Os dois se encaravam, os galhos da laranjeira balançavam devagar com o ritmo do vento, a maioria se rendeu as tarefas para uma super distração.

Mas eles não, aquela conversa era necessária;

–Algo está me incomodando, Kenshin-san.

Ele apenas ouvia enquanto seus olhos se mantinham fechados e seu corpo descansado na grama verdinha do convés.

–Já disse que não comecei nada...

–Não me refiro ao Sanji-kun. Me refiro a você...

–O que é?

–Você está tranquilo demais com essa situação, Zoro. Até parece que não vai ser pai.

–Isso é uma teoria sua?

–Não, é um fato escrito bem na cara de qualquer pessoa que te observe com atenção. Chopper disse a mesma coisa hoje de manhã, Nami-san também, Narigudo-kun idem... E isso eu também estou vendo.

O moreno abriu os olhos, se ajeitando melhor para encarar aqueles olhos... O mar era visto e refletido naquelas orbes. -O curioso é que todos me tocam, menos você.

–Tocar? Em que sentido fala isso?

–Sabe em qual. -palavras, eles não precisavam muito delas, bem... não precisam mesmo quando juntos. Os gestos falavam por si.

E num desses gestos ela foi mais rápida, pegando uma das mãos do arrogante espadashin e a repousando com calma sob sua própria barriga, agora tão grande. Deu um fino sorriso... -Você está com medo, não está?

A face do maior corou, e muito! Ela é tão... Irritante! Consegue decifrá-lo sem esforço algum. E ele não sabia o que era pior, dar a confirmação da pergunta com o olhar ou com palavras. -Sabe, você não é o único que está com medo e depois, eu acho até melhor que você esteja assim, pelo menos eu sei que você não está pronto pra nada.

–Você é chatinha viu?...

–Me diz que mãe não é chata? -a risada lenta e suave o fez ficar mais calmo, e é verdade, toda mãe é chatinha. E então ele ficou pensando: Como Robin será daqui alguns meses?

Ficou realmente pensativo, nisso ela até se surpreendeu;

–No que está pensando? -A arqueóloga indagou curiosa.

–Será que você vai ficar muito chata quando o bebê nascer?

–Você acha isso?... -ela riu- Eu acho que passaria a ficar assustada.

–Assustada?! Você?!... Não... Isso não existe. No dia em que você se assustar de verdade, teremos certeza que o apocalipse chegou.

–Dereshishi!...

–É sério, para de rir desse jeito! -Zoro resmungou franzindo o cenho.

–Por que?

–Porque... Você... fica fofinha... -ele pestanejou de modo tão baixo que era quase impossível de escutar, mas ela entendeu... Riu mais ainda.

–Ah sim... Queria te perguntar algo.

–O quê?

–Por que quer escolher o nome se for menina? Não é comum nenhum pai tomar essa postura...

–É porque eu tenho um nome em mente.

–E posso saber qual?

–Não. Só vai saber depois do parto.

–Ara, ara... que maldade!

*

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Nas caixas que com mantimentos que pegaram em Candy None, Chopper encontrou algo inusitado. Uma Akuma no Mi. De um azul esplêndido, da cor dos olhos de Robin e tinha um formato bem esquisito.

–EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHHH?!

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–Minna, minna! -gritava a rena desesperada até a cozinha. -Eu achei uma coisa!

–O que houve Chopper?! -Nami desceu as pressas da sala de observação, e assim os outros nakamas foram aparecendo.

Na cozinha a confusão era geral de novo... encararam abismados... Como uma Akuma no Mi foi parar dentro das caixas de mantimento?

–O-onde você a encontrou? -Franky disse abobado, não era a primeira vez que via uma fruta dessas, mas era primeira vez que via tão de perto.

–Dentro de uma das caixas, eu fiquei responsável por arrumar o porão.

–Que akuma no mi é essa? -Luffy indagou.

