Pensando Melhor... -Penso bem assim...
6 XVI- Six mounths
Notas iniciais
Desde que comeu a Mizu Mizu no Mi, Robin não teve outro efeito se não febre alta por uma semana. Logo após isso, nada. Um simples nada.
Mas ela deveria ter explodido, certo? Bem, de fato deveria, mas parece que "alguém" ingeriu o poder da fruta em seu lugar...
O usuário dessa fruta realmente parece que será o único com exceção a regra de nadar. (piadinha irônica, não riam minna...)
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Num desses dias bem preguiçosos no Sunny, Brook tocava violão, cantando mais uma de suas músicas "nada peculiares".
Seis meses, exatos seis meses de gravidez e agora Luffy parecia realmente contente: Robin virou uma melância!
Bem como ele pensou.
E por insistência do esqueleto a arqueóloga fora obrigada a tocar piano... Nunca achou ruim, quando trabalhava para Crocodile, ás vezes tocava piano no cassino.
Zoro estava encantado no quanto ela pode ser surpreendente: Jamais a ouviu tocando qualquer instrumento que fosse.
E os dedos longos, delicados, deslizavam com maestria pelas teclas, sem pressa de serem apreciadas.
–Ne Robin-chan, cante aquele soneto que escreveu outro dia. -pediu Brook-
–Ah não, aquele soneto nem chega a ser bom e eu sou péssima cantando.
–Modéstia sentiu saudades!.. Vamos lá Robin-chan, não precisa ser muita coisa, só um pedaço?
–Me desculpe então se ficar ruim, já faz tempo que não canto nada. -ela sorriu de canto e voltou a dar atenção para as teclas do piano...
" Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio
Chorei, ei , ei"
Pausa.. Essa foi a reação de toda e qualquer pessoa da tripulação, até mesmo Luffy que fazia uma bagunça tremenda no convés, parou só para escutar sua nakama... Ficou maravilhado com o que ouvia...
"Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio
Chorei, ei , ei"
E Brook também apreciava a voz melodiosa da arqueóloga, realmente era muito bonita e de difícil tom. Mas tão linda, tão doce e suave...
Zoro pareceu em transe...
"A vida ensina
E o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção
Com a fé do dia a dia
Encontro a solução
Encontro a solução"
Uma nota trazia uma lembrança diferente, fosse boa ou ruim, Robin deixava seus olhos fechados, marejando e com um sorriso apreciava a música que fazia... Não tinha pressa de crescer com as lições de vida que aquele bando tem a ensiná-la.
"Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
E sinto você chegar
Você chegar"
E numa permissão muda ela assentiu para que o amigo continuasse a cantar a letra do soneto, aos poucos foi percebendo todos os seus nakamas na sala, prestando atenção em cada detalhe do momento.
"Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
E sorrindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim"
Zoro se enxergou por completo naquela mulher, o quanto ela estava mudando seus ideais e em como Nico Robin era alguém que se não fosse tão irritante e misteriosa, não seria tão amável. Não seria tão sua Robin.
"Quero acordar de manhã
Do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
É tão lindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim"
E novamente a letra se voltou para a criadora. Brook assentiu e Robin entendeu... Cada toque naquele piano era como velejar pelas memórias dela e descobrir cada parte mais insana e íntima da arqueóloga;
"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes Escalei
Nas noites escuras
De frio chorei, ei , ei
Meu caminho só meu Pai pode mudar...
Meu caminho só meu Pai, meu caminho só meu Pai..."
Ainda brincando com as notas das teclas, Robin foi parando... lentamente, a música terminou e a expressão de surpresa e espanto não sumiam das faces que a observavam.
–Bem, eu disse que não sou boa cantando. -ela levantou do banco e para sua própria surpresa, eles todos estavam chorando... de emoção... -Ah, minna...?
–ROBIN-CHWAAAAAN, QUE VOZ... ANGELICAL! -Sanji gritava aos prantos...
–R-Robin, por que você virou arqueóloga?! -Luffy retrucou chorando.
–Tão perfeita! Deus, por que não você não faz mais mulheres assim?! -Ussop exclamava ajoelhado, com os braços erguidos em forma de indignação e a cabeça para cima, olhando para o céu azul.
–Robin-chan pare de ser tão perfeita! -Chopper falou chorando, ele caminhou até mesma enlaçando as pernas longas- Isso é uma ordem médica!
–Sim senhor... -ela sorriu tentando, apenas tentando, olhar para baixo.
–Robin-chan, sem palavras... estou chorando de emoção! Ah sim, eu já não tenho mais olhos para chorar. Yohohohohohoho!
–Supeeeeeeeeeeeeeeer Robin! Agora ficou chavosa, subiu no meu conceito! -Franky e suas frases... tão Franky -.-'
Uma enorme gota se formou na cabeça da mesma, chavosa? O que é isso?...
Até aquelas mãos lhe alcançar os ombros, no mesmo segundo a maior se virou;
Não foi preciso palavras, os elogios vinham como olhar, ela sorriu, mas para quem vê de fora aquilo era quase como uma ofensa.
–DIGA ALGUMA COISA PRA ELA MARIMO! -um certo cozinheiro já iria lhe meter uma voadora até Robin se prontificar a colocar o corpo para frente...
–Ele já disse! -a voz calma dela declarou.
–R-Robin-chan, não faça esse ato repentino, eu posso acabar te machucando.
–Eu discordo da sua teoria, Cook-san... Você mesmo disse que jamais machucaria uma mulher, subentende-se que mesmo com meu corpo na frente você iria preferir se bater invés de me machucar, estou certa?
–Completamente, Robin-chwan! -ah, não tem como não se apaixonar pelas mínimas percepções daquela arqueóloga.
–E agora, outra música! E essa é nova! -Brook falou animado.-Não dei um nome ainda, mas combina com a Robin-chan...
–Cante! -Luffy falava empolgado, já se levantando do chão.
–Ela sai de saia e bicicletinha, uma mão vai no guidão e a outra tapando a calcinha!
Ah claro, tãããããão Robin... ¬¬
Se bem que ela não pareceu se importar.
–Eu não aguento mais essa situação, vamos liberar geral, vamos tirar essa mão. Então venha pra rua com sua bicicletinha... Que eu quero ver a cor da sua calcinha!
–Baka! -Nami o repreendeu com um soco-
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