Notas iniciais
Yooo! Meu pé não quer desinchar :'( tisti...

E como Zoro previu, Robin é curiosa, acabaram por voltar na praça e a morena não parava de admirar o poneglyph dourado ali. Estava numa espécie de transe com aquela cor e também com uma certa felicidade em encontrá-lo depois de quase quatro anos;

Claro que não poderia ir até o subterrâneo sozinha, mas como fariam então?

–Yohohohoho, Robin-chan, podemos pegar caminho pelo mar de cristal ou vamos seguir pela antiga construção de trem de minério. -um esqueleto bem alto pronunciou- Estou morrendo de emoção, ah sim, eu já estou morto, yohohoho!

–Não é má ideia, porém... como chegamos até lá se nem sequer existem as indicações com placas? -ela indagou já que perguntar para quem mora nesta Ilha seria um grande sacrifício.

–Ah, a gente se vira! -Luffy deu sorriso animado- Mas... onde estamos exatamente?

A tripulação revirou os olhos, sério que ele não está nem prestando atenção?

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–Que lugar escuro! -Ussop reclamava- não dá para ver nada!

–Aqui é o subterrâneo seu idiota, acha mesmo que vai conseguir ver alguma coisa? -Zoro já estava tomando raiva das conclusões óbvias.

No meio do caminho pararam, algo os impedia de continuar; bem que não precisavam ficar ali, mas mesmo que por desejo de um nakama todos faziam.

E assim mãos foram aparecendo (não que desse para enxergá-las na caverna das gomas), a arqueóloga de Ohara sentia a espessura e provavelmente pelo tato conseguiria dizer o que era...

–Cuidado, isso corta... -ela exclamou assim que uma de suas mãos ganharam um corte- Mas a superfície é lisa, bem lisa... e... melada?

–Pode ser o poneglyph? -Sanji indagou-

–Talvez, mas tem coisa a mais aqui, poneglyph's não são pedras que cortam.

Um ruído, um único ruído, foi o suficiente para deduzir que esta superfície lisa tinha algo de errado;

Uma respiração ofegante e furiosa se fazia presente... Os Mugiwaras gelaram. O que tinha ali?

E finalmente Luffy e sua ingenuidade atacam: Ele de uma forma ou de outra conseguiu uma pouca iluminação dentro do lugar e assim que olharam para cima veio o susto.

–Não se mexam. -Robin falou com a maior calma do mundo. -A superfície é lisa, mas isso é melado...

–O-O-O-O que é isso, Robin-chan?... -Chopper exclama medroso.

–Um monstro feito de doce... fiquem calmos e quietos...

Em alguns segundos o monstro se mexeu, não para atacar exatamente, mas abaixou-se na altura do mais alto Mugiwara que tinha e encarou curioso... Mesmo tendo uma cara fofa, era perigoso (ao ver dos medrosos);

Robin ficou ali mesmo, deu um sorriso e tocou de novo o ser esquisito...

–R-Robin o que vocês tá fazendo?! -o espadashin a indagou confuso e impressionado com aquela capacidade de não sentir medo tão fácil. -Quer morrer?!

Luffy ainda iluminava a cena com os inúmeros vagalumes de chantilly que comeu, descobriu que mesmo em sua barriga, eles brilham forte.

–Robin-chan, ele vai te comer! -Sanji parecia desesperado no momento, coitada de sua Deusa, estava tão "apavorada" quanto ele... ¬¬

E as mãos do monstro mexeram-se também, Robin ainda lhe tocava e por retribuição ele a tirou do chão e começou a lambrecá-la com sua "pele" açucarada.

–Onwt, que kawaii! -não, ela não podia estar falando sério... Um monstro de pelo menos 6 metros de altura estava se derretendo por um humano?

Franky ficou irado com isso, como assim ela não tinha medo desse troço?! Era enorme!

Sanji já poderia enfartar, Nami estava pálida e depois confusa... Luffy queria se agarrar no bicho também, Chopper ficou paralisado, Ussop ainda com medo e Zoro... Bem, ele não duvidada muito que algo assim fosse acontecer...