–Eu não sei... -Chopper exclamou de forma lamentável.

–Essa... -Robin disse- Parece com a Mizu Mizu no Mi.

–A fruta com poder da água?

–Sim, o usuário faz com a água o que quiser, até mesmo consegue andar sob ela.

–Whoah! -o capitão ingênuo exclamou alegremente. -E quem vai comer?

–Ninguém vai comer essa fruta! -Nami sentenciou brava- Já sabemos exatamente o que acontece quando a engolimos. Deixe ela numa caixa separada e vamos guardá-la.

–Mas assim não tem graça, Nami! -Ussop resmungou- O que vamos fazer com algo que não podemos comer?

–Nós vamos pensar melhor depois, agora não mexam nessa fruta!

–Muito bem! Deem espaço para o almoço! -Sanji foi colocando a mesa rapidamente. -Robin-chan, você ainda está brava comigo? -a voz do cozinheiro mudou de forma radical, passando do sério para o tarado...

–Hai. -ela assentiu num sorriso torto.

–PERTURBEI MINHA DEUSA... QUE FINAL TRISTE!... -e lá vinham os choramingos do loiro, inconformado com sua própria atitude.

A fruta que ainda estava em cima da mesa fora um pouco largada de lado para o almoço fazer sua mágica, agora o humor da tripulação parecia ter melhorado. Luffy estava ao lado de Robin, comendo como sempre é claro, mas ela não comia nada. Não sentia fome... Ele percebeu e sua ingenuidade atacou novamente.

–Robin-chan coma alguma coisa! -ele exclamou levando comida até ela.

–Obrigada, mas não prec... -sem tempo de responder, ele lhe dera algo muito amargo, na verdade com um gosto horrível!

O bando entrou em desespero.

–LUFFY! SEU IDIOTA! -todos gritavam num medo de outro mundo.

–O que foi?... -ele encarou a situação e dobrou os olhos de tamanho, dera a comida errada para a arqueóloga. -EEEEEEEEEEEEEEEEEEHHH?!

–VOCÊ DEU A AKUMA NO MI PRA ELA SEU BURRO!

E a morena se não engolisse não conseguiria respirar, o que engoliu foi suficiente para deixá-la com uma careta...

–Robin-chan, você está bem?! -Sanji entrou em desespero duplo.

–Isso é... horrível! -o azul de seus olhos ficaram marejados, a face rubra...

–LUFFYYYYYY!

–Acho que pela primeira vez, eu iria adorar que ela estivesse enjoada. -Zoro afirmou quase enfartando.

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E depois de horas sendo examinada por Chopper, nada. O resultado foi um simples, nada.

Zoro estava apreensivo e com vontade de matar Luffy... Imaginou "n" coisas que poderiam sair da boca de Chopper ao abrir a porta...

Os dois vinham caminhando lentamente, e a arqueóloga Robin ainda estava com uma cara desagradável, para a preocupação do bando.

–E então?... -O espadashin questionou sério.

–Não deu nada. A akuma no mi não fez efeito. disse o baixinho calmo.

–Então por que a Robin está com essa cara?

–Ah, é que a akuma no mi estava com um gosto horrível.

–Que fruta do diabo não tem um gosto horrível? ¬¬

*

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A noite estava difícil... a mulher mais inteligente do bando não conseguia dormir outra vez. E agora parecia sentir os efeitos da fruta. Bem... não exatamente.

Nami ainda estava acordada, desenhando alguns mapas no quarto... Quando se virou notou uma Robin com uma cara enjoada, as mãos tremiam e o corpo estava gélido.

–Robin-chan o que foi?... -a ruiva estava preocupada, não é nada bom ser usuário de duas frutas ao mesmo tempo, isso reduz mias os anos de vida no mundo.

–Minhas costas doem...

–Quer que eu chame o Chopper?

–Não precisa... -a respiração foi ficando pesada... O gosto salgado do ar, estava maior...