Pensando Melhor... -Penso bem assim...
2 XII- Made in sex...
Notas iniciais
–Um Poneglyph?! -Robin surpreendeu-se, havia mesmo o tal do poneglyph dourado no meio da praça principal. -Porque um poneglyph estaria tão exposto assim?
E apesar dela reconhecer um poneglyph, ela também sabia que não dava para ver a escrita antiga, mais da metade do objeto estava enterrado no chão de concreto e rapadura.
Antes de mais nada sua prioridade era a temperatura, tinha que sair debaixo do Sol antes que passasse mal novamente.
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–Ne, Robin-chan, aquilo na praça não é um poneglyph? -Nami indagou, por meio de algumas imagens ela sabia do que se tratava-
–Sim.
–Então por que não leu?
–Não dá para ler o que está escrito e depois, não posso ficar muito tempo no Sol.
Mas Zoro conhece aquela arqueóloga... insistente; Não vai desistir até conseguir traduzir o texto inteiro da pedra. Sanji iria logo preparar o almoço, visto que a comida de Candy None não é muito saudável.
Luffy realmente nem iria se importar com o almoço já que comeu um gramado completo de bala de noiva e arbustos de algodão doce. Estava satisfeito com toda a quantidade de coisas que comeu.
–Ne, Robin-chan, eu estou maior do que você! -o capitão inocente se sentou na cadeira a frente da mais velha, Robin riu daquilo. Deveras que toda vez que ele come fica inchado, já que é o homem borracha isso é perfeitamente normal.
–Espero que não tenha um bebê aí, Luffy-kun, ele precisa de comida e não de doces.
–M-m-mas... Eu não posso ficar grávido! -ele retrucou fazendo bico- EU SOU HOMEM!
–Então tá. -a arqueóloga sabe que discutir está fora de cogitação, se bem que nem discute com Luffy, sabe o quão ingênuo é e precisa aprender muito até se tornar o Rei dos Piratas...
O engraçado nessa história era que Robin não parecia muito com uma grávida de quatro meses, já parecia estar de cinco ou seis. Admite, o peso veio, porém por um a boa causa (e como se peso fosse importante para ela). Se sentia estranha cada vez que levantava de algum lugar, primeiro a barriga e depois o resto do corpo.
Passou a andar mais devagar os cabelos começaram a ganhar poucos cachos em suas pontas, mudança de ph... Verdade seja dita, nas últimas três ilhas que desembarcaram, não teve uma criança que não a observava. Com aquele tamanho todo impossível!
E em Candy None não foi diferente, Nami terminava de conferir as tarefas enquanto Robin e Luffy continuaram sentados um de frente para o outro conversando.
Já Zoro se sentia cada vez mais esquisito, nunca cogitou a ideia de ter um filho, aliás, nunca se passou em tal cabeça a ideia de amar alguém; Ela mudou toda a sua linha de raciocínio, devastou todas os seus pensamentos errados sobre a mesma, lhe arrancou qualquer direito de conviver com outra mulher que não fosse Nico Robin.
Admite, deixou se encantar pela morena e não se arrepende disso... Mas agora passa metade de seus dias imaginando como seu filho vai nascer: Uma guerrinha ideológica do tipo "nove meses carregando para nascer com a cara do papai" ou "3 horas em de fabricação para sair com a cara da mãe"...
Ah sim, ele tem mais ou menos uma ideia de quando a cegonha fez a visita... E com certeza foi divertido!
O espadashin nesse exato momento encarava a amada arqueóloga sentada num banco embaixo de uma enorme árvore de bala de iogurte, ela estava começando e pegar no tédio de novo, Luffy já parecia roncar ali, então, outro livro nas mãos dela... Ah, uma mania que nunca vai mudar...
Até Sanji chegar;
–Robin-chan, o almoço vai demorar um pouquinho, mas preparei um suco para você. -sorriu o loiro com destreza.
–Obrigada, Sanji-kun. -retribuiu ela.
–Sabe, Robin-chan, eu... queria falar umas coisas. -ele se sentou ao lado da arqueóloga, mantendo em alerta o estado de Zoro que observava do outro lado.
–Diga...
–Bem... Não vou mentir que fiquei muito abalado quando descobri que você gosta do Marimo. Mas... estou mais chocado ainda que terá um filho dele.