–Yohohohoho, minna encontrei o resto do caminho! -Brook disse animado apontando para as pernas do monstro de doce, nas quais cobriam a passagem.

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Uma caverna de goma que dá para uma taverna de suco de morango. Sim, suco de morango;

Com cuidado eles pisavam no lugar, com cuidado chegam embaixo do poneglyph.

Estavam maravilhados com a pedra, é realmente bem grande... Ali parece ser mais iluminado por conta dos postes de luz da praça, na superfície.

Era um lugar bem melado mesmo, doce demais... A arqueóloga parou de frente para o texto e começou a lê-lo.

Foi lendo, lendo, lendo, lendo...

–Isso é... -a voz dela só piorava a ansiedade do bando- One Piece...

–O que diz aí, Robin-chan? -Luffy era o mais agitado dentre os outros-

–Está dando a localização do One Piece. -ela ficou meio sem fala de início...

–Sério?!

–Mas... está do outro lado do Novo Mundo, está na Ilha de Vera Cruz.

–Então, é só a gente continuar pela rota? -Zoro disse encarando-a.

–Parece que sim, aqui não diz sobre a mudança de meridianos... Não dá a localização exata do tesouro, mas também diz aqui que há outro poneglyph.

–ROBIN-CHAN VOCÊ É DEMAIS! -Luffy se empolgou bastante com a notícia, deu abraço muito confortável e meio exagerado na nakama. Esta sorriu, pelo menos fez algo de muito útil para todos sem precisar ouvir coisas do tipo "não pode, estará fazendo força demais!"

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Claro que para sair foi complicado, não é fácil agradar um monstro feito de sobra de doce. Conseguiram voltar com uma animação muito grande, a mulher dos belos olhos azuis estava feliz, agradeceu por ter conseguido chegar até o poneglyph dourado, já foi de ótimo tamanho traduzir tudo...

O capitão está feliz, fazendo todo mundo ao redor ficar também. Já estava de bom tamanho ver aqueles sorrisos.

Claro que depois de ser acariciada pelo monstro que Luffy decidiu dar o nome de Sanji (justamente porque é meloso demais com as meninas) teve que tomar outro banho;

E logicamente o jovem fez outra festa. E dessa vez ninguém se opôs!

Robin se deixou descansar um pouco no sofá da sala de observação enquanto lia um bom livro, ainda que quisesse comemorar estava cansada, andou muito hoje e seus pés precisavam de um descanso...

Mas admite que estava ficando difícil e fácil, antigamente até de cabeça para baixo leria, agora tem que aguentar ficar sentada corretamente, por outro lado o apoio está maior, então não precisa ficar o tempo todo ajeitando o livro...

Lia sobre os historiadores de Pursting, depois que Zoro terminou o livro ela pegou-o para ler... Realmente a leitura é interessante.

–Quer suco? -uma voz grave lhe alcançou os ouvidos, foi despertada do conteúdo nas folhas para dar atenção ao espadashin.

–Quero, obrigada. -e assim o vestido lilás que lhe cobria até metade das coxas balançou de acordo com a correção de postura. Até agora Robin estava esticada no sofá, quando Zoro entrou foi sentar para aproveitar melhor a companhia.

–Pensei que fosse comemorar com os outros.

–Estou meio cansada.

–Tudo bem?

–Sim, só... Estou te achando diferente.

–Diferente?...

As mãos da arqueóloga entrelaçaram as do maior, admirava aquilo num fino sorriso e observou aqueles olhos, conseguia se enxergar naquele momento.

–Sim, você parece mais calmo, está menos arrogante... Eu até que gostava do seu jeito marrento. -ela fez bico.

–Hey, eu não deixei de ser eu! E depois, só tô com sono! -é, o orgulho continua o mesmo.

–Que exemplo de pai hein?! -a Robin sínica não mudou nada.

–Algum problema? -ele indagou.

–Não, só... estou entediada...

–Não seja por isso... -o olhar pervertido lançado indicava exatamente como ele se sentia agora, mas tendo em mente que forçá-la a qualquer coisa está fora de questão.

Por isso foi lhe beijando com calma, não precisavam ter pressa para serem um do outro;