se lembra? – Falou ela se divertindo.

-Não, eu não fiz... Por que não me ajudou? Por que não falou nada? Podia ter... – Perguntei com uma pontada de raiva na voz.

-Do que adiantaria sua bobinha? – Falou ela com um sorriso- Aquela bruxa ia te machucar do mesmo jeito.

-Mas você poderia ter falado...

-Não, não poderia. –Disse ela com o mesmo divertimento.-Você vai aprender mais tarde, espere só envelhecer mais um pouco.

Olhei para ela curiosa. Uma pontada de fúria me atingiu.

“Eu não estaria assim se não fosse por ela”. Mas muito cedo aprendi a tirar proveito das situações.

-Você poderia me ajudar com esses pés?- Perguntei com suplica na voz

Ela se levantou de onde estava sentada e olhou bem para os meus pés e fez uma careta.

-Não. – Ela se dirigiu a porta e foi embora.

Gritei para que ela voltasse, mas ouvi os seus passos no corredor e descendo as escadas.

Movimentei os pés para ficar de uma maneira mais confortável.Meus olhos encheram de lagrimas mordi um pedaço do meu lençol para evitar um novo grito.

Notas finais
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