–Isso seria uma confissão ou uma crise de ciúmes? -As perguntas que sempre são diretas, essa Robin é tão Robin!...
–N-na verdade eu... -o loiro foi corando e corando... não sabia o que dizer, mas sabia que estava ficando muito vermelho e não podia deixá-la esperando. -É que...
–Não tem problema se não quiser falar agora, eu posso esperar. -sempre tão tranquila e paciente, foi por esta Nico Robin que Sanji se encantou tanto.
–Mas...
–Não se preocupe. -ela se levantou- Eu sei que é difícil se adaptar a essas mudanças, mas acredite, o Kenshin-san tem se esforçado para isso.
Desde antes de Robin de juntar aos Mugiwaras, a relação deles já era assim. Nunca entendeu o porquê.
Em passos lentos ele a viu se afastando, caminhando em direção a Brook, os dois foram conversando e seguindo até Zoro, que já não demonstrava uma cara muito agradável...
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Pensando bem, está tudo mudando muito rápido, Luffy sempre aprova as mudanças porque elas sempre são boas de alguma forma. Zoro... Esse estava muito pensativo. Seu ciúme aumentou radicalmente desde que se apaixonou, é um ciúme que não consegue controlar e irrita muito.
Só não fica assim com relação a Brook, talvez pelo fato dele já estar "morto".
Nami conduziu a amiga num banho porque aquele calor acabaria destruindo seus pés. E bem na hora, o almoço ficou pronto em seguida e assim que o mesmo se passou, Robin voltou a ler. Ficou sentada no gramado do convés, embaixo de uma laranjeira. O espadashin seguiu até lá, deu um meio sorriso e se deitou no colo dela:
–Que livro é esse? -indagou o rapaz.
–Leitura erótica, se te interessa. -ela riu de canto- Na verdade é um livro meio idiota.
Eles se assustou com o comentário e se curvou para frente de jeito brusco;
–Idiota?! Você acabou de xingar um livro?!
–Sim e eu não xinguei, só sentenciei o nível baixo dele. -revidou a morena com uma resposta convincente-
–Claro, claro... -ele riu e voltou a deitar-se no colo da mesma- Essa Ilha te desagrada?
–Um pouco, é muito quente aqui e não gosto tanto do calor.
–É, mas ás vezes é bom.
–Talvez... -ela direcionou o olhar para as folhas do livro nas mãos criadas enquanto as suas próprias acariciavam os cabelos esverdeados do maior. A brisa estava mediana, o vento soprava fresco... Dar atenção para Zoro era mais interessante no momento do que a leitura... Ela fechou o livro e encarou o rosto que muitas vezes demonstra frieza;
Ele a encarou e sorriu leve.
–Já imaginou como o bebê vai nascer? -perguntou ele-
–Sim, imagino sempre... -riu a morena-
–Eu acho que terá a cor dos seus olhos.
–Eu não acho.
–Sério?
–Sim.
–E o q...
Neste momento os dois pararam de falar, algo estava errado. Ou talvez não, Robin estava sendo incomodada com alguma coisa lhe... chutando?... Sim, chutes, os primeiros chutes desse ser. E o moreno em seu colo conseguia ouvir muito bem cada um deles, chegou a receber um de presente no rosto.
–Sentiu isso? -perguntou Robin meio abobada-
–Sim... esse bebê bate forte! -exclamou Zoro da mesma forma que a amada.
Foram para a cozinha procurar Chopper... A rena estava concentrada no prato com biscoitos.
–Gomene, Doctor-kun. -interrompeu Robin- Pode me emprestar sua pata?
–Minha pata? -confuso ficou ele enquanto encarava-os com um meio sorriso de dois bobos.
–Sim, é para comprovar nossa teoria.
–Teoria? Que teoria?... -e sem poder pensar mais, com gentileza ela puxou uma de suas patas, lhe descendo até onde o bebê chutava, Chopper arregalou os olhos surpreso. -E-e-está chutando?...
–Sim.
–AH, ESSE BEBÊ TÁ CHUTANDO!
–Teoria comprovada! -como previram, não foi imaginação deles, duas mãos se bateram, uma contra a outra. Os futuros pais já entendiam o que aqueles chutes significavam: Só mais alguns meses até perderem o sono, não ficarem mais parados pelo navio, se fazerem atentos em tudo e o dobro;
Mas acima de qualquer coisa, amarem uma pessoinha que estão prestes a conhecer.
